segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

MAIS DO QUE VIOLÊNCIA! PERVERSIDADE!


COMO PROTEGER O SEU FILHO DO ABUSO SEXUAL

Sinais a Procurar e O Que Dizer aos Vossos Filhos

Parece-nos que ouvimos muita coisa sobre o abuso sexual de crianças, através de amigos, da televisão, e dos jornais. Sabe como é: "Ouviste falar do... Ele foi preso por molestar uma menininha." Ou talvez um rapazinho.

Estas notícias levantam questões muito sérias. Quem são estas pessoas chamadas 'molestadores sexuais' ou 'pedófilos'? É possível identificá-los com antecedência? O que é que devemos dizer aos nossos filhos que ajude a protegê-los de uma coisa tão horrível?

Durante as últimas décadas, muitos autores pegaram no assunto do abuso sexual sem escreverem detalhadamente sobre quem o faz. Mas os investigadores estão a pôr a descoberto muita informação que poderá ajudar os pais, professores, ou apenas bons cidadãos. Muitas das seguintes informações foram dadas em primeira mão num artigo de investigação intitulado Prevenção do Abuso Sexual de Crianças. O que os Pedófilos nos Dizem", da autoria de Browne e Kilcoyne, publicado na Child Abuse and Neglect. Browne e Kilcoyne relatam aquilo que 91 pedófilos lhes disseram.

A maior parte dos molestadores tem entre 30 e 42 anos. Metade deles era casado na altura em que cometeu essas ofensas. Trinta e cinco por cento tinham profissões sólidas; 93% só abusavam de crianças e 30% já tinham abusado de 10 vítimas ou mais. As meninas eram o alvo de 58%, só rapazes apenas 14%, e 28% molestavam tanto meninas como rapazes. Um terço dos pedófilos foi preso por abusarem dos seus próprios filhos, outro terço não conheciam as suas vítimas; e o terço restante eram familiares ou amigos. Todos os molestadores eram homens.

Os molestadores de crianças revelam que uma característica que normalmente procuram numa vítima é a falta de auto-confiança. "Pode-se detectar uma criança que não tem confiança própria e fazer dela um alvo elogiando-a e dando-lhe atenção positiva." Todos eles procuraram, ainda, uma criança com quem pudessem desenvolver um relacionamento. "A não ser que a criança e eu gostemos um do outro e nos achemos atraentes, nada se conseguirá. Tenho de sentir que sou importante e especial para a criança e que lhe estou a dar o amor que ela necessita e não tem."

Muito frequentemente, procuram as suas vítimas em lugares públicos e depois tentam ser aceites nas suas casas. As vítimas são encontradas, muitas vezes, nas escolas, nos parques de diversão, centros comerciais, arcadas - todos os lugares onde as crianças se juntam.

Lugar e Estratégia do Abuso

Os abusos têm lugar, na sua maioria, na casa dos molestadores (61%), na casa da criança (49%), ou fora de portas (44%).

Por ordem decrescente de frequência, as estratégias usadas pelos pedófilos são:

Brincar e ensinar actividades.
Isolar a criança tomando conta dela.
Dar uma boleia para casa.
Oferecer compreensão ou amor.
Ganhar a confiança da família da criança.
Muitos oferecem-se para jogar com as crianças ou para lhes ensinar algum desporto.
As pessoas que tomam conta da criança começaram por falar de sexo com a vítima,
oferecendo-se para lhe dar banho ou para a ajudar a vestir-se.
Também dizem à criança que o acto sexual será bom para ela e para a sua educação,
que é isso o que fazem as pessoas que se amam.

Quase todos os molestadores disseram que, assim que desenvolvem uma estratégia, a usam sempre que contactam a sua vítima.

O Primeiro Contacto Sexual

Durante o contacto sexual inicial os pedófilos falam sobre sexo, utilizam toques acidentais, dão prendas (subornos), ou usam persuasão verbal. Só em 19% dos casos é que a força física foi usada no primeiro contacto. A maior parte dos molestadores iniciam o abuso testando a reacção da criança ao sexo, falando sobre sexo, usando materiais sexuais, ou aumentando subtilmente os toques sexuais. Se a criança reagir à menção do sexo, os abusadores retraem-se, esperam algum tempo, e voltam, aos poucos e com gentileza, a falar de sexo. Apenas um quarto dos molestadores ameaçaria a criança com algum dano físico, caso ela não coopere. O relacionamento abusivo mantinha-se quando o molestador ameaçava terminá-lo ou ameaçava culpar a criança vitimada.

Os pedófilos preferiam, muitas vezes, as crianças aos adultos, porque as crianças são menos ameaçadoras e porque estavam à procura de algo 'novo' num relacionamento. Metade dos ofensores achou que as vítimas não ficaram angustiadas ou em sofrimento devido ao incidente e quase dois terços temiam que a criança os denunciasse.

Recomendações aos Pais e Professores

Os molestadores sugerem que os pais e os professores necessitam de instruções específicas sobre o que dizer às crianças. "As crianças são fáceis de enganar quando não têm a mínima ideia do que eu estou a tentar fazer". Dizem ainda que "as crianças deviam evitar sítios isolados, remotos. À noite, não brinquem em vãos de escada ou ruas desertas; nunca brinquem às escondidas sozinhos - escondam-se em grupos."

Eles recomendam que "as crianças são demasiado crédulas e devem ser avisadas de que nem toda a gente merece confiança", e que as crianças deviam dizer quando alguém as tenta enganar: "faça sugestões estranhas ou fale sobre sexo ou pareça tocar-lhes ou roçar-se nelas acidentalmente." Os pedófilos dizem que raramente se dirigem a grupos de crianças.

Nunca deixe que os seus filhos vão a uma casa de banho pública sozinhos. "Um bom lugar para se fazer uma espera é nos restaurantes do tipo hamburger. Especialmente os rapazinhos, vão sozinhos às casas de banho, e nunca esperam que alguém tente tocar-lhes. Muitas vezes, as crianças ficam demasiado embaraçadas até para gritarem." Os criminosos dizem que os pais deviam ensinar os filhos a "saírem da casa de banho a gritar se alguém tentar tocar-lhes."

"A melhor altura para contactar as crianças é quando regressam sozinhas a casa, a pé, vindos da escola." "Nunca devem aceitar boleias." "As crianças são muito confiantes. De início pergunto-lhes as horas. E rapidamente ganho a sua confiança. É difícil para elas afastarem-se." "Tento parecer respeitável pois isso engana as crianças." "Devem ser ensinadas que se forem seguidas devem correr para alguma casa e bater à porta, a gritar."

As pessoas que tomam conta de crianças dizem que "as crianças caem sempre por alguma ideia que as deixe ficar a pé até mais tarde, se brincarem a um jogo secreto com elas." Os pais devem tomar medidas especiais para se certificarem de que conhecem bem a baby-sitter, que verificaram as referências dadas, e que dizem aos filhos quais as perguntas que farão sobre ela quando regressarem a casa.

Os pais também devem ter cuidados com familiares e outras pessoas que parecem muito carinhosos. Alguns molestadores declaram que abusam das crianças na mesma sala em que estão os pais, sem que ninguém dê por isso. Deve-se ensinar as crianças a diferença entre um 'toque bom' e um 'toque mau'. Dizer-lhes que têm todo o direito de não ficarem ou estarem com alguém com quem não se sintam bem. Um pedófilo disse que as crianças que são muito castigadas, são os alvos mais fáceis: "Dou-lhes amor."

Sugerem que as mães sozinhas são as mais fáceis - "a mãe está cansada por trabalhar demasiado e agradece quando eu fico algum tempo com os miúdos."
Os molestadores recomendam que os pais e professores devem "acreditar nos miúdos". Ensinem-nos a contar aos seus pais sempre que alguém lhes toque acidentalmente.

Dr. Gary Hopkins, Professor Investigador, Director do Centro de Pesquisa para a Prevenção e do Centro de Pesquisa do Impacto dos Meios de Comunicação da Universidade de Andrews, Michigan, EUA  in  Saúde & Lar (Links 4LS).


A INOCÊNCIA


"Uma menininha, diariamente, vai e volta andando para a escola.
Apesar do mau tempo daquela manhã e de nuvens se estarem formando
ela faz o seu caminho diário para a escola.
Com o passar do tempo, os ventos aumentaram, os raios e os trovões.
A mãe pensou que a sua filhinha poderia ter muito medo no caminho
de volta, pois ela mesma estava assustada com os raios e os trovões.
Preocupada a mãe, rapidamente entrou no seu carro
e conduziu pelo caminho em direcção à escola.
Logo ela avistou a sua filhinha andando. Mas a cada relâmpago,
a criança parava, olhava para cima e sorria.
Finalmente, a menininha entrou no carro e a mãe curiosa perguntou:
- O que estás fazendo?
E a garotinha respondeu:
- Sorrindo! Deus não pára de tirar fotografias minhas!"


Deixai vir a Mim as crianças, e não as impeçais, porque das tais é o Reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como criança, de maneira nenhuma entrará nele. E, tomando-as nos Seus braços, as abençoou, pondo as mãos sobre elas. Marcos 10:14-16

E qualquer que receber em Meu nome uma criança tal como esta, a Mim me recebe. Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em Mim, melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse nas profundezas do mar. Mateus 18:5, 6

Castigarei os que gostam de ... praticar actos imorais. Eu os castigarei pelo que têm feito. Eu, o Senhor Eterno, falei. Ezequiel 11:19, 21

Mas Deus Também Diz:


Eu lhes darei um coração novo e uma nova mente. Tirarei deles o coração de pedra, desobediente, e lhes darei um coração humano, obediente. Ezequiel 36:26
Dar-vos-ei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei um coração de carne.
Noutra versão bíblica

Oxalá o homem/mulher queira e deixe ser ajudado por Deus!

Deus ama-o! Aceite a boa mensagem do cântico - Ele Vai-te Alcançar - Links 5M


domingo, 15 de janeiro de 2012

COMO DESFRUTAR DE PAZ INTERIOR





No íntimo do coração de todo o ser humano há sempre um anelo intenso de paz e de permanente segurança.

Em busca da paz, algumas pessoas entregam-se aos prazeres sensuais como o uso de drogas alucinógenas, perversão sexual, glutonaria, embriaguez, etc.

Outros buscam-na acumulando vastas riquezas. Há os que crêem que alcançarão essa paz interior mediante a aquisição de conhecimentos, realizando viagens, praticando desportos e, às vezes, adoptando uma religião. Mas todos esses esforços humanos produzem sempre os mesmos resultados: frustração, desespero e revolta.

As Sagradas Escrituras ensinam-nos que no princípio Deus criou o homem à Sua divina imagem (Génesis 1:27). A criação do homem foi o acto culminante do poder criador de Deus no planeta Terra. Deus criou um homem perfeito, santo, de configuração harmoniosa, e em perfeita paz consigo mesmo e com o seu próximo. Pela sua aparência exterior, carácter moral, sensibilidade espiritual e capacidade intelectual, o homem era um reflexo de Deus. Num sentido relativo, o homem foi feito como Deus. E foi criado com a capacidade de poder viver para sempre na companhia do seu Deus.

A tragédia do pecado interrompeu abruptamente esta perfeita condição de homem semelhante a Deus. A súbita aparição do pecado neste planeta produziu mudanças profundas e de enormes consequências para a raça humana.

Toda a família humana, tanto pela sua própria natureza como por escolha própria, ficou debaixo do pecado. "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" Romanos 3:23. E "o salário do pecado é a morte" Romanos 6:23.

No seu estado de depravação espiritual e moral, o pecador tem buscado em vão encontrar a salvação. Todos os esforços humanos para alcançar paz interior e restauração têm-se demonstrado equivocados e infrutíferos.

A salvação só se consegue por meio da graça de Deus, que opera através da fé.
"Não por obras, para que ninguém se glorie" Efésios 2:9.

Se   fosse   possível   ao   pecador   obter   a   salvação   mediante   esforços   humanos,
não   teria   havido   necessidade   do   sacrifício   de   Cristo   na   cruz.

A total incapacidade do homem para redimir-se a si próprio está claramente exposta em Romanos 3:10-14, 24-26.

A RESTAURAÇÃO GARANTIDA EM CRISTO


Contemplada desde a divina perspectiva de Deus, a raça humana tem uma feliz e gloriosa alternativa perante a separação e a morte. Esta é a reconfortante e bendita certeza interior do perdão, libertação e restauração à imagem de Deus.

Nenhuma outra coisa, senão a obediência, pode satisfazer os requisitos da Santa Lei de Deus. Dado que o homem é totalmente incapaz de prestar perfeita obediência mediante os seus próprios esforços, Cristo tornou-Se voluntária e vicariamente o Substituto, o Perfeito Sacrifício, e o Dom de Deus para a salvação do homem. João 3:16.

Num emocionante acto de insuperável amor e graça, Deus entregou-Se decididamente à tarefa de garantir a restauração total de todo o membro da raça humana que creia no Seu Poder Salvador e O Aceite de todo o coração.

A primeira etapa desta restauração chama-se JUSTIFICAÇÃO.

Na Justificação afirma-se a eficácia do Plano Redentor de Deus.

Em Romanos 5:1 destaca-se o profundo segredo da paz interior que o homem encontra em Deus.

"Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus."

Isto significa que quando o crente é Justificado pela generosidade de Deus, ocorre na sua vida algo de radical, instantâneo e completo.

O primeiro passo fundamental na justificação é crer em Jesus Cristo como o único Salvador do homem. O crer em Jesus Cristo não é simplesmente crer no que Ele diz como sendo verdade absoluta. É, antes, render totalmente o nosso ser, pela fé, entregando-o nas mãos de Cristo mediante a plena Aceitação da Sua Soberania sobre as nossas vidas.

Deus justifica o crente num acto instantâneo e completo. O ser justificado, de acordo com o significado básico da palavra, é "estar bem" com Deus. Em determinado momento, o pecador está perdido, desesperançado e numa condição totalmente inaceitável. Mas no momento seguinte, mediante uma miraculosa demonstração de divino amor e de graça, o mesmo pecador torna-se aceitável e está justificado, livre e cheio de esperança e segurança.

Desde que o pecador aceita a Cristo pela fé, nesse mesmo instante é 'feito justo' ou 'declarado justo', ou 'considerado justo', por Deus. O crente não é agora apenas um pecador absolvido mas também um Filho totalmente Restaurado e Reconciliado com o seu Pai Celestial.

A justificação não é apenas uma absolvição, mas também uma aprovação.
Não apenas um acto de perdão, mas uma promoção a um novo estado.
O perdão vem sempre acompanhado de restauração.
Por meio da Justificação, o pecador chega de novo a 'estar de bem' com Deus
para começar uma nova vida vitoriosa em Cristo.


O RESULTADO AUTOMÁTICO DA JUSTIFICAÇÃO



Romanos 5:1 é um elemento fundamental das boas novas do evangelho de salvação. Assegura à humanidade a infinita disponibilidade e idoneidade de Deus para salvar ampla e totalmente a todos os que crêem. "Justificados, pois, pela Fé, temos Paz com Deus, Por nosso Senhor Jesus Cristo."

O tempo verbal, 'temos', implica claramente que: Os Que São Justificados Pela Graça De Deus Desfrutam De Paz Interior, De Verdadeira Serenidade E Absoluta Segurança, Como Uma Realidade Presente.


A profunda satisfação do crente ao saber:

               que está perdoado
               que está bem com Deus
               que está livre de condenação
               que foi declarado filho de Deus
               que tem a promessa da vida eterna
               é razão mais do que suficiente para que possa desfrutar de Paz Interior.


A serenidade imperturbável que produz a Justificação, acrescenta novas dimensões ao crente justificado. Como o mel que flui das colmeias, a Paz, o Gozo, a Paciência e a Esperança fluem livre e progressivamente da vida dos que são Justificados pela graça de Deus. Romanos 5:1-5.

Outra razão para desfrutar da Paz Interior que produz a Justificação, é o facto de que todos os que aceitam a Graça Salvadora de Deus estão Completos em Cristo. Colossenses 2:10.

Estar completo supõe:

               Limpeza Completa (Colossenses 2:11)
               Completo Perdão (Colossenses 2:13)
               Completa Liberdade em Cristo (Efésios 1:19 até Efésios 2:6)
               Completa Justificação (Romanos 5:1, 19; Colossenses 2:14).


Os que crêem não estão meio limpos, ou meio perdoados, ou meio justificados. A obra que Deus faz é Eficaz, Completa e está Garantida pelo Precioso Sangue de Cristo.

Em Vista Desse SUFICIENTE E VICÁRIO SACRIFÍCIO DE CRISTO, Já Os Pecadores Não Têm Que Morrer Pelos Seus Pecados, Visto Que Ele Sofreu Na Cruz O Castigo Do Pecador.

Escreveu o apóstolo João: "E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em Seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a Vida" I João 5:11, 12.

O Aceitar Humildemente Esta Sublime Oferta É Ser Justificado Pela Graça Infinita De Deus.

E  SER  JUSTIFICADO  É  TER  PAZ  COM  DEUS  MEDIANTE  JESUS  CRISTO.

A Fórmula É Muito Simples: "Crê No Senhor Jesus Cristo E Serás Salvo, Tu E A Tua Casa" Actos 16:31.

Jorge Brown



Ainda pode ouvir o bonito cântico - Justificado - Links 5M

domingo, 1 de janeiro de 2012

O PODER DA ESPERANÇA


O barco virou-se com quatro homens dentro - todos eram atletas profissionais, jogadores de futebol. Um deles, Nick Schuyler, foi encontrado dois dias depois, agarrado ao casco da embarcação, praticamente inconsciente, e vestindo o seu colete salva-vidas. Os outros nunca foram encontrados.
Depois de ter recuperado totalmente a consciência no hospital e de ter explicado como as coisas aconteceram, as buscas pelos outros três homens cessaram. Schuyler disse aos investigadores que depois de quatro horas naquelas águas geladas - e estando cientes de que o grupo não conseguiria emitir um sinal de socorro que ajudasse os socorristas a localizar a sua exacta posição - os outros três perderam a esperança de virem a ser encontrados. Despiram os seus coletes e deixaram-se afundar nas profundas e frias águas.

Mas Schuyler nunca perdeu a esperança. Ele referiu que acreditava que iria ser resgatado. Os médicos afirmam que foi um milagre ele conseguir manter-se vivo durante todo aquele tempo - 48 horas - dentro de água, a uma temperatura de 17°C. Há força na esperança!

A FORMA COMO PAULO TRATA O ASSUNTO


Enquanto pesquisava sobre o tema da esperança, fui conduzido a um texto familiar que se encontra no livro de I Coríntios. Paulo diz: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor" (I Coríntios 13:13).

A palavra 'esperança', que se encontra no meio deste trio, aparece 128 vezes na Bíblia, sendo que Paulo a usa 41 vezes nas suas epístolas. Este capítulo de Coríntios diz-nos como tudo perde importância em comparação com o amor - sejam as profecias, as línguas, seja o conhecimento ou outra coisa qualquer. Mas ainda que o amor seja 'o maior', Paulo também afirma que a 'fé' e a 'esperança' fazem parte dos três grandes que 'permanecem', os três grandes que persistem depois de todos os outros dons e de todas as outras qualidades se desvanecerem.

No entanto, nesta trilogia, a esperança parece ser aquela que não faz muito sentido. Conseguimos perceber a fé - afinal de contas qualquer Cristão sabe que "sem fé, é impossível agradar-Lhe (a Deus)", como é dito em Hebreus 11:6. E toda a gente parece compreender naturalmente o lugar e a importância do amor - a graça que, segundo Jesus, permite que todos saibamos que somos Seus discípulos (João 13:35).

Mas a esperança - como é que se enquadra aqui? Parece quase fora do lugar. Mas não está.

Há algo relacionado com a nossa maneira de ser, algo na nossa psique (alma) que se alimenta da esperança; e o Deus que nos criou sabe disso. Há uma qualidade intangível nela, mas ainda assim há algo de muito real também. Na verdade, Paulo relembra-nos que "em esperança somos salvos" (Romanos 8:24). A palavra deriva do grego elpis e está relacionada com a noção de expectativa.

Quando decidi pedir a minha mulher em casamento, escolhi o restaurante, fiz as reservas com duas semanas de antecedência, fui ao restaurante uma semana antes, escolhi uma mesa em particular e num local especial e, depois, sai para escolher o relógio que lhe daria como prenda de noivado. Eu tinha esperança! Pensei na forma como decorreria o momento, ensaiei aquilo que iria dizer e depois pensei qual seria a resposta dela. Pensei que ela iria dizer que sim - tinha quase a certeza de que ela diria que sim - mas não tinha provas concretas de que aceitaria. Mas eu tinha esperança! Vivia na expectativa, e mal podia esperar por aquele momento!
Bem, ela disse que sim. E no ano passado comemorámos 25 anos de casamento. É isto que é a esperança. E Deus diz que ela permanecerá.

Numa canção que foi lançada há alguns anos é dito que mesmo que o Céu ou a vida eterna nunca nos tivessem sido prometidos, teria valido a pena só para termos o Senhor a fazer parte da nossa vida. Contudo, Paulo não está de acordo com estes sentimentos. E eu também não! Deus fez-nos algumas promessas e quer que vivamos na esperança de morarmos num lugar melhor. Paulo afirma: "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (I Coríntios 15:19). Deus sempre nos concedeu esperança. Quando expulsou os nossos primeiros pais do Jardim do Éden, Ele prometeu-lhes um Libertador. Quando os Israelitas definhavam na escravatura, Deus prometeu-lhes o Messias. Esperança era a que Job tinha quando disse: "Porque eu sei que o meu Redentor vive e que, por fim, Se levantará sobre a Terra. E, depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus" (Job 19:25, 26). Isso é esperança - desejo acompanhado de expectativa.

Os cristãos devem ser um povo de esperança! ...
As mensagens dos três anjos (Apocalipse 14:6-12) são não só mensagens de aviso, mas também de esperança. ...

Mesmo nas nossas lutas há esperança. Em Romanos 5:3 e 4, Paulo refere: "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança."
As pessoas, em todos as lugares, estão à procura de esperança em algo, em alguém. Nós temos aquilo que elas procuram; nós temos o artigo genuíno. Como cristãos, em geral, e Adventistas, em particular, nós estamos "aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" (Tito 2:13).

PERMEANDO O NOVO TESTAMENTO

Podíamos fazer uma análise do tema da esperança ao longo de todo a Novo Testamento, se o espaço assim o permitisse. O autor de Hebreus fala acerca daqueles que "pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta" (Hebreus 6:18). "A qual temos", diz ele, "como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu" (Hebreus 6:19). E Pedro admoesta-nos: "Estai sempre preparados para responder, com mansidão e temor, a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" (I Pedro 3:15).
Assim, não temos de nos preocupar com nada - incluindo as actuais condições económicas do mundo. Tal como David diz: "Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão" (Salmo 37:25).

Nem mesmo os problemas da vida - seja na forma de cancro, doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais (AVC), ou qualquer outro - podem derrotar os filhos de Deus. Eles podem matar-nos, mas Paulo, em I Tessalonicenses 4:14, refere que "se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim, também, aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com Ele". E continua, dizendo: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu, com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" (I Tessalonicenses 4:16, 17).
QUE MENSAGEM!
Mas uma discussão sobre este assunto não pode terminar nunca sem se fazer uma referência ao livro de Apocalipse. João diz: "E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará dos seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas" (Apocalipse 21:1-4).

Enquanto crescia, vivi numa quinta, numa pequena localidade nos arredores de Wynne, no Arkansas. Quando se tornou difícil para o meu pai ganhar ali a vida, ele anunciou à família que iria mudar-se para St. Louis, a cerca de 480km de distância, onde iria viver com o seu irmão. Ele arranjaria um emprego, juntaria dinheiro suficiente, alugaria uma casa e depois viria buscar-nos.
Eu era o filho mais ve1ho, pelo que o meu pai chamou-me à parte e disse-me para tomar conta das coisas e ocupar o seu lugar até ele regressar. "Ajuda a tua mãe", disse ele. "Certifica-te de que existe sempre lenha suficiente cortada para manter a casa quente e para colocar no fogão de forma a que a tua mãe possa fazer a comida. Certifica-te de que tiras água suficiente do poço (nós não tínhamos água corrente em casa) e, depois de vires da escola, alimenta bem os animais."
Eu respondi-lhe: "Sim, senhor." Eu tinha apenas oito anos de idade, quatro irmãos mais novos e a minha mãe estava grávida de cinco meses. Ele disse-me: "Filho, eu sei que, por vezes, vai ser muito duro para ti, mas lembra-te de que não terás de o fazer por muito tempo. Eu voltarei em breve."
Lembro-me de lhe ter perguntado: "Quando é que vais voltar?

Mas ele era demasiado sábio para me responder. Ele apenas disse: "Em breve!" Foi duro para mim ter de cortar lenha ao frio e encher os garrafões de água. A única coisa que me fazia continuar era saber que o papá contava comigo e que não teria de o fazer por muito tempo.
Uma noite, sem dizer nada a ninguém, o meu pai entrou de rompante no meu quarto. Quando me apercebi de que era ele, saltei de cima do meu beliche, uma distância que parecia ser de uns cinco metros, para os braços do meu pai. Estava tão feliz por o ver! Já não havia mais corações quebrantados! Já não havia mais dor! Tudo estava no passado agora! O papá estava de volta! E aquilo que parecia ter demorado anos, agora era sentido como se tivesse sido apenas um momento. Todo o trabalho árduo que eu tinha executado foi esquecido de repente.

Já não falta muito. Em breve, o nosso Salvador vai voltar para nos vir buscar. "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque, assim como é, O veremos" (I João 3:2).

Nós somos um povo de esperança, com uma missão de esperança e com uma mensagem de esperança!

G. Alexander Bryant - Secretário da Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia, em Silver Spring, Maryland, EUA


Inspire-se este Novo Ano no lindo cântico: Jerusalém - Links - 5M



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A NOITE EM QUE AS NOSSAS NECESSIDADES
FORAM RESPONDIDAS


CADA  NATAL  SE  PRESTARMOS  ATENÇÃO,  CONSEGUIREMOS  OUVIR  O  QUE  DEUS  DIZ  ÀQUELES  QUE  TRABALHAM  NO  TURNO  DA  NOITE.

Desde os meus tempos de criança sinto uma espécie de piedade no meu coração por todos aqueles que passam as horas da noite a trabalhar. Talvez fossem as histórias que o meu pai me contava, acerca do trabalho que fazia numa fábrica de plásticos enquanto estudava, que me impressionaram e fizeram sentir desse modo.

Embora nunca tenha estado no local, consigo imaginar frios pisos de cimento e armazéns sem fim, máquinas de moldar e injectar que funcionam interminavelmente na fabricação de pacotes de plástico para cereais, luzes mortiças suspensas de tectos cheios de rachas. O meu pai ficaria espantado, se soubesse o êxito que as suas histórias tiveram em fazer-me desgostar da maioria das fábricas e de todos os trabalhos nocturnos.
Durante os anos de faculdade, o meu irmão mais velho trabalhava no último turno da noite da segurança da universidade. As suas histórias ainda me fizeram gostar mais do trabalho durante as horas claras do dia. Havia incontáveis caminhos escuros a percorrer durante a noite, e sombras de todos os tipos para nos assustar, até percebermos que era a nossa própria sombra. Havia o frio, que penetrava por baixo do nosso agasalho mais quente, e olhos pesados que piscavam para se manterem abertos. Havia a infindável série de relógios de ponto, que deviam ser controlados e que nos lembravam quantas horas ainda faltavam até ser dia.

Ao passar pela faculdade e pelo seminário, ainda fiquei a saber melhor o que é trabalhar à noite. Muitos dos meus amigos trabalhavam no turno das 23 h às 7 h nos hospitais da zona, e o que contavam acerca do seu trabalho nas urgências e dos seus momentos de lazer, ainda mais me convenceu de que eu tinha sido feito para trabalhar de dia. Comecei a dar um valor especial ao texto bíblico que diz: "A noite vem, em que ninguém pode trabalhar" (João 9:4). Aquilo tinha sido escrito a pensar em mim, de certeza!

No centro de todas as razões por que não deveríamos trabalhar à noite está o facto inegável de que é muito pouco valorizado o facto de se trabalhar enquanto os outros dormem. Todos podemos estar gratos aos corajosos homens e mulheres que espreitam os seus monitores durante a noite, para nos protegerem de ataques e inimigos, mas poucos de nós estaríamos dispostos a tomar o seu lugar.
Todos podemos barafustar de manhã, porque o homem do limpa-neves ainda não passou na nossa rua durante a noite, ou porque as linhas eléctricas caídas ainda não foram reparadas. Mas nenhum de nós adormece e sonha em tornar-se condutor de limpa-neves ou electricista. Atribuímos valor e uma certa posição aos felizardos que acabam o seu dia de trabalho às 5 da tarde. Mesmo nas instituições que oferecem melhores salários pelo trabalho nocturno, é raro encontrar um chefe de turno nocturno que tenha todos os empregados de que precisa.

Portanto, não sejamos demasiado apressados em 'glorificar' a sorte dos pastores que estavam nos campos à volta de Belém. O trabalho que faziam era duro e pouco invejável. Embora os cartões de Natal que decoram a nossa casa pintem a cena com um certo encanto rústico, é bom que nos lembremos que, de certo, nenhum de nós teria deixado a sua cama quentinha em Belém, para trocar com eles. Qualquer pessoa que tenha passado, ainda que só uma parte da noite, ao relento com animais de quinta, confirmará isto.
No passado, numa época em que a Europa estava no ponto mais baixo da sua decadência, era moda admirar a vida dos pastores. Eram olhados como filósofos, despreocupados, sempre a brincar, junto de ribeiros de águas límpidas onde as suas ovelhas iam beber. Essa imagem deturpada de risos e sonhos, apoiada pelo teatro e pela lírica, ainda hoje se mantém.

Mas a Palavra de Deus nunca entra nessas historietas fantasiosas. Aqueles que escreveram as palavras das Escrituras sabiam como era a vida real dos pastores, alguns por experiência pessoal, como David ou Amós. Não há falso sentimentalismo nos quadros que nos apresentam. Não tentam fazer passar a ideia de que havia algo de invejável em ser pastor, ou alguma coisa especialmente maravilhosa em guardar as ovelhas à noite nas colinas de Belém.
A maioria das pessoas a quem Deus confiou a Sua Palavra sagrada eram homens e mulheres vulgares, e a eles devemos o facto extraordinário de que as Escrituras ainda hoje falam a linguagem da humanidade real, de todos os dias.
A Palavra de Deus toca-nos onde vivemos, porque está escrita na linguagem de homens e mulheres cuja vida era muito parecida com a nossa - normal, com as suas dores, dificuldades, alegrias e trabalhos, sim, mesmo com o trabalho à noite.

DEIXEMOS  DE  TEMER

O evangelho de Lucas diz-nos que um anjo do Senhor, ainda brilhante com o reflexo da glória do próprio Deus, se aproximou destes pastores sonolentos e vulgares, que se encontravam nas planícies perto de Belém. Nem é preciso dizer que eles 'ficaram muito atemorizados'. Quem é que não ficaria? Se já alguma vez viram um raio branco e fulgurante cortar o céu nocturno e destruir uma árvore a cem metros de distância, então talvez comecem a perceber o que os pastores sentiram, com uma diferença: ao ver a tempestade, vocês certamente esperavam que acontecesse algo de inesperado e grandioso, enquanto que aqueles homens não tinham qualquer motivo para suspeitar que aquele turno da noite seria diferente das centenas de outros que já tinham passado naqueles campos.
E agora ali estavam eles, com os cabelos em pé, com o coração a bater como um louco e com os joelhos a tremer. O que lhes diz este brilhante visitante? A Bíblia diz que o anjo exclamou: "Não temais ... ". Mas esta tradução que conhecemos não transmite o sentido exacto do que aqui é dito. Na realidade, as primeiras palavras do anjo dirigidas a estes trabalhadores nocturnos aterrorizados foram: "Deixem de estar atemorizados!"
Talvez vos pareça uma diferença insignificante, mas a primeira expressão implica que não há razão para temer, que o temor não tem fundamento e é uma insensatez, enquanto que a segunda expressão reconhece que o temor é o resultado natural do encontro de homens e mulheres vulgares com a espantosa glória do Senhor. Na verdade, o anjo está a dizer: "Paz, podem deixar de sentir temor!"
Pormenores como este ajudam-nos a ter uma melhor teologia, porque a teologia é, simplesmente, um resumo da nossa compreensão de Deus. Quando reconhecemos que Deus não nos critica por sentirmos medo, não nos chama nomes, nem diz que somos loucos, estamos mais dispostos a ouvir as boas novas que Ele e os Seus mensageiros trazem. Deus sabe que não somos as torres de confiança e de poder que muitas vezes fingimos ser. E, por isso, as Suas primeiras palavras para nós são sempre palavras de calma e confiança: "Meu filho/a, já não precisas de sentir temor!"
Há uma lógica profunda no facto do anjo reservar tempo para acalmar os temores daqueles homens assustados, antes de lhes transmitir a sua mensagem.

Já alguma vez tentaram comunicar uma coisa de vital importância a uma pessoa e descobriram que ela só conseguia ouvir o barulho dos seus joelhos a bater um no outro? Se queremos que uma mensagem importante seja ouvida e compreendida, temos de entender que os temores, os preconceitos e as ansiedades podem fazer com que uma pessoa fique tão surda como se o fosse de nascimento.

Também me sinto fascinado pelo facto de o anjo ter falado numa linguagem que aqueles pastores podiam entender. Não sei qual é a língua que se fala no Céu, mas quase que aposto que não é aramaico, que é a língua que, provavelmente, aqueles pastores falavam. Também tenho algumas dúvidas de que o inglês seja a língua preferida nas cortes celestiais. O que importa é que quando Deus decidiu comunicar as maravilhosas boas novas do nascimento do Seu precioso Filho, aceitou fazê-lo numa linguagem que os ouvintes podiam entender. Não escolheu o latim, a língua da lei, do comércio e do governo. Não escolheu o grego, a língua da poesia, da educação e da cultura. Não. Escolheu transmitir as boas novas numa língua bastante deturpada, falada, sobretudo, pelas pessoas vulgares da Palestina - os agricultores, os pescadores, os cobradores de impostos, os carpinteiros, os pastores.

Mais uma vez vemos até que ponto a Palavra de Deus se adapta às limitações da nossa humanidade. As outras grandes religiões do mundo estão cheias de lendas de deuses que pronunciam frases ininteligíveis e estranhas que devem ser interpretadas ou traduzidas, decifradas, pelos seus seguidores, antes de chegarem à verdade. Mas o cristianismo afirma ser a religião de homens e mulheres vulgares, porque Jesus Cristo nasceu no mundo como um bebé vulgar.

A Palavra que vem de Deus é apresentada numa língua que podemos entender; está cheia de histórias de homens e mulheres como nós; é clara e directa, não misteriosa. Pode ser entendida pelos maiores pensadores do mundo e também por aqueles que ainda não sabem ler nem escrever. Deus aceita transmitir a mensagem que precisamos na língua que podemos entender.
E que mensagem é essa? Que verdade poderia ser tão importante que nada impedisse Deus de a fazer ouvir aos ouvidos surdos da humanidade e de a fazer entender às mentes obtusas dos seres humanos? Que notícia poderia ser tão maravilhosa que tivesse que ser anunciada às primeiras pessoas que se pudessem encontrar, ainda que fossem sonolentos pastores a meio de um turno da noite? Simplesmente esta: "Na cidade de David, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor." (Lucas 2:11).

A  MELHOR  NOTÍCIA

Há melhores notícias nesta simples frase do que em todos os jornais de 2006 juntos. Mas acho que é uma fraca comparação, porque os jornais vendem, sobretudo, por causa das más notícias que vão pelo mundo. Há melhores notícias neste anúncio do anjo, do que se amanhã de manhã saísse uma notícia em que fosse dito categoricamente que tinha sido descoberta a cura para a SIDA e para o cancro, que tinha sido assinado um tratado de paz permanente, que todas as armas nucleares e convencionais tinham sido destruídas, que a pobreza e a doença tinham sido vencidas e que o desemprego e a fome tinham sido banidos - tudo num só dia! Porque, embora as pessoas deste mundo cheio de sofrimento precisem de alimento e de saúde, de paz e de riqueza, precisam ainda mais de outra coisa: Precisam de um Salvador.

Precisamos de um Salvador que consiga enfrentar problemas muito mais profundos do que os que podem ser discutidos nos editoriais dos jornais ou nas notícias da noite; problemas que torturam a nossa mente mesmo quando há trabalho suficiente para todos e alimentos para matar a fome.

1 - Ao avançarmos para um novo ano, somos forçados a admitir que o mundo não precisa de um novo filósofo, mesmo que seja grande. Já houve muitos grandes mestres na história do mundo, e já nos deram todas as orientações que possamos desejar. E não precisamos muito de qualquer luz nova que um filósofo nos possa trazer. Como disse Mark Twain (dizem): "Não estou muito interessado em descobrir uma nova luz. Já me é muito difícil viver de acordo com a luz que já tenho." Não precisamos de outro filósofo. Só precisamos de um Salvador.

2 - E o mundo não precisa de mais um conselheiro, que nos diga onde investir o nosso dinheiro ou o nosso tempo, durante o novo ano. Já temos demasiados conselheiros no mundo, desde os sérios e competentes que nos aconselham acerca de Wall Street, até aos de pacotilha das colunas astrológicas dos jornais. Não, o mundo não precisa de outro conselheiro. Apenas precisa de um Salvador.

3 - E o mundo também não precisa de outro magnata dos negócios, para encher os seus cofres à custa do trabalho e do suor de homens e mulheres trabalhadores, para depois entregar uma parte ínfima desses proventos a uma biblioteca escolar da vila. Não precisamos de multimilionários filantropos, que podem, de vez em quando, oferecer milhões para silenciar a voz daqueles que foram esmagados pela avareza, pela ganância e pelo poder industrial. O mundo não precisa de mais magnatas. Apenas precisa de um Salvador.

4 - E o mundo não precisa de mais políticos para nos guiarem na descida da escorregadia vereda da retórica e do compromisso. Não precisamos de grandes oradores, que podem incendiar-nos com visões de um brilhante e glorioso amanhã, mas que são tão impotentes como todos nós para mudar as coisas que causam a maior mágoa. Não precisamos de políticos, por favor. Só precisamos de um Salvador.

5 - E o mundo não precisa de mais um génio militar, porque o céu e a terra choram ao ver onde esses líderes nos levaram ao longo deste ano. Choramos por todos os mortos, de todas as guerras, que, ao longo deste ano, assolaram o nosso planeta. Não, por amor de Deus, não precisamos de mais um herói com o dedo em cima do botão que controla o nosso destino. Só precisamos de um Salvador.

E, segundo a antiga e conhecida história contada por Lucas, foi exactamente isso que recebemos naquela noite clara, há quase 2000 anos atrás - um Salvador. O Céu olhou para o nosso sofrimento, para a nossa dor, para o destroço que somos e para o nosso pecado, e viu que só um Salvador daria resposta às nossas necessidades. E foi isso que o Céu enviou - um Salvador.

E embora os filósofos e os conselheiros, os magnatas, os políticos e os soldados discutam acerca d'Ele, analisem a Sua vida, critiquem os Seus ensinos e estudem a Sua influência, foram sempre os homens e mulheres vulgares deste mundo que ouviram com mais alegria falar d'Ele: os homens e mulheres que conduzem os limpa-neves, que fazem funcionar as máquinas de injectar plástico, que ficam acordados à cabeceira das crianças doentes e que cuidam das pessoas idosas. Eles sabem na sua alma que o Salvador nascido no meio do turno da noite é o seu Salvador, que Ele não pertence, especialmente, aos adoradores nas grandes catedrais ou aos estudiosos nas grandes universidades. Não. Ele é o seu Salvador, e eles aceitam-n'O, ainda que todos os outros não o façam.

Essa é a razão de ser da alegria do Natal: não que possamos decorar a nossa casa com dezenas de luzes coloridas ou encher a nossa sala com dezenas de presentes, mas que o Senhor do Céu e da Terra entrou na vulgaridade da nossa vida para ser o nosso Salvador, do pecado e do egoísmo. É por isso que, em cada Natal, um cântico se eleva do coração de milhares de homens e mulheres redimidos, para se unir ao cântico dos anjos. Quando descobrimos que a vida na Terra pode ser algo mais do que uma curta existência de sofrimento entre o berço e a sepultura; quando aprendemos que a vida humana pode ser cheia de possibilidades e de alegria, apegamo-nos às palavras do hino angélico: "Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens."

NA  NOSSA  PRÓPRIA  LÍNGUA

Quando eu andava na escola primária, parecia que todos os Natais me encontravam num daqueles coros de crianças vestidas de anjos, todo preparado para cantar no programa musical de Natal. Havia sempre a habitual variedade de músicas de Natal e de cânticos sacros, e, de vez em quando, uma ou outra jovem professora mais amável tentava fingir que tinha ouvido as vozes cantar em uníssono.

Mas havia sempre uma coisa que me intrigava: Uma vez que nenhum programa de Natal terminava sem que cantássemos aquela música, que exigia muito fôlego e que terminava com 'Gló-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ó-ri-a in excelsis Deo', o que queria dizer 'in excelsis Deo'? Alguns professores tentavam explicar a forma correcta de pronunciar a expressão, mas nunca nenhum deles deu a explicação do significado. Era apenas mais uma daquelas frases de adultos que as crianças tinham que aprender para entrar no mundo dos adultos. Eu incluía-a na lista onde já tinha 'Por favor' e 'Desculpe'.

E então, um dia, durante o programa, descobri que o significado era 'Glória a Deus nas alturas', e que, sem saber, tinha cantado latim durante todos aqueles anos. Portanto, o cântico sempre tinha tido um significado, que eu nunca tinha percebido até o ouvir cantar na minha própria língua.

Creio que esse é o âmago da antiga história. Sempre teve um significado, um profundo significado ao longo de todos estes anos. Mas só quando a ouvimos na nossa própria língua, só quando vimos que o bebé que nasceu naquela noite é o grande Deus do Universo que desceu para viver com homens e mulheres vulgares como nós, é que a vamos compreender. Só quando virmos o Jesus que nasceu a meio do turno da noite é que estaremos prontos para confiar n'Ele como Salvador e para Lhe entregarmos a nossa vida - vida vivida com suor e sofrimento, alegria e esperança, e trabalho, sim, mesmo com o trabalho no turno da noite.

Esse é o Senhor que nós anunciamos no Natal, a Palavra que se fez carne e que habitou entre nós, cheio de graça e de verdade. E, juntamente com milhões de cristãos vulgares em todo o mundo, oro com todas as fibras do meu ser pelo dia em que os reinos deste mundo passarão a ser os reinos do nosso Senhor e do Seu Cristo.

Bill Knott - Editor Associado da Adventist Review - 2006



Pode escutar o cântico referido, na nossa própria língua, em
Links 5M. - (Natal) - Surgem Anjos Proclamando

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

'AMORES QUE MATAM'!... QUE MALTRATAM!...

COMO É POSSÍVEL?! SOMOS IRRACIONAIS?!!!...



                                


"Na realização de qualquer erro há um momento intermediário, uma fracção de segundo em que é possível retroceder e, talvez, remediá-lo." Pearl Buck

A tenista croata Mirjana Lucic, de 16 anos, em 1998, encontrava-se em 50º lugar no ranking mundial feminino de ténis. Ao chegar aos Estados Unidos para participar do campeonato, decidiu, com a sua mãe e os seus quatro irmãos, solicitar ajuda para permanecer no pais. A razão era fugir das agressões do seu pai, Marinko Lucic. A garota descreveu a sua situação dizendo que ele "batia mais do que se pode imaginar. Às vezes por um jogo ou por um set perdidos, ou por um mau dia. Não quero nem falar quando perdia uma partida".

Três meses e meio depois do casamento de Paul Gascoigne, estrela do futebol britânico e jogador do Glascow Ranger, a sua esposa foi fotografada saindo do hospital com o braço esquerdo partido, o rosto cheio de hematomas, os olhos roxos e cortes no nariz. Uma grande quantidade de organizações feministas solicitaram a expulsão do jogador, mas a administração da equipe simplesmente respondeu que eles tinham contratado um desportista e não se interessavam pela sua vida familiar.

Estes factos poderiam ter passado despercebidos se não fosse a fama dos seus progenitores. Milhões de pessoas sofrem uma situação similar, mas os seus casos nunca chegam aos jornais, a não ser que tenha havia assassinato e a morte alcance características de sensacionalismo.

Costuma-se dizer brincando: 'Palmadinhas de amor não doem'. Costumamos rir desse tipo de brincadeiras. Entretanto, a realidade é que para milhões de mulheres essas palavras não são motivo de riso; pelo contrário, são parte de um drama que ocasiona muita dor, incerteza e um constante comprometimento do seu (e não só) desenvolvimento como pessoa.
...
Alguns Dados de um Fenómeno Mundial

Estima-se que 95% das vítimas de agressão intrafamiliar sejam mulheres. Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), 1 em cada 4 mulheres no mundo sofre maus tratos domésticos. A cada 15 segundos ocorre algum caso de violência em algum lugar do mundo.
Em Nova Delhi, Índia, a cada 12 h uma mulher morre queimada pelo marido, que depois denuncia o facto como acidente. Em 1998, na Espanha, 75 mulheres morreram nas mãos dos seus maridos e foram feitas mais de 20 000 denúncias de maus-tratos. Essa percentagem é espantosa quando se sabe que apenas 10% das vítimas faz a denúncia.
Calcula-se que 6 de cada 10 casais vivem ou viverão algum tipo de violência doméstica. Esse é um dado alarmante, porque translada o problema a uma percentagem altíssima da população mundial.
Uma análise realizada pelo Banco Mundial sobre 35 estudos relativos a países industrializados e em desenvolvimento mostra que quase a metade de todas as mulheres observadas tinham sofrido violência física por parte do seu companheiro. Não existe, a julgar pelos dados, um problema que seja de países pobres e ricos. O fenómeno e o padrão de violência doméstica são similares, não importa de que cultura se trate.

Os agressores vêem-se amparados por uma sorte de cumplicidade dos policiais efectivos e dos homens do seu meio social, que tendem a pensar que atrás de toda a violência familiar há, de um modo ou de outro, uma mulher provocadora. Quando se menciona o tema - inclusive em ambientes cristãos - alguns homens têm dito: "Ela não terá feito algo para provocar essa situação?"
Em muitos países a violência contra a mulher é considerada como um assunto familiar, privado. Entretanto, é um problema que, de um modo ou de outro, diz respeito a todos nós.
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Deus nunca quis que alguém fosse tratado de maneira indigna. A Bíblia diz que Deus 'põe à prova ao justo e ao ímpio; mas, ao que ama a violência, a Sua alma o abomina." Salmo 11:5.
A orientação do Senhor é que os maridos amem as suas esposas como a seus próprios corpos (Efésios 5:28). A lógica dessa interpelação é que nenhuma pesssoa normal vai atentar contra o seu próprio corpo.
Ninguém deveria ficar indiferente frente a esse tema. O Senhor também afirma na Sua Palavra: "Livra os que estão sendo levados para a morte e salva os que cambaleiam indo para serem mortos. Se disseres: Não o soubemos! Não o perceberá Aquele que pesa os corações? Não saberá Aquele que atenta para a tua alma? E não pagará Ele ao homem segundo as suas obras?" Provérbios 24:11, 12.



                     

Síndrome de Estocolmo

A 'Síndrome de Estocolmo' é definida como o comportamento que faz com que uma pessoa que se vê sequestrada se identifica com o sequestrador, até ao ponto de acreditar que as razões deste são válidas, os seus métodos necessários e, definitivamente, que o que é um atentado contra os seus interesses e liberdade seja aceite como bom, apesar do sofrimento que lhe ocasiona.
Descreve-se do seguinte modo: uma pessoa ameaça a outra de morte e dá-lhe mostras seguras de que é capaz de concretizar a sua ameaça. A vítima consciencializa-se de que não tem escapatória, e sabe que a sua vida depende da pessoa que a tornou prisioneira. O vitimador assume condutas contraditórias, pois nuns momentos se mostra carinhoso e amável, e noutros dá mostras de uma grande agressividade.
...
A realidade é que a pessoa agredida torna-se co-dependente do agressor. É uma situação estranha, mas real. Entretanto, diferentemente dos estados psicóticos, a sindrome é reversível. ... Deste modo a vítima tenta proteger o seu equilíbrio psicológico, procurando dar uma explicação racional ao que certamente não tem nenhuma razão de ser. Como efeito dessa síndrome surge o paradoxo segundo o qual 'as vítimas defenderiam os seus agressores, como se a conduta agressiva que exibem contra elas fosse o produto de uma sociedade injusta, e estes mesmos esposos fossem vítimas de um meio que os levassem irremediavelmente a serem violentos.' - Andrés Montero-Gómez, 'El Síndrome de Estocolmo Doméstico en Mujeres Maltratadas'.

Isso explicaria uma das razões pela qual as vítimas adiam indefinidamente a denúncia da agressão. E surge a contradição que, muitas vezes, assim que a denúncia repercute, esta é retirada pelas próprias vítimas, evitando desse modo sanções para os agressores. Isso gera um círculo vicioso de accção e reacção, que mantém as agredidas permanentemente presas aos agressores.
...
Conclusão

Nas minhas primeiras experiências com mulheres agredidas, eu costumava actuar como a maioria das pessoas neste tema. Simplesmente tentava convencer as vítimas que aquilo não era certo, que o que estava observando era uma distorção da realidade, etc.
Era bem-intencionado, mas o meu enfoque estava equivocado.
O que não conseguia entender com clareza é que as mulheres que sentiam afecto e carinho pelos seus gressores, apesar do que eles lhes faziam, não estavam fingindo! O que sentiam era real. Eu não percebia que essa atitude era parte do problema.

Há muitos casos de violência contra mulheres que chegam às igrejas. Calcula-se que 60% das mulheres que buscam ajuda, procuram em primeiro lugar um líder religioso. - Paul Hegstrom, Hombres violentos y sus víctimas en el hogar. Cómo romper el ciclo del maltrato físico y emocional.
Entretanto, a maioria dos ministros religiosos não está preparada para enfrentar esse problema. Em muitos casos escutam a vítima e sugerem paciência, perdão e outras receitas que, no contexto da violência, servem só de paliativo, mas que não ajudam as vítimas a sair do círculo de violência em que estão imersas.
Um passo básico de todo o religioso que tem que enfrentar esse problema é pedir ajuda a um profissional competente, que o oriente para entender que passos deve dar.
O mais provável é que as vítimas não queiram expor o seu problema a um assistente social, médico ou psicólogo. Mas um líder religioso pode muito bem servir de intermediário para que finalmente a pessoa recorra a quem está capacitado para ajudá-la. Em muitos casos, reconhecer que não se pode ajudar e conduzir a vítima à pessoa certa, é uma das maiores ajudas que elas podem receber.
...
É muito difícil, ou até impossível, sair do ciclo de violência doméstica pelos seus próprios meios, sem ajuda externa. Mesmo com ajuda é um processo complicado. Por essa razão, quem se empenha em encontrar uma solução baseando-se exclusivamente na sua capacidade pessoal, consegue apenas repetir indefinidamente o ciclo e só conseguirá pará-lo quando alguém sair ferido ou morto e, nesse caso, será tarde demais.
...

Miguel Ángel Núñez, licenciado em Teologia, Filosofia e Educação; Professor da Universidade Adventista Del Plata, extraído do seu livro Amores que MATAM - O Drama da Violência Contra a Mulher, editora Casa Publicadora Brasileira, 2005.


"A Bíblia afirma que ninguém deveria prejudicar outra pessoa, porque todo o ser humano foi feito à imagem de Deus (Génesis 9:6). O princípio é que todo o ser humano é valioso. Ninguém deveria ser humilhado, ofendido, ferido, agredido ou abusado. Menos compreensível é que tal conduta ocorra num lar. Esse não foi o plano de Deus."

"É justamente o silêncio que possibilita a violência. Quando se sabe das coisas, as condutas violentas não ocorrem, porque a sociedade nos protege." Cloé Madanes

"Você não pode salvar toda a humanidade, mas ao menos pode ajudar alguém, a que está ao seu lado. Madre Teresa de Calcutá.

"O amor não é o resultado de uma satisfação sexual adequada, pelo contrário,
a felicidade sexual é o resultado do amor."
Erich Fromm


                     

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

TORMENTO ETERNO?

UMA VISITA AO PLANETA PROIBIDO



-ZORB-ZORB-ZORB-ZORB-ZORB-ZORB-ZORB-


Não me perguntem por que é que decidi dar-lhe esse nome. De qualquer modo o nome não é importante. Só que tinha de lhe dar um nome e ZORB foi o que me surgiu quando pensei em morte, fogo do inferno e coisas do género. Mas primeiro deixem-me explicar.

É que eu não estava completamente convencido de que Deus tivesse considerado todas as alternativas em como Se ver livre dos pecadores.
Concordo, é claro, que um Inferno Eterno em Chamas não é uma opção aceitável para um Deus Bondoso. Mas, afinal, porque têm os pecadores de morrer?
Ah, eu sei que a Bíblia diz que 'a recompensa do pecado é a morte'. Mas isto não é uma razão! Porque é a morte a recompensa?!

Também considerei a filosofia que diz que 'Deus não mata ninguém'. 'As pessoas separam-se d'Ele', a Fonte da Vida. Se alguém se separa da Vida, claro que morre tão certamente como um frigorífico se descongela quando desligado da corrente.

No entanto, um número sem conta de pessoas têm-se separado de Deus e apesar disso não se dissolvem, não se desintegram ou morrem instantaneamente por causa da separação. O diabo tem vivido por milhares de anos depois de se ter separado de Deus.
Evidentemente Deus sustém-nos por agora de algum modo. Porque razão, então, Deus se opõe a agir do mesmo modo, para com os pecadores, eternamente?

Tudo isso me trouxe à mente a minha bem considerada alternativa da  PURIFICAÇÃO  FINAL  PELO  FOGO, baseada na Palavra de Deus.
Vejamos:

A - Obviamente Deus não quer os justos constantemente expostos à maldade dos pecadores.

B - E não devemos esquecer que os próprios pecadores se sentiriam mal, miseráveis, na atmosfera Santa do Céu.

C - Portanto os 2 grupos não podem continuar a viver juntos.

Imaginemos então, uma zona especial, isolada, onde os pecadores ficariam a viver.
Foi assim que imaginei um planeta chamado, por exemplo - ZORB -, um Planeta algures nos limites do Universo de Deus onde os maus podem fazer exactamente o que desejam.

E, vamos lá, porque não poderia Deus conceder, ali, nesse planeta isolado, vida aos pecadores para sempre? Todos poderiam fazer exactamente o que lhes agradasse. Eles não teriam de depender de Deus; seriam responsáveis pelas suas próprias acções; viveriam do modo que quisessem.
Portanto, todos os que escolhessem viver independentes de Deus, ficariam lá isolados de maneira a não contaminarem nem incomodarem os justos. Parece interessante?

Fiquei a pensar nesta hipótese, por isso deixei a minha imaginação voar até ZORB. Venham comigo por alguns momentos:

EXCURSÃO ZORBIANA

1- Um habitante, no planeta Zorb, James Wilson, acaba de comprar um Mazda RX-8. Mas... o problema é que um seu amigo tem um Lamborghini. E ele decide que prefere o dele.
- George, eu quero o teu carro. Dá-me as tuas chaves! - ordena ele.
- Nem penses, pá - o outro responde.
- Eu disse: as chaves! - grita ele.
- Põe-te a andar, Wilson! - diz George enquanto se afasta.
Mas logo descobre que Wilson está extremamente sério. Ele carrega num botão e na sola do sapato surge uma faca. Usando uma série de golpes de karaté ele agride George intensamente vez após vez, causando-lhe dores extremas. Rebolando-se em agonia, ele deseja morrer. Mas não pode! Tem vida eterna!

2 - O velho tio Conway tem fumado nos últimos 3422 anos. Ele tem um caso extremo de enfisema pulmonar. Cada palavra proferida causa-lhe agonia, e cada momento é uma luta pela vida. Ele suplica a morte. Mas ele não pode morrer!! Ele tem vida eterna!

3 - Joan Calls foi sempre rejeitada pelos seus 12 maridos e espancada pelos últimos três. Os seus filhos, violados e criados em ódio, gritam-lhe maldições de desprezo. Repetidamente ela tem tentado suicidar-se, mas sem sucesso. Coitada, ela não pode!!! Ela tem vida eterna!

A IDEIA DIVINA

No nosso vôo mental até ZORB nós vimos o que realmente seria um 'Planeta de Tormento Eterno'.

Afinal, agradeçamos-Lhe, porque Deus permite a morte como uma gentileza para que o planeta TERRA não se torne como o planeta ZORB.
Um Deus de Amor não pode deixar o pecado torturar as pessoas para sempre! Não Poderia Colocá-las a Arder Para Sempre! A Bíblia apresenta Deus como Cheio de Amor e Misericórdia, Pondo um Fim a Toda a Dor.

"O Senhor Todo Poderoso diz: Aproxima-se o dia abrasador como um forno, em que todos os orgulhosos e os que praticam o mal arderão como a palha. O dia que está para vir os queimará, de tal modo que não restará nada deles." Malaquias 4:1.

A Boa Nova do Evangelho é que Ninguém Necessita de Morrer ou Viver no 'Planeta ZORB'. Não há nem haverá nenhum sítio desses. A Bíblia, a História e o Bom Senso tornam perfeitamente claro que o pecado mutila, tortura e destrói-nos. Sem que pudéssemos escolher, o pecado foi-nos transmitido. Mas na Cruz do Calvário, o Filho de Deus, Pagou o Nosso Débito de Morte e Deu-nos de Novo a Possibilidade de Escolha.

O pecado, e não Deus, está e vai-nos matar. "Mas Deus amou de tal modo a humanidade que lhe entregou o Seu Filho único, para que todo aquele que acreditar no Filho de Deus não se perca, mas tenha a vida eterna." João 3:16.

Sem Cristo não haveria escolha. Haveria somente a morte. O pecado infalivelmente nos mataria. Agora, graças a Jesus, temos uma escolha! Revista Insight


Então, porque haveríamos de querer morrer?...

(a menos que estivéssemos no Planeta ZORB!...)

Veja um Convite Especial em Meditação Para A Saúde - 2.11.11 - Links 1R

(Se quer saber mais sobre este tema contacte: Instituto Bíblico de Ensino à Distância)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PARA UMA VELHICE DE QUALIDADE


Herminie-Louise Roth, de nacionalidade suíça, festejou os seus 100 anos a 17 de Abril de 1986, em pleno vigor de espírito e autonomia física.
Conhecendo o francês e o inglês, foi professora e secretária em Inglaterra, Estados Unidos, Haiti, Camarões, Suiça e França.
Dirigiu a instituição de convalescença 'Vie et Santé' na Argélia durante 7 anos.
Saídos da pena de Herminie-Louise Roth, os textos que aqui publicamos são, segundo as suas próprias palavras, 'o resultado de observações feitas ao vivo num lar para pessoas idosas de 1978 a 1983.'
Ela continua ligada a esse estabelecimento, situado em Oron (Vaud, Suiça), onde toma as suas refeições do meio-dia.

Não tenho segredo algum de longevidade, mas tenho uma linha de vida, um estilo de vida.
A vida permitiu-me conhecer muitos meios e as mais variadas espécies de situações. Desde a minha 1ª infância, os meus pais fizeram-me participar na vida corrente. Desde que fui capaz de escrever, pediram-me para escrever os endereços numa vintena de revistas 'Sinais dos Tempos' que o meu avô Roth expedia cada mês. O papel não tinha linhas, e era necessário escrever direito sem erros.
Aos 7 anos, o meu pai confiava-me um grande porta-moedas castanho que continha dinheiro e pedia-me para ir levá-lo ao Banco, que ficava do outro lado da rua, um pouco mais abaixo. O meu pai vigiava-me da janela para se certificar de que eu seguia as suas recomendações.
Aos 12 anos, a minha mãe pedia-me, de vez em quando, que preparasse o pequeno-almoço para a família. Além da bebida, era necessário cozinhar um cereal, pôr a mesa e ter tudo a horas.
Esta espécie de educação deu-me o gosto pelo esforço, por tarefas difíceis, e ajudou-me a compreender o sentido da responsabilidade.

Uma velhice de qualidade não é um presente. É preparada com muito tempo de antecedência. A velhice de qualidade não é apenas um período da vida, é também uma dimensão da vida. É o resultado de uma convicção e do esforço de vontade. É um estado de espírito. É também uma transposição, uma sublimação dos interesses materiais para os valores morais, espirituais e eternos.

'O irreparável ultrage dos anos' continuará a ser sempre uma fonte de sofrimento. Sem uma atitude positiva do espírito, sem uma disciplina mental e espiritual, a velhice pode ser um desmoronamento, uma tragédia.



Eis Alguns Elementos Que Podem Ajudar A Desenvolver
Uma Velhice De Qualidade

(a lista não é exaustiva e deve ser adaptada a cada situação)


CONTRA  A  CONCENTRAÇÃO  EM  SI  PRÓPRIO


1. Aceitar com contentamento o que não se pode mudar nem evitar.

2. Não 'ruminar' as suas preocupações, as suas dores, as suas decepções, as suas infelicidades.

3. Adaptar-se com maleabilidade e rapidez às circunstâncias, ao meio.

4. Evitar a 'doença da análise' que esteriliza toda a actividade.

5. Não pensar que se deve intervir em todas as conversações.

6. Não falar demais.

7. Saber ouvir os outros sem interromper.

8. Não carregar os seus discursos com pormenores inúteis, que fatigam e irritam os outros.

9. Não dizer tudo o que sabe, mas saber tudo o que diz.

10. Fugir da 'contradição sistemática': é uma arma de dois gumes.

11. Respeitar as opiniões do outros. Não ter ideias fixas.

12. O declínio das forças e da actividade pode fazer surgir uma necessidade de se valorizar; evite falar de si, relacionar tudo a si.

13. Não ser invasor, não se intrometer nos assuntos dos outros.

14. O velho egoísta que quer que os outros o sirvam priva-se de muitas alegrias.



EM  CONTACTO  COM  OS  OUTROS


1. Não ser curioso. Para quê, querer saber tudo, ver tudo, ouvir tudo?

2. Dominar a língua. A crítica, a maledicência, a calúnia afectam também a saúde do corpo.

3. Ver e contemplar o bem, o bom e o belo.

4. Não ser avarento a ponto de privar-se das coisas úteis.

5. Não suspeitar que os parentes aguardam a vossa partida para ter o que vos pertence.

6. Dominar o apetite. Parar de comer quando se tem ainda um pouco de fome. O domínio do apetite desempenha um papel de primeiro plano para a compreensão das coisas espirituais e para a formação dum carácter cristão.

7. Não se gastar ao tratar com as pessoas.

8. Modular a voz. Uma palavra mansa pode tornar-se dura devido ao tom com que é proferida.

9. Desfrutar de passatempos que não dependam de outros.

10. Vigiar as reacções do coração e da idade, para lhes dar uma dimensão conveniente, razoável. Evitar os excessos emotivos, afectivos, nervosos. Evitar também o desperdício de sensibilidade.

11. Conservar o domínio próprio até no modo de se apresentar e de se vestir.



ORGANIZAR  A  SUA  VIDA


1. Ter um programa de actividades para não ficar sobrecarregado, sob tensão.

2. Saber ocupar o tempo descontraidamente.

3. O desgaste do corpo pode afectar o bom discernimento. Perde-se o sentido das proporções. Deformam-se os factos. Bagatelas, futilidades tornam-se montanhas. Corre-se o risco de fazer 'hemorragias' nervosas.

4. Nunca perder essa maravilhosa primavera do espírito - o sorriso. O semblante que oferecemos aos outros reveste-se também de poderosa influência.

5. Gozar todas as alegrias do presente, mesmo pequenas, tendo em conta que todas as alegrias terrestres são imperfeitas.

6. Aprender a viver com as suas doenças. O corpo tem o direito de se sentir cansado e gasto, depois de tantos anos de serviço. É normal. Não exagerar as suas doenças nem aproveitar-se delas para atrair favores.

7. Fugir da inveja como de um veneno.

8. Um velho agressivo é como uma silva cheia de espinhos, põe a sua roupa às avessas a mostrar todas as costuras. Não é nenhuma virtude!

9. Mostrar-se amável e disponível para prestar serviço, mas não ser servil.

10. Não contar o que lhe falta. Sobretudo, não fazer disso um recital.

11. Alegrar o espírito. Enquanto é possível ainda fazê-lo, desembaraçar-se das coisas inúteis. Desprender-se. Liquidar os seus problemas. Sendo necessário tratar da sua sucessão.

12. Deixar as coisas antes que elas vos deixem.



CULTIVAR  O  ESPÍRITO


1. Lembrar-se de que a qualidade da velhice depende da reserva acumulada ao longo dos anos no espírito, na alma e no coração.

2. Ver menos os outros é por vezes melhor do que vê-los demais.

3. Se alguém tem reacções desagradáveis, não lhe manifestar antipatia.

4. Respeitar a dignidade da pessoa, seja qual for o seu estado. Salientar as doenças, as anomalias, pode fazer sofrer.

5. O silêncio é também uma solução.

6. Escrever uma lista dos seus defeitos pessoais. Esta introspecção pode ser salutar.

7. Continuar a cultivar o espírito. Estar em dia com a actualidade. Manter os pés no chão para a vida presente, mas julgar as coisas desta terra à luz da eternidade.


Saúde & Lar, Publicadora SerVir, Agosto de 1987