quarta-feira, 2 de setembro de 2015



A PRESENÇA e o SIGNIFICADO do HUMOR na BÍBLIA

Tem-se por vezes difundido a ideia errada, acerca da relação entre Deus, a fé e o humor. A verdade é que existe entre os três um laço indissolúvel e benéfico para a experiência pessoal e para a forma como podemos compreender Deus.
Na verdade, a vivência cristã nunca poderá estar conotada à tristeza, mas sim à alegria e à felicidade. Porque Cristo nos libertou do poder do pecado e nos dá a possibilidade de experimentarmos uma transformação na nossa vida, por si só já é motivo de alegria. Apesar das dificuldades do início do Cristianismo, os primeiros cristãos eram pessoas alegres (Actos 2:46; 5:41; 16:23-25), pois a "alegria é o cunho particular do cristão"1. Devido à importância da alegria, um certo autor cristão chega até a dizer: "Haverá algum critério para avaliar a maturidade, a autenticidade, a saúde da fé? Sim, o espírito de alegria e regozijo que envolve a experiência religiosa"2.
Desta alegria, faz também parte o humor, como componente da vida e experiência de todo aquele que crê em Deus.

Definindo o Humor

A nossa palavra humor, vem do latim humor, que significa, "água" ou "humidade" e faz referência a toda a substância líquida ou semi-líquida contida num corpo organizado e principalmente nos organismos3.
A palavra foi também usada para ilustrar os quatro humores cardinais que eram o sanguíneo, o fleumático, o colérico e o melancólico. As misturas variadas destes humores, determinavam nas pessoas os seus temperamentos, as qualidades mentais e físicas e as disposições. A pessoa ideal era a que tinha uma mistura proporcional dos quatro. Atribui-se a Hipócrates (460 a 370 D.C.) a menção destes humores"4. Hoje falamos de hormonas e outras substâncias bioquímicas em vez de humores.
A palavra humor, veio também a exprimir tudo o que podia caracterizar uma atitude interior, uma forma de conceber a existência. Trata-se num certo sentido dum controle dum reflexo humano face a tudo o que nos possa acontecer"5.
Neste sentido podemos definir o humor como a capacidade de se elevar para lá das circunstâncias e sorrir. Deste ponto de vista, o humor está intimamente ligado à mensagem da Bíblia.
Já o Apóstolo João tinha definido a fé como um triunfo sobre as circunstâncias da vida "pois todo o que é nascido de Deus vence o mundo. Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé" (1 João 5:4).
O humor é por isso uma espécie de antecipação da grande esperança cristã: a reposição da verdade, da justiça; a eliminação completa do mal e do sofrimento; o desaparecer das circunstâncias limitativas da felicidade; a reposição da perfeita alegria de viver, numa relação renovada e equilibrada entre Deus, nós e o meio que nos rodeia - que sucederá após a segunda vinda de Cristo (Apocalipse 21:4; 22:1-6).
Por outro lado, como veremos, o humor bíblico, ajuda-nos a colocar as coisas no seu devido lugar, permite-nos fazer a distinção entre o que é provisório e o que é eterno. Ele pode expressar-se por diferentes formas: ironia, sarcasmo, imitação, brincadeira, paradoxo...
Vejamos então alguns episódios de humor na Bíblia.

Relatos Humorísticos no Velho Testamento

Várias passagens do Velho Testamento dão conta do humor de Deus,
até mesmo para com os Seus inimigos

(Salmos 2:1-4; 37:12-13; 59:8; Provérbios 8:30)



A- Um dos relatos em que o humor está presente é o episódio da Torre de Babel relatado em Génesis 11:1-9.
Existe aqui um humor irónico. A humanidade procurava então "fazer-se" e atingir os céus, para ver Deus. Mas eis que é Deus que desce para ver o que fazem os seres humanos, e ver o produto insignificante da sua realização... Ora este ser humano que está prestes a ultrapassar a sua fronteira entre o céu e a terra, acaba por ser espalhado pela face da terra. De um intento que era quase unânime, resulta uma discórdia pela multiplicidade da linguagem.
O humor, está aqui na contradição entre o que se pretende e o que se obtém. O Homem que quer ser como Deus, elevar-se até Deus, não consegue afinal de contas resolver os seus próprios diferendos linguísticos e acaba por cumprir aquilo que era plano de Deus: povoar a Terra. A soberania e direcção de Deus sobre o Universo sai assim realçada mesmo apesar das tentativas de destronarem Deus.

B- Em 1 Reis capítulo 18, temos outro episódio humorístico na confrontação entre a idolatria e o culto ao verdadeiro Deus. Elias usa o humor com recurso à ironia e à sátira para realçar a insensatez que é procurar apoio em deuses que mais não são que invenção humana. (pequeno filme no final)

C- Pessoalmente o relato mais humorístico da Bíblia, para mim, é o do livro de Jonas. Alphonse Maillot, pastor Protestante, disse que este livro "é a autêntica interpelação que o Deus autêntico dirige a cada um de nós"6. Neste livro se retratam alguns aspectos dum profeta de Deus, Jonas. Uma pessoa depressiva, taciturna, egoísta, a quem Deus quer fazer compreender a importância da salvação do ser humano (não importando a sua raça, religião ou comportamento social).
Jonas começa por fugir de Deus e da missão que Ele lhe confere: anunciar a destruição de Nínive. Surge uma tempestade e Jonas que queria passar despercebido é obrigado a dizer quem é, que mensagem tem, e porque acontece tal tempestade (devido à sua fuga). Engraçado, enquanto Jonas é lançado ao mar (por sugestão sua), já não consegue ver que com a sua mensagem fez com que esta tripulação adorasse a Deus (Jonas 1:16)
Outros detalhes trazem o humor à história de Jonas e de Nínive. Por exemplo, as intervenções dos animais para fazerem Jonas refletir. Primeiro é um grande peixe que o engole e que lhe permite fazer uma oração na qual Jonas reconhece que do Senhor vem a salvação (Jonas 2:9). Depois é um pequeno verme que faz secar a árvore em que o teimoso Jonas esperava ver descer o fogo do céu para consumir Nínive e os seus habitantes (Jonas 4:7) e que leva ao grande diálogo do livro onde Deus, duma forma humorística, faz comparações entre o desgosto de Jonas por uma árvore que lhe dava sombra, e o amor de Deus pelos habitantes de Nínive (Jonas 4).
Em segundo lugar é o efeito da graça de Deus. Os Ninivitas acolhem a mensagem de Jonas e arrependem-se confiando na misericórdia e graça de Deus, e vivem. Jonas deseja morrer porque essa graça poupou a vida dos Ninivitas (Jonas 3:10-4:3). Através do humor, Deus dirige-se a Jonas e leva-o a compreender a Sua pedagogia. Deus não tem prazer na destruição, mas na salvação (Ezequiel 18:32) e leva Jonas a olhar para lá do seu pequeno mundo, para uma realidade mais abrangente que são as necessidades reais daqueles que o rodeiam.

      

O Humor no Novo Testamento

O Evangelho é a boa nova da Salvação de Deus e como tal Jesus e a Sua mensagem são sinónimos da alegria. Podemos até dizer que "Cristo chegou a um mundo enfastiado e vazio e penetrou nele pela porta esquecida da alegria"7. Na verdade a mensagem de Jesus transmite alegria (Lucas 2:10; 6:21), e como as crianças e as pessoas em geral se sentiam bem na Sua presença, devemos concluir que Ele era alguém simpático, alegre, humorado. É natural pois que o humor encontre também eco nas Suas palavras. Mateus 7:3 transmite-nos uma ponta do humor de Jesus: "Porque reparas no cisco que está no olho do teu irmão, mas não percebes a trave que está no teu"?
Nesta afirmação, Jesus caricatura aqui a tendência humana de minimizarmos os nossos defeitos e de maximizarmos os dos outros. Usando o absurdo, Cristo chama-nos a uma tomada de consciência dos nossos erros, que podem ser até maiores que os erros alheios. As faltas dos outros não podem esconder as nossas, nem nos impedirem de ver o quanto precisamos de progredir na nossa esfera pessoal.
Mateus 23:23-24 é outro exemplo do humor de Jesus. Aqui Jesus coloca em evidência o zelo extremoso dos fariseus para certos aspectos que eles consideravam essenciais (donde a expressão coar um mosquito), mas que no fim de contas desprezavam o mais importante da revelação de Deus: a lei, a justiça, a misericórdia e a fé. A figura de engolir o camelo, sugere o quanto estes contemporâneos de Jesus estavam longe do ideal de Deus para a humanidade. Pode-se ser muito exigente em certos aspectos que no fundo são insignificantes, e ignorar completamente o que é essencial na experiência religiosa.

       

(A jumenta de Balaão fala - Números 22)    (David e o gigante Golias - I Samuel 17)

CONCLUSÃO

Há muitas outras passagens da Bíblia em que o humor está presente, mas que por motivo de espaço não podemos incluir aqui. Mesmo este estudo é apenas uma pequena contribuição para algo que ressalta da mensagem bíblica. Deus dirige-se a cada um de nós de muitas maneiras e o humor é uma delas. Recorrendo a esta forma de expressão podemos compreender que se Deus ri e usa o humor, então Ele é alguém acessível. Através do humor, no entanto Deus continua a mostrar-nos como Ele deseja que sejamos conscientes dos nossos erros, da nossa condição de criaturas, das nossas tentativas frustradas de O substituirmos na nossa vida. Mas diz-nos também que não há mal que não tenha solução, e que se desejarmos, Ele pode transformar a nossa vida.
O humor ajuda-nos a viver acima das situações, porque como cristãos sabemos em última análise que Deus dirige todas as coisas e que tudo Ele fará para nosso bem (Romanos 8:28). Finalmente o sentido de humor é já uma antecipação daquilo que Deus realizará no final dos tempos: a restauração de todas as coisas, a erradicação do mal e a instauração do bem e da felicidade em todo o Universo.

Anotações:
1 Cf. Atilano Alaíz, Cristãos Adultos, Lisboa: Edições S. Paulo, 1994, pág. 75; 2 Id., pág. 71; 3 Cf. Dictionnaire Encyclopédique Quillet,: Éditions Quillet, 1990, pág. 3361; 4 Cf. The New Encyclopaedia Brittanica 1992, vol. 6, pág. 145. Ver também Tim la Haye, Temperamentos Transformados, S. Paulo: Editor Mundo Cristão, 1998, pág. 7; 5 Cf. Roland Fisher; "L'Humour dans la Bible", in Servir, nº 3, 1995, pág. 52; 6 Cf. Alphonse Maillot, Jonas, Paris: Delachaux et Niestlé, 1977, pág.21; 7 Cf. José Luíz Martin Descalzo, Vida e Mistério de Jesus de Nazaré, Cucujães: Editorial Missões, 1994, vol. II pág. 490.

Artur Machado, mestre em Teologia, é o Secretário da UPASD (União Portuguesa dos Adventistas do 7º Dia) em Portugal. Texto da Revista Sinais dos Tempos, 1º Trimestre, 2002.


Um Pequeno Presente de um Grande Coração
(O Humorzinho Tão Amoroso de um Querido Menino! EE)

     Fui trabalhar nas Ilhas Andaman, na Índia, como estudante missionário. Não sabia quem me buscaria no porto, onde moraria, ou o que iria fazer. Mesmo assim, segui em frente, sabendo que o Senhor tomaria as providências necessárias.
     No navio, conheci um senhor que, além de ser adventista, também era o cozinheiro-chefe do navio. Ele me convidou a ir para sua casa e, de bom grado, aceitei. Sua família, constituída de sete pessoas, concordou alegremente que eu morasse com eles.
     Eles tinham apenas um filho, de sete anos de idade, ao qual chamavam carinhosamente de "Sunny." Esse menino era meu guia na pequena cidade; ele me mostrou o caminho para as lojas, restaurante e residências dos membros da igreja.
     Por seis semanas, estive ocupado dirigindo a Escola Cristã de Férias e os cultos da igreja, pois não havia pastor naquela congregação. O tempo passou rapidamente e logo chegou a hora de voltar para o Spicer Memorial College, em Pune, Índia, para continuar meus estudos.
     O fato de ficarmos juntos por mais de um mês, ensinando novas canções, contando histórias e ajudando-os a apresentar encenações baseadas na Bíblia para a Escola Sabatina e para os cultos, criou um elo muito forte entre nós.
     O momento de fazer a última refeição no lar da querida família que tanto me ajudou, chegou muito rápido. Sunny sentou-se ao meu lado à mesa, enquanto a mãe servia. Geralmente, ele reclamava da comida para sua mãe, uma mulher muito paciente. Ela não se importava, pois ele era seu único filho. Nessa refeição, entretanto, ele sentou-se ao meu lado, comeu sozinho o que a mãe lhe serviu e sem reclamar uma só vez. Após a refeição, reunimo-nos para orar e o pai da família disse:
     - Isso é para você - entregando-me uma nota de 50 rúpias (cerca de um dólar americano).
     Ao lhe perguntar por que estava fazendo isso, ele me disse alegremente o que havia acontecido antes da refeição, enquanto eu arrumava a mala para ir embora.
     Sunny foi até seu pai e perguntou: "Pai, o que o senhor me dá se eu comer toda minha comida sozinho, sem reclamar para minha mãe?" O pai, feliz com seu filho, disse: "Escolha o que você quiser." Sunny pediu 50 rúpias. O trato foi feito e ele comeu tudo. O pai estava impressionado com o menino e, quando lhe ia dar o dinheiro, Sunny disse: "Por favor, dê ao meu professor da Escola Cristã de Férias." O valor era pequeno, mas para mim, muito sagrado.

Enquanto viajava sozinho, lembrei-me de outro Filho que foi até Seu Pai e perguntou: "O que o Senhor me dará se Eu tomar esse cálice?" E o Pai pediu gentilmente ao Filho para escolher. O Filho escolheu assumir a minha e a sua pena de morte. Ele disse ao Pai: "Por favor, dê vida eterna àquele professor da Escola Cristã de Férias e a todos os que crerem em Mim."

Jesin Israel Kollabathula é estudante de pós-graduação no Instituto Internacional Adventista de Estudos Avançados (AIIAS), em Silang, Cavite, Filipinas. Texto apresentado na Revista Adventist World Janeiro 2009.


Pode ler na Bíblia sobre a história verdadeira deste filme, de 1 Reis 16:29 até ao fim do capítulo 19. E depois, o final com o seu sucessor Eliseu, em 2 Reis 2. Impressionante a subida de Elias para o Céu num carro de fogo, onde já está a viver com Deus e com todas as maravilhas que lá existem!
A Bíblia, o Livro de Deus, fala de mais 2 homens que também já vivem no Céu: Enoque e Moisés. "As únicas pessoas mencionadas nas Escrituras como tendo sido arrebatadas ao Céu em vida (não por ocasião da morte como ensinam alguns) foram Enoque (Génesis 5:24; Hebreus 11:5), Moisés (Deuteronómio 34:6 e Judas 9 – antes de ir para o céu, Moisés foi ressuscitado) e Elias (2 Reis 2:9-12)." Leandro Quadros - Na Mira da Verdade, Links 1R.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015


BIOGRAFIAS BÍBLICAS / A BÍBLIA COMO AGENTE EDUCADOR

"Os quais pela fé venceram reinos,
praticaram a justiça,
da fraqueza tiraram forças.
"

         Para fins educativos, nenhuma parte da Bíblia é de maior valor do que as suas biografias. Estas diferem de todas as outras, visto serem absolutamente fiéis. É impossível a qualquer espírito finito interpretar corretamente, em tudo, os feitos de outrem. Ninguém, a não ser Aquele que lê o coração, que pode divisar a fonte secreta dos intuitos e das ações, poderá com verdade absoluta delinear o caráter, ou dar uma descrição fiel de uma vida humana. Unicamente na Palavra de Deus se encontra tal esboço biográfico.
         Nenhuma verdade a Bíblia ensina mais claramente do que aquela segundo a qual o que fazemos é o resultado do que somos. Em grande parte, as experiências da vida são o fruto de nossos próprios pensamentos e ações.
         "A maldição sem causa não virá" (Provérbios 26:2).
         "Dizei aos justos que bem lhes irá. ... Ai do ímpio! mal lhe irá: porque a recompensa de Suas mãos se lhe dará." (Isaías 3:10, 11).
         "Ouve tu, ó Terra! Eis que Eu trarei mal sobre este povo, o próprio fruto de seus pensamentos." (Jeremias 6:19)
         Terrível é esta verdade, e profundamente deve ela ser gravada em nosso espírito. Cada ação se reflete sobre aquele que a pratica. Jamais um ser humano pode deixar de reconhecer, nos males que lhe infelicitam a vida, os frutos daquilo que ele próprio semeou.

Contudo, Mesmo Assim, Não Nos Achamos Sem Esperança.

Para adquirir o direito de primogenitura que já lhe pertencia pela promessa de Deus, Jacó recorreu à fraude, e colheu os frutos do ódio de seu irmão. Durante vinte anos de exílio foi ele próprio lesado e defraudado, e finalmente forçado a procurar segurança na fuga; e colheu uma segunda messe, visto que as falhas de seu próprio caráter foram vistas a reproduzir-se em seus filhos, sendo que tudo isto nada mais era senão um fidelíssimo quadro das retribuições da vida humana.
Deus, porém, diz: "Não quero estar para sempre a acusar, nem ficar eternamente irado porque, de contrário, destruiria o sopro de vida de todos quantos criei. A maldade de Israel fez com que Eu Me irritasse; na Minha irritação castiguei-o e não o queria mais ver. Ele afastou-se para seguir o seu caminho preferido. Conheço bem os seus caminhos; mas hei de curá-lo, guiá-lo e reconfortá-lo. Aos que estão em luto porei nos seus lábios este cântico: 'Paz! Paz, para os de longe e para os de perto!'" (Isaías 57:16-19.)
Jacó, em sua angústia, não desesperou. Havia-se arrependido e se esforçara por expiar a falta cometida para com seu irmão. E ao ser pela ira de Esaú ameaçado de morte, procurou o auxílio de Deus. "Lutou com o anjo, e prevaleceu; chorou e lhe suplicou." "E abençoou-o ali." (Oseias 12:4; Génesis 32:29). Na força de Seu poder o que fora perdoado levantou-se, não mais como o suplantador, mas como príncipe diante de Deus. Não ganhara simplesmente o livramento de seu irmão ofendido, mas o seu próprio. Quebrara-se o poder do mal em sua própria natureza; havia-se-lhe transformado o caráter.
Ao crepúsculo houve luz. Jacó, revendo a história de sua vida, reconheceu o poder mantenedor de Deus - Aquele "Deus que me sustentou desde que eu nasci até este dia; o Anjo que me livrou de todo o mal." (Génesis 48:15, 16)
A mesma experiência se repete na história dos filhos de Jacó: o pecado operando a retribuição, e o arrependimento produzindo fruto de justiça para a vida.

Deus não anula as Suas leis. Ele não age contrariamente às mesmas. Não desfaz a obra do pecado, mas Ele transforma. Mediante Sua graça a maldição resulta em bênçãos.

Dos filhos de Jacó, Levi foi um dos mais cruéis e vingativos, um dos mais culpados no traiçoeiro assassínio dos siquemitas. As características de Levi, refletindo-se nos seus descendentes, acarretaram-lhes o decreto de Deus: "Eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel." (Génesis 49:7). O arrependimento, porém, operou a reforma; e pela sua fidelidade para com Deus no meio da apostasia de outras tribos, a maldição se transformara num sinal da mais alta honra.
"O Senhor separou a tribo de Levi, para levar a arca do concerto do Senhor, para estar diante do Senhor, para O servir, e para abençoar em Seu nome." "Meu concerto com ele foi de vida e de paz, e lhas dei (as bênçãos) para que Me temesse, e Me temeu. ... Andou Comigo em paz e em retidão, e apartou a muitos da iniquidade." (Deuteronómio 10:8; Malaquias 2:5, 6)
Os que foram designados para ministros do santuário, os levitas, não receberam herança em terras; habitavam juntos em cidades separadas para o seu uso, e recebiam o seu sustento dos dízimos, donativos e ofertas dedicados ao serviço de Deus. Eram os ensinadores da povo, hóspedes em todas as suas festividades, e em toda a parte honrados como os servos e representantes de Deus. À nação toda fora dada esta ordem: "Guarda-te, que não desampares ao levita todos os teus dias na terra." "Levi com seus irmãos não têm parte na herança: o Senhor é a sua herança." (Deuteronómio 12:19; 10:9).

À CONQUISTA, PELA FÉ

A verdade de que a homem "é tal quais são os seus pensamentos" (Provérbios 23:7, Trad. Bras.), encontra outra ilustração na experiência de Israel. Nas fronteiras de Canaã, os espias, ao voltarem de pesquisar o país, apresentaram o seu relatório. A beleza e fertilidade da terra foram perdidas de vista pelos receios das dificuldades que obstavam à sua ocupação. As cidades muradas até ao céu, os gigantes guerreiros, os carros de ferro, faziam desfalecer-se-lhes a fé. Não tomando a Deus em conta, a multidão ecoou a decisão dos espias descrentes: "Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós." (Números 13:31). Suas palavras mostraram-se verdadeiras. Não eram capazes de avançar, e despenderam a vida no deserto.
Entretanto, dois dentre os doze que examinaram a terra, raciocinavam de modo diverso. "Certamente prevaleceremos contra ela!" (Números 13:30) - insistiam eles, considerando a promessa de Deus superior a gigantes, cidades muradas e carros de ferro. Para eles a Sua palavra era verdadeira. Posto que participassem com seus irmãos da peregrinação de quarenta anos, Calebe e Josué entraram na terra da promessa. Tão animoso de coração como quando com as hostes do Senhor saíra do Egito, Calebe pediu e recebeu como seu quinhão a fortaleza dos gigantes. Na força divina expulsou os cananeus. Os vinhedos e olivais onde haviam pisado os seus pés, tornaram-se sua possessão. Ao passo que os covardes e rebeldes pereceram no deserto, os homens de fé comeram das uvas de Escol.

Verdade alguma apresenta a Bíblia em mais clara luz do que haver perigo em nos desviarmos do que é reto uma única vez que seja, perigo este tanto para o que faz o mal como para todos os que são atingidos pela influência do mesmo. O exemplo tem uma força maravilhosa; e quando posto do lado das más tendências da nossa natureza, torna-se quase irresistível.
O mais forte baluarte do vício no nosso mundo não é a vida iníqua do pecador declarado ou do degradado proscrito; é a vida que parece virtuosa, honrada e nobre, mas em que se alimenta um pecado ou se acaricia um vício. Para a alma que se acha lutando secretamente contra alguma enorme tentação, tremendo nas bordas mesmo do precipício, tal exemplo é um dos mais poderosos incentivos ao pecado. Aquele que, dotado de altas concepções da vida, verdade e honra, transgride, não obstante, voluntariamente um preceito da santa lei de Deus, perverte seus nobres dons, tornando-os chamarizes ao pecado. Génio, talento, simpatia, mesmo ações generosas e benévolas, podem assim tornar-se engodos de Satanás para levar almas ao precipício da ruína.
Aí está porque Deus deu tantos exemplos, apresentando os resultados de mesmo um só ato errado. Desde a triste história daquele único pecado que trouxe ao mundo a morte e nossas desgraças todas, juntamente com a perda do Éden, até o relato que há daquele que por trinta moedas de prata vendeu o Senhor da glória, a biografia bíblica está repleta destes exemplos, ali colocados como faróis de advertência nos atalhos que desviam do caminho da vida.
Há também advertência em notarmos os resultados que se seguiram quando, mesmo uma única vez, alguém cedeu à fraqueza e erro humano - o fruto de abandonar a fé.
Em virtude de uma falha de sua fé, Elias interrompeu a obra da sua vida. Pesado fora o encargo que havia enfrentado em prol de Israel; fiéis tinham sido suas admoestações contra a idolatria nacional; e profunda foi sua solicitude quando durante três anos e meio de fome vigiara e observara à espera de algum indício de arrependimento. Ele sozinho permaneceu do lado de Deus no monte Carmelo. Pelo poder da fé, a idolatria foi derribada, e abençoada chuva testificou dos aguaceiros de bênçãos que aguardavam o momento de serem derramados sobre Israel. Então em seu cansaço e fraqueza Elias fugiu de diante das ameaças de Jezabel, e sozinho no deserto pediu a morte. Falhara sua fé. A obra que tinha começado, não deveria ele terminar. Deus lhe ordenou ungir outro para ser profeta em seu lugar.
Mas Deus havia notado o sincero serviço do Seu servo. Elias não devia perecer em desânimo e na solidão do deserto. Não lhe caberia descer ao túmulo, mas ascender com os anjos de Deus para a presença da Sua glória.
Estes registos biográficos declaram o que todo o ser humano um dia compreenderá, a saber: que o pecado só poderá acarretar vergonha e perdas; que a incredulidade significa fracasso; mas que a misericórdia de Deus atinge as maiores profundezas, e que a fé ergue a alma penitente para participar da adoção de filhos de Deus.

A DISCIPLINA DO SOFRIMENTO


Todos os que neste mundo prestam verdadeiro serviço a Deus e ao homem, recebem um preparo prévio na escola das aflições. Quanto mais pesado for o encargo e mais elevado o serviço, maior será a prova e mais severa a disciplina. Estudai as experiências de José e Moisés, de Daniel e Davi. Comparai o princípio da história de Davi com a de Salomão, e considerai os resultados.

Davi, em sua juventude esteve intimamente ligado a Saul, e sua permanência na corte e ligação com a casa do rei deram-lhe profundo conhecimento dos cuidados, tristezas e perplexidades ocultas pelo esplendor e pompa da realeza. Viu de quão pouca valia é a glória humana para trazer paz à alma. E foi com alívio e satisfação que da corte real voltou aos apriscos e rebanhos.

Quando, compelido pelos zelos de Saul era um fugitivo no deserto, Davi, privado do apoio humano, amparou-se mais pesadamente em Deus. A incerteza e desassossego da vida no deserto e seus incessantes perigos, a necessidade de fugas frequentes, o caráter dos homens que a ele se reuniam: "todo o homem que se achava em aperto, e todo o homem endividado, e todo o homem de espírito desgostoso" (I Samuel 22:2) - tudo isto tornava muito necessária uma severa disciplina própria. Estas experiências despertaram e desenvolveram capacidade para lidar com os homens, simpatia para com os oprimidos e ódio à injustiça. Durante anos de expectativa e perigo, Davi aprendeu a encontrar em Deus conforto, apoio e vida. Aprendeu que unicamente pelo poder de Deus ele poderia subir ao trono; unicamente pela Sua sabedoria poderia governar sabiamente.
Foi mediante o preparo na escola das agruras e tristezas que Davi se habilitou a declarar que "governava o seu povo com justiça e retidão" (II Samuel 8:15) não obstante mais tarde seu grande pecado lhe deslustrasse o feito.

A disciplina da experiência inicial de Davi faltava a Salomão. Pelas circunstâncias, pelo caráter e pela vida parecia mais favorecido do que todos. Nobre na juventude, nobre na varonilidade, amado por seu Deus, Salomão iniciou um reinado que dava altas promessas de prosperidade e honra. Nações maravilhavam-se do saber e conhecimentos do homem a quem Deus havia dado sabedoria. Mas o orgulho da prosperidade trouxera a separação de Deus. Da alegria da comunhão divina, Salomão desviou-se para encontrar satisfação nos prazeres dos sentidos. Diz ele desta experiência:
"Fiz para mim obras magníficas: edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas. Fiz para mim hortas e jardins. ... Adquiri servos e servas. ... Amontoei também para mim prata e ouro, e jóias de reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens, e de instrumentos de música de toda a sorte. E engrandeci-me, e aumentei mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém. ... E tudo quanto desejaram meus olhos não lho neguei, nem privei meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho. ... E olhei eu para todas as obras que fizeram minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do Sol. Então passei à contemplação da sabedoria, e dos desvarios, e da doidice; porque, que fará o homem que seguir ao rei? O mesmo que outros já fizeram.
"Aborreci esta vida. ... Também eu aborreci todo o meu trabalho, em que trabalhei debaixo do Sol" (Eclesiastes 2:4-12, 17 e 18).
Por sua própria amarga experiência, Salomão aprendeu como é vazia uma vida que busca nas coisas terrenas seu mais elevado bem. Erigiu altares aos deuses gentílicos, unicamente para aprender quão vã é sua promessa de descanso para a alma.
Em seus anos posteriores, tornando-se cansado e sedento nas rotas cisternas da Terra, Salomão voltou a beber da fonte da vida. A história de seus anos desperdiçados, com suas lições de advertência, ele, pelo Espírito de inspiração, registou para as gerações posteriores. E assim, conquanto a semente que semeara fosse colhida por seu povo em uma messe de males, a obra realizada na vida de Salomão não foi inteiramente perdida. Para ele, finalmente, a disciplina do sofrimento cumpriu sua obra.
E com semelhante alvorecer da vida, quão glorioso poderia ter sido o dia da mesma, se houvesse Salomão em sua mocidade aprendido a lição que o sofrimento ensinara na vida de outros!

A PROVAÇÃO DE JÓ

Para os que amam a Deus, que "são chamados por Seu decreto" (Romanos 8:8), a biografia bíblica tem uma lição ainda mais elevada do préstimo da tristeza.
"Vós sois as Minhas testemunhas, diz o Senhor; Eu sou Deus." (Isaías 43:12) - testemunhas de que Ele é bom, e de que a Sua bondade é suprema. "Somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens." (I Coríntios 4:9).
A abnegação, que é o princípio do reino de Deus, é o princípio que Satanás odeia; ele nega até a existência do mesmo. Desde o início do grande conflito tem-se ele esforçado por provar que os princípios pelos quais Deus age são egoístas, e da mesma maneira ele considera a todos os que servem a Deus. A obra de Cristo e a de todos os que adotam o Seu nome, tem por fim refutar esta pretensão de Satanás.
Foi para dar com Sua própria vida um exemplo de abnegação, que Jesus veio em forma de humanidade. Todos os que aceitam este princípio devem ser coobreiros Seus e demonstrar na vida prática esse princípio. Escolher o que é reto porque é reto, estar pela verdade ainda que isto importe no sofrimento e sacrifício - "esta é a herança dos servos do Senhor, e a Sua justiça que vem de Mim, diz o Senhor." (Isaías 54:17).

Muito cedo na história deste mundo, apresenta-se-nos o relato da vida de alguém, sobre o qual se desencadeou essa guerra de Satanás.
A respeito de Jó, o patriarca de Uz, o testemunho dAquele que pesquisa os corações, foi: "Ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus, e desviando-se do mal."

Contra este homem Satanás apresentou uma insolente acusação: "Teme Jó a Deus debalde? Porventura não o cercaste Tu de bens a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? ... Estende a Tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem." ... "Toca-lhe nos ossos e na carne, e verás se não blasfema de Ti na Tua face!"
O Senhor disse a Satanás: "Tudo quanto tem está na tua mão." "Eis que ele está na tua mão, poupa, porém, a sua vida."
Permitido isto, Satanás destruiu tudo quanto Jó possuía: manadas, rebanhos, servos e servas, filhos e filhas; e ele "feriu a Jó duma chaga maligna, desde a planta do pé até o alto da cabeça." (Jó 1:8-12; 2:5-7).
Ainda outro elemento de amargura lhe foi acrescentado na taça. Seus amigos, não vendo naquela adversidade senão a retribuição do pecado, oprimiam-no com acusações de delitos o espírito ferido e sobrecarregado.
Aparentemente abandonado do Céu e da Terra, não obstante conservando firme sua fé em Deus e a consciência de sua integridade, exclamava, angustiado e perplexo:

"A minha alma tem tédio da minha vida. Oxalá me escondesses na sepultura,
E me ocultasses até que Tua ira se desviasse; e me pusesses um limite, e Te lembrasses de mim!" (Jó 10:1; 14:13)
"Eis que clamo: Violência! mas não sou ouvido; Grito: Socorro! mas não há justiça. ...
Da minha honra me despojou; e tirou-me a coroa da minha cabeça. ...
Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim. ...
Os que eu amava se tornaram contra mim. ...
Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou."
"Ah se eu soubesse que O poderia achar! Então me chegaria a Seu tribunal. ...
Eis que se me adianto, ali não está; se torno para trás, não O percebo.
Se opera à mão esquerda, não O vejo; encobre-Se à mão direita, e não O diviso.
Mas Ele sabe o meu caminho; prove-me, e sairei como o ouro."

"Ainda que Ele me mate, nEle esperarei."
"Eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim Se levantará sobre a terra,
E depois de consumida minha pele, ainda em minha carne verei a Deus.
Vê-Lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, O verão."

(Jó 19:7-21; 23:3-10; 23:15; 19:27)

Foi feito a Jó de acordo com sua fé.
"Prove-me," disse ele, "e sairei como o ouro." (Jó 23:10).
Assim foi. Por sua paciente persistência reividicou seu próprio caráter, e bem assim o dAquele de Quem ele era representante. E "o Senhor virou o cativeiro de Jó, ... e o Senhor acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía. ... E assim abençoou o Senhor o último estado de Jó mais do que o primeiro." (Jó 42:10-12).


No relatório daqueles que mediante a abnegação entraram na comunhão dos sofrimentos de Cristo, acham-se os nomes de Jónatas e de João Batista, aquele no Velho Testamento e este no Novo.

Jónatas - por nascimento herdeiro do trono e não obstante ciente de que fora posto de lado pelo decreto divino; o mais amável e fiel amigo de seu rival Davi, cuja vida ele escudava com perigo da sua própria; firme ao lado do pai através dos tenebrosos dias de seu poder em declínio, e a seu lado tombando, ele mesmo, finalmente - acha-se o seu nome guardado como tesouro nos Céus, e na Terra permanece como um testemunho da existência e do poder do amor abnegado.

João Batista abalou a nação, por ocasião de seu aparecimento, na qualidade de arauto do Messias. De uma para outra parte seus passos eram seguidos por vastas multidões constituídas de pessoas de todas as classes e condições. Mas quando chegou Aquele de Quem ele dera testemunho, tudo se mudou. As multidões acompanharam a Jesus, e a obra de João parecia encerrar-se rapidamente. Contudo não houve vacilação na sua fé. "É necessário," disse ele, "que Ele cresça e que eu diminua." (S. João 3:30).
Passou-se o tempo, e o reino que João confiantemente esperara não se estabeleceu. No calabouço de Herodes, separado do ar vivificante e da liberdade do deserto, ele aguardava e vigiava. Não houve exibição e armas, nem despedaçamento de portas de prisões; mas a cura de enfermos, a pregação do evangelho, o erguimento das almas humanas testificavam da missão de Cristo.
Sozinho no calabouço, vendo onde ia terminar o seu caminho e o de seu Mestre, João aceitara este encargo - a comunhão com Cristo no sacrifício. Mensageiros celestiais assistiram-no até ao túmulo. Os seres do universo, caídos ou não, testemunharam a reivindicação do serviço abnegado, feita por ele.
Em todas as gerações que se têm passado desde então, almas sofredoras têm sido amparadas pelo testemunho da vida de João. Na masmorra, no patíbulo, nas chamas, homens e mulheres, no decorrer dos séculos de trevas, têm sido fortalecidos pela memória daquele de quem Cristo declarou: "Entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista." (S. Mateus 11:11).


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"E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté (imagem com ele e a juíza israelita Débora - E.E.), ... e de Samuel, e dos profetas: os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.

"As mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e os outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra.

"E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa: provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados." (Hebreus 11:32-40)

Ellen G. White in Educação, Casa Publicadora Brasileira, 1977.


"AOS PAIS, PROFESSORES E ESTUDANTES, todos alunos na escola preparatória da Terra, é dedicado este livro. Oxalá os ajude a conseguir os maiores benefícios, desenvolvimento e gozo da vida no serviço aqui, e assim a habilitação para aquele serviço mais amplo, o 'curso superior', aberto a todo ser humano na escola do além." E.W.

"Para que nossos filhos sejam como plantas, bem desenvolvidos na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas, como colunas de uma palácio." E.W.

"Refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória." II Coríntios 3:18.

"Respeitar o Senhor é a verdadeira sabedoria; conhecer o Deus santo é ter entendimento." Provérbios 9:10 (T.I.P.C.).


terça-feira, 14 de julho de 2015

DIA  DA  LIBERDADE  DE  PENSAMENTO


"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é Verdadeiro, tudo o que é Honesto, tudo o que é Justo,
tudo o que é Puro, tudo o que é Amável, tudo o que é De Boa Fama, se há alguma Virtude,
e se há algum Louvor, NISSO PENSAI."
Filipenses 4:8

"Sem fugir à realidade, potencializando o respeito pelos outros e preservando em tudo a verdade,
todos deveremos assumir o exercício da liberdade de pensamento."
Daniel Esteves

O CENTRO FAZ A DIFERENÇA

O tema do Grande Conflito, com o triunfo final de Deus, oferece-nos uma perspectiva universal da vida. (Links 1R)

         Quando Copérnico publicou em 1543 De Revolutionibus Orbium Coelestium (Sobre as Revoluções das Esferas Celestes), mal reconheceu que o mundo não mais seria o mesmo. O cientista mostrou que a Terra não era o centro estacionário do Universo; pelo contrário, ela e os outros planetas giram em volta do Sol. As opiniões desse católico polonês fiel sacudiram o fundamento de um velho dogma científico e religioso.
         Mesmo antes de Copérnico, houve pessoas que postularam que a Terra de fato girava em volta do Sol, mas a astronomia, influenciada por Aristóteles e Ptolomeu, operava sobre a premissa de que a Terra estava parada e que as mudanças nas posições das estrelas e planetas resultavam apenas do seu movimento, não do da Terra. Influenciada pela opinião grega, a teologia cristã logo a adotou.
         Por exemplo, considere a Divina Comédia, de Dante. O escritor coloca a Terra no centro do Universo e o inferno no centro da Terra. Dante permite sua imaginaçao viajar até às profundezas do inferno e depois subir através das várias esferas do céu até finalmente contemplar o trono de Deus na esfera mais elevada. A igreja medieval basicamente assumiu essa visão do Universo e fê-la parte do dogma cristão.
         Segundo a teologia medieval, o céu fica em cima, o inferno em baixo e no meio fica a Terra. Mudar qualquer destes da sua posição destruiria, muitos pensavam, a essência da concepção cristã que colocava a Terra no centro do Universo.

         Embora Copérnico dedicasse sua obra ao "Santíssimo Senhor Papa Paulo III",* a igreja por volta de 1616 baniu todos os livros, incluindo o de Copérnico, que advogavam que a Terra girava. Em 1633 a igreja proibiu que os católicos cressem ou ensinassem que a Terra girava. Somente depois de 1822 Roma permitiu a impressão de livros que ensinavam que a Terra girava ao redor do Sol!
         Os protestantes não estavam em posição muito melhor. Lutero chamou a Copérnico "um astrólogo arrogante", porque afinal, Lutero dizia, a Bíblia claramente ensina que "Josué mandou o Sol parar e não a Terra". Melanchton, citando Eclesiastes, trovejou que "a Terra permanece para sempre" e que "o Sol também se levanta, e o Sol desce, e se apressa para o lugar de onde se levantou", e atacou Copérnico. Calvino, citando o Salmo 93:1 "Firmou o mundo que não vacila", perguntou: "Quem porá a autoridade de Copérnico acima da do Espírito Santo?"

         Hoje, ninguém, católico ou protestante, crê que a Terra seja estacionária, ou que ela seja o centro do Universo. Contudo, às vezes penso que temos a tendência de construir nossa teologia de modo que parece manter a Terra no centro do Universo, se não fisicamente, mas teológica e espiritualmente.
Teologia com o Enfoque Correto

         Os adventistas do sétimo dia têm algo singular a oferecer ao mundo cristão: a nossa perspectiva bíblica, a nossa compreensão da grande controvérsia entre Cristo e Satanás. O que o tema do Grande Conflito mostra é que as questões referentes ao pecado, rebelião e à lei de Deus vão além da Terra, da humanidade e mesmo da nossa redenção.
         Assim, o tema inclui o Universo todo, uma perspectiva que deve ser mantida em mente a fim de se obter uma compreensão melhor das grandes verdades que a Bíblia advoga.
         Por exemplo, vejamos: há dois mil anos Cristo exclamou na cruz: "Está consumado!" Jesus venceu a Satanás no Calvário. Pagou o preço da nossa redenção. Porque, então, estamos ainda aqui depois de Jesus ganhar a batalha decisiva na cruz?

         Pois, se tudo que importasse fosse a nossa salvação, se toda a questão envolvida nessa experiência triste do pecado fosse livrar-nos do pecado, então este longo período de tempo, quase dois milénios depois da cruz, não faria sentido. Porque prolongar essa experiência miserável com o pecado, se Cristo obteve a nossa redenção na cruz?!
         Leia o que escreveu Ellen White, inspirada, ao falar da morte de Jesus: "Satanás não foi então destruído. Os anjos não perceberam, nem mesmo aí, tudo quanto se achava envolvido no grande conflito. Os princípios em jogo deviam ser mais plenamente revelados. E por amor ao homem, devia continuar a existência de Satanás. O homem, bem como os anjos, deviam ver o contraste entre o Príncipe da Luz e o príncipe das trevas."1
         Não vê você que a nossa salvação, embora central em todo o tema do Grande Conflito, não é o único fator envolvido? A questão do bem e do mal, no contexto do Universo, precisa ser plenamente resolvida, ou como Ellen White disse: "plenamente revelada", não somente para nós, mas também para os anjos.
         Questões referentes ao caráter de Deus, à justiça do Seu governo, à equidade das Suas leis, são questões cruciais que atingem outros, além de nós. Embora a batalha em si mesma, na sua maior parte agora, esteja sendo travada na Terra, as suas repercussões estendem-se pelo cosmos. A perspectiva cósmica é muito importante para ser minimizada, e é este alcance universal que devia dominar a nossa mente, em vez de uma perspectiva que centraliza tudo na nossa salvação.

Jó: Um Caso Típico

         Considere o livro de Jó. Começa com uma situação idílica e serena na Terra, enquanto há um conflito entre Cristo e Satanás no Céu. É lá que o livro de Jó localiza o conflito. Não sobre a Terra.
         Posteriormente o conflito transfere-se para a Terra. O Livro de Jó, creio, é um microcosmos de todo o cenário do Grande Conflito, que mostra que o pecado é um problema universal com repercussões além do nosso pequeno planeta.
         Pense nisto. Onde começou o pecado? Na Terra? Naturalmente que não. Olhe além da Terra e você verá que o pecado começou no Céu, com a rebelião de Satanás e dos anjos contra o governo de Deus. Embora disputada aqui, depois da guerra no Céu e a expulsão de Satanás e dos seus anjos, o problema não é limitado à Terra.
         Essa perspectiva cósmica pode nos ajudar a compreender melhor verdades como o ministério sacerdotal de Cristo no santuário celeste e o julgamento. O santuário é um modo como Deus nos ajuda a compreender essas questões. Do mesmo modo que o santuário terrestre ajuda a revelar o plano da salvação para nós, o santuário celeste ajuda a revelar o plano da salvação ao resto do Universo. É para isto que a cena do julgamento de Daniel 7 parece apontar. As hostes inumeráveis do Céu observam o julgamento em sessão. Bastaria isto para nos mostrar que as questões envolvidas no plano da salvação vão além de nós!

Deus, Nosso Centro

         Copérnico disse que a Terra não é o centro do Universo. Ele desafiou a humanidade a olhar para cima e contemplar a majestade do sistema cósmico no qual a nossa Terra é apenas uma pequena parte. Mudando de paradigma: um estudo pessoal aprofundado das Profecias Bíblicas mostrará a todos que, por mais importante que sejamos, as grandes questões do Universo convergem para o Grande Conflito entre Deus e Satanás, entre o bem e o mal.
         Assim, mais depressa do que pensamos, as palavras do profeta vão se cumprir: "O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor."2
         
A  Questão  Agora  É:  Olharemos  Para  Além  De  Nós  Mesmos  E  Faremos  De  Deus
O  Centro  Do  Nosso  Pensamento,  Da  Nossa  Vida  E  A  Nossa  Esperança?

Robert S. Folkenberg foi Presidente da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, com sede em Silver Spring, Maryland, E.U.A., in Revista Diálogo Universitário 9:1, 1997.
Notas e Referências:
1. Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, págs. 731 e 732.
2. Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 684.

* (Não podemos chamar de Santíssimo a nenhum ser humano pois só Deus é imortal, nunca pecou, nunca falhou, e tem todo o poder:  1"Aquele que possui, Ele só, a imortalidade, e habita na Luz inacessível, a Quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver." I Timóteo 6:16;  2"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." Romanos 3:23;  3"Deus não é homem, para que minta, nem filho do homem, para que Se arrependa; porventura diria Ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?" Números 23:19;  4"Jesus, olhando para eles, lhes disse: Para os homens isto é impossível, mas para Deus tudo é possível." Mateus 19:26.
Quando Jesus voltar, sim, então poderemos vir a ser imortais e não mais pecadores. Mas nunca, nenhum ser humano, Santíssimo! Este termo pertence, por direito, só à Divindade. Ser santo é o que Deus espera, já agora, de cada pessoa, mas Santíssimo é um atributo exclusivamente Seu. E graças a Ele por isso, porque aí está a Nossa Esperança! A Nossa Confiança! E a Nossa Paz! E.E.)
Pode ler sobre Santificação em Leituras para a Vida, 24.10.2014, Links 1R.



CURVATURA  DO  TEMPO  NO  MURO  DAS  LAMENTAÇÕES
         
Há dois anos levei o meu filho a Israel, tendo eu pregado em Jerusalém e, no Sábado seguinte, em Tel Aviv. Foi impecável: um Judeu a pregar em Jerusalém e, ainda por cima, no Sábado do sétimo dia. Não é uma imagem que, quando estava a crescer, associasse a mim mesmo.
Entre reuniões, ficámos parados, uma manhã, diante do Muro Oeste do Monte do Templo. Fomos com Elhanan ben Abraham, um Judeu crente em Jesus que, 33 anos antes, me tinha batizado no Rio Jordão, na Galileia. Enquanto ali estávamos à sombra do antigo muro, um Judeu ortodoxo aproximou-se e perguntou se éramos Judeus. Quando respondemos que sim, ele perguntou se queríamos "atar um tefillin". Concordámos em fazê-lo. Atar um tefillin é um ritual em que se enrola, com fios, uma caixa negra no braço e outra na testa. Está baseado em Deuteronómio 6:8: "Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por testeira entre os teus olhos." Em cada caixa estão porções da Torah, excertos de Êxodo e de Deuteronómio. Após as caixas estarem colocadas no lugar apropriado, recitam-se algumas bênçãos em Hebraico, incluindo uma que se pode traduzir assim: "Bendito és Tu, Senhor nosso Deus, que nos santificaste com os Teus Mandamentos e nos ordenaste que usássemos tefillin."

Após termos acabado, Elhanan e eu começámos a testemunhar da nossa fé. Perguntámos-lhe acerca do Messias, e fizemo-lo saber que acreditávamos que o Mosiach ("Messias" em Yiddish) já tinha vindo e que Ele é Jesus de Nazaré. Lembro-me de o Judeu ter erguido a palma da sua mão e depois tê-la projetado em direção ao chão, como se lançando a ideia por terra. Alguns homens, que também eram Judeus ortodoxos, aproximaram-se de nós e começámos uma discussão e tanto. Esta tornou-se intensa, mas nunca descontrolada, e acabámos por vir embora.
Apenas mais tarde, a partir da perspetiva variada que a passagem do tempo dá a qualquer evento, é que me apercebi do caráter incrível do que acontecera: Ali estávamos nós, Judeus, 2000 anos após a Cruz, na área do Templo de Jerusalém, e discutindo sobre o facto de Jesus ser o Messias!
Ora, ora!
Pense em toda a História que já se desenrolou desde os dias em que Estêvão, ou Paulo, ou Pedro ou qualquer outro dos primeiros crentes em Jesus estiveram nesta área, a mais ou menos 50 metros quadrados de onde nós estávamos, e fazendo o mesmo que nós! Nações e impérios vieram e passaram, substituídos por outras nações e impérios, que também vieram e passaram. Grupos étnicos inteiros surgiram e desapareceram. Novos continentes foram "descobertos" e novas religiões foram lançadas, enquanto religiões antigas se evaporavam. Quando Pedro e João falavam acerca de Jesus na mesma área em que nós o fizemos, o mundo ainda tinha que esperar 1500 anos por Copérnico, 1600 anos pelo Princípio de Newton e mais de 1900 anos pelo iPhone.


Embora fosse mínima a diferença do espaço entre o lugar onde estávamos a falar com outros Judeus sobre Jesus e o lugar onde Pedro, Tiago e João o tinham feito, talvez mensurável em metros, a diferença no tempo era tão vasta, as mudanças no mundo tão monumentais, que seria como se estivéssemos em Planetas diferentes, e não à distância do lançamento de uma pedra.
No entanto, apesar do desenrolar de séculos que se transformaram num milénio e, mesmo, em quase dois milénios, ali estávamos nós, Judeus, nos terrenos do Templo, testemunhando e argumentando com outros Judeus acerca de Jesus de Nazaré. É como se todos aqueles longos anos nunca tivessem acontecido. Uma curvatura do Tempo no Muro das Lamentações.
A mensagem do primeiro anjo diz o seguinte: "E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o Evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação e tribo e língua e povo" (Apoc. 14:6). É o Evangelho eterno, a esperança da vida eterna, "o qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos" (Tito 1:2). O núcleo do Evangelho é a intemporalidade. Assim, quer seja pregado nas montanhas da Patagónia ou proclamado no ar pela Rádio Mundial Adventista ou, mesmo, debatido entre Judeus à sombra do Muro das Lamentações, no ano 50 d.C., ou no ano 2011 d.C., a verdade do Evangelho permanece a mesma, e fomos chamados, como outros antes de nós, para a proclamarmos!"

Clifford Goldstein, Editor do Manual da Escola Sabatina, in Revista Adventista, Agosto 2013. Pode conhecer mais sobre o autor em Leituras para a Vida, 19.01.2014.




REVELAÇÃO DE DEUS

A natureza, criação de Deus, revela o seu Criador: "Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes" (Salmo 19:1-4). Maravilhado, o salmista exclama: "Quando contemplo os Teus céus, obra dos Teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste, que é o homem mortal, para que te lembres dele, e o filho do homem, para que o visites?" (Salmo 8:3, 4).
Mas a maior e mais perfeita revelação de Deus é Jesus Cristo, que veio a este mundo para O revelar. "Eu e o Pai somos um", disse.
"Quem me vê a mim vê o Pai" (S. João 10:30; 14:9).
Contudo, pode acontecer não conseguirmos vislumbrar, na criação, a glória e majestade do Deus Criador, ou não sermos capazes de ver o Seu poder redentor nas nossas vidas. Então, há uma outra revelação de Deus, Verbo Eterno Criador e Redentor, a Sua Palavra, à disposição de todo o homem: a Sagrada Escritura.

   

Os cristãos sempre consideraram que Deus falou e continua a falar aos homens através da história e da literatura bíblicas, porque, como diz o apóstolo Pedro, as Escrituras não foram produzidas pela vontade de homem algum, "mas os homens santos de Deus falaram, inspirados pelo Espírito Santo" (II S. Pedro 1:21). Deus preservou a Sua Palavra, para que nela nós pudéssemos achar o caminho de volta a Deus, através de Jesus.
De facto, Jesus é o centro das Escrituras e o seu estudo leva-nos, certamente, aos pés do Salvador. O próprio Jesus disse: "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam (S. João 5:39).
Do Génesis ao Apocalipse, dos profetas aos apóstolos, as Escrituras dão testemunho de Jesus. Ele é o Criador, por Quem "todas as coisas foram feitas" (S. João 1:3); o Redentor prometido, ainda no Éden, aos nossos primeiros pais (Génesis 3:15), que "veio salvar o que se tinha perdido" (S. Mateus 18:11); "Aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas" (S. João 1:45); e é o Rei vindouro que no livro da Revelação declara: "Certamente cedo venho" (Apocalipse 22:20).

Pouco depois da morte de Jesus, dois dos Seus discípulos dirigiam-se à aldeia de Emaús e iam comentando esse doloroso acontecimento. O Divino Ressuscitado aproximou-Se deles, mas não O conheceram, e perguntou-lhes qual a razão da sua tristeza. Relatando-Lhe os factos ocorridos em Jerusalém, um deles teve este desabafo: "E nós esperávamos que fosse Ele o que remisse Israel."
De que modo Se revelou Jesus àqueles homens? "Começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que d'Ele se achava em todas as Escrituras" (S. Lucas 24:2-27). Essa explicação transformou a sua tristeza em alegria, mudou o seu desespero em fé e esperança. E diziam: "Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras? (Vers. 32). Pelas Escrituras chegaram ao (re)conhecimento de Jesus.
Hoje, quando queremos dar cumprimento ao mandato evangelístico que Jesus nos confiou, as Sagradas Escrituras são também "a palavra da fé, que pregamos" (Romanos 10:8), que pode fazer os homens "sábios para a salvação" (II Timóteo 3:15), levando-os a Cristo.


Filipe, notável evangelista dos tempos apostólicos, a quem "as multidões unanimemente prestavam atenção"
e "se baptizavam tanto homens como mulheres" (Actos 8:6, 12), usou as Escrituras com grande êxito.
Quando o Espírito Santo o enviou ao caminho deserto de Jerusalém a Gaza, e ele se encontrou com um viajante solitário,
alto funcionário e administrador de Candace, rainha da Etiópia,
reparou que este ia lendo o profeta Isaías (Isaías 54:7-8).
Filipe perguntou-lhe:
- Entendes o que estás a ler?
- Como é que eu posso entender, se ninguém me explicar?
E convidou Filipe a subir e a sentar-se com ele no carro. Então, Filipe, "começando nesta escritura, lhe anunciou a Jesus".
A certa altura, chegaram "ao pé de alguma água", e o viajante perguntou:
- Eis aqui água! Há alguma coisa que impeça que eu seja baptizado?
Filipe respondeu:
- Se tu crês de todo o coração, não há nada que impeça.
Disse então o oficial etíope:
- Eu creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.
"E mandando parar o carro, entraram os dois na água e Filipe baptizou-o" (Actos 8:26-40).


Neste número de Sinais dos Tempos, gostaríamos de convidar o Leitor, ou Leitora, a fazer também um percurso:
a descobrir e encontrar na Palavra de Deus,
essa outra Palavra, o Verbo Divino, Jesus Cristo, Autor e Centro da Escritura Sagrada.

Prouvera a Deus que chegasse à mesma conclusão que este oficial etíope:
Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus!

Linda Meditação de Maria Rosa Baptista, publicada no Editorial da Revista Sinais dos Tempos, nº 51, 1994. Licenciada em Letras pela Universidade de Lisboa, para além de Professora, a Dra Mª Rosa foi durante muitos anos a excelente Secretária da União Portuguesa dos Adventistas do 7ª Dia, em Lisboa, Portugal.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Jesus Cristo é a Rocha
e
A Bíblia a Sua Palavra Autenticada



QUAL É O FUNDAMENTO DA IGREJA?

A recente visita do Papa aos Estados Unidos em Outubro de 1979 entrará para a História como um dos acontecimentos culminantes da última década. A nação inteira parou como que hipnotizada ante a figura simpática e atraente do Pontífice romano, que exerceu uma influência envolvente sobre milhões de pessoas que ouviram a sua palavra dita com bondosa autoridade, ou que simplesmente captaram um vislumbre da sua carismática figura.

Agiganta-se o Prestígio do Papa

A primeira dama da nação deu-lhe cordialíssimas boas-vindas em nome do seu esposo. Poucos dias depois o Papa chegava à capital do país para entrar triunfalmente na Casa Branca, onde foi recebido pelo presidente Jimmy Carter. No jardim da mansão presidencial falou a milhares de dignitários dando-lhes a bênção papal. Pouco depois teve lugar uma recepção oficial no jardim norte da sede do governo.
Norte-americanos de todas as procedências expressaram a sua admiração pelo ilustre visitante que fala sete idiomas e empolga as massas com o seu cálido sorriso. Até Billy Graham declarou: "O Papa é o dirigente religioso mais respeitado no mundo de hoje". E acrescentou: "A visita do Papa João Paulo II aos Estados Unidos é um dos acontecimentos mais importantes entre aqueles que produzirão o despertamento religioso do nosso povo".
Esta viagem aos E.U.A. seguiu-se às visitas que o chefe supremo do catolicismo fez à Polónia, à República Dominicana, ao México e à Irlanda, e seguramente tem sido e será seguida por outras viagens programadas. Tudo isto em pouco mais de dois anos de pontificado.
É evidente que com esta série de giros por diversos países do mundo, e particularmente com esta memorável visita aos Estados Unidos, a figura do Papa tem-se agigantado e despertado mais simpatia e mais esperanças do que nunca.

É São Pedro o Fundamento da Igreja?

Muitos veem o Papa como o dirigente indiscutível do mundo religioso de hoje. Além disso muitos o veem como o fundamento da Igreja de Cristo. Para tanto baseiam-se não somente na sua popularidade, mas também na tradicional afirmação de que São Pedro foi constituído como pedra fundamental da Igreja pela declaração de Cristo.
É oportuno lembrar, entretanto, que esta premissa não corresponde à realidade nem pode ser provada pela Palavra de Deus.
Vejamos em primeiro lugar a declaração de Cristo. Vamos transcrevê-la literalmente: "Mas vós, continuou Ele (Jesus), quem dizeis que Eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então Jesus afirmou-lhe: Bem aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas Meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (São Mateus 16:15-18).
Aqueles que declaram ser Pedro o fundamento da Igreja usam como argumento a declaração de Jesus: "Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja", e sustentam que a palavra "pedra" neste caso se refere a São Pedro.
É interessante lembrar, em primeiro lugar, que a maior parte dos pais da Igreja, reverenciados pelo catolicismo, estão em completo desacordo com a ideia de que a rocha à qual Jesus Se referiu seja Pedro. Para alguns essa rocha é o próprio Jesus. Para outros é a declaração feita por São Pedro: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo", o que, afinal de contas, equivale à mesma coisa.
Esta exegese dos Pais da Igreja está de acordo com as Escrituras, e desautoriza os teólogos que querem fazer de São Pedro o fundamento da Igreja. Mas o mais importante é investigar na própria Bíblia qual é a interpretação a ser dada às palavras do Senhor, pois a Bíblia é sua própria exegeta e intérprete e nunca se contradiz a si mesma.
Para provar que a rocha sobre a qual está edificada a Igreja é Cristo, ou a fé expressa por São Pedro de que Cristo é o Filho do Deus vivo, o que é a mesma coisa, vejamos o que dizem a respeito disso outras passagens das Escrituras.
Comecemos por assinalar o facto de que quando Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja", usou duas palavras, totalmente diferentes, cujo significado estabelece um contraste notável e permite entender a ideia do Mestre, mesmo que não tivéssemos outros textos para interpretar esta passagem. Na primeira parte da frase Cristo usou a palavra Pedro, em grego Pétros, que significa pedra pequena ou seixo. Na segunda parte da frase de Cristo, pedra é traduzida do grego pétra, que significa rocha, uma rocha grande que não pode ser movida. Deste modo, pelo estudo semântico e linguístico da passagem não se pode interpretar que Cristo se tenha referido a Pedro, quando disse: "Sobre esta rocha". Parafraseando o que Cristo expressou, diríamos: "Tu és Pedro, uma pedrinha rolante. Mas sobre esta rocha inamovível - a declaração que tu fizeste de que Eu sou o Filho de Deus - edificarei a Minha igreja".

Mas  Vejamos  o  Que  a  Própria  Bíblia  Ensina:
1 - O próprio apóstolo São Pedro indica claramente que a pedra viva, a rocha eterna, é o Senhor Jesus Cristo. Falando acerca do Salvador, na sua primeira epístola, declarou: "Chegando-vos para Ele (Cristo), a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa". E acrescenta: "A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra angular (certamente falando de Cristo)" (I São Pedro 2:4, 7).
2 - São Paulo ensina a mesma coisa na sua epístola aos Efésios 2:20: "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular". E se o espaço permitisse poderíamos comentar outras passagens bíblicas que falam do Senhor como a pedra fundamental da Igreja.

3 - Tão-pouco a declaração de que São Pedro constituiu a sua sede em Roma e aí desempenhou o primado da igreja primitiva, pode ser demonstrada, tanto pela Bíblia como pela História. O relato das Escrituras não nos permite inferir que Pedro tenha passado mais que uns poucos anos em Roma por ocasião do seu martírio, tão-pouco permite concluir que tenha então ocorrido o seu primado. Pelo contrário, no grande concílio de Jerusalém, reunido por volta do ano 49 A.D. para considerar a conduta dos cristãos procedentes do paganismo, no que dizia respeito às cerimónias judaicas, a decisão final não foi tomada por indicação de um dirigente que fosse o primeiro ou que se chamasse vigário de Deus. A passagem relata: "Então pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a igreja..." (Atos 15:22). E a mensagem enviada às igrejas começava assim: "Os irmãos, tanto os apóstolos como os presbíteros, aos irmãos de entre os gentios..." (versículo 23).
4 - Por outro lado, é evidente que o concílio de Jerusalém foi presidido por Tiago e não por Pedro (versículos 13-19).
5 - Em nenhum lugar da Bíblia se ensina que tenha sido plano de Deus converter um ser humano em supremo reitor dos destinos da Igreja ou seu governante máximo e sua voz infalível, particularmente em matéria de ensino e doutrina. A única Cabeça suprema da Igreja é Cristo, e o único magistério infalível é o do Espírito Santo, que foi enviado por Jesus quando subiu ao Céu (São João 16:13).

A Suprema Norma da Verdade

6 - Cabe também assinalar que a posição de que a Igreja deve basear-se na tradição, além da Bíblia, está em total desacordo com as Escrituras e com os ensinos de Cristo e dos apóstolos. Seria inconsequente da parte de Deus confiar a transmissão da verdade a uma tradição incerta, errante e nebulosa, particularmente quando esta muitas vezes se afasta da Bíblia. Pelo contrário, o Senhor deu um código escrito o qual tem sido aceite providencialmente por todas as igrejas cristãs. Esse código contém a revelação única e suficiente da vontade de Deus e é constituído pelas Sagradas Escrituras.
7 - Por isso Jesus, na sua oração sacerdotal disse: "A Tua Palavra é a verdade" (S. João 17:17).
8 - Além disso acrescentou: "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim (São João 5:39).

9 - Por outro lado, Jesus nunca Se referiu à tradição como base ou fonte da verdade. Ele chegou até a dizer aos dirigentes religiosos da Sua época: "Porque transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?" (São Mateus 15:3).
A Bíblia mostra que o instrumento escrito é não somente inspirado, mas único e suficiente. São Paulo escreveu na sua carta a Timóteo: "E que desde a infância sabes as Sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus". E acrescenta, para destacar o valor único, a inspiração absoluta e o carácter infalível da Bíblia: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correcção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra." (II Timóteo 3:15-17).
Quanta confiança nos proporciona o facto de que Deus providenciou para nós um instrumento escrito e inspirado pelo Espírito Santo (II São Pedro 1:19-21), que é infalível, perfeito e completo, como base da nossa esperança e âncora segura da nossa fé!

10 - Quanta segurança e consolo deve trazer-nos o facto de que o fundamento da igreja de Cristo não é um ser humano, imperfeito, mas o próprio Jesus, nosso amado Salvador, que nos ofereceu como garantia do Seu amor inefável, uma vida humana perfeita, e Seu próprio sangue expiatório!

Que esta Confiança e esta Segurança do Amor de Cristo nos Levem a Aceitá-l'O como Nosso Salvador e a Receber os Seus Princípios como Norma da Nossa Vida. Ele nos Fará Felizes nesta Vida e nos Dará, além disso, a Vida Eterna.

Fernando Chaij, Licenciado em Filosofia e História pela Universidade Nacional de Buenos Aires, foi Diretor e Professor de História da Universidade Adventista del Plata da Argentina, in Sinais dos Tempos, nº 3, 1981.

O SENHOR É MINHA ROCHA



Quando paro pra pensar em Teu grande amor, Penso: "Pode Deus amar a mim, pecador?"
Ao sentir o Teu poder manifesto em mim, Eu não consigo compreender porque me amas tanto assim.

CORO
Pois o Senhor é minha rocha, Meu refúgio é o Senhor. Não temerei, mas forte serei, Quando o mal sobre mim vier.
Pois o Senhor é minha fortaleza, E meu protetor. Se em provação me ajudas, Grande é o amor que tens por mim!

Quando olho para o céu, Obra de Tuas mãos, Vejo quanto és grande ó Deus, Por Tua criação.
Ó meu Pai, Senhor da luz, Sou um pecador. Mas sei que o sangue de Jesus, Faz de mim um vencedor!

Por isso peço, ó Pai, Comigo sê nesta luta aqui. Louvor então hei de render, Em gratidão a Ti.
A Ti, ó Pai de amor! Pai de amor!
Senhor! Tu És A Minha Rocha!


   

A IGREJA, EDIFICADA SOBRE A ROCHA: CRISTO

TRANSFORMADORES DO MUNDO
"Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo."
Filipenses 2:15.
Discursando para líderes do partido comunista, Karl Marx afirmou com entusiasmo: "O propósito da filosofia é interpretar o mundo. O propósito do comunismo é transformar o mundo." Durante 70 anos, a igreja e o comunismo confrontaram-se exactamente neste ponto: Ambos se propuseram mudar o mundo, mas com métodos diametralmente opostos.
Não se engane: O propósito da igreja é mudar radicalmente o mundo. O seu objectivo não é condescender nem conformar-se com o mundo; é transformá-lo. O seu alvo não é partilhar das perversões do mundo, mas trabalhar pela sua conversão. A igreja é a arena da graça de Deus. Os seus membros devem brilhar "no meio de uma geração pervertida e corrupta". Filip. 2:15. "A igreja é o instrumento indicado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e a sua missão é levar o evangelho ao mundo. ... A igreja é a depositária das riquezas da graça de Cristo; e pela igreja será a seu tempo manifesta, mesmo aos 'principados e potestades nos Céus' (Efés. 3:10), a final e ampla demonstração do amor de Deus." - Ellen White in Actos dos Apóstolos, pág. 9.
A igreja não é apenas uma instituição corporativa, embora seja organizada para cumprir uma missão. Ela não é uma estrutura burocrática: é um grupo de cristãos transformados pela graça, dedicados a fazer a vontade de Cristo no mundo. É o povo de Deus redimido para servir, suprindo necessidades em toda a parte, em nome de Jesus. São administradores, pastores, adultos, jovens, crianças, você e eu proclamando o Seu amor e a Sua verdade a todos, em todos os lugares. A igreja, somos nós.
Ela nunca será o que Deus quer que ela seja até que eu me torne o que Deus quer que eu seja. Um evangelista disse: "O mundo ainda está para ver o que Deus pode fazer através do homem que Lhe é totalmente consagrado. Pela Sua graça, eu serei esse homem."
Seja você também esse homem ou mulher, esse jovem, menino ou menina. Pela graça de Deus é possível.
Mark Finley in Meditações Matinais SOBRE A ROCHA, Publicadora SerVir, 02.06.2007.

O CERTO E O ERRADO
"Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte."
Provérbios 14:12.
Abraão Lincoln enfrentava uma grave crise. Durante décadas, e escravidão era discutida na América. A Constituinte fora aprovada à tangente. O Compromisso de Missouri, de 1820, preservara algum equilíbrio entre Estados livres e esclavagistas, mas o assunto não podia continuar a ser ignorado indefinidamente. Os Estados do sul pareciam estar prontos para se separarem. Argumentavam que a sua economia e o seu estilo de vida dependiam da mão-de-obra escrava.
E Lincoln desejava preservar a nação. Ele era um conciliador. Fez tudo para evitar que o país se dividisse. O lema da Revolução Americana, "Unidos, ficamos em pé; divididos, caímos." era também o de Lincoln. Porém, ele via outro princípio em jogo, a que chamou a "monstruosa injustiça da escravidão." Certa vez disse: "Se a escravidão não for um erro, nada mais é errado. Nunca pensei ou senti de outra forma." Para Lincoln, não estava certo que seres humanos se apossassem de outros seres humanos. Apesar dos muitos opositores, da ligação da economia ao trabalho escravo, ou das ameaças feitas, a escravidão estava errada.
No dia 1 de Janeiro de 1863, Abraão Lincoln, finalmente, proclamou a emancipação, numa declaração simbólica que preparou o caminho para a liberdade. Lincoln enfrentou a crise e tomou uma posição. E a nação norte-americana deu um passo para se tornar a terra da liberdade.
Muitas pessoas acreditam que não existe 'certo' nem 'errado'. Definem essa questão como sendo relativa, de preferência pessoal, o que torna o nosso tempo bem semelhante aos dias dos juízes, quando "cada um fazia o que achava mais correcto". Juí. 21:25. Mas Salomão fala com relevância cada vez maior a esta geração: "Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte." Prov. 14:12.
Fazer o que é certo ou errado não é uma questão de preferência pessoal; mas de fazer ou não a vontade de Deus. Ele convida-nos a que firmemos a nossa postura intelectual, moral e espiritual no fundamento da Sua Palavra.
Idem, 10.06.2007.

QUANDO A CONSCIÊNCIA MERECE CONFIANÇA
"Por isso também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens."
Actos 24:16.
Recentemente, um estudante universitário e eu conversávamos sobre questões morais. O seu ponto de vista era igual a outros que eu já ouvira. Quando lhe pedi para definir a diferença entre o bem e o mal, ele respondeu: "Sigo a minha consciência. Se não acho que algo é errado, vou em frente. Ouço as minhas convicções." Concordo, em parte, com essa declaração. É certo que o Espírito de Deus nos convence do que é certo ou errado. Se vivemos em comunhão com Deus, a voz suave do Espírito guia-nos. Porém, é a consciência um guia seguro?
O que é a consciência? É a voz interior que nos imprime a sensação do bem e do mal. Deus no-la deu como uma espécie de radar moral. Mas ela não funciona no vazio. Recebe influências. O ambiente, as nossas escolhas e as sugestões alheias contribuem para a sua formação. A Bíblia fala sobre a "boa consciência" (Actos 23:1; I Tim. 1:5), a "consciência limpa" (I Tim. 3:9) e a consciência purificada pelo sangue de Cristo "de obras mortas para que sirvais ao Deus vivo" (Heb. 9:14). Mostra, também, como a consciência é contaminada (I Cor. 8:7), e então qualifica-a como débil (I Cor. 8:12), cauterizada (I Tim. 4:2) e má (Heb. 10:22).
Isto leva-nos à pergunta inicial: É a consciência um guia seguro?
Sim e não. Se ela é moldada pela Palavra de Deus, se é sensível à direcção do Espírito Santo, se é preparada para fazer escolhas correctas e estiver aberta à influência de bons conselhos, merece confiança.
Mas, se for manchada pela desobediência, endurecida pelo pecado, influenciada por cristãos transigentes e habituados a escolhas erradas, não é de confiança.
A Palavra de Deus está acima da consciência, sendo o agente de formação desta. Enchamos a mente com a Palavra de Deus, para que a nossa consciência seja santificada dia a dia.
Idem, 11.06.2007.

A FORÇA DE UM TESTEMUNHO
"Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti. ... (Eles) vão indo de força em força."
Salmo 84:5, 7.
O Pastor Mikhail Azaroz foi preso num campo na Sibéria, por causa da sua fé. E entre os encarcerados estava um gigante sanguinário chamado Yura. Juntamente com o seu gangue, ele passava o tempo a aterrorizar outros prisioneiros. Eles nunca tocaram no pastor Mikhail, mas os gritos e gemidos das vítimas eram de partir o coração.
Enquanto o pastor orava sobre isso, veio à sua mente um versículo bíblico: "Eis aí vos dei autoridade para pisardes ... sobre todo o poder do inimigo." Luc. 10:19. Mikhail sentiu que Deus o dirigia para fazer alguma coisa. Certa noite, quando Yura gritou a sua ordem habitual: "Quero ver sangue!", o pastor segurou o seu braço e disse: "Yura, as Escrituras dizem, não faça aos outros o que não quer que eles lhe façam a si." Diante dos olhares admirados, Yura desenvencilhou-se e respondeu: "Não quero magoá-lo, meu velho. Volte para o seu beliche."
Mas o pastor insistiu: "Vamos fazer um acordo. Você dá-me apenas uma hora para conversarmos, e eu conto-lhe o meu passado." Yura pensou um pouco e, virando-se para o seu grupo, perguntou: "Deixamos que ele fale?" Diante do sinal de indiferença, Yura disse: "Então, vamos lá!"
O pastor contou-lhe sobre a sua fé e a perseguição enfrentada pelos crentes. Passaram-se três horas e os guardas já tinham apagado as luzes. Surpreendentemente, Yura queria ouvir mais. Mikhail prometeu continuar, e, noite após noite, falava-lhes sobre Jesus. A selvajaria da cela terminou.
Deus é mais forte do que a brutalidade; maior do que a maldade de corações empedernidos. Ele transformou o ambiente daquela prisão através do testemunho de um indivíduo. Isso não é surpresa. Ele já mudou o curso da História através de Moisés, mudou Babilónia através de Daniel, mudou a Pérsia através de Ester, mudou Roma através de Paulo. Pode mudar a sua família, o seu local de trabalho, a sua escola, a sua vizinhança, através de si.
Idem, 19.06.2007.

TEMPO DE DESPERTAR
"Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da Terra."
Colossenses 3:2.
O filósofo e economista escocês Adam Smith ficava, às vezes, tão perdido nos seus pensamentos que chegava a esquecer-se de onde estava. Num domingo de manhã, andava pelo seu jardim vestindo apenas um pijama. Em pouco tempo, ficou tão absorvido com a solução de um complexo problema teórico, que saiu do quintal para a rua. De facto, andou cerca de 15 quilómetros até uma povoação vizinha, totalmente alheio ao que o rodeava.
Mas o forte repicar de sinos penetrou em algum nível da sua consciência, e entrou na igreja ainda a pensar no problema. Os fiéis admiraram-se de ver o filósofo ali, vestido apenas com o seu pijama. Smith estava tão absorto nos seus pensamentos que perdeu o contacto com a realidade.
Embora achemos engraçado o distraído filósofo ter entrado de pijama na igreja, será possível que nós também fiquemos tão preocupados com a vida que percamos de vista as realidades eternas? Paulo declara: "Conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos." Rom. 13:11.
Uma vez que "Satanás está a disputar a nossa salvação no jogo da vida" (Testemunhos Para a Igreja, vol. 6, pág. 148), ele tenta distrair a nossa mente com as coisas deste mundo. Tendo em vista a eternidade, agora é o momento de acordar para os seus enganos. A estratégia de Satanás é ocupar-nos com as coisas presentes, de modo que a eternidade tenha pouco espaço no nosso pensamento. Ele quer encher a nossa mente com o que é terreno de modo que não haja espaço para o celestial. Mas a resposta de Deus é: "Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da Terra." Col. 3:2.
A batalha entre Cristo e Satanás está a ser travada na nossa mente. Hoje, convide Jesus para controlar os seus pensamentos. Convide-O para que reine, supremo, na sua mente. Dedique tempo para permitir que o Seu Espírito molde os seus pensamentos, e seja um vencedor!
Idem, 21.06.2007.

A NOSSA ESCOLHA DETERMINA O NOSSO DESTINO
"Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência."
Deuteronómio 30:19.
Robert Ingersoll, um dos incrédulos mais conhecidos do século passado, nasceu no lar de um Pastor. Depois de ouvir o pai pregar sobre o fogo do inferno, Ingersoll concluiu que um Deus que atormentasse as pessoas por milhões de anos não poderia ser um Deus de amor. Mais do que isso, decidiu que um Deus assim não podia realmente existir.
E Ingersoll estava certo. Um Deus vingador, que Se deleita em infligir tamanho sofrimento, não existe.
A minha mente nunca poderia adorar um Deus que atormentasse as pessoas no inferno por milhões e milhões de anos. Consegue imaginar um Céu no qual os remidos ficassem a olhar para as pessoas a sofrerem no inferno? Um popular escritor religioso disse que se o fogo do inferno fosse extinto e os perdidos parassem de sofrer, um dos maiores prazeres dos redimidos acabaria. Por outras palavras, ele afirmou que uma das alegrias do Céu é ficar a olhar para os perversos a sofrer. Que retrato mais distorcido de Deus!!!
O retrato bíblico de Deus é completamente diferente. O amor de Deus não permite que Ele atormente os pecadores pelas eras intermináveis da eternidade. A Sua justiça não permitirá que Ele passe por alto o seu pecado. Mas o pecado (preso ao pecador), é um material inflamável na presença de um Deus Santo. Deus deixa os pecadores fazerem as suas próprias escolhas. E desprovidos da Sua amorosa protecção, eles serão destruídos nas chamas da Sua santidade.
A agonia mais profunda do inferno é a tortura mental de saber que estão banidos para sempre da presença de Deus (quando poderiam ter-se salvo). Deus oferece vida. Eles escolheram a morte. As palavras do antigo profeta ressoam através dos séculos: "Os Céus e a Terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência." Deut. 30:19.
A salvação é uma escolha. A perdição eterna é uma escolha. Cada um de nós, afinal, terá aquilo que escolher. Hoje, o Deus do Céu apela para que cada um de nós escolha a vida.
Idem, 10.07.2007.

UMA VIDA EDIFICADA SOBRE A PALAVRA
"Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha."
Mateus 7:24.
Satanás reservou as maiores tentações especialmente para a geração que vive no tempo do fim. Isto não precisa de nos perturbar, pois o maior derramamento do poder celestial para sustentar o povo de Deus virá também no fim.
Mateus 7:24-27 descreve dois grupos de pessoas. Um grupo consegue atravessar o tempo da tribulação. O outro grupo cai. Duas casas - uma construída sobre a areia e a outra, sobre a rocha. Duas casas passam pela mesma tormenta, mas uma sobrevive e a outra cai. Ellen White escreveu: "O próprio eu não passa de areia movediça. Se edificar sobre teorias e invenções humanas a sua casa ruirá. Será varrida pelos ventos da tentação, pelas tempestades das provas. Mas estes princípios que (Jesus lhe deu) permanecerão. Receba(O); edifique sobre (as Suas) palavras." - O Desejado de Todas as Nações, pág.314.
Nos últimos dias, Satanás soltará os ferozes ventos da tentação. Qualquer tentativa de edificar a espiritualidade sobre o formalismo ou sobre rituais religiosos terminará em desastre. Qualquer vida espiritual centrada em tentativas humanas de vencer a tentação ruirá como uma casa construída sobre a areia.
A casa espiritual que sobreviverá é a que for construída sobre a rocha firme, Jesus Cristo. Na nossa passagem para hoje, Jesus diz: "Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente." Mat. 7:24. Edificar uma vida espiritual em Cristo é edificar uma vida de confiança na Sua Palavra. Uma vida edificada sobre a Palavra de Deus sobreviverá aos ventos da tentação. Ao abrirmos a Palavra de Deus, o mesmo Espírito Santo que inspirou a Palavra aplicará os seus princípios ao nosso coração.
Encontrar tempo para a Palavra de Deus é o grande desafio da nossa apressada sociedade. Qualquer vida que não esteja edificada sobre a Palavra será varrida quando as tormentas da tentação vierem. A Palavra solidifica a nossa fé. A Palavra é a nossa rocha, o nosso alicerce, a âncora da nossa fé. Hoje, tome a decisão de passar tempo com Deus através da Sua Palavra, e edifique sobre a rocha firme.
Idem, 08.08.2007.

DESCOBRINDO AS NOSSAS RAÍZES
"Porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas."
Apocalipse 4:11.
Alex Haley passou mais de uma década à procura das suas raízes nos três continentes. Juntou os retalhos da história da sua família através dos séculos, a qual foi passada de boca em boca e por meio de registos do censo e de testamentos da família.
Com o tempo, descobriu que no ano de 1767, um seu antepassado tinha sido sequestrado no rio Gâmbia, na África, e transportado para Annapolis, Maryland, num navio britânico de transporte de escravos e, em 1768, vendido para John Waller, de Richmond, Virgínia. A história dessa busca iniciada por Alex Haley fez com que milhões de outras pessoas passassem a procurar a sua própria identidade. Estudos genealógicos tornaram-se muito populares.
Quais são as minhas raízes? Quais são as suas? Até as raízes de Haley vão mais fundo do que a sua pesquisa revelou. Através de Jesus, o falecido Sr. Haley não foi apenas um descendente de escravos - ele foi um filho de Deus. A nossa identidade tem as suas raízes na origem da vida. O Apocalipse revela uma cena celestial maravilhosa. Seres celestiais estão a louvar a Deus na sala do trono do Universo. Os seus cânticos ecoam pelos Céus: "Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim, por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas." Apoc. 4:11.
Não somos um acidente genético. Nem um capricho da Natureza. Somos filhos de Deus, formados por um amoroso Criador. "Pois n'Ele vivemos, e nos movemos, e existimos." Actos 17:28.
A vida é uma dádiva de Deus. Cada respiração, cada batimento do coração, cada segundo de vida flui do coração de um Pai de amor. Não nos criámos a nós mesmos. Não determinámos a nossa existência. Existimos pela vontade de Deus, que tem um plano para a nossa vida.
Hoje, podemos louvá-l'O pelo dom da vida. Podemos louvá-l'O como nosso amoroso Criador e bondoso Pai. Não somos órfãos sem lar nem escravos acorrentados. Somos filhos de Deus, e ninguém neste mundo nos pode tirar isso.
Idem, 13.10.2007.

A CASA QUE DEUS CONSTRUIU
"Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."
Mateus 16:18.
Em 1850, o arquitecto Joseph Patton apresentou o seu projecto para o edifício que acolheria a Grande Exposição de Londres de 1851. Paxton concebeu um edifício de dimensões gigantescas que não teria nada de muito pesado ou desajeitado. Ele imaginou uma estrutura que produzisse um efeito de leveza ou mesmo de ausência de peso.
O problema era que, naquele tempo, não havia maneira de construir um edifício com essas características. Grandes estruturas exigiam paredes imensas para as sustentar. Parecia não haver condições de criar o edifício gracioso e airoso que Paxton tinha em mente.
Entretanto lembrou-se de uma certa planta com a qual tinha trabalhado quando fora jardineiro, o lírio-d'água-real. As folhas suspensas desse lírio são enormes, com cerca de dois metros de diâmetro, e muito finas. Apesar disso, elas são bastante estáveis. Conseguem essa estabilidade mediante um complicado suporte na lateral inferior. Possui alguns veios que saem do centro da folha para fora, e que se dividem em muitas ramificações.
O lírio-d'água-real deu a Paxton a chave para realizar o seu sonho arquitectónico. O resultado: o Palácio de Cristal, um tremendo sucesso. Ele foi um ponto de viragem para a arquitectura.
O Senhor construiu outro magnífico edifício, a Sua igreja. "A Sabedoria edificou a sua casa, lavrou as suas sete colunas." Prov. 9:1. A sabedoria divina edificou a igreja de Deus sobre sete ensinos básicos. Estas doutrinas escriturísticas são as vigas que dão suporte à estrutura da verdade que Deus estabeleceu. Elas são verdades divinas e eternas:

1. As Escrituras (João 17:17)
2. A Salvação (João 3:16)
3. A Segunda Vinda (João 14:1-3)
4. O Sábado (João 14:15)
5. O Estado dos Mortos (João 11:11-26)
6. O Santuário (João 17:4, 11 e 24)
7. O Espírito Santo e o Espírito de Profecia (João 14:15-17)

Cristo está presente em todos esses pilares. Estas são as verdades eternas do Céu, e nem todos os poderes do inferno as podem destruir.
Idem, 07.12.2007.

DEFENDENDO AS SUAS CONVICÇÕES
"Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder."
Efésios 6:10.
Martinho Lutero cresceu num mundo religioso onde havia um verdadeiro pavor de Deus. Os cristãos temiam particularmente o purgatório, onde, pensava-se, as almas deviam passar anos até serem purificadas de cada pecado antes de entrar no Céu.
Lutero aprendeu que se podia comprar indulgências para que a alma ficasse menos tempo no purgatório. A compra e venda de indulgências tornou-se num verdadeiro comércio. Mas Martinho Lutero começou a estudar a Bíblia sozinho. A carta de Paulo aos Romanos impressionou-o bastante. Ele aprendeu sobre a graça de Deus, a qual justifica os pecadores gratuitamente. Chegou à conclusão de que a misericórdia de Deus não pode ser comprada nem vendida. Ele regozijava-se de que, embora todos pecassem e carecessem da glória de Deus, são "justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus". Rom. 3:23, 24.
Lutero poderia ter seguido a multidão e vivido uma vida bastante tranquila como monge. Mas a sua consciência não o deixou ficar inerte, vendo a graça de Deus ser distorcida. Tinha que tomar uma posição. E assim fez. Pôs-se de pé diante de Carlos, o imperador romano, e também de príncipes, de senhores, e de poderosos oficiais da igreja na Dieta de Worms. Esses homens exigiram que ele se retratasse publicamente dos seus ensinos.
Mas Lutero replicou corajosamente: "A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pelo mais claro raciocínio... não posso submeter a minha fé quer ao papa quer aos concílios. A menos que assim submetam a minha consciência pela Palavra de Deus, não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; assim Deus me ajude. Amém."
Estas palavras garantiram o sucesso da Reforma. Um homem comprometido com as suas convicções foi capaz de abalar o mundo. Deus mudou uma geração inteira mediante a coragem deste homem. Deus pode mudar o seu mundo se você estiver disposto a erguer-se pelos princípios contidos na Sua Palavra.
Idem, 21.12.2007. Pode assistir a Conferências muito interessantes deste grande Comunicador, em Links 1R - Como Encontrar Paz de Espírito. E a muiiitas mais 'navegando' na Net.

QUERO  SER  FIEL  A  TODA  A  PROVA