domingo, 26 de junho de 2011

PODE-SE SAIR DO HORROR DAS DROGAS?



... Muitos que especulam com drogas, julgam que passado o seu efeito, livrar-se-ão de tudo, 'safando-se' com vida. Mas não é fácil assim. Eis o bilhete de uma jovem guardado pela polícia de Long Beach:

SALMO DO VÍCIO EM HEROÍNA

A rainha Heroína é a minha pastora; nada me faltará.
Ela me faz deitar nas sarjetas,
Guia-me ao lado de águas turvas.
Destrói a minha alma;
Conduz-me pelas veredas da maldade, por amor do meu esforço.

Sim, andarei pelo vale da pobreza, e temerei todo o mal,
Pois tu, Heroína, estás comigo;
Tua agulha e cápsula tentam consolar-me.
Esvazias a minha mesa de alimento na presença da minha família,
Roubas a minha capacidade de raciocinar,
O meu cálice de tristeza transborda.

Certamente o vício da Heroína me acompanhará todos os dias da minha vida,
E habitarei na casa dos execráveis para sempre.

Este 'salmo' dactilografado, foi encontrado numa cabine de telefone pelo oficial Bill Hepler, do Departamento de Polícia de Long Beach.
No verso deste bilhete, que é uma dolorosa adaptação do Salmo 23, havia o seguinte trecho escrito à mão:

"Este é, verdadeiramente, o meu salmo. Sou uma jovem de 20 anos de idade, e no último ano e meio venho perambulando pela rua imunda do pesadelo dos viciados em entorpecentes. Quero abandonar a droga e tento, mas não posso.
A cadeia não me cura. Nem a hospitalização me ajuda por muito tempo.
O médico disse à minha família que teria sido melhor, e na verdade mais misericordioso, se a pessoa que me deu a droga pela primeira vez, tivesse pegado numa arma de fogo e estoirado os meus miolos. Quisera Deus que ela o tivesse feito!"

Dr Cleon Skousen no folheto: O Que Os Jovens Devem Saber Sobre Tóxicos


hhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh


As crises são uma constante na nossa sociedade. Crises financeiras, políticas, crises de credibilidade e de moral. Todas perturbam e incomodam. Mas a maior de todas é a crise existencial, a busca de sentido para a vida, a incerteza diante de tantos caminhos que se apresentam. Existe saída? Eis a grande questão...

Nunca houve na História um tempo de tanta liberdade, de tanto luxo, conforto e aparente democracia como hoje, mas, porque é que o homem não consegue ser feliz? Porque é que a paz interior parece estar sempre a fugir das nossas mãos, como algo que escorrega por entre os dedos? Nunca o ser humano viveu tão angustiado como hoje, nem tão vazio, tão desesperado. Os seus conflitos emocionais, as suas inseguranças económicas, as suas lutas familiares e sociais, as suas frustrações existenciais parecem tê-lo derrotado completamente.    ...

Por trás das marchas de protesto, das lutas sociais, das obras de caridade; por trás da busca incansável da paz, através do uso de drogas e satisfação dos sentidos, há uma frustração crescente que ninguém pode ignorar. Desde as desérticas terras até às ruas asfaltadas das grandes cidades, sem distinção de raça, idade, situação económica, sexo ou grau de instrução, o homem passa com um único clamor: "O que farei?" De que é que na realidade ele está à procura? Veja a forma dramática como o poeta espanhol Rúben Darío descreve, através dos seus sentimentos, a situação do homem moderno:

Feliz a árvore que é apenas árvore.
E também a pedra porque ela não tem vida,
Pois não existe dor maior do que estar vivo,
Nem maior desespero do que a vida consciente.

Ser e não ter rumo certo.
E o medo de ter sido e um futuro pavoroso
e a certeza espantosa de amanhã estar morto
e sofrer pela vida, pela morte,
Pelo que não sabemos e apenas suspeitamos.
E não saber aonde vamos
Nem de onde viemos...!

Sim, meu amigo, este é um quadro dolorosamente real do homem actual, mas o objectivo deste livro não é apenas descrever a trágica condição do ser humano. É acima de tudo, mostrar que há esperança.


HISTÓRIA DE VIDA-1
"Até Janeiro passado, eu era uma estranha, era rebelde, ladra, bêbada, toxicómana, adúltera, hippie. Uma pessoa egocêntrica e confusa. Há cerca de um ano atrás, fui a um estudo da Bíblia, levada pela curiosidade, pensando em confundir todos com as minhas perguntas. Mas naquela noite comecei a interessar-me pela Bíblia. Por fim, depois de meses de estudo, o texto de S. João 3:16 falou-me ao coração e entreguei a minha vida a Cristo. Nunca pensei que tal felicidade pudesse existir.

Cristo é aquilo que eu estava a procurar desde os meus tempos de adolescente. Ele é o 'Bem Maior' que eu procurava e não encontrava. Eu pensara que drogas, bebida, 'amor livre' e vaguear pelo país de um lado para o outro iriam tornar-me uma pessoa livre, mas todas estas coisas eram como armadilhas. O pecado deixou-me nesse estado de confusão, infelicidade e culpa, e quase me levou ao suicídio. Cristo libertou-me!
Ser cristão é maravilhoso, porque há sempre um novo desafio diante de nós. Há sempre muito que aprender. Agora, acordo feliz por ver um novo dia. Ele renovou-me."

HISTÓRIA DE VIDA-2
O cantor americano Johnny Cash diz: "Há alguns anos atrás, eu estava amarrado às drogas. Sentia pavor ao acordar pela manhã. Não tinha alegria, nem paz, nem felicidade na vida. Então, certo dia, desesperado, entreguei a minha vida completamente a Deus. Agora fico ansioso para despertar de manhã e estudar a Bíblia. As suas palavras penetraram directamente no meu coração. Isso não significa que todos os problemas tenham sido solucionados, ou que tenha alcançado a perfeição. Contudo a minha vida sofreu uma completa reviravolta."

HISTÓRIA DE VIDA-3
Desenvolvi o 1º ano do meu ministério num bairro de lata, na capital do meu país. Era um quarteirão habitado por gente necessitada e carente, na sua maioria, mas aquele lugar tornou-se cenário de conversões maravilhosas que o Espírito de Deus operou.
Certo dia, andando pelos estreitos caminhos daquele bairro, fui surpreendido por um cão que começou a latir. Inexperiente, cometi a imprudência de correr e em poucos segundos, não era só um mas uma matilha que corria atrás de mim. Assustado, tive que empurrar a porta de uma casa e esconder-me dos cães enfurecidos. Mas, quando percebi onde estava, teria preferido que os cães me tivessem agarrado lá fora. Era um quarto escuro e pouco ventilado, iluminado por duas velas grandes no centro de uma mesa. Havia um cheiro horrível. Em cima da mesa podia-se ver uma pequena montanha de cinza de cigarro e folhas de coca. À volta da mesa, mulheres bêbadas e, no chão, garrafas vazias de bebidas alcoólicas.

Numa fracção de segundos, vi-me rodeado pelas mulheres. Pedi deculpas. Expliquei que tinha entrado por causa dos cães, mas de nada adiantou a cortesia e as boas maneiras. Tive que ser, de certo modo, mal-educado e, à força, consegui sair.
Alguns dias depois, uma daquelas mulheres abordou-me na rua.
- Foi você que entrou lá em casa, outro dia, perseguido pelos cães?
- Sim - disse e pedi desculpas mais uma vez.
- Desculpas? - surpreendeu-se. - Não senhor, acho que nós é que temos que pedir desculpa.

Expliquei-lhe que eu era pastor e que estava todas as noites no salão, na parte alta do bairro, e convidei-a para assistir às nossas conferências.
Naquela noite, para minha surpresa, ela esteve lá. Tinha bebido bastante e dormiu durante a pregação. Voltou na noite seguinte e também na outra e na outra. Sempre bêbada, dormia enquanto eu falava.
Um dia, ela procurou-me. "Pastor" - disse angustiada e cheirando a álcool - "preciso de falar com o senhor. A minha vida é uma tragédia, o senhor pode pensar que eu não sei o que digo, porque estou sempre bêbada, mas infelizmente eu compreendo a minha situação, pastor, e estou desesperada.
Olhei para ela com simpatia. Era fácil ver no rosto, nos olhos, nas lágrimas que resistiam em sair, a tragédia de uma vida sem Cristo. Ela era uma alcoólica inveterada.

"Pastor" - continuou - "eu tive uma família bonita, um marido modesto e trabalhador e filhos maravilhosos. Não vivíamos na abundância, mas nunca faltou o pão de cada dia, até que me viciei na bebida. Não sei como aconteceu. Cheguei a um ponto em que a bebida era o mais importante na minha vida. Às vezes, o meu marido chegava à noite cansado de trabalhar e encontrava-me bêbada, os filhos com fome e abandonados. Foi assim o início da desgraça. Ele começou a bater-me, mas nem por isso eu parava de beber. A vida em casa tornou-se insuportável. Um dia, enquanto ele estava no trabalho, tive coragem de pegar nas minhas roupas e abandonar o lar, o marido e os filhos, e o mais pequeno tinha apenas dois anos. Vim morar para este bairro onde, para sobreviver, me entreguei a uma vida de promiscuidade e abandono."


Doía, doía muito ver como o pecado arruína completamente a vida das pessoas e as leva a cometer coisas que a própria pessoa não entende depois.
"Todo este tempo em que estive a assistir às conferências" - continuou a mulher - "tenho sentido que a minha vida não pode continuar assim: tenho que parar de beber.
Mas, pastor, quando estou lúcida, lembro-me dos meus filhos, do meu marido e a angústia toma conta de mim. Então, para esquecer, torno a beber e assim a minha vida entrou num círculo vicioso."

A promessa de Deus é que "Ele nos libertará das concupiscências deste mundo". "Ele nos manterá sem queda". "Ele nos dará uma nova natureza". "Ele transformará o nosso ser".
E foi isso o que aconteceu com aquela mulher. Desde o fundo do poço do desespero e culpabilidade, desde as profundezas das sombras de miséria e angústia, ela clamou a Deus: "Ó Senhor transforma o meu ser, muda o rumo da minha vida, liberta-me da escravidão do vício que me domina, dá-me uma nova natureza." E Deus ouviu-a. Ninguém viu, mas o poder de Deus criou uma nova criatura.

Ela largou a bebida, mas passou a conviver com a tristeza pelo abandono do marido e dos filhos. Era uma realidade lacerante, feria a carne e fazia sangrar o coração. Doía vê-la sofrer e foi por isso que procurei o marido. Era um homem bom. Levantava-se de madrugada, preparava a comida para os filhos e dirigia-se para o trabalho. O filho mais velho, de doze anos, aquecia os alimentos para os irmãos mais novos. O homem voltava para casa à noite, cansado, e ainda tinha que arrumar a casa e lavar a roupa. Era uma vida de sacrifício.
Foi difícil dizer alguma coisa perante aquele quadro. Finalmente, após algumas visitas, disse-lhe que vinha em nome da esposa. Ele mudou de atitude. Quase cuspiu fogo pelos olhos, e disse:
"Não me fale dessa mulher, ela arruinou a minha vida e a dos meus filhos. Aliás, ela acabou com a nossa vida porque o que nós vivemos hoje não é vida."
Os dias foram passando e com o tempo tornámo-nos amigos. Disse-lhe que a esposa que o abandonara tinha morrido, que hoje ela era outra mulher, já não bebia, e que sofria por ter abandonado a família.

Ah! O Espírito Santo consegue coisas que para o homem são impossíveis! Alguns meses depois, ele aceitou ver a esposa. Marcámos o encontro. Naquela noite orei a Deus e pedi que fizesse mais um milagre na vida dessa mulher, que tocasse o coração daquele homem, que reconstruísse aquele lar desfeito pelo pecado. Sabe, existem momentos que marcam a vida para sempre. E aquele foi um desses momentos na minha vida.

Lá estava o marido, rodeado pelos filhos. A mulher aproximou-se e caiu aos pés deles.
- Perdoem-me - disse ela chorando - perdoem-me, eu não mereço, mas por favor perdoem-me. Já perdi todos os direitos que tinha, não sou ninguém, quero apenas que me permitam cuidar de vós. Serei uma serva, nunca reclamarei nada, só quero ficar perto e cuidar de vocês e fazer tudo o que deixei de fazer.

Foram momentos dramáticos e emocionantes. No silêncio do coração continuei a orar.
De repente o homem levantou a mulher e perguntou:
- Já não bebes?
- Não. Há meses que Cristo me ajudou a deixar a bebida.
- É inacreditável! - completou o marido emocionado. - Quando o pastor me disse que já não bebias, eu não acreditei, quis verificar com os meus próprios olhos. Dizes que foi Cristo que te ajudou? Então eu quero conhecer o Cristo que foi capaz de fazer esse milagre.

Nesta altura, dei meia-volta e, escondendo duas lágrimas, retirei-me.
Meses depois tive a alegria de ver baptizados aquele homem, a sua mulher e o filho mais velho de 12 anos.

Eu não contaria esta história se não fosse porque, meses depois, durante um piquenique, eu estava sentado sozinho na margem de um rio, quando senti alguém atrás de mim. Virei-me e vi aquela mulher com um gelado na mão. "Pastor" - disse ela - "procurei-o por todo o lado. Há uns minutos deitada à sombra das árvores, comtemplava o meu marido e os meus filhos a jogarem à bola." Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas e, com voz entrecortada pela emoção, continuou: "Entende, pastor? O meu marido e os meus filhos. Ah, Pastor! Eu não tinha nada na vida! Eu tinha arruinado tudo, eu tinha atirado fora tudo para ir atrás da bebida. E agora estou aqui com o meu marido e os meus filhos. Deus achou-me perdida, chamou-me, perdoou-me, transformou-me e devolveu-me o marido e os filhos. Eu nunca poderei agradecer o suficiente a Deus, pastor! E de repente, tive vontade de gritar: Sou Feliz! Ah, como sou feliz! Então, lembrei-me do senhor e comprei este gelado. Não tenho muitos recursos, não tenho um presente melhor, mas aceite este gelado com o meu muito obrigada, porque um dia Deus enviou uns cães atrás de si para entrar na minha casa."

Meu amigo, tenho saboreado vários gelados na minha vida, mas nunca um como este. Aquele era o gelado da gratidão, do amor, do perdão de uma mulher que um dia viveu trémula, angustiada e vazia, escondida no seu vício, ... com a sua miséria, e Deus enxugou as suas lágrimas, perdoou-lhe, transformou-a e deu sentido à sua vida.

Alejandro Bullón in A Crise Existencial - Publicadora SerVir


O iceberg da doença física, mental, social, espiritual. Da desgraça!

NÃO SE DEIXE ENGANAR! Não vá nessa onda... coloque os pés em terra firme.



A dependência das drogas é também uma doença da alma. «O remédio não está apenas nas mãos de um psicólogo ou psiquiatra, porque não é só uma alteração da mente. É uma ferida do espírito que precisa do médico divino.»

«POSSO TODAS AS COISAS N'AQUELE QUE ME FORTALECE»
- Filipenses 4:13





sexta-feira, 17 de junho de 2011

QUEM MATOU OS DINOSSAUROS?



Sem dúvida que ninguém pode provar no laboratório que a evolução de novos tipos básicos ocorreu ou esteja a ocorrer, assim como os adeptos do relato bíblico acerca da origem das espécies não poderão dizer que aconteceu desta ou daquela maneira. Contudo, as evidências parecem vir mais em apoio da teoria do livro do Génesis.

Tomemos o caso da ordem das camadas fósseis na superfície terrestre, pela qual os evolucionistas afirmam que os animais complexos (os mamíferos), situados nas camadas superiores, evoluíram através de longas eras dos animais mais simples, situados nas camadas inferiores (os braquiópodes e os trilobitas).

Será que um dilúvio universal, tal como está escrito na Bíblia (Génesis 6 a 8), não poderia ter feito também aquela ordem num mundo em que todas as espécies de animais estavam vivas ao mesmo tempo? Não numa súbita inundação esmagadora, mas subindo gradualmente durante um período de seis semanas até atingir uns 6 metros acima do mais alto monte antediluviano?

É fácil aceitar-se que, se as águas subiam cada vez mais alto, animais como os trilobitas, que não puderam fugir, serem os primeiros a ser subterrados. Mas os mais complexos, que puderam subir para terrenos mais altos, ficarem em camadas acima da dos trilobitas.

E os mais ágeis escaparem das águas para os altos montes, chegando aí também a sua vez de ficarem sepultados, ou de serem deixados mortos à superfície quando terminou o dilúvio.
Teria sido a coisa menos natural e mais estranha se um dos brontossauros se tivesse deixado sepultar com os trilobitas nalgum baixio, à primeira enchente das águas diluvianas. Não é isso o que faz prever quando encontramos nas colinas fósseis de dinossauros?

Se a teoria evolucionista fosse certa, e se o dilúvio não tivesse existido, muitos anos teriam que passar antes que a carcaça do mamute da Sibéria, encontrada subterrada numa série de camadas de terra e gelo (ainda com a carne e o pelo intactos, e com o estômago cheio de erva não digerida) fosse coberta por essas camadas. Por que não se decompôs a sua carne ou não foi devorada pelos lobos? Note-se que o mamute nem sequer era um animal de climas gelados! Isso significa que as regiões polares seriam, antes do dilúvio, com temperaturas deleitosas e que foi o clima extremo, provocado por essa catástrofe universal, que o congelou abruptamente, assim como a muitos outros animais, que aí deram lugar ao maior jazigo fóssil do mundo.

Assim, poder-se-ia dizer que a ordem dos fósseis não é provocada pela acção do tempo geológico apenas. E, realmente, que provas há de que enormes cataclismos do passado remoto não tenham podido alterar por completo a crosta terrestre, assim como o princípio da uniformidade do chamado período geológico, o padrão da radioactividade e a qualidade do método de datação do carbono14?

Sabe-se que, ainda hoje, há determinadas tendências nos corpos que os paleontólogos não sabem explicar, o que não permite calcular com segurança a sua idade, quer antes quer depois do dilúvio, há 4350 anos.

A propósito dos efeitos causados pelo dilúvio, uma escritora americana, Ellen G. White, escrevia: «A terra apresentava-se com um aspecto de confusão e desolação impossíveis de descrever. As montanhas, que eram tão belas na sua perfeita simetria, ficaram despedaçadas e irregulares. Pedras, recifes, rochas ficaram espalhadas pela superfície da terra. Em muitos lugares, colinas e montanhas desapareceram, não deixando vestígios do lugar em que se achavam. Planícies haviam dado lugar a cadeias de montanhas.»

A profundidade dos fósseis pode pois contar-nos quão profundo aquela catástrofe universal escavou a superfície da terra e impeliu para cima os picos das montanhas! De Ararat, onde a arca de Noé aportou, pode-se ver o estado caótico em que a terra ficou, com uma região inóspita - a do chamado «Crescente fértil», entre a Mesopotâmia e o Egipto - um autêntico areal! Foi a partir daquele monte que os descendentes de Noé se espalharam pela planície entre o Tigre e o Eufrates. Mais tarde, os seus netos e bisnetos, da geração do seu filho Jafet, espalharam-se para o norte, indo até à Europa.

E, segundo o cientista escritor Frank Lewis Marsh, é possível que o homem de Neanderthal e o de Cro-Magnon (que os evolucionistas acreditam ser o ancestral do homem moderno), há dezenas de milhares de anos, não tenham mais de 4000 anos e que, depois do dilúvio, vieram habitar cavernas, por não terem lares, então completamente destruídos.

Não foram eles os autores de quadros de mamutes lanosos, rangíferes, cavalos e bisões? A construção, mais tarde, da torre de Babel, pelos descendentes do segundo filho de Noé, Cao, mostra bem a carência de casas que se faziam sentir. Já Sem, o terceiro filho do patriarca, deixou-se ficar pela região montanhosa, dando origem aos árabes e judeus. Não é isto credível?

Evolução ou catastrofismo? Não se referem as tradições dos povos pagãos mais antigos ao dilúvio? Não lhe fez Cristo - todo omnisciente e presente - referência? (Mateus 24:38).

Não existindo ele, quem matou os dinossauros todos ao mesmo tempo? Diz-se que foi um meteorito, como se eles estivessem todos dentro de um campo de futebol! E por que não matou ele também os outros animais?

Daniel da Fonseca Simões da Silva - Pastor da Igreja Adventista do 7º Dia, licenciado em Teologia, História e Direito

Faleceu a 27 de Fevereiro de 2006 em Coimbra. «Durante o longo período de doença, nunca lhe ouvimos uma palavra de revolta ou de queixa. Havia, sim, palavras de grande confiança no seu Salvador, revelando uma grande paz interior, só possível a quem tem tudo acertado com o Mestre.» Pr José Eduardo Teixeira

Desejo muito abraçar este meu apreciado e saudoso primo - irmão (mães e pais irmãos) no dia em que Jesus Cristo voltar, para vivermos para sempre com Ele, nossos queridos e amigos, no Lar Eterno! Edite da Fonseca Simões da Silva Esteves  (clique na imagem para aumentar)


O  Mundo  da  Natureza,  o  Mundo  do  Homem,  o  Mundo  de  Deus:  todos  eles  se  encaixam. - Johannes Kepler (1571-1630)

O  facto  mais  incompreensível  a respeito  do  Universo  é  que  ele  é  compreensível! - Albert Einstein (1879-1955)

Criacionistas  e  evolucionistas  possuem  exactamente  os  mesmos  dados.  A  realidade  é  a  mesma  para  eles.  Contudo,  a  percepção  dos  dados  pode  ser  notavelmente  diferente  para  ambos,  dependendo  da  perspectiva  do  indivíduo,  das  suas  pressuposições,  cosmovisão  e  até  mesmo  das  suas  tendências. - Dr. Henry Morris (1918-2006)


quarta-feira, 1 de junho de 2011

A SOCIEDADE DAS SURPRESAS



- Eu gostava de ser pirata - disse o Beto. Às vezes estou tão aborrecido que gostava de fazer qualquer coisa importante, para chamar a atenção.
- Tens toda a razão - disse Rosita, a irmã mais nova. Eu também gostava muito de ter algo de grande para fazer.
Esta conversa teve lugar durante as férias. Ainda faltava um mês para a escola abrir e os dois irmãos já estavam cansados sempre das mesmas brincadeiras. Queriam qualquer coisa nova, diferente, emocionante.
- Mas, não podemos ser piratas - disse Rosita - pois seríamos presos. E ainda mais, o porto mais próximo está quase a 200 quilómetros de distância. Como chegaríamos até lá?

- Não é bem assim - explicou o Beto - eu estava a falar em ser pirata de brincadeira. Mas então o que sugeres que façamos para nos divertirmos?
- Vamos pensar. Talvez nos ocorra alguma coisa.
Assim, os dois puseram-se a pensar. Durante alguns minutos ficaram em silêncio.
Então, o Beto, pôs-se em pé de um salto.
- Já sei! Vamos formar a  SOCIEDADE  DAS  SURPRESAS.
Eu sou o presidente e tu, Rosita... bem, podes ser a minha secretária.
- És um génio, Beto! - exclamou a menina - Qual é a finalidade da Sociedade das Surpresas e o que vamos fazer?
- Ora, Rosita, vamos fazer surpresas às pessoas.
- Ah, sim! Compreendo. Mas que tipo de surpresas?

- Boas surpresas, claro. Vamos saber entre os nossos vizinhos e conhecidos quais necessitam de auxílio e depois ajudá-los sem eles saberem quem os ajudou.
Assim já não nos vamos aborrecer mais.
- Concordo! - disse a Rosita. - Que tal começarmos já?
- Vou pôr numa lista as coisas que poderemos fazer e depois vamos escolher as pessoas.

O Beto correu ao seu quarto para ir buscar um caderno e um lápis para fazer anotações.
Ao voltar lembrou à irmã:
- Olha, Rosita, é uma sociedade secreta, por isso temos de manter segredo.
- É claro! - concordou - se alguém souber das nossas actividades, a Sociedade das Surpresas vai ter de mudar de nome.
Naquela tarde, quando a mãe voltou da cidade, ficou estupefacta. Que teria acontecido?

Depois do almoço tinha saído à pressa, deixando a louça suja e esta tinha desaparecido! O lava-louça estava limpo, as coisas nos seus devidos lugares e a mesa posta para o jantar. Até os vidros da janela tinham sido lavados!
A casa estava em silêncio. Que boa alma teria feito aquilo?
Quando os meninos entraram em casa a mãe perguntou-lhes se a tia tinha estado lá naquela tarde. O Beto respondeu que não.
- Não percebo e continuo admirada - disse a mãe. Quem teria feito tudo isto? Hoje até posso sentar-me a descansar depois do jantar!

Mas em cima da mesa a D. Laura encontrou uma carta. Abrindo-a leu: "A Sociedade das Surpresas veio visitá-la esta tarde".
- Gostava de saber quem são - disse a mãe.
- Eu também - acrescentou o Beto.
- Olhem, o papá já chegou. Vamos jantar? - perguntou a Rosita.
E assim fizeram.



Na manhã seguinte os dois meninos dirigiram-se a casa da D. Eugénia, uma senhora doente com a qual ninguém se importava. O Beto transportava cuidadosamente um embrulho. Olhou pela janela e viu que a D. Eugénia estava a dormir. Abriu a porta devagarinho e entrou com a irmã. Atravessaram a sala na ponta dos pés e ele colocou o pacote que trazia sobre a mesa da cozinha. Ao saírem a Rosita estava tão nervosa que tropeçou ao fechar a porta.

- Cuidado - cochichou o Alberto.
O ruído despertou a D. Eugénia.
- Quem está aí? - perguntou?
Mas eles já se tinham afastado tão rápido quanto o permitiam as suas pernas. A senhora abriu o pacote e encontrou três ovos.
- Que bom! - murmurou - quem os terá trazido? Era mesmo o que eu precisava para o almoço.
Ao examinar o papel em que os ovos estavam embrulhados, leu: "Com um carinhoso bom dia da Sociedade das Surpresas".

Tito, um colega do Beto, estava doente, com sarampo. Claro que tinha de ficar o tempo todo no quarto e isso causava-lhe imenso tédio e tristeza. Da cama só podia ver um pedacinho de jardim, rodeado por uma cerca alta de madeira.
Uma tarde, quando olhava pela janela, viu, de repente, qualquer coisa passar por cima da cerca e cair sobre a relva. Era uma caixa de papelão presa a um cordão.

- Mãe, depressa! - chamou o Tito.
- Por favor, vá ver o que está no jardim.

A mãe, surpreendida, foi ver o que era e trouxe o pacote que o Tito abriu com muita curiosidade. Era uma caixa quadrada contendo quatro pacotinhos. Num deles estava escrito: "Abre na 2ª feira"; no segundo: "Abre na 4ª feira"; no terceiro: "Abre na 6ª feira" e no último: "Abre no domingo".
Apeteceu-lhe abrir os pacotes todos logo, mas depois, reflectindo melhor, resolveu concordar com a brincadeira.
Assim, aguardou com ansiedade a chegada da 2ª feira. Abriu o pacote.
- Uma caixa de tintas! - exclamou - há tanto tempo que eu desejava uma caixa destas! Quem será que me deu este presente?
Dentro da caixa havia um bilhetinho: "Com os votos de rápidas melhoras da Sociedade das Surpresas".
Ele ficou intrigadíssimoo, mas por mais esforço que fizesse para descobrir quem era o responsável pela tal Sociedade, não conseguiu descobrir nada. Foi uma semana bem passada!


E assim, o Beto e a Rosita continuaram a pôr em prática o seu plano, entre os vizinhos.
Como se mantinham ocupados nem se aperceberam que as férias estavam a acabar. A mãe também andava intrigada com o comportamento estranho dos filhos. "O que será que se passa com aqueles dois?" pensava ela. "Antes estavam sempre a brigar, agora até parecem dois 'anjinhos'!"
- Rosita - disse um dia o Beto - creio que está na hora de voltarmos a casa da D. Eugénia para lhe fazermos uma nova surpresa. Que achas?
- Boa ideia. Vamos levar ovos e algumas flores do nosso jardim.


Era a segunda vez que a Sociedade das Surpresas visitava a velhinha. O Beto e a irmã agiram como da primeira vez: entraram pela porta sem fazer barulho para que a dona da casa não os pressentisse. Colocaram os presentes em cima da mesa e saíram devagar. Como estavam muito preocupados em não fazer barulho, não notaram a presença de um senhor sentado - era o médico, que observou tudo. A princípio pensou que se tratava dos netos da D. Eugénia, mas depois lembrou-se que ela não tinha qualquer família. Ficou bastante intrigado com o facto. Foi até à mesa e viu o cartão - já conhecido da vizinhança - com os dizeres: "Com todo o carinho da Sociedade das Surpresas".

Estava desvendado o mistério da Sociedade das Surpresas!
- Agora já percebo o que a senhora me contou na última visita que lhe fiz - disse o Dr. Almeida à sua doente - e também explica o caso que me relatou ontem o Tito Costa.
Alguns dias depois, o Beto e a Rosita receberam em casa uma carta, dirigida à Sociedade das Surpresas, contendo um convite para passarem uma tarde em casa do Dr. Almeida.


- Como será que nos descobriram? - perguntou a Rosita curiosa e acrescentando: - cumpri a minha palavra. Não contei a ninguém o nosso segredo.
Agora era a vez deles de estarem intrigados.
No dia marcado, foram a casa do médico. Que tarde formidável ali passaram! Piscina, lanche, jogos, tudo à sua disposição! No fim do dia uma última surpresa: dois pacotes muito bem embrulhados, com o nome de cada um dos sócios da Sociedade das Surpresas, Beto e Rosita.
- Aceitem estes presentes - disse o Dr Almeida - como recompensa pelos muitos presentes - surpresa que deram aos outros.
Claro, eles não sabiam como é que o médico os tinha descoberto e ele mesmo não quis revelar o segredo, mas o Beto e a Rosita estavam muito felizes.

Chegaram à conclusão que o que fizeram naqueles dias os divertiu muito mais
do que brincar aos piratas!



Nosso Amiguinho

(Publicadora SerVir)

domingo, 15 de maio de 2011

RETRATOS DA FAMÍLIA DE JESUS


UM NAZARENO

"E chegou e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno." Mateus 2:23

       "Lá no alto dos montes da Galileia, a Norte de Samaria e a vários dias de viagem a Norte de Jerusalém, fica a pequena vila montanhosa de Nazaré. ... Nazaré era tão pequena que nem se acha entre as 200 cidades mencionadas pelo historiador Josefo. ... Mesmo entre os galileus, Nazaré tinha a reputação de ser perversa. Natanael apenas deu voz à opinião geral sobre os nazarenos quando perguntou: "Pode alguma coisa boa sair de Nazaré?" Foi para esta zona que Jesus e os Seus pais foram viver depois de saírem do Egipto. ...

       "O local mais sagrado deste mundo teria sido grandemente honrado pela presença do Redentor do mundo durante um ano apenas. Os palácios dos reis teriam sido exaltados por receberem Cristo como hóspede. Mas o Redentor do mundo passou de lado as cortes reais e fez o Seu lar numa humilde vila da montanha, durante 30 anos, conferindo, assim, distinção à desprezada Nazaré."

       "Pouco sabemos da infância de Cristo. Rodeado pela Natureza e educado pela Sua mãe, passou os Seus primeiros anos continuamente exposto a tentações. Tinha que estar constantemente em guarda para Se manter puro e sem mácula entre tanto pecado e perversidade. "Cristo não escolheu por Si mesmo este lugar. O mesmo foi escolhido pelo Seu Pai celeste - um lugar onde o Seu carácter seria experimentado e provado de vários modos. Os primeiros anos de Cristo foram sujeitos a rigorosas provas, durezas e conflitos, para que desenvolvesse o carácter perfeito que O torna um perfeito exemplo para as crianças, os jovens e os adultos."

A LUZ DO SEMBLANTE DO SEU PAI

"E o Menino crescia, e Se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele." Lucas 2:40

       "Jesus tornou-Se conhecido como 'o filho do carpinteiro' (Mateus 13:55). "Quando trabalhava no banco de carpinteiro, fazia tanto a obra de Deus, como quando fazia milagres em favor da multidão." O Seu trabalho era tão perfeito como o Seu carácter. ...
Dedicava-Se a cada tarefa com alegria e diligentemente. Muitas vezes, a Sua família ouvia o som de um salmo ou de um cântico do lugar onde Ele trabalhava. "Ele trabalhava no ofício de carpinteiro com o Seu pai José, e todo o artigo que fazia, era bem feito."

       "No tempo de Cristo, a vila ou cidade que não providenciasse instrução religiosa para a juventude era considerada sob a maldição de Deus. Todavia, o ensino era formal. "Jesus não recebeu a Sua instrução na sinagoga. O trabalho útil, o estudo da Natureza, o aprofundar das Escrituras, e as experiências da vida do dia-a-dia numa cidade pequena, serviam como livros de estudo de Deus, desenvolvendo a Sua mente activa e penetrante. Ele apresentava uma sabedoria e atenção que ultrapassavam os Seus contemporâneos.
       Os escribas e anciãos pensavam que poderiam facilmente influenciar, com as suas interpretações, uma criança tão gentil e humilde. No entanto, quanto mais tentavam moldá-l'O, mais se consciencializavam de que a Sua compreensão era superior à deles. "Não podendo convencê-l'O, procuraram José e Maria, e expuseram-lhes a Sua atitude de insubmisão. Por isso Ele foi repreendido e censurado." Ocasionalmente Maria, pedia-Lhe que Se sujeitasse aos ensinos deles, mas nada O conseguia desviar dos princípios, e, por causa disso, os rabis tornaram a Sua vida muito amarga. "Mesmo na Sua juventude teve que aprender a dura lição do silêncio e da paciência no sofrimento."

       A vida de Cristo foi assinalada pelo respeito e amor para com a Sua mãe." Ele amava os seus irmãos, mas eles desprezavam-n'O; e não eram só eles. "Não faltou quem procurasse lançar sobre Ele desprezo por causa do Seu nascimento e mesmo na infância teve de enfrentar olhares desdenhosos e maliciosas murmurações. Se Ele tivesse respondido com uma palavra ou um olhar impaciente, se tivesse cedido aos irmãos num só acto errado teria fracassado em ser um exemplo perfeito." O facto de não Se juntar a eles em planos proibidos fez com que os Seus amigos O apelidassem de limitado e puritano. Mas Ele suportou cada insulto com paciência. Embora evitasse a controvérsia, o Seu excelente exemplo era uma censura constante para aqueles que, à Sua volta, escolhiam o caminho do pecado. "O desenvolvimento do carácter perfeito de Jesus desde a infância à idade adulta, sem pecado, é, talvez, o facto mais espantoso da Sua vida inteira. Confunde a imaginação."

SEGUNDO O COSTUME

       O 12º ano marcava, para um rapaz judeu, o fim da infância. Aos 13 anos, os jovens Hebreus tornavam-se pessoalmente responsáveis por observar os mandamentos. No tempo de Cristo, todos os homens de Israel deviam ir perante o Senhor em Jerusalém na altura das festas anuais da Páscoa. ...
       "Todas as cerimónias da festa eram símbolos da obra de Cristo. A libertação de Israel do Egipto era uma lição objectiva da redenção, que a Páscoa se destinava a conservar na memória. O cordeiro imolado, o pão asmo, o molho dos primeiros frutos, representavam o Salvador. Para a maioria das pessoas, no tempo de Cristo, a observância desta festa degenerara em mera formalidade. Mas qual era o seu significado para o Filho de Deus?!..."

OS NEGÓCIOS DO MEU PAI

       José e Maria completaram os dias, como lhes era pedido na Páscoa, e iniciaram o seu regresso a casa. Nenhum deles tinha a menor razão para duvidar que Jesus estivesse no grupo que se encontrava a caminho de casa. ...

       Dia após dia, enquanto os sacerdotes faziam os serviços da Páscoa, Jesus viu como o seu significado se aplicava a Si, e o mistério da Sua missão tornou-se claro. Compreendendo que era o Filho de Deus, deixou-se ficar no Templo para obter uma compreensão mais profunda da Sua missão e para comungar com Deus em silêncio.
       Durante esse período de meditação, foi atraído para um dos átrios cobertos da estrutura do Templo. Aqui, os rabis sentavam os seus pupilos no chão enquanto os ensinavam pelas Escrituras. Fazendo perguntas e respondendo às suas questões, levavam a discussões sobre a passagem escolhida. Jesus juntou-Se a eles e ouviu com atenção. Fez-lhes perguntas pertinentes, desejando conhecer a sua interpretação das profecias que anunciavam o advento do Messias. Em breve ficou evidente para os homens mais velhos que Ele era um estudante dotado. As Suas respostas criteriosas às perguntas que Lhe faziam, espantavam-nos. A Sua compreensão das Escrituras era vasta, a profundidade do seu entendimento era extensa. Explicava as Escrituras de maneira renovada e compreensiva. Viram n'Ele, imediatamente, um grande professor em Israel. Cada um desejava ser o Seu tutor, moldar a Sua mente.

       Quando a caravana parou para descansar, Maria e José deram, finalmente, pela falta do seu Filho. Recordando-se da tentativa de Herodes para O matar, o medo apertou-lhes o coração. Como puderam ser tão negligentes? Rapidamente, voltaram pelo mesmo caminho até Jerusalém. No dia seguinte, ouviram uma voz familiar, e, quando O encontraram na escola rabínica, a Sua mãe ralhou-Lhe por lhe ter causado preocupação. A Sua resposta mostrou que, pela primeira vez, tinha compreendido o Seu relacionamento especial com Deus. "'Porque é que Me procuráveis? Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai?' E, como parecessem não compreender as Suas palavras, apontou para cima. Havia no Seu rosto uma luz que os levou a meditar. A divindade irradiou através da humanidade." Ele não merecia ser censurado, pois não os tinha deixado; eles é que tinham partido sem Ele.

       No Templo, Maria tomou consciência de que Jesus tinha em mente o Seu relacionamento com o Seu Pai celestial, não com José. "Maria ponderava aquelas palavras no seu coração; no entanto, ao mesmo tempo que acreditava que o seu Filho havia de ser o Salvador de Israel, não compreendia a Sua missão." ... Tal como Jesus tinha estado perdido para ela durante 3 dias, iria, novamente, estar perdido para ela quando fosse oferecido pelos pecados do mundo.

       "Jesus é o nosso exemplo. Muitos há que se detêm com interesse sobre o período do Seu ministério público, enquanto passam por alto os ensinos dos Seus primeiros anos. É, porém, na vida doméstica que Ele é o modelo de todas as crianças e jovens."

UM SALVADOR PESSOAL

       Quando Jesus era criança, em Nazaré, os Seus irmãos tinham tentado intimidá-l'O e controlá-l'O. Quando chegavam as provações, Ele aceitava as contrariedades com serenidade. A Sua dignidade enfurecia os Seus irmãos. "Jesus amava os Seus irmãos e tratava-os com inexaurível amabilidade; mas eles tinham ciúmes d'Ele e manifestavam para com Ele a mais decidida incredulidade e desdém. Não conseguiam entender o Seu procedimento." Uma vez mais eles pensaram que sabiam o que era melhor para o Seu Irmãozinho e procuraram controlá-l'O. Jesus tinha acabado de curar o homem possuído do demónio, cego e mudo. "E, falando Ele ainda à multidão, eis que estavam fora a Sua mãe e os Seus irmãos, pretendendo falar-Lhe." ( Mateus 12:46).

       Os discípulos talvez tenham levado o recado a Jesus, mas Ele já sabia qual era a missão da Sua família. Voltando-Se para o mensageiro, respondeu: "Quem é a Minha mãe? E quem são os Meus irmãos?" (verso 48). Estendendo a mão, apontou para os Seus discípulos. "Eis aqui a Minha mãe e os Meus irmãos; porque, qualquer que fizer a vontade do Meu Pai, que está nos Céus, este é o Meu irmão, e irmã e mãe." (verso 49, 50). Jesus amava a Sua família, mas era claro que eles não tinham o direito de interferir no Seu ministério nem de O controlar. Tal como fizera no Templo em Jerusalém quando era apenas um rapaz, Jesus voltou a afirmar que tinha de cuidar dos negócios do Seu Pai.

       Quem aceitar Deus como seu Pai é um membro da família de Deus (Efésios 3:14, 15). "Os laços que unem os cristãos ao seu Pai Celestial e entre si são mais fortes e verdadeiros até mesmo do que os laços consanguíneos, e mais duradouros."

"NÃO É ESTE O CARPINTEIRO?

"E não podia ali fazer obras maravilhosas; somente curou uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. E estava admirado da incredulidade deles!" Marcos 6:5, 6

       Enquanto os galileus corriam para Jesus, os Seus próprios vizinhos recusavam-se a acreditar. Seguiam as notícias sobre o Filho da sua terra com interesse, mas duvidavam que Ele fosse, realmente, o Messias. "Depois de ter sido aí rejeitado, a fama das Suas pregações e milagres encheram a Terra. Ninguém podia agora negar que possuía poder sobrenatural. O povo de Nazaré sabia que Ele andava a fazer o bem, e a curar todos os oprimidos de Satanás."
       Agora, na Primavera de 30 d. C., perto do fim do Seu ministério na Galileia, Jesus pôs-Se a caminho pela familiar estrada de montanha para Nazaré. Chegou antes do Sábado, e no dia de Sábado foi à sinagoga e levantou-Se para ensinar. À medida que as Suas palavras caíam nos seus ouvidos, o Espírito Santo tocou os nazarenos, mas parecia demasiado incrível que o seu vizinho fosse o Filho de Deus. "De onde Lhe vêem estas coisas? E que sabedoria é esta que Lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por Suas mãos? Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simeão? E não estão aqui connosco as Suas irmãs? E escandalizavam-se n'Ele (Marcos 6:2, 3).

       Como José já tinha falecido, as pessoas referiam-se a Jesus como 'o Filho de Maria'. Como Se sentiria ela com respeito ao seu Filho? Nesta altura, os Seus irmãos e irmãs não acreditavam que Ele fosse o Messias (João 7:5). Aqueles que cresceram com Ele e testemunharam o Seu carácter e actos de compaixão não se sentiam atraídos para Ele, porque a Sua vida exemplar apresentava a deles numa luz desfavorável.
       O orgulho dos líderes judeus não permitia que aceitassem Jesus porque "amavam os melhores lugares na sinagoga. Amavam as saudações nas praças e ficavam satisfeitos por ouvirem os seus títulos nos lábios de homens. À medida que decaía a verdadeira piedade, tornavam-se mais zelosos das suas tradições e cerimónias." A Sua pureza de carácter expunha a falsa piedade e pretensão deles. Enquanto existisse uma tal descrença, Jesus não podia fazer nada. Ele deixou Nazaré e aqueles que estavam cegos pelo desejo de ver um Messias que preenchesse as suas próprias concepções, para nunca mais regressar.

David Metzler in Jesus ...Para Mim (com citações de Ellen White)
O autor é Oficial do Corpo de Dentistas da Marinha Norte-Americana


«Uma bela ilustração das relações de Cristo para com o Seu povo, encontra-se nas leis dadas a Israel. Quando, em virtude da pobreza, um hebreu se via forçado a abrir mão do seu património, e a vender-se como escravo, o dever de resgatá-lo a ele e à sua herança, recaía no parente mais chegado (Levítico 25:25). Assim a obra de nos redimir a nós e à nossa herança, perdida por causa do pecado, recaiu sobre Aquele que nos é 'parente chegado'. Foi para nos resgatar que Ele Se tornou nosso parente. Mais chegado que o pai, mãe, irmão, amigo ou noivo é o Senhor nosso Salvador. "Não temas", diz Ele, "porque Eu te remi: chamei-te pelo teu nome, tu és Meu". Isaías 43:1.    ...

«Cristo ama os seres celestiais, que Lhe circundam o trono; mas quem explicará o grande amor com que nos tem amado? Não o podemos compreender, mas podemos sabê-lo real em nossa própria vida. E se mantemos para com Ele relações de parentesco, com que ternura devemos olhar os que são irmãos e irmãs de nosso Senhor! Não devemos estar prontos a reconhecer as responsabilidades do nosso divino parentesco? Adoptados na família de Deus, não devemos honrar o nosso Pai e os nossos parentes?"»
O Desejado de Todas as Nações

domingo, 1 de maio de 2011

A FÉ DE UMA MÃE



(Esta história verdadeira contada por A. A. Allen já emocionou e inspirou dezenas de milhares de pessoas)


Logo nos princípios do meu ministério fui Pastor de uma pequena igreja na zona montanhosa do norte do Estado de Idaho. Eu e a minha esposa obedecemos ao chamado porque Deus disse: «Ide!»

Nós sabiamos que as pessoas dali eram muito pobres, mas elas davam fielmente o seu dízimo. Semana após semana o montante das ofertas era de menos de ½ dólar. Tínhamos um quintal onde cultivávamos vegetais, frutos e grãos, dos quais depois fazíamos conservas. Isto ajudava às nossas provisões. Deus abençoou o nosso trabalho e deu-nos muitas almas dentre o povo das montanhas. A nossa encantadora igrejinha incluía quatro quartos nas traseiras para moradia do Pastor. Fomos nós que a construímos com as nossas próprias mãos com madeira dos pinheiros e abetos da floresta local que nos circundava.

Deus supria as nossas necessidades dia a dia, mas depressa surgiu uma nova necessidade que não podia ser satisfeita com ofertas de produtos alimentares. Em breve iria nascer outro bebé. Não tínhamos nenhumas roupinhas usadas disponíveis porque, à medida que as necessidades iam surgindo, dávamos tudo o que pertencera aos nossos outros filhos. Não tínhamos dinheiro sequer para comprar um frasco de desinfectante ou um metro de flanela para costurar algumas camisinhas e fraldas. Nem sequer planeámos chamar um médico por causa do custo que representaria.

Démos início à nossa primeira campanha de reavivamento na nova igreja. Trabalhámos e orámos intensamente para a tornar um sucesso. Orámos especialmente por um homem, um ébrio e conhecido céptico da comunidade.
Finalmente o domingo amanheceu. Nevara durante a noite e soprava pelo vale um vento de inverno. Bem cedinho acendi o fogo na lareira da igreja para que, à hora da reunião, o ambiente estivesse quente e acolhedor. Cheguei à igreja quinze minutos mais cedo e encontrei lá um rapazinho esfarrapado.


Levantava, junto ao fogo, primeiro um pezinho, depois o outro. Os seus pés estavam apenas cobertos por uns sapatos de lona completamente gastos nos dedos. Os seus pequeninos dedos vermelhos tinham apanhado neve e frio durante toda a caminhada que fizera até à igreja. Reconheci que era o filho mais novo do ébrio. Chamei a minha esposa e disse-lhe:
- Leva esta criança a nossa casa, aquece-lhe os pés e seca os seus sapatos.
Dentro de alguns minutos ele voltou para a igreja sem sapatos mas usando um par de meias quentes e secas do meu filho mais velho e sentou-se à frente.
Eu sabia que ele teria que voltar a calçar os sapatos de lona para regressar a casa através da neve.

Naquela manhã havia duas pessoas sentadas entre a congregação que podiam facilmente providenciar uns sapatos para aquela criança. Uma, era o proprietário de uma serração, a outra, era uma senhora muito rica que possuía, pelo vale fora, muitos hectares de árvores para madeira bem como pequenas quintas de árvores de fruto. Eu pensava que certamente Deus falaria a um ou a outro acerca do par de sapatos.

Por fim, a reunião terminou. O dono da serração cumprimentou alegremente os amigos, reuniu a sua família e partiu para casa. Olhei em redor em busca da senhora rica. Ela partiu no seu bonito carro novo sem oferecer uma boleia à criança, embora esta morasse entre a sua casa e a igreja.

Olhei de novo para a criança. A minha esposa trouxera os sapatos de lona rasgados, agora já quentinhos e secos e preparava-se para lhos calçar nos pés. De repente, olhou para os pés do nosso filho mais velho. Os seus bons sapatos de couro servir-lhe-iam perfeitamente. Nesse momento compreendi o que ela poderia fazer. No mesmo instante o meu coração gritou: Nós não podemos fazer isso! Nós nem sequer temos dinheiro para comprar roupinhas para o futuro bebé! Não podemos comprar um novo par de sapatos para o Jimmie!
Mas também sabia que não podíamos permitir que aquele rapazinho regressasse a casa caminhando através da neve sem sapatos!
A minha esposa conversou com o Jimmie:
- Os teus sapatos servir-lhe-iam mesmo bem! Tira-os, querido!
- E o que é que eu vou calçar, mamã? – perguntou ele.
- Tu não precisas tanto deles como o menino - disse ela. - Além disso, Jesus disse: «Dai e ser-vos-á dado». Jesus dar-te-á outros.
- Então está bem. – disse Jimmie enquanto se sentava e desapertava os seus pequenos sapatos brancos.

Eu saí apressadamente da igreja! No meu íntimo gritava: Porque é que Deus não pediu ao dono da serração para fazer isto?

Porque é que Ele não pediu à proprietária das terras? De certeza que, em toda a congregação, não havia ninguém em piores condições do que eu para ajudar!
Contudo, eu sabia que Deus o tinha pedido e senti-me feliz por a minha esposa e o meu filho não se terem recusado a obedecer.

Na manhã seguinte, quando fui à caixa do correio, encontrei lá dentro uma carta da mãe da minha esposa. Quando abrimos a carta, encontrámos lá uma nota de 20 dólares. «Para aqueles pequenos extras que não podeis comprar nesta altura» dizia ela. Isto foi para nós uma completa surpresa pois quando lhe escrevíamos nunca fazíamos a menor referência ao nosso salário nem às coisas que nos faziam falta.

Quando começámos a servir ao Senhor tínhamos decidido levar a Ele as nossas necessidades e não a amigos e familiares. Aquele dinheiro era mais do que suficiente para comprar tudo o que precisávamos! Como nos alegrámos em conjunto!

- Será que vai chegar para uns sapatos novos? - perguntou o Jimmie.
- Claro que sim! – respondeu a minha esposa.
Repentinamente a sua expressão mudou. Eu sabia que ela estava a ouvir a mesma voz da consciência que já me falara.
- Vamos dar metade deste dinheiro ao irmão Smith. - disse eu.

Eu sabia que a oferta para o nosso evangelista fora muito pequena e que ele tinha que sustentar a esposa e precisava de dinheiro para comprar gasolina a fim de se dirigir para a reunião seguinte.
- Vamos dar-lhe tudo! – respondeu a minha esposa. – Ele vai precisar do dinheiro. Eu sabia que Deus queria que eu o fizesse, por isso, apressei-me para o quarto do evangelista e ofereci-lhe metade do dinheiro. Como ele conhecia as nossas necessidades recusou aceitá-lo.

Por um instante quase me senti feliz, mas depois concluí que Deus me dissera para lhe dar todo o dinheiro, portanto, não servia meia obediência.
Eu exclamei:
- Oh, irmão! Fique com todo o dinheiro! Por favor! Deus disse-me para lho dar todo!
- Bom, então – respondeu ele – se Deus lhe disse para o dar eu aceito-o.
Depois começou a louvar a Deus por ter satisfeito mais uma necessidade na sua vida.

Embora a satisfação da nossa necessidade parecesse mais afastada do que nunca, os nossos corações sentiam a paz que vem da obediência.
Na manhã seguinte chegou outra carta à nossa caixa do correio com uma caligrafia desconhecida vinda de uma cidade que também não conhecíamos.
Dentro dela encontrei um cheque, o maior cheque que já alguma vez vira, tendo nele o meu nome escrito. 50 dólares! Um bilhete dizia: «Esta noite não consegui dormir. Deus falou-me ao coração dizendo-me que o senhor precisaria deste dinheiro, que me levantasse imediatamente e o enviasse para si de maneira a recebê-lo no correio da manhã. Eu achei que podia esperar até de manhã, mas Deus disse: - Não!»

Como nós louvámos a Deus! Ele transformara os pequenos sapatos numa nota de 20 dólares. Depois transformara os 20 dólares em 50!

Mas a história ainda não acabou:

No domingo seguinte à noite, o ébrio (o pai do rapazinho que ficara com os sapatos do Jimmie) veio à igreja juntamente com um seu 'companheiro' e vários membros de ambas as famílias. Depois de termos acabado de orar o homem segurou firmemente a minha mão e disse:
- Irmão Allen, nunca achei que os pregadores servissem para grande coisa nem nunca tive muito tempo para a religião. Inclusivamente, já menti a seu respeito e tentei prejudicá-lo de todas as maneiras possíveis. Mas, quando vi que o amor de Deus conseguiu levá-lo a tirar os sapatos dos pés do seu próprio filho e a calçá-los nos pés do meu, não consegui aguentar mais tempo e tive que vir.

Deus usou a oferta de sacrifício e a fé obediente da minha esposa para suprir a nossa necessidade, a necessidade do evangelista e para trazer muitas almas à salvação.

Publicado em «Shepherdess Newsletter», Maio 1989,
Associação de N. York Via Shepherdess Internacional



quinta-feira, 21 de abril de 2011

TERIA CORAGEM DE NÃO O AMAR?


- Pai, porque devo amar Jesus? - perguntou certo dia um dos meus filhos.
Tentando encontrar uma resposta que satisfizesse a curiosidade do miúdo, olhei bem nos olhos dele e indaguei:

- Gostas do papá?
- Claro que sim, respondeu.
- Mas, já pensaste por que razão é que gostas do papá?
Os seus olhinhos movimentaram-se de um lado para o outro com uma rapidez extraordinária, e com um sorriso iluminando-lhe o rosto, disse:
- Porque tu gostas de mim.

Entendeste, meu amigo? O amor tem o estranho poder de cativar. O amor gera amor. Ninguém resiste ao magnetismo do amor e uma das grandes verdades bíblicas é que Cristo nos amou de tal modo que o mínimo que podemos fazer é amá-l'O também.

Mas, porque é que o ser humano não consegue amar a Deus? Sabes o que acontece? Às vezes é porque não entendemos o que Ele fez por nós. Dizemos constantemente que Ele morreu na cruz para nos salvar, mas temo que não entendamos plenamente o que isso significa. Temos ouvido tantas vezes essa frase desde quando éramos crianças que é possível que nos tenhamos familiarizado com ela ao ponto de perdermos o seu verdadeiro significado.

Anos atrás, no colégio onde estudei, fui testemunha de uma bonita história de amor. Um dos rapazes mais feios do seminário casou-se com uma das moças mais lindas. Ela chegara naquele ano. Os rapazes mais galãs, mais bonitos, espertos e comunicativos foram desfilando um a um tentando conquistá-la, sem sucesso.
Um dia um colega procurou-me e disse:
- Estou com problemas.
- O que foi?
- Estou apaixonado.
- Parabéns! Isso é fabuloso, não é um problema.
- Espera um minuto - disse ele - estou a falar daquela miúda.
Cortei o sorriso e murmurei:
- Bom, aí sim é que é um problema. Sabes, os rapazes mais sedutores e bonitos do colégio não conseguiram nada. Achas que ela vai olhar para ti?
- Eu sei - disse o rapaz, triste - eu sei disso, mas o que posso fazer se eu a amo?

Os meses foram passando e o amor foi crescendo em silêncio no coração do rapaz.
A meio do ano, de repente, correram boatos de que ela abandonaria a escola porque não conseguia pagar as mensalidades.
O nosso amigo apresentou-se ao gerente do colégio e ofereceu-se para pagar as contas da moça com o que ele tinha ganho a vender livros. Para ele, isto significava naturalmente a perda de um ano de estudos.
O gerente tentou dissuadi-lo da ideia. Mas não conseguiu. "O dinheiro é meu e eu quero pagar as contas dela. E por favor, não gostaria que ela soubesse quem pagou."
Assim ele abandonou o colégio naquele ano para vender mais livros e continuar a estudar no ano seguinte.
Alguns meses depois recebi uma carta dele muito comovente! "Dizes que não vale a pena o sacrifício que estou a fazer, que ela nunca olhará para mim, o que não sabes é que eu a amo e não posso permitir que ela perca um ano de estudos. Eu amo-a. Não importa se ela nunca vai olhar para mim. Eu estou feliz por fazer isto por ela."

No ano seguinte ele voltou ao colégio. O seu amor estava maduro. Tinha a certeza do que sentia e um dia arranjou coragem e falou com ela. Abriu o coração e declarou os seus sentimentos.
Foi um momento muito triste. Ela não só recusou a proposta como o tratou mal. Alguém procurou então a jovem e disse-lhe: "Olha, tens o direito de dizer não, mas podias ter sido mais delicada com ele. Não precisavas de o magoar. É verdade que ele é um rapaz simples, sem qualquer atributo físico, inexpressivo, mas ele ama-te de tal modo que o ano passado perdeu esse ano de estudos para tu não abandonares o colégio, e tudo isso sem querer que soubesses, sem esperar nada, apenas porque te ama."
A moça ficou chocada. Chorou. Perguntou ao gerente se era verdade e, ao confirmar tudo, sentiu-se ferida e humilhada.

Meses depois o rapaz anunciou: "Estou a namorar com ela."
Toda a gente começou a pensar: "É por pena", "por compaixão". Mas um dia ela disse uma coisa muito bonita.br> "Quando descobri o que ele tinha feito por mim senti-me magoada, chateada, ofendida. Mas à medida que o tempo passou, comecei a pensar com mais calma e perguntei a mim mesma: 'Será que neste mundo poderei encontrar um rapaz que me ame tanto a ponto de sacrificar, em silêncio, um ano dos seus estudos sem esperar nada, mesmo sem querer que eu soubesse do sacrifício que ele estava a fazer?' Então cheguei a uma conclusão:

Como teria coragem de não amar alguém que me ama tanto?
"

No dia em que nós compreendermos o que realmente aconteceu naquela tarde na cruz do Calvário, sem dúvida, também faremos a mesma pergunta.

Mas o que foi que aconteceu lá?

Voltemos os nossos olhos para o Jardim do Éden. Ao criar o ser humano, Deus deu-lhe uma ordem: "De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Génesis 2:16, 17). Nesta ordem estava envolvido o princípio de retribuição.
Por outras palavras, a obediência merece vida e a desobediência merece morte. O homem pecou. Todos nós pecamos e como consequência a nossa recompensa devia ser a morte. Tínhamos que morrer. "O salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23), mas acontece que o ser humano não quer morrer. Ele pede perdão. "Pai, perdoa-me" - ele clama. Sabes o que ele está a querer dizer? "Pai, eu pequei, mereço morrer, mas por favor, não quero morrer.

Esta súplica do homem cria um conflito para Deus porque Ele é Deus e a Sua palavra não muda. Se o homem pecou, tem que morrer, mas Ele ama o ser humano, não pode permitir que o homem morra. O que fazer? Se existiu pecado tem que existir morte, "sem derramamento de sangue, não há remissão" (Hebreus 9:22).
O homem não quer morrer, então alguém tem que morrer. Alguém tem que pagar o preço do pecado no lugar do ser humano. É aí que aparece a figura majestosa do Filho. Ele diz: "Pai, o homem merece a morte porque pecou, mas antes de cumprir a sentença quero ir à Terra como homem e viver como ele; quero assumir a sua natureza, experimentar os seus conflitos, as suas tristezas, as suas alegrias e tentações." Foi por isso que Cristo veio a este mundo, como uma criança.

Ele não parecia homem. Ele era um homem de verdade. Como tu e como eu. Teve as mesmas lutas que tens, sentiu-Se às vezes sozinho e incompreendido como tu. Experimentou as tuas tentações e é por isso, e não simplesmente porque é Deus, que Ele está mais pronto a amar-te e a compreender-te do que a julgar-te e a condenar-te.

O Senhor Jesus viveu neste mundo 33 anos. A Bíblia diz que "foi tentado em tudo, mas não pecou" (Hebreus 4:15). Ora, se Ele viveu neste mundo como homem, e como homem foi tentado e não pecou, pelo princípio de retribuição - Ele merece a vida.
Agora vamos imaginar um diálogo entre Cristo e o Pai. "Pai - disse Cristo depois de ter vivido neste mundo - Eu vivi na Terra, como um ser humano e fui tentado em tudo mas não pequei. Como ser humano ganhei o direito à vida. O homem, pelo contrário, pecou e merece a morte. Agora, Pai, o princípio de retribuição não impede que haja uma troca. Sendo assim, a morte que o homem merece, quero morrê-la Eu e a vida que Eu mereço, porque não pequei, quero oferecê-la ao homem."

Foi isso o que aconteceu lá na cruz do Calvário. Uma troca de amor. Alguém morreu em nosso lugar. Alguém morreu para nos salvar.

Uns dias antes da morte de Cristo a polícia de Jerusalém prendeu um marginal chamado Barrabás. O delinquente foi julgado e condenado à pena de morte. Devia ser cravado numa cruz. Esta era uma morte cruel. Ninguém morre por causa de feridas nas mãos e nos pés. A morte na cruz é lenta e cruel. O sangue vai-se acabando gota a gota. Às vezes o marginal ficava cravado vários dias, o sol de dia e o frio à noite; a fome, a sede e a perda paulatina de sangue iam acabando pouco a pouco com a sua vida. Depois do julgamento e da condenação as autoridades chamaram um carpinteiro para preparar a cruz de Barrabás. Ali estava o delinquente e ali estava a sua cruz. Preparada especialmente para ele, com as suas medidas e com o seu nome.
Mas naquele dia os judeus prenderam Jesus. Ele também foi julgado e condenado. A história conta que um homem chamado Pilatos, tentando defendê-l'O, apresentou Cristo e Barrabás perante o povo, e disse:
- Em datas como esta temos o costume de soltar um prisioneiro. A quem quereis que eu solte desta vez, Cristo ou Barrabás?
E o povo enlouquecido gritou:
- Solta Barrabás! Crucifica Cristo!
Acho que se alguém entendeu alguma vez na plenitude do sentido a expressão: 'Cristo morreu em meu lugar', foi Barrabás. Ele não podia acreditar. Talvez beliscasse a sua pele para saber se realmente estava acordado. Ele, o marginal, o homem mau, estava livre. E aquele Jesus, sereno e simples, que só viveu a semear amor, devolvendo saúde aos doentes e vida aos mortos, estava ali para morrer no seu lugar. Eu imagino o que Barrabás pensou: "Eu nunca terei palavras para agradecer a Cristo por ter aparecido. Se Ele não tivesse vindo, eu estaria condenado irremediavelmente."


Já não havia tempo para chamar o carpinteiro e preparar uma cruz para Cristo. Além do mais, havia ali uma cruz vaga, embora com as medidas de outro, com o nome de outro, preparada para outro.

E naquela tarde, meu jovem, quando Cristo ascendeu ao monte do Calvário carregando uma pesada cruz - eu gostaria que entendesses bem isto - naquela tarde triste, Jesus carregava uma cruz alheia, porque para Ele nunca ninguém preparou uma cruz. Sabes porquê? Simplesmente porque Ele não merecia uma cruz. Era eu que merecia morrer, mas Ele amou-me tanto que decidiu morrer no meu lugar e oferecer-me o direito à vida, que como homem Ele tinha conquistado.

Finalmente os homens chegaram ao topo da montanha. Deitaram a cruz no chão e com enormes pregos atravessaram-Lhe as mãos e os pés. A cruz foi levantada e com o peso do corpo as Suas carnes rasgaram-se. Um soldado tinha-Lhe colocado na fronte uma coroa de espinhos. O sangue escorria lentamente pelo rosto. Um outro soldado feriu-Lhe o lado com uma lança. Ali estava o Deus-homem morrendo por amor. O sol ocultou o seu rosto para não ver a miséria dos homens; o céu chorou uma torrente de chuva. Até as aves dos céus e os animais dos campos corriam de um lado para o outro perscrutando na sua irracionalidade que alguma coisa estranha estava a acontecer.

Só o homem, a mais bela e inteligente das criaturas, parecia ignorar que naquele instante o seu destino eterno estava em jogo.

Horas depois, quando os judeus voltaram para casa, lá naquela montanha solitária, no meio de dois ladrões, pendia agonizante o maravilhoso Jesus, entregando a Sua vida pela humanidade.


Alguma vez te detiveste a pensar no significado daquele acto de amor? Não foi um suicida louco que morreu na cruz. Não foi um revolucionário social que pagou pela sua ousadia. Era um Deus feito homem e como homem tinha medo de morrer. Possuía o instinto de conservação. Ele tinha tanto medo de morrer que na noite anterior, no Getsêmani, disse ao Seu Pai:
- Pai, eu tenho medo de morrer. Se tivesses outro meio de salvar o mundo, se passasses esta provação de Mim, Eu ficaria muito grato.
E eu tenho a certeza de que Deus disse:
- Ainda estás a tempo de voltar atrás, Meu Filho.

A vida toda da humanidade estava nas Suas mãos. Ele tinha medo de morrer, mas o Seu amor era maior do que o medo, maior do que a vida. Como abandonar o homem no mundo de desespero e de morte? É isso que talvez eu nunca consiga entender. Porque é que Ele me amou tanto? Compreendes o significado da tua vida? És a coisa mais importante que Cristo tem! Ele ama-te de tal modo que mesmo tendo medo da morte, a aceitou para te ver feliz. Não apenas para te ver membro de uma igreja, mas para te ver realizado e feliz.

Voltemos agora ao raciocínio inicial. O homem pecou e merece morrer.
Mas ele vai a Deus e diz:
- Pai, perdoa-me. - Por outras palavras: - Eu não quero morrer!
- Filho, Eu não posso mudar o princípio. O salário do pecado é a morte. Não há outra saída - diz Deus.
- Pai, perdoa-me, por favor, perdoa-me - clama o homem em desespero.

O Pastor H. M. S. Richards conta uma pequena história de quando era pequeno. Ele diz que gostava de pular a cerca e colher as maçãs do vizinho. Um dia a mãe chamou-o e, mostrando-lhe uma vara verde, disse:
- Estás a ver esta vara?
- Sim, mãe.
Os dias passaram. As maçãs estavam cada dia mais vermelhas e o menino não conseguiu resistir à tentação. Pulou a cerca e comeu maçãs até ficar satisfeito. O que ele não esperava era que ao voltar para casa a mãe estivesse à sua espera com a vara verde na mão. Tremeu. Sabia o que iria acontecer. Quase sem pensar suplicou:
- Mãe, perdoa-me.
- Não, filho - disse a mãe - eu disse uma coisa e terei que cumpri-la.
- Mãe, por favor, eu prometo que nunca mais tornarei a fazer isso.
- Não posso, filho, terás que receber o castigo.
- Por favor, mãe, por favor - continuou a suplicar com os olhos lacrimejantes.
Que mãe pode ficar insensível vendo o filho amado a suplicar perdão?
Ela tomou entre as suas mãos as mãos do filho e perguntou:
- Não queres receber o castigo?
- Não, mãe.
- Então, só existe uma saída, meu filho.
- Qual é?
A mãe estendeu a vara para ele e disse: "Segura a vara, meu filho. Em lugar de eu te castigar com esta vara, vais tu castigar-me a mim. O castigo tem que se cumprir, porque a falta existiu. Não queres receber o castigo, mas eu amo-te tanto que estou disposta e receber o castigo por ti."

"Até àquele momento eu tinha chorado com os olhos - contou Richards - agora eu comecei a chorar com o coração. Como teria coragem de bater na minha mãe por um erro que eu tinha cometido?"


Compreendeste a mensagem?

É isso que acontece entre Deus e nós quando, depois de pecar, suplicamos perdão. Ele olha com amor para nós e diz:
- Filho, pecaste e mereces a morte, mas tu não queres morrer. Então, só tens uma saíde, Meu filho.
- Qual é? - perguntamos ansiosos.
- Em lugar de morreres pelo pecado que cometeste, estou disposto a sofrer a consequência do teu erro - responde com a Sua voz suave.


Richards não teve coragem para castigar a sua mãe por um erro que ele tinha cometido. Mas nós tivemos coragem para crucificar o Senhor Jesus na cruz do Calvário. Continuamos a crucificá-l'O cada dia com as nossas atitudes. E Ele não diz nada. Como cordeiro é levado ao matadouro e como ovelha muda perante os seus tosquiadores, não abre a boca, não reclama, não exige direitos, não pensa em justiça. Apenas morre, morre lentamente consumido pelas chamas de um amor misterioso, incompreensível, infinito.

Não, eu não terei palavras para agradecer o que Ele fez por mim. Eu nunca poderei entender a plenitude do Seu amor por mim. Mas ao levantar os olhos para a montanha solitária e ao ver pendurado na cruz um Deus de amor, o meu coração enternece-se e exclamo como a jovem do colégio:

"COMO TERIA CORAGEM DE NÃO AMAR ALGUÉM QUE ME AMA TANTO?"



Alejandro Bullón  in  Conhecer Jesus é Tudo
(veja nos links)


quinta-feira, 7 de abril de 2011

MOISÉS E A MEDICINA PREVENTIVA



Escritores médicos têm chegado à conclusão de que o Código Moisaico, que contém o documento sanitário básico do Velho Testamento, apresenta sãos princípios científicos de saúde. Percival Wood, no seu livro intitulado Moisés, Fundador da Medicina Preventiva, declara: «Os seus (de Moisés) princípios fundamentais eram tão sãos, as suas leis tão claras, a sua atenção aos pormenores tão perfeita e o seu espírito tão intrépido, como se vivesse nos nossos dias.»
No começo do seu código, Moisés registou esta promessa: «E (Deus) lhes disse: Se escutarem com atenção aquilo que eu, o Senhor, vosso Deus, vos ordeno; se fizerem o que me agrada, obedecendo aos meus mandamentos e cumprindo as minhas leis, não vos enviarei nenhuma das pragas com que castiguei os egípcios, porque eu sou o Senhor, aquele que cura os vossos males.» (Êxodo 15:26).

ASPECTOS BÁSICOS DO CÓDIGO SANITÁRIO MOISAICO

O código sanitário moisaico pode ser dividido em 12 partes.
Examinemos cada uma delas.

SANIDADE AMBIENTAL - Exemplos de sanidade ambiental incluem instrução explícita acerca da deposição de excretos humanos (Deuteronómio 23:12, 13) e inspecção habitacional (Levítico 14:34-57). A inspecção das casas dos Israelitas excedia tudo o que fazemos hoje. O cobrir os excretos humanos prevenia em grande medida várias doenças egípcias, tais como a pólio, a tuberculose, a esquistossomíase e outras doenças contagiosas.

PREVENÇÃO DE DOENÇAS - Um exemplo da abordagem adoptada para prevenir doenças aparece na proibição da tatuagem, que se originou no Egipto para honrar os mortos. «Não façam cortes nem tatuagens na vossa pele em lembrança dum defunto. Eu sou o Senhor!» (Levítico 19:28). Os Egípcios antigos sofriam de hepatite e de tétano, que podiam ter a sua origem na prática da tatuagem.

CONTÁGIO - O isolamento de vítimas de várias doenças contagiosas, de distúrbios da pele e de lepra, no código sanitário moisaico (Levítico 13:1-46) proporcionou uma base para o desenvolvimento das quarentenas durante a Idade Média. Não conheço nenhum outro documento antigo sanitário ou médico que faça a mínima referência ao isolamento de portadores de doenças contagiosas.


CULTIVO DA TERRA - Outra medida com implicações sanitárias tinha que ver com o cultivo da terra. Segundo o código moisaico, a terra devia ser deixada a descansar cada sétimo ano (ver Levítico 25). A razão para este preceito só muito vagamente podia ser compreendida pelos antigos israelitas, dado que nenhum outro povo contemporâneo tinha regulamentos semelhantes. Hoje, com o advento da moderna tecnologia científica, compreendemos a necessidade de que a terra repouse a fim de que o solo possa restaurar-se.

DOENÇA - Moisés referiu-se a algumas doenças endémicas sofridas pelos Hebreus no deserto, fornecendo tanto uma descrição das doenças como os respectivos diagnósticos (Levítico 13:1-46). Historiadores médicos identificaram sete diferentes condições mórbidas sob a designação geral de lepra.

COMPORTAMENTO SOCIAL E MORALIDADE - A lei moral declara: «Não cometas adultério.» (Êxodo 20:14).
A violação deste preceito era estritamente punida. «Se um homem comete adultério com a mulher de outro, tanto ele como ela devem ser condenados à morte.» (Levítico 20:10).
Embora estas punições nos pareçam hoje severas, eram necessárias para proteger os filhos de Israel. Os egípcios, que livremente praticavam a prostituição, a concubinagem e a poligamia, sofriam comummente de cegueira na sua descendência devido a infecção gonorreica.

Que Deus desejava proteger o Seu povo das mesmas consequências pode ver-se nesta descrição clássica da gonorreia e do seu resultado: «O Senhor há-de fazer-te sofrer tumores, como os do Egipto, úlceras, sarna e tinha, e não conseguirás curar-te. Há-de mandar-te loucura, cegueira e demência; andarás às apalpadelas e às escuras em pleno dia, como um cego, sem conseguires encontrar o caminho e serás oprimido e explorado durante toda a vida, sem que ninguém te vá libertar.» (Deuteronómio 28:27-29).

HIGIENE PESSOAL - As palavras kabas («lavar») e rachats («banhar») são usadas 63 vezes no código sanitário moisaico, indicando a importância que a higiene desempenhava na profilaxia de doenças entre o povo hebraico. Os Hebreus eram instruídos a lavar o seu vestuário e os seus corpos depois de terminado o período de quarentena (Levítico 14:8, 9). Moisés especificou até a água corrente de preferência a um banho em água estagnada (Levítico 15:13).

EXERCÍCIO - Para exercício a Bíblia recomenda o trabalho produtivo. «Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra» (Êxodo 20:9) está em contraste com a ênfase dada pelos Gregos aos desportos competitivos. Hoje, mais do que nunca, reconhecemos os benefícios da actividade física.

REPOUSO - «Mas o sétimo dia é o dia de descanso, consagrado ao Senhor, teu Deus. Nesse dia, não farás trabalho nenhum, nem tu nem os teus filhos nem os teus servos nem os teus animais nem o estrangeiro que viver na tua terra. Porque, durante os seis dias, o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles, mas descansou no sétimo dia. Por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e declarou que aquele dia era sagrado.» (Êxodo 20:10, 11). Assim a ideia de um dia de repouso veio da Bíblia até nós.




Alguém disse que «o Sábado do sétimo dia é a maior contribuição do Judaísmo para o bem-estar humano.» Henry A. Sigerist, que ensinou História da Medicina nas Universidades de Yale, Harvard e Johns Hopkins, observou:

«A instituição de um dia semanal de repouso foi extraordinariamente importante como medida de higiene física e mental, pois estabelece um ritmo elementar definido para a vida do homem, providenciando um dia de repouso e de recriação depois de cada seis dias de trabalho. E a regularidade, o ritmo, é um facto essencial de saúde.» Inglis acrescenta: «O mandamento de que a todos deve ser dado ter um dia de repouso por semana pode também ser considerado uma valiosa inovação terapêutica.»
Se a saúde é a combinação perfeita dos aspectos físico, mental e espiritual da natureza do homem, então o Sábado torna-se a perfeita medida sanitária, pois impede o esgotamento físico, a depressão mental e a atrofia espiritual.

NARCÓTICOS - O código sanitário moisaico aconselhava contra o uso de bebidas alcoólicas (Levítico 10: 8, 9; Números 6:3) e de ervas venenosas (Deuteronómio 29:18). Deve fazer-se uma distinção entre tirosh e yayin. Ao passo que tirosh indica o puro sumo de uva (mas é traduzido por «vinho» nas versões correntes), yayin indica bebida intoxicante (e também é traduzido por «vinho»).
A palavra fel (rosh) é usada em vez de papoila, da qual os antigos extraíam o ópio. Pensa-se que a palavra traduzida por absinto (laanah) corresponde a cicuta.

VESTUÁRIO - A descoberta de fungos e de alforra no vestuário requeria que este fosse lavado. Se isso o não purificasse, devia ser destruído pelo fogo (Levítico 13:47-59).

DIETA - Dado o facto de que a dieta do código sanitário moisaico era de carácter preventivo, a maior parte da instrução aparece sob a forma de proibições. Entre estas encontram-se a gordura e o sangue (Levítico 3:17; 7:22-24, 26), a carne despedaçada no campo (Êxodo 22:31), animais que morreram sem ninguém os matar (Deuteronómio 14:21), carne impropriamente cozinhada (Êxodo 23:19).
Os animais do campo devem ter as unhas fendidas e ruminar o alimento. Esta designação elimina todos os animais que se alimentam de detritos, os carnívoros, e os roedores pestíferos. Só podiam ser comidos animais aquáticos que tivessem escamas e barbatanas, o que em geral eliminava os que viviam em águas inquinadas e certas variedades venenosas. Embora nenhuma regra abarcasse todas as aves, são apresentadas listas de espécies proibidas.

O código sanitário moisaico continua a maravilhar os historiadores da Medicina e os da Saúde Pública na medida em que tão compreensivo e tão completo se manifesta. É um código excelente com princípios ainda hoje válidos.

Ruben A. Hubbard

Revista Sinais dos Tempos
Publicadora SerVir, S.A.

O Dr. Ruben A. Hubbard é professor assistente na Escola de Saúde Pública da Universidade de Loma Linda, Califórnia, E.U.A.

Nota - Citações bíblicas extraídas da Bíblia Sagrada, A Boa Nova em Português Corrente, tradução interconfessional do hebraico, do aramaico e do grego em português corrente. Edição da Sociedade Bíblica de Portugal, 1993.

Os Tradutores:
António Augusto Tavares, António Pinto Ribeiro Júnior, João Soares Carvalho, Joaquim Carreira das Neves, José Augusto Ramos e Teófilo Ferreira.


A IMPORTÂNCIA DO SÁBADO COMO DIA DE REPOUSO

PORQUÊ?        PARA QUÊ?




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