quarta-feira, 24 de junho de 2015

Jesus Cristo é a Rocha
e
A Bíblia a Sua Palavra Autenticada



QUAL É O FUNDAMENTO DA IGREJA?

A recente visita do Papa aos Estados Unidos em Outubro de 1979 entrará para a História como um dos acontecimentos culminantes da última década. A nação inteira parou como que hipnotizada ante a figura simpática e atraente do Pontífice romano, que exerceu uma influência envolvente sobre milhões de pessoas que ouviram a sua palavra dita com bondosa autoridade, ou que simplesmente captaram um vislumbre da sua carismática figura.

Agiganta-se o Prestígio do Papa

A primeira dama da nação deu-lhe cordialíssimas boas-vindas em nome do seu esposo. Poucos dias depois o Papa chegava à capital do país para entrar triunfalmente na Casa Branca, onde foi recebido pelo presidente Jimmy Carter. No jardim da mansão presidencial falou a milhares de dignitários dando-lhes a bênção papal. Pouco depois teve lugar uma recepção oficial no jardim norte da sede do governo.
Norte-americanos de todas as procedências expressaram a sua admiração pelo ilustre visitante que fala sete idiomas e empolga as massas com o seu cálido sorriso. Até Billy Graham declarou: "O Papa é o dirigente religioso mais respeitado no mundo de hoje". E acrescentou: "A visita do Papa João Paulo II aos Estados Unidos é um dos acontecimentos mais importantes entre aqueles que produzirão o despertamento religioso do nosso povo".
Esta viagem aos E.U.A. seguiu-se às visitas que o chefe supremo do catolicismo fez à Polónia, à República Dominicana, ao México e à Irlanda, e seguramente tem sido e será seguida por outras viagens programadas. Tudo isto em pouco mais de dois anos de pontificado.
É evidente que com esta série de giros por diversos países do mundo, e particularmente com esta memorável visita aos Estados Unidos, a figura do Papa tem-se agigantado e despertado mais simpatia e mais esperanças do que nunca.

É São Pedro o Fundamento da Igreja?

Muitos veem o Papa como o dirigente indiscutível do mundo religioso de hoje. Além disso muitos o veem como o fundamento da Igreja de Cristo. Para tanto baseiam-se não somente na sua popularidade, mas também na tradicional afirmação de que São Pedro foi constituído como pedra fundamental da Igreja pela declaração de Cristo.
É oportuno lembrar, entretanto, que esta premissa não corresponde à realidade nem pode ser provada pela Palavra de Deus.
Vejamos em primeiro lugar a declaração de Cristo. Vamos transcrevê-la literalmente: "Mas vós, continuou Ele (Jesus), quem dizeis que Eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então Jesus afirmou-lhe: Bem aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas Meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (São Mateus 16:15-18).
Aqueles que declaram ser Pedro o fundamento da Igreja usam como argumento a declaração de Jesus: "Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja", e sustentam que a palavra "pedra" neste caso se refere a São Pedro.
É interessante lembrar, em primeiro lugar, que a maior parte dos pais da Igreja, reverenciados pelo catolicismo, estão em completo desacordo com a ideia de que a rocha à qual Jesus Se referiu seja Pedro. Para alguns essa rocha é o próprio Jesus. Para outros é a declaração feita por São Pedro: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo", o que, afinal de contas, equivale à mesma coisa.
Esta exegese dos Pais da Igreja está de acordo com as Escrituras, e desautoriza os teólogos que querem fazer de São Pedro o fundamento da Igreja. Mas o mais importante é investigar na própria Bíblia qual é a interpretação a ser dada às palavras do Senhor, pois a Bíblia é sua própria exegeta e intérprete e nunca se contradiz a si mesma.
Para provar que a rocha sobre a qual está edificada a Igreja é Cristo, ou a fé expressa por São Pedro de que Cristo é o Filho do Deus vivo, o que é a mesma coisa, vejamos o que dizem a respeito disso outras passagens das Escrituras.
Comecemos por assinalar o facto de que quando Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja", usou duas palavras, totalmente diferentes, cujo significado estabelece um contraste notável e permite entender a ideia do Mestre, mesmo que não tivéssemos outros textos para interpretar esta passagem. Na primeira parte da frase Cristo usou a palavra Pedro, em grego Pétros, que significa pedra pequena ou seixo. Na segunda parte da frase de Cristo, pedra é traduzida do grego pétra, que significa rocha, uma rocha grande que não pode ser movida. Deste modo, pelo estudo semântico e linguístico da passagem não se pode interpretar que Cristo se tenha referido a Pedro, quando disse: "Sobre esta rocha". Parafraseando o que Cristo expressou, diríamos: "Tu és Pedro, uma pedrinha rolante. Mas sobre esta rocha inamovível - a declaração que tu fizeste de que Eu sou o Filho de Deus - edificarei a Minha igreja".

Mas  Vejamos  o  Que  a  Própria  Bíblia  Ensina:
1 - O próprio apóstolo São Pedro indica claramente que a pedra viva, a rocha eterna, é o Senhor Jesus Cristo. Falando acerca do Salvador, na sua primeira epístola, declarou: "Chegando-vos para Ele (Cristo), a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa". E acrescenta: "A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra angular (certamente falando de Cristo)" (I São Pedro 2:4, 7).
2 - São Paulo ensina a mesma coisa na sua epístola aos Efésios 2:20: "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular". E se o espaço permitisse poderíamos comentar outras passagens bíblicas que falam do Senhor como a pedra fundamental da Igreja.

3 - Tão-pouco a declaração de que São Pedro constituiu a sua sede em Roma e aí desempenhou o primado da igreja primitiva, pode ser demonstrada, tanto pela Bíblia como pela História. O relato das Escrituras não nos permite inferir que Pedro tenha passado mais que uns poucos anos em Roma por ocasião do seu martírio, tão-pouco permite concluir que tenha então ocorrido o seu primado. Pelo contrário, no grande concílio de Jerusalém, reunido por volta do ano 49 A.D. para considerar a conduta dos cristãos procedentes do paganismo, no que dizia respeito às cerimónias judaicas, a decisão final não foi tomada por indicação de um dirigente que fosse o primeiro ou que se chamasse vigário de Deus. A passagem relata: "Então pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a igreja..." (Atos 15:22). E a mensagem enviada às igrejas começava assim: "Os irmãos, tanto os apóstolos como os presbíteros, aos irmãos de entre os gentios..." (versículo 23).
4 - Por outro lado, é evidente que o concílio de Jerusalém foi presidido por Tiago e não por Pedro (versículos 13-19).
5 - Em nenhum lugar da Bíblia se ensina que tenha sido plano de Deus converter um ser humano em supremo reitor dos destinos da Igreja ou seu governante máximo e sua voz infalível, particularmente em matéria de ensino e doutrina. A única Cabeça suprema da Igreja é Cristo, e o único magistério infalível é o do Espírito Santo, que foi enviado por Jesus quando subiu ao Céu (São João 16:13).

A Suprema Norma da Verdade

6 - Cabe também assinalar que a posição de que a Igreja deve basear-se na tradição, além da Bíblia, está em total desacordo com as Escrituras e com os ensinos de Cristo e dos apóstolos. Seria inconsequente da parte de Deus confiar a transmissão da verdade a uma tradição incerta, errante e nebulosa, particularmente quando esta muitas vezes se afasta da Bíblia. Pelo contrário, o Senhor deu um código escrito o qual tem sido aceite providencialmente por todas as igrejas cristãs. Esse código contém a revelação única e suficiente da vontade de Deus e é constituído pelas Sagradas Escrituras.
7 - Por isso Jesus, na sua oração sacerdotal disse: "A Tua Palavra é a verdade" (S. João 17:17).
8 - Além disso acrescentou: "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim (São João 5:39).

9 - Por outro lado, Jesus nunca Se referiu à tradição como base ou fonte da verdade. Ele chegou até a dizer aos dirigentes religiosos da Sua época: "Porque transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?" (São Mateus 15:3).
A Bíblia mostra que o instrumento escrito é não somente inspirado, mas único e suficiente. São Paulo escreveu na sua carta a Timóteo: "E que desde a infância sabes as Sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus". E acrescenta, para destacar o valor único, a inspiração absoluta e o carácter infalível da Bíblia: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correcção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra." (II Timóteo 3:15-17).
Quanta confiança nos proporciona o facto de que Deus providenciou para nós um instrumento escrito e inspirado pelo Espírito Santo (II São Pedro 1:19-21), que é infalível, perfeito e completo, como base da nossa esperança e âncora segura da nossa fé!

10 - Quanta segurança e consolo deve trazer-nos o facto de que o fundamento da igreja de Cristo não é um ser humano, imperfeito, mas o próprio Jesus, nosso amado Salvador, que nos ofereceu como garantia do Seu amor inefável, uma vida humana perfeita, e Seu próprio sangue expiatório!

Que esta Confiança e esta Segurança do Amor de Cristo nos Levem a Aceitá-l'O como Nosso Salvador e a Receber os Seus Princípios como Norma da Nossa Vida. Ele nos Fará Felizes nesta Vida e nos Dará, além disso, a Vida Eterna.

Fernando Chaij, Licenciado em Filosofia e História pela Universidade Nacional de Buenos Aires, foi Diretor e Professor de História da Universidade Adventista del Plata da Argentina, in Sinais dos Tempos, nº 3, 1981.

O SENHOR É MINHA ROCHA



Quando paro pra pensar em Teu grande amor, Penso: "Pode Deus amar a mim, pecador?"
Ao sentir o Teu poder manifesto em mim, Eu não consigo compreender porque me amas tanto assim.

CORO
Pois o Senhor é minha rocha, Meu refúgio é o Senhor. Não temerei, mas forte serei, Quando o mal sobre mim vier.
Pois o Senhor é minha fortaleza, E meu protetor. Se em provação me ajudas, Grande é o amor que tens por mim!

Quando olho para o céu, Obra de Tuas mãos, Vejo quanto és grande ó Deus, Por Tua criação.
Ó meu Pai, Senhor da luz, Sou um pecador. Mas sei que o sangue de Jesus, Faz de mim um vencedor!

Por isso peço, ó Pai, Comigo sê nesta luta aqui. Louvor então hei de render, Em gratidão a Ti.
A Ti, ó Pai de amor! Pai de amor!
Senhor! Tu És A Minha Rocha!


   

A IGREJA, EDIFICADA SOBRE A ROCHA: CRISTO

TRANSFORMADORES DO MUNDO
"Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo."
Filipenses 2:15.
Discursando para líderes do partido comunista, Karl Marx afirmou com entusiasmo: "O propósito da filosofia é interpretar o mundo. O propósito do comunismo é transformar o mundo." Durante 70 anos, a igreja e o comunismo confrontaram-se exactamente neste ponto: Ambos se propuseram mudar o mundo, mas com métodos diametralmente opostos.
Não se engane: O propósito da igreja é mudar radicalmente o mundo. O seu objectivo não é condescender nem conformar-se com o mundo; é transformá-lo. O seu alvo não é partilhar das perversões do mundo, mas trabalhar pela sua conversão. A igreja é a arena da graça de Deus. Os seus membros devem brilhar "no meio de uma geração pervertida e corrupta". Filip. 2:15. "A igreja é o instrumento indicado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e a sua missão é levar o evangelho ao mundo. ... A igreja é a depositária das riquezas da graça de Cristo; e pela igreja será a seu tempo manifesta, mesmo aos 'principados e potestades nos Céus' (Efés. 3:10), a final e ampla demonstração do amor de Deus." - Ellen White in Actos dos Apóstolos, pág. 9.
A igreja não é apenas uma instituição corporativa, embora seja organizada para cumprir uma missão. Ela não é uma estrutura burocrática: é um grupo de cristãos transformados pela graça, dedicados a fazer a vontade de Cristo no mundo. É o povo de Deus redimido para servir, suprindo necessidades em toda a parte, em nome de Jesus. São administradores, pastores, adultos, jovens, crianças, você e eu proclamando o Seu amor e a Sua verdade a todos, em todos os lugares. A igreja, somos nós.
Ela nunca será o que Deus quer que ela seja até que eu me torne o que Deus quer que eu seja. Um evangelista disse: "O mundo ainda está para ver o que Deus pode fazer através do homem que Lhe é totalmente consagrado. Pela Sua graça, eu serei esse homem."
Seja você também esse homem ou mulher, esse jovem, menino ou menina. Pela graça de Deus é possível.
Mark Finley in Meditações Matinais SOBRE A ROCHA, Publicadora SerVir, 02.06.2007.

O CERTO E O ERRADO
"Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte."
Provérbios 14:12.
Abraão Lincoln enfrentava uma grave crise. Durante décadas, e escravidão era discutida na América. A Constituinte fora aprovada à tangente. O Compromisso de Missouri, de 1820, preservara algum equilíbrio entre Estados livres e esclavagistas, mas o assunto não podia continuar a ser ignorado indefinidamente. Os Estados do sul pareciam estar prontos para se separarem. Argumentavam que a sua economia e o seu estilo de vida dependiam da mão-de-obra escrava.
E Lincoln desejava preservar a nação. Ele era um conciliador. Fez tudo para evitar que o país se dividisse. O lema da Revolução Americana, "Unidos, ficamos em pé; divididos, caímos." era também o de Lincoln. Porém, ele via outro princípio em jogo, a que chamou a "monstruosa injustiça da escravidão." Certa vez disse: "Se a escravidão não for um erro, nada mais é errado. Nunca pensei ou senti de outra forma." Para Lincoln, não estava certo que seres humanos se apossassem de outros seres humanos. Apesar dos muitos opositores, da ligação da economia ao trabalho escravo, ou das ameaças feitas, a escravidão estava errada.
No dia 1 de Janeiro de 1863, Abraão Lincoln, finalmente, proclamou a emancipação, numa declaração simbólica que preparou o caminho para a liberdade. Lincoln enfrentou a crise e tomou uma posição. E a nação norte-americana deu um passo para se tornar a terra da liberdade.
Muitas pessoas acreditam que não existe 'certo' nem 'errado'. Definem essa questão como sendo relativa, de preferência pessoal, o que torna o nosso tempo bem semelhante aos dias dos juízes, quando "cada um fazia o que achava mais correcto". Juí. 21:25. Mas Salomão fala com relevância cada vez maior a esta geração: "Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte." Prov. 14:12.
Fazer o que é certo ou errado não é uma questão de preferência pessoal; mas de fazer ou não a vontade de Deus. Ele convida-nos a que firmemos a nossa postura intelectual, moral e espiritual no fundamento da Sua Palavra.
Idem, 10.06.2007.

QUANDO A CONSCIÊNCIA MERECE CONFIANÇA
"Por isso também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens."
Actos 24:16.
Recentemente, um estudante universitário e eu conversávamos sobre questões morais. O seu ponto de vista era igual a outros que eu já ouvira. Quando lhe pedi para definir a diferença entre o bem e o mal, ele respondeu: "Sigo a minha consciência. Se não acho que algo é errado, vou em frente. Ouço as minhas convicções." Concordo, em parte, com essa declaração. É certo que o Espírito de Deus nos convence do que é certo ou errado. Se vivemos em comunhão com Deus, a voz suave do Espírito guia-nos. Porém, é a consciência um guia seguro?
O que é a consciência? É a voz interior que nos imprime a sensação do bem e do mal. Deus no-la deu como uma espécie de radar moral. Mas ela não funciona no vazio. Recebe influências. O ambiente, as nossas escolhas e as sugestões alheias contribuem para a sua formação. A Bíblia fala sobre a "boa consciência" (Actos 23:1; I Tim. 1:5), a "consciência limpa" (I Tim. 3:9) e a consciência purificada pelo sangue de Cristo "de obras mortas para que sirvais ao Deus vivo" (Heb. 9:14). Mostra, também, como a consciência é contaminada (I Cor. 8:7), e então qualifica-a como débil (I Cor. 8:12), cauterizada (I Tim. 4:2) e má (Heb. 10:22).
Isto leva-nos à pergunta inicial: É a consciência um guia seguro?
Sim e não. Se ela é moldada pela Palavra de Deus, se é sensível à direcção do Espírito Santo, se é preparada para fazer escolhas correctas e estiver aberta à influência de bons conselhos, merece confiança.
Mas, se for manchada pela desobediência, endurecida pelo pecado, influenciada por cristãos transigentes e habituados a escolhas erradas, não é de confiança.
A Palavra de Deus está acima da consciência, sendo o agente de formação desta. Enchamos a mente com a Palavra de Deus, para que a nossa consciência seja santificada dia a dia.
Idem, 11.06.2007.

A FORÇA DE UM TESTEMUNHO
"Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti. ... (Eles) vão indo de força em força."
Salmo 84:5, 7.
O Pastor Mikhail Azaroz foi preso num campo na Sibéria, por causa da sua fé. E entre os encarcerados estava um gigante sanguinário chamado Yura. Juntamente com o seu gangue, ele passava o tempo a aterrorizar outros prisioneiros. Eles nunca tocaram no pastor Mikhail, mas os gritos e gemidos das vítimas eram de partir o coração.
Enquanto o pastor orava sobre isso, veio à sua mente um versículo bíblico: "Eis aí vos dei autoridade para pisardes ... sobre todo o poder do inimigo." Luc. 10:19. Mikhail sentiu que Deus o dirigia para fazer alguma coisa. Certa noite, quando Yura gritou a sua ordem habitual: "Quero ver sangue!", o pastor segurou o seu braço e disse: "Yura, as Escrituras dizem, não faça aos outros o que não quer que eles lhe façam a si." Diante dos olhares admirados, Yura desenvencilhou-se e respondeu: "Não quero magoá-lo, meu velho. Volte para o seu beliche."
Mas o pastor insistiu: "Vamos fazer um acordo. Você dá-me apenas uma hora para conversarmos, e eu conto-lhe o meu passado." Yura pensou um pouco e, virando-se para o seu grupo, perguntou: "Deixamos que ele fale?" Diante do sinal de indiferença, Yura disse: "Então, vamos lá!"
O pastor contou-lhe sobre a sua fé e a perseguição enfrentada pelos crentes. Passaram-se três horas e os guardas já tinham apagado as luzes. Surpreendentemente, Yura queria ouvir mais. Mikhail prometeu continuar, e, noite após noite, falava-lhes sobre Jesus. A selvajaria da cela terminou.
Deus é mais forte do que a brutalidade; maior do que a maldade de corações empedernidos. Ele transformou o ambiente daquela prisão através do testemunho de um indivíduo. Isso não é surpresa. Ele já mudou o curso da História através de Moisés, mudou Babilónia através de Daniel, mudou a Pérsia através de Ester, mudou Roma através de Paulo. Pode mudar a sua família, o seu local de trabalho, a sua escola, a sua vizinhança, através de si.
Idem, 19.06.2007.

TEMPO DE DESPERTAR
"Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da Terra."
Colossenses 3:2.
O filósofo e economista escocês Adam Smith ficava, às vezes, tão perdido nos seus pensamentos que chegava a esquecer-se de onde estava. Num domingo de manhã, andava pelo seu jardim vestindo apenas um pijama. Em pouco tempo, ficou tão absorvido com a solução de um complexo problema teórico, que saiu do quintal para a rua. De facto, andou cerca de 15 quilómetros até uma povoação vizinha, totalmente alheio ao que o rodeava.
Mas o forte repicar de sinos penetrou em algum nível da sua consciência, e entrou na igreja ainda a pensar no problema. Os fiéis admiraram-se de ver o filósofo ali, vestido apenas com o seu pijama. Smith estava tão absorto nos seus pensamentos que perdeu o contacto com a realidade.
Embora achemos engraçado o distraído filósofo ter entrado de pijama na igreja, será possível que nós também fiquemos tão preocupados com a vida que percamos de vista as realidades eternas? Paulo declara: "Conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos." Rom. 13:11.
Uma vez que "Satanás está a disputar a nossa salvação no jogo da vida" (Testemunhos Para a Igreja, vol. 6, pág. 148), ele tenta distrair a nossa mente com as coisas deste mundo. Tendo em vista a eternidade, agora é o momento de acordar para os seus enganos. A estratégia de Satanás é ocupar-nos com as coisas presentes, de modo que a eternidade tenha pouco espaço no nosso pensamento. Ele quer encher a nossa mente com o que é terreno de modo que não haja espaço para o celestial. Mas a resposta de Deus é: "Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da Terra." Col. 3:2.
A batalha entre Cristo e Satanás está a ser travada na nossa mente. Hoje, convide Jesus para controlar os seus pensamentos. Convide-O para que reine, supremo, na sua mente. Dedique tempo para permitir que o Seu Espírito molde os seus pensamentos, e seja um vencedor!
Idem, 21.06.2007.

A NOSSA ESCOLHA DETERMINA O NOSSO DESTINO
"Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência."
Deuteronómio 30:19.
Robert Ingersoll, um dos incrédulos mais conhecidos do século passado, nasceu no lar de um Pastor. Depois de ouvir o pai pregar sobre o fogo do inferno, Ingersoll concluiu que um Deus que atormentasse as pessoas por milhões de anos não poderia ser um Deus de amor. Mais do que isso, decidiu que um Deus assim não podia realmente existir.
E Ingersoll estava certo. Um Deus vingador, que Se deleita em infligir tamanho sofrimento, não existe.
A minha mente nunca poderia adorar um Deus que atormentasse as pessoas no inferno por milhões e milhões de anos. Consegue imaginar um Céu no qual os remidos ficassem a olhar para as pessoas a sofrerem no inferno? Um popular escritor religioso disse que se o fogo do inferno fosse extinto e os perdidos parassem de sofrer, um dos maiores prazeres dos redimidos acabaria. Por outras palavras, ele afirmou que uma das alegrias do Céu é ficar a olhar para os perversos a sofrer. Que retrato mais distorcido de Deus!!!
O retrato bíblico de Deus é completamente diferente. O amor de Deus não permite que Ele atormente os pecadores pelas eras intermináveis da eternidade. A Sua justiça não permitirá que Ele passe por alto o seu pecado. Mas o pecado (preso ao pecador), é um material inflamável na presença de um Deus Santo. Deus deixa os pecadores fazerem as suas próprias escolhas. E desprovidos da Sua amorosa protecção, eles serão destruídos nas chamas da Sua santidade.
A agonia mais profunda do inferno é a tortura mental de saber que estão banidos para sempre da presença de Deus (quando poderiam ter-se salvo). Deus oferece vida. Eles escolheram a morte. As palavras do antigo profeta ressoam através dos séculos: "Os Céus e a Terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência." Deut. 30:19.
A salvação é uma escolha. A perdição eterna é uma escolha. Cada um de nós, afinal, terá aquilo que escolher. Hoje, o Deus do Céu apela para que cada um de nós escolha a vida.
Idem, 10.07.2007.

UMA VIDA EDIFICADA SOBRE A PALAVRA
"Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha."
Mateus 7:24.
Satanás reservou as maiores tentações especialmente para a geração que vive no tempo do fim. Isto não precisa de nos perturbar, pois o maior derramamento do poder celestial para sustentar o povo de Deus virá também no fim.
Mateus 7:24-27 descreve dois grupos de pessoas. Um grupo consegue atravessar o tempo da tribulação. O outro grupo cai. Duas casas - uma construída sobre a areia e a outra, sobre a rocha. Duas casas passam pela mesma tormenta, mas uma sobrevive e a outra cai. Ellen White escreveu: "O próprio eu não passa de areia movediça. Se edificar sobre teorias e invenções humanas a sua casa ruirá. Será varrida pelos ventos da tentação, pelas tempestades das provas. Mas estes princípios que (Jesus lhe deu) permanecerão. Receba(O); edifique sobre (as Suas) palavras." - O Desejado de Todas as Nações, pág.314.
Nos últimos dias, Satanás soltará os ferozes ventos da tentação. Qualquer tentativa de edificar a espiritualidade sobre o formalismo ou sobre rituais religiosos terminará em desastre. Qualquer vida espiritual centrada em tentativas humanas de vencer a tentação ruirá como uma casa construída sobre a areia.
A casa espiritual que sobreviverá é a que for construída sobre a rocha firme, Jesus Cristo. Na nossa passagem para hoje, Jesus diz: "Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente." Mat. 7:24. Edificar uma vida espiritual em Cristo é edificar uma vida de confiança na Sua Palavra. Uma vida edificada sobre a Palavra de Deus sobreviverá aos ventos da tentação. Ao abrirmos a Palavra de Deus, o mesmo Espírito Santo que inspirou a Palavra aplicará os seus princípios ao nosso coração.
Encontrar tempo para a Palavra de Deus é o grande desafio da nossa apressada sociedade. Qualquer vida que não esteja edificada sobre a Palavra será varrida quando as tormentas da tentação vierem. A Palavra solidifica a nossa fé. A Palavra é a nossa rocha, o nosso alicerce, a âncora da nossa fé. Hoje, tome a decisão de passar tempo com Deus através da Sua Palavra, e edifique sobre a rocha firme.
Idem, 08.08.2007.

DESCOBRINDO AS NOSSAS RAÍZES
"Porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas."
Apocalipse 4:11.
Alex Haley passou mais de uma década à procura das suas raízes nos três continentes. Juntou os retalhos da história da sua família através dos séculos, a qual foi passada de boca em boca e por meio de registos do censo e de testamentos da família.
Com o tempo, descobriu que no ano de 1767, um seu antepassado tinha sido sequestrado no rio Gâmbia, na África, e transportado para Annapolis, Maryland, num navio britânico de transporte de escravos e, em 1768, vendido para John Waller, de Richmond, Virgínia. A história dessa busca iniciada por Alex Haley fez com que milhões de outras pessoas passassem a procurar a sua própria identidade. Estudos genealógicos tornaram-se muito populares.
Quais são as minhas raízes? Quais são as suas? Até as raízes de Haley vão mais fundo do que a sua pesquisa revelou. Através de Jesus, o falecido Sr. Haley não foi apenas um descendente de escravos - ele foi um filho de Deus. A nossa identidade tem as suas raízes na origem da vida. O Apocalipse revela uma cena celestial maravilhosa. Seres celestiais estão a louvar a Deus na sala do trono do Universo. Os seus cânticos ecoam pelos Céus: "Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas." Apoc. 4:11.
Não somos um acidente genético. Nem um capricho da Natureza. Somos filhos de Deus, formados por um amoroso Criador. "Pois n'Ele vivemos, e nos movemos, e existimos." Actos 17:28.
A vida é uma dádiva de Deus. Cada respiração, cada batimento do coração, cada segundo de vida flui do coração de um Pai de amor. Não nos criámos a nós mesmos. Não determinámos a nossa existência. Existimos pela vontade de Deus, que tem um plano para a nossa vida.
Hoje, podemos louvá-l'O pelo dom da vida. Podemos louvá-l'O como nosso amoroso Criador e bondoso Pai. Não somos órfãos sem lar nem escravos acorrentados. Somos filhos de Deus, e ninguém neste mundo nos pode tirar isso.
Idem, 13.10.2007.

A CASA QUE DEUS CONSTRUIU
"Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."
Mateus 16:18.
Em 1850, o arquitecto Joseph Patton apresentou o seu projecto para o edifício que acolheria a Grande Exposição de Londres de 1851. Paxton concebeu um edifício de dimensões gigantescas que não teria nada de muito pesado ou desajeitado. Ele imaginou uma estrutura que produzisse um efeito de leveza ou mesmo de ausência de peso.
O problema era que, naquele tempo, não havia maneira de construir um edifício com essas características. Grandes estruturas exigiam paredes imensas para as sustentar. Parecia não haver condições de criar o edifício gracioso e airoso que Paxton tinha em mente.
Entretanto lembrou-se de uma certa planta com a qual tinha trabalhado quando fora jardineiro, o lírio-d'água-real. As folhas suspensas desse lírio são enormes, com cerca de dois metros de diâmetro, e muito finas. Apesar disso, elas são bastante estáveis. Conseguem essa estabilidade mediante um complicado suporte na lateral inferior. Possui alguns veios que saem do centro da folha para fora, e que se dividem em muitas ramificações.
O lírio-d'água-real deu a Paxton a chave para realizar o seu sonho arquitectónico. O resultado: o Palácio de Cristal, um tremendo sucesso. Ele foi um ponto de viragem para a arquitectura.
O Senhor construiu outro magnífico edifício, a Sua igreja. "A Sabedoria edificou a sua casa, lavrou as suas sete colunas." Prov. 9:1. A sabedoria divina edificou a igreja de Deus sobre sete ensinos básicos. Estas doutrinas escriturísticas são as vigas que dão suporte à estrutura da verdade que Deus estabeleceu. Elas são verdades divinas e eternas:

1. As Escrituras (João 17:17)
2. A Salvação (João 3:16)
3. A Segunda Vinda (João 14:1-3)
4. O Sábado (João 14:15)
5. O Estado dos Mortos (João 11:11-26)
6. O Santuário (João 17:4, 11 e 24)
7. O Espírito Santo e o Espírito de Profecia (João 14:15-17)

Cristo está presente em todos esses pilares. Estas são as verdades eternas do Céu, e nem todos os poderes do inferno as podem destruir.
Idem, 07.12.2007.

DEFENDENDO AS SUAS CONVICÇÕES
"Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder."
Efésios 6:10.
Martinho Lutero cresceu num mundo religioso onde havia um verdadeiro pavor de Deus. Os cristãos temiam particularmente o purgatório, onde, pensava-se, as almas deviam passar anos até serem purificadas de cada pecado antes de entrar no Céu.
Lutero aprendeu que se podia comprar indulgências para que a alma ficasse menos tempo no purgatório. A compra e venda de indulgências tornou-se num verdadeiro comércio. Mas Martinho Lutero começou a estudar a Bíblia sozinho. A carta de Paulo aos Romanos impressionou-o bastante. Ele aprendeu sobre a graça de Deus, a qual justifica os pecadores gratuitamente. Chegou à conclusão de que a misericórdia de Deus não pode ser comprada nem vendida. Ele regozijava-se de que, embora todos pecassem e carecessem da glória de Deus, são "justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus". Rom. 3:23, 24.
Lutero poderia ter seguido a multidão e vivido uma vida bastante tranquila como monge. Mas a sua consciência não o deixou ficar inerte, vendo a graça de Deus ser distorcida. Tinha que tomar uma posição. E assim fez. Pôs-se de pé diante de Carlos, o imperador romano, e também de príncipes, de senhores, e de poderosos oficiais da igreja na Dieta de Worms. Esses homens exigiram que ele se retratasse publicamente dos seus ensinos.
Mas Lutero replicou corajosamente: "A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pelo mais claro raciocínio... não posso submeter a minha fé quer ao papa quer aos concílios. A menos que assim submetam a minha consciência pela Palavra de Deus, não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; assim Deus me ajude. Amém."
Estas palavras garantiram o sucesso da Reforma. Um homem comprometido com as suas convicções foi capaz de abalar o mundo. Deus mudou uma geração inteira mediante a coragem deste homem. Deus pode mudar o seu mundo se você estiver disposto a erguer-se pelos princípios contidos na Sua Palavra.
Idem, 21.12.2007. Pode assistir a Conferências muito interessantes deste grande Comunicador, em Links 1R - Como Encontrar Paz de Espírito. E a muiiitas mais 'navegando' na Net.

QUERO  SER  FIEL  A  TODA  A  PROVA


domingo, 14 de junho de 2015

"ALGUNS PAIS DÃO MAIS DO QUE DEVIAM AOS SEUS FILHOS"



 



Se por acaso ainda é dependente do tabaco...

correndo o risco de vir a ser uma das suas vítimas,

aproveite a oportunidade para se tornar livre desse flagelo participando no

PLANO DE 5 DIAS PARA DEIXAR DE FUMAR

que se vai realizar no Centro Comercial Satélite no Cacém

de 22 a 26 de junho de 2015.



 

clique nas imagens para poder ler

segunda-feira, 1 de junho de 2015

DISCIPLINA

Talvez O Que Cada Vez Mais... Falte...



... "Orientação da Criança foi preparado sob a direção dos Depositários das Publicações de Ellen G. White em seu escritório de Washington, D.C. ..."

"Grande é a necessidade deste volume. Estão em jogo interesses eternos. Os minuciosos conselhos sobre disciplina, edificação do caráter e educação física e espiritual serão entesourados por todo o pai e mãe previdente.
Que este volume, ao lado de Mensagens aos Jovens, O Lar Adventista, e outros livros de conselhos aos pais e aos jovens, possa servir para guiar os pais e mães na sua importantíssima obra, é o sincero desejo dos publicadores e dos Depositários das Publicações de Ellen White".



OBJETIVOS DA DISCIPLINA

O Domínio Próprio, Objetivo Supremo
O objetivo da disciplina é ensinar à criança o governo de si mesma. Devem ensinar-se-lhe a confiança e direção próprias. Portanto, logo que ela seja capaz de entendimento deve alistar-se a sua razão ao lado da obediência. Que todo o trato com ela seja de tal maneira que mostre ser justa e razoável a obediência. Ajudai-a a ver que todas as coisas se acham subordinadas a leis, e que a desobediência conduz finalmente a desastres e sofrimentos. Quando Deus diz: "Não farás", amorosamente Ele nos avisa das consequências da desobediência, a fim de nos livrar de desgraças e perdas. 1

Alistando o Poder da Vontade
Alcança-se o verdadeiro objetivo da reprovação apenas quando o próprio malfeitor é levado a ver a sua falta, e se consegue a sua vontade no empenho de corrigir-se. Quando isto se cumpre, apontai-lhe a fonte de perdão e poder. 2
Os que ensinam os alunos a sentir que têm o poder para se tornarem homens e mulheres honrados e úteis, serão os que têm êxito mais permanente. 3

Hábitos Corretos, Inclinações, Más Tendências
É obra dos pais restringir, guiar e controlar. Não podem cometer maior mal do que permitir que os filhos satisfaçam todos os seus desejos e fantasias pueris, e deixá-los seguir suas próprias inclinações; não lhes podem, então, causar maior mal do que deixar-lhes na mente a impressão de que devem viver para agradar e divertir-se a si mesmos, para escolher seus próprios caminhos e buscar os seus próprios prazeres e amigos. ... Necessitam os jovens de pais que os eduquem e disciplinem, que corrijam seus maus hábitos e inclinações, e cortem as suas más tendências. 4


Demoli a Fortaleza de Satanás
Mães, o destino de vossos filhos jaz em grande parte nas vossas mãos. Se faltardes ao cumprimento do dever, podereis colocá-los nas fileiras de Satanás e torná-los seus agentes, para arruinar outras almas; ou vossa disciplina fiel e exemplo piedoso podem guiá-los a Cristo, e eles, por seu turno, influenciarão a outros, e assim muitas almas poderão ser salvas por vosso intermédio. 5
Olhemos cuidadosamente e comecemos a apanhar nossos pontos falhos. Derribemos as fortalezas do inimigo. Corrijamos misericordiosamente os nossos queridos, protegendo-os do poder do inimigo. Não desanimeis. 6

Ensinai o Respeito à Autoridade Paterna e Divina
Os filhos ... devem ser ensinados, educados e disciplinados até se tornarem obedientes aos pais, respeitando-lhes a autoridade. Desse modo ser-lhes-á implantado no coração o respeito à autoridade divina, e a educação familiar assemelhar-se-á ao ensino preparatório para a família dos Céus. De tal caráter deve ser o preparo da infância e da juventude que as crianças sejam preparadas para assumir seus deveres religiosos, e assim estejam preparadas para entrar nas cortes de cima. 7
Aquele que é a fonte de todo o conhecimento, declara as condições de nossa habilitação para entrar no Céu da glória, nas palavras: "Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas." A obediência aos mandamentos de Deus é o preço do Céu, e a obediência aos pais, no Senhor, é a lição muito importante que os filhos devem aprender. 8

Obediência Por Princípio e Não Por Compulsão
Dizei aos vossos filhos exatamente o que deles exigis. Fazei-os compreender que vossa palavra é lei e deve ser obedecida. Assim lhes estareis ensinando a respeitar os mandamentos de Deus, que claramente declaram: "Farás", e "Não farás". É muito melhor vosso pequeno obedecer por princípio que por compulsão. 9

Uma Lição de Implícita Confiança
Isaque é amarrado pelas mãos trementes e amorosas do compassivo pai, porque assim o dissera Deus. ... O filho submete-se ao sacrifício, porque acredita na integridade do seu pai. ... Este ato de fé da parte de Abraão é registado para nosso benefício. Ensina-nos a grande lição de confiança nas reivindicações de Deus, por mais rigorosas e pungentes que sejam; e isto ensina aos filhos perfeita submissão a seus pais e a Deus. Pela obediência de Abraão, é-nos ensinado que coisa alguma é demasiado preciosa para darmos ao Senhor. 10

Os Jovens Responderão à Confiança
Devem os jovens ser impressionados com a ideia de que neles se tem confiança. Têm um senso de honra, e desejam ser respeitados, e têm este direito.
Se os alunos recebem a impressão de que não podem sair ou entrar, sentar-se à mesa, ou estar em qualquer parte, mesmo no seu quarto, a não ser que sejam vigiados, que um olho crítico esteja sobre eles para criticar e relatar, terá isto uma influência desmoralizadora, e a recreação em si não dará prazer. Esse conhecimento de uma vigilância contínua é mais do que tutela paterna, é muito pior; pois os pais sábios podem, com tato, discernir frequentemente sob a superfície e ver a operação da mente irrequieta nos anelos da juventude, ou debaixo das forças da tentação, e estabelecer seus planos de ação para anular o mal. Mas esse constante desvelo não é natural, e produz os males que está procurando evitar. A saúde dos jovens exige exercício, alegria, e que sejam cercados de uma atmosfera feliz e agradável, para o desenvolvimento da saúde física e de um caráter simétrico.
11

O Governo de Si Mesmo, Versus Autoridade Absoluta
Muitas são as famílias com crianças que parecem bem educadas enquanto se encontram sob a disciplina; quando, porém, o sistema que as ligou a certas regras se rompe, parecem incapazes de pensar, agir ou decidir por si mesmas. Essas crianças estiveram por tanto tempo sob uma regra de ferro, sem permissão de pensar ou agir por si mesmas, naquilo em que era perfeitamente próprio que o fizessem, que não têm confiança em si mesmas, para procederem segundo seu próprio discernimento, tendo opinião própria. E quando saem de sob a tutela dos pais para agirem por si mesmas, são facilmente levadas pelo juízo de outros a erróneas direções. Não têm estabilidade de caráter. Não foram deixadas em situação de usarem o próprio juízo na proporção em que isto fosse praticável, e portanto a mente não foi devidamente desenvolvida e avigorada. Foram por tanto tempo inteiramente controladas pelos pais que dependem inteiramente deles; estes são mente e discernimento para elas.
Por outro lado jovens não devem ser deixados a pensar e procederem independentemente do juízo de seus pais e mestres. As crianças devem ser ensinadas a respeitar o juízo da experiência, e ser guiadas pelos pais e professores. Sejam educadas de maneira que sua mente se ache unida com a dos pais e professores, e instruídas de modo a poderem ver a conveniência de atender a seus conselhos. Então, ao saírem de sob a mão guiadora deles, seu caráter não será como a cana agitada pelo vento.
A rigorosa educação das crianças, sem lhes dirigir convenientemente o modo de pensar e proceder por si mesmas na medida que o permitam sua capacidade e as tendências da mente, para que assim elas se desenvolvam no pensar, nos sentimentos de respeito por si mesmas e na confiança na própria capacidade de executar, produzirá uma classe débil em força mental e moral. E quando se acham no mundo, para agir por si mesmas, revelarão o fato de que foram ensinadas como os animais e não educadas. Em vez de sua vontade ser dirigida, foi forçada à obediência mediante rude disciplina por parte dos pais e mestres.
12


Maus Resultados Sempre que Uma Mente Domina a Outra
Os pais e professores que se gabam de ter completo domínio sobre a mente e a vontade das crianças sob seu cuidado, deixariam de gabar-se, caso pudessem acompanhar a vida futura das crianças que são assim postas em sujeição pela força ou o temor. Essas crianças acham-se quase de todo mal preparadas para partilhar das sérias responsabilidades da vida. Quando esses jovens não mais se encontram sob a direção de pais e mestres, e se veem forçados a pensar e agir por si mesmos é quase certo tomarem uma direção errónea e cederem ao poder da tentação. Não tornam esta vida um êxito e as mesmas deficiências se manifestam em sua vida religiosa. Pudessem os instrutores de crianças e jovens ter traçado diante de si o futuro resultado de sua errada disciplina, e mudariam o seu plano de educação. Aquela espécie de professores que se satisfaz com o manter quase inteiro domínio sobre a vontade dos alunos, não é a mais bem sucedida, embora a aparência no momento seja lisonjeira.
Nunca foi o desígnio de Deus que a mente de uma pessoa esteja sob o completo domínio de outra, e os que se esforçam para fazer com que a individualidade de seus pupilos venha a imergir na deles, e para lhes servirem de mente, vontade e consciência, assumem tremendas responsabilidades. Esses alunos podem, em certas ocasiões, parecer soldados bem disciplinados. Uma vez, porém, removida a restrição, ver-se-á a falta de ação independente, oriunda de firmes princípios.
13

Pela Habilidade e Esforço Paciente
Amoldar o jovem na devida maneira, requer habilidade e paciente esforço. Especialmente as crianças que vieram ao mundo oprimidas com uma herança do mal, resultado direto dos pecados dos pais, necessitam da mais cuidadosa cultura, a fim de desenvolverem e fortalecerem suas faculdades morais e intelectuais. E verdadeiramente pesada é a responsabilidade dos pais. As más tendências devem ser cuidadosamente reprimidas e censuradas com ternura; deve a mente ser estimulada em favor do direito. A criança deve ser animada a tentar governar-se a si mesma. E tudo isto deve ser feito judiciosamente ou será frustrado o propósito almejado. 14

1. Educação, pág. 287; 2. Idem, pág. 292; 3. Fundamentals of Christian Education, pág. 58; 4. Manuscrito 12, 1898; 5. Signs of the Times, 9 de fevereiro de 1882; 6. Review and Herald, 16 de julho de 1895; 7. Idem, 13 de março de 1894; 8. Manuscrito 12, 1896; 9. Review and Herald, 15 de setembro de 1904; 10. Testemunhos Seletos, Vol. 1, pág. 353; 11. Fundamentals of Christian Education, pág. 114; 12. Testemunhos Seletos, Vol. I, págs. 316 e 317; 13. Idem, págs. 317 e 318; 14. Christian Temperance and Bible Hygiene, pág. 138.

O TEMPO PARA COMEÇAR A DISCIPLINA

Os Filhos Desobedientes, um Sinal dos Últimos Dias
Um dos sinais dos "últimos dias" é a desobediência dos filhos aos pais. E reconhecem os pais a sua responsabilidade? Muitos parecem perder de vista o vigilante cuidado que devem manter para com os filhos, e permitem-lhes condescender com as más paixões e desobedecer-lhes.
1
Os filhos são a herança do Senhor, e a não ser que os pais lhes deem tal preparo que os habilite a conservar-se nos caminhos do Senhor, negligenciam solene dever. Não é a vontade nem o propósito de Deus que as crianças se tornem rudes, ásperas, descorteses, desobedientes, ingratas, profanas, obstinadas, orgulhosas, mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus. Declaram as Escrituras que esta condição da sociedade será um sinal dos últimos dias. 2

Os Pais Condescendentes se Desqualificam Para a Ordem do Céu
No Céu há perfeita ordem, perfeita paz e harmonia. Se os pais assim negligenciam trazer os filhos sob a devida autoridade aqui, como poderão esperar que estes possam ser considerados companheiros próprios para os santos anjos num mundo de paz e harmonia? 3
Os que não têm tido nenhum respeito pela ordem e a disciplina nesta vida, não respeitarão a ordem observada no Céu. Não poderão ser ali admitidos; pois todos quantos houverem de ter entrada no Céu, amarão a ordem e respeitarão a disciplina. Os caracteres formados nesta vida determinarão o destino futuro. Quando Cristo vier, não mudará o caráter de ninguém. ... Os pais não devem negligenciar de sua parte nenhum dever para beneficiar seus filhos. Devem educá-los de tal maneira que venham a ser uma bênção para a sociedade aqui, e possam colher a recompensa da vida eterna no porvir. 4


Quando Deve Começar a Disciplina
No momento em que a criança começa a escolher a sua própria vontade e caminho, nesse momento deve começar a sua educação e disciplina. Pode isso ser chamado uma educação inconsciente. Mas é quando deve começar um trabalho consciente e poderoso. O maior peso dessa obra repousa necessariamente sobre a mãe. Tem ela o primeiro cuidado da criança, e deve pôr o fundamento de uma educação que ajude a criança a desenvolver um caráter forte e equilibrado. ...
Frequentemente mostram primeiro os bebés uma vontade muito determinada. Caso essa vontade não seja posta em sujeição a uma vontade mais sábia do que os desejos não educados da criança, Satanás assumirá o controlo da mente e moldará a disposição em harmonia com a sua vontade.
5
Negligenciar a obra de disciplinar e educar a ponto de ser fortalecida uma disposição perversa, é causar às crianças um mal muito sério; pois estas crescem egoístas, exigentes, e nada amáveis. Não podem apreciar a sua própria companhia mais do que o podem os outros; portanto, sempre estarão cheias de descontentamento. A obra da mãe deve começar em idade precoce, não dando a Satanás a oportunidade de controlar a mente e a disposição dos seus pequeninos. 6

Reprimi a Primeira Aparência do Mal
Pais, deveis começar a vossa primeira lição de disciplina quando vossos filhos são bebés em vossos braços. Ensinai-lhes a submeter a sua vontade à vossa. Isso pode ser feito usando de imparcialidade e manifestando firmeza. Os pais devem ter completo domínio sobre o seu próprio espírito e com mansidão, e assim mesmo com firmeza, vergar a vontade do filho até que este não espere nada mais senão ceder à vontade deles.
Os pais não começam a tempo. A primeira manifestação de ira não é dominada, e as crianças crescem obstinadas, o que aumenta com o seu crescimento e se fortalece com o seu vigor.
7

"Pequeno Demais Para Punir?"
Eli não dirigiu a sua casa segundo as regras de Deus para o governo da família. Seguiu o seu próprio juízo. O extremoso pai deixou de tomar em consideração as faltas e pecados dos seus filhos, na sua meninice, comprazendo-se com o pensamento de que após algum tempo eles perderiam as suas más tendências. Muitos estão hoje a cometer erro semelhante. Julgam que conhecem um meio melhor para educar os seus filhos do que aquele que Deus deu em Sua Palavra. Alimentam neles más tendências, insistindo nesta desculpa: "São muito novos para serem castigados. Esperemos que fiquem mais velhos, e possamos entender-nos com eles". Assim os maus hábitos são deixados a se fortalecerem até que se tornam uma segunda natureza. Os filhos crescem sem sujeição, com traços de caráter que são para eles uma maldição por toda a vida, e que podem reproduzir-se nos outros.
Não há maior desgraça para os lares do que permitir que os jovens sigam o seu próprio caminho. Quando os pais tomam em consideração todo o desejo dos seus filhos, e com estes condescendem no que sabem não ser para o seu bem, os filhos logo perdem todo o respeito para com os seus pais, toda a consideração pela autoridade de Deus e do homem e são levados cativos à vontade de Satanás.
8

Ponde o Ensino no Lar Acima de Outras Ocupações
Muitos apontam para os filhos dos ministros (Pastores), professores e outros homens de alta reputação devido ao seu saber e piedade, e insistem em que se esses homens, com suas vantagens superiores, falham no governo da família, os que estão em situação menos favorável, não precisam esperar ter êxito. A questão a ser decidida é: Têm esses homens dado a seus filhos aquilo a que estes têm direito - um bom exemplo, fiel instrução e a devida restrição? É pela negligência desses pontos essenciais que tantos pais dão à sociedade filhos de espírito desequilibrado, impacientes com as restrições e ignorantes quanto aos deveres da vida prática. Nisso estão eles dando ao mundo um prejuízo que ultrapassa todo o bem realizado pelos seus labores. Esses filhos transmitem o seu próprio caráter perverso como herança à sua prole, e o seu mau exemplo e influência corrompem, ao mesmo tempo, a sociedade e causam estragos na igreja. Não posso imaginar que qualquer homem, por maior que seja a sua habilidade e utilidade, esteja servindo melhor a Deus ou ao mundo, enquanto o seu tempo é dedicado a outras ocupações com negligência dos seus próprios filhos. 9

É Prometida a Cooperação Celestial
Deus abençoará uma disciplina justa e correta. Mas "sem Mim", diz Cristo, "nada podeis fazer". Não podem as inteligências celestiais cooperar com os pais e mães que estão negligenciando educar os filhos, que estão permitindo a Satanás manobrar aquela pequena peça do maquinismo infantil, aquela jovem mente, como instrumento pelo qual possa trabalhar para anular a operação do Espírito Santo. 10

1. Review and Herald, 19 de setembro de 1854; 2. Signs of the Times, 17 de setembro de 1894; 3. Testimonies, Vol. 4, pág. 199; 4. Testemunhos Seletos, Vol. 1, págs, 537 e 538; 5. Carta 9, 1904; 6. Manuscrito 43, 1900; 7. Testemunhos Seletos, Vol. 1, págs. 76 e 77; 8. Patriarcas e Profetas, pág. 643; 9. Signs of the Times, 9 de fevereiro de 1882; 10. Manuscrito 126, 1897.


A DISCIPLINA NO LAR

Famílias Bem Ordenadas, Bem Disciplinadas
É dever dos que alegam ser cristãos, apresentar ao mundo famílias bem ordenadas, bem disciplinadas - famílias que mostrem o poder do verdadeiro cristianismo. 1 Não é coisa fácil ensinar e educar filhos sabiamente. Ao procurarem os pais conservar diante deles o juízo e o temor do Senhor, levantar-se-ão dificuldades. Revelarão os filhos a perversidade que lhes está no coração. Revelam amor à tolice, à independência, ódio à restrição e à disciplina. Praticam o engano e proferem falsidades. Muitíssimos pais, em vez de punirem os filhos por estas faltas, fazem-se cegos, para não verem sob a superfície ou discernirem o verdadeiro significado dessas coisas. Continuam, portanto, os filhos com suas práticas enganosas, formando caracteres que Deus não pode aprovar.
A elevada norma da Palavra de Deus é posta de lado por pais que não gostam, como alguns têm denominado, de usar a camisa de força na educação dos filhos. Muitos pais têm decidida aversão aos princípios santos da Palavra de Deus, porque esses princípios sobre eles colocam demasiada responsabilidade. Mas a visão posterior, que todos os pais são obrigados a ter, revela que os caminhos de Deus são os melhores, e que o único caminho da segurança e felicidade está na obediência à Sua vontade.
2

Restringir os Filhos Não é Trabalho Fácil
Com o presente estado de coisas na sociedade, não é para os pais fácil tarefa restringir os filhos e instruí-los segundo a regra bíblica do direito. Quando educarem os filhos em harmonia com os preceitos da Palavra de Deus, e, como Abraão na antiguidade, ordenarem a sua casa após si, pensam os filhos que seus pais são demasiadamente cuidadosos e desnecessariamente exigentes. 3

Falsas Ideias Quanto à Restrição
Pais, se quiserdes a bênção de Deus, fazei como Abraão, reprimi o mal, e incentivai o bem. Pode ser necessário certo comando em lugar de satisfazer à inclinação e ao prazer dos filhos. 4
Consentir, porém, que a criança siga seus impulsos naturais, corresponde a consentir que ela se corrompa e se torne hábil no mal. Os pais prudentes não dirão a seus filhos: "Sigam o que quiserem; vão aonde quiserem; façam o que quiserem"; antes dirão: "Ouvi a instrução do Senhor". Devem-se fazer regras e regulamentos sábios, e pôr em execução a fim de que a beleza da vida doméstica se não perverta. 5

Porque a Família de Acã Pereceu?
Considerastes porque foi que todos os que estavam ligados com Acã também foram submetidos ao castigo de Deus? Foi por não terem sido ensinados e educados segundo os ensinamentos que lhes foram dados na grande norma da Lei de Deus. Os pais de Acã haviam educado o filho de tal maneira que este se sentiu com liberdade para desobedecer à Palavra de Deus. Os princípios inculcados na sua vida levaram-no a lidar com os seus filhos de tal maneira que estes também foram corrompidos. A mente age e reage sobre a mente, e o castigo que incluiu os parentes de Acã e ele mesmo, revela o fato de que todos estavam envolvidos na transgressão. 6

O Afeto Cego dos Pais, é o Maior Obstáculo no Ensino
É quase universal o pecado da negligência paterna. Frequentemente existe o afeto cego àqueles que connosco estão ligados por laços naturais. Esse afeto é levado a grande amplitude; não é equilibrado pela sabedoria ou pelo temor de Deus. O cego afeto paterno é o maior obstáculo no caminho da devida educação da criança. Evita a disciplina e o ensino exigidos pelo Senhor. Às vezes, devido a este afeto, parecem os pais ser despojados da razão. Assemelha-se à fraca misericórdia dos ímpios - crueldade disfarçada com as vestes do chamado amor. É a perigosa influência que leva os filhos à ruína. 7
Correm os pais o constante perigo de condescender com os afetos naturais à custa da obediência à lei de Deus. Para agradar aos filhos, permitem muitos pais o que Deus proíbe. 8


Os Pais São Responsáveis Pelo que os Filhos Poderiam Ter Sido
Se, como professores do lar permitirem os pais e mães que os filhos tomem em suas mãos as rédeas do governo e se tornem obstinados, serão considerados responsáveis pelo que estes de outra maneira poderiam ter sido. 9
Aqueles que seguem suas próprias inclinações, com uma afeição cega para com os seus filhos, condescendendo com eles na satisfação dos seus desejos egoísticos, e não fazem uso da autoridade de Deus para repreender o pecado e corrigir o mal, tornam manifesto que estão honrando seus ímpios filhos mais do que a Deus. Estão mais ansiosos por defender a reputação deles do que glorificar a Deus; mais desejosos de agradar aos seus filhos do que comprazer ao Senhor.
Aqueles que têm muito pouca coragem para reprovar o mal, ou que pela indolência ou falta de interesse não fazem um esforço ardoroso para purificar a família ou a Igreja de Deus, são responsáveis pelos males que possam resultar da sua negligência ao dever. Somos precisamente tão responsáveis pelos males que poderíamos ter impedido nos outros pelo exercício da autoridade paterna ou pastoral, como se esses atos tivessem sido nossos.
10

Não Há Lugar Para Parcialidades
É muito natural aos pais serem parciais para com seus próprios filhos. Especialmente se esses pais acham que eles mesmos possuem superior habilidade, considerarão seus filhos superiores aos filhos dos outros. Por isso, muito do que seria severamente censurado nos demais, é passado por alto em seus próprios filhos como sendo vivacidade e argúcia. Embora essa parcialidade seja natural, é injusta e nada cristã. Fazemos um grande mal aos nossos filhos quando permitimos que as suas faltas fiquem sem correção. 11

Não Tenhais Compromisso com o Mal
Deve-se deixar esclarecido que o governo de Deus desconhece qualquer transigência com o mal. Nem no lar nem na escola deve ser tolerada a desobediência. Nenhum pai ou professor que tome a peito o bem-estar dos que se acham sob os seus cuidados, transigirá com a vontade obstinada que desafia a autoridade ou recorre a subterfúgios ou evasivas a fim de escapar à obediência. Não é o amor mas o sentimentalismo o que usa de rodeios com as más ações, procura pela lisonja ou o suborno conseguir a submissão e finalmente aceita algum substituto da coisa exigida. 12
Em muitas famílias, hoje, há muita condescendência própria e desobediência que são passadas por alto sem serem corrigidas; também se manifesta um espírito subjugador e autoritário, que cria os piores males na disposição dos filhos. Corrigem-nos às vezes os pais de maneira tão inconsiderada, que sua vida se torna infeliz e eles perdem todo o respeito pelo pai, pela mãe e pelos irmãos e irmãs. 13

Os Pais Deixam de Compreender os Princípios Corretos
É de entristecer o coração ver a imbecilidade de pais no exercício da autoridade que Deus lhes deu. Homens que no demais são firmes e inteligentes deixam de compreender os princípios que deveriam ser aplicados na educação dos seus pequenos. Deixam de lhes dar a instrução correta justamente no tempo em que a instrução correta, um exemplo piedoso, e uma firme decisão, são mais necessárias para dirigir no caminho certo as mentes inexperientes que ignoram as influências enganosas e perigosas com que se devem defrontar em toda a parte. 14
O maior sofrimento que veio à família humana é devido aos pais se haverem apartado do plano divino para seguirem a sua própria imaginação e as suas ideias imperfeitamente desenvolvidas. Muitos pais seguem o impulso. Esquecem-se de que o bem presente e futuro dos filhos requer inteligente disciplina. 15

Deus Não Aceita Desculpa Para a Má Direção
Muitas vezes instala-se nos corações infantis a rebelião, devido a uma errónea disciplina por parte dos pais quando, houvesse sido seguida a devida direcção, elas teriam formado caracteres harmónicos e bons. 16
Enquanto os pais têm o poder para disciplinar, educar e ensinar aos filhos, exerçam eles essa faculdade para Deus. Ele requer deles obediência pura, imaculada e constante. Não tolerará qualquer outra coisa. Não dará escusas pela má direção dos filhos. 17

Vencei o Espírito Natural de Obstinação
Algumas crianças são naturalmente mais obstinadas que outras e não cederão à disciplina, tornando-se consequentemente muito pouco atraentes e desagradáveis. Caso a mãe não tenha sabedoria para lidar nessa fase do caráter, seguir-se-á um estado de coisas muito infeliz; pois tais filhos seguirão seu próprio caminho, para a sua destruição. E quão terrível é um filho alimentar um espírito de obstinação não somente na infância, mas nos anos mais maduros, e, já homem ou mulher, devido à falta de concórdia na meninice, nutrir amargura e falta de bondade para com a mãe que deixou de trazer os filhos em sujeição. 18

Nunca Digais à Criança: "Não posso com Você!"
Nunca permitais que o vosso filho vos ouça dizer: "Não posso com você". Enquanto pudermos ter acesso ao trono de Deus devemos nós, como pais, envergonhar-nos de pronunciar tais palavras. Clamai a Jesus, e vos ajudará a levar vossos pequeninos a Ele. 19


Deve-se Estudar Diligentemente o Governo da Família
Tenho ouvido mães dizerem que não tinham a habilidade de governar que outros têm, que esse é um talento especial que elas não possuíam. Os que reconhecem sua deficiência a esse respeito, devem tornar o assunto do governo da família o seu mais diligente estudo. E mesmo as mais valiosas sugestões dos outros não devem ser adotadas sem ser consideradas e discriminadas. Podem não se adaptar igualmente às circunstâncias de cada mãe, ou à disposição e ao temperamento peculiares de cada criança da família. Estude a mãe com cuidado a experiência de outros, note a diferença entre os métodos deles e os seus, e prove cuidadosamente os que possam parecer de real valor. Se um modo de disciplina não produz os resultados desejados, seja experimentado outro plano, notando-se cuidadosamente os seus efeitos.
Mais que todos os outros, devem as mães acostumar-se a pensar e a investigar. Se perseverarem neste sentido, verificarão estarem adquirindo a faculdade em que se julgavam deficientes, estarem aprendendo a formar corretamente o caráter dos filhos. O resultado do trabalho e da atenção dados a essa obra ver-se-á em sua obediência, simplicidade, modéstia e pureza; e isso recompensará ricamente todo o esforço realizado.
20

Os Pais Devem Unir-se na Disciplina
Deve sempre a mãe ter a cooperação do pai em seus esforços para pôr nos filhos o fundamento de um bom caráter cristão. Um pai compassivo não deve fechar os olhos às faltas dos filhos, por não ser agradável ministrar a correção. 21
Princípios retos devem ser estabelecidos na mente da criança. Se os pais estiverem unidos nessa obra de disciplina, a criança compreenderá o que dela se requer. Mas se o pai, por palavras e pelo olhar mostrar que não aprova a correção que a mãe aplica, se achar que ela é estrita demais, e julgar que deve compensar a severidade afagando e transigindo, a criança será arruinada. Os pais condoídos praticarão insinceridade, e a criança logo saberá que pode fazer o que quer. Os pais que cometem esse pecado contra os filhos são responsáveis pela ruína da sua alma. 22

A Influência Combinada do Afeto e da Autoridade
Para que raie a luz do Sol em vossa casa, deixai que a luz da graça celeste irradie sobre o vosso caráter. Haja paz, palavras agradáveis, e semblantes alegres. Não é isso um afeto cego, nem aquela ternura que incentiva o pecado por uma insensata condescendência e que é a mais verdadeira crueldade, não é aquele falso amor que permite os filhos governarem e tornar os pais escravos dos seus caprichos. Não deve haver parcialidade paterna nem opressão. A influência combinada do afeto e da autoridade dará a forma correta à família. 23

Representai o Caráter de Deus na Disciplina
Sede firmes, decididos, na execução da instrução bíblica. Mas estai livres de toda a paixão. Tende em mente que quando vos tornais ásperos e irrazoáveis perante vossos pequenos, estais-lhes ensinando o mesmo. Deus exige que eduqueis vossos filhos, pondo em vossa disciplina toda a autoridade de um sábio professor que está sob o domínio de Deus. Se em vosso lar for exercido o poder convertedor de Deus, vós mesmos sereis constantes aprendizes. Representareis o caráter de Cristo, e os vossos esforços nesse sentido agradarão a Deus. Nunca negligencieis a obra que deveria ser feita em favor dos membros mais novos da família de Deus. Pais, vós sois a luz do vosso lar. Brilhe a vossa luz em palavras agradáveis, em calmo tom de voz. Tirai delas tudo o que fere, pela oração a Deus em busca do domínio próprio. E os anjos estarão em vosso lar, pois observarão a vossa luz. De vosso lar corretamente dirigido, irradiará para o mundo em correntes fortes e claras a disciplina que dais aos vossos filhos. 24

Nenhum Desvio dos Princípios Retos
Antigamente era considerada a autoridade paternal; então os filhos se achavam em sujeição aos pais, temiam-nos e os reverenciavam; nesses últimos dias, porém, a ordem está invertida: Alguns pais estão sujeitos aos filhos. Temem contrariar a vontade deles e portanto cedem. Mas enquanto os filhos se encontrarem sob o teto paterno, dependendo dos pais, devem estar subordinados ao seu domínio. Os pais devem agir com decisão, exigindo que seus pontos de vista do direito sejam seguidos. 25

Dai Passos Extremos Caso a Desobediência Voluntária Seja Desenfreada
Alguns pais condescendentes e de amor fácil temem exercer completa autoridade sobre os seus filhos desgovernados, para que não fujam de casa. Seria melhor alguns fazerem isso do que permanecerem em casa para viver sob a generosidade concedida pelos pais, e ao mesmo tempo pisar toda a autoridade tanto humana como divina. Poderia ser uma experiência muito proveitosa a tais filhos ter plenamente esta independência que julgam tão desejável, aprender que custa esforço viver. Digam os pais ao menino que ameaça fugir de casa: "Meu filho, se você determinadamente prefere deixar a casa a obedecer a leis justas e próprias, nós não lho impedimos. Você julga achar o mundo mais amigável do que os pais que de você têm cuidado desde a infância. Você deve aprender por si mesmo que está enganado. Quando quiser voltar para a casa paterna, e estar sujeito à sua autoridade, será bem vindo. As obrigações são mútuas. Enquanto tem o alimento, o vestuário e o cuidado paterno, está por seu turno sob a obrigação de se submeter às regras do lar e à disciplina sadia.
A minha casa não pode ser poluída com o mau cheiro do fumo, com a profanação ou com a embriaguez. Desejo que os anjos de Deus venham ao meu lar. Se está completamente determinado a servir a Satanás, estará melhor com aqueles cuja companhia você ama, do que estar em casa."
Tal atitude interromperia a carreira descendente de milhares. Mas com muita freqüência sabem os filhos que podem fazer o pior, e uma mãe insensata intercederá por eles e lhes encobrirá as transgressões. Muito filho rebelde exulta porque seus pais não têm coragem de restringi-los. ... Não impõem obediência. Tais pais estão encorajando os filhos na dissipação e desonrando a Deus por sua insensata transigência. É essa juventude rebelde e corrompida que forma o elemento mais difícil de controlar nas escolas e colégios.
26


Não Vos Canseis de Fazer o Bem
A obra dos pais é contínua. Não deve ser realizada vigorosamente um dia e negligenciada no outro. Muitos estão prontos a começar a obra, mas não estão dispostos a nela perseverar. Estão ansiosos por fazer alguma grande coisa, um grande sacrifício; mas estremecem ante o cuidado e esforço incessante nas coisas pequenas da vida diária, no podar e dirigir a cada instante as tendências obstinadas, na obra de instruir, reprovar e incentivar pouco a pouco conforme for necessário. Desejam ver os filhos corrigirem suas faltas e formarem bons caracteres imediatamente, alcançando num salto o topo da montanha e não em passos sucessivos. E visto suas esperanças não se realizarem imediatamente, ficam desanimados. Que tais pessoas criem coragem ao se lembrarem das palavras do apóstolo: "E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido". 27
Os filhos dos crentes observadores do Sábado, talvez se tornem impacientes com a restrição, e julguem os pais muito estritos; é possível até que se levantem maus sentimentos em seu coração e que eles nutram ideias de descontentamento, fiquem ressentidos contra os que estão trabalhando pelo seu bem presente, futuro e eterno. Se, porém, a vida lhes for poupada por alguns anos, hão de bendizer os pais, por aquele estrito cuidado e fiel vigilância sobre eles nos anos de sua inexperiência. 28

Lede as Admoestações da Palavra de Deus
Quando os filhos erram, devem os pais tomar tempo para lhes ler ternamente da Palavra de Deus as admoestações que especialmente se apliquem ao seu caso. Ao serem provados, tentados ou desanimarem, citai-lhes as suas preciosas palavra de conforto, levando-os gentilmente a pôr em Jesus a sua confiança. Assim a mente jovem pode ser dirigida para o que é puro e enobrecedor. E ao serem revelados ao entendimento os grandes problemas da vida e o trato de Deus para com a raça humana, são exercitadas as faculdades do raciocínio, é posto em ação o julgamento, enquanto as lições da verdade divina são impressas no coração. Assim podem os pais estar moldando diariamente o caráter dos filhos, a fim de que se habilitem para a vida futura. 29

1. Review and Herald, 13 de abril de 1897; 2. Idem, 30 de março de 1897; 3. Signs of the Times, 17 de abril de 1884; 4. Carta 53, 1887; 5. Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 99; 6. Manuscrito 67, 1894; 7. Review and Herald, 6 de abril de 1897; 8. Idem, 29 de janeiro de 1901; 9. Idem, 15 de setembro de 1904; 10. Patriarcas e Profetas, págs, 641 e 643; 11. Signs of the Times, 24 de novembro de 1881; 12. Educação, pág. 290; 13. Carta 75, 1898; 14. Manuscrito 119, 1899; 15. Manuscrito 49, 1901; 16. Test. Seletos, Vol. 1, pág. 138; 17. Review and Herald, 13 de abril de 1897; 18. Manuscrito 18, 1891; 19. Review and Herald, 16 de julho de 1895; 20. Signs of the Times, 11 de março de 1886; 21. Testimonies, Vol. 1, págs, 546 e 547; 22. Manuscrito 58, 1899; 23. Review and Herald, 15 de setembro de 1891; 24. Manuscrito 142. 1898; 25. Test. Seletos, Vol. 1, pág, 75; 26. Review and Herald, 13 de junho de 1882; 27. Signs of the Times, 24 de novembro de 1881; 28. Test. Seletos, Vol. 1, pág. 150; 29. Review and Herald, 13 de junho de 1882.

Texto do livro Orientação da Criança de Ellen G. White, Publicadora Atlântico/SerVir.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

A Bíblia é um Bom Remédio Para as Crises Pessoais/Familiares


ALEGRIA  NA  PALAVRA

Principalmente  Nestes  Tempos  de  Dor,  Confusão  e  Desânimo

- Eu ouvi hoje a alegria - nos gritos de uma criança que corria atrás de bolas de sabão; no cântico cadenciado de um pardal; no jubiloso saltitar de um regato da montanha.
Eu vi hoje a alegria - nos olhos brilhantes de uma jovem noiva; no abanar da cauda de um cachorrinho a dar as boas vindas ao dono; no rosto de uma menina que saltava à corda à saída da escola.
Eu senti hoje a alegria - no calor do sol, no ritmo de um cântico de louvor, no aperto contra o peito do homem a quem eu amo.
Eu encontrei hoje a alegria - nas páginas de um velho livro; na minha hora passada com a eterna Palavra de Deus; na presença d'Aquele que é a fonte de toda a alegria.
No meu encontro desta manhã com Cristo nas Escrituras, eu encontrei "abundâncias de alegria" - calor, vivacidade, música, riso, luz do sol, rosas e um infinito de possibilidades. O meu coração cantou, os meus olhos dançaram, e a minha voz vibrou em cânticos de louvor.
Minha era a alegria, captada num momento com o Senhor, na Sua Palavra.

- Rita Armstrong é outra pessoa que encontrou a alegria na Palavra. Ela tinha vivido numa montanha russa emocional durante a maior parte da sua vida. Disfarçava a sua infelicidade, mas sentia-se muitas vezes desanimada. Então, um dia, dedicou algumas horas a meditar sobre a Palavra de Deus, o Seu poder e o Seu amor. Recordou a certeza que tivera em criança de que Jesus a amava e, depois, pensou no Céu e na alegria que havia de sentir quando estivesse finalmente na presença de Deus. Lembrou-se das palavras de Hebreus 13:8: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." Jesus não pode mudar, pensou a Rita. Ele amava-me quando eu era menina, Ele vai-me amar quando eu chegar ao Céu, e Ele ama-me agora! A alegria e o amor inundaram-na. De repente, percebeu que Deus se interessava por ela - que ela era importante aos olhos de Deus! Deu um salto e dançou à volta da casa, cantando repetidamente: "Eu sou importante para Deus! Eu sou importante para Deus!"1
"Na Tua presença há abundância de alegrias." (Salmos 16:11).

- Numa certa manhã, eu acordei a sentir as tensões da vida a actuarem no meu corpo. Doíam-me as costas, a cabeça, os pés e nem sequer tinha saído ainda da cama! Pensei em tudo o que ficara por fazer na véspera, coisas que teriam agora de ser acrescentadas à minha lista do novo dia. Lamentei-me e voltei-me para o lado, mas finalmente saltei da cama. O meu coração estava apertado e o meu espírito, desanimado. Sentia-me fraca e vulnerável.
Nessa manhã, concentrei-me em Sofonias 3:17 - "O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para te salvar; Ele se deleitará em ti, com alegria; calar-Se-á por Seu amor, regozijar-se-á em ti, com júbilo." Imaginei-me pequenina, a vir ter com o meu Pai celestial para Ele me tomar nos Seus braços e dizer-me: "Ouve, Dorothy, Eu tomo conta de tudo." Pude imaginar que Ele me abraçava enquanto cantava um alegre cântico de amor para me acalmar. Senti o calor do Seu abraço e a Sua alegria trouxe-me um vigor renovado.
Depois desse encontro com a Palavra de Deus, fui capaz de passar o dia com o coração aliviado. A meio da tarde tinha dado conta dos 17 assuntos inscritos na minha lista para tratar nesse dia. Chegada a casa, preparei um refresco de limão, sentei-me no jardim a desfrutar das flores e a apanhar o sol do amor de Deus. Foi um dia alegre! Que diferença conseguira a Palavra!
"A Tua palavra foi, para mim, o gozo e alegria do meu coração." (Jeremias 15:16).

- Joyce Landorf Heatherley encontrou força e alegria na Palavra depois do seu divórcio. Na altura, ela sentira-se abandonada por toda a gente, incluindo Deus. Atordoada pela dor e incapaz de se concentrar no estudo da Bíblia ou na oração, parecia incapaz de fazer as coisas mais simples.
Um dia, ao limpar o pó a uma mesinha, pegou na sua Bíblia e deixou-a escapar por entre os dedos. Ao cair, abriu-se em Romanos 8, e os seus olhos fixaram-se nos versículos no final do capítulo: "Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." (versículos 38 e 39).
Joyce pegou na Bíblia e levou-a para o piano, onde a colocou. A partir daí, todos os dias se sentava ao piano e lia, por entre lágrimas, aquelas palavras vez após vez. Meditando nelas todos os dias, recuperou a alegria e a esperança na sua vida. Sentia a amorável presença do Senhor. A alegria preenchia aqueles momentos com Deus, sentada no banco do piano, a ouvir Deus falar-lhe através da Sua Palavra.2
"A alegria do Senhor é a vossa força." (Neemias 8:10).

- Darlene Rose era missionária na Nova Guiné quando rebentou a II Guerra Mundial. Os soldados japoneses capturaram-na e ao marido e mantiveram-nos presos separadamente em campos de concentração no mato. Precisamente antes de ser milagrosamente salva soube da morte do marido.
Nessa noite, quando as luzes do campo se apagaram, ela deitou-se com o rosto na esteira, desejando um ombro amigo onde descansar a cabeça a latejar, ou alguém que a envolve-se com um braço amigo. Sentia que toda a alegria tinha desaparecido com a perda do marido e pensou que nunca mais seria capaz de sorrir. "Senhor, onde estás Tu?" Com o coração despedaçado, chorou no silêncio da noite tropical. "Vês o que eu estou a sofrer? Ligas alguma importância a isso?" Foi então que silenciosamente o Senhor lhe falou ao coração as palavras de Isaías 61:1-3: "Enviou-me a restaurar os contritos de coração... a consolar todos os tristes... A ordenar acerca dos tristes que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, vestido de louvor por espírito angustiado."
De tal modo real lhe pareceu a presença de Cristo que ela, em silêncio, derramou ao Seu ouvido todas as suas mágoas, apercebendo-se de que Ele registava cada palavra por ela murmurada. Ela sabia que Ele compreendia o esmagador sentimento de solidão, a dor demasiado profunda para se pronunciar. Darlene sentiu que Ele chorava com ela e Se preocupava com o seu estado. Mais tarde, ela escreveu o seguinte acerca dessa noite: "Eu ia descobrindo a consolação do Espírito Santo. Durante aquelas horas negras, adormeci. A espada da dor penetrara profundamente dentro de mim, mas Ele ungira-a com óleo."
Na manhã seguinte o rosto de Darlene irradiava a alegria interior que descobrira na presença de Cristo através da Sua Palavra.3

- Eu passei, não há muito tempo atrás, por um período de trevas. Era-me impossível suportar a dor do presente, mas não conseguia descortinar uma esperança para o futuro. Por fora, tentava sorrir; por dentro, sentia-me totalmente fragilizada, com a alma a despedaçar-se. Foi então que li Isaías 9:2 e 3: "O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. Tu multiplicaste este povo, a alegria lhe aumentaste: todos se alegrarão perante ti."
"Senhor, vem até mim com a luz e a alegria da Tua presença," escrevi então no meu diário. "Conduz-me das trevas para a Tua luz." "Deixa-me cuidar das sombras que te envolvem," sussurrou Ele. "As sombras na minha vida são muitas, Senhor", comecei eu. E durante vários minutos anotei as minhas preocupações com o pecado, com o fracasso, com os problemas com a saúde, com os filhos, com os netos, com compromissos profissionais e com outros projectos. Confiei ao Senhor nessa manhã nove grandes motivos de preocupação. No meu diário, escrevi: "Senhor, Tu és a minha luz, a minha alegria e o meu cântico! Vem até mim, Senhor! Aquece o meu coração, alivia o meu espírito. Por favor, Senhor, preciso de Ti, preciso tanto de Ti!"
Parecia que o sol brilhava pela primeira vez em muitas semanas! Transbordante de energia e esperança, senti-me capaz de enfrentar o dia com alegria, alegria que encontrei nos momentos que dediquei a Deus e à sua Palavra. Eu tinha descoberto a verdade das palavras de Ellen White: "O homem, criado para a comunhão com Deus, só nessa comunhão encontra a sua verdadeira vida e desenvolvimento. Criado para encontrar em Deus as suas maiores alegrias, em nada mais poderá achar aquilo que tranquiliza os anseios do coraçâo e satisfaz a fome e a sede da alma. Aquele que com espírito sincero e dócil estuda a Palavra de Deus, procurando compreender as suas verdades, será levado ao contacto com o seu Autor." Educação, pp. 124, 125. E esse Autor é a fonte de toda a alegria.
"Tu multiplicaste... a alegria: todos se alegrarão em Ti." Isaías 9:3.

Já descobriu pessoalmente o segredo de uma vida cristã feliz? Dedica algum tempo todos os dias à Palavra, na presença d' Aquele que é a fonte de toda a alegria? Segundo o apóstolo João, foi para isso que a Bíblia foi escrita, para nos fazer conhecer a alegria.
"Escrevemos isto para que a nossa alegria seja perfeita." (I João 1:4, TIC).

1 - I. Howat, ed., Light in the Middle of the Tunnel (Luz a Meio do Túnel). Fern, Escócia: Christian Focus Publications, 1994, pp. 109-121.
2 - Joyce Landorf Heatherley, Unworld People (Gente que Não É do Mundo). Austin, Texas: Balcony Publishing, 1987, pp. 216-222.
3 - Darlene D. Rose, Evidence Not Seen (Evidência que se Não Vê). San Francisco: Harper Collins, 1990, pp.109-113.

Dorothy Eaton Watts é secretária associada da Divisão do Sul da Ásia em Hosur, na Índia, in Revista Adventista, A Bíblia Ainda Fala, Leituras para a Semana de Oração, Setembro 1998.

PRECIOSA  É  A  PALAVRA

ENCONTRAMOS  NA  BÍBLIA  CLAREZA  E  CONFORTO

 Walter L. Pearson
Há cerca de uns dez anos, os ladrões assaltaram uma arrecadação que tinhamos alugado temporariamente e roubaram praticamente todos os pertences da nossa família. Um pequeno pedaço de papel com a caligrafia da minha mulher foi tudo o que restou para confirmar que ali naquele lugar tinham estado todas as nossas coisas enquanto procurávamos uma casa para residir.
O prejuízo financeiro foi arrasador, mas houve perdas maiores que começaram a surgir. Entre os artigos que os ladrões pensavam que podiam vender para obter dinheiro fácil contavam-se caixas com fotografias de valor incalculável, livros e cartas pessoais. Desaparecera a nossa biblioteca, que 1evara vinte penosos anos a constituir. Ficámos sem fotografias que retratavam o desenvolvimento dos nossos filhos desde que nasceram. O mais doloroso foi que os ladrões levaram caixas com fotografias e cartas da minha mãe, que falecera quase vinte anos antes, com apenas 49 anos de idade.
A perda das recordações relacionadas com a vida da minha mãe foi arrasadora, tanto mais que eu começara a organizar papéis e fotografias na esperança de virem a ser a base de um livro a publicar. Essa esperança praticamente extinguiu-se com a perda de tanta coisa insubstituível.
Jamais esquecerei a emoção que me dominou quando, uns meses mais tarde, ao limpar uma gaveta de uma cómoda atafulhada, descobri uma carta da minha mãe. Foi uma descoberta sensacional. Embora não se tratasse de nada mais do que traços numa folha de papel, aquela carta era preciosíssima. A caligrafia dela recordava-me o que eu tinha visto nos álbuns dos velhos tempos. A sua voz tornou-se audível na minha mente, à medida que eu ia lendo, devagarinho e carinhosamente, cada uma das suas palavras.
De alguma forma, a intensidade do problema que eu atravessava diminuiu ao recordar os sábios conselhos dela e o seu grande exemplo. O poder de comunicação da minha saudosa mãe foi, naquelas circunstâncias, maior do que eu poderia imaginar. Como me trouxeram força as palavras que a minha mãe tinha escrito!
Contudo mesmo uma carta escrita por uma mãe, que tinha morrido quase duas décadas antes, reduz-se à insignificância quando comparada com o impacto da revelação de Deus encontrada na Bíblia. (A comparação com a carta da minha mãe não se enquadra perfeitamente, porque nós servimos um Salvador ressurrecto). O nosso Deus não está morto. Não nos falta comunicação do Céu, que nos chega através da oração e comunhão, mas a Bíblia representa de facto uma fonte preciosa, e em primeira mão, graças ao nosso relacionamento com o Autor, Jesus Cristo.
A minha experiência pessoal com a Palavra tem-na comprovado vez após vez como um tesouro digno de ser apreciado e partilhado, um verdadeiro motivo de alegria na minha vida. De uma forma espectacular, há alterações positivas que ocorrem na minha maneira de pensar e de viver, à medida que eu dedico tempo para ler sistematicamente a Bíblia.

UMA COLECÇÃO INCRÍVEL

A Bíblia, como carta de Alguém que nos ama muito, tem um valor incalculável, mas as suas páginas envolvem muito mais. O seu valor literário já justificava a sua leitura, mesmo que não se tivesse em conta a sua origem divina.
Que outro livro pode comprovadamente afirmar que torna mais sábios os seus leitores? É o que nos lembra o Salmo 19:8 - "Os preceitos do Senhor são rectos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e alumia os olhos" ou, como diz uma outra versão, "A lei do Senhor é perfeita e dá vida nova. Os mandamentos do Senhor são fiéis; dão sabedoria aos homens simples" (TIC). Eu já vi na realidade este processo em funcionamento. Já tive o privilégio, através dos anos, de conhecer muitos crentes mais velhos que nunca tinham tido oportunidade de estudar na escola. Não obstante, quase sem excepção, o seu temperamento, a sua maneira de falar, e até a sua fisionomia pareciam distintos e enobrecidos pela influência da Bíblia.
Que ninguém tenha dúvidas: este é um livro poderoso! Nenhum livro na história humana consegue ombrear com a vastidão e a profundidade desta Palavra:
"Em sua vasta série de estilos e assuntos, a Bíblia tem algo para interessar a todo o espírito e apelar a cada coração. Encontram-se nas suas páginas as mais antigas histórias, as mais fiéis biografias, princípios governamentais para orientação de Estados, para a direcção do lar, princípios estes que a sabedoria humana jamais igualou. Contém a mais profunda filosofia, a poesia mais doce e sublime, mais patética e apaixonada. Os escritos da Bíblia são de um valor incomensuravelmente acima das produções de qualquer autor humano, mesmo considerados sob este ponto de vista; mas de um escopo infinitamente maior, são eles sob o ponto de vista da sua relação para com o grandioso pensamento central." Orientação da Criança, p. 505.
Também não se pode passar por alto a importância da Escritura como um elo de fé na ligação com a história do povo de Deus e de milhares de vidas exemplares. As Escrituras ligam-nos à sabedoria e à experiência daqueles que permaneceram fiéis em tempos idos, transmitindo-nos a inspiração para as nossas próprias lutas.
"Por meio do estudo da Bíblia, mantemos uma conversação com patriarcas e profetas. A verdade é apresentada numa linguagem elevada, que exerce um poder fascinante sobre a mente; o pensamento ergue-se acima das coisas da terra e é levado a contemplar a glória da futura vida imortal. Que sabedoria humana se pode comparar com a grandiosidade da revelação de Deus?" Fundamentos da Educação Cristã, p. 130.

UM RECURSO DE SOBREVIVÊNCIA

A descrição que Ellen White faz da experiência de João, o autor do último livro da Bíblia, Apocalipse, na Ilha de Patmos, sempre me fascinou, pois ilustra a forma como as Escrituras conseguem trazer alegria nas circunstâncias mais desoladoras e ligação com Deus mesmo quando estamos tão sós.
Depois de ter sido espectacularmente liberto do caldeirão de óleo a ferver, João podia bem ser desculpado por qualquer rancor que sentisse face ao seu desterro. Só que essa experiência não se podia tornar numa punição para o último dos discípulos. A sua fé no Deus das Escrituras predispô-lo a estar aberto ao que Deus pudesse querer comunicar naquele lugar inóspito.
Ellen White sugere que quando João via as nuvens por cima dele, naquela ilha relativamente pequena e deserta, imaginava que elas eram as mesmas que tinham passado por cima do Templo em Jerusalém. Ele reparava nos cortes feitos na superfície vulcânica e regozijava-se na omnipotência de um Deus que podia tanto mandar às águas que cobrissem a terra como ordenar-lhes que recuassem ao Seu comando. Maravilhava-se por, mesmo naquela recortada ilhota escolhida como colónia penal pelo imperador de Roma, a autoridade divina poder controlar as águas com a ordem "Até aqui e não mais".
Em vez de dar lugar à ideia de que ele era o desprezado do Senhor, João tirava partido de todos os estímulos sensórios para se aperceber dos meios pelos quais Deus lhe manifestava ali a Sua presença e o Seu amor. As Escrituras, que tinham sido o padrão da sua vida, eram agora o seu recurso de sobrevivência e consolação. É claro que as esperanças de João não foram iludidas. Aquele pedaço de terra, que haveria de ser a sua última habitação, transformou-se virtualmente num centro de comunicações onde recebeu e registou uma visão espectacular do alcance da história humana.
Aquilo que poderia ter sido a punição máxima tornou-se a alegria suprema, quando João foi abençoado com a redacção do último livro da Bíblia. A Palavra que foi revelada a João ainda hoje é eficaz para os filhos de Deus que estão destinados a sobreviver sob as mais exigentes circunstâncias. É verdade que Deus continua a chegar até à humanidade mediante as várias avenidas sensórias, mas a principal fonte da Sua revelação continua a ser a Palavra Escrita de Deus, a Bíblia.
À medida que este planeta se vai tornando cada vez menos hospitaleiro para os filhos de Deus, e à medida que o Espírito Santo Se vai retirando daqui, a Palavra vai-se tornando cada vez mais o nosso recurso de sobrevivência neste ambiente hostil. Que glorioso privilégio nós temos, de podermos confiar nessa maravilhosa lista de promessas bíblicas, tão certas como o nascer do sol! O claro fracasso das estruturas da sociedade em dar resposta aos anseios humanos impele os crentes para a Palavra. Neste meio ambiente incerto e inseguro, precisamos de ter uma fonte reconhecida tanto de verdade como de consolação.

Há pessoas hoje em dia que parecem desejosas de limitar as implicações das Sagradas Escrituras na nossa vida. Sentem-se perturbadas pela atribuição de uma autoridade normativa ilimitada à Palavra de Deus, pelo que a reduzem a mais um dos "grandes livros" do mundo. Aceitar tal limitação é ficarmos condenados a um exílio sem o nosso maior recurso. A Palavra de Deus, tal como ela é, continua a ser o suporte de toda a nossa esperança. A Bíblia tem um significado muito grande para mim, porque, tal como aquela carta da minha mãe, perdida durante tanto tempo, ela é um precioso meio de comunicação de um Deus que me ama. E o Seu amor não me abandona, pois foi Ele que me buscou. As Escrituras edificam-me, aguçam o meu espírito e formam-me à imagem de Cristo. O meu compromisso não é apenas o de me familiarizar com este Livro precioso, mas o de amar tanto a verdade como o Senhor da verdade que ele revela.

Walter L. Pearson, Jr., é orador/director do ministério na televisão Breath of Life - 3ABN (ver Links 1R). Texto da mesma publicação já citada.