segunda-feira, 1 de junho de 2015

DISCIPLINA

Talvez O Que Cada Vez Mais... Falte...



... "Orientação da Criança foi preparado sob a direção dos Depositários das Publicações de Ellen G. White em seu escritório de Washington, D.C. ..."

"Grande é a necessidade deste volume. Estão em jogo interesses eternos. Os minuciosos conselhos sobre disciplina, edificação do caráter e educação física e espiritual serão entesourados por todo o pai e mãe previdente.
Que este volume, ao lado de Mensagens aos Jovens, O Lar Adventista, e outros livros de conselhos aos pais e aos jovens, possa servir para guiar os pais e mães na sua importantíssima obra, é o sincero desejo dos publicadores e dos Depositários das Publicações de Ellen White".



OBJETIVOS DA DISCIPLINA

O Domínio Próprio, Objetivo Supremo
O objetivo da disciplina é ensinar à criança o governo de si mesma. Devem ensinar-se-lhe a confiança e direção próprias. Portanto, logo que ela seja capaz de entendimento deve alistar-se a sua razão ao lado da obediência. Que todo o trato com ela seja de tal maneira que mostre ser justa e razoável a obediência. Ajudai-a a ver que todas as coisas se acham subordinadas a leis, e que a desobediência conduz finalmente a desastres e sofrimentos. Quando Deus diz: "Não farás", amorosamente Ele nos avisa das consequências da desobediência, a fim de nos livrar de desgraças e perdas. 1

Alistando o Poder da Vontade
Alcança-se o verdadeiro objetivo da reprovação apenas quando o próprio malfeitor é levado a ver a sua falta, e se consegue a sua vontade no empenho de corrigir-se. Quando isto se cumpre, apontai-lhe a fonte de perdão e poder. 2
Os que ensinam os alunos a sentir que têm o poder para se tornarem homens e mulheres honrados e úteis, serão os que têm êxito mais permanente. 3

Hábitos Corretos, Inclinações, Más Tendências
É obra dos pais restringir, guiar e controlar. Não podem cometer maior mal do que permitir que os filhos satisfaçam todos os seus desejos e fantasias pueris, e deixá-los seguir suas próprias inclinações; não lhes podem, então, causar maior mal do que deixar-lhes na mente a impressão de que devem viver para agradar e divertir-se a si mesmos, para escolher seus próprios caminhos e buscar os seus próprios prazeres e amigos. ... Necessitam os jovens de pais que os eduquem e disciplinem, que corrijam seus maus hábitos e inclinações, e cortem as suas más tendências. 4


Demoli a Fortaleza de Satanás
Mães, o destino de vossos filhos jaz em grande parte nas vossas mãos. Se faltardes ao cumprimento do dever, podereis colocá-los nas fileiras de Satanás e torná-los seus agentes, para arruinar outras almas; ou vossa disciplina fiel e exemplo piedoso podem guiá-los a Cristo, e eles, por seu turno, influenciarão a outros, e assim muitas almas poderão ser salvas por vosso intermédio. 5
Olhemos cuidadosamente e comecemos a apanhar nossos pontos falhos. Derribemos as fortalezas do inimigo. Corrijamos misericordiosamente os nossos queridos, protegendo-os do poder do inimigo. Não desanimeis. 6

Ensinai o Respeito à Autoridade Paterna e Divina
Os filhos ... devem ser ensinados, educados e disciplinados até se tornarem obedientes aos pais, respeitando-lhes a autoridade. Desse modo ser-lhes-á implantado no coração o respeito à autoridade divina, e a educação familiar assemelhar-se-á ao ensino preparatório para a família dos Céus. De tal caráter deve ser o preparo da infância e da juventude que as crianças sejam preparadas para assumir seus deveres religiosos, e assim estejam preparadas para entrar nas cortes de cima. 7
Aquele que é a fonte de todo o conhecimento, declara as condições de nossa habilitação para entrar no Céu da glória, nas palavras: "Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas." A obediência aos mandamentos de Deus é o preço do Céu, e a obediência aos pais, no Senhor, é a lição muito importante que os filhos devem aprender. 8

Obediência Por Princípio e Não Por Compulsão
Dizei aos vossos filhos exatamente o que deles exigis. Fazei-os compreender que vossa palavra é lei e deve ser obedecida. Assim lhes estareis ensinando a respeitar os mandamentos de Deus, que claramente declaram: "Farás", e "Não farás". É muito melhor vosso pequeno obedecer por princípio que por compulsão. 9

Uma Lição de Implícita Confiança
Isaque é amarrado pelas mãos trementes e amorosas do compassivo pai, porque assim o dissera Deus. ... O filho submete-se ao sacrifício, porque acredita na integridade do seu pai. ... Este ato de fé da parte de Abraão é registado para nosso benefício. Ensina-nos a grande lição de confiança nas reivindicações de Deus, por mais rigorosas e pungentes que sejam; e isto ensina aos filhos perfeita submissão a seus pais e a Deus. Pela obediência de Abraão, é-nos ensinado que coisa alguma é demasiado preciosa para darmos ao Senhor. 10

Os Jovens Responderão à Confiança
Devem os jovens ser impressionados com a ideia de que neles se tem confiança. Têm um senso de honra, e desejam ser respeitados, e têm este direito.
Se os alunos recebem a impressão de que não podem sair ou entrar, sentar-se à mesa, ou estar em qualquer parte, mesmo no seu quarto, a não ser que sejam vigiados, que um olho crítico esteja sobre eles para criticar e relatar, terá isto uma influência desmoralizadora, e a recreação em si não dará prazer. Esse conhecimento de uma vigilância contínua é mais do que tutela paterna, é muito pior; pois os pais sábios podem, com tato, discernir frequentemente sob a superfície e ver a operação da mente irrequieta nos anelos da juventude, ou debaixo das forças da tentação, e estabelecer seus planos de ação para anular o mal. Mas esse constante desvelo não é natural, e produz os males que está procurando evitar. A saúde dos jovens exige exercício, alegria, e que sejam cercados de uma atmosfera feliz e agradável, para o desenvolvimento da saúde física e de um caráter simétrico.
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O Governo de Si Mesmo, Versus Autoridade Absoluta
Muitas são as famílias com crianças que parecem bem educadas enquanto se encontram sob a disciplina; quando, porém, o sistema que as ligou a certas regras se rompe, parecem incapazes de pensar, agir ou decidir por si mesmas. Essas crianças estiveram por tanto tempo sob uma regra de ferro, sem permissão de pensar ou agir por si mesmas, naquilo em que era perfeitamente próprio que o fizessem, que não têm confiança em si mesmas, para procederem segundo seu próprio discernimento, tendo opinião própria. E quando saem de sob a tutela dos pais para agirem por si mesmas, são facilmente levadas pelo juízo de outros a erróneas direções. Não têm estabilidade de caráter. Não foram deixadas em situação de usarem o próprio juízo na proporção em que isto fosse praticável, e portanto a mente não foi devidamente desenvolvida e avigorada. Foram por tanto tempo inteiramente controladas pelos pais que dependem inteiramente deles; estes são mente e discernimento para elas.
Por outro lado jovens não devem ser deixados a pensar e procederem independentemente do juízo de seus pais e mestres. As crianças devem ser ensinadas a respeitar o juízo da experiência, e ser guiadas pelos pais e professores. Sejam educadas de maneira que sua mente se ache unida com a dos pais e professores, e instruídas de modo a poderem ver a conveniência de atender a seus conselhos. Então, ao saírem de sob a mão guiadora deles, seu caráter não será como a cana agitada pelo vento.
A rigorosa educação das crianças, sem lhes dirigir convenientemente o modo de pensar e proceder por si mesmas na medida que o permitam sua capacidade e as tendências da mente, para que assim elas se desenvolvam no pensar, nos sentimentos de respeito por si mesmas e na confiança na própria capacidade de executar, produzirá uma classe débil em força mental e moral. E quando se acham no mundo, para agir por si mesmas, revelarão o fato de que foram ensinadas como os animais e não educadas. Em vez de sua vontade ser dirigida, foi forçada à obediência mediante rude disciplina por parte dos pais e mestres.
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Maus Resultados Sempre que Uma Mente Domina a Outra
Os pais e professores que se gabam de ter completo domínio sobre a mente e a vontade das crianças sob seu cuidado, deixariam de gabar-se, caso pudessem acompanhar a vida futura das crianças que são assim postas em sujeição pela força ou o temor. Essas crianças acham-se quase de todo mal preparadas para partilhar das sérias responsabilidades da vida. Quando esses jovens não mais se encontram sob a direção de pais e mestres, e se veem forçados a pensar e agir por si mesmos é quase certo tomarem uma direção errónea e cederem ao poder da tentação. Não tornam esta vida um êxito e as mesmas deficiências se manifestam em sua vida religiosa. Pudessem os instrutores de crianças e jovens ter traçado diante de si o futuro resultado de sua errada disciplina, e mudariam o seu plano de educação. Aquela espécie de professores que se satisfaz com o manter quase inteiro domínio sobre a vontade dos alunos, não é a mais bem sucedida, embora a aparência no momento seja lisonjeira.
Nunca foi o desígnio de Deus que a mente de uma pessoa esteja sob o completo domínio de outra, e os que se esforçam para fazer com que a individualidade de seus pupilos venha a imergir na deles, e para lhes servirem de mente, vontade e consciência, assumem tremendas responsabilidades. Esses alunos podem, em certas ocasiões, parecer soldados bem disciplinados. Uma vez, porém, removida a restrição, ver-se-á a falta de ação independente, oriunda de firmes princípios.
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Pela Habilidade e Esforço Paciente
Amoldar o jovem na devida maneira, requer habilidade e paciente esforço. Especialmente as crianças que vieram ao mundo oprimidas com uma herança do mal, resultado direto dos pecados dos pais, necessitam da mais cuidadosa cultura, a fim de desenvolverem e fortalecerem suas faculdades morais e intelectuais. E verdadeiramente pesada é a responsabilidade dos pais. As más tendências devem ser cuidadosamente reprimidas e censuradas com ternura; deve a mente ser estimulada em favor do direito. A criança deve ser animada a tentar governar-se a si mesma. E tudo isto deve ser feito judiciosamente ou será frustrado o propósito almejado. 14

1. Educação, pág. 287; 2. Idem, pág. 292; 3. Fundamentals of Christian Education, pág. 58; 4. Manuscrito 12, 1898; 5. Signs of the Times, 9 de fevereiro de 1882; 6. Review and Herald, 16 de julho de 1895; 7. Idem, 13 de março de 1894; 8. Manuscrito 12, 1896; 9. Review and Herald, 15 de setembro de 1904; 10. Testemunhos Seletos, Vol. 1, pág. 353; 11. Fundamentals of Christian Education, pág. 114; 12. Testemunhos Seletos, Vol. I, págs. 316 e 317; 13. Idem, págs. 317 e 318; 14. Christian Temperance and Bible Hygiene, pág. 138.

O TEMPO PARA COMEÇAR A DISCIPLINA

Os Filhos Desobedientes, um Sinal dos Últimos Dias
Um dos sinais dos "últimos dias" é a desobediência dos filhos aos pais. E reconhecem os pais a sua responsabilidade? Muitos parecem perder de vista o vigilante cuidado que devem manter para com os filhos, e permitem-lhes condescender com as más paixões e desobedecer-lhes.
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Os filhos são a herança do Senhor, e a não ser que os pais lhes deem tal preparo que os habilite a conservar-se nos caminhos do Senhor, negligenciam solene dever. Não é a vontade nem o propósito de Deus que as crianças se tornem rudes, ásperas, descorteses, desobedientes, ingratas, profanas, obstinadas, orgulhosas, mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus. Declaram as Escrituras que esta condição da sociedade será um sinal dos últimos dias. 2

Os Pais Condescendentes se Desqualificam Para a Ordem do Céu
No Céu há perfeita ordem, perfeita paz e harmonia. Se os pais assim negligenciam trazer os filhos sob a devida autoridade aqui, como poderão esperar que estes possam ser considerados companheiros próprios para os santos anjos num mundo de paz e harmonia? 3
Os que não têm tido nenhum respeito pela ordem e a disciplina nesta vida, não respeitarão a ordem observada no Céu. Não poderão ser ali admitidos; pois todos quantos houverem de ter entrada no Céu, amarão a ordem e respeitarão a disciplina. Os caracteres formados nesta vida determinarão o destino futuro. Quando Cristo vier, não mudará o caráter de ninguém. ... Os pais não devem negligenciar de sua parte nenhum dever para beneficiar seus filhos. Devem educá-los de tal maneira que venham a ser uma bênção para a sociedade aqui, e possam colher a recompensa da vida eterna no porvir. 4


Quando Deve Começar a Disciplina
No momento em que a criança começa a escolher a sua própria vontade e caminho, nesse momento deve começar a sua educação e disciplina. Pode isso ser chamado uma educação inconsciente. Mas é quando deve começar um trabalho consciente e poderoso. O maior peso dessa obra repousa necessariamente sobre a mãe. Tem ela o primeiro cuidado da criança, e deve pôr o fundamento de uma educação que ajude a criança a desenvolver um caráter forte e equilibrado. ...
Frequentemente mostram primeiro os bebés uma vontade muito determinada. Caso essa vontade não seja posta em sujeição a uma vontade mais sábia do que os desejos não educados da criança, Satanás assumirá o controlo da mente e moldará a disposição em harmonia com a sua vontade.
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Negligenciar a obra de disciplinar e educar a ponto de ser fortalecida uma disposição perversa, é causar às crianças um mal muito sério; pois estas crescem egoístas, exigentes, e nada amáveis. Não podem apreciar a sua própria companhia mais do que o podem os outros; portanto, sempre estarão cheias de descontentamento. A obra da mãe deve começar em idade precoce, não dando a Satanás a oportunidade de controlar a mente e a disposição dos seus pequeninos. 6

Reprimi a Primeira Aparência do Mal
Pais, deveis começar a vossa primeira lição de disciplina quando vossos filhos são bebés em vossos braços. Ensinai-lhes a submeter a sua vontade à vossa. Isso pode ser feito usando de imparcialidade e manifestando firmeza. Os pais devem ter completo domínio sobre o seu próprio espírito e com mansidão, e assim mesmo com firmeza, vergar a vontade do filho até que este não espere nada mais senão ceder à vontade deles.
Os pais não começam a tempo. A primeira manifestação de ira não é dominada, e as crianças crescem obstinadas, o que aumenta com o seu crescimento e se fortalece com o seu vigor.
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"Pequeno Demais Para Punir?"
Eli não dirigiu a sua casa segundo as regras de Deus para o governo da família. Seguiu o seu próprio juízo. O extremoso pai deixou de tomar em consideração as faltas e pecados dos seus filhos, na sua meninice, comprazendo-se com o pensamento de que após algum tempo eles perderiam as suas más tendências. Muitos estão hoje a cometer erro semelhante. Julgam que conhecem um meio melhor para educar os seus filhos do que aquele que Deus deu em Sua Palavra. Alimentam neles más tendências, insistindo nesta desculpa: "São muito novos para serem castigados. Esperemos que fiquem mais velhos, e possamos entender-nos com eles". Assim os maus hábitos são deixados a se fortalecerem até que se tornam uma segunda natureza. Os filhos crescem sem sujeição, com traços de caráter que são para eles uma maldição por toda a vida, e que podem reproduzir-se nos outros.
Não há maior desgraça para os lares do que permitir que os jovens sigam o seu próprio caminho. Quando os pais tomam em consideração todo o desejo dos seus filhos, e com estes condescendem no que sabem não ser para o seu bem, os filhos logo perdem todo o respeito para com os seus pais, toda a consideração pela autoridade de Deus e do homem e são levados cativos à vontade de Satanás.
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Ponde o Ensino no Lar Acima de Outras Ocupações
Muitos apontam para os filhos dos ministros (Pastores), professores e outros homens de alta reputação devido ao seu saber e piedade, e insistem em que se esses homens, com suas vantagens superiores, falham no governo da família, os que estão em situação menos favorável, não precisam esperar ter êxito. A questão a ser decidida é: Têm esses homens dado a seus filhos aquilo a que estes têm direito - um bom exemplo, fiel instrução e a devida restrição? É pela negligência desses pontos essenciais que tantos pais dão à sociedade filhos de espírito desequilibrado, impacientes com as restrições e ignorantes quanto aos deveres da vida prática. Nisso estão eles dando ao mundo um prejuízo que ultrapassa todo o bem realizado pelos seus labores. Esses filhos transmitem o seu próprio caráter perverso como herança à sua prole, e o seu mau exemplo e influência corrompem, ao mesmo tempo, a sociedade e causam estragos na igreja. Não posso imaginar que qualquer homem, por maior que seja a sua habilidade e utilidade, esteja servindo melhor a Deus ou ao mundo, enquanto o seu tempo é dedicado a outras ocupações com negligência dos seus próprios filhos. 9

É Prometida a Cooperação Celestial
Deus abençoará uma disciplina justa e correta. Mas "sem Mim", diz Cristo, "nada podeis fazer". Não podem as inteligências celestiais cooperar com os pais e mães que estão negligenciando educar os filhos, que estão permitindo a Satanás manobrar aquela pequena peça do maquinismo infantil, aquela jovem mente, como instrumento pelo qual possa trabalhar para anular a operação do Espírito Santo. 10

1. Review and Herald, 19 de setembro de 1854; 2. Signs of the Times, 17 de setembro de 1894; 3. Testimonies, Vol. 4, pág. 199; 4. Testemunhos Seletos, Vol. 1, págs, 537 e 538; 5. Carta 9, 1904; 6. Manuscrito 43, 1900; 7. Testemunhos Seletos, Vol. 1, págs. 76 e 77; 8. Patriarcas e Profetas, pág. 643; 9. Signs of the Times, 9 de fevereiro de 1882; 10. Manuscrito 126, 1897.


A DISCIPLINA NO LAR

Famílias Bem Ordenadas, Bem Disciplinadas
É dever dos que alegam ser cristãos, apresentar ao mundo famílias bem ordenadas, bem disciplinadas - famílias que mostrem o poder do verdadeiro cristianismo. 1 Não é coisa fácil ensinar e educar filhos sabiamente. Ao procurarem os pais conservar diante deles o juízo e o temor do Senhor, levantar-se-ão dificuldades. Revelarão os filhos a perversidade que lhes está no coração. Revelam amor à tolice, à independência, ódio à restrição e à disciplina. Praticam o engano e proferem falsidades. Muitíssimos pais, em vez de punirem os filhos por estas faltas, fazem-se cegos, para não verem sob a superfície ou discernirem o verdadeiro significado dessas coisas. Continuam, portanto, os filhos com suas práticas enganosas, formando caracteres que Deus não pode aprovar.
A elevada norma da Palavra de Deus é posta de lado por pais que não gostam, como alguns têm denominado, de usar a camisa de força na educação dos filhos. Muitos pais têm decidida aversão aos princípios santos da Palavra de Deus, porque esses princípios sobre eles colocam demasiada responsabilidade. Mas a visão posterior, que todos os pais são obrigados a ter, revela que os caminhos de Deus são os melhores, e que o único caminho da segurança e felicidade está na obediência à Sua vontade.
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Restringir os Filhos Não é Trabalho Fácil
Com o presente estado de coisas na sociedade, não é para os pais fácil tarefa restringir os filhos e instruí-los segundo a regra bíblica do direito. Quando educarem os filhos em harmonia com os preceitos da Palavra de Deus, e, como Abraão na antiguidade, ordenarem a sua casa após si, pensam os filhos que seus pais são demasiadamente cuidadosos e desnecessariamente exigentes. 3

Falsas Ideias Quanto à Restrição
Pais, se quiserdes a bênção de Deus, fazei como Abraão, reprimi o mal, e incentivai o bem. Pode ser necessário certo comando em lugar de satisfazer à inclinação e ao prazer dos filhos. 4
Consentir, porém, que a criança siga seus impulsos naturais, corresponde a consentir que ela se corrompa e se torne hábil no mal. Os pais prudentes não dirão a seus filhos: "Sigam o que quiserem; vão aonde quiserem; façam o que quiserem"; antes dirão: "Ouvi a instrução do Senhor". Devem-se fazer regras e regulamentos sábios, e pôr em execução a fim de que a beleza da vida doméstica se não perverta. 5

Porque a Família de Acã Pereceu?
Considerastes porque foi que todos os que estavam ligados com Acã também foram submetidos ao castigo de Deus? Foi por não terem sido ensinados e educados segundo os ensinamentos que lhes foram dados na grande norma da Lei de Deus. Os pais de Acã haviam educado o filho de tal maneira que este se sentiu com liberdade para desobedecer à Palavra de Deus. Os princípios inculcados na sua vida levaram-no a lidar com os seus filhos de tal maneira que estes também foram corrompidos. A mente age e reage sobre a mente, e o castigo que incluiu os parentes de Acã e ele mesmo, revela o fato de que todos estavam envolvidos na transgressão. 6

O Afeto Cego dos Pais, é o Maior Obstáculo no Ensino
É quase universal o pecado da negligência paterna. Frequentemente existe o afeto cego àqueles que connosco estão ligados por laços naturais. Esse afeto é levado a grande amplitude; não é equilibrado pela sabedoria ou pelo temor de Deus. O cego afeto paterno é o maior obstáculo no caminho da devida educação da criança. Evita a disciplina e o ensino exigidos pelo Senhor. Às vezes, devido a este afeto, parecem os pais ser despojados da razão. Assemelha-se à fraca misericórdia dos ímpios - crueldade disfarçada com as vestes do chamado amor. É a perigosa influência que leva os filhos à ruína. 7
Correm os pais o constante perigo de condescender com os afetos naturais à custa da obediência à lei de Deus. Para agradar aos filhos, permitem muitos pais o que Deus proíbe. 8


Os Pais São Responsáveis Pelo que os Filhos Poderiam Ter Sido
Se, como professores do lar permitirem os pais e mães que os filhos tomem em suas mãos as rédeas do governo e se tornem obstinados, serão considerados responsáveis pelo que estes de outra maneira poderiam ter sido. 9
Aqueles que seguem suas próprias inclinações, com uma afeição cega para com os seus filhos, condescendendo com eles na satisfação dos seus desejos egoísticos, e não fazem uso da autoridade de Deus para repreender o pecado e corrigir o mal, tornam manifesto que estão honrando seus ímpios filhos mais do que a Deus. Estão mais ansiosos por defender a reputação deles do que glorificar a Deus; mais desejosos de agradar aos seus filhos do que comprazer ao Senhor.
Aqueles que têm muito pouca coragem para reprovar o mal, ou que pela indolência ou falta de interesse não fazem um esforço ardoroso para purificar a família ou a Igreja de Deus, são responsáveis pelos males que possam resultar da sua negligência ao dever. Somos precisamente tão responsáveis pelos males que poderíamos ter impedido nos outros pelo exercício da autoridade paterna ou pastoral, como se esses atos tivessem sido nossos.
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Não Há Lugar Para Parcialidades
É muito natural aos pais serem parciais para com seus próprios filhos. Especialmente se esses pais acham que eles mesmos possuem superior habilidade, considerarão seus filhos superiores aos filhos dos outros. Por isso, muito do que seria severamente censurado nos demais, é passado por alto em seus próprios filhos como sendo vivacidade e argúcia. Embora essa parcialidade seja natural, é injusta e nada cristã. Fazemos um grande mal aos nossos filhos quando permitimos que as suas faltas fiquem sem correção. 11

Não Tenhais Compromisso com o Mal
Deve-se deixar esclarecido que o governo de Deus desconhece qualquer transigência com o mal. Nem no lar nem na escola deve ser tolerada a desobediência. Nenhum pai ou professor que tome a peito o bem-estar dos que se acham sob os seus cuidados, transigirá com a vontade obstinada que desafia a autoridade ou recorre a subterfúgios ou evasivas a fim de escapar à obediência. Não é o amor mas o sentimentalismo o que usa de rodeios com as más ações, procura pela lisonja ou o suborno conseguir a submissão e finalmente aceita algum substituto da coisa exigida. 12
Em muitas famílias, hoje, há muita condescendência própria e desobediência que são passadas por alto sem serem corrigidas; também se manifesta um espírito subjugador e autoritário, que cria os piores males na disposição dos filhos. Corrigem-nos às vezes os pais de maneira tão inconsiderada, que sua vida se torna infeliz e eles perdem todo o respeito pelo pai, pela mãe e pelos irmãos e irmãs. 13

Os Pais Deixam de Compreender os Princípios Corretos
É de entristecer o coração ver a imbecilidade de pais no exercício da autoridade que Deus lhes deu. Homens que no demais são firmes e inteligentes deixam de compreender os princípios que deveriam ser aplicados na educação dos seus pequenos. Deixam de lhes dar a instrução correta justamente no tempo em que a instrução correta, um exemplo piedoso, e uma firme decisão, são mais necessárias para dirigir no caminho certo as mentes inexperientes que ignoram as influências enganosas e perigosas com que se devem defrontar em toda a parte. 14
O maior sofrimento que veio à família humana é devido aos pais se haverem apartado do plano divino para seguirem a sua própria imaginação e as suas ideias imperfeitamente desenvolvidas. Muitos pais seguem o impulso. Esquecem-se de que o bem presente e futuro dos filhos requer inteligente disciplina. 15

Deus Não Aceita Desculpa Para a Má Direção
Muitas vezes instala-se nos corações infantis a rebelião, devido a uma errónea disciplina por parte dos pais quando, houvesse sido seguida a devida direcção, elas teriam formado caracteres harmónicos e bons. 16
Enquanto os pais têm o poder para disciplinar, educar e ensinar aos filhos, exerçam eles essa faculdade para Deus. Ele requer deles obediência pura, imaculada e constante. Não tolerará qualquer outra coisa. Não dará escusas pela má direção dos filhos. 17

Vencei o Espírito Natural de Obstinação
Algumas crianças são naturalmente mais obstinadas que outras e não cederão à disciplina, tornando-se consequentemente muito pouco atraentes e desagradáveis. Caso a mãe não tenha sabedoria para lidar nessa fase do caráter, seguir-se-á um estado de coisas muito infeliz; pois tais filhos seguirão seu próprio caminho, para a sua destruição. E quão terrível é um filho alimentar um espírito de obstinação não somente na infância, mas nos anos mais maduros, e, já homem ou mulher, devido à falta de concórdia na meninice, nutrir amargura e falta de bondade para com a mãe que deixou de trazer os filhos em sujeição. 18

Nunca Digais à Criança: "Não posso com Você!"
Nunca permitais que o vosso filho vos ouça dizer: "Não posso com você". Enquanto pudermos ter acesso ao trono de Deus devemos nós, como pais, envergonhar-nos de pronunciar tais palavras. Clamai a Jesus, e vos ajudará a levar vossos pequeninos a Ele. 19


Deve-se Estudar Diligentemente o Governo da Família
Tenho ouvido mães dizerem que não tinham a habilidade de governar que outros têm, que esse é um talento especial que elas não possuíam. Os que reconhecem sua deficiência a esse respeito, devem tornar o assunto do governo da família o seu mais diligente estudo. E mesmo as mais valiosas sugestões dos outros não devem ser adotadas sem ser consideradas e discriminadas. Podem não se adaptar igualmente às circunstâncias de cada mãe, ou à disposição e ao temperamento peculiares de cada criança da família. Estude a mãe com cuidado a experiência de outros, note a diferença entre os métodos deles e os seus, e prove cuidadosamente os que possam parecer de real valor. Se um modo de disciplina não produz os resultados desejados, seja experimentado outro plano, notando-se cuidadosamente os seus efeitos.
Mais que todos os outros, devem as mães acostumar-se a pensar e a investigar. Se perseverarem neste sentido, verificarão estarem adquirindo a faculdade em que se julgavam deficientes, estarem aprendendo a formar corretamente o caráter dos filhos. O resultado do trabalho e da atenção dados a essa obra ver-se-á em sua obediência, simplicidade, modéstia e pureza; e isso recompensará ricamente todo o esforço realizado.
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Os Pais Devem Unir-se na Disciplina
Deve sempre a mãe ter a cooperação do pai em seus esforços para pôr nos filhos o fundamento de um bom caráter cristão. Um pai compassivo não deve fechar os olhos às faltas dos filhos, por não ser agradável ministrar a correção. 21
Princípios retos devem ser estabelecidos na mente da criança. Se os pais estiverem unidos nessa obra de disciplina, a criança compreenderá o que dela se requer. Mas se o pai, por palavras e pelo olhar mostrar que não aprova a correção que a mãe aplica, se achar que ela é estrita demais, e julgar que deve compensar a severidade afagando e transigindo, a criança será arruinada. Os pais condoídos praticarão insinceridade, e a criança logo saberá que pode fazer o que quer. Os pais que cometem esse pecado contra os filhos são responsáveis pela ruína da sua alma. 22

A Influência Combinada do Afeto e da Autoridade
Para que raie a luz do Sol em vossa casa, deixai que a luz da graça celeste irradie sobre o vosso caráter. Haja paz, palavras agradáveis, e semblantes alegres. Não é isso um afeto cego, nem aquela ternura que incentiva o pecado por uma insensata condescendência e que é a mais verdadeira crueldade, não é aquele falso amor que permite os filhos governarem e tornar os pais escravos dos seus caprichos. Não deve haver parcialidade paterna nem opressão. A influência combinada do afeto e da autoridade dará a forma correta à família. 23

Representai o Caráter de Deus na Disciplina
Sede firmes, decididos, na execução da instrução bíblica. Mas estai livres de toda a paixão. Tende em mente que quando vos tornais ásperos e irrazoáveis perante vossos pequenos, estais-lhes ensinando o mesmo. Deus exige que eduqueis vossos filhos, pondo em vossa disciplina toda a autoridade de um sábio professor que está sob o domínio de Deus. Se em vosso lar for exercido o poder convertedor de Deus, vós mesmos sereis constantes aprendizes. Representareis o caráter de Cristo, e os vossos esforços nesse sentido agradarão a Deus. Nunca negligencieis a obra que deveria ser feita em favor dos membros mais novos da família de Deus. Pais, vós sois a luz do vosso lar. Brilhe a vossa luz em palavras agradáveis, em calmo tom de voz. Tirai delas tudo o que fere, pela oração a Deus em busca do domínio próprio. E os anjos estarão em vosso lar, pois observarão a vossa luz. De vosso lar corretamente dirigido, irradiará para o mundo em correntes fortes e claras a disciplina que dais aos vossos filhos. 24

Nenhum Desvio dos Princípios Retos
Antigamente era considerada a autoridade paternal; então os filhos se achavam em sujeição aos pais, temiam-nos e os reverenciavam; nesses últimos dias, porém, a ordem está invertida: Alguns pais estão sujeitos aos filhos. Temem contrariar a vontade deles e portanto cedem. Mas enquanto os filhos se encontrarem sob o teto paterno, dependendo dos pais, devem estar subordinados ao seu domínio. Os pais devem agir com decisão, exigindo que seus pontos de vista do direito sejam seguidos. 25

Dai Passos Extremos Caso a Desobediência Voluntária Seja Desenfreada
Alguns pais condescendentes e de amor fácil temem exercer completa autoridade sobre os seus filhos desgovernados, para que não fujam de casa. Seria melhor alguns fazerem isso do que permanecerem em casa para viver sob a generosidade concedida pelos pais, e ao mesmo tempo pisar toda a autoridade tanto humana como divina. Poderia ser uma experiência muito proveitosa a tais filhos ter plenamente esta independência que julgam tão desejável, aprender que custa esforço viver. Digam os pais ao menino que ameaça fugir de casa: "Meu filho, se você determinadamente prefere deixar a casa a obedecer a leis justas e próprias, nós não lho impedimos. Você julga achar o mundo mais amigável do que os pais que de você têm cuidado desde a infância. Você deve aprender por si mesmo que está enganado. Quando quiser voltar para a casa paterna, e estar sujeito à sua autoridade, será bem vindo. As obrigações são mútuas. Enquanto tem o alimento, o vestuário e o cuidado paterno, está por seu turno sob a obrigação de se submeter às regras do lar e à disciplina sadia.
A minha casa não pode ser poluída com o mau cheiro do fumo, com a profanação ou com a embriaguez. Desejo que os anjos de Deus venham ao meu lar. Se está completamente determinado a servir a Satanás, estará melhor com aqueles cuja companhia você ama, do que estar em casa."
Tal atitude interromperia a carreira descendente de milhares. Mas com muita freqüência sabem os filhos que podem fazer o pior, e uma mãe insensata intercederá por eles e lhes encobrirá as transgressões. Muito filho rebelde exulta porque seus pais não têm coragem de restringi-los. ... Não impõem obediência. Tais pais estão encorajando os filhos na dissipação e desonrando a Deus por sua insensata transigência. É essa juventude rebelde e corrompida que forma o elemento mais difícil de controlar nas escolas e colégios.
26


Não Vos Canseis de Fazer o Bem
A obra dos pais é contínua. Não deve ser realizada vigorosamente um dia e negligenciada no outro. Muitos estão prontos a começar a obra, mas não estão dispostos a nela perseverar. Estão ansiosos por fazer alguma grande coisa, um grande sacrifício; mas estremecem ante o cuidado e esforço incessante nas coisas pequenas da vida diária, no podar e dirigir a cada instante as tendências obstinadas, na obra de instruir, reprovar e incentivar pouco a pouco conforme for necessário. Desejam ver os filhos corrigirem suas faltas e formarem bons caracteres imediatamente, alcançando num salto o topo da montanha e não em passos sucessivos. E visto suas esperanças não se realizarem imediatamente, ficam desanimados. Que tais pessoas criem coragem ao se lembrarem das palavras do apóstolo: "E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido". 27
Os filhos dos crentes observadores do Sábado, talvez se tornem impacientes com a restrição, e julguem os pais muito estritos; é possível até que se levantem maus sentimentos em seu coração e que eles nutram ideias de descontentamento, fiquem ressentidos contra os que estão trabalhando pelo seu bem presente, futuro e eterno. Se, porém, a vida lhes for poupada por alguns anos, hão de bendizer os pais, por aquele estrito cuidado e fiel vigilância sobre eles nos anos de sua inexperiência. 28

Lede as Admoestações da Palavra de Deus
Quando os filhos erram, devem os pais tomar tempo para lhes ler ternamente da Palavra de Deus as admoestações que especialmente se apliquem ao seu caso. Ao serem provados, tentados ou desanimarem, citai-lhes as suas preciosas palavra de conforto, levando-os gentilmente a pôr em Jesus a sua confiança. Assim a mente jovem pode ser dirigida para o que é puro e enobrecedor. E ao serem revelados ao entendimento os grandes problemas da vida e o trato de Deus para com a raça humana, são exercitadas as faculdades do raciocínio, é posto em ação o julgamento, enquanto as lições da verdade divina são impressas no coração. Assim podem os pais estar moldando diariamente o caráter dos filhos, a fim de que se habilitem para a vida futura. 29

1. Review and Herald, 13 de abril de 1897; 2. Idem, 30 de março de 1897; 3. Signs of the Times, 17 de abril de 1884; 4. Carta 53, 1887; 5. Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 99; 6. Manuscrito 67, 1894; 7. Review and Herald, 6 de abril de 1897; 8. Idem, 29 de janeiro de 1901; 9. Idem, 15 de setembro de 1904; 10. Patriarcas e Profetas, págs, 641 e 643; 11. Signs of the Times, 24 de novembro de 1881; 12. Educação, pág. 290; 13. Carta 75, 1898; 14. Manuscrito 119, 1899; 15. Manuscrito 49, 1901; 16. Test. Seletos, Vol. 1, pág. 138; 17. Review and Herald, 13 de abril de 1897; 18. Manuscrito 18, 1891; 19. Review and Herald, 16 de julho de 1895; 20. Signs of the Times, 11 de março de 1886; 21. Testimonies, Vol. 1, págs, 546 e 547; 22. Manuscrito 58, 1899; 23. Review and Herald, 15 de setembro de 1891; 24. Manuscrito 142. 1898; 25. Test. Seletos, Vol. 1, pág, 75; 26. Review and Herald, 13 de junho de 1882; 27. Signs of the Times, 24 de novembro de 1881; 28. Test. Seletos, Vol. 1, pág. 150; 29. Review and Herald, 13 de junho de 1882.

Texto do livro Orientação da Criança de Ellen G. White, Publicadora Atlântico/SerVir.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

A Bíblia é um Bom Remédio Para as Crises Pessoais/Familiares


ALEGRIA  NA  PALAVRA

Principalmente  Nestes  Tempos  de  Dor,  Confusão  e  Desânimo

- Eu ouvi hoje a alegria - nos gritos de uma criança que corria atrás de bolas de sabão; no cântico cadenciado de um pardal; no jubiloso saltitar de um regato da montanha.
Eu vi hoje a alegria - nos olhos brilhantes de uma jovem noiva; no abanar da cauda de um cachorrinho a dar as boas vindas ao dono; no rosto de uma menina que saltava à corda à saída da escola.
Eu senti hoje a alegria - no calor do sol, no ritmo de um cântico de louvor, no aperto contra o peito do homem a quem eu amo.
Eu encontrei hoje a alegria - nas páginas de um velho livro; na minha hora passada com a eterna Palavra de Deus; na presença d'Aquele que é a fonte de toda a alegria.
No meu encontro desta manhã com Cristo nas Escrituras, eu encontrei "abundâncias de alegria" - calor, vivacidade, música, riso, luz do sol, rosas e um infinito de possibilidades. O meu coração cantou, os meus olhos dançaram, e a minha voz vibrou em cânticos de louvor.
Minha era a alegria, captada num momento com o Senhor, na Sua Palavra.

- Rita Armstrong é outra pessoa que encontrou a alegria na Palavra. Ela tinha vivido numa montanha russa emocional durante a maior parte da sua vida. Disfarçava a sua infelicidade, mas sentia-se muitas vezes desanimada. Então, um dia, dedicou algumas horas a meditar sobre a Palavra de Deus, o Seu poder e o Seu amor. Recordou a certeza que tivera em criança de que Jesus a amava e, depois, pensou no Céu e na alegria que havia de sentir quando estivesse finalmente na presença de Deus. Lembrou-se das palavras de Hebreus 13:8: "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." Jesus não pode mudar, pensou a Rita. Ele amava-me quando eu era menina, Ele vai-me amar quando eu chegar ao Céu, e Ele ama-me agora! A alegria e o amor inundaram-na. De repente, percebeu que Deus se interessava por ela - que ela era importante aos olhos de Deus! Deu um salto e dançou à volta da casa, cantando repetidamente: "Eu sou importante para Deus! Eu sou importante para Deus!"1
"Na Tua presença há abundância de alegrias." (Salmos 16:11).

- Numa certa manhã, eu acordei a sentir as tensões da vida a actuarem no meu corpo. Doíam-me as costas, a cabeça, os pés e nem sequer tinha saído ainda da cama! Pensei em tudo o que ficara por fazer na véspera, coisas que teriam agora de ser acrescentadas à minha lista do novo dia. Lamentei-me e voltei-me para o lado, mas finalmente saltei da cama. O meu coração estava apertado e o meu espírito, desanimado. Sentia-me fraca e vulnerável.
Nessa manhã, concentrei-me em Sofonias 3:17 - "O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para te salvar; Ele se deleitará em ti, com alegria; calar-Se-á por Seu amor, regozijar-se-á em ti, com júbilo." Imaginei-me pequenina, a vir ter com o meu Pai celestial para Ele me tomar nos Seus braços e dizer-me: "Ouve, Dorothy, Eu tomo conta de tudo." Pude imaginar que Ele me abraçava enquanto cantava um alegre cântico de amor para me acalmar. Senti o calor do Seu abraço e a Sua alegria trouxe-me um vigor renovado.
Depois desse encontro com a Palavra de Deus, fui capaz de passar o dia com o coração aliviado. A meio da tarde tinha dado conta dos 17 assuntos inscritos na minha lista para tratar nesse dia. Chegada a casa, preparei um refresco de limão, sentei-me no jardim a desfrutar das flores e a apanhar o sol do amor de Deus. Foi um dia alegre! Que diferença conseguira a Palavra!
"A Tua palavra foi, para mim, o gozo e alegria do meu coração." (Jeremias 15:16).

- Joyce Landorf Heatherley encontrou força e alegria na Palavra depois do seu divórcio. Na altura, ela sentira-se abandonada por toda a gente, incluindo Deus. Atordoada pela dor e incapaz de se concentrar no estudo da Bíblia ou na oração, parecia incapaz de fazer as coisas mais simples.
Um dia, ao limpar o pó a uma mesinha, pegou na sua Bíblia e deixou-a escapar por entre os dedos. Ao cair, abriu-se em Romanos 8, e os seus olhos fixaram-se nos versículos no final do capítulo: "Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." (versículos 38 e 39).
Joyce pegou na Bíblia e levou-a para o piano, onde a colocou. A partir daí, todos os dias se sentava ao piano e lia, por entre lágrimas, aquelas palavras vez após vez. Meditando nelas todos os dias, recuperou a alegria e a esperança na sua vida. Sentia a amorável presença do Senhor. A alegria preenchia aqueles momentos com Deus, sentada no banco do piano, a ouvir Deus falar-lhe através da Sua Palavra.2
"A alegria do Senhor é a vossa força." (Neemias 8:10).

- Darlene Rose era missionária na Nova Guiné quando rebentou a II Guerra Mundial. Os soldados japoneses capturaram-na e ao marido e mantiveram-nos presos separadamente em campos de concentração no mato. Precisamente antes de ser milagrosamente salva soube da morte do marido.
Nessa noite, quando as luzes do campo se apagaram, ela deitou-se com o rosto na esteira, desejando um ombro amigo onde descansar a cabeça a latejar, ou alguém que a envolve-se com um braço amigo. Sentia que toda a alegria tinha desaparecido com a perda do marido e pensou que nunca mais seria capaz de sorrir. "Senhor, onde estás Tu?" Com o coração despedaçado, chorou no silêncio da noite tropical. "Vês o que eu estou a sofrer? Ligas alguma importância a isso?" Foi então que silenciosamente o Senhor lhe falou ao coração as palavras de Isaías 61:1-3: "Enviou-me a restaurar os contritos de coração... a consolar todos os tristes... A ordenar acerca dos tristes que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, vestido de louvor por espírito angustiado."
De tal modo real lhe pareceu a presença de Cristo que ela, em silêncio, derramou ao Seu ouvido todas as suas mágoas, apercebendo-se de que Ele registava cada palavra por ela murmurada. Ela sabia que Ele compreendia o esmagador sentimento de solidão, a dor demasiado profunda para se pronunciar. Darlene sentiu que Ele chorava com ela e Se preocupava com o seu estado. Mais tarde, ela escreveu o seguinte acerca dessa noite: "Eu ia descobrindo a consolação do Espírito Santo. Durante aquelas horas negras, adormeci. A espada da dor penetrara profundamente dentro de mim, mas Ele ungira-a com óleo."
Na manhã seguinte o rosto de Darlene irradiava a alegria interior que descobrira na presença de Cristo através da Sua Palavra.3

- Eu passei, não há muito tempo atrás, por um período de trevas. Era-me impossível suportar a dor do presente, mas não conseguia descortinar uma esperança para o futuro. Por fora, tentava sorrir; por dentro, sentia-me totalmente fragilizada, com a alma a despedaçar-se. Foi então que li Isaías 9:2 e 3: "O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. Tu multiplicaste este povo, a alegria lhe aumentaste: todos se alegrarão perante ti."
"Senhor, vem até mim com a luz e a alegria da Tua presença," escrevi então no meu diário. "Conduz-me das trevas para a Tua luz." "Deixa-me cuidar das sombras que te envolvem," sussurrou Ele. "As sombras na minha vida são muitas, Senhor", comecei eu. E durante vários minutos anotei as minhas preocupações com o pecado, com o fracasso, com os problemas com a saúde, com os filhos, com os netos, com compromissos profissionais e com outros projectos. Confiei ao Senhor nessa manhã nove grandes motivos de preocupação. No meu diário, escrevi: "Senhor, Tu és a minha luz, a minha alegria e o meu cântico! Vem até mim, Senhor! Aquece o meu coração, alivia o meu espírito. Por favor, Senhor, preciso de Ti, preciso tanto de Ti!"
Parecia que o sol brilhava pela primeira vez em muitas semanas! Transbordante de energia e esperança, senti-me capaz de enfrentar o dia com alegria, alegria que encontrei nos momentos que dediquei a Deus e à sua Palavra. Eu tinha descoberto a verdade das palavras de Ellen White: "O homem, criado para a comunhão com Deus, só nessa comunhão encontra a sua verdadeira vida e desenvolvimento. Criado para encontrar em Deus as suas maiores alegrias, em nada mais poderá achar aquilo que tranquiliza os anseios do coraçâo e satisfaz a fome e a sede da alma. Aquele que com espírito sincero e dócil estuda a Palavra de Deus, procurando compreender as suas verdades, será levado ao contacto com o seu Autor." Educação, pp. 124, 125. E esse Autor é a fonte de toda a alegria.
"Tu multiplicaste... a alegria: todos se alegrarão em Ti." Isaías 9:3.

Já descobriu pessoalmente o segredo de uma vida cristã feliz? Dedica algum tempo todos os dias à Palavra, na presença d' Aquele que é a fonte de toda a alegria? Segundo o apóstolo João, foi para isso que a Bíblia foi escrita, para nos fazer conhecer a alegria.
"Escrevemos isto para que a nossa alegria seja perfeita." (I João 1:4, TIC).

1 - I. Howat, ed., Light in the Middle of the Tunnel (Luz a Meio do Túnel). Fern, Escócia: Christian Focus Publications, 1994, pp. 109-121.
2 - Joyce Landorf Heatherley, Unworld People (Gente que Não É do Mundo). Austin, Texas: Balcony Publishing, 1987, pp. 216-222.
3 - Darlene D. Rose, Evidence Not Seen (Evidência que se Não Vê). San Francisco: Harper Collins, 1990, pp.109-113.

Dorothy Eaton Watts é secretária associada da Divisão do Sul da Ásia em Hosur, na Índia, in Revista Adventista, A Bíblia Ainda Fala, Leituras para a Semana de Oração, Setembro 1998.

PRECIOSA  É  A  PALAVRA

ENCONTRAMOS  NA  BÍBLIA  CLAREZA  E  CONFORTO

 Walter L. Pearson
Há cerca de uns dez anos, os ladrões assaltaram uma arrecadação que tinhamos alugado temporariamente e roubaram praticamente todos os pertences da nossa família. Um pequeno pedaço de papel com a caligrafia da minha mulher foi tudo o que restou para confirmar que ali naquele lugar tinham estado todas as nossas coisas enquanto procurávamos uma casa para residir.
O prejuízo financeiro foi arrasador, mas houve perdas maiores que começaram a surgir. Entre os artigos que os ladrões pensavam que podiam vender para obter dinheiro fácil contavam-se caixas com fotografias de valor incalculável, livros e cartas pessoais. Desaparecera a nossa biblioteca, que 1evara vinte penosos anos a constituir. Ficámos sem fotografias que retratavam o desenvolvimento dos nossos filhos desde que nasceram. O mais doloroso foi que os ladrões levaram caixas com fotografias e cartas da minha mãe, que falecera quase vinte anos antes, com apenas 49 anos de idade.
A perda das recordações relacionadas com a vida da minha mãe foi arrasadora, tanto mais que eu começara a organizar papéis e fotografias na esperança de virem a ser a base de um livro a publicar. Essa esperança praticamente extinguiu-se com a perda de tanta coisa insubstituível.
Jamais esquecerei a emoção que me dominou quando, uns meses mais tarde, ao limpar uma gaveta de uma cómoda atafulhada, descobri uma carta da minha mãe. Foi uma descoberta sensacional. Embora não se tratasse de nada mais do que traços numa folha de papel, aquela carta era preciosíssima. A caligrafia dela recordava-me o que eu tinha visto nos álbuns dos velhos tempos. A sua voz tornou-se audível na minha mente, à medida que eu ia lendo, devagarinho e carinhosamente, cada uma das suas palavras.
De alguma forma, a intensidade do problema que eu atravessava diminuiu ao recordar os sábios conselhos dela e o seu grande exemplo. O poder de comunicação da minha saudosa mãe foi, naquelas circunstâncias, maior do que eu poderia imaginar. Como me trouxeram força as palavras que a minha mãe tinha escrito!
Contudo mesmo uma carta escrita por uma mãe, que tinha morrido quase duas décadas antes, reduz-se à insignificância quando comparada com o impacto da revelação de Deus encontrada na Bíblia. (A comparação com a carta da minha mãe não se enquadra perfeitamente, porque nós servimos um Salvador ressurrecto). O nosso Deus não está morto. Não nos falta comunicação do Céu, que nos chega através da oração e comunhão, mas a Bíblia representa de facto uma fonte preciosa, e em primeira mão, graças ao nosso relacionamento com o Autor, Jesus Cristo.
A minha experiência pessoal com a Palavra tem-na comprovado vez após vez como um tesouro digno de ser apreciado e partilhado, um verdadeiro motivo de alegria na minha vida. De uma forma espectacular, há alterações positivas que ocorrem na minha maneira de pensar e de viver, à medida que eu dedico tempo para ler sistematicamente a Bíblia.

UMA COLECÇÃO INCRÍVEL

A Bíblia, como carta de Alguém que nos ama muito, tem um valor incalculável, mas as suas páginas envolvem muito mais. O seu valor literário já justificava a sua leitura, mesmo que não se tivesse em conta a sua origem divina.
Que outro livro pode comprovadamente afirmar que torna mais sábios os seus leitores? É o que nos lembra o Salmo 19:8 - "Os preceitos do Senhor são rectos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e alumia os olhos" ou, como diz uma outra versão, "A lei do Senhor é perfeita e dá vida nova. Os mandamentos do Senhor são fiéis; dão sabedoria aos homens simples" (TIC). Eu já vi na realidade este processo em funcionamento. Já tive o privilégio, através dos anos, de conhecer muitos crentes mais velhos que nunca tinham tido oportunidade de estudar na escola. Não obstante, quase sem excepção, o seu temperamento, a sua maneira de falar, e até a sua fisionomia pareciam distintos e enobrecidos pela influência da Bíblia.
Que ninguém tenha dúvidas: este é um livro poderoso! Nenhum livro na história humana consegue ombrear com a vastidão e a profundidade desta Palavra:
"Em sua vasta série de estilos e assuntos, a Bíblia tem algo para interessar a todo o espírito e apelar a cada coração. Encontram-se nas suas páginas as mais antigas histórias, as mais fiéis biografias, princípios governamentais para orientação de Estados, para a direcção do lar, princípios estes que a sabedoria humana jamais igualou. Contém a mais profunda filosofia, a poesia mais doce e sublime, mais patética e apaixonada. Os escritos da Bíblia são de um valor incomensuravelmente acima das produções de qualquer autor humano, mesmo considerados sob este ponto de vista; mas de um escopo infinitamente maior, são eles sob o ponto de vista da sua relação para com o grandioso pensamento central." Orientação da Criança, p. 505.
Também não se pode passar por alto a importância da Escritura como um elo de fé na ligação com a história do povo de Deus e de milhares de vidas exemplares. As Escrituras ligam-nos à sabedoria e à experiência daqueles que permaneceram fiéis em tempos idos, transmitindo-nos a inspiração para as nossas próprias lutas.
"Por meio do estudo da Bíblia, mantemos uma conversação com patriarcas e profetas. A verdade é apresentada numa linguagem elevada, que exerce um poder fascinante sobre a mente; o pensamento ergue-se acima das coisas da terra e é levado a contemplar a glória da futura vida imortal. Que sabedoria humana se pode comparar com a grandiosidade da revelação de Deus?" Fundamentos da Educação Cristã, p. 130.

UM RECURSO DE SOBREVIVÊNCIA

A descrição que Ellen White faz da experiência de João, o autor do último livro da Bíblia, Apocalipse, na Ilha de Patmos, sempre me fascinou, pois ilustra a forma como as Escrituras conseguem trazer alegria nas circunstâncias mais desoladoras e ligação com Deus mesmo quando estamos tão sós.
Depois de ter sido espectacularmente liberto do caldeirão de óleo a ferver, João podia bem ser desculpado por qualquer rancor que sentisse face ao seu desterro. Só que essa experiência não se podia tornar numa punição para o último dos discípulos. A sua fé no Deus das Escrituras predispô-lo a estar aberto ao que Deus pudesse querer comunicar naquele lugar inóspito.
Ellen White sugere que quando João via as nuvens por cima dele, naquela ilha relativamente pequena e deserta, imaginava que elas eram as mesmas que tinham passado por cima do Templo em Jerusalém. Ele reparava nos cortes feitos na superfície vulcânica e regozijava-se na omnipotência de um Deus que podia tanto mandar às águas que cobrissem a terra como ordenar-lhes que recuassem ao Seu comando. Maravilhava-se por, mesmo naquela recortada ilhota escolhida como colónia penal pelo imperador de Roma, a autoridade divina poder controlar as águas com a ordem "Até aqui e não mais".
Em vez de dar lugar à ideia de que ele era o desprezado do Senhor, João tirava partido de todos os estímulos sensórios para se aperceber dos meios pelos quais Deus lhe manifestava ali a Sua presença e o Seu amor. As Escrituras, que tinham sido o padrão da sua vida, eram agora o seu recurso de sobrevivência e consolação. É claro que as esperanças de João não foram iludidas. Aquele pedaço de terra, que haveria de ser a sua última habitação, transformou-se virtualmente num centro de comunicações onde recebeu e registou uma visão espectacular do alcance da história humana.
Aquilo que poderia ter sido a punição máxima tornou-se a alegria suprema, quando João foi abençoado com a redacção do último livro da Bíblia. A Palavra que foi revelada a João ainda hoje é eficaz para os filhos de Deus que estão destinados a sobreviver sob as mais exigentes circunstâncias. É verdade que Deus continua a chegar até à humanidade mediante as várias avenidas sensórias, mas a principal fonte da Sua revelação continua a ser a Palavra Escrita de Deus, a Bíblia.
À medida que este planeta se vai tornando cada vez menos hospitaleiro para os filhos de Deus, e à medida que o Espírito Santo Se vai retirando daqui, a Palavra vai-se tornando cada vez mais o nosso recurso de sobrevivência neste ambiente hostil. Que glorioso privilégio nós temos, de podermos confiar nessa maravilhosa lista de promessas bíblicas, tão certas como o nascer do sol! O claro fracasso das estruturas da sociedade em dar resposta aos anseios humanos impele os crentes para a Palavra. Neste meio ambiente incerto e inseguro, precisamos de ter uma fonte reconhecida tanto de verdade como de consolação.

Há pessoas hoje em dia que parecem desejosas de limitar as implicações das Sagradas Escrituras na nossa vida. Sentem-se perturbadas pela atribuição de uma autoridade normativa ilimitada à Palavra de Deus, pelo que a reduzem a mais um dos "grandes livros" do mundo. Aceitar tal limitação é ficarmos condenados a um exílio sem o nosso maior recurso. A Palavra de Deus, tal como ela é, continua a ser o suporte de toda a nossa esperança. A Bíblia tem um significado muito grande para mim, porque, tal como aquela carta da minha mãe, perdida durante tanto tempo, ela é um precioso meio de comunicação de um Deus que me ama. E o Seu amor não me abandona, pois foi Ele que me buscou. As Escrituras edificam-me, aguçam o meu espírito e formam-me à imagem de Cristo. O meu compromisso não é apenas o de me familiarizar com este Livro precioso, mas o de amar tanto a verdade como o Senhor da verdade que ele revela.

Walter L. Pearson, Jr., é orador/director do ministério na televisão Breath of Life - 3ABN (ver Links 1R). Texto da mesma publicação já citada.

domingo, 3 de maio de 2015

Que  Doces  e  Maravilhosas  'Mães'!



Quando Deus Quer...
Este vídeo sempre me emociona. Pela história triste do artista e do seu irmãozinho. Mas sobretudo pelo amor impressionante daquelas mulheres - a 'mãe', a tia e a prima. Até apetecia estar lá também aos abraços e beijinhos. Pessoas que não precisavam de fazer nada disto... mas fazem-no! E me levam a perguntar a mim mesma: o que faço eu, em especial, pelos outros?
Há uns anos, em 1990, veio-me parar às mãos um livrinho com a história incrível de Jorge Muller, "O homem que ousou confiar nas promessas de Deus" (pode ver nos meus 2 blogs a 19.03.2012), e não pude ficar indiferente. E acredito também firmemente, que com Deus, sim, com Ele, conseguiremos fazer o impossível! Senti então um grande desejo de fazer algo mais, talvez também para crianças órfãs, abandonadas, abusadas. Ainda saí uma tarde com o meu marido à procura de um edifício apropriado.
Mas como sou médica, pensei melhor e achei que deveria fazer antes algo na área da Saúde, um trabalho de voluntariado e gratuito, especialmente na área da Prevenção da Doença. O trabalho de um médico não é só curar, tratar ou mesmo cuidar. É mais do que isso: Educar. "Educação Para a Saúde" - é um objetivo dos Ministérios da Saúde e da Educação. "É melhor ensinar a pescar do que dar o peixe". Há uma prevenção primária, mas também secundária, terciária, etc. Deus dá sempre outra oportunidade. Louvado seja! "Oxalá os doentes queiram!..." como me disse um dia, a Diretora do centro de saúde naquela altura, ao saber do meu projeto, e com muita razão. "Acha que as pessoas querem mudar as suas ideias e hábitos?..." Compreendo-a, mas quero acreditar que sim, depois de perceberem que é para melhor.

Só que cometi um erro... tentar formar um grupo. Queria apenas partilhar com outros as alegrias que teríamos, e não trazer-lhes deveres nem compromissos. E por ser algo de tanta responsabilidade combinei com Deus um sinal. Assim apareceram essas pessoas, escolhidas por Ele. Ainda o creio!
Infelizmente há sempre um outro lado... e um dia em Coimbra, na penúltima reunião, percebi que tinha mesmo de desistir. Mas pouco tempo passou para, mais uma vez, saber que a minha ideia não era assim tão tola pois aqui mostro abaixo um outro exemplo de algo feito noutro país, nos mesmos 'moldes' de Jorge Muller, uns anos mais tarde. Pergunto: porque não nos nossos dias? Quem sabe as pessoas estejam mesmo a precisar disso, com cada vez mais descrença no mundo, vergonha de se assumirem como cristãos, e falta de confiança em Deus...
Estive triste durante muito tempo, confesso, e até com algum peso de consciência porque incomodei muita gente para nada. Sei que tenho limitações mas também sei, pela fé e porque já tive a prova, que Deus pode capacitar, se nós quisermos.

Mas como ainda acontece em muitas histórias reais... surgiu um final feliz. O nosso Maior Amigo, que muito nos ama e aceita toda a gente, achou um dia, que era altura de intervir e me alegrar. Enviou uma pessoa (novamente a última que eu acharia possível... que interessante!) e ofereceu-me algo que eu nem sonhava que existia - BLOGS! E essa pessoa dizia até para me convencer, porque eu resistia fortemente: "Neles tu escreves o que quiseres partilhar, essas mensagens estão sempre lá, podem ser lidas por muitas pessoas, e em todo o mundo." Poderia eu desejar algo melhor? Com muito menos trabalho? Na minha própria casa? Sem incomodar ninguém? Sem preocupações? E sem prescindir de um ordenado certo?... Ainda não acredito!!!
E Deus ainda fez mais! Como sabia que eu nunca estudei informática, ofereceu-me até o Professor (essa mesma pessoa que o tem sido até hoje), com tudo bem explicadinho. Escrito, para ser melhor. E ainda enviado por mail já que não há tempo no centro, nem lugar para as lições! Não é um milagre? Isto tem preço?! Já falei dele aqui e lhe agradeci no final da mensagem de Meditação para a Saúde - 21.09.2012, mas volto a agradecer ao meu Colega, e amigo, o Médico Coordenador da Unidade de Saúde onde trabalho, que tem a paciência de me vir a ensinar este trabalho/hobby, já há alguns anos. E ainda continua a ajudar sempre que preciso. E faz mais! Motivar-me e querer que eu faça neles ainda mais funcionalidades, mas, não, não tenho tempo... (embora já cá tenha em casa as lições).
Estou assim muito feliz porque pela Net posso realizar esse sonho de ajudar as pessoas na sua Saúde Total - Físico e Mente, através das postagens, transcritas de vários autores, e dos links nos blogs. Termino perguntando: Como posso deixar de ser uma apaixonada pelo Pai Celestial, que tudo nos dá, das mais pequenas às grandes coisas, e desejar um dia o Verdadeiro Paraíso para estar para sempre junto d'Ele?... Edite Esteves.



     
(clique em cima das imagens)

IMAGINE UM MUNDO SEM CRISTIANISMO!

Imagine. "Imagine que não há Céu... ", cantava John Lennon, "e que também não há religião". A mensagem implícita de Lennon é a de que o mundo estaria melhor sem ambos.
Errado! O Cristianismo mudou o mundo de modo dramático e positivo. Por exemplo, sem o Cristianismo, seríamos lançados de volta para um mundo sem um leque amplo de liberdades individuais, sem hospitais, sociedades caritativas e avanços científicos.
Limitar o impacto do Cristianismo a uma espécie de experiência mística, pessoal e religiosa é interpretar mal os dois mil anos de História passada. A vida e os ensinos de Jesus revolucionaram o nosso modo de pensar acerca de Deus e também revolucionaram o modo como pensamos acerca do nosso mundo.
No seu livro Como o Cristianismo Mudou o Mundo, Alvin Schmidt enumera 15 mudanças que o Cristianismo trouxe ao nosso mundo. A seguir iremos abordar apenas quatro.

1. Avanços Científicos
Durante os primeiros mil e duzentos anos do Cristianismo, o progresso científico foi limitado de duas maneiras pela aceitação geral do pensamento grego de Aristóteles. Primeiro, Aristóteles ensinava que o conhecimento advinha de um processo dedutivo realizado pela mente e não através da experimentação. Segundo, ele sustentava uma mundividência panteísta, em que os supostos deuses estavam presentes na Natureza e a controlavam, bem como a todo o Universo.
O Cristianismo e o Judaísmo, por outro lado, ensinavam que existe apenas um Deus, um Ser Racional, O Qual criou seres humanos inteligentes que têm a capacidade de refletir sobre o seu mundo e realizar descobertas acerca dele. Por outras palavras, deveria ser possível aos seres humanos, criados à imagem de Deus, investigar o seu mundo através de um processo racional.
Isto levou, no século XIII, o bispo franciscano e primeiro Chanceler da Universidade de Oxford, Robert Grosseteste, a propor um método indutivo e experimental para a investigação científica.
Este não foi imediatamente aceite nessa data, porque, embora os Cristãos pretendessem que Deus era o Criador e que Ele existia separado da Sua Criação, a maioria via-O envolvido com a Natureza de um modo virtualmente panteísta.
Cerca de três séculos mais tarde, quando Francis Bacon começou a registar os resultados das suas experiências, a metodologia científica começou a ser mais amplamente aceite. Bacon era um cristão devoto, que dedicou tempo à teologia e escreveu sobre os Salmos e sobre a oração.
Durante este período, os maiores cientistas da Europa Ocidental explicavam a sua motivação para a realização de investigação científica em termos religiosos.
Foi apenas durante o século dezoito que a Ciência começou a trabalhar sem o pressuposto de Deus.

2. Liberdade Para as Mulheres

No tempo de Jesus, as mulheres tinham poucos direitos. A mulher comum ateniense tinha o estatuto social de um escravo. As mulheres romanas tinham mais liberdade, mas, ainda assim, não tinham nenhum dos direitos dos seus maridos. Às mulheres judias não era permitido falar em público ou participar plenamente na sinagoga ou nos serviços do Templo.
Embora nem Jesus, nem os apóstolos, tenham promovido um movimento feminista, a mensagem que eles apresentaram teve efeitos revolucionários. Os Cristãos primitivos deram às mulheres um lugar na vida da Igreja e, por sua vez, elas tornaram-se evangelistas ardentes em favor da causa. Um bispo chamado Crisóstomo, do século quarto, escreveu: "As mulheres naqueles dias (da Igreja Primitiva) possuíam mais espírito do que os homens."
Isto durou cerca de duzentos anos, até que práticas anteriores se infiltraram de novo na Igreja. Apesar disto, o Cristianismo trouxe um número de mudanças duradouras e significativas. Meio século após a legalização do Cristianismo no Império Romano (313 d.C.), o Imperador Valentiniano I anulou uma lei com mil anos, designada patria potestas (poder paterno), que dava aos maridos e aos pais o poder de vida e de morte sobre as suas mulheres e famílias.
As mulheres cristãs também se casavam mais tarde do que as mulheres romanas (as quais podiam ser casadas com 11 ou 12 anos) e dava-se-lhes a liberdade de escolher o seu próprio marido - uma liberdade que é, agora, uma parte aceite da nossa cultura Ocidental.

3. Liberdade Para os Escravos

A abolição da escravatura no Império Britânico, em 1833, fez soar o toque de finados da escravatura no mundo ocidental. O líder deste movimento abolicionista, William Wilberforce, era também o líder de um grupo de parlamentares cristãos que persuadiram o Parlamento britânico a abolir a escravatura. E ele deu graças a Deus por esta vitória. Em África, o missionário cristão e explorador David Livingstone trabalhou incansavelmente para pôr fim ao tráfico de escravos por parte de todas as nações.
O que é menos conhecido é que, para a Grã-Bretanha, a escravatura tenha tido um reavivamento no século dezassete, depois de ter sido ilegalizada por um concílio da Igreja, em Londres, em 1102.
Os primeiros Cristãos não tinham dúvidas acerca da escravatura. Afinal, o apóstolo Paulo declarou que, para aqueles que estão em Cristo, não há judeu nem grego, escravo ou livre (Gálatas 3:28). Os Cristãos interagiam com os escravos, tal como com aqueles que eram livres. Os escravos cristãos e os senhores cristãos celebravam a Ceia do Senhor na mesma mesa de Comunhão.
Isto acontecia numa época em que 75% da população ateniense e mais de metade da população romana era constituída por escravos. Os Romanos desprezavam os escravos e o filósofo grego Aristóteles descrevia um escravo como "uma ferramenta viva; tal como uma ferramenta é um escravo inanimado".
Em muitos casos, os primeiros Cristãos libertavam escravos, às vezes na presença de um bispo. Não se sabe quantos foram assim libertados, mas existem registos de mais de oito mil escravos a quem foi dada a liberdade, uma ação que nem sempre era legal e que, por vezes, implicava um risco de morte. Crisóstomo pregou a ideia de que, quando Jesus veio, Ele anulou a escravatura.
Infelizmente, o Cristianismo nem sempre permaneceu firme nesta convicção, voltando à prática da escravatura. Assim, indivíduos como Wilberforce deram início ao movimento moderno contra o mal (e a vergonha! E.E.) que era a escravatura.

4. Cuidados Médicos de Saúde

A compaixão humana, especialmente pelos doentes e moribundos, era rara entre os Gregos e os Romanos do primeiro século. "O velho mundo romano era um mundo sem caridade", nota o historiador Philip Schaff. Pouco havia que se assemelhasse a um hospital e, certamente, nada havia que servisse a população geral em termos de cuidados de saúde.
Entram então em cena os Cristãos, motivados pelos ensinos de Jesus para cuidarem dos doentes. Eles até prometiam uma vida após a morte num lugar chamado Céu! Dionísio, um bispo do terceiro século, descreve uma peste em Alexandria, em que os pagãos punham os doentes de parte nas estradas públicas, meio mortos, e deixavam-nos por sepultar quando morriam.
Em contraste com isto, ele conta como os Cristãos visitavam os doentes, os tratavam e, mesmo, como alguns Cristãos, morriam "plenos de alegria" neste serviço beneficente.
Este era um trabalho perigoso, mas nem sempre devido à ameaça da doença. Benignus de Dijon (segundo século) foi executado, porque ousava ajudar todos os que tinham doenças físicas. Ele cuidava de aleijados e crianças deformadas e salvava os bebés que, após abortos falhados, eram deixados do lado de fora da porta para morrerem por exposição ao clima inclemente.
A perseguição frequente aos Cristãos, durante os primeiros três séculos, limitou a ajuda que eles podiam dar aos doentes. No entanto, passados poucos anos da aceitação oficial do Cristianismo no Império Romano, os líderes da Igreja, reunidos no Concílio de Niceia (325 d.C.), decidiram que todas as cidades com uma catedral deveriam estabelecer um hospício. O primeiro verdadeiro hospital foi construído em Cesareia da Capadócia (hoje, na Turquia) em 369 d.C. Os muçulmanos árabes construíram os primeiros hospitais não-Cristãos quatrocentos anos depois.


Duas questões:
1ª - Teriam estes quatro tipos de coisas sido desenvolvidos através da descoberta, por mentes inquisitivas e reflexivas, de novos conceitos e pela implementação de políticas humanitárias? Talvez, mas eles não se tinham desenvolvido no período anterior à chegada em cena do Cristianismo. O Cristianismo forneceu a filosofia e a força motivadora que levaram ao florescimento destes avanços científicos e humanitários.

2ª - Não tem tido o Cristianismo, também, um impacto negativo? Infelizmente, ele tem-no tido frequentemente. E cada um desses incidentes ilustra o que acontece quando os seguidores de Cristo falham em segui-l'O em atitude e ação - ou em ambas... Isso é trágico. No entanto, isto não nega o irresistível bem que o Cristianismo trouxe ao nosso mundo. "Imagina que não há Céu... e que também não há religião", canta Lennon. Se ele tivesse o seu desejo realizado e o Cristianismo nunca tivesse surgido, o nosso mundo seria um lugar bem sombrio.    Apenas imagine!

Bruce Manners, escritor australiano e editor, recebeu o seu 6º prémio, em 2002, Prémio Ponte para a Comunicação, um prémio que reconhece elevados padrões profissionais entre os comunicadores adventistas do sétimo dia, in Sinais dos Tempos nº 124, 2013.

Haveria  Nesse  Mundo  Sombrio  Este  Doce  Amor?



A Música do Mundo Melhor, Mas Sem Paraíso

Um repórter americano embarca de volta para os EUA quando o regime sanguinário do ditador Pol Pot passa a perseguir e matar todos os opositores. Seu amigo cambojano é preso e forçado a entrar no sistema de reeducação do novo governo.
Esse é o enredo do filme Os Gritos do Silêncio (1984), no qual há uma cena que comoveu meio mundo. É quando o filme quer passar a mensagem de que a insanidade bélica pode ser curada por meio da fraternidade entre as pessoas. Parece um sonho, mas se todos se unirem, o mundo poderá viver sem divisões, como se fosse realmente um. Eu também gostaria que fosse assim. E o John Lennon também. É dele a bonita canção que o filme faz tocar: "Imagine".
Só há um problema. Não com a tocante melodia da música. Não com as boas intenções do filme ou do compositor. A questão é outra e talvez tenha passado despercebida para o diretor do filme, para o responsável pela trilha sonora e para nós espectadores.
A letra de Lennon almeja um mundo sem ambição, cobiça, egoísmo. Sem o imperialismo assassino, sem os motivos torpes para matar e também sem motivos pelos quais morrer (nothing to kill or die for, diz a letra).
"Imagine que não exista nenhum paraíso, é fácil se você tentar; imagine que não há inferno e que acima de nós exista só o céu (o espacial)". John Lennon devia ter em mente a intolerância e a violência de sistemas religiosos que mataram em nome de Deus e de Alá, pois mais à frente a letra da canção diz: "Imagine que não há mais religião".
Nos anos 70, o Lennon vivia uma fase família (sua canção "Woman" é uma linda declaração de amor à mulher) pacífica e pacifista. Mas ele imaginava um mundo sem religião alguma, ou sem um certo tipo de religioso? Não sei dizer ao certo.
Quanto ao filme, percebo que seu diretor, pretendendo usar a canção "Imagine" por seu simbolismo de paz, acaba se contradizendo, já que ao denunciar o sistema antirreligião de Pol Pot, usa uma música que imagina um mundo de paz, mas também sem religião. E o regime de terror de Pol Pot preconizava um mundo sem Deus e sem religião. E que matava em nome de Deus nenhum.
As cenas de "reeducação" dos prisioneiros do governo cambojano no filme mostram a tentativa de extirpar da mente das pessoas a ideia de qualquer religião. O comunismo soviético agiu da mesma forma. Quiseram sair da religião para entrar na história. Mas entraram na história da violência, do campo de concentração, da repressão facínora.
A canção de Lennon é querida por muita gente e tem uma legítima intenção pacifista. Porém, escritores ateus como Sam Harris e Richard Dawkins também imaginam um mundo sem religião. Ao criticar as religiões como um mal ao mundo, eles poderiam ser lembrados de que os regimes políticos que almejaram um mundo sem religião e sem religiosos, não só lhes tiraram a liberdade de culto (e de ideologia política) como também lhes tiraram a vida.
O cristianismo prediz um paraíso no céu e não na terra. Até porque, por aqui, ele é muitas vezes tratado como balcão de negócios, como tribunal de censura, como cartola para mágicos da fé. E, francamente, isso não é culpa de nenhum crente. Já o comunismo lutava para ver a classe operária chegando ao paraíso das conquistas sociais. O capitalismo se contenta em ver todas as classes chegando ao paraíso das compras. O ateísmo gostaria de chegar a um paraíso sem Paraíso.

Extraído do blog nota na pauta, de Joêzer Mendonça, doutorado em Musicologia pela Unesp, Brasil, postado a 22 de junho 2012.


PRÍNCIPES  E  PRINCESAS  DE  UM  OUTRO  REINO

"O próprio Espírito testifica... que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo." Romanos 8:16, 17

Conta-se que há muitos anos, num determinado país, vivia uma família real. Tudo corria bem até ao dia em que houve uma revolução e o rei e a rainha foram condenados à morte. Antes de serem presos, os pais tiveram a oportunidade de dar um último conselho ao filho, que era ainda muito pequeno: "Meu filho, nunca te esqueças que és filho de um rei!"
O rapazinho acabou por ser adoptado por uma família cristã. Apesar de incógnito, nunca esqueceu a sua origem real. Era obediente, simpático e respeitava as pessoas. Todos admiravam o seu porte elegante e a sua boa educação.
Um dia, a professora chamou-o à parte e elogiou-o pelo seu bom comportamento. Pedindo segredo absoluto, ele disse: "Professora, eu sou filho de um rei!"
Nós também somos filhos e filhas de um Rei - o "Rei dos reis e Senhor dos senhores" (Apocalipse 19:16). Quando penso nisso estremeço perante a grandeza deste facto!

Como Mãe, será que reconheço a importância da minha responsabilidade de educar e preparar os meus filhos, "os príncipes" herdeiros do Reino Celestial?
Ou será que os deveres e as preocupações de cada dia me fazem perder de vista aquilo que realmente importa - o Céu?
"Os filhos são postos ao nosso cuidado para serem ensinados, não como herdeiros do trono de um reino terrestre, mas como reis para Deus, a fim de reinarem pelos séculos intermináveis." - Ellen White, O Lar Adventista, pág. 238.
"É provável que o mundo em geral nunca aprecie devidamente o esforço efectuado para desempenhar a paternidade e maternidade com responsabilidade. Mas, no Juízo Final, o trabalho aparecerá na forma como Deus o vê, e Ele recompensará em público os pais que prepararam os seus filhos para o Reino dos Céus."
- Nancy van Pelt, psicóloga e escritora cristã.

Quanta atenção e cuidado devemos dispensar na preparação dos nossos príncipes e das nossas princesas! Felizmente, não estamos sozinhos neste trabalho: "Porque Eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita, e te digo: 'Não temas, que Eu te ajudo'" (Isaías 41:13).
"Cristo deixou as cortes reais ... para nos ensinar, com o Seu exemplo, a maneira como podemos ser elevados à posição de filhos e filhas da família real, filhos do Rei Celeste." - Ellen White, Fundamentos da Educação Cristã, pp. 140-142.
Que maravilha! O próprio Rei do Universo está disposto a ajudar-nos!
Que em breve possamos exclamar, felizes, diante do trono de Deus: "Eis-nos aqui, Senhor, com os filhos que Tu nos deste"
(Isaías 8:18).


Débora Ferreira in Meditações Matinais - Nós, A Igreja, (Igreja Adventista do 7º Dia), Publicadora SerVir, Portugal, 2010.

Para as Mães, O MELHOR Presente: JESUS!


MEU PÃO, MINHA LUZ

Ao entrar no Teu Santo Lugar, me espanto que me posso aproximar
Para ver Tua glória e Tua beleza, e adorar-Te em intimidade.
Em confiança eu posso me aproximar, da Tua mesa quero participar,
Tudo o que posso fazer é prostrar-me, e com meus lábios proclamar:

Meu Pão, minha Luz, minha Oração, és Tu, Jesus!
Meu Deus, meu Amor e minha Canção, és Tu Jesus, SÓ TU!


ME  CUIDAS,  ME  ABRAÇAS,  ME  ENCANTAS,  ME  AMAS.
Tu és meu Pão, minha adoração sempre serás Tu Senhor, sempre o serás.
AMÉN!

Quão mais bonita é esta música e a sua letra!!! Ela eleva-nos ao Céu, ao Paraíso. Enquanto a letra da outra afunda-nos ainda mais.
Mas tenho pena de John Lennon porque ele não procurou a Verdade, a única que nos Liberta e traz Alegria e Paz!
E "conhecerão a Verdade e ela vos tornará homens livres." João 8:32.
Jesus é o Melhor Presente que podemos dar a alguém para se sentir - 'A Pessoa Mais Feliz do Mundo'.
Por exemplo: à sua Mãe! E.E.