domingo, 15 de maio de 2016

ENCONTRO NO SOPÉ DA MONTANHA



       O pobre pai tinha recorrido a todos os médicos e curandeiros do país. Entre uns e outros acabara por perder todo o seu dinheiro juntamente com as esperanças. Tudo o que um pai é capaz de fazer pelo filho doente - o seu único filho - já o tinha feito.
       Havia experimentado todos os remédios, medicamentos, beberragens, poções, tratamentos, dietas e exorcismos1 que lhe tinham aconselhado. Mas o filho não melhorava.
       A vida ficara-lhe suspensa, por assim dizer, naquele dia em que o pequeno começara a retorcer-se e a espumar, a ranger os dentes e a ficar rígido.2 Desde então, a ameaça de morte voltava, diariamente, a atormentá-lo em cada ataque.
       No princípio tinha-se agarrado, com uma fé que nem ele mesmo compreendia, a qualquer fio de esperança, qualquer sugestão.
       - Conheci alguém que me contou que, em tal lugar, um menino tinha um problema parecido e...
       O pai do Surdo-mudo, como lhe chamavam na aldeia - na verdade ninguém sabia o que tinha a criança e os diagnósticos iam desde lunático até endemoninhado3 - tinha experimentado tudo.
       Como não podia resignar-se à sua impotência nem à impotência dos outros, parecia-lhe que, enquanto procurasse e experimentasse, adiava a chegada da última crise.
       Nem sequer as suas orações pareciam servir. Nenhum alívio surgia de parte nenhuma. Os seus familiares procuravam convencê-lo de que não havia outra alternativa senão renunciar.
       - Que lhe hás de fazer? Não há remédio. Tens de ter coragem. É o seu destino.
       Ele, no entanto, continuava a revoltar-se diante da ideia de aceitar aquela realidade insuportável. Tinha decidido não descansar até ao fim. Como entretanto não lhe restava mais nada para perder, devia continuar a experimentar. Se havia uma solução tinha de encontrá-la. E se não...
       Não. A vida não podia ser tão cruel - tinha ele gritado a Deus repetidas vezes -. Tinha de haver uma saída, alguém, nalgum lugar, que pudesse fazer alguma coisa pelo seu filho.
       Os amigos compadeciam-se dele, mas não podiam resolver o seu problema. Para eles a vida continuava, mas para ele não, porque aquilo não era vida. Tinha de continuar a lutar sozinho, pelo seu filho, perante a impotência dos homens e o silêncio de Deus.
       Foi assim que, pelo sim pelo não, tinha ido até ao pé daquela montanha, procurar um tal Jesus de quem se comentavam coisas incríveis.
       Mas Jesus não estava, e os discípulos que o atenderam não puderam fazer nada por ele.4
       Quando finalmente Jesus chegou, o pai do Surdo-mudo estava tão desiludido que nem lhe pediu que curasse o filho. Expôs-lhe - como tantas vezes fizera a tantos outros - os sintomas da doença, limitando-se a acrescentar:
       - Senhor, se puderes fazer alguma coisa, tem compaixão e ajuda-nos.
       Não deixa de ser uma dolorosa ironia que Jesus tivesse encontrado os discípulos a discutir com os escribas, tão ocupados a dialogar como incapazes de ajudar. Os seus profundos discursos - como os nossos - sobre o problema do mal, a morte dos inocentes e o sofrimento das crianças, apenas conseguem tornar mais patente a dificuldade humana para lutar contra as injustiças do mundo, ou simplesmente para limitá-las.
       Jesus estremece diante daquele insuportável espectáculo: Uma criança que se contorce de dor, um pai no limite da resistência, e um grupo de religiosos a discutir teoricamente a situação. Baixando-se para proteger com os braços o corpo convulso do pequeno, diz, dirigindo-se ao pai:
       - Se podes crer, tudo é possível para aquele que crê.5
       Uma tremenda frase, que o atormentado pai não sabe se há-de interpretar como um estímulo à esperança - "Não te preocupes, basta que creias" -, ou como a mais desmoralizadora das respostas - "Se não crês, não esperes nada" -.
       O homem sente-se tão abatido, tão desesperado, que não sabe como reagir. Para acabar com aquele inferno, bastaria crer? Para salvar o seu filho, tinha alguma importância a sua fé de pai? Impulsionado pela dor, grita:
       - Creio!
       Mas não sabe o que diz. Algumas palavras já perderam para ele o sentido. Esqueceu o que significa crer. E, demasiado sincero para pretender enganar Jesus, corrige a sua resposta:
       - Senhor, queria crer mas não posso. Não tenho fé. Ajuda-me a crer.6
       Esta confissão emociona pela sua franqueza. "Vem em auxílio da minha incredulidade" ou, segundo outras versões, "da minha pouca fé", significa. "Desejaria crer, mas há alguma coisa em mim que me obriga a duvidar. Por um lado, penso: Deus pode tudo. Por outro, digo: Não pode ser. Mas Tu, por favor, faz como se eu cresse. Ajuda-me apesar de eu não ter a certeza de que me vais ajudar..."
       Quantas vezes, como a este homem, nos terá acontecido também não ver claramente os limites da nossa fé, não estar seguros se cremos ou não? Quantos de nós não terão alguma vez pedido, como o pai do Surdo-mudo: Senhor, ajuda-me a crer?
       No entanto, esta última confissão de impotência, em que o homem reconhece a sua absoluta incapacidade, inclusivamente para esperar; esse último gesto de se remeter inteiramente a Deus, é, para Ele, a fé necessária para que tudo seja possível, incluindo o milagre.
       Na realidade, não se dar por vencido diante do problema do sofrimento, continuar à procura de uma solução contra o mal quando não se encontra nada, lutar até ao limite das forças, só por amor, não será isso crer? Não fora já a fé que levara o pai do Surdo-mudo até ao pé daquela montanha ao encontro de Jesus? Será que a fé humana é sempre imperfeita e que Deus não nos pede mais do que o desejo sincero de crer?
       Que é, realmente, a fé?
       Damos a esta palavra um sentido eminentemente religioso, mas nas línguas bíblicas não existe uma palavra específica para a fé religiosa. A palavra traduzida por "fé" designa a confiança depositada numa pessoa, porque a consideramos digna dela. O dicionário define a fé como crença, convicção e certeza."7 O Evangelho usa-a no sentido de "posse antecipada daquilo que se espera, prova de realidades que não se vêem". Ou, segundo outras versões, como "a confiança de receber o que esperamos, o convencimento de que algo que não vemos é verdade".8 Mais confiança do que crença, mais intuição do que convicção, mais adesão do que certeza. Possivelmente "adesão" seria a palavra.9
       Porque adesão implica compromisso e entrega, sem que se exija compreensão total. É possível confiar em alguém sem o compreender completamente. Podemos tomar o partido de Deus sem entendermos o Seu silêncio.
       Assim se compreende que Jesus pronuncie a frase: "Tudo é possível ao que crê"10 talvez aplicada também a Si mesmo. Embora o milagre seja um privilégio divino, Jesus convida o pai do doente a confiar em Deus como Ele mesmo confia. Porque essa confiança - ou seja, a fé - torna possível o impossível.
       O pai do Surdo-mudo podia confiar em Jesus, porque intuía que estava incondicionalmente a seu lado. Essa fé que sabe sem demonstrações, que se apega sem ver, esse "instinto de Deus" era o que ele precisava. Não especialmente para que o seu filho sarasse, mas também para ser capaz de lutar, suportar e transcender a realidade da sua própria vida, inclusivamente - e de um modo particular - se o filho não se curasse.
       A indignação de Jesus contra aquela "geração incrédula"11 dirige-se mais aos discípulos do que ao pai do doente. Não por terem fracassado na cura do menino, mas por havê-la tentado por si mesmos. A sua falta de experiência real com Deus - ou seja, a sua falta de fé -, levara-os a agir como se a sua proximidade "profissional" de Jesus pudesse por si mesma conferir-lhes algum poder que os transformasse nos Seus executivos oficiais ou nos agentes - por vezes secretos - do Seu poder.
       Apesar de tudo, Deus decide fazer um milagre e imediatamente o Surdo-mudo é curado. Isso porém só acontece quando aquele pai está disposto a aceitar a vontade divina, seja qual for, sem exigir nada.
       Quando os discípulos perguntaram por que não tinham podido realizar a cura, Jesus responde-lhes que só é possível vencer certos problemas com "oração e jejum",12 isto é, dependendo totalmente de Deus.

       Daí que a experiência do sofrimento seja tão difícil de suportar para quem conte unicamente com as suas próprias forças. Só aquele que crê pode encarar o sofrimento de frente, sem fechar os olhos, sem procurar escondê-lo, sem se resignar e sem se revoltar contra a aparente inibição divina. Porque sabe que Deus está connosco e nos ama ao ponto de ter vindo ao encontro da nossa dor fazendo-se homem.
       A fé verdadeira está longe de ser uma atitude mental reconfortante. É um acto de confiança absoluta em que Deus está ao nosso lado. Porque um homem, em cujo rosto reconhecemos Deus, compartilhou a nossa miséria e a superou para sempre com uma dose de amor maior que todo o nosso ódio. Como profeta da felicidade e garante da Vida, os Seus milagres não são mais do que o penhor da veracidade das Suas promessas e do Seu triunfo final.
       Por isso, o crente pode entrever a vida, o bem e o seu triunfo definitivo sobre o sofrimento e a morte. Sabe que diante do mal toda a explicação humana é irrisória, e que aqui e agora apenas se impõem a resistência, a fraternidade e a esperança. Para o crente, crer, embora não resolva o problema do mal, é já uma maneira de o superar enquanto aguarda a sua solução definitiva.
       Nesta perspectiva, o contrário de crer não é duvidar, mas repelir. Por isso a falta mais grave, a que Jesus denuncia mais energicamente, é a indiferença ou o desprezo.13 A rejeição de Deus - "o pecado contra o Espírito Santo"14 - que costuma levar ao endeusamento da própria pessoa, e ao desprezo dos outros, que pode levar a qualquer crime. Quase poderíamos dizer que a falta de respeito é a essência do mal. Que é um terramoto, por exemplo, comparado com a tortura?

       Entre as múltiplas interrogações que levanta o tema da fé, a primeira a esclarecer talvez seja por que razão uns crêem e outros não.
       Há quem diga que não consegue crer porque a fé é um dom que Deus só dá a alguns, mas esta é uma falsa maneira de pôr o problema.
       O facto de a fé ser um dom divino não justifica a incredulidade de ninguém. Também a vida é um dom. A ideia de que Deus reparte a fé arbitrariamente é alheia à Bíblia. Esta diz claramente que Deus "não tem favoritismos" 15 e fala da "medida da fé que Deus repartiu a cada um."16 A medida pode variar, como varia a capacidade pulmonar ou o alcance da mente, mas todos temos a possibilidade de conhecer Deus.
       Crer não é ganhar uma viagem num super-sorteio cósmico, em que o afortunado só precisa de ter a sorte de estar na lista.
Uma vez conseguida a entrada (o baptismo), basta-lhe acomodar-se no seu lugar e descolar em direcção ao céu. A experiência espiritual mostra-nos que crer não consiste em embarcar numa viagem definitiva, sem esforço e sem retorno. O Evangelho nunca descreve a fé em termos de privilégio, mas em termos de 'relação'. Crer em Deus é viver em relação com Ele.
       Como todas as relações, a fé tem um início - Deus sempre nos sai ao encontro - e progressivamente se vai definindo face aos acontecimentos da vida, diante dos obstáculos imprevistos e dos encontros decisivos. Mais do que um cruzeiro de luxo, parece-se com as viagens dos descobridores ou dos exploradores.17
Uma aventura difícil, comprometida e apaixonante. Tendo de encontrar por si mesmos os meios para avançar, perdendo às vezes o rumo e arriscando-se sempre no empenhamento. Esperando e perdendo a esperança para, por fim, quando tudo parecia pressagiar a derrota, encontrar uma recompensa inesperada.
       A aventura da fé é uma luta constante contra os limites da condição humana, mas com a certeza de que a vitória está segura. Nesta empresa Deus não me garante livrar-me de nenhum perigo, mas proporcionar-me a força para vencê-los.

       Crer é confiar no único Ser capaz de me salvar de mim mesmo e de dar sentido e futuro à minha vida. Dizer que sim a Alguém que me aceita, sem ter em conta o meu passado; que me acompanha, transformando o meu presente; e que me guia, inspirando o meu futuro.
       Crer, como viver um grande amor, é uma aventura cheia de riscos e imprevistos; mas também de enormes satisfações. Crer, como amar, é comprometer-me no mais profundo do meu ser e decidir compartilhar a vida com Alguém. Unir-me a ele sem reservas. Saber que ele me ama e amá-lo.
       A fé, como uma adesão, não se encontra por sorte como uma moeda, não se perde como uma carteira, não se pode guardar a prazo fixo como um capital no banco. Como relação, é algo que vive, que muda, que pode crescer e desenvolver-se, ou enfraquecer e morrer.
       Como acontece no plano da amizade e do amor humano, se a relação com Deus se limita às ocasiões de encontro obrigatório, a visitas oficiais ou de cortesia, a fé acaba por morrer, à medida que se vai perdendo a intimidade.
       Às vezes leva muitos anos a estabelecer uma relação sólida, mas basta um momento de impaciência para a deitar a perder. Talvez por isso, no mundo em que vivemos, em que ninguém tem tempo para o outro e falta tanto a paciência, haja cada vez menos crentes. Embora proliferem as fés sucedâneas, o mundo pós-cristão está a perder a fé. E a um ritmo tal, que o próprio Jesus Cristo perguntou a Si mesmo se, quando regressasse, restaria alguma fé na terra.18
       Lamentavelmente, uma parte da responsabilidade desta situação recai sobre alguns dos que se chamam cristãos.
       Um universitário escrevia-me: "Como se pode aceitar, dentro da mesma igreja, o bispo X, que apoia a guerrilha em certo país da América Latina, e o bispo Y, que condena? Um apoia a classe dominadora, e o outro morreu para libertar os operários dessa opressão. Como se pode compreender que o grande proprietário capitalista e o operário a quem este explora se despeçam em paz, depois de assistir juntos aos mesmos serviços religiosos, uns para continuar a explorar, e os outros a ser explorados, e assim todas as semanas? Permita-me que lhe diga que tudo isto me faz perder a fé. Abandonar a igreja é para mim a única saída honesta."
       É doloroso pensar que alguém possa romper com a igreja, abandonar a religião ou perder a fé por fidelidade à sua consciência, diante do escândalo de alguns impropriamente chamados cristãos.

       É lamentável, mas muito humano, que os crentes guardem o tesouro da sua fé em recipientes tão toscos que desvirtuem o valor do seu conteúdo.19 Mas é ainda mais doloroso que aqueles que procuram Deus abandonem o seu empreendimento repelidos por falsos representantes Seus.
       1 - Nas suas cartas a Timóteo, Paulo dá como primeira razão desta crise de fé a deformação dos ensinamentos divinos: "Nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demónios."20 Só a descoberta da revelação divina pode resolver a confusão provocada pela proliferação de crenças estranhas.
       2 - A segunda razão tem que ver com os argumentos da "falsamente chamada ciência, a qual, professando-a alguns, se desviaram da fé".21 Há teorias que apresentam certas argumentações materialistas como as únicas válidas para explicar os enigmas da origem e do sentido da vida. Com elas se induz a pensar que a noção de Deus corresponde a um estado pré-lógico da evolução do pensamento, hoje superado pelas pessoas suficientemente cultas. Um estudo imparcial sobre a diferença entre hipótese e facto provado, situaria a questão sobre uma base mais científica, e abriria as portas à possibilidade de outras explicações.
       3 - A terceira razão do abandono da fé, segundo Paulo, é a secularização de uma sociedade materializada: "Os que querem ser ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e trespassaram a si mesmos com muitas dores."22 De um modo muito realista, Paulo alerta-nos para os perigos de dar uma obsessiva prioridade aos bens materiais. O homem não pode viver só de pão.23 Fechar-se para a dimensão espiritual da vida é uma autêntica mutilação.
       Poderíamos assinalar muitos mais factores que tendem a afastar da fé, mas não encontraríamos nenhum que fosse independente de nós mesmos e, portanto, suficiente para justificar a nossa ruptura com Deus.

       Felizmente, a fé pode-se descobrir e cultivar da maneira mais simples. Quando Deus vem ao nosso encontro, abrirmo-nos à Sua influência, ainda que seja para dizer apenas "ajuda-me a crer", já é um acto de fé. Mesmo que não experimentemos nenhuma vivência especial, cada convite interior a procurar o sentido da vida, cada vez que experimentamos a nostalgia do ideal, ou o desejo de fazer algum bem a alguém, estamos a ouvir o apelo da fé.
       Quando fomentamos a nossa relação com Deus e a exercemos com os nossos semelhantes - porque é nos outros que encontramos Deus - a nossa fé aumenta e a nossa vida enriquece. Então até as dificuldades de cada dia nos ajudam a unir-nos mais a Ele. Porque, ainda que nem sempre afaste de nós a tempestade, está sempre disposto a ajudar aquele que luta contra ela. E, se nem sempre protege o barco, pode sempre proteger o marinheiro.
       Por isso, no fim do relato, Jesus diz aos Seus discípulos:
       - Se tivésseis fé como um grão de mostarda, poderíeis deslocar montanhas.24
       Com estas palavras, recorda-lhes o essencial da sua relação com Deus: que, mesmo começando muito timidamente, se mantenha viva. Porque se, com o convívio, a deixarmos criar raízes ela se irá transformando, como na parábola, numa árvore capaz de fragmentar, com a sua força, as nossas montanhas de problemas.
       Não existe uma fórmula mágica para crer, nem para resolver os conflitos, conseguir o carinho de alguém ou educar os filhos. O que existe é a possibilidade de querermos, acima de tudo, não nos separar de quem amamos.
       Se a nossa relação com Deus for prioritária; se, como o pai do Surdo-mudo, Lhe levarmos os problemas que nos pesam sobre os ombros, podemos ter a certeza de que nos ajudará a resolvê-los ou a conviver com eles. E assim a nossa fé não deixará de crescer. O que, nos tempos que correm, não deixa de ser um milagre!




REFERÊNCIAS:
1. Conhecem-se inúmeras práticas aplicadas a este tipo de males. Flávio Josefo relata um dos exorcismos mais clássicos: "Aproximou do nariz do endemoninhado um anel com o emblema de uma das raízes prescritas por Salomão para unções; e logo que o homem caiu no chão, exconjurou o demónio para que o deixasse definitivamente, em nome de Salomão, recitando a oração que ele havia composto." (Ant. 8:45,49). Para as febres terçãs (associadas a possessão), prescreve-se: "Tomar sete espinhos e sete palmas, sete lascas de sete vigas, sete cavilhas de sete pontes, sete pitadas de cinza de sete fornos, sete pedaços de lama de sete soleiras, sete flocos de lã de sete ovelhas, sete raminhos de cominho e sete pelos da cauda de um gato velho e amarrar tudo ao pescoço com uma corda nova" (Sha 67a).
2. Ver o pormenor dos sintomas em Marcos 9:14-29; Mateus 17:14-23 e Lucas 9:37-45.
3. O texto paralelo de Mateus 17:15 diz "lunático" e o de Lucas 9:38, 39, 42 fala de "endemoninhado".
4. Mateus 17:15-16. Jesus desce então o monte da transfiguração (Mateus 17:1-15; Marcos 9:2-17; Lucas 9:28-38).
5. Marcos 9:23.
6. Marcos 9:24.
7. José Pedro Machado, Grande Dicionário da Língua Portuguesa, Vol. 5, pág. 119.
8. Hebreus 11:1.
9. A versão de André Chouraqui (La Bible, Paris: Desclée de Brouwer, 1985) substitui sistematicamente o termo "fé" por "adesão" e o verbo "crer" por "aderir".
10. Marcos 9:19, 23.
11. Marcos 9:19.
12. Marcos 9:28, 29.
13. Marcos 9:42; Lucas 17:1-4.
14. A esta rejeição chama Jesus "o pecado contra o Espírito Santo". Mateus 12:22-37.
15. Romanos 2:11.
16. Romanos 12:3.
17. Mateus 17:20.
18. Lucas 18:8. A questão da incredulidade é muito complexa e os seus factores são múltiplos. É lamentável constatar que, por vezes, alguns daqueles que se dizem cristãos, como aqui os discípulos, em vez de favorecer a fé, parecem estar do lado dos obstáculos.
19. II Coríntios 4:7; Mateus 9:17.
20. I Timóteo 4:1.
21. I Timóteo 6:20, 21.
22. I Timóteo 6:9, 10.
23. Mateus 4:4.
24. Mateus 17:20.
Texto da contracapa do livro acima:
"Existe sempre um primeiro encontro. E chegará também, o momento do último. Alguns determinarão mesmo uma mudança no rumo da nossa vida. Mas um só, poderá torná-la plena e perdurável. Poderá deleitar-se, agora, aprendendo com os ENCONTROS de alguns homens e mulheres que tiveram o encontro decisivo, que todos nós, pessoalmente, podemos e devemos experimentar."

Doutor Roberto Badenas in Encontros, Publicadora Atlântico, S.A., 1992.

(Ver mais sobre o Autor em Meditação para a Saúde, Links 1R. Tem lá também uma oferta para si e para os seus familiares e amigos, se assim o desejar.)

domingo, 1 de maio de 2016

Pequenas Reflexões no Dia do Trabalhador


"O TRABALHO LIBERTA"

Felizes as pessoas que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas.
Mateus 5:7

Imagem do Portão principal de Auschwitz I, onde se lê a frase "Arbeit macht frei" ('O trabalho liberta') in Wikipédia.

Assombrosamente desumano. Palavras não bastam para explicar a viagem de hoje. Uma solitária ferrovia entra dentro dos portões de uma estação. Um letreiro de ferro, em alemão, anuncia: "O trabalho liberta". Ali chegariam passageiros desinformados sobre a verdadeira razão daquela parada. Não se tratava de um destino qualquer, mas do fim cruel de suas próprias vidas.
Auschwitz. Este foi o nome perverso do acampamento mais macabro que a mente humana construiu. Materializando a face do mal, na Segunda Guerra Mundial, os nazistas levantaram enormes campos de concentração com um objetivo: exterminar judeus e dissidentes do sistema. Dentre esses campos de extermínio, Auschwitz foi o pior.
Calcula-se que lá foram mortos mais de um milhão de inocentes. Ao chegarem dentro de vagões, milhares de adultos, idosos e crianças passavam por uma triagem. Alguns eram selecionados para os horríveis experimentos de Mengele, o médico da morte. A grande maioria era conduzida aos porões das câmaras de gás. Enganadas, quase duas mil pessoas de cada vez eram asfixiadas pelo gás mortal após as portas de ferro serem lacradas. O que elas inicialmente pensavam que fosse um "banho higienizador" era veneno mortal. Impensável. Os pouquíssimos sobreviventes de tamanho suplício não conseguiram descrever o cheiro dos fornos que consumiam os cadáveres. Segundo alguns relatos, o odor da morte era sentido a quilómetros. Famílias inteiras foram dizimadas. Tudo isso por causa da loucura de um homem que enlouqueceu uma nação.
Quando perdeu a guerra, Hitler se matou antes de ser julgado. Mas deixou um dos piores legados da história da humanidade. Tudo isso por causa de suas terríveis escolhas.

Isso nos serve de alerta sobre o que o ser humano é capaz de fazer quando se afasta de Deus. Por isso, seja diferente. Viva com Jesus a ponto de sentir a dor diante da ideia de fazer mal a alguém. Não prejudique os sonhos de ninguém, muito menos use as pessoas como trampolim para os seus próprios interesses. A eternidade o recompensará.

Meditação Juvenil, Casa Publicadora Brasileira, 12.03.2013.

DEUS NÃO ESTÁ MORTO

A questão crucial não é se Deus está vivo ou se está morto. O ponto é: você está vivo ou morto?


Mais de 130 anos se passaram desde que o filósofo alemão Friedrich Nietzsche escreveu em A Gaia Ciência, um de seus livros mais lidos, que "Deus está morto. Deus permanece morto. E nós o matamos". Ao longo desse período, surgiram diversas reações à ideia da "morte" de Deus, desde frases estampadas em camisetes, como a que apresenta na frente "Deus está morto, assinado Nietzsche" e atrás "Nietzsche está morto, assinado Deus", até decalques para carros, a exemplo da afirmação do conhecido pregador Billy Graham: "Deus não está morto. Falei com Ele esta manhã".
Recentemente, o filme Deus Não Está Morto, lançado no Brasil em agosto de 2014, revisitou a ideia do filósofo alemão, embora sua crítica não estivesse diretamente ligada a ela. A inspiração para o filme veio de relatos e casos legais de diversos jovens cristãos universitários perseguidos por causa de sua fé. Ao refletir sobre as questões propostas pelo enredo, fiquei pensando que talvez aquilo que alguns estão chamando de ateísmo cristão seja mais preocupante do que o "decreto" da morte de Deus. Enquanto ateus dizem que Deus não existe e agnósticos admitem a possibilidade de Sua existência, os chamados ateus cristãos vivem como se Ele não existisse.
Essas questões me fizeram lembrar duas histórias bíblicas, ambas ocorridas após a ressurreição de Jesus. A primeira é contada com mais detalhes por Lucas (24:13-35; ver Marcos 16:12, 13) e trata sobre os dois discípulos na estrada de Emaús. A segunda é relatada por João (20:11-18), que narra o encontro de Maria Madalena com o "estranho" jardineiro (v. 15). O que existe em comum nos dois relatos é algo que me deixa perplexo: de algum modo, os três personagens dessas histórias estavam se relacionando com um Deus vivo como se Ele estivesse morto!
Isso leva meu pensamento para outra direção. A questão crucial não é se Deus está vivo ou se está morto. Absolutamente, não. A Bíblia nem sequer chega a tocar nesse assunto. Ao contrário, a primeira afirmação bíblica pressupõe a existência de Deus: "no princípio, criou Deus os céus e a terra" (Génesis 1:1). E só existe uma explicação para que Deus estivesse presente no princípio: Ele é anterior ao princípio. Mais do que isso, Ele é a causa de todas as coisas. O ponto é: Você Está Vivo ou Morto? A situação de Maria Madalena e dos dois discípulos era a mesma: embora Jesus tivesse ressurgido dentre os mortos, Ele ainda não havia ressurgido no coração deles. E esta é uma questão de vida ou morte.
Finalmente, esses três personagens se depararam com a realidade de um Deus vivo, e que alegria indizível explodiu de dentro para fora, como água a jorrar de uma fonte inesgotável. "Verdadeiramente, ressurgiu o Senhor!" (Lucas 24:34), disseram eles; "Vi o Senhor!" (João 20:18), assegurou ela. Neste novo ano, que a realidade de um Deus vivo faça toda a diferença. De modo mais específico, que a afirmação cristã de que Ele está vivo não seja fruto meramente de nossas palavras, mas que se reflita nas nossas ações.

Adenilton Tavares de Aguiar, mestre em Ciências da Religião, é professor de Grego e Novo Testamento na Faculdade de Teologia da Bahia, 30 de dezembro de 2014.


DEUS NÃO DORME!

Ele, o seu protetor, está sempre alerta e não deixará que você caia. O protetor do povo de Israel nunca dorme, nem cochila. Salmo 121:3, 4


A revista americana Review and Herald publicou uma história que aconteceu na época da Segunda Guerra Mundial e que toca o nosso coração. Era uma noite fria de inverno. Uma senhora americana e o filho pequeno dormiam em casa, numa pequena vila de França. De repente, ouviram alguém bater forte à porta. A mãe ficou surpresa ao ver uma patrulha de soldados. Sem dar nenhum motivo, o oficial mandou que ela se vestisse e saísse da casa. Ela explicou que não podia sair naquele frio tão forte porque o filho pequeno estava com pneumonia. Disse também que não havia cometido nenhum crime e que não havia razão para terem que sair daquele jeito. Mas não houve acordo. Ela e a criança saíram, subiram num camião e seguiram em direção às montanhas. Finalmente pararam e os soldados deram ordens àquela mulher para que descesse do camião com seu filho, que gemia de dor e tossia muito. Andaram até chegar perto de um casebre, e novas ordens foram dadas. Agora os soldados diziam que eles deveriam se encostar na parede daquela construção. Soldados se alinharam com fuzis nas mãos, prontos para atirar assim que o comandante desejasse. Imaginando o que iria acontecer, a mulher gritou para aquele homem. "O senhor não tem filhos? O senhor não tem piedade de nós? Eu não fiz nada de mal para vocês, mas estou pronta para morrer. Só que vocês não devem matar esta inocente criança!" Com o coração duro, o homem respondeu que sim, tinha filhos, mas não estava preocupado com o que ela dizia.
Exatamente naquele momento, o pequeno menino olhou para o céu e disse: "Mamã, olhe para as lindas estrelas! Deus ainda não foi dormir. Ele está olhando para nós!" Ao ouvir essas palavras de fé daquela criança, o oficial ficou imóvel. Alguns instantes se passaram e ele então mandou que os soldados baixassem os fuzis e se dirigissem para o camião. Olhando para a mulher, disse que ela e o filho estavam livres. Os dois se abraçaram e seguiram para casa.
Nós podemos ficar várias horas sem dormir. Mas, em algum momento, o sono vem e não podemos resistir. Mas Deus nunca dorme. Comece seu dia com a certeza de que Ele está sempre cuidando de você.

Meditação Matinal, C. P. B., 14.7.2014.

NÃO TE PREOCUPARÁS
O mandamento que ordena a Santificação do Sétimo Dia da Semana (Sábado) é mencionado apenas duas vezes no texto sagrado (Êxodo 20:8-11 e Deuteronómio 5:12-15). Apesar disso, nós o observamos e exaltamos, porque se trata de uma benéfica recomendação divina, à qual, lamentavelmente, poucos têm dado ouvidos.
Sem dúvida, continuaríamos tendo razão ao agir desse modo, ainda que essa instrução tivesse sido expressa uma única vez por nosso Deus. Não é necessário que Ele repita diversas vezes uma ordem para que a consideremos importante!

No entanto, há um mandamento tão benéfico quanto o 4º, e que é mencionado diversas vezes nas Escrituras, mas não tem sido observado e exaltado por muitos de nós. É verdade que ele não faz parte, implicitamente, do Decálogo (Lei dos 10 Mandamentos); porém, esse facto não é suficiente para justificar a nossa desatenção para com ele. Refiro-me à instrução divina encontrada, por exemplo, em: Salmo 37:5; Salmo 55:22; e Filipenses 4:6 e 7:

- "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia n'Ele, e o mais Ele fará."
- "Confia os teus cuidados ao Senhor, e Ele te susterá: jamais permitirá que o justo seja abalado."
- "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e mentes em Cristo Jesus."

Já alguma vez tinham pensado que esses versículos são também mandamentos de Deus? (E mandamentos com promessa!) Provavelmente não. Embora saibamos que os escritores bíblicos foram "motivados pelo Espírito Santo" (II Pedro 1:21), é-nos difícil aceitar o que eles disseram como ordem divina, porque sempre nos lembramos de que eles foram seres humanos semelhantes a nós. Isso é um erro. Todavia, neste caso, temos registadas palavras do próprio Filho de Deus acerca do mesmo assunto. Encontramo-las em Mateus 6:25-34. Ao examiná-las, notamos que Jesus ordena que confiemos em Deus, e proíbe a ansiedade ou preocupação, mostrando a sua desnecessidade, inutilidade e pecaminosidade.


1. A Preocupação é Desnecessária Porque Deus Cuida de Todas as Suas Criaturas, Especialmente os Seres Humanos.

Jesus disse: "Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes?
"Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam nos celeiros; contudo vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?
"E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros?"
A nota tónica da mensagem de Jesus era esta: "Confiem em Deus." Diversas vezes, disse Ele aos que O ouviam:

- "Confiem em Deus. Ele é bondoso. Se vocês que são maus gostam de ver vossos filhos felizes e querem o melhor para eles, quanto mais o Pai Celeste? Ele, que cuida dos passarinhos, não iria cuidar de vocês?
- "Confiem em Deus. Ele Se preocupa com vocês. Sabe até o número de fios de cabelos que têm na cabeça! E conhece todas as vossas necessidades. Sabe o que precisam, antes mesmo que Lhe peçam.
- "Confiem em Deus. Ele é capaz de fazer qualquer coisa. Mesmo as que parecem impossíveis. O impossível não existe para Deus. Tudo é possível para Ele. Vocês não precisam de se preocupar."

E Jesus reforçou a Sua mensagem com factos. Os Seus milagres - os enfermos que sarou; os cegos, os surdos, mudos e aleijados que curou; os leprosos que purificou; os endemoninhados que libertou; os mortos que ressuscitou; os pecadores que recuperou; os pães e peixes que multiplicou; a tempestade que acalmou... - testificam de que Deus Se interessa pelos seres humanos, conhece as suas necessidades e é poderoso para solucionar os seus problemas. Portanto, não precisamos de nos preocupar.


2. A Preocupação, Além de Desnecessária, é Inútil, Porque Não Produz Nenhum Benefício.

A preocupação não prolonga a nossa existência sobre a Terra. Jesus disse: "Qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?"
Preocupar-se é, na verdade, perder tempo. Se um problema tem solução, porque nos preocupamos com ele? Se não tem, de que adianta nos martirizarmos por causa dele?
O pior é que muitos se martirizam por problemas que existem apenas na sua imaginação. Isso é perda de tempo ainda maior!
Precisamos de confiar em Deus, entregar-Lhe o nosso caminho... "e o mais Ele fará"! É inútil preocuparmo-nos. Devemos deixar que Jesus dirija a nossa vida e encontre as soluções para os nossos problemas.
O salmista escreveu: "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos Seus amados Ele o dá enquanto dormem." Salmo 127:1 e 2.


3. Além de Desnecessária e Inútil, a Preocupação é Pecaminosa, Porque Constitui uma Afronta a Deus.

Quando nos preocupamos, acusamos a Deus de falsidade. A nossa preocupação revela falta de confiança n'Ele, descrédito na Sua palavra. E "aquele que não dá crédito a Deus, O faz mentiroso", diz a Bíblia (I João 5:10). Por isso, a preocupação é realmente uma afronta a Deus.

- Se está em dificuldades financeiras e pediu a Deus que o ajudasse - como Deus espera e quer que faça - mas continua a afligir-se por causa desse problema, está agindo como se Deus fosse mentiroso! A Palavra de Deus diz: "Pedi, e dar-se-vos-á... tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis." Mateus 7:7 e 21:22. Mas com a sua preocupação, está dizendo: "Eu não acredito. Isso não é verdade."
- Frequentemente, permitimos que isso aconteça. A Palavra de Deus diz: "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus." Romanos 8:28. Mas nós dizemos, pelas nossas preocupações: "Isso não é verdade. Eu não acredito. Deus é mentiroso."
- A Palavra de Deus diz que Ele, "segundo a Sua riqueza em glória, há-de suprir em Cristo Jesus, cada uma das vossas necessidades". Filipenses 4:19. Mas, nós dizemos, pelas nossas preocupações: "Isto não é verdade. Eu não acredito. Deus é mentiroso."
- A Palavra de Deus diz: "Ele tem cuidado de vós." I Pedro 5:7. Mas, nós dizemos, pelas nossas preocupações: "Isso não é verdade. Eu não acredito. Deus é mentiroso."
- E o próprio Deus diz-nos, de maneira direta, na sua Palavra: "De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei." Hebreus 13:5. Mas, nós Lhe dizemos, por nossas preocupações: "Isso não é verdade. Eu não acredito. O Senhor está mentindo."

Quanta insolência a nossa! "Se for insulto chamar a um homem mentiroso, quão infinitamente mais indesculpável é acusar o Deus soberano." (John E. Haggai.) Era também por esta razão que Jesus repreendia a censurava os "homens de pouca fé": a preocupação, a ansiedade, o temor e o medo constituem afrontas a Deus. Devemos evitar essas atitudes, confiando os nossos cuidados ao Senhor... E Ele nos susterá! Preocupar-se é pecado.


4. E Mais: Além de Desnecessária, Inútil e Pecaminosa, a Preocupação é Prejudicial ao Nosso Bem-Estar Físico e Mental.

A primeira reclamação de quase 80% das pessoas que procuram os consultórios médicos é: "Doutor, não consigo dormir." Porquê? Preocupação?

"Setenta por cento de todos os pacientes que procuram médicos poderiam curar-se a si mesmos se tão-somente pudessem livrar-se dos seus temores e preocupações", disse um preeminente médico norte-americano.

O Dr. Edward Podolskv, no seu livro Páre de se Preocupar e Fique Melhor, fala de correlação entre a preocupação e os problemas cardíacos, a tensão arterial alta, algumas formas de asma, reumatismo, úlceras, resfriado, mau funcionamento da tiroide, artrite, enxaquecas, cegueira e muitas perturbações estomacais.

Outros estudiosos afirmam que a preocupação também causa palpitações, dores na nuca, indigestão, náusea, constipação, diarreia, tontura, fadiga inexplicável, insónia, alergias e até paralisia temporária. E há também íntima ligação entre a preocupação e as doenças mentais.

Esta deve ser a principal razão porque Jesus ordena que confiemos em Deus e proíbe a preocupação ou ansiedade: Ele Quer Que Vivamos Saudáveis e Felizes. Não andemos, pois, ansiosos por coisa alguma; apresentemos as nossas dificuldades a Deus através da oração. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o nosso organismo e a nossa mente.


Conclusão: A  Nossa  Única  Preocupação  Deve  Ser,  Cada  Dia,  Dar  Prioridade  às  Coisas  Celestiais.

Jesus também disse: "Não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram estas coisas; pois vosso Pai Celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta a cada dia o seu próprio mal."

O nosso comportamento deve ser semelhante ao de André Rossi, autor do livro Agora Sou Livre. Quando lhe foi perguntado quais eram os seus planos para o futuro, disse, numa entrevista publicada na revista Decisão do mês de Novembro de 1986: "Não sei. Levo a sério aquele conselho de Cristo: 'Não vos preocupeis com o dia de amanhã.' Prefiro não me preocupar com o futuro, porque realmente não sei nem se estarei vivo amanhã. Talvez pareça que sou pessimista, mas não é isso. Sou realista. Agora, se eu estiver vivo, meus planos são estar servindo ao Senhor de alguma maneira."


Ermelindo Robson L. Ramos, Editor-associado da Revista Adventista Brasileira e da Revista Decisão, CPB, janeiro de 1988.



A MULHER QUE AMAVA O DINHEIRO

Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé.
1 Timóteo 6:10

Exceto por Sua ênfase no reino de Deus, Jesus falou mais sobre dinheiro do que sobre qualquer outro assunto. Considerando o caráter espiritual de Sua missão, isso parece surpreendente. Nos lábios de Cristo, contudo, o dinheiro não é tratado como um mero meio de troca, neutro, como na ideologia capitalista. Jesus atribui ao dinheiro personalidade, tratando-o pelo nome próprio aramaico, Mamon, o deus da riqueza, um poder controlador. Para Jesus, o dinheiro é um deus rival do Deus verdadeiro.

Em 1916, Hetty Green morreu como uma pessoa qualquer que enfrenta agruras financeiras. Sempre fora extremamente atenta à economia doméstica. Seus gastos com roupas e comida eram muito restritos. Viúva, quando seu filho de 14 anos contraiu uma infecção na perna, ela o levou em primeiro lugar para tentar atendimento numa clínica gratuita para a população carente.
Posteriormente, o rapaz teve a perna amputada. Mas a Sra. Green, por estranho que pareça, possuía imensa fortuna em dinheiro e ações. De fato, ela era uma especialista em investimentos. Ao morrer, a Sra. Green estava entre as 40 pessoas mais ricas dos Estados Unidos, possuindo 200 milhões de dólares. Em termos atuais, sua fortuna seria de 17 bilhões. Entre os livros escritos sobre ela, um deles tem o seguinte título: Hetty Green - A Mulher que Amava o Dinheiro.

O dinheiro pode escravizar as pessoas. Pode congelar o coração e paralisar as mãos. Por dinheiro, as pessoas mentem, roubam, se vendem, matam, traem e se corrompem. Pela ganância ao dinheiro, as pessoas se tornam completamente desfiguradas e nunca satisfeitas em juntá-lo.
Seu relacionamento com as finanças, em grande medida, revela quem você realmente é. Mostra em que você confia. O dinheiro age como um deus. Para as pessoas, em geral, o sucesso financeiro é visto como o fim de todos os problemas. Assim, ao dinheiro é atribuído o poder de Deus. Mas, segundo Jesus, o dinheiro é um falso mestre. Por isso, Ele nos alerta de que é impossível servir a dois senhores. Não há como agradar a Deus e a Mamon (Mateus 6:24).

Olhe ao redor hoje. Há alguém a quem você pode ministrar os recursos que Deus lhe confiou? Quando Jesus nos recomendou servir aos pobres, não foi apenas por eles, mas por nós mesmos, para nos proteger da avareza. Lembre-se, a generosidade no uso do dinheiro demonstra que aquilo que possuímos não nos possui.

Meditação Diária, C.P.B., 8 de julho 2014.

JESUS  CHAMA  ZAQUEU

"Jesus entrou em Jericó e atravessava a cidade. Havia lá um homem rico chamado Zaqueu, chefe de cobradores de impostos. Queria ver quem era Jesus, mas como era muito baixo não conseguia, por causa da multidão. Correu então adiante do povo, subiu a uma figueira brava e ficou à espera que Jesus por ali passasse para O ver. Quando Jesus lá chegou, olhou para cima e disse-lhe: 'Zaqueu, desce depressa, porque hoje preciso de ficar em tua casa.' Ele desceu imediatamente e recebeu Jesus com alegria. Ao verem isto, começaram todos a criticar e a dizer que Jesus tinha ido para casa de um homem de má fama. Então Zaqueu pôs-se de pé e falou assim: 'Escuta-me, Senhor! Vou dar aos pobres metade de todos os meus bens e às pessoas a quem prejudiquei vou dar-lhes quatro vezes mais.' Jesus então declarou: 'Hoje entrou a salvação nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão. Na verdade, o Filho do Homem veio buscar e salvar os que estavam perdidos.'" Lucas 19:1-10.

(Em face do panorama atual em que roubar parece ser a regra e quanto maior a quantidade, parece que maior a 'valorização social' e a 'categoria pessoal'... - e ainda dizendo-se cristãos... o cúmulo! - pergunto-me como pode essa gente, viver com as suas consciências felizes e em tranquilidade! E sem vergonha?!
Uma coisa temos a certeza: Deus vê tudo, por mais secreto que seja, e mais tarde ou mais cedo terão que Lhe prestar contas. A Bíblia é bem clara, não nos deixa dúvidas! Zaqueu é um exemplo lindo, extraordinário, de quem preferiu viver com a sua consciência feliz e em paz. E poder assim um dia desfrutar da vida eterna! "Melhor é o pouco com justiça, do que a abundância de bens com injustiça." Provérbios 16:8. EE)



DE ONDE VENS, GEAZI?

"Então ele entrou, e pôs-se diante do seu senhor. E disse-lhe Eliseu: Donde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte. Porém ele lhe disse: Porventura não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou de sobre o seu carro, a encontrar-te? Era isto ocasião para tomares prata, e para tomares vestidos, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois, e servos, e servas?" II Reis 5:25 e 26

Nesta história há mensagens magníficas, que contrastam com o gesto egoísta de Geazi. Em primeiro lugar, a generosidade da jovenzita israelita que servia na casa do general sírio Naamã. Ela tinha sido arrancada de casa dos seus pais e servia precisamente na casa de um general do exército invasor, leproso. Mas a criança sentiu pena do seu amo e sugeriu à senhora que o seu marido procurasse o profeta de Israel, o qual poderia curá-lo da lepra. A criada hebreia teve compaixão de Naamã (e coragem!!! EE) e esqueceu-se de que era uma simples escrava.
Naamã seguiu o conselho da menina, levou muitos presentes para uns e outros, e cartas de apresentação para o rei de Israel, mas, em Samaria, encontrou um monarca cheio de medo, que acreditou que os visitantes procuravam um pretexto contra ele. Em seguida, quando foi visitar o profeta, Eliseu nem sequer saiu para o receber, simplesmente mandou um mensageiro que lhe disse: "Vai, lava-te sete vezes no Jordão e ficarás purificado." Como? Acaso o profeta não o ia receber? Porquê lavar-se no rio Jordão? Não havia rios mais limpos em Damasco? Dececionado e aborrecido, Naamã decidiu ir-se embora, mas os seus criados aconselharam-no a seguir as instruções do profeta, e ele, com uma fé que venceu todas as deceções sofridas, obedeceu e ficou limpo da lepra! E não apenas da horrível enfermidade, mas também da 'lepra' do pecado, porque ali mesmo se converteu em adorador do Deus verdadeiro. A Geazi aconteceu o contrário, a avareza levou que fosse contagiado com a lepra de Naamã.
Apesar de o general ter insistido com Eliseu para que aceitasse uma recompensa pelos seus bons serviços, este recusou. O testemunho da sua conversão e o facto de lhe ter devolvido a saúde bastaram-lhe, e despediram-se. Mas o calculista Geazi não entendeu a recusa aparentemente absurda do seu mestre. Porquê recusar o donativo de um coração agradecido? Urdiu então uma artimanha e foi procurar Naamã, o qual lhe entregou o dobro do que ele pedia.

O profeta, porém, estava em casa à espera do seu criado com uma pergunta aterradora:
"Donde vens, Geazi?" Não podemos ocultar nada do olhar escrutinador de Deus.
A atitude do servo do profeta não ficou impune,
porque o Senhor detesta todo e qualquer tipo de corrupção.


AFASTE-SE  DE  QUALQUER  TIPO  DE  FRAUDE.  NÃO  VALE  A  PENA.


Pastor Carlos Puyol Buil in - Mas há um Deus no Céu - 10.05.2016, P. SerVir.

(Ainda hoje estão bem impressas na minha mente as palavras do meu querido e saudoso pai quando dizia às suas filhas, à Gaby e a mim, que ai de nós se aparecêssemos em casa com qualquer coisita, por mais pequena e sem valor que fosse, mas que não nos pertencesse. Ele era a Honestidade em pessoa! Lembro-me tão bem, por exemplo, de pelo menos duas vezes em que fiquei tão envergonhadita quando levei o pagamento do Colégio adiantado, trazendo-o de novo para casa; e outra vez que o levei repetido. E se eles faziam um grande esforço para nos terem a estudar num Colégio privado, porque éramos as 'filhas da velhice' - 12 anos a desejarem ter filhos - e o Liceu ficava um pouco longe da nossa casa... Que grandes pais! Que bons exemplos! E que felizes nós éramos, e mais agora orgulhosas nos sentimos por termos tido uns pais tão honestos! EE)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

UM COLEGA INESQUECÍVEL

Sempre  que  me  perguntavam  onde  morava,  eu  respondia:  Na  mesma  "República"  do  Camacho.  E  fazia-o  opado  de  orgulho.  É  que  o  Camacho  era  um  ídolo  da  Academia  Coimbrã;  era  a  encarnação  do  melhor  Fado  de  Coimbra  de  todos  os  tempos  e,  porque  não  dizê-lo,  de  uma  boémia  salutar,  uma  fatalidade  que  se  agarra  à  pele  de  todo  o  estudante  de  Coimbra  que  se  preze.  Era,  por  assim  dizer,  a estrela  que  qualquer  clube  gostaria  de  ter  na  sua  equipa.  De  bigodinho  bem  desenhado,  um  misto  de  duro  e  de  romantismo  dum  Clark  Gable,  a  resistência  do  cavalo  árabe,  fizeram  inevitáveis  estragos  nos  corações  femininos.

Mas  era  só  fumaça!  Na  "República"  era  um  bonzão,  o  irmão  amigo  de  todos  os  momentos.  A  sua  simplicidade,  a  risada  cristalina  dissipando  a  atmosfera  mais  deprimente,  mostrava  bem  a  criança  que  vivia  nele.  Adorava  a  vida  e  a  vida  retribuía  agradecida.  Nunca  se  irritava.  Nunca? É  o  que  se  havia  de  ver.
E  gerou-se  uma  certa  competição:  Quem  seria  capaz  de  "levar  o  Camacho  aos  arames"?  E  surgiram  as  partidas  num  crescendo  de  agressividade.  Por  último  esta:  aproveitando  a  ausência  do  Camacho,  alguém  pôs  no  seu  quarto  um  tacão  de  borracha  a  arder.  As  partículas  queimadas  subiram  no  ar,  agarraram-se  às  paredes,  ao  tecto  e  caíram  sobre  a  cama. Em  pouco  tempo  todo  o  quarto  era  um  ambiente  inabitável,  como  se  de  outro  planeta  se  tratasse!  Nenhum  oxigénio,  só  escuridão  e  nada  mais.

Quando  o  Camacho  chegou  e  abriu  a  porta,  arregalou  os  olhos  de  menino,  disse  duas  ou  três  bujardas,  desceu  as  escadas  e  embrenhou-se  na  noite.  Será  que  tínhamos  exagerado?
Mais  tarde,  quando  ele  regressou,  nós  que  já  tínhamos  aberto  a  janela  e,  com  a  ajuda  de  uma  velha  ventoinha,  tentado  expulsar  toda  aquela  fumarada  e  sacudido  os  lençóis,  corremos  a  abraçá-lo  e  sentimos  que  ele  apreciou  o  gesto.
Passámos  grande  parte  da  noite  a  contar  e  a  ouvir  anedotas  e  respirando  solidariamente  as  partículas  de  borracha  queimada  que  teimavam  em  persistir.  Por  fim  o  Camacho  disse:  "Agora  todos  para  a  rua,  que  eu  tenho  que  me  levantar  cedo!"
E  assim  acabou  a  competição:  Não  era  possível  irritar  o  Camacho!


Passaram  50 anos!  Pelo  meio  vieram  a  Ortopedia,  a  Traumatologia,  a  Medicina  Desportiva,  a  competência  e  a  responsabilidade.  Há  dias  fui  abraçá-lo  ao  seu  consultório.  Talvez  não  seja  já  o  cavalo  árabe  de  outrora,  mas  continua  a  cantar,  a  trabalhar,  a  amar  a  vida  e  a  comover-se  com  o  desaparecimento  de  alguns  grandes  amigos.
Ai,  se  houvesse  mais  Camachos!...


Dr. Alcides Furtado Cabral, Médico Estomatologista, in Revista da Ordem dos Médicos, Setembro 2009.

Conheça esse extraordinário médico em:
http://www.record.xl.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/academica/detalhe/medico-camacho-vieira-sera-homenageado-em-coimbra-843871.HTML


GRANDE MULHER!!! / QUE ENFERMEIRA TÃO CORAJOSA!!!

A White Moonshiners (fábrica de uísque), no estado americano do Mississipi, enviou uma mensagem ameaçadora para a jovem enfermeira negra, adventista, a educadora que acabara de abrir uma escola com apenas uma sala e estava visitando as igrejas, aos domingos. Eles a avisaram que se não parasse de ensinar as pessoas como parar de beber, seria "tirada de circulação".

Anna Knight respondeu: "Quando vocês estiverem prontos para atirar, eu estarei pronta."
Isso foi em 1898 e a obra adventista no Mississipi estava apenas começando. Em Vicksburg, o barco a vapor Morning Star, capitaneado por Edson White e seguindo as instruções de Ellen, sua mãe, tornou-se o centro de um amplo ministério para libertar escravos e meeiros. Todas as semanas, cultos, sermões e aulas eram levados a efeito, a bordo do Morning Star. Havia, também, uma gráfica no navio, na qual Edson imprimiu 75 mil cópias do seu livro O Rei Vindouro, que era vendido para manter o trabalho na região sul.
Não estando contente com instruções religiosas apenas, Edson White, do Morning Star, ensinou até mesmo diversificação na plantação da lavoura. Ele instou com os agricultores que trabalhavam em grandes plantações de algodão para alcançar maior auto-suficiência económica mediante a criação de galinhas e abelhas, como também a melhoria da qualidade do solo pelo cultivo de amendoins, morangos, tomates e couves.
O ministério sediado no Morning Star espalhou-se por todo o Mississipi e, na realidade, por todo o sul. Umas das pessoas alcançadas por ele foi Anna Knight, filha de um escravo que, de algum modo, aprendeu a ler, e conheceu os folhetos produzidos pelos adventistas. Diligentemente, começou a se corresponder com as pessoas que lhe haviam enviado os panfletos.
Posteriormente, esses adventistas a convidaram a unir-se a eles e a ser batizada, o que foi aceite por ela. Conseguiram, então, que Anna frequentasse uma escola em Battle Creek, Michigan, EUA. Ali ela completou o curso, primeiro na Escola Industrial e finalmente, em 1898, de Enfermagem, pelo Colégio Médico Missionário Americano.

Quando John Harvey Kellogg, diretor do colégio, descobriu que Anna estava aceitando o chamado para ser missionária, dizendo que gostaria de voltar para o Mississipi, deu-lhe o que dava aos outros formandos: despesas com o transporte para retornar ao Mississipi, um uniforme de enfermeira e todas as cópias que ela precisava de seus livros de psicologia.
Anna voltou para casa, no Mississipi, e iniciou uma escola para todos os que quisessem entrar num barraco de madeira, na fazenda de seu tio. Em poucos meses, ela mudou a escola para um novo prédio, cuja construção supervisionou pessoalmente. Ela ensinava 24 alunos das oito séries, além de viajar para visitar as escolas dominicais na sua região.
Baseada em suas aulas de Bíblia em Battle Creek e na filosofia de ministério completo, ela ensinava caligrafia, leitura, aritmética e culinária aos adultos.
Deu especial ênfase à necessidade de saúde e temperança. Dessa experiência, ela escreveu mais tarde: "Quando montava meu gráfico de fisiologia e mostrava às pessoas o que a bebida causava em seu coração, fígado, rins e outros órgãos, eles tiveram medo e pararam de comprar uísque." Por esse motivo, ela foi ameaçada pelos fabricantes da bebida.
Após a ameaça, Anna comprou um cavalo bem rápido e começou a carregar um revólver e uma espingarda. Como excelente amazona e atiradora, certa vez, até cavalgou através de um corredor de inimigos, deslizando para baixo do pescoço do cavalo enquanto atiravam nela. Audaz, ela pendurou a espingarda no canto da sala de aula e continuava ensinando o povo sobre os males do alcoolismo.
"Eu levava meus livros e minha arma, todos os dias, para o trabalho", escreveu ela. "Quando meus inimigos perceberam que eu não tinha medo, deixaram de me causar problemas."
O Dr. Kellogg conseguiu que ela participasse da famosa Conferência Geral de Battle Creek, em 1901, onde a denominação Adventista do Sétimo Dia foi reorganizada em sua estrutura moderna. Anna foi delegada - com voz e voto - e prestou um relatório do trabalho que realizava no campo missionário do Mississipi.
Mas um apelo para o serviço missionário em terras estrangeiras, feito na Conferência Geral, produziu forte impacto nela. Ela amava seu trabalho no Mississipi e havia arriscado a vida por ele, mas cria que deveria comprometer-se e ir para o campo missionário. Sem sequer voltar para casa, tomou providências para que seus familiares continuassem o seu trabalho na sala de aulas e viajou diretamente para Nova York, a bordo de um navio a vapor e, de lá, para a Índia.

Em 1901, Anna Knight tornou-se a primeira mulher negra, de todas as denominações, a ser enviada para a Índia, como missionária, e assim como todos os adventistas, em todos os lugares que vão, fazia de tudo. "Trabalhei em muitas áreas", escreveu ela. Extraía dentes, lancetava furúnculos e abcessos, fazia a contabilidade para a Missão, dava aulas de Bíblia e inglês e vendia literatura.
Essa filha do solo do Mississipi também cria nos princípios da rotação de culturas e começou a ensinar às pessoas como deveriam arar e adubar a terra.
"Bem", disseram eles, "isso pode funcionar na América, mas não na Índia."
Ela conseguiu, então, uns bois, atou-os a um bom arado americano e plantou canteiros com nabos, couve-flor, tomates, beterrabas e outros vegetais, ensinando os camponeses como cultivá-los.
"Houve uma colheita de vegetais como nunca haviam visto antes em Karmatar", ela disse. Desse início, ela supervisionou a criação de uma instituição médica, escola para treinamento, uma gráfica e uma igreja, virtualmente recriando outra Battle Creek.

Quando de férias nos Estados Unidos, Anna ouviu que os fabricantes de uísque, no Mississipi, haviam fechado sua escola. Resolveu, então, não retornar à Índia, mas voltar ao seu campo missionário de origem e reabrir a escola, dessa vez, no centro da sua cidade natal.
Em 1909, deixando sua querida escola aos cuidados de sua irmã, Anna mudou-se para Atlanta, na Georgia, e começou a fazer palestras sobre saúde, aos domingos, além de dirigir uma escola noturna na Associação Cristã de Moços (ACM), onde ensinava primeiros socorros e enfermagem doméstica.

Seu relacionamento com a ACM teve início na Índia, pois a organização ficou impressionada com sua combinação de evangelho da saúde com educação, que considerou seriamente usá-la como modelo para o programa nacional.
Anos mais tarde, foi convidada para cargos de liderança a nível de Associação, e União, da Igreja Adventista. Em 1932, foi eleita secretária associada dos departamentos Missionários do Lar, Missionários Voluntários e Educação, para a União do Sul. Ela ainda insistia em mudar a sociedade.

Ao morrer, em 1972, com 98 anos de idade, Anna trabalhava como presidente da Associação Nacional de Professores Negros. Anna Knight foi uma heroína adventista na reforma social, num tempo em que relativamente poucos se envolviam.
Para os adventistas, são verdadeiramente adventistas aqueles que se lançam em tarefas espinhosas e desafiadoras, livrando as pessoas de doenças e incapacidades, e demonstrando concretamente como será a resplendente cidade do Apocalipse, Jerusalém, na qual todas as lágrimas serão enxugadas e a morte não mais existirá!


Sem Dúvida, Anna Knight Foi Esse Tipo de Pessoa Que Transforma o Mundo e Proclama o Evangelho Eterno.

Roy Branson, hoje jubilado, foi por muitos anos professor de colégios e universidades adventistas, bem como diretor do Instituto Washington, em Washington, D.C., EUA. Este artigo é uma republicação da edição da Adventist Review de 12 de fevereiro de 1998 (www.adventistreview.org). Pode ler estas revistas nos Links 1R.

       

AINDA É DEUS QUEM GOVERNA

Pois Deus é o Rei de toda a terra, cantai louvores com inteligência. Deus reina sobre as nações:
Deus Se assenta sobre o trono da Sua santidade.
Salmos 47:7 e 8.

Afinal, quem, ou o quê, está aqui no controlo?
Um terrível acidente deixa uma pessoa ensanguentada à beira da estrada. A perda de sangue é significativa. Os tecidos do corpo não estão a receber oxigénio suficiente. Nas células, as mitocôndrias não conseguem produzir ATP suficiente para sustentar a vida. Elas compensam isso mudando para a respiração anaeróbica, que faz subir o ácido láctico, resultando na queda de pH no sangue. O baixo oxigénio no sangue faz com que as membranas das células fiquem mal vedadas. Fluidos extra celulares entram nas células. Os importantes centros que regulam os neurónios e os químicos procuram ganhar o controlo da situação. A respiração torna-se mais rápida para livrar o corpo do dióxido de carbono numa tentativa para elevar o pH no sangue. Os sensores de pressão nas carótidas respondem à baixa pressão sanguínea, promovendo a libertação de adrenalina e norepinefrina. A adrenalina apressa o ritmo cardíaco. A norepinefrina aperta as vias sanguíneas - medidas que, normalmente, fazem subir a pressão sanguínea. Os níveis de hormona antidiurética no sangue aumentam para permitir que os rins retenham água na circulação sanguínea e também para desviar sangue dos órgãos não críticos e manter o sangue a fluir para o coração, os pulmões e o cérebro. Durante este tempo crítico, o controlo é absolutamente importante. Se a ambulância chegar suficientemente depressa, a vítima poderá viver.
Enquanto a vítima está ali deitada a sangrar, esperando por ajuda, os próprios mecanismos de controlo começaram a falhar por falta de sangue nos tecidos. Os iões de sódio fluirão para as células enquanto os iões de potássio se escapam para fora, exatamente o oposto do que deveriam fazer. O pH do sangue continua a descer, os pequenos esfíncteres em cada capilar perdem a sua força para que o sangue pare de fluir através deles, e o fluido e as proteínas começam a vazar, fazendo com que o sangue se torne mais espesso e reduza ainda mais a passagem pelos capilares. Como os mecanismos de controlo falharam, a morte da vítima é iminente. Está alguém ou alguma coisa ao controlo? Se perceber de medicina, reconhecerá o que está a acontecer. O fenómeno chama-se choque hipovolémico ou simplesmente choque. Aproxima-se o ponto de não regresso, quando, mesmo que a ambulância chegue, é demasiado tarde. Já houve demasiado dano.
Os sistemas biológicos requerem sistemas de controlo delicados. Quando estes falham, acontece a morte.

Agora, vamos imaginar os sistemas de controlo que são necessários para manter o Universo a funcionar bem. Felizmente, o Projetista e Criador de todos os grandes sistemas está no controlo. Deus ainda governa!
Recorde-se do espanto dos discípulos: "Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e Lhe obedecem?" (Lucas 8:25).

Governador Deste Vasto Domínio, Toma a Minha Vida e Que Ela Possa Ser Consagrada a Ti, Senhor!

(Perante tannnnnnnta complexidade criada em poucos minutos, já sem falar de mais nada, dizer que viemos, e tudo o mais, do 'acaso'... só pode ser brincadeira!... São precisas toneladas e toneladas de fé para acreditar nisso!!! E a Bíblia, com as suas genealogias até Adão (o 1º homem criado por Deus - que honroso!), e com factos tão evidentes, tão analisados, tão exatos (as profecias messiânicas, por exemplo), não querem dizer nada?!... A mim não me enganam, Não!!! Eu, que estudo a Bíblia, não tenho dúvidas! Fico com Deus: O meu Criador e Sustentador! Aconselho ir acompanhando o blog Criacionismo nos meus links 1R, e ficará deslumbrado com as maravilhas de Deus! EE)

Professor Doutor David A. Steen, Biólogo, in O Deus das Maravilhas, Meditações Matinais, 7 de abril, 2014, P. SerVir.


sexta-feira, 25 de março de 2016

CRISTO
Nosso Perfeito
C A M I N H O
A Base da Certeza Cristã



Não basta ter um modelo absolutamente perfeito. Não basta ter uma vida aceitável e sem pecado. Tem de haver, em adição a isto, uma maneira de purificar e tornar aceitáveis os caracteres de seres caídos. Temos de ser, como diz Ellen White, "liberto(s) da poluição, assim como da maldição e condenação da lei". (Mensagens Selectas, livro 1, p. 395.)
Nós somos opostos, por natureza, àquilo que Deus é e a quem é Deus. Nós estamos perdidos. E, de nós mesmos, não possuímos nem o desejo nem a capacidade de mudar. Todavia, Cristo, o nosso perfeito modelo e sacrifício, ordena-nos: "Sede santos, porque Eu sou santo" (I Pedro 1:16). Desenvolvendo este pensamento, Ellen G. White escreve: "O evangelho do Novo Testamento não são as normas do Velho Testamento colocadas a um nível mais acessível de modo a irem ao encontro do pecador e a salvá-lo nos seus pecados ... (Deus) exige, agora como sempre, uma justiça perfeita como único título para o céu." (Review and Herald, 21 de Setembro de 1886). Mesmo no nosso melhor, nós não somos perfeitamente justos. Somos, quando muito, relativamente perfeitos - e isso admite alturas ainda por conquistar, elementos do eu ainda por subjugar.

O Nada Neutro

A distância entre o nosso "relativo" e o "absoluto" de Deus não é um espaço em branco - páginas limpas em que a natureza ainda não escreveu nada. O que nos separa de Deus não é um nada neutro. A distância entre o nosso relativo e o absoluto de Deus é egoísmo, orgulho, incapacidade de julgar, intemperança e aquele lado de nós mesmos que Deus nos revela, quando crescemos em graça.

Como Podemos Então Ser Salvos?
Por que processo é que nós, seres humanos - incapazes, pela própria natureza do nosso ser, de progredir no crescimento em direcção à justiça "perfeita" ou "absoluta" - podemos ser considerados aceitáveis? Haverá um bálsamo adequado para a nossa enfermidade? Haverá saída para o nosso dilema?
Sim, e o caminho é óbvio. João viu os remidos no céu. Viu os descendentes de Adão e Eva, uma multidão que ninguém podia contar. Viu-os com palmas nas suas mãos, acenando em alegre aclamação. Ouviu-os cantando o cântico de Moisés e do Cordeiro. E Ellen G. White viu os dois Adãos encontrando-se. Presenciou o primeiro Adão a lançar a sua coroa aos pés do Segundo Adão (Jesus). E viu os descendentes de Adão espalhados pelos ricos campos da Nova Terra.

Mas Como O Conseguimos?
Através de que meios, somos nós, para quem a justificação é uma experiência que nunca tem fim (ver Mensagens Selectas, livro 1, pp. 373, 374), preparados para a vida em lugares tais como estes? O que é que Deus faz com as fraquezas e deficiências dos santos - com a diferença entre o nosso relativo e o Seu absoluto?
Jesus responde de modo claro e absolutamente final quando declara
:
"EU SOU O CAMINHO" (João 14:6). E o nosso irmão Paulo ecoa em profunda confirmação com estas palavras, ao dizer: "ESTAIS COMPLETOS N'ELE" (Colossences 2:10). O simbolismo utilizado aqui por Paulo (a completude) patenteia, tal como qualquer outro, o processo ou caminho através do qual Cristo completa a nossa aceitabilidade.
O pecado é ruptura, separação, redução e diminuição do estatuto que originalmente nos foi outorgado. Em razão da Queda, nós ficámos incompletos e incapazes. A completude espiritual pode ser nossa outra vez, mas através de Cristo - somos completos n'Ele. Quando Paulo assim fala, ele não diz que Jesus termina o que nós começámos - que depois de termos feito o nosso melhor, Jesus faz o resto, ou que a justificação é uma combinação de mérito humano e divino, uma parte humana e outra parte divina (e nem sequer, uma leve parte humana e uma grande parte divina).
O que Paulo diz é o que Lutero viu ao arrastar-se pela escada de Pilatos; o que Jones, Waggoner e White tentaram tão corajosamente ensinar-nos há 100 anos: Que a nossa salvação - QUE TUDO! - vem de Cristo.

O PROCESSO DA SALVAÇÃO


Como Assim? Vejamos:

- Em primeiro lugar, Cristo inicia o processo da salvação chamando-nos através do Espírito Santo.
- Antes de ouvirmos, de sabermos, ou de estarmos interessados, Cristo Está à Porta e Bate - (Apocalipse 3:20).
- A seguir, depois de ter obtido a nossa atenção, Ele vivifica-nos - (João 6:63).
E fá-lo de dois modos:
- Primeiro, Ele coloca a semente da fé dentro de nós - (Romanos 10:17).
- A seguir, Ele dá-nos a vontade para responder ao Seu chamado - (I Pedro 1:23).
- Ao nos rendermos, Ele concede-nos o poder de arrependimento - (Romanos 2:4).
- Ao nos arrependermos, Ele recorre ao sangue (de Cristo) que justifica - (Romanos 3:24).
- A seguir, ao nos justificar, faz a Sua morada nos nossos corações - (Romanos 8:9, 10).
- E ao habitar em nós, Ele completa o processo da nossa adopção na família celestial - (Gálatas 4:7).
- E, tendo-nos adoptado, dá-nos o alimento da Sua Palavra, a qual gera em nós o fruto da justiça - (João 15:4).
- Então, quando nós erramos, é pela Sua advocacia que somos perdoados - (I João 2:1, 2).

E mesmo que sejamos relativamente perfeitos (porque nenhuma bondade humana é bondade que salve), Ele cobre-nos com as Suas vestes de justiça - a Sua Perfeita Santidade. Noutras palavras: Ele substitui o nosso incompleto e desesperado relativo - pelo Seu imputado absoluto.

Agora, pergunto: Quanto, de tudo isto, é obra nossa? Do chamado à vivificação, à entrega, ao arrependimento, à adopção, à concessão do poder, à santificação, à intercessão, à cobertura dos nossos pecados, O que é que nós fizemos? Tudo Está N'Ele - Ele é o Caminho Perfeito.

É Este O Evangelho Eterno Que Os Apóstolos Pregaram. O Seu Testemunho Foi:

- Ele nos elegeu n'Ele - (Efésios 1:4).
- Nós temos vida n'Ele - (2 Timóteo 1:1).
- Nós temos fé n'Ele - (Colossences 1:4).
- O nosso fundamento está n'Ele - (Colossences 2:7).
- Somos edificados n'Ele - (Idem, verso 7).
- Andamos n'Ele - (Idem, verso 6).
- Cremos n'Ele - (Efésios 1:3).
- Temos alegria n'Ele - (Filipenses 3:1).
- Temos esperança n'Ele - (I Coríntios 15:19).
- Temos ânimo n'Ele - (Efésios 3:12).
- Temos unidade n'Ele - (João 17:21).
- Somos preservados n'Ele - (Judas 1).
- Somos feitos justos n'Ele - (2 Coríntios 5:21).
- Temos paz n'Ele - (Romanos 5:1).

Não se trata de obras ou poder. Não se trata de leis, conhecimento, título de posse ou posição, números ou consecuções. Toda a salvação se encontra n'Ele! Ele é o Nosso Perfeito Modelo. Ele é o Nosso Perfeito Sacrifício.
Ele é o Nosso Perfeito Caminho.

JESUS É O CAMINHO!

1 - Então, quando pregamos aos nossos amigos agnósticos - aqueles cujo credo mais profundo é uma religião cívica - temos de felicitá-los, sim, pelos seus ardentes empenho e fervorosos esforços para melhorarem a sociedade. Mas temos de dar-lhes a saber que a verdadeira justiça e a paz real só se podem obter no Cristo da cruz. E que Jesus é o Caminho!
2 - Quando pregamos aos nossos amigos filósofos, temos de ser vivos em demonstrar-lhes que todos os outros desígnios morais falharam e que mesmo o melhor da sabedoria humana é inadequado para a transformação do carácter. E que Jesus é o Caminho!
3 - Quando pregamos a religiosos não-Cristãos - Budistas, Muçulmanos, Hindus e outros - devemos felicitá-los pela sinceridade que expressam muitas vezes nas suas devoções, mas temos de fazer-lhes saber que o Cristo do túmulo vazio oferece um caminho diferente, um caminho melhor, um caminho perfeito. Que o que lhes oferecemos é um Deus "connosco". E que Jesus é o caminho!
4 - E quando pregamos nos nossos próprios círculos, temos de tornar bem claro que nenhum esforço ou piedade, que nenhum nível de perfeição humana, é uma perfeição que salve. Que não há nenhum ponto de paragem na nossa subida e que, "enquanto Satanás reinar, teremos de subjugar o próprio eu, teremos assaltos a vencer e não há lugar de paragem, nenhum ponto a que possamos chegar e dizer que atingimos plenamente" (Testimonies, vol. l, p. 340; cf. Testemunhos Selectos, vol. I, p. 114).

E temos de deixar bem claro que, agora - neste preciso momento - na nossa condição tão necessitada de crescimento, somos proclamados justos (Mensagens Selectas, livro 1, p. 394; Romanos 4:3-5). Temos de pregar que esta justificação presente é uma imputação recíproca: os pecados do culpado são imputados n' Aquele que é totalmente perfeito, enquanto a Sua justiça nos é imputada a nós, que somos totalmente culpados. Não é uma troca justa ou merecida, mas é a única salvação possível. E se tivermos a coragem de crer nesta incompreensível magnanimidade, somos completos n'Ele!

Negócio de Alto Risco?

Parece-me ouvir alguém dizer: Como pode ser isso? Como pode a Divindade arriscar tanto em favor da humanidade? Como pode Deus declarar a completude daqueles que ainda estão a caminho, que ainda não alcançaram a perfeição? Como pode declarar como aceitáveis os que por natureza são inaceitáveis? Como pode a Trindade arriscar a Sua reputação em tão ousada graça? A resposta é dupla:

A - Em primeiro lugar, Cristo toma tal atitude porque a fé que Ele vê em nós não é de facto nossa: é Sua. Ele vê a Sua fé em nós e honra essa fé. Ela é nossa na medida em que nós somos os seus veículos, os seus agentes. Mas ela é d'Ele, no sentido em que a nossa fé é realmente um princípio divino que trabalha em nós - é um tesouro celestial em vasos terrenos. Ele sabe que a seu devido tempo a dinâmica da fé cumprirá o seu objectivo. Assim, é uma concessão antecipada que nos é feita. Ele vê-nos como se a Sua fé já tivesse tornado perfeito o seu objecto. Não é realmente a nossa fé n'Ele que torna válida a declaração; é a Sua fé dentro de nós que tem direito à Sua confiança. Não é o nosso segurar-nos a Ele que salva; é o Seu agarrar-nos a nós. "Porque Deus é o que opera em vós, tanto o querer como o efectuar, segundo a Sua boa vontade" (Filipenses 2:13).
B - Em segundo lugar, Deus age com essa confiança porque, em última análise, não é sobre nós que recai o olhar do Pai, mas sobre o Manto da Justiça de Cristo que nos cobre. A admoestação da Testemunha Verdadeira, de Apocalipse 3 - a Laodiceia, de que se vista com vestidos brancos, destina-se a lembrar, não ao mundo mas à igreja, que conquanto as vestes da justiça de Cristo não cubram o pecado acariciado, elas cobrem a nossa carne não santificada - a natureza pecaminosa que teremos até ao dia da nossa transladação (ver Mensagens Selectas, livro 1, p. 373). As Vestes da Justiça de Cristo são, por conseguinte, a nossa Única Esperança de Aceitação - o Único Caminho para passar o elevado teste da santidade perfeita.

A Justiça Pela Fé Pode Ser Ilustrada de Muitas Maneiras:

- Pelo cutelo de Abraão brilhando sobre a carne fremente de Isaque (Génesis 22:10).
- Pela mitra brilhante que era colocada na cabeça do sacerdote - (Êxodo 28:36, 37).
- Pelos vestidos coloridos dos filhos de Aarão - (Idem, verso 4).
- Pelo incenso que era queimado diante do véu - (Êxodo 30:1-8).
- Pelo traje nupcial de Isaías - (Isaías 61:10).
- Pelos vestidos novos e limpos de Josué - (Zacarias 3:1-5).
- Pelo vestido nupcial da parábola das bodas - (Mateus 22:11, 12).
- Pelo vestido que é dado ao filho pródigo - (Lucas 15:22).
- Pela jorna imerecida que é paga aos trabalhadores - (Mateus 20:1-16).
- Pelo azeite das lâmpadas das virgens prudentes - (Mateus 25:4).
- Pelos vestidos brancos à disposição de Laodiceia - (Apocalipse 3:18).
- Pelos trajes celestiais que os remidos vestirão - (Apocalipse 7:9-15).
E, evidentemente, por muitas outras maneiras.

Mas a ilustração mais significativa para o nosso objectivo aqui é A PÉROLA DE GRANDE PREÇO (Mateus 13:45, 46). É de "grande preço" porque Cristo morreu por nós e porque Ele reclama como Sua a vida dos Seus seguidores. Só nos é concedida a posse dessa Pérola quando estamos dispostos a morrer pela sua aquisição. Mas vale a pena! Porque esta Pérola é a nossa garantia de eternidade, o nosso penhor daquele lugar em que os resgatados do Senhor viverão e cantarão com júbilo e "gozo e alegria alcançarão" (Isaías 35:10).

Calvin B. Rock, antigo presidente do Colégio de Oakwood, e vice-presidente da Conferência Geral dos Adventistas do 7º Dia. Texto da Revista Adventista de Agosto/Setembro, 1991. Artigo nº 3 do Tema: CRISTO JUSTIÇA NOSSA.


A LEI E O EVANGELHO

A lei contém o evangelho; o evangelho mantém a lei.
A lei é o evangelho entrevisto; o evangelho é a lei iluminada.
A lei indica a Cristo; o evangelho O contém.
A lei é o evangelho envolvido; o evangelho é a lei desenvolvida.
A lei é o evangelho encoberto; o evangelho é a lei descoberta.
A lei é o evangelho velado; o evangelho é a lei revelada.
A lei é a plenitude do evangelho esboçada; o evangelho é a plenitude da lei retratada.
A lei é o evangelho em seu mínimo; o evangelho é a lei em seu máximo.

Practical Lessons from the Experience of Israel, por F. C. Gilbert, p. 168, 169.


Vídeo do Blog Criacionismo do Pastor Dr Michelson Borges, Editor da Casa Publicadora Brasileira,
Links 1R dos meus blogs.

ELE  VIVE!  EVIDÊNCIAS  DA  RESSURREIÇÃO!





sábado, 19 de março de 2016

É  P'RA  RIR  OU  P'RA  CHORAR?...
E  COMO  É  QUE  A  CRIANCINHA  PODE  DORMIR?!!!

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L I V R O S
"A Incrível Viagem do Faquir que Ficou Fechado num Armário IKEA" não é só um bom (e longo) título, é um sucesso francês carregado de humor.

ROMAIN PUÉRTOLAS - O Escritor dos sete ofícios (Escreveu um bestseller num mês, mas já foi DJ e inspector da polícia).

Diana Garrido:
Romain Puértolas fala sem pressas e num tom baixo. Nada na sua expressão corporal deixa adivinhar a permanente insatisfação e curiosidade que o move.
Diz que lê dez livros ao mesmo tempo, cujas histórias se esquece passado pouco tempo. Escreve cinco obras em simultâneo sem nunca baralhar as personagens. Já foi DJ, professor de espanhol e francês, tradutor e intérprete, trabalhou no aeroporto de Barcelona no balcão de uma companhia aérea, controlador aéreo e finalmente inspector da polícia. "Aborreço-me com facilidade. Gosto muito de aprender e quando já sei tudo, quero mudar", explica o francês dos sete ofícios à TENTAÇÕES.
Além de todo este desassossego, fala cinco línguas (francês, espanhol, inglês, um pouco de alemão e russo) e agora também é escritor. "A Incrível Viagem do Faquir que Ficou Fechado num Armário IKEA" foi vendido para 40 países e já tem um filme à vista. O livro, diz Romain, foi escrito em apenas um mês. "Escrevo muito depressa. O próximo que vai ser editado demorou duas semanas e meia. Não estou a tentar bater o recorde do mundo nem nada, mas é a minha maneira de escrever. Acho que tem a ver com o facto de me aborrecer. Tenho tantas ideias que quero passar rapidamente à próxima, que é sempre a melhor."
Este livro foi escrito entre as notas do telemóvel e alguns guardanapos de papel. Até numa camisa branca, garante Romain, que se oferece para a mostrar. Não acreditamos: Para quê estragar uma camisa se há papel em todo o lado? Confessa depois que é apenas uma metáfora para essa capacidade de criar uma obra em qualquer lugar.
Aos seis anos já escrevia pequenos contos e até poemas. Mais tarde dedicou-se aos policiais, mas hoje já não se interessa muito por este estilo. "Gosto de histórias de crime quando não há polícia envolvida. Um polícia a investigar um crime não é original, é a realidade."
É que Romain não gosta de ler sobre aquilo que faz desde há cinco anos: investigação policial. "Era o meu sonho quando era miúdo. Queria ser uma mistura de Colombo e Starsky e Hutch. Mas depois estudei línguas na faculdade e esqueci-me disso. Há cinco anos pensei: 'O que é que vou ser a seguir?'"
A experiência como investigador dedicado a desmantelar redes de tráfico de imigrantes ilegais, ajudou às histórias com as quais Ajatashatru - o protagonista do livro - se vai cruzando. "Em buscas a camiões chegámos a encontrar 12 pessoas escondidas no tejadilho, de fraldas para aguentarem as muitas horas de viagem. Aquilo parece uma campa."
A ideia para o faquir - um vigarista que engana todos com truques baratos - também tem uma explicação. É que Romain, além de tudo o que já fez, teve uma série de programas no YouTube chamado "Trickbusters", em que se divertia a desvendar todos os truques de magia da história.
"Quando ia de férias para Espanha, para casa dos meus avós, costumava ver aqueles vigaristas a tentar enganar os turistas com o jogo das taças viradas ao contrário e da bolinha escondida. Eu percebia logo como aquilo era um truque e ficava mesmo chateado de ver os estrangeiros a perder dinheiro. Como é que os adultos caíam naquilo? Então decidi desmascarar os mágicos para proteger as pessoas."
Romain Puértolas mudou de casa 31 vezes em 38 anos. A mãe era militar e tinha de mudar muitas vezes. Essas mudanças aliadas ao facto de ser filho único, deram-lhe a prodigiosa imaginação que faz com que as ideias lhe surjam a toda a hora. "São tantas que não conseguiria escrever um romance para cada uma delas. Tenho uma série de coisas escritas que são inúteis."
Para conseguir aproveitar mais ideias, Romain tem uma técnica: escrever um outro livro dentro do livro, como é o caso deste.
O sucesso e o dinheiro que de repente entrou na vida deste autor francês não o mudou, garante: "Primeiro porque eu já sou meio louco e por outro lado, quando se tem a minha idade (38), uma mulher e filhos pequenos, temos de ser a mesma pessoa. Tenho as mesmas preocupações de sempre, por exemplo, o meu filho não dorme à noite, e essa é uma preocupação. Mas claro que é incrível porque esta é a minha paixão, escrever livros é o que quero fazer só que nunca ninguém os lia."
Além dos cinco livros que está a escrever, também está a trabalhar na adaptação deste livro para o cinema (uma produção francesa, com actores internacionais e falada em inglês).
Pelo sim pelo não perguntamos se os argumentos para cinema serão a próxima profissão do escritor. Parece que não, mas nunca se sabe. "Gosto de frases bonitas e um argumento não tem isso, é frustrante. Mas não sei, eu nunca sei o que vou fazer a seguir, essa é que é a surpresa."

Texto extraído das págs 30 e 31, secção Livros, do suplemento Tentações de uma revista Sábado.

(Que bom seria se o Senhor Romain Puértolas ouvisse este cântico!
Poderia já viver aqui o Céu e terminar com todo o seu "desassossego"... que tão mal faz ao sono do seu filhinho!!! E.E.)



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A RESPOSTA DE ARTHUR BERRY

Arthur Berry foi um famoso ladrão de jóias na década de 1920. Era um ladrão diferente, porque roubava somente dos muito ricos. Na verdade, não escolhia os que eram apenas ricos, mas sim os membros da nata mais refinada da época. A história conta que Arthur rejeitou muitas jóias, levando somente as mais finas e preciosas. Ele era um ladrão perito em artes. Como Arthur Berry roubava só a elite, ser alvo dele era motivo de status social. Esse tipo de popularidade causou sérios problemas para a polícia.
Bem, certa vez, durante um assalto, Arthur foi baleado e apanhado pela polícia. Em meio a dores por causa do ferimento, Arthur prometeu a si mesmo que nunca mais voltaria a roubar. Isso já era um começo. Mas acontecimentos estranhos fizeram Arthur fugir da prisão, e ele passou três anos foragido. Sua recaptura aconteceu quando uma mulher, com ciúme doentio, denunciou-o à polícia. Ele passou os 18 anos seguintes atrás das grades. Enquanto estava na prisão, Arthur convenceu-se de que o crime não compensa e decidiu que nunca mais voltaria a roubar.
Assim que deixou a prisão, Arthur foi morar numa pequena cidade em Nova Inglaterra. Ali, as pessoas nem suspeitavam de que ele tivesse sido um famoso ladrão de jóias. Com muito esforço e trabalho social ativo, logo se tornou um dos cidadãos mais respeitados da cidade.
Tudo ia muito bem com Arthur até que alguém veio visitar a cidade e reconheceu-o como o famoso ladrão de jóias. A notícia espalhou-se, e repórteres de grandes jornais correram até lá para entrevistar o ex-criminoso. Um jovem repórter fez a seguinte pergunta a Arthur:
- Sabemos que o senhor já roubou as pessoas mais ricas do mundo. Lembra-se de quem roubou a maior quantia?
Sem hesitar, Arthur respondeu:
- A pessoa de quem mais roubei foi Arthur Berry. Poderia ter contribuído para a sociedade sendo um negociador de ações da Bolsa de Valores, um professor ou um empresário bem-sucedido. Certamente teria sido capaz de fazer qualquer dessas coisas, mas, em vez disso, passei dois terços da minha vida adulta na prisão roubando a mim mesmo.

Dale Galloway in Histórias para o Coração do Homem, Editora Hagnos, São Paulo, Brasil.

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Integridade ética é uma das qualidades que instituições e empresas buscam naqueles que hão de compor o quadro dos seus funcionários. O quotidiano tem demonstrado que vivemos numa sociedade em que os postulados da ética têm sido cada vez mais raros nas pessoas e, por causa disso, relacionamentos profissionais e de amizade são quebrados por falta de valores éticos.
Adolfo Vasquez escreveu: "Ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade, ou seja, é a ciência de uma forma específica de comportamento humano." Ainda nesse contexto, George Knight, educador cristão norte-americano, acrescenta: "A ética é o estudo dos valores morais e da conduta. Preocupa-se em prover valores corretos como base para atitudes corretas."
A ética é um elemento da integridade do caráter da pessoa humana. Walter B. Clark, numa palestra para universitários nos Estados Unidos, afirmou: "O caráter é aquilo que você é no escuro e também o que você é de dia, quando acha que ninguém está a ver."
De facto, o caráter é a marca registada da pessoa. Em geral, faz-se referência a determinado produto através da sua marca. Uma marca diz bem ou mal do produto a que se refere e, consequentemente, do seu valor. Por falar nisso, qual é, e quanto vale a sua marca? A educadora cristã Ellen White escreveu: "A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus. Mas um tal caráter não é obra do acaso."
Entre as crises que atingem a sociedade moderna nos seus diversos segmentos, a crise de caráter manifesta-se de forma muito acentuada. William Shakespeare, o dramaturgo inglês, afirmou: "O homem que perdeu o dinheiro não perdeu nada; o homem que perdeu a saúde perdeu alguma coisa; mas o homem que perdeu o caráter perdeu tudo." O cenário social moderno é marcado por suborno, assédios moral e sexual, astúcia, engano, violência, perseguição no ambiente de trabalho* e outros. Todos estes elementos constituem fortes evidências de que vivemos numa sociedade enferma pela falta de princípios éticos, morais e espirituais nos seus vários segmentos. Júlio Schwantes afirmou: "Moralmente falando, a nossa época presencia uma rutura em larga escala com as normas do passado. A moral tradicional, herdada de um passado cristão, está a ser gradualmente carcomida pela incredulidade que se generaliza."
Como seres humanos, estamos inseridos num convívio social em que, constantemente, a interação de uns com os outros é uma necessidade imperativa. Isso é feito mediante conceitos e ideias que formamos ao longo da vida. Essa realidade sociológica é parte integrante do nosso contexto diário. Há cerca de dois mil anos, Jesus Cristo, o mestre por excelência, fez referência a um princípio básico no convívio social: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós."
O desenvolvimento de atitudes marcadas pela ética na família, na empresa, no lazer, na religião, contribui para um convívio social mais saudável. Comece agora!

*(Não! No meu trabalho não há nada disso. Pelo contrário! Lá é um pedacinho do Céu na Terra. Não só a Equipa da Coordenação nos apoia em tudo e o melhor que pode, como todos entre nós nos ajudamos, valorizamos e respeitamos muito. Até os utentes são uns queridos, compreensivos e simpáticos. É mesmo um prazer trabalhar ali! Desejo lá poder continuar por muitos mais anos... E.E.)

Nerivan Silva, Editor associado da nossa congénere brasileira Vida e Saúde.
Texto da revista portuguesa de saúde e família, Saúde e Lar, Julho de 2012, pág. 34, Publicadora SerVir.


           


Certamente que é a Revista sobre Saúde e Família MAIS ANTIGA de Portugal - 74 anos!!! - mas a MAIS JOVEM, com assuntos sempre muito modernos, interessantes e importantes!!! E como diz a OMS (Organização Mundial de Saúde) ela ensina baseada numa perspetiva de Saúde Total!
Como assinante desta revista há muitos anos, tenho muito gosto e forte convicção para a recomendar vivamente!
O seu diretor principal (médico da foto), Dr Samuel Ribeiro, é um Pediatra de longa e grande experiência, e com muitos conhecimentos importantes em variados assuntos de saúde (ver mais em M.p.S. 14.11.2012). Também pertencem ao seu quadro de colaboradores, muitas outras personalidades do nosso e de outros países, com larga formação e experiência.
Não hesite! "Sinta-se bem!" Assine-a já!!!