quinta-feira, 11 de julho de 2013

R/A/C/I/S/M/O   VERSUS   CRISTIANISMO
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Pessoas  Fantásticas...



O racismo é quase tão velho quanto a raça humana. Ele aparece em muitas formas, tanto explícita como camufladamente. Racismo existe quando permitimos que cor, casta, língua, nacionalidade, tribo, etnia ou cultura, possam de alguma maneira erigir uma parede entre pessoas, individual ou coletivamente, de maneira a fazer que alguém expresse desprezo, preconceito ou domínio sobre outrem.
A ideia de que algumas pessoas são inerentemente superiores ou inferiores pode ser derivada da religião (sistema de casta na Índia ou purificação étnica na Bósnia), da superioridade económica (colonialismo), do chauvinismo (nazismo, apartheid, tribalismo) ou de uma premissa genética falsa (Ku Klux Klan). Qualquer que seja o fator, o racismo afirma que os seres humanos não possuem os mesmos valores intrínsecos e idêntica dignidade.1
Mas seria o racismo realmente uma religião, como sugere o título deste artigo? Porque, e de que maneira, seria o racismo incompatível com o cristianismo? Na qualidade de cristãos, que podemos fazer para promover normas bíblicas nas relações humanas?

RACISMO - UMA RELIGIÃO

A antropóloga Ruth Benedict salienta que o racismo é uma religião estabelecida numa mundivisão naturalista. Racismo, afirma ela, é "o dogma que postula estar um grupo étnico condenado pela natureza a uma inferioridade hereditária, enquanto outro grupo está destinado a uma superioridade hereditária. Segundo este dogma a esperança da civilização depende da eliminação de algumas raças enquanto outras são preservadas puras".2
Aqueles que acreditam ou praticam a superioridade ou inferioridade inerente de um grupo de indivíduos sobre outro, podem não admitir, todavia, que eles estão de fato aderindo a uma religião que lhes é própria. No entanto, o racismo partilha de todas as caraterísticas essenciais de uma religião, seja secular ou sobrenatural.3
- Como Religião, o Racismo Oferece um Sentimento de Poder. Os racistas fazem da raça superior o valor central ou o objeto de devoção. Consequentemente, nessa religião, os membros encontram o "poder de ser" através da adesão e identificação com a 'raça superior'. O poder do racismo toma duas formas distintas: o racismo legal pelo qual políticas discriminatórias são codificadas nas leis do país (o apartheid, o nazismo, a escravatura); e o racismo institucional em que práticas raciais, mesmo sem o apoio legal, são impercetivelmente construídas em diversas estruturas sociais.
- Na Qualidade de Religião, o Racismo Possui as Estruturas Comuns à Religião. Ele possui a sua própria ideologia (arianismo, supremacia branca, poder da raça negra, triunfalismo tribal), realidades tangíveis (suástica), um semideus (Hitler), credos, crenças, mitos, rituais e práticas (cerimónias de purificação, cultos místicos), simbolismos, cultos comunitários (asserções periódicas do grupo) e até mesmo valores morais (como os conceitos do "certo ou errado" definidos segundo as perceções e prioridades do grupo).
- Na Qualidade de Religião, o Racismo Compete com Outras Religiões. As religiões tradicionais apelam para o sobrenatural, para figuras e valores extraterrenos, enquanto que o racismo é mais terrestre e secular. Ele pode competir com outras religiões e explorá-las para seus próprios fins. Por exemplo, considere como o nazismo tentou destruir o cristianismo autêntico enquanto cooperava com as igrejas subjugadas.
A religião apela para um líder supremo, condena os males da sociedade, procura prover respostas aos problemas sociais, exalta elevados ideais de justiça, equidade e irmandade, requer absoluta obediência e sacrifício próprio e possui o seu próprio livro de código. Tal acontece com o racismo, embora restrito ao seu próprio grupo composto de seres humanos superiores.

RACISMO E CRISTIANISMO: A INCOMPATIBILIDADE
O racismo é totalmente incompatível com o cristianismo. Os cristãos precisam entender isso pela simples razão de que o racismo, ao usar a capa da religião, torna-se tão facilmente domesticado que até mesmo os cristãos sinceros são incapazes de reconhecer os seus perigos, tornando-se vítimas da sua insistência na superioridade étnica. O cristianismo autêntico dissocia-se e condena qualquer forma ou prática de racismo.

Enumeraremos 7 Áreas Importantes nas Quais o Evangelho da Graça de Deus Rejeita a Loucura do Racismo:4


- Epistemologia. A Bíblia ensina que o conhecimento da verdade e da realidade vem "do alto": proveniente de uma revelação de Deus em Jesus e na Palavra escrita (João 17:3; II Timóteo 3:15-17). O racismo, por outro lado, apela para as "fontes de baixo", que pressupõem a existência de uma alegada raça superior, contendo várias versões de orgulho étnico. Por exemplo, os brancos racistas no século 19 encontraram uma epistemologia confortável na teoria de Darwin sobre a sobrevivência do mais forte. Através dessa teoria, os europeus encontraram confirmação de que "eles eram os mais fortes de todos".5 Herbert Spencer, argumentando em favor do darwinismo social, afirma que algumas raças são "por natureza incapazes" por serem biologicamente e inerentemente inferiores. Tais argumentos fornecem a "permissão suprema para regras sociais de dominação" e "outorga credenciais espúrias ao racismo".6
Outra fonte de conhecimento para o racista é a compreensão subjetiva e depreciativa da outra raça, que é solidificada por crenças exageradas, mitos, estereótipos e piadas. Para se obter um entendimento cabal daquilo que se passa num determinado contexto social, é necessário pertencer a uma raça particular e adotar as suas interpretações da realidade.
A versão racista da verdade ignora ou rejeita assim a asserção bíblica de que todos os seres humanos, criados à imagem de Deus, têm a capacidade de compreender, ter empatia, apreciar e comunicar entre si, a despeito do contexto racial. Ao rejeitar a revelação bíblica, o racista busca na sociologia, antropologia, história e ciência, a maneira de explicar e encarar os problemas raciais. O racismo pode às vezes consultar a Bíblia, mas somente para encontrar apoio para as suas posições.7
- Criação. A doutrina bíblica da Criação estabelece a unidade e igualdade biológica da raça humana. A declaração de S. Paulo de que Deus "de um só fez a geração dos homens" (Atos 17:26) enfatiza a singularidade de Deus e a singularidade da humanidade. A pressuposição racista da inferioridade de algumas raças não somente nega esse princípio bíblico, como afronta o caráter de Deus, ao sugerir que Ele é responsável pelos supostos defeitos em algumas das espécies humanas.
Além disso, uma teologia racista implica que algumas pessoas não fazem parte da família humana a quem Deus confiou o domínio sobre a ordem criada (Génesis 1:26), e que tais podem ser subjugados e explorados por uma raça superior. T. F. Torrence argumenta corretamente que o "racismo é uma invasão da própria ordem da Criação", e funciona em "oposição direta ao propósito divino da graça, sobre o qual toda a criação depende".8
- A Natureza dos Seres Humanos. O ensino bíblico de que os seres humanos são criados à imagem de Deus implica que, como agentes morais livres, eles fazem escolhas das quais terão que prestar contas a Deus e a eles mesmos na comunidade.
O racismo rejeita a doutrina bíblica da humanidade e apela para o determinismo genético ou biológico a fim de sustentar as suas reivindicações racistas. Quando o racismo ensina, por exemplo, que algumas raças são, por natureza, fisicamente fracas, intelectualmente limitadas ou moralmente inferiores, tal determinismo limita o potencial e a atuação humana, negando a responsabilidade humana perante Deus - algo básico na mundivisão bíblica (ver Atos 17:31; Apocalipse 14:6).


- O Pecado e a Depravação Humana. A Bíblia ensina que todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus" (Romanos 3:23; 5:12; I Coríntios 15:22). O pecado original e a consequente degradação e morte que vierem a todos os seres humanos são resultados do pecado de Adão (Romanos 5:12-21). Mas o argumento racista de uma raça superior/inferior não vê problemas, tais como a Queda e o Pecado. O argumento racista é de uma hierarquia em depravação: quanto maior a suposta inferioridade da raça, maior a depravação.
Mesmo que a teologia racista admita que a raça superior também caiu, ela reinterpreta a natureza da Queda. O racismo vê nas chamadas raças inferiores uma dupla queda: a primeira por causa da queda de Adão, e a segunda, uma queda "racial" particular. Consequentemente, para o racista, a mistura racial resulta na perda da pureza da raça. Assim é que Hitler no seu Mein Kampf sustentou a tese de que a raça superior experimenta uma queda cada vez que ela permite que o seu sangue se misture com o da raça inferior.
Como poderá tal crença ser compatível com a reivindicação bíblica de que a raça humana, na sua totalidade, tem uma origem e um problema comum?
- O Grande Conflito. A Bíblia apresenta um conflito cósmico entre Cristo e Satanás (Efésios 6:10 e seguintes). O assunto central desse conflito é o caráter amoroso de Deus e a Sua atuação e exigência da ordem criada. Como religião, o racismo também reconhece a existência de um conflito entre forças superiores, mas os seus participantes estão divididos em linhas raciais: Deus e os Seus anjos são forjados à imagem da raça superior, enquanto que Satanás e os seus anjos formam a essência da raça inferior. Esse dualismo ajuda o racismo a criar a dicotomia "nós-contra-vós".
Essa plataforma cósmica também ajuda o racismo a falar de um golfo intransponível entre raças.9 A única maneira de se obter harmonia racial é fazer com que cada raça descubra o seu lugar na sociedade. Para evitar conflitos, os dois mundos devem ser mantidos à parte, separados e segregados.10
Mas a visão bíblica do Grande Conflito antecipa uma reunião final de toda a família de Deus com "uma única palpitação de harmonioso júbilo ... por toda a vasta criação". 11 Quando o evangelho de Jesus exige a prática da unidade na Terra, como pode o racismo com o seu ódio e segregação ser compatível com o cristianismo?
- Redenção. O racismo contradiz a doutrina cristã da redenção. A expiação substitutiva em favor do pecado realizada na cruz, redime todos os seres humanos que escolhem aceitar a Jesus, sem tomar em consideração qualquer diferença entre eles (João 3:16; Romanos 1:16; Gálatas 3:26-28). A cruz também assegura uma consumação escatológica da redenção na Nova Terra (João 14:1-13; I Tessalonicenses 4:14-17; II Pedro 3; Apocalipse 21). Na teologia racista, todavia, os seres humanos (a raça superior) procuram efetuar a sua própria redenção: "A essência da redenção é a renovação racial, o reavivamento da raça superior através de técnicas de purificação."12 Através de técnicas tais como eugenia, esterilização, guerra, limpeza étnica, etc., a escatologia racista almeja proteger os genes superiores contra a debilitação da raça inferior. Isso implica que a raça superior deve procriar enquanto a inferior deve ser eliminada.13
- Ética. A ética cristã opõe-se totalmente à ética racista. A primeira baseia-se na "santidade da vida humana", brotada da doutrina da Criação. A Bíblia apresenta os Dez Mandamentos como a mais explícita norma de conduta humana, e Jesus como o exemplo supremo para a humanidade.
O racismo, todavia, eleva a doutrina da "qualidade-da-vida-humana", que sugere ser a personificação do ser humano determinada pelas suas caraterísticas biológicas, tendo algumas pessoas apenas um valor relativo. Segundo a ética da "qualidade-da-vida-humana",14 alguns seres humanos não são realmente "pessoas" e consequentemente, podem ser exploradas. Assim é que em 1857, no infame caso do Dred Scott, o juiz Roger Taney da corte suprema dos Estados Unidos pôde argumentar: "'Sendo que os pretos são de uma ordem inferior, o preto deve ser legalmente e justamente reduzido à escravidão para o seu próprio benefício.' Ele foi comprado, vendido e tratado como um artigo ordinário de mercadoria e tráfico, desde que certo lucro pudesse ser obtido através disto".15
- Filosofia da História. A Bíblia vê a história como se desenrolando sob a soberania de Deus. Deus trouxe a criação à existência para que se tornasse a "arena da história"; Ele criou o tempo para medir o "movimento da história"; e formou os seres humanos para serem uma "entidade habitando a história".16
Segundo a religião racista, todavia, a raça superior é o centro da história humana. O racista crê que somente "uma raça (a raça superior) trouxe progresso à história humana, e ela é a única que pode assegurar o progresso futuro".17 Assim o racista não somente ignora, diminui e distorce a história das outras raças, mas também recusa ouvi-las ou delas aprender. Afinal, existe apenas uma história: a história da raça superior tal como ela a interpreta.18
Embora não se possa culpar o racismo pela falha humana em reconhecer a contribuição e os potenciais de outros povos, é intrigante constatar como o racismo, de maneira subtil, influenciou a procrastinação da igreja em conceder a todos os cristãos igual oportunidade na sua vida e missão.


O RACISMO E OS ADVENTISTAS: O DESAFIO

Os Adventistas do Sétimo Dia têm uma oportunidade única de lidar com o assunto do racismo tanto na igreja como na sociedade. Consideremos três vantagens que temos.

. Ser o Remanescente. Quando nos identificamos como o remanescente, reivindicamos ser o povo de Deus do tempo do fim, que guarda os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus (Apocalipse 14:12). Tal reivindicação deve levar-nos a reconhecer, tanto na proclamação como na prática, que o direito de pertencer ao povo remanescente não depende do nascimento natural, mas espiritual (João 3:3-21); não do sangue étnico mas do sangue redentor de Cristo (Hebreus 9: 14-15); não de uma raça superior mas da raça santa (I Pedro 2:9).

. Ter uma Missão Global. Com a nossa fé, a nossa missão e a nossa estrutura empenhada em criar uma família escatológica global, devemos combater tudo o que crie separação entre um povo e outro. O racismo prejudica o corpo de Cristo e destrói a sua missão global. Fomos chamados para louvar e proclamar Aquele que com o Seu sangue resgatou "para Deus homens de toda a tribo e língua, e povo e nação" (Apocalipse 5:9; 14:6).

. Adotando um Nome. O nosso nome exige uma rejeição do racismo e uma demonstração de harmonia.19 Quando reivindicamos o sábado do sétimo dia, afirmamos também ser Deus o Criador e Pai de toda a raça humana, e, consequentemente, sustentamos a ideia de que todos os povos são irmãos. Reivindicar o componente "adventista" no nosso nome, implica vislumbrar um 'tempo' e 'lugar' em que pessoas "de toda a nação, tribo, povo e língua" viverão juntas em perfeita paz. Que tal grupo humano, proveniente de cada nacionalidade, raça e língua possa realmente existir, será uma maravilha a ser contemplada. Entretanto, a igreja deve ser "um tipo de modelo preliminar, numa escala reduzida e imperfeita, daquilo que será o estado final da humanidade no desígnio de Deus".20


Notas e Referências:
1. Stephen Jay Gould, "The Geometer of Race", Discover (November 1994): 65-69.br> 2. Ruth Benedict, Race: Science and Politics (New York: Viking Press, 1959), pág. 98.
3. Para uma discussão construtiva sobre a natureza, caraterísticas e tipos de religião, veja Elizabeth K. Nottingham, Religion and Society (New York: Random House, 1954), págs. 1-11.
4. Uma discussão detalhada pode ser encontrada no meu artigo "Saved by Grace and Living by Race: The Religion Called Racism", Journal of the Adventist Theological Society 5:2 (Autumn 1994): 37-78.
5. Alan Burhs, Colour Prejudice (London: George Allen and Unwin Ltd., 1948), pág. 23; citado em T. B. Maston, The Bible and Race (Nashville, Tenn.: Broadman Press, 1959), pág. 64.
6. Ver Stephen T. Asma, "The New Social Darwinism: Deserving Your Destitution", The Humanist 53 (September-October 1993) 5:12.
7. Ver Matson, págs. 105-117; Cain Hope Felder, "Race, Racism and the Biblical Narratives", em Stony the Road We Trod, Cain Hope Felder, ed. (Minneapolis: Fortress Press, 1991), págs. 127-145.
8. T. F. Torrance, Calvin's Doctrine of Man (London: Lutherworth Press, 1949), pág. 24.
9. Lewis C. Copeland, "The Negro as a Contrast Conception", em Edgar T. Thompson, ed., Race Relations and the Race Problem (New York: Greenwood Press, 1968), pág. 168.
10. Ver George D. Kelsey, Racism and Christian Understanding of Man (New York: Scribner's, 1965), pág. 98.
11. Ellen G. White, O Grande Conflito (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988), pág. 678.
12. Kelsey, pág. 162.
13. Ver Jacques Barzun, Race: A Study in Superstition (New York: Harper & Row, 1965), págs. 47-48.
14. Ver Joseph Fletcher, Humanhood: Essays in Biomedical Ethics (Buffalo, NY: Prometheus, 1979), págs. 12-18.
15. Dred Scott v. Standord, 60 U.S. 393 em 404. Ver também Curt Young, The Least of These (Chicago, III.: Moody Press, 1984), págs. 1-20.
16. Ver Gerhard Maier, Biblical Hermeneutics, Robert W. Yarbrough, trad. (Wheaton, III.: Crossway, 1994), pág. 23.
17. Benedict, pág. 98.
18. Ver Robert Hughes, Culture of Complaint: The Fraying of America (New York: Oxford University Press, 1993), págs. 102-147.
19. Ver Sakae Kubo, The God of Relationships (Hagerstown, Md.: Review and Herald Publ. Assn., 1993), págs. 33-49. Este 1ivro foi revisado em Diálogo 6:2 (1994), pág. 30.
20. C. H. Dodd, Christ and the New Humanity(Philadelphia: Fortress, 1965), pág. 2.

NÓS  PODEMOS  E  DEVEMOS  PROMOVER  A  HARMONIA  RACIAL

                 

"As mesmas influências que separavam os homens de Cristo ... acham-se hoje em dia em operação. O espírito que ergueu a parede separatória entre judeus e gentios, está ainda em atividade. O orgulho e o preconceito têm construído fortes muros de separação entre as diferentes classes de homens." *

1 - Reconhecer Preconceitos Racistas. Como Pedro (Atos 10), a harmonia racial e a cura não podem começar a existir a menos que tomemos este primeiro passo. Afirma David A. Rausch: "A atitude mais perigosa que possamos tomar é a de pensar que não temos preconceitos. O perigo seguinte é de crer que tal preconceito não será capaz de tornar-nos frios e indiferentes e de que ele não possa prejudicar a nossa sociedade nem afetar a nossa vida espiritual." **
2 - Confessar o Pecado do Racismo. A afirmação de Pedro - "Reconheço por verdade que Deus não faz aceção de pessoas" (Atos 10:34) - é um ato de confissão. Necessitamos de confessar os nossos pecados raciais, cometidos por atos ou por omissão: preconceitos, paternalismo, discriminação, ódio, intolerância, avareza, omissão em falar ou tomar posição e outros atos que traem uma posição racista. Tanto o culpado como a vítima do racismo encontrarão na confissão um caminho para o perdão e a harmonia.
3. Procurar Soluções Bíblicas. O racismo não tem as suas raízes na condição económica ou política, mas no orgulho. Trata-se de um problema do coração que pode ser resolvido somente através do novo nascimento. Reconciliação - e não uma integração forçada - é a chave. A integração como uma tentativa política pode tornar o racismo ilegal, e neste sentido será útil em reduzir os efeitos do racismo. Todavia, uma solução duradoura só poderá ser encontrada na reconciliação através do poder transformador de Cristo (II Coríntios 5:16-21).
4 - Desenvolver Relacionamentos Inter-Raciais. A perceção de Pedro de que Deus não faz aceção de pessoas começou com uma oração e movimentou-se em direção do relacionamento (Atos 10:23-29, 48). Pedro arriscou sua vida, sua carreira e sua posição a fim de estabelecer esse relacionamento entre ele (um judeu) e Cornélio (um gentio). Quando se estabelecem relacionamentos positivos e intencionais em lares, vizinhanças, escolas e igrejas, etc., consegue-se uma melhor harmonia racial.
5 - Tomar Posição. Seja sensível a toda a forma de injustiça em qualquer forma e lugar onde ela se manifesta. A responsabilidade para tal jaz primeiramente sobre aqueles que estão em posição privilegiada, tal como João, que quisera que fogo do céu consumisse a aldeia samaritana, embora mais tarde tenha ido para Samaria numa missão de amor (Lucas 9:52-54; Atos 8:14-25).

Tomar posição inclui ir uma segunda milha equipando e habilitando os não-privilegiados para alcançarem o seu potencial máximo.

Notas e Referências:
* - Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1990), pág. 403.
** - David A. Rausch, Legacy of Hatred: Why Christians Must Not Forget the Holocaust (Grand Rapids, Mich.: Baker Books, 1991), pág. 1.
Nascido em Ghana, Samuel Koranteng-Pipim é um candidato doutoral na área de Teologia Sistemática no Seminário Teológico da Universidade Andrews, em Berrien Springs, Michigan, Estados Unidos. Revista Diálogo Universitário 7:1 - 1995


COMO AGRADECER

Como agradecer a Jesus o que fez por mim? Sem eu merecer
vem provar o Seu amor sem fim.
As vozes de um milhão de anjos não poderiam expressar
a gratidão que vibra em meu ser, pois tudo devo a Ti.

A Deus seja a glória, a Deus seja a glória,
A Deus seja a glória, pelo que fez por mim!
Com Seu sangue lavou-me, Seu poder transformou-me,
A Deus seja a glória pelo que fez por mim!

Quero entregar, Senhor, a minha vida em Tuas mãos
E quero dar meu louvor pela Tua eterna Salvação.
Com Seu sangue lavou-me, Seu poder transformou-me,
A Deus seja a glória pelo que fez por mim!


Por Wintley Phipps - (letra da versão portuguesa, Hinário Adventista nº 249)



"E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a Nação, e Tribo, e Língua, e Povo." Apocalipse 14:6.

O texto de hoje mostra o cuidado e o interesse de Deus pelas pessoas de todas as nações, por cada grupo linguístico, cada tipo étnico e por cada linhagem familiar. Não interessa quanto eles se oponham a Ele, não interessa quão perverso pareça o seu comportamento, Jesus morreu por eles (Apocalipse 5:9; II Coríntios 5:14). Ele avalia-os nos termos do custo infinito da cruz. Deus mostra uma falta de preconceito que nos espanta. O multiculturalismo não é apenas uma moda politicamente correta - é fundamental na atitude de Deus para com as pessoas em todas as suas infinitas variedades. Ao não revelar parcialidade, Ele interessa-Se por todos os povos.

Eu cresci em Nova Iorque e acho que isso me deu uma vantagem na apreciação da grande variedade de Deus. A escola secundária que frequentei era 1/3 branca, 1/3 negra e 1/3 hispânica. Os meus melhores amigos eram hispânicos. A certa altura, fui capitão de uma equipa de basquetebol negra e não tive consciência disso até que alguém o mencionou a meio da época. O preconceito, pensava eu, era um problema distante na minha vida.
Comecei a faculdade mesmo na altura em que o movimento Black Power (Poder Negro) teve início e também testemunhei a primeira Black History Week (Semana da História Negra). Depois do assassinato de Martin Luther King, ouvi toda a raiva dirigida a mim que eu não pensava merecer, dado o meu comportamento anterior na escola secundária. Porque é que estas pessoas estão zangadas? Perguntava-me eu. Estamos na América. Todos temos direitos iguais e oportunidades iguais.

Então conheci o Greg. Enérgica, mas pacientemente, deu-me a conhecer o mundo dos Afro-Americanos. Ajudou-me a ver o mundo através dos seus olhos, contando-me como era ser olhado com suspeita onde quer que se fosse. Ser mandado parar, regularmente, pela polícia, simplesmente por ser negro e estar a conduzir um bom carro. Ser ignorado nas lojas de roupas, enquanto outros recebiam muita atenção. Não ser promovido no trabalho por algumas posições serem apenas "para as pessoas certas". E até não ser bem recebido em algumas igrejas simplesmente pela cor da pele ou por outras diferenças.

Apercebi-me de que o mundo não era tão simples como aquele que eu pensava conhecer. E, no processo, também acabei por compreender que eu estava a ver, não apenas através dos olhos do Greg, mas também através dos olhos de Deus. Aquele que decidiu criar seres humanos em toda a sua variedade, mora dentro de pessoas de todas as nações, tribos e línguas. Ele é Jesus, que morreu por todos. O modo como eles se sentem e como vivem, interessa-Lhe.

Senhor, abre os meus olhos para a dor que existe na vida dos outros. Ajuda-me a olhar para além das diferenças e a ver a alma por quem Jesus morreu. Capacita-me a permanecer corajosamente contra a injustiça onde quer que a encontre.

Jon Paulien in Apocalipse, O Evangelho de Patmos, 3 de Setembro de 2013.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

PREPARANDO-SE  PARA  O  FUTURO



            Conta-se a história de um barbeiro cristão que aproveitava todas as oportunidades para falar sobre o fim do mundo e o estabelecimento de uma nova era. Certo dia, ele estava a fazer a barba de um homem desconhecido. Cônscio da sua responsabilidade em anunciar o reino vindouro, perguntou ao freguês:
            - O Senhor está preparado para morrer?
            O homem, sentindo a afiadíssima navalha a deslizar-lhe pelo pescoço, não entendeu a pergunta, e levantou-se de um salto, com a intenção de correr.
            - Não tenha medo, amigo. Sou cristão, e estou-me a referir à necessidade de estarmos preparados para o Maior Acontecimento da História.
            - Desculpe-me – respondeu o homem – eu não tinha entendido. Andei a fazer disparates por aí, e a todo o instante acho que alguém está à minha procura para um acerto de contas!
            Milhares de pessoas vivem à espera de um acerto de contas no contexto das atividades terrenas, mas não possuem a mais ténue esperança de uma vida melhor, além desta existência passageira. Comem, dormem, trabalham, divertem-se e, à semelhança de um bando de bois gordos, marcham lentamente para o matadouro.
Há várias maneiras de pensar a respeito do futuro. Não sei o que você pensa, mas as suas ideias devem estar enquadradas numa das seguintes perspetivas:

A. Uma parcela da humanidade admite que a morte marca o fim de tudo. "Morreu, acabou; nada mais", afirmam. Tais pessoas vivem só para o presente. Não alimentam nenhuma esperança. Mas disse o renomado teólogo Emil Brunner: "O que o oxigénio é para os pulmões, é a esperança para dar significado à vida humana. Eliminemos o oxigénio e se produzirá a morte por asfixia. Eliminemos a esperança, e a humanidade se verá angustiada, sufocada."
Não foi sem razão que a enfermeira de um ateu moribundo disse, após a morte deste: "Não quero mais assistir ao fim de um doente ateu; é terrível." Os últimos momentos dos que não têm esperança, são escuros e vazios. Voltaire disse: "Abaixo o pano, pois a comédia acabou."
B. Uma grande maioria da humanidade pensa que a morte não é o fim; morre o corpo, mas o espírito continua para sempre. Este conceito está profundamente arraigado na mente de milhões de seres humanos. Será que as Santas Escrituras, a Palavra de Deus, apresentam uma base segura para esse tipo de esperança?
C. Um outro grupo crê que a morte traz o fim de tudo, mas deste modo: Morre o corpo, o espírito volta para Deus, mas de forma impessoal, e o indivíduo deixa de existir em todos os aspetos. Nem aqui nem em qualquer outro lugar, ele tem consciência do mundo. As pessoas que sustentam essa convicção, baseiam-se nas Escrituras Sagradas, e creem que a morte é um 'sono', como disse Cristo a respeito de Lázaro, irmão de Maria e Marta. Creem também que, após esse estado de inconsciência, haverá a ressurreição no final da história deste mundo, com a volta de Jesus à Terra. Nessa ocasião, os justos serão chamados à vida pelo poder divino, e irão morar com o Senhor Deus para sempre. Milhares têm morrido com esta esperança.

Ao escrever estas palavras, lembro-me de uma visita que fiz, dias atrás a uma senhora de 88 anos de idade, a qual agonizava num leito de hospital. A sua respiração estava ofegante, difícil. O seu rosto pálido mostrava a agonia por que ela estava passando. Houve um momento em que, impressionado com aquela cena, senti um aperto na garganta. Uma coisa, porém, atenuou-me o estado psicológico, ao ouvir um dos filhos daquela mulher afirmar com muita convicção: "A minha mãe está preparada para a vida eterna. Ela abandonou os vícios faz muitos anos, e sempre alimentou a esperança de um mundo melhor, onde não haverá lágrimas, nem dor, nem morte."
Pergunto-lhe a si, agora: Qual é a sua esperança quanto ao futuro? Vai levando a vida 'numa boa', sem saber o que vai acontecer?...

PROMESSAS HUMANAS

A maioria das pessoas admitem que o 'mundo vai de mal a pior'. Há no ar uma expectativa de que algo muito solene está para acontecer. Por outro lado, há os que aspiram a uma nova era de paz e felicidade neste mundo, em decorrência do uso adequado da ciência. Chegará o dia – alguns arriscam – em que o homem vai dizer: "Chega de guerra; chega de preconceito; chega de ganância: Vamos nos entender..." E, como por encanto, tudo vai mudar: a Terra será um paraíso.
Existem futurólogos que anunciam cidades plásticas, cidades flutuantes, alimentos sintéticos; os oceanos vão abrir as suas despensas e alimentar a humanidade. A tecnologia salvará o homem, dizem. Os desertos se tornarão férteis, pois revolucionários meios de irrigação e adaptação do solo estarão em desenvolvimento.
Mas pergunto: Tem o homem um coração manso e bom para saber repartir? Tem ele espírito de sacrifício para pôr de lado a filosofia consumista que tanto discrimina os menos favorecidos?
Creio, com certeza, que os adeptos dessa futurologia fantasiosa ficarão 'a ver navios', como aquele indivíduo cuja história é narrada magistralmente pelo renomado escritor Enoch de Oliveira: 1
"Havia um homem que diariamente chegava na frente de certo prédio em Nova Iorque, e, segurando as grades de ferro com uma expressão de esperança e alegria, olhava para o relógio da torre, enquanto soavam as doze badaladas. Aí permanecia durante dez, vinte ou trinta minutos. Então a luz da esperança e gozo se apagava gradualmente do seu rosto, e ele se retirava. Os anos transcorreram e ele se tornou velho, mas todos os dias se dirigia àquele mesmo lugar, na mesma hora, para depois se retirar desanimado, arrastando os seus pés já cansados.
"Ele vivia a tragédia de uma promessa não cumprida! Havia sido um próspero homem de negócios. Enfrentou, porém, momentos de graves dificuldades. Um amigo prometeu que haveria de se encontrar com ele em frente desse relógio, trazendo-lhe os recursos financeiros que o livrariam da ruína económica. Mas o amigo não cumpriu a promessa. O desapontamento e a angústia foram para ele demasiado grandes, levando-o a perder a razão. Tendo a mente transtornada, vinha todos os dias para o lugar combinado e, após ouvir as badaladas anunciando o meio-dia, buscava em vão o 'amigo' infiel."
Não lhe parece que as promessas humanas são como aquele 'amigo' que prometeu 'quebrar o galho' para ajudar o homem que havia naufragado financeiramente?
Acompanhe-me, por uns momentos, numa incursão pelo mundo atual:
Panorama político: Os países da Cortina de Ferro estão, pouco a pouco, buscando a liberdade. Estão cansados das 'tiranias totalitárias'. Nas últimas décadas muitas colónias tornaram-se independentes. Mas as guerras isoladas estão aí para comprovar a irreversível desavença entre as nações. A Segunda Guerra Mundial não erradicou as guerras. De acordo com Margaret Thatcher, desde a última guerra mundial já ocorreram mais de "140 conflitos desenvolvidos com armas convencionais, nos quais cerca de 10 milhões de pessoas morreram." 2 O fato é que o capitalismo selvagem e o socialismo sem Deus não se entendem e nem vão se entender. Não se deve alimentar esperança em face de algumas aberturas que estão por aí. Trata-se de reações políticas dentro de um copo transbordante.
Panorama social: Movimentos sindicais; lutas por melhores salários (na verdade, as classes dominantes estão sugando o trabalhador!); crimes; insegurança; desigualdades; discriminação; lares desfeitos; enfraquecimento da família; aumento do uso de drogas; etc.
Panorama religioso: Negação da fé; hipocrisia entre líderes; exploração da fé; distanciamento das verdades bíblicas; síntese religiosa; tendência à união entre o Estado e a Religião (o que só pode comprometer a liberdade de culto e o uso individual da consciência).
E o mundo físico? Inundações, secas, destruição dos recursos naturais, poluição generalizada, desrespeito para com o meio ambiente, desorganização do clima. Enfim, a Natureza está devolvendo o coice que recebeu do homem ganancioso, ávido de maiores lucros.

Você crê nas possibilidades humanas, em face desse quadro?
Quero fazer-lhe uma confissão: Estou pessimista com relação às possibilidades da ciência humana. Admito o progresso, aceito-o, mas creio, por outro lado, que o homem não tem humildade e abnegação suficientes para administrar o progresso. O tiro vai sair pela culatra. Mesmo assim, acho que os cristãos devem lutar para minimizar os problemas do mundo. Enquanto aguardam um mundo melhor, como resultado da intervenção divina, devem colaborar no sentido de suavizar o sofrimento.


COMO SERÁ O AMANHÃ

Entre as promessas desta era tecnológica e as das Escrituras Sagradas, prefiro ficar na companhia d’Aquele que jamais Se comportou como político em palanque. O que Deus promete, Ele cumpre.
No momento em que escrevo estas palavras, estamos aguardando a posse do presidente eleito. Nem ainda assumiu o governo, os jornais e revistas já anunciam que muitas das suas promessas de campanha estão sendo arquivadas. Os cidadãos, à semelhança de torcedores cujo time perdeu, estão enrolando as suas bandeiras e voltando, cabisbaixos, para casa.
Há uma bandeira, porém, que não será enrolada: a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel. Jesus desfraldou uma bandeira manchada com o Seu próprio sangue. Essa bandeira é a garantia da Redenção de todos os que creem nas promessas divinas. E a mais sublime promessa que há nas Escrituras Sagradas é esta: "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando Eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também." S. João 14:1-3.
Esta bandeira não será enrolada. A promessa é clara e verdadeira, pois o Seu autor é o Salvador da humanidade. Quer algo melhor?
"Voltarei".

Quanta gente, neste mundo, promete voltar e não volta! Mas a Palavra de Deus não falha. Eis algumas afirmações bíblicas sobre o Rei vindouro:
"Eis que vem com as nuvens, e todo o olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém." Apocalipse 1:7.
"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem. ... E Ele enviará os Seus anjos, com grande clamor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus." S. Mateus 24:30 e 31.
"Então se verá o Filho do homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória." S. Lucas 21:27.

AVISOS E SINAIS

Quando um político vai tomar posse, expede convites especiais. A data é marcada com antecedência, e a expectativa dos convidados cresce à medida que a cerimónia de posse se aproxima. Afinal, é importante estar perto de alguém investido de poder e influência.
O grande dia da volta de Cristo à Terra não foi mencionado por Ele. Para evitar uma série de inconveniências, Ele preferiu apenas dar sinais da Sua proximidade. Disse que haveria sinais no mundo físico, no mundo político e no mundo religioso. Jesus é, na verdade, um grande Amigo. Ele avisa e previne. Não quer que ninguém esteja 'por fora' dos acontecimentos.
Os primeiros sinais indicadores da proximidade da volta de Jesus ocorreram mais de 1.700 ano após a Ascensão de Cristo. Daí para a frente, outros mais ocorreram, e hoje estamos testemunhando os últimos.

A. Sinais no mundo natural.
Os primeiros sinais foram assim preditos por Jesus: "Haverá sinais no Sol, na Lua, e nas estrelas" (S. Lucas 21:25).
Adicionalmente, João viu um grande terramoto que ocorreria antes dos sinais no céu (Apocalipse 6:21). Esses sinais assinalariam o fim de um período de perseguição religiosa, exatamente 1.260 anos. (Para maiores esclarecimentos, ver a obra O Grande Conflito, editada pela Casa Publicadora Brasileira; capítulo intitulado "A Esperança que Infunde Alegria".) 3
O maior de todos os terramotos conhecidos, ocorreu a 1 de novembro de 1755, o terremoto de Lisboa, cujos efeitos foram sentidos na Europa, África e América, cobrindo uma área de mais de 46 milhões de quilómetros quadrados. A capital portuguesa foi o centro de destruição: milhares de mortes. O impacto sobre o pensamento da época foi muito grande, e muitas pessoas sentiram-se estimuladas a estudar as Profecias Bíblicas.

Um quarto de século depois, houve o escurecimento do Sol e da Lua. Cristo disse que esse sinal ocorreria logo após os 1.260 anos de perseguição papal. O dia 19 de maio de 1780 testemunhou uma considerável escuridão na parte norte do continente norte-americano. (Ver o Grande Conflito, de Ellen G. White, págs. 306-308.)
Timothy Dwight, presidente da Universidade de Yale, afirmou: "O dia 19 de maio de 1780 foi memorável. Candeeiros foram acesos em muitas casas; os pássaros silenciaram e desapareceram, e as galinhas retiraram-se para os poleiros. ... A opinião geral prevalecente era de que o dia do juízo havia chegado." - Citado em Connecticut Historical Collections, compilação de John W. Barber, 2ª edição, pág. 404. 4
Na noite que se seguiu, a Lua tinha a aparência como de sangue. (Apocalipse 6:12.)

O mais notável espetáculo de estrelas cadentes de que há registo, ocorreu a 13 de novembro de 1833. O fenómeno foi observado do Canáda até ao México, e do meio do Atlântico até ao Pacífico, o que levou muitos cristãos a verem nesse sinal o cumprimento da profecia bíblica. - O Grande Conflito, págs. 333 e 334.
Jesus predisse esses sinais a fim de alertar os cristãos. "Ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima" (S. Lucas 21:28).

B. Sinais no mundo religioso.
Haveria um grande despertamento religioso antes do Segundo Advento de Cristo: "Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu e a Terra, e o mar, e as fontes das águas" (Apocalipse 14:6 e 7). Jesus afirmou que um dos sinais do fim seria o término da pregação do evangelho: "Será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim." (S. Mateus 24:14.)

Ao mesmo tempo, haveria um declínio religioso. Paulo disse que "nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, antes mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretando, o poder" (II Timóteo 3:1-5). Como dissemos na segunda parte deste livro: o egoísmo tem ditado a filosofia consumista do nosso tempo.
Haverá também um declínio da liberdade religiosa, e um grande poder religioso - resultante da união do catolicismo, protestantismo e espiritismo - vai tentar dominar as consciências.
O nível espiritual cairá assustadoramente. Os crimes aumentarão. A revolução sexual, já em andamento, chegará às raias da ousadia diabólica. A Sida é um sintoma desse quadro melancólico.

C. Sinais no mundo político.
"Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino..." (S. Lucas 21:10 e ll). As guerras e rumores de guerras estão aí para comprovar. Ameaças, revoluções, golpes - tudo mostra o clima beligerante deste século mau.

COMO SERÁ

Como você pode ver, os sinais foram preditos com clareza meridiana. Eles não revelam o dia da volta de Jesus, mas anunciam a sua proximidade. Uma coisa importante em relação a esse acontecimento, será a maneira como ocorrerá. Não será um evento espiritual, secreto, como alguns pensam. Será algo visível, literal. Note o que o apóstolo João escreveu: "Eis que vem com as nuvens, e todo o olho O verá, até quantos o traspassaram..." (Apocalipse 1:7).
O Filho do homem será visto por todos os que estiverem vivos naquela ocasião. Virá como subiu - de forma corpórea: "Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi elevado ao Céu, assim virá do modo como O vistes subir" (Atos 1:11). O Ser que havia deixado os discípulos era de carne e osso, e não uma entidade meramente espiritual. (Ver S. Lucas 24:36-43). "Todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória" (S. Mateus 24:30). Será também um retorno audível: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus" (I Tessalonicenses 4:16). Além disso, será um retorno glorioso: Jesus virá com poder e "na glória do Seu Pai, com os Seus anjos" (S. Mateus 16:27).

ACONTECIMENTOS INTERLIGADOS

Por ocasião da volta de Jesus, os justos serão ressuscitados. Naquele momento, "os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (I Tessalonicenses 4:16). Os justos que estiverem vivos serão "transformados num abrir e fechar de olhos" (I Coríntios 15:51 e 52). Por outro lado, os ímpios que estiverem vivos, serão destruídos pelo poder da presença gloriosa de Cristo. E até clamarão às rochas para que os protejam (Apocalipse 6:16 e 17).
Tanto os justos ressuscitados como os que serão transformados, subirão ao Céu para reinar com Cristo mil anos. Apocalipse 20:6 diz: "Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele os mil anos."
Durante os mil anos, a Terra estará completamente desolada. (Ver Jeremias 4:23-25.) Os ímpios estarão nas sepulturas, em virtude de haverem rejeitado o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. E Satanás? Onde estará ele com os seus anjos maus? "Ele (Cristo) segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o, e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações, até se completarem os mil anos. Depois disso, é necessário que ele seja solto por pouco tempo" (Apocalipse 20:2 e 3).
O diabo e os anjos maus não terão a quem tentar durante os mil anos de confinamento, pois os pecadores não arrependidos estarão dormindo no pó da terra, aguardando a segunda ressurreição, para receberem a punição final e definitiva. Após os mil anos, haverá a segunda ressurreição. "Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos", João contemplou em visão (Apocalipse 20:5).
"Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra... a fim de reuni-los para a peleja. O número deles é como a areia do mar. Marcharam então pela superfície da Terra e sitiaram O acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu" (Apocalipse 20:7-9).
O arquiinimigo da humanidade tentará mais uma vez desarticular os planos divinos, mas será destruído com os seus súditos. Ao descer a Nova Jerusalém com os justos, que nela, no Céu, terão morado durante mil anos, Satanás convocará os ímpios de todas as épocas (eles, então, terão sido ressuscitados pelo poder de Deus), para pelejar contra a Cidade Santa. Nesse tempo, todos os impenitentes serão destruídos. Deus não tem prazer na morte de pessoas, mas deverá cumprir a Sua palavra em relação àqueles que tiverem rejeitado o Seu convite: "Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei..." (S. Mateus 11:28.)

ESTÁ VOCÊ PREPARADO?

O plano de Deus para você e para mim é que estejamos preparados no dia da volta de Jesus à Terra. O Seu desejo é de nos levar para o Céu, para reinarmos com Ele mil anos,e depois trazer-nos para a Terra, que será renovada para a habitação dos salvos, para sempre. Note como será a Nova Terra:
"Vi novo Céu e nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira Terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a Nova Jerusalém, que descia do Céu, da parte de Deus, ataviada como a noiva adornada para o seu esposo... E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E Aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras." Apocalipse 21:1, 2, 4 e 5.


Desde a infância, o meu pai assumiu um ar de religiosidade. Por volta dos vinte anos, porém, a sua religião era só 'para inglês ver'. Ia à igreja, mas tudo lhe parecia distante e sem significado. Aliás, ele seguia o ritmo da maioria. Em meio a essas circunstâncias, começou a ler alguns livros, que expunham as profecias bíblicas e, acima de tudo, o plano da salvação em Cristo. Ele ficou impressionado com o fato de que, até então, estivera completamente equivocado em matéria de religião. A sua mente foi sendo aberta pouco a pouco, e a influência do Espírito Santo passou a agir na sua vida. Deixou os vícios. Procurou ter uma mente pura e equilibrada. O seu relacionamento com as pessoas começou a mudar. A vida passou a ter um sentido mais amplo.
O meu pai morava numa fazenda. Eu era recém-nascido. Como resultado da transformação que se operou na sua vida, ele mudou-se para a cidade. Dali em diante, trabalhou incansavelmente em favor de todos com quem entrou em contato. Milhares de pessoas ouviram dos seus lábios palavras de ânimo e conforto. Nos últimos anos de trabalho, antes de se reformar, comandou uma lancha assistencial nos rios do arquipélago Marajoara, perto da foz do rio Amazonas. Centenas e centenas de pessoas foram ajudadas por ele e pela equipe com a qual trabalhava.
Quando se reformou, mudou-se para outro Estado. A última viagem a bordo da lancha - a viagem de despedida - foi triste e dolorosa para ele. Não lhe foi fácil dizer adeus às populações ribeirinhas! Lágrimas, abraços e palavras de saudade!
Mesmo reformado, ainda se preocupava com o bem-estar das pessoas sofredoras. Muitas vezes viajou pelo Pantanal mato-grossense, a fim de minorar as dores espirituais do povo. Até que, um dia, vítima de enfarte, foi levado para um hospital. Informado da situação delicada em que meu pai se encontrava, fui imediatamente vê-lo. Quando a noite chegou, ele estava agonizante. Muitas pessoas já o tinham visitado, inclusive um índio paraguaio, a quem ele havia orientado espiritualmente. O índio fora ao hospital para agradecer os benefícios recebidos e dizer o último adeus ao amigo e conselheiro.
Uns vinte minutos antes do desenlace, recapitulei a vida daquele batalhador pela causa do bem. Não tinha ajuntado dinheiro na vida; nem mesmo pôde comprar uma casa. Gastou-se pelos outros, mas agora a sua riqueza era dupla: o apoio de inúmeros amigos e a certeza da salvação em Cristo. Ele podia, à semelhança do apóstolo Paulo, dizer: "Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a Sua vinda." II Timóteo 4:7 e 8.
Quando ele fechou os olhos, estava sereno. A sua fisionomia retratava, em meio ao silêncio que dominava o ambiente, a esperança do cristão. Derramei algumas lágrimas. A saudade já estava invadindo o meu ser, mas procurei fixar os olhos da fé no cumprimento da promessa da ressurreição dos justos.
Ele foi-se por algum tempo, mas a esperança ficou comigo. A vida de José - este era o seu nome - não fora marcada por grandes acontecimentos. Pessoa simples e humilde, o que o distinguiu fora a sua entrega sem reservas ao poder transformador do Evangelho. Na contemplação de Cristo, os seus velhos hábitos foram substituídos por uma nova disposição espiritual. O seu grande anseio era estar preparado para O Maior Acontecimento do Futuro: O Regresso Glorioso de Cristo à Terra.
José morreu alimentando a suprema esperança. E tenho a certeza de que, quando o Filho de Deus aparecer nas nuvens, ele será ressuscitado para nunca mais provar a morte.
Após a ressurreição dos justos, haverá um mundo sem escravos, sem vícios, sem preconceitos, sem egoísmo e sem morte. Eis como Ellen White descreve o mundo do amanhã:
"O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a criação. ... Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor." - O Grande Conflito, pág. 684.
Quando esse novo mundo chegar, você alcançará liberdade absoluta. Mas é necessário que, aqui e agora, você experimente a liberdade possível. Ela está ao seu alcance. ... A liberdade de amanhã deve começar hoje.

Bibliografia:
1. Enoch de Oliveira, Bom Dia, Senhor!, pág. 299 (Casa Publicadora Brasileira: Tatuí, SP), 1989.
2. Ernest W. Lefever e Stephen Hung, The Apocalypse Premise, pág. 394 (Washington, D. C.: Ethics and Public Policy Center), 1982.
3. Ellen G. White, O Grande Conflito (Casa Publicadora Brasileira: Tatuí, SP), 1988.
4. Timothy Dwight, Connecticut Historical Collections, CT: Durrie e Peck e J. W. Barber), 1836.

Rubens S. Lessa, Pastor e Editor da Casa Publicadora Brasileira, in Livre Para Viver, 1991, adaptado.
Pode ler nos links 1R o livro referido - O Grande Conflito - em A GRANDE ESPERANÇA.



(Leia mais em Meditação para a Saúde, Links 1R, 21.06.2013)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A EXPLOSÃO DO OCULTISMO


A vida é o dia de hoje, A vida é ai que mal soa, A vida é sombra que foge, A vida é nuvem que voa;
A vida é sonho tão leve, Que se desfaz como a neve, E como o fumo se esvai;
A vida dura um momento, Mais leve que o pensamento, A vida leva-a o vento, A vida é folha que cai!

A vida é flor na corrente, A vida é sopro suave, A vida é estrela cadente, Voa mais leve que a ave;
Nuvem que o vento nos ares, Onda que o vento nos mares, Uma após outra lançou.
A vida, pena caída da asa de ave ferida, De vale em vale impelida, A vida, o vento a levou!


João de Deus


Passava da meia-noite na cidade do Rio de Janeiro. O calor abafado fazia com que fosse difícil adormecer. A brisa nocturna transportava o som de tambores e os cânticos dos adoradores do diabo. Eu sabia que a Macumba ainda estava em acção. A caminho de casa, tinha passado pela praia de Copacabana e visto multidões vestidas de branco, que mais pareciam fantasmas, e que chamavam pelos espíritos. Decidi parar o carro e passear pela praia, para ver de perto o que estava a acontecer. O que vi perseguir-me-ia pela vida fora. Estas pessoas não estavam a brincar.
Mesmo ao meu lado, estava uma jovem que não acreditava no sobrenatural. Ela desafiara uma das videntes a provar-lhe que os espíritos tinham poderes místicos. A resposta ao seu louco desafio foi rápida. Antes de percebermos o que estava a acontecer, o seu corpo começou a contorcer-se fora de controlo e a ser misteriosamente atirado ao ar, caindo depois no chão com um estrondo.
Durante os onze anos que vivemos no Brasil, enfrentámos fenómenos psíquicos que desafiam toda e qualquer descrição. Naquele país, um sexto da população entrega-se a várias formas de adoração ao Diabo. Seja quem for que não acredite no sobrenatural, decerto sairia esclarecido se visitasse o Rio de Janeiro, passasse algum tempo nas praias de Copacabana, à meia-noite, na véspera de Ano Novo, e visse os milhões de adoradores espíritas que se juntam para invocar a presença dos habitantes das trevas.
Pouco depois da nossa chegada ao Brasil, começámos a ouvir falar das proezas de Zé Arigó, o camponês brasileiro que era também cirurgião-curandeiro, que conseguia cortar a carne e as vísceras com uma navalha suja e sem qualquer dor, fazendo hemostase (prender os vasos sanguíneos), sem precisar de pontos e sem surgir infecção. Ele conseguia passar as receitas mais sofisticadas da moderna farmacologia, contudo, nunca conseguiu passar da terceira classe e nunca estudou o assunto. Ele conseguia, quase instantaneamente, fazer diagnósticos correctos ou ler a tensão arterial sem olhar para o paciente.
Tanto os médicos brasileiros como os americanos confirmaram as curas de Arigó e já fizeram filmes a cores do seu trabalho e operações. Arigó tratou mais de trezentos doentes por dia, durante cerca de duas décadas, e nunca cobrou pelos seus serviços.

A - O espiritismo está em marcha. Já não é o brinquedo dos excêntricos. Já não se limita a um grupo de estranhos fanáticos que fazem rituais bizarros no cemitério, numa noite de lua cheia. As bruxas modernas não têm qualquer semelhança com aquelas que são retratadas na história medieval, no Macbeth de Shakespeare, ou na Branca de Neve, de Disney. Não existem velhas bruxas desdentadas no ofício. As bruxas de hoje não usam longos vestidos negros ou chapéus pontiagudos.
O mundo ocidental tem uma nova gama de curandeiros que veste fato e gravata, batas brancas, colarinhos eclesiásticos e, até mesmo, mini-saias. O novo espiritualismo está a infiltrar-se nos lares de homens importantes. A bola de cristal está de novo na moda e a velha tábua Ouija vende-se como nunca - cerca de um milhão por ano. Coisas estranhas no céu, mesas estranhas que se erguem no ar, instrumentos musicais que são tocados por mãos invisíveis, pedras que caem do tecto, aparições luminosas.
O que está por detrás de todos estes fenómenos estranhos e exóticos? Haverá um mundo sobrenatural, invisível? Haverá demónios verdadeiros, ou será que as pessoas estão a ser enganadas por médiuns fraudulentos que inventam barulhos sobrenaturais e aparições com o intuito de fazer dinheiro? Será tudo uma intrujice, um jogo de mãos ou uma espécie de truque?
O assaltante do banco gostaria de convencer todos os bancários de que não existem assaltantes, para que eles não trancassem os cofres. O diabo está a desempenhar um esforço enorme para convencer até mesmo as pessoas que estão dentro dos círculos religiosos, de que ele não existe. Mas a Bíblia diz:

"Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." (Efésios 6:12)

A Astrologia está a ganhar uma nova credibilidade e popularidade, visto que todos os anos quarenta milhões de astrólogos ajudam a transformar o zodíaco num negócio que rende 2,1 biliões de dólares por ano. Os horóscopos são vendidos não só nas livrarias, mas também nos supermercados, farmácias, e pequenas lojas de conveniência. Há dois mil e quinhentos anos, Deus disse através do profeta Jeremias:
"Assim diz o Senhor: não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais dos céus: porque com eles se atemorizam as nações." (Jeremias 10:2)

A palavra de Deus não só condena especificamente a prática da astrologia, mas condena com veemência a comunicação com os espíritos malignos. Eis o que a Bíblia diz sobre o assunto:
"Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinho, nem mágico, nem quem consulte os mortos: pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor, teu Deus os lança fora de diante d'Ele." (Deuteronómio 18:10-12)
Eu estava a dirigir algumas reuniões na cidade de Hamilton, Ontário, quando os jornais anunciaram um caso de espiritismo na cidade vizinha de St. Catherine. Um jovem estava com problemas. A cama levantava-se do chão e flutuava à volta do quarto. A polícia veio investigar. Estavam sentados na cama do rapaz, a explicar aos pais que era tudo fruto da imaginação, quando, de repente, a cama se levantou com os polícias sentados em cima dela.
As pessoas vinham de todas as partes da América do Norte para investigar esta ocorrência misteriosa.

Visto que eu tinha acabado de regressar da América do Sul, e tinha alguma experiência com o ocultismo, o Hamilton Spectator entrevistou-me sobre o assunto. Na página onde eu aparecia, colocaram a fotografia de uma vidente que contava quão maravilhoso era estar envolvida na comunicação com o mundo dos espíritos. Recomendava vivamente às pessoas que se aventurassem no mundo dos demónios. "É o máximo!" assegurava-lhes. Contudo, não lhes falou dos perigos que acompanhavam estas experiências fantasmagóricas.

No nosso trabalho com portugueses que viviam em Toronto, tivemos um confronto que durou quase um ano. A primeira manifestação ocorreu durante um culto. A congregação cantava "Louvai-O, Louvai-O, Jesus o nosso abençoado Redentor", quando, de repente, Maria Claudina, uma visita da nossa igreja, foi atirada violentamente para fora do lugar onde se encontrava sentada, indo parar ao chão da nave. Os diáconos, pensando ser uma espécie de ataque, levaram-na para a cave. Mas ela não estava em coma. Tornou-se violenta e tão poderosa, que embora pesasse pouco mais de quarenta quilos, cinco homens bastante fortes não a conseguiam controlar. Alguns ficaram feridos. Da cave, vinha o som de um riso forte e rouco, que partia desta senhora pequena, interrompendo o nosso culto.

Nessa tarde, acedi a ter um estudo bíblico com Maria. Ela ficou muito nervosa quando sugeri que orássemos e, durante a oração, de olhos fechados, senti que havia uma opressão no quarto. Foi então que vi Maria deitada no chão, e sons estranhos saíam dela. Concluindo que ela estava possessa, disse: "Satanás, no nome de Jesus, sai desta mulher." A resposta que obtive foi um riso de congelar o sangue, que me deu suores frios pela coluna abaixo. Várias vezes ordenei ao espírito que a deixasse. De repente, Maria ficou sem acção. Olhando à sua volta, perguntou: "Que aconteceu? Porque é que eu estou no chão?" Evidentemente, ela estivera completamente inconsciente durante o confronto.
Ao interrogá-la sobre o seu envolvimento passado com o espiritismo, ela revelou-me que um homem alto e louro lhe aparecera há muitos anos, quando ela era ainda uma menina. Ela pensara que ele era um anjo. Levara-a ao cemitério e mostrara-lhe uma sepultura, dizendo: "É aqui que eu vivo. Quando precisares de mim, chama-me e eu estarei lá para te ajudar." Durante muitos anos ele fora o seu companheiro constante. Dissera-lhe: "Como resultado do nosso relacionamento, alguém terá de morrer." No espaço de uma semana, dois dos irmãos dela morreram.
Uma manhã, eu ensinava uma classe de visitas na igreja. O estudo era sobre Apocalipse 12. Eu falava sobre o verso 17, que indica que o diabo está zangado com aqueles que guardam os Mandamentos de Deus. A congregação ficou nervosa quando uma voz saída de dentro dela se ouviu dizendo: "Não, não, não. Não ouvirei!" Antes que qualquer um de nós pudesse ouvir o que tinha acontecido, esta senhora pequena que estivera sentada à minha esquerda na classe, estava no corredor, no lado direito. De imediato, todas as classes reunidas na igreja foram interrompidas, quando o confronto começou.
Um dos novos membros da igreja, que fora espiritualista durante mais de vinte anos, chegou perto da senhora e começou a esconjurar o diabo. "Eu sei quem és," disse. "És um adversário derrotado. Enganaste-me durante vinte anos, mas não me enganarás agora. Sai desta mulher, ordeno-te no nome de Jesus." Enquanto a congregação olhava, sustendo a respiração, Maria cuspiu-lhe na cara.
A voz respondeu: "Sim, fui conquistado. Apanharam-me, apanharam. Vou-me embora. Mas vou possuir outra pessoa, ah, ah, ah!" Nessa manhã, uma senhora que estava com alguma dificuldade em tomar uma decisão por Cristo, veio ter comigo a pedir o baptismo. Assegurou-me que não queria estar sob o poder do demónio. Por fim, uma expressão normal voltou ao rosto de Maria. Olhou à sua volta e perguntou: "Porque estão todos à minha volta?"

Na noite a seguir, tivemos uma reunião evangelística na igreja. Maria não veio. Fui abrir a igreja mais cedo. Algumas das jovens que tinham vindo ajudar nos preparativos, chamaram-me energicamente. "Pastor, está um homem estranho à porta. Pode vir depressa?"
Quando cheguei, as jovens estavam a falar com um homem alto e louro, tão estranho que elas estavam assustadas. Cumprimentei-o e comecei a falar com ele. "Fala português?" perguntei. Ele disse que não, e quando tentámos remetê-lo para uma reunião inglesa que havia um pouco mais abaixo, ele retorquiu energicamente: "Não, eu fico aqui."
Caminhou até à frente do auditório e sentou-se. O assunto nessa noite era sobre o estado dos mortos. Embora o sermão fosse em Português (que ele disse não compreender), de cada vez que eu mencionava o diabo, uma gargalhada interrompia a nossa reunião. Os membros presentes logo reconheceram o riso; tinham-no ouvido no dia anterior. Uma vez, durante o culto, ele riu muito alto e saiu do auditório, mas voltou depois de alguns instantes.
Enquanto o coro cantava o hino final, ele parecia conhecer as palavras. Os lábios mexiam, dizendo as palavras portuguesas juntamente com o coro.
Depois desapareceu. Ninguém o vira sair. Mais tarde, Maria telefonou para dizer: "Eu não pude ir à reunião, mas eu ouvi esse hino." Repetiu as palavras do hino que tinha sido cantado quando ela não estivera presente, e descreveu os detalhes da reunião que havia perdido.

Maria continuou os estudos e pediu o baptismo. Estávamos num dilema. Que haveríamos de fazer? Algumas pessoas, incluindo um pastor visitante, aconselharam-nos a continuar. Marcou-se a data do baptismo - 21 de Dezembro de 1974. Vinda da neve que caía nessa manhã de Inverno, Maria entrou na igreja, descalça e bastante ferida. Tinha um tornozelo torcido. Tinha passado por outro confronto a caminho da igreja, tinha escapado de morte certa depois de ter sido empurrada pelo espírito maligno para a linha do Metro.
Durante toda a cerimónia ela esteve nervosa e agitada. Durante os votos, mostrou claramente que estava com medo. Havia onze candidatos ao baptismo, e pedi aos diáconos que usassem as túnicas baptismais e entrassem comigo no baptistério. Quando chegou a vez de Maria, ela tentou entrar no tanque, mas foi atirada para trás. Nessa manhã, três vezes foi atirada para fora do tanque. Finalmente, conseguiu entrar no baptistério, mas continuava a olhar para o lado com uma expressão aterrorizada. "Ele está mesmo aqui," disse. Ao tentar baixá-la às águas, ela ficou hirta, e eu não conseguia imergi-la. Finalmente, consegui baptizá-la e, quando saiu da água, era uma pessoa mudada. O tornozelo estava completamente curado. As pessoas mais cépticas da igreja vieram contar-me que criam ter presenciado um verdadeiro milagre."
Este incidente teve um efeito profundo nos novos membros da congregação, ao testemunharem a batalha terrível contra os poderes ocultos. Satanás revelou o seu verdadeiro carácter.
B - Já é tempo de soar o alarme! Os Cristãos precisam de estar alerta para os perigos das subtilezas diabólicas do Espiritismo, para que não façam parte da sua inevitável destruição.
Somos avisados na Palavra de Deus de que haverá um aumento das manifestações sobrenaturais nos últimos dias, que darão credibilidade ao engano final. Milagres incontroversos serão forjados numa tentativa suprema de enganar o povo de Deus. (Mateus 7:22-23; II Tessalonicenses 2:9; Apocalipse 13:13-14; 16:14; I Timóteo 4:1).

Paulo fala-nos de intriga e de engano que antecederão a segunda vinda de Cristo. Falando de um poder chamado o "mistério da iniquidade" que enganará a última geração existente antes da aparição de Cristo, diz:
"E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da Sua boca, e aniquilará pelo esplendor da Sua vinda. A esse, cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira." (II Tessalonicenses 2:8-9)

João, o Profeta de Patmos fala desta decepção dos últimos dias como sendo levada a efeito pelos habitantes de Pandemónio. No capítulo 13 do livro Apocalipse temos a descrição do Anticristo final e da imagem da besta. Eis como ele fará:
"E fará grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra à vista dos homens." (Apocalipse 13:13)

À medida que as cenas do panorama de todas as épocas passavam pelo ecrã da visão de João, em Patmos, ele viu as manifestações milagrosas dos últimos dias. Descrevendo a visão, ele disse:
"E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demónios que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso." (Apocalipse 16:13-14)

A Bíblia não se está a referir a imposturas ou a fraudes, mas a verdadeiros milagres. Os agentes de Satanás não fingem ter a capacidade de fazer milagres. É-lhes dado poder sobrenatural. O príncipe das trevas há muito tempo que pôs os poderes da sua super mente ao serviço do engano. Ele adaptará habilmente as suas tentações e atrairá muitos para a sua armadilha. Ele não subirá ao palco central para anunciar: "Eu sou o diabo! Vou enganar-vos agora!" Ele não se mostrará como um monstro ardente, com uma cauda e cascos fendidos, segurando um tridente e vestido de vermelho. O seu disfarce será inteligente.

"E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz." (II Coríntios 11:14)

C - Em 1919, Sir Arthur Conan Doyle, espírita, escreveu as seguintes palavras sobre o espiritualismo:
"Um espiritualismo aperfeiçoado, contudo, provavelmente terá tanta relação com o espiritualismo de 1850, como a locomotiva moderna tem com a pequena chaleira que foi o arauto da era do vapor. Acabará por ser mais uma prova e uma base de todas as religiões do que uma religião em si mesma." 1

Mas qual deve ser a base de todas as religiões? A Bíblia diz:
"Toda a Escritura, divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, redarguir, para corrigir, para instruir em justiça." (II Timóteo 3:16)

Os Cristãos são aconselhados a buscar a doutrina e toda a instrução nas Escrituras. Arthur Conan Doyle diz que a base de todas as religiões não é a Bíblia. O sensacionalismo e as emoções tiram o lugar ao estudo sadio da Palavra de Deus, de acordo com a sua opinião. O espiritismo rejeita os alicerces do Cristianismo, que são dados na Palavra de Deus.

O Manual Espiritualista diz:
"A missão do Espiritualismo é revolucionar o mundo, varrer o lixo acumulado de ignorância e de superstição durante séculos." 2

O que são estes séculos de lixo e de superstição que o espiritualismo pretende varrer? Alguns deles são as doutrinas fundamentais da salvação. O próprio Evangelho baseia-se naquilo que o espiritualismo nega.

Doyle escreve:
"O espiritualista organizado não aceita nem a expiação em prol do próximo, nem o pecado original, e acredita que um homem colhe o que semeia sem ter ninguém a não ser ele próprio para tirá-lo das ervas daninhas." 3
"Não se vê justiça no sacrifício em prol do próximo, nem num Deus que Se apazigua através de tais meios." 4


Que esperança haverá para qualquer um de nós se tivermos de extrair as nossas próprias ervas daninhas, e desfazer-nos dos nossos pecados sem um Salvador? Não pode ser feito. É por isso que Jesus morreu por si e por mim. Qualquer filosofia que rejeita o sacrifício em prol do próximo não pode ser compatível com o Cristianismo.
Não é estranho que cada vez mais cristãos estejam misturados com o espiritualismo?


Continuando a sua afirmação, Doyle disse:
"O espiritualismo varrerá o mundo e fará dele um lugar agradável para se viver. Quando governar o mundo inteiro, banirá o sangue de Cristo." 5

O sangue de Jesus Cristo nunca será banido. Nunca perderá o poder. O Seu sangue lavará os nossos pecados, e não temos de arrancar as ervas daninhas.
"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (I João 1:9)
Há esperança para aqueles que aceitam o sangue de Cristo como uma solução para o problema do pecado. Aqueles que foram apanhados pelas armadilhas cruéis de Satanás, podem ser libertados dos poderes do Mal.
Através dos anos, um número de espiritualistas converteu-se a Cristo devido às nossas reuniões evangélicas. A transformação tem sido sempre dolorosa, uma batalha feroz que tem deixado grandes cicatrizes.
João Manuel Pereira era um vidente espírita da Macumba, um culto de espiritismo na América do Sul. Tenho fotografias dele e dos seus dotes no templo, na cidade de Caçador, em Santa Catarina, Brasil. Algumas destas fotografias mostram-no prostrado no chão, a adorar o Diabo. Outras mostram-no a sacrificar galinhas aos espíritos maus. Ele veio às nossas reuniões e entregou o seu coração a Jesus. Deu-me as suas credenciais e a sua vida foi transformada. Só o poder de Deus pode operar semelhante transformação.
Nenhum ser humano no seu próprio poder pode afastar-se do encantamento sedutor do mundo dos espíritos. Nada pode libertar estes seres enredados, a não ser o poder de Deus, dado como resposta a uma sincera oração de fé.
Como é que os Cristãos podem discernir o Bem do Mal? Como podemos saber qual é o verdadeiro? Podemos testar os espíritos pelos nossos sentimentos? O profeta Isaías diz:
"Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes: não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva." (Isaías 8:19-20)

D - O Éden - um jardim paradisíaco transforma-se, de repente, numa sessão de espiritismo, com um espírito vidente sentado no ramo de uma árvore.
Foi a primeira sessão espírita da História, e a vidente era uma serpente subserviente. Esta serpente obteve, repentinamente, o dom das línguas, falando uma língua que nunca tinha aprendido. Através dela, a primeira mentira do Universo foi sussurrada ao ouvido de Eva. Era uma mentira dupla. Essa foi a mentira original, contudo, é a mais moderna dos nossos dias. Foi a primeira e será a última.

Qual foi essa mentira diabólica, bifacetada?
"Então a serpente disse à mulher: Certamente, não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal." (Génesis 3:4-5)

O espiritismo opera sob a panóplia destas mentiras duplas. Nestes últimos dias da história da Terra surgem, de novo, as velhas mentiras duplas "não morrerás" e "serás como Deus."

Alguns escritores cristãos mais ousados revelaram, recentemente, a primeira mentira que veremos neste capítulo. A segunda mentira, mais subtil que a primeira, continua escondida nas grandes doutrinas do Cristianismo.

Na tarde de 8 de Junho de 1873, quando pregava do púlpito do Tabernáculo Mórmon, na cidade de Salt Lake, o Presidente Brigham Young declarou:
"O Diabo disse a verdade (sobre os deuses) ... eu não culpo a mãe Eva. Eu não teria perdido o momento em que ela comeu o fruto proibido, por nada deste mundo." 6

Não foi só o líder Mormon que foi seduzido pela primeira mentira de Satanás. Através da serpente, o diabo usou a lisonja, acariciando um desejo de conhecimento proibido e excitando a ambição pela exaltação própria.

"Sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal" (Génesis 3:5), foi o isco prometido. O homem teve sempre um grande carinho pela ambição da autodeificação. O movimento da Nova Era ensina que o homem é uma criatura ligada ao progresso e o seu destino, desde o nascimento, é progredir até à divindade. Satanás faz com que a natureza pecaminosa e cheia de erros do homem, seja objecto de adoração, a única regra de julgamento ou padrão de carácter.

Enquanto aproximadamente três milhões de pessoas descansam nas suas salas, aos domingos pela manhã, gozando o conforto da igreja electrónica e televisiva, chegam as seguintes palavras vindas de uma catedral de cristal, na Califórnia:
Acho que nada feito em nome de Cristo e sob a bandeira do Cristianismo tem sido tão destrutivo para a personalidade humana e, por isso, contraproducente para o evangelismo, como a estratégia não-cristã, grosseira, e tantas vezes imperfeita, usada para alertar as pessoas para a sua condição perdida e pecaminosa." 7

Tal como tantos pregadores modernos, Robert Schuller foi seduzido pela ideia do homem ter poderes sobrenaturais dentro de si. "Nem imaginas o poder que tens dentro de ti!... Podes transformar o mundo naquilo que quiseres. Sim, podes fazer do teu mundo aquilo que quiseres que ele seja." 8

Casey Trust é pastor do Centro da Fé Cristã em Seattle, Washington. O seu novo auditório de 3.500 lugares está a rebentar pelas costuras. As palavras que profere expressam a sua filosofia:
"Quando Deus olha para o espelho, Ele vê-me! Quando eu olho para o espelho, vejo Deus! Oh, Aleluia!... Sabem, por vezes as pessoas dizem-me, quando estão doidas e querem deitar-me abaixo... - 'Pensas que és um pequeno deus?!' Obrigado! Aleluia! Acertaram! 'Quem pensa que é, Jesus?' Claro! Estão a ouvir-me? Vocês, miúdos, andam a correr por aqui, agindo como deuses? Porque não? Deus disse-me para fazê-lo!... Visto que eu sou uma réplica exacta de Deus, vou agir como Ele." 9

Earl Paulk é um dos líderes deste movimento em crescimento. Diz ele:
"Tal como os cães têm cachorros e os gatos têm gatinhos, também Deus tem pequenos deuses... Até compreendermos que somos pequenos deuses e começarmos a agir como tal, não poderemos manifestar o reino de Deus." 10

Kenneth Copeland diz:
"Tu não tens um deus dentro de ti, tu és um deus." 11

Bill Volkman escreve:
"Mas porque é que Jesus disse que eles eram deuses? Porque todos somos deuses! Todos os humanos são encarnações da divindade." 12

Não é espantoso como uma mentira que saiu da boca da serpente no jardim do Éden, está agora a ser aceite dentro da igreja como uma grande verdade? Os pregadores têm sido enganados pela mesma mentira que seduziu Eva e os seus descendentes. Hoje, os cristãos são enganados pelo mesmo velho engodo satânico de que as respostas aos problemas da vida podem ser encontrados dentro de nós próprios. Esta é feitiçaria antiga, vestida de terminologia cristã. O que costumava chamar-se orgulho, chama-se agora 'pensamento positivo'. A queda de Satanás foi causada pela sua ambição. "Serei como o Altíssimo". (Isaías 14:14). Ele inspirou a mesma ambição nos seres humanos.

No seu último ataque na batalha do conflito cósmico, Satanás chama as suas reservas do Oriente para aumentar as legiões do Ocidente. Mãos misteriosas vindas de Leste juntam-se aos dedos espectrais e a figuras do Ocidente para seduzir e, depois, enredar as massas do globo na grande decepção que leva ao cataclismo final desta Terra.
"... porque se encheram dos costumes do Oriente, e são agoureiros como os filisteus; e se associam com os filhos dos estranhos." (Isaías 2:6)

Quando ouvimos pela primeira vez o conceito que Norman Vincent Peale tem do poder existente no pensamento positivo, ele soou algo chamativo. Não fazíamos ideia onde isso nos iria levar. Numa entrevista dada a um jornal, em Abril de 1984, Norman Vincent Peale chamou ao Novo Nascimento "uma ideia teológica qualquer sem importância para a salvação." No espectáculo televisivo de Phil Donahue, em Outubro de 1984, ele negou a necessidade de se Nascer de Novo. "Tenho a minha própria relação muito pessoal com Deus, e tu tens a tua", disse ao entrevistador. "Conheço um templo Shinto no Japão onde encontrei, um dia, a paz eterna para o meu espírito." 13

Paulo declara que somos todos pecadores, salvos apenas pelo sangue de Cristo. Peale encontrou a sua salvação num templo Shinto... Paulo foi apelante, mas Peale foi aterrador.
Somos pequenos deuses? A Bíblia diz que "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23). Reconhecer o nosso pecado é o primeiro passo para chegar a Cristo, o único que pode salvar-nos do pecado. Não podemos sair das ervas daninhas por nós mesmos.
Não há mal no pensamento positivo, a não ser que ele substitua a nossa dependência do Salvador, que é o único que pode lidar com o problema do pecado.
A Bíblia diz: "Mas, todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapos de imundícia." (Isaías 64:6)

E - Diz também um famoso pregador fundamentalista:
"O dia da morte do crente é realmente o seu melhor dia de anos - o dia do seu maior triunfo. ... De todos os dias felizes, o dia da morte será o dia mais feliz de todos. O dia do seu nascimento, o dia do envelhecimento, o dia da conversão, o dia da sua completa santificação, o dia do casamento, o dia de honra, e todos os outros dias nada são, comparados com o maravilhoso dia da morte, que o conduzirá à casa do seu Pai." 14

Porque é que a morte é um acontecimento tão feliz? Porque, tal como assegura o Pastor Heslop, os mortos não estão mortos. "A morte para o crente em Jesus Cristo é nada mais do que uma porta que dá acesso a uma casa que não foi construída com as mãos..." 15
"A morte é apenas a mão insolente que fecha os grilhões e emancipa a alma. Ela é o repique nupcial, que chama as almas santificadas para os esponsais eternos. A morte é aquela que abre a porta que dá acesso a uma cidade sem pecado, tristeza ou sofrimento, o nascer de um sol que nunca se põe." 16

"Não há morte. Não há mortos", foram as palavras encontradas no marco que identificava o local onde se situava a primeira casa das irmãs Fox, em Hydesville, Nova Iorque, em 1848. O obelisco situado ao lado da igreja espírita em Rochester, Nova Iorque, continha a mesma falsificação: "Não há morte. Não há mortos." O Anuário do Espiritismo de 1871 afirmava: "Podemos dizer com correcção que não há morte." 17

De forma disfarçada, o Cristianismo moderno reitera a mesma mentira inalterável. O alicerce do espiritismo é o ensino da imortalidade inata universal e, consequentemente, a possibilidade de comunicação entre os mundos visível e invisível.
O Diabo enganou Eva com a sua mentira dupla, "não morrerás", e "sereis como Deus." Vimos alguns resultados do conceito da deificação humana. A mentira "não morrerás" tem sido um denominador comum na maior parte dos credos cristãos. Esta filosofia falsa da imortalidade inata impregnou praticamente toda a religião. Deus avisou os nossos primeiros pais das consequências da desobediência.

Ele criou o princípio de que "o salário do pecado é a morte." (Romanos 6:23). As suas palavras foram:
"Mas da árvore da ciência do Bem e do Mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." (Génesis 2:17)

Adão não podia ter compreendido estas palavras num outro sentido que não fosse simplesmente a vida e a morte. Deus queria dizer que quando os homens morrem como uma consequência do pecado, eles morrem mesmo, e compreendia que Deus queria dizer isso mesmo. Os mortos não vivem noutro lugar. Eles morrem mesmo. E a morte é exactamente o oposto da vida. Mas a filosofia do diabo significava, e significa ainda, que Deus estava errado (!), que o homem nunca morreria, mas que viveria com a perpetuidade da vida, tal como Deus a tem.
A nossa sociedade tem sido vista como uma "cultura negadora da morte." As religiões modernas são religiões negadoras da morte. Até mesmo alguns pregadores fundamentalistas mais poderosos e influentes foram arrebatados pelo engano de que a morte não existe.

Eis como um deles ecoa a primeira mentira do Diabo:
"Numa palavra, a morte significa separação. Quando a morte ocorre, a parte mais íntima de nós separa-se do exterior ... a alma e o espírito saem do corpo. Essa é a descrição mais simples da morte." 18
"Não se vê a pessoa - só o exterior... o que se vê é um 'conjunto de roupas exteriores." 19


A definição de morte dada pelo Sr. Swindoll é uma reiteração simples da mentira de Satanás, a qual foi construída com igual facilidade sobre conceitos - pagãos, católicos e protestantes, de uma alma imortal que persiste depois da morte do corpo. Este travesti escarnecedor está destinado a tornar-se na grande decepção, no drama final do tempo.
Deus terá dito a Adão e Eva que os resultados do pecado seriam a separação da alma e espírito, do corpo? O salário do pecado é simplesmente a separação, enviando a pessoa para o mundo dos espíritos?...

Na ausência de fundamentos bíblicos para esta teoria da separação, o Sr. Swindoll parece estar disposto a agarrar qualquer vestígio, independentemente de quão inconsistente ou bizarro ele seja. Ele continua a citar estranhas EFC (experiências fora do corpo) de pessoas consideradas clinicamente mortas e dizem terem tido uma espécie de alucinações, de terem estado vivas fora dos seus corpos. Ele foi influenciado por Raymond Moody, um estudante de Medicina, autor do livro Vida após Vida (Life after Life). Este pequeno volume transformou-se num best seller. Moody contou experiências de cerca 150 pessoas que estiveram próximas da morte. Todas dizem que sentiram como se estivessem a sair dos seus corpos e a ir de encontro a um misterioso ser de luz e a um plano mais alto da realidade.

Citando Raymond Moody, Swindoll conta a história de uma pessoa cujo óbito foi declarado pelo médico.
"Ele vislumbra os espíritos dos parentes e amigos que já morreram, e um espírito de tal forma amoroso e doce como ele nunca encontrou." 20

Referindo J. Kerby Anderson, ele conta como um espírito deixa o corpo, mas continua agarrado por uma espécie de cordão.
"Virei-me para procurar o 'cordão', mas não estava visível; ou estava escuro ou simplesmente não estava lá. Foi então que toquei na cabeça para ver se ele saía da frente, de cima ou detrás dela. Ao tocar na nuca, as mãos roçaram algo e tentei agarrar com ambas as mãos. O que quer que fosse estendia-se a partir de um ponto nas minhas costas, directamente por entre as omoplatas ... Tentei agarrar e, então, ele transformou-se num 'cordão' se pudermos chamar isso a um cabo com duas polegadas de espessura." 21

No programa "A Hora do Poder", de Robert Schuller, Gerald Jampolsky, o psiquiatra professor e autor de best-sellers, conta o seu encontro com Swami Muktananda:
"Ele tocou-me com penas de pavão. Comecei a ter a impressão de que as nossas mentes estavam ligadas. De novo, tocou-me com a mão na nuca. "Depois, as lindas cores apareceram à minha volta, e parecia que eu saíra do meu corpo e olhava para ele. Eu via cores cuja profundidade e brilho estavam para além de tudo o que eu tinha imaginado. Comecei a falar línguas. Um lindo raio de luz entrou no quarto e, nesse momento, decidi avaliar o que estava a acontecer e a estar em sintonia com a experiência, de forma a unir-me com ela completamente." 22

No livro O Inimigo Disfarçado (The Enemy Disguised), Robert L. Gram pôs o assunto desta maneira:
"As descobertas de Moody têm mais afinidades com a religião grega do que com a crença bíblica. Ao contrário da religião grega, a Bíblia frisa a unidade do indivíduo - mente, alma e corpo - sob a liderança de Deus. Entidades descarnadas que flutuam por cima de corpos e de festas espirituais são estranhos ao panorama teológico do mundo do além." 23

Depois do livro de Moody, vários autores começaram a fazer esboços dos detalhes das alegrias de morrer. A morte era apresentada como algo benéfico, prazenteiro e, até mesmo, eufórico. É apresentada como sendo tão excitante como tomar a última novidade em narcóticos. Em 1978, Elizabeth Kubler-Ross disse:
"O doente terminal é como uma borboleta que saiu de um casulo com uma sensação de paz e de beleza." 24

W.G. Heslop referia-se à morte como o "repique nupcial que chama a alma santificada para os esponsais eternos" 25, mas por alguma razão não enviamos cartões de condolências àqueles cujos entes queridos acabaram de casar... E por alguma razão, lutamos contra as doenças terminais mesmo que Elizabeth Kubler-Ross diga que elas trazem 'paz e beleza'.

A morte é frequentemente apresentada como sendo 'a melhor amiga' do cristão, conduzindo-o pelos reinos celestiais. Mas a Bíblia não lhe chama 'amiga'.
"Ora o último inimigo que há-de ser aniquilado é a morte." (I Coríntios 15:26)
F - Era o meu primeiro ano na América do Sul. Depois de alguns dias de viagem tinha chegado finalmente à parte oeste de Santa Catarina, a uma pequena vila que se chamava Xapeco. Mal me tinha instalado, quando bateram à porta. "Sabemos que é um homem religioso", disse o desconhecido que estava à porta. "Venha depressa, precisamos de si." Segui-o por ruas estreitas enquanto ele me explicava que íamos visitar uma jovem mãe cuja criança acabara de lhe morrer nos braços. Nessa manhã, não havia sinal de doença. Agora a criança estava morta.
Muito antes de chegarmos à casa, conseguíamos ouvir o pranto daquela mãe. Havia uma multidão de vizinhos na sala singela, mas ninguém conseguia ajudá-la. Segurando, ainda, o bebé nos braços, ela gritava histericamente. O que é que eu podia dizer?
"O teu bebe está a dormir", disse. "Ele vai acordar outra vez." A gritaria parou imediatamente. "Que disse?" perguntou a jovem mãe, olhando-me directamente nos olhos. Mais uma vez, disse-lhe que a criança adormecida seria despertada. "Está a brincar comigo?" perguntou. "Eu não faria isso, especialmente numa altura destas", assegurei-lhe. "Como ministro do Evangelho, declaro que o teu bebé viverá outra vez." "Com que autoridade diz isso?" foi a pergunta seguinte. Foi então que partilhei esta mensagem importante com ela. Era tudo o que eu tinha para confortá-la.
"Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. " (I Tessalonicenses 4:13)

Paulo não quer que sejamos ignorantes quanto àqueles que estão a dormir. Ele acreditava que os mortos estão a dormir. Ele não está a dizer que não nos entristecemos quando um ente querido morre. Mas a dor do cristão é diferente. Não sofremos como aqueles que não têm esperança. O que é que faz a diferença?
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu, com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras." (I Tessalonicenses 4:16-18

Ele não nos diz para nos confortarmos uns aos outros negando a existência da morte. Ele diz-nos para nos confortarmos com a certeza da ressurreição. Essa é a esperança do Cristão. Chegará o dia em que a cidade silenciosa será o local de feliz reunião. Os céus descobrir-se-ao e o Filho de Deus chamará aqueles que dormem para que saiam das sepulturas. Será o funeral da morte.

A vida passa tão depressa. Quanto mais velhos ficamos, mais rápido os anos parecem voar. Há muitos anos, ouvi um pequeno poema que se torna mais significativo cada ano que passa.
Quando, em criança, eu ria e chorava, o tempo gatinhava.
Depois, quando era rapaz, cantava e falava, o tempo andava.
Quando, mais tarde, me tornei um homem, o tempo corria.
A medida que crescia, dia após dia, o tempo voava.
Cedo verei que à medida que continuo, o tempo já acabou.

O Pastor R. M. S. Richards costumava contar a história de uma jovem que, numa tarde, acarinhava a sua filha e, nessa mesma noite, morreu. Uma filha de seis anos ficou sem a mãe. O jovem esposo ficou com o coração partido pela sua perda. Os vizinhos tentavam confortá-lo assim como à criança . Diziam: "Joe, não podes ficar lá esta noite." Mas a sua resposta foi: volto para o quarto onde ela me deixou para combater a morte."
Pouco depois, o pai ouviu o soluçar da filha. Chegou perto dela, aconchegou-a na cama, e disse: "Dorme, querida, o papá está aqui e ama-te muito."
O pai pensava que ela estava a dormir, quando ouviu a sua vozinha a dizer: "Oh papá, está tão escuro esta noite." Tentou acalmá-la; disse-lhe que estava com ela. Dentro de pouco tempo, ouviu aquela voz doce outra vez e, de novo, lhe disse que adormecesse. A menina repetiu: "Papá, eu tentei porque tu querias que o fizesse. Mas está tão escuro esta noite. Nunca esteve assim tão escuro."
O pai pegou na criança ao colo e levou-a para a sua cama. Tentou mimá-la como a mãe teria feito e, em pouco tempo, ela estava a dormir, encostada ao seu peito.
Foi então que o pai começou a falar com o Pai Celestial. Através das lágrimas, disse: "Oh Pai, está escuro, nunca esteve tão escuro; mas Tu amas-me, mesmo que esteja escuro, não amas, Pai? E sentiu uma grande paz dentro de si, uma paz que não nasceu na terra ou no mar, uma paz que só se encontra em Deus.
O mundo está escuro!... Os poderes das trevas parecem controlar este velho planeta. Lembremo-nos de que Deus ainda está ao leme e Ele ama-nos mais do que imaginamos. Ele é a nossa fonte de conforto. A verdade confortar-nos-á. Não temos de ser enganados pelas mentiras dos poderes das trevas.

COMEÇANDO AQUI

A sua entrega é total, você não pôde mais adiar, Jesus chegou ao seu coração,
Chamou por seu nome e você atendeu. Algumas lágrimas vêm, e vão lavando qualquer temor.
O Santo Espírito está aqui, lhe abraça e lhe diz o quanto esperou.

CORO:
Sua vida vai desabrochar, vai sorrir, vai cantar.
Começando aqui e por todo o sempre, o amor de Deus vai lhe acompanhar,
Ele prometeu jamais vai deixá-lo,
Você não estará sozinho a vagar, Deus vai lhe amparar.


Se o amanhã lhe trouxer temores, dúvidas e pesar, Jesus ao seu lado vai estar
Pra completar o que começou.



Referências:
1. Arthur Conan Doyle, A Mensagem Vital, "The Vital Message", p. 31; 2. O Manual Espírita, "The Spiritualist Manual", Nona Revisão, p. 79; 3. Arthur Conan Doyle, Divagações de um Espírita, "Wanderings of a Spiritualist", pp. 24, 25; 4. Arthur Conan Doyle, Cosmopolita, "Cosmopolitan", Janeiro, 1918, p. 69; 5. Arthur Conan Doyle, como foi citado por Roy Allan Anderson, Segredos do Mundo dos Espíritos, "Secrets of the Spirit World", Mountain View: Pacific Press, 1966, p. 46; 6. Desert News, Church Section, Junho 18, 1873, p. 308, como foi citado por Dave Hunt e T.A. McMahon em Sedução do Cristianismo, "Seduction of Christianity" p. 67; 7. O Cristianismo Hoje, "Christianity Today", Oct. 5, 1984, p. 12; 8. Robert Schuller, "Possibility Thinking Goals, "Amway Corporation Tape; 9. Casey Treat, Acreditando em Ti Próprio, "Believing in Yourself," cassete 2 de uma série de quatro, como foi citado por Dave Hunt & T.A. McMahon, The Seduction of Christianity. Eugene, Oregon, Harvest House Publishers, 1985, p. 83; 10. Earl Paulk, Satanás Desmascarado, "Satan Unmasked", K Dimension Publishing, 1984, pp. 96-97; 11. Kenneth Copeland, A Força do Amor "The Force of Love", Cassette BCC-56; 12. Bill Volkman, The Wink of Faith: Living "As Gods" Without Denying Our Humanity, Union Life, 1983, pp. 79-85); 13. Dave Hunt e T.A. McMahon, The Seduction of Christianity, Eugene, Oregon, Harvest House Publishers, 1985, p. 152; 14. W.G. Heslop, Onde estão os Mortos?, "Where are the Dead?", Butler, Indiana: The Higley Press, p. 18; 15. Ibid; 16. Idem, p. 19; 17. Robert Dale Owen, Anuário do Espiritualismo para 1871, "Yearbook of Spiritualism for 1871", pp. 22, 23; 18. Charles R. Swindoll, Enraizando-se na Vida Cristã, "Growing Deep in the Christian Life", Portland: Multnomah Press, 1986, p. 301; 19. Idem, p. 318; 20. Idem, p. 316; 21. Ibidem; 22. Idem, p. 58; 23. Idem, p. 114; 24. Robert L. Gram, Um Inimigo Disfarçado, "An Enemy Disguised", p. 1985; 25. W. G. Heslop, Onde Estão os Mortos?, "Where are the Dead?", p. 19.

Henry Feyerabend (1931 - 2006) foi um canadense Adventista do Sétimo Dia, evangelista, cantor e autor, que é mais conhecido no Canadá pelo seu trabalho no Programa Está Escrito, e no Brasil como cantor do Grupo Arautos do Rei. Texto extraído do seu livro Tantas Religiões! Porquê?