quarta-feira, 29 de maio de 2013

A EXPLOSÃO DO OCULTISMO


A vida é o dia de hoje, A vida é ai que mal soa, A vida é sombra que foge, A vida é nuvem que voa;
A vida é sonho tão leve, Que se desfaz como a neve, E como o fumo se esvai;
A vida dura um momento, Mais leve que o pensamento, A vida leva-a o vento, A vida é folha que cai!

A vida é flor na corrente, A vida é sopro suave, A vida é estrela cadente, Voa mais leve que a ave;
Nuvem que o vento nos ares, Onda que o vento nos mares, Uma após outra lançou.
A vida, pena caída da asa de ave ferida, De vale em vale impelida, A vida, o vento a levou!


João de Deus


Passava da meia-noite na cidade do Rio de Janeiro. O calor abafado fazia com que fosse difícil adormecer. A brisa nocturna transportava o som de tambores e os cânticos dos adoradores do diabo. Eu sabia que a Macumba ainda estava em acção. A caminho de casa, tinha passado pela praia de Copacabana e visto multidões vestidas de branco, que mais pareciam fantasmas, e que chamavam pelos espíritos. Decidi parar o carro e passear pela praia, para ver de perto o que estava a acontecer. O que vi perseguir-me-ia pela vida fora. Estas pessoas não estavam a brincar.
Mesmo ao meu lado, estava uma jovem que não acreditava no sobrenatural. Ela desafiara uma das videntes a provar-lhe que os espíritos tinham poderes místicos. A resposta ao seu louco desafio foi rápida. Antes de percebermos o que estava a acontecer, o seu corpo começou a contorcer-se fora de controlo e a ser misteriosamente atirado ao ar, caindo depois no chão com um estrondo.
Durante os onze anos que vivemos no Brasil, enfrentámos fenómenos psíquicos que desafiam toda e qualquer descrição. Naquele país, um sexto da população entrega-se a várias formas de adoração ao Diabo. Seja quem for que não acredite no sobrenatural, decerto sairia esclarecido se visitasse o Rio de Janeiro, passasse algum tempo nas praias de Copacabana, à meia-noite, na véspera de Ano Novo, e visse os milhões de adoradores espíritas que se juntam para invocar a presença dos habitantes das trevas.
Pouco depois da nossa chegada ao Brasil, começámos a ouvir falar das proezas de Zé Arigó, o camponês brasileiro que era também cirurgião-curandeiro, que conseguia cortar a carne e as vísceras com uma navalha suja e sem qualquer dor, fazendo hemostase (prender os vasos sanguíneos), sem precisar de pontos e sem surgir infecção. Ele conseguia passar as receitas mais sofisticadas da moderna farmacologia, contudo, nunca conseguiu passar da terceira classe e nunca estudou o assunto. Ele conseguia, quase instantaneamente, fazer diagnósticos correctos ou ler a tensão arterial sem olhar para o paciente.
Tanto os médicos brasileiros como os americanos confirmaram as curas de Arigó e já fizeram filmes a cores do seu trabalho e operações. Arigó tratou mais de trezentos doentes por dia, durante cerca de duas décadas, e nunca cobrou pelos seus serviços.

A - O espiritismo está em marcha. Já não é o brinquedo dos excêntricos. Já não se limita a um grupo de estranhos fanáticos que fazem rituais bizarros no cemitério, numa noite de lua cheia. As bruxas modernas não têm qualquer semelhança com aquelas que são retratadas na história medieval, no Macbeth de Shakespeare, ou na Branca de Neve, de Disney. Não existem velhas bruxas desdentadas no ofício. As bruxas de hoje não usam longos vestidos negros ou chapéus pontiagudos.
O mundo ocidental tem uma nova gama de curandeiros que veste fato e gravata, batas brancas, colarinhos eclesiásticos e, até mesmo, mini-saias. O novo espiritualismo está a infiltrar-se nos lares de homens importantes. A bola de cristal está de novo na moda e a velha tábua Ouija vende-se como nunca - cerca de um milhão por ano. Coisas estranhas no céu, mesas estranhas que se erguem no ar, instrumentos musicais que são tocados por mãos invisíveis, pedras que caem do tecto, aparições luminosas.
O que está por detrás de todos estes fenómenos estranhos e exóticos? Haverá um mundo sobrenatural, invisível? Haverá demónios verdadeiros, ou será que as pessoas estão a ser enganadas por médiuns fraudulentos que inventam barulhos sobrenaturais e aparições com o intuito de fazer dinheiro? Será tudo uma intrujice, um jogo de mãos ou uma espécie de truque?
O assaltante do banco gostaria de convencer todos os bancários de que não existem assaltantes, para que eles não trancassem os cofres. O diabo está a desempenhar um esforço enorme para convencer até mesmo as pessoas que estão dentro dos círculos religiosos, de que ele não existe. Mas a Bíblia diz:

"Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." (Efésios 6:12)

A Astrologia está a ganhar uma nova credibilidade e popularidade, visto que todos os anos quarenta milhões de astrólogos ajudam a transformar o zodíaco num negócio que rende 2,1 biliões de dólares por ano. Os horóscopos são vendidos não só nas livrarias, mas também nos supermercados, farmácias, e pequenas lojas de conveniência. Há dois mil e quinhentos anos, Deus disse através do profeta Jeremias:
"Assim diz o Senhor: não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais dos céus: porque com eles se atemorizam as nações." (Jeremias 10:2)

A palavra de Deus não só condena especificamente a prática da astrologia, mas condena com veemência a comunicação com os espíritos malignos. Eis o que a Bíblia diz sobre o assunto:
"Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinho, nem mágico, nem quem consulte os mortos: pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor, teu Deus os lança fora de diante d'Ele." (Deuteronómio 18:10-12)
Eu estava a dirigir algumas reuniões na cidade de Hamilton, Ontário, quando os jornais anunciaram um caso de espiritismo na cidade vizinha de St. Catherine. Um jovem estava com problemas. A cama levantava-se do chão e flutuava à volta do quarto. A polícia veio investigar. Estavam sentados na cama do rapaz, a explicar aos pais que era tudo fruto da imaginação, quando, de repente, a cama se levantou com os polícias sentados em cima dela.
As pessoas vinham de todas as partes da América do Norte para investigar esta ocorrência misteriosa.

Visto que eu tinha acabado de regressar da América do Sul, e tinha alguma experiência com o ocultismo, o Hamilton Spectator entrevistou-me sobre o assunto. Na página onde eu aparecia, colocaram a fotografia de uma vidente que contava quão maravilhoso era estar envolvida na comunicação com o mundo dos espíritos. Recomendava vivamente às pessoas que se aventurassem no mundo dos demónios. "É o máximo!" assegurava-lhes. Contudo, não lhes falou dos perigos que acompanhavam estas experiências fantasmagóricas.

No nosso trabalho com portugueses que viviam em Toronto, tivemos um confronto que durou quase um ano. A primeira manifestação ocorreu durante um culto. A congregação cantava "Louvai-O, Louvai-O, Jesus o nosso abençoado Redentor", quando, de repente, Maria Claudina, uma visita da nossa igreja, foi atirada violentamente para fora do lugar onde se encontrava sentada, indo parar ao chão da nave. Os diáconos, pensando ser uma espécie de ataque, levaram-na para a cave. Mas ela não estava em coma. Tornou-se violenta e tão poderosa, que embora pesasse pouco mais de quarenta quilos, cinco homens bastante fortes não a conseguiam controlar. Alguns ficaram feridos. Da cave, vinha o som de um riso forte e rouco, que partia desta senhora pequena, interrompendo o nosso culto.

Nessa tarde, acedi a ter um estudo bíblico com Maria. Ela ficou muito nervosa quando sugeri que orássemos e, durante a oração, de olhos fechados, senti que havia uma opressão no quarto. Foi então que vi Maria deitada no chão, e sons estranhos saíam dela. Concluindo que ela estava possessa, disse: "Satanás, no nome de Jesus, sai desta mulher." A resposta que obtive foi um riso de congelar o sangue, que me deu suores frios pela coluna abaixo. Várias vezes ordenei ao espírito que a deixasse. De repente, Maria ficou sem acção. Olhando à sua volta, perguntou: "Que aconteceu? Porque é que eu estou no chão?" Evidentemente, ela estivera completamente inconsciente durante o confronto.
Ao interrogá-la sobre o seu envolvimento passado com o espiritismo, ela revelou-me que um homem alto e louro lhe aparecera há muitos anos, quando ela era ainda uma menina. Ela pensara que ele era um anjo. Levara-a ao cemitério e mostrara-lhe uma sepultura, dizendo: "É aqui que eu vivo. Quando precisares de mim, chama-me e eu estarei lá para te ajudar." Durante muitos anos ele fora o seu companheiro constante. Dissera-lhe: "Como resultado do nosso relacionamento, alguém terá de morrer." No espaço de uma semana, dois dos irmãos dela morreram.
Uma manhã, eu ensinava uma classe de visitas na igreja. O estudo era sobre Apocalipse 12. Eu falava sobre o verso 17, que indica que o diabo está zangado com aqueles que guardam os Mandamentos de Deus. A congregação ficou nervosa quando uma voz saída de dentro dela se ouviu dizendo: "Não, não, não. Não ouvirei!" Antes que qualquer um de nós pudesse ouvir o que tinha acontecido, esta senhora pequena que estivera sentada à minha esquerda na classe, estava no corredor, no lado direito. De imediato, todas as classes reunidas na igreja foram interrompidas, quando o confronto começou.
Um dos novos membros da igreja, que fora espiritualista durante mais de vinte anos, chegou perto da senhora e começou a esconjurar o diabo. "Eu sei quem és," disse. "És um adversário derrotado. Enganaste-me durante vinte anos, mas não me enganarás agora. Sai desta mulher, ordeno-te no nome de Jesus." Enquanto a congregação olhava, sustendo a respiração, Maria cuspiu-lhe na cara.
A voz respondeu: "Sim, fui conquistado. Apanharam-me, apanharam. Vou-me embora. Mas vou possuir outra pessoa, ah, ah, ah!" Nessa manhã, uma senhora que estava com alguma dificuldade em tomar uma decisão por Cristo, veio ter comigo a pedir o baptismo. Assegurou-me que não queria estar sob o poder do demónio. Por fim, uma expressão normal voltou ao rosto de Maria. Olhou à sua volta e perguntou: "Porque estão todos à minha volta?"

Na noite a seguir, tivemos uma reunião evangelística na igreja. Maria não veio. Fui abrir a igreja mais cedo. Algumas das jovens que tinham vindo ajudar nos preparativos, chamaram-me energicamente. "Pastor, está um homem estranho à porta. Pode vir depressa?"
Quando cheguei, as jovens estavam a falar com um homem alto e louro, tão estranho que elas estavam assustadas. Cumprimentei-o e comecei a falar com ele. "Fala português?" perguntei. Ele disse que não, e quando tentámos remetê-lo para uma reunião inglesa que havia um pouco mais abaixo, ele retorquiu energicamente: "Não, eu fico aqui."
Caminhou até à frente do auditório e sentou-se. O assunto nessa noite era sobre o estado dos mortos. Embora o sermão fosse em Português (que ele disse não compreender), de cada vez que eu mencionava o diabo, uma gargalhada interrompia a nossa reunião. Os membros presentes logo reconheceram o riso; tinham-no ouvido no dia anterior. Uma vez, durante o culto, ele riu muito alto e saiu do auditório, mas voltou depois de alguns instantes.
Enquanto o coro cantava o hino final, ele parecia conhecer as palavras. Os lábios mexiam, dizendo as palavras portuguesas juntamente com o coro.
Depois desapareceu. Ninguém o vira sair. Mais tarde, Maria telefonou para dizer: "Eu não pude ir à reunião, mas eu ouvi esse hino." Repetiu as palavras do hino que tinha sido cantado quando ela não estivera presente, e descreveu os detalhes da reunião que havia perdido.

Maria continuou os estudos e pediu o baptismo. Estávamos num dilema. Que haveríamos de fazer? Algumas pessoas, incluindo um pastor visitante, aconselharam-nos a continuar. Marcou-se a data do baptismo - 21 de Dezembro de 1974. Vinda da neve que caía nessa manhã de Inverno, Maria entrou na igreja, descalça e bastante ferida. Tinha um tornozelo torcido. Tinha passado por outro confronto a caminho da igreja, tinha escapado de morte certa depois de ter sido empurrada pelo espírito maligno para a linha do Metro.
Durante toda a cerimónia ela esteve nervosa e agitada. Durante os votos, mostrou claramente que estava com medo. Havia onze candidatos ao baptismo, e pedi aos diáconos que usassem as túnicas baptismais e entrassem comigo no baptistério. Quando chegou a vez de Maria, ela tentou entrar no tanque, mas foi atirada para trás. Nessa manhã, três vezes foi atirada para fora do tanque. Finalmente, conseguiu entrar no baptistério, mas continuava a olhar para o lado com uma expressão aterrorizada. "Ele está mesmo aqui," disse. Ao tentar baixá-la às águas, ela ficou hirta, e eu não conseguia imergi-la. Finalmente, consegui baptizá-la e, quando saiu da água, era uma pessoa mudada. O tornozelo estava completamente curado. As pessoas mais cépticas da igreja vieram contar-me que criam ter presenciado um verdadeiro milagre."
Este incidente teve um efeito profundo nos novos membros da congregação, ao testemunharem a batalha terrível contra os poderes ocultos. Satanás revelou o seu verdadeiro carácter.
B - Já é tempo de soar o alarme! Os Cristãos precisam de estar alerta para os perigos das subtilezas diabólicas do Espiritismo, para que não façam parte da sua inevitável destruição.
Somos avisados na Palavra de Deus de que haverá um aumento das manifestações sobrenaturais nos últimos dias, que darão credibilidade ao engano final. Milagres incontroversos serão forjados numa tentativa suprema de enganar o povo de Deus. (Mateus 7:22-23; II Tessalonicenses 2:9; Apocalipse 13:13-14; 16:14; I Timóteo 4:1).

Paulo fala-nos de intriga e de engano que antecederão a segunda vinda de Cristo. Falando de um poder chamado o "mistério da iniquidade" que enganará a última geração existente antes da aparição de Cristo, diz:
"E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da Sua boca, e aniquilará pelo esplendor da Sua vinda. A esse, cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira." (II Tessalonicenses 2:8-9)

João, o Profeta de Patmos fala desta decepção dos últimos dias como sendo levada a efeito pelos habitantes de Pandemónio. No capítulo 13 do livro Apocalipse temos a descrição do Anticristo final e da imagem da besta. Eis como ele fará:
"E fará grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra à vista dos homens." (Apocalipse 13:13)

À medida que as cenas do panorama de todas as épocas passavam pelo ecrã da visão de João, em Patmos, ele viu as manifestações milagrosas dos últimos dias. Descrevendo a visão, ele disse:
"E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demónios que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso." (Apocalipse 16:13-14)

A Bíblia não se está a referir a imposturas ou a fraudes, mas a verdadeiros milagres. Os agentes de Satanás não fingem ter a capacidade de fazer milagres. É-lhes dado poder sobrenatural. O príncipe das trevas há muito tempo que pôs os poderes da sua super mente ao serviço do engano. Ele adaptará habilmente as suas tentações e atrairá muitos para a sua armadilha. Ele não subirá ao palco central para anunciar: "Eu sou o diabo! Vou enganar-vos agora!" Ele não se mostrará como um monstro ardente, com uma cauda e cascos fendidos, segurando um tridente e vestido de vermelho. O seu disfarce será inteligente.

"E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz." (II Coríntios 11:14)

C - Em 1919, Sir Arthur Conan Doyle, espírita, escreveu as seguintes palavras sobre o espiritualismo:
"Um espiritualismo aperfeiçoado, contudo, provavelmente terá tanta relação com o espiritualismo de 1850, como a locomotiva moderna tem com a pequena chaleira que foi o arauto da era do vapor. Acabará por ser mais uma prova e uma base de todas as religiões do que uma religião em si mesma." 1

Mas qual deve ser a base de todas as religiões? A Bíblia diz:
"Toda a Escritura, divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, redarguir, para corrigir, para instruir em justiça." (II Timóteo 3:16)

Os Cristãos são aconselhados a buscar a doutrina e toda a instrução nas Escrituras. Arthur Conan Doyle diz que a base de todas as religiões não é a Bíblia. O sensacionalismo e as emoções tiram o lugar ao estudo sadio da Palavra de Deus, de acordo com a sua opinião. O espiritismo rejeita os alicerces do Cristianismo, que são dados na Palavra de Deus.

O Manual Espiritualista diz:
"A missão do Espiritualismo é revolucionar o mundo, varrer o lixo acumulado de ignorância e de superstição durante séculos." 2

O que são estes séculos de lixo e de superstição que o espiritualismo pretende varrer? Alguns deles são as doutrinas fundamentais da salvação. O próprio Evangelho baseia-se naquilo que o espiritualismo nega.

Doyle escreve:
"O espiritualista organizado não aceita nem a expiação em prol do próximo, nem o pecado original, e acredita que um homem colhe o que semeia sem ter ninguém a não ser ele próprio para tirá-lo das ervas daninhas." 3
"Não se vê justiça no sacrifício em prol do próximo, nem num Deus que Se apazigua através de tais meios." 4


Que esperança haverá para qualquer um de nós se tivermos de extrair as nossas próprias ervas daninhas, e desfazer-nos dos nossos pecados sem um Salvador? Não pode ser feito. É por isso que Jesus morreu por si e por mim. Qualquer filosofia que rejeita o sacrifício em prol do próximo não pode ser compatível com o Cristianismo.
Não é estranho que cada vez mais cristãos estejam misturados com o espiritualismo?


Continuando a sua afirmação, Doyle disse:
"O espiritualismo varrerá o mundo e fará dele um lugar agradável para se viver. Quando governar o mundo inteiro, banirá o sangue de Cristo." 5

O sangue de Jesus Cristo nunca será banido. Nunca perderá o poder. O Seu sangue lavará os nossos pecados, e não temos de arrancar as ervas daninhas.
"Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (I João 1:9)
Há esperança para aqueles que aceitam o sangue de Cristo como uma solução para o problema do pecado. Aqueles que foram apanhados pelas armadilhas cruéis de Satanás, podem ser libertados dos poderes do Mal.
Através dos anos, um número de espiritualistas converteu-se a Cristo devido às nossas reuniões evangélicas. A transformação tem sido sempre dolorosa, uma batalha feroz que tem deixado grandes cicatrizes.
João Manuel Pereira era um vidente espírita da Macumba, um culto de espiritismo na América do Sul. Tenho fotografias dele e dos seus dotes no templo, na cidade de Caçador, em Santa Catarina, Brasil. Algumas destas fotografias mostram-no prostrado no chão, a adorar o Diabo. Outras mostram-no a sacrificar galinhas aos espíritos maus. Ele veio às nossas reuniões e entregou o seu coração a Jesus. Deu-me as suas credenciais e a sua vida foi transformada. Só o poder de Deus pode operar semelhante transformação.
Nenhum ser humano no seu próprio poder pode afastar-se do encantamento sedutor do mundo dos espíritos. Nada pode libertar estes seres enredados, a não ser o poder de Deus, dado como resposta a uma sincera oração de fé.
Como é que os Cristãos podem discernir o Bem do Mal? Como podemos saber qual é o verdadeiro? Podemos testar os espíritos pelos nossos sentimentos? O profeta Isaías diz:
"Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes: não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva." (Isaías 8:19-20)

D - O Éden - um jardim paradisíaco transforma-se, de repente, numa sessão de espiritismo, com um espírito vidente sentado no ramo de uma árvore.
Foi a primeira sessão espírita da História, e a vidente era uma serpente subserviente. Esta serpente obteve, repentinamente, o dom das línguas, falando uma língua que nunca tinha aprendido. Através dela, a primeira mentira do Universo foi sussurrada ao ouvido de Eva. Era uma mentira dupla. Essa foi a mentira original, contudo, é a mais moderna dos nossos dias. Foi a primeira e será a última.

Qual foi essa mentira diabólica, bifacetada?
"Então a serpente disse à mulher: Certamente, não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal." (Génesis 3:4-5)

O espiritismo opera sob a panóplia destas mentiras duplas. Nestes últimos dias da história da Terra surgem, de novo, as velhas mentiras duplas "não morrerás" e "serás como Deus."

Alguns escritores cristãos mais ousados revelaram, recentemente, a primeira mentira que veremos neste capítulo. A segunda mentira, mais subtil que a primeira, continua escondida nas grandes doutrinas do Cristianismo.

Na tarde de 8 de Junho de 1873, quando pregava do púlpito do Tabernáculo Mórmon, na cidade de Salt Lake, o Presidente Brigham Young declarou:
"O Diabo disse a verdade (sobre os deuses) ... eu não culpo a mãe Eva. Eu não teria perdido o momento em que ela comeu o fruto proibido, por nada deste mundo." 6

Não foi só o líder Mormon que foi seduzido pela primeira mentira de Satanás. Através da serpente, o diabo usou a lisonja, acariciando um desejo de conhecimento proibido e excitando a ambição pela exaltação própria.

"Sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal" (Génesis 3:5), foi o isco prometido. O homem teve sempre um grande carinho pela ambição da autodeificação. O movimento da Nova Era ensina que o homem é uma criatura ligada ao progresso e o seu destino, desde o nascimento, é progredir até à divindade. Satanás faz com que a natureza pecaminosa e cheia de erros do homem, seja objecto de adoração, a única regra de julgamento ou padrão de carácter.

Enquanto aproximadamente três milhões de pessoas descansam nas suas salas, aos domingos pela manhã, gozando o conforto da igreja electrónica e televisiva, chegam as seguintes palavras vindas de uma catedral de cristal, na Califórnia:
Acho que nada feito em nome de Cristo e sob a bandeira do Cristianismo tem sido tão destrutivo para a personalidade humana e, por isso, contraproducente para o evangelismo, como a estratégia não-cristã, grosseira, e tantas vezes imperfeita, usada para alertar as pessoas para a sua condição perdida e pecaminosa." 7

Tal como tantos pregadores modernos, Robert Schuller foi seduzido pela ideia do homem ter poderes sobrenaturais dentro de si. "Nem imaginas o poder que tens dentro de ti!... Podes transformar o mundo naquilo que quiseres. Sim, podes fazer do teu mundo aquilo que quiseres que ele seja." 8

Casey Trust é pastor do Centro da Fé Cristã em Seattle, Washington. O seu novo auditório de 3.500 lugares está a rebentar pelas costuras. As palavras que profere expressam a sua filosofia:
"Quando Deus olha para o espelho, Ele vê-me! Quando eu olho para o espelho, vejo Deus! Oh, Aleluia!... Sabem, por vezes as pessoas dizem-me, quando estão doidas e querem deitar-me abaixo... - 'Pensas que és um pequeno deus?!' Obrigado! Aleluia! Acertaram! 'Quem pensa que é, Jesus?' Claro! Estão a ouvir-me? Vocês, miúdos, andam a correr por aqui, agindo como deuses? Porque não? Deus disse-me para fazê-lo!... Visto que eu sou uma réplica exacta de Deus, vou agir como Ele." 9

Earl Paulk é um dos líderes deste movimento em crescimento. Diz ele:
"Tal como os cães têm cachorros e os gatos têm gatinhos, também Deus tem pequenos deuses... Até compreendermos que somos pequenos deuses e começarmos a agir como tal, não poderemos manifestar o reino de Deus." 10

Kenneth Copeland diz:
"Tu não tens um deus dentro de ti, tu és um deus." 11

Bill Volkman escreve:
"Mas porque é que Jesus disse que eles eram deuses? Porque todos somos deuses! Todos os humanos são encarnações da divindade." 12

Não é espantoso como uma mentira que saiu da boca da serpente no jardim do Éden, está agora a ser aceite dentro da igreja como uma grande verdade? Os pregadores têm sido enganados pela mesma mentira que seduziu Eva e os seus descendentes. Hoje, os cristãos são enganados pelo mesmo velho engodo satânico de que as respostas aos problemas da vida podem ser encontrados dentro de nós próprios. Esta é feitiçaria antiga, vestida de terminologia cristã. O que costumava chamar-se orgulho, chama-se agora 'pensamento positivo'. A queda de Satanás foi causada pela sua ambição. "Serei como o Altíssimo". (Isaías 14:14). Ele inspirou a mesma ambição nos seres humanos.

No seu último ataque na batalha do conflito cósmico, Satanás chama as suas reservas do Oriente para aumentar as legiões do Ocidente. Mãos misteriosas vindas de Leste juntam-se aos dedos espectrais e a figuras do Ocidente para seduzir e, depois, enredar as massas do globo na grande decepção que leva ao cataclismo final desta Terra.
"... porque se encheram dos costumes do Oriente, e são agoureiros como os filisteus; e se associam com os filhos dos estranhos." (Isaías 2:6)

Quando ouvimos pela primeira vez o conceito que Norman Vincent Peale tem do poder existente no pensamento positivo, ele soou algo chamativo. Não fazíamos ideia onde isso nos iria levar. Numa entrevista dada a um jornal, em Abril de 1984, Norman Vincent Peale chamou ao Novo Nascimento "uma ideia teológica qualquer sem importância para a salvação." No espectáculo televisivo de Phil Donahue, em Outubro de 1984, ele negou a necessidade de se Nascer de Novo. "Tenho a minha própria relação muito pessoal com Deus, e tu tens a tua", disse ao entrevistador. "Conheço um templo Shinto no Japão onde encontrei, um dia, a paz eterna para o meu espírito." 13

Paulo declara que somos todos pecadores, salvos apenas pelo sangue de Cristo. Peale encontrou a sua salvação num templo Shinto... Paulo foi apelante, mas Peale foi aterrador.
Somos pequenos deuses? A Bíblia diz que "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23). Reconhecer o nosso pecado é o primeiro passo para chegar a Cristo, o único que pode salvar-nos do pecado. Não podemos sair das ervas daninhas por nós mesmos.
Não há mal no pensamento positivo, a não ser que ele substitua a nossa dependência do Salvador, que é o único que pode lidar com o problema do pecado.
A Bíblia diz: "Mas, todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapos de imundícia." (Isaías 64:6)

E - Diz também um famoso pregador fundamentalista:
"O dia da morte do crente é realmente o seu melhor dia de anos - o dia do seu maior triunfo. ... De todos os dias felizes, o dia da morte será o dia mais feliz de todos. O dia do seu nascimento, o dia do envelhecimento, o dia da conversão, o dia da sua completa santificação, o dia do casamento, o dia de honra, e todos os outros dias nada são, comparados com o maravilhoso dia da morte, que o conduzirá à casa do seu Pai." 14

Porque é que a morte é um acontecimento tão feliz? Porque, tal como assegura o Pastor Heslop, os mortos não estão mortos. "A morte para o crente em Jesus Cristo é nada mais do que uma porta que dá acesso a uma casa que não foi construída com as mãos..." 15
"A morte é apenas a mão insolente que fecha os grilhões e emancipa a alma. Ela é o repique nupcial, que chama as almas santificadas para os esponsais eternos. A morte é aquela que abre a porta que dá acesso a uma cidade sem pecado, tristeza ou sofrimento, o nascer de um sol que nunca se põe." 16

"Não há morte. Não há mortos", foram as palavras encontradas no marco que identificava o local onde se situava a primeira casa das irmãs Fox, em Hydesville, Nova Iorque, em 1848. O obelisco situado ao lado da igreja espírita em Rochester, Nova Iorque, continha a mesma falsificação: "Não há morte. Não há mortos." O Anuário do Espiritismo de 1871 afirmava: "Podemos dizer com correcção que não há morte." 17

De forma disfarçada, o Cristianismo moderno reitera a mesma mentira inalterável. O alicerce do espiritismo é o ensino da imortalidade inata universal e, consequentemente, a possibilidade de comunicação entre os mundos visível e invisível.
O Diabo enganou Eva com a sua mentira dupla, "não morrerás", e "sereis como Deus." Vimos alguns resultados do conceito da deificação humana. A mentira "não morrerás" tem sido um denominador comum na maior parte dos credos cristãos. Esta filosofia falsa da imortalidade inata impregnou praticamente toda a religião. Deus avisou os nossos primeiros pais das consequências da desobediência.

Ele criou o princípio de que "o salário do pecado é a morte." (Romanos 6:23). As suas palavras foram:
"Mas da árvore da ciência do Bem e do Mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." (Génesis 2:17)

Adão não podia ter compreendido estas palavras num outro sentido que não fosse simplesmente a vida e a morte. Deus queria dizer que quando os homens morrem como uma consequência do pecado, eles morrem mesmo, e compreendia que Deus queria dizer isso mesmo. Os mortos não vivem noutro lugar. Eles morrem mesmo. E a morte é exactamente o oposto da vida. Mas a filosofia do diabo significava, e significa ainda, que Deus estava errado (!), que o homem nunca morreria, mas que viveria com a perpetuidade da vida, tal como Deus a tem.
A nossa sociedade tem sido vista como uma "cultura negadora da morte." As religiões modernas são religiões negadoras da morte. Até mesmo alguns pregadores fundamentalistas mais poderosos e influentes foram arrebatados pelo engano de que a morte não existe.

Eis como um deles ecoa a primeira mentira do Diabo:
"Numa palavra, a morte significa separação. Quando a morte ocorre, a parte mais íntima de nós separa-se do exterior ... a alma e o espírito saem do corpo. Essa é a descrição mais simples da morte." 18
"Não se vê a pessoa - só o exterior... o que se vê é um 'conjunto de roupas exteriores." 19


A definição de morte dada pelo Sr. Swindoll é uma reiteração simples da mentira de Satanás, a qual foi construída com igual facilidade sobre conceitos - pagãos, católicos e protestantes, de uma alma imortal que persiste depois da morte do corpo. Este travesti escarnecedor está destinado a tornar-se na grande decepção, no drama final do tempo.
Deus terá dito a Adão e Eva que os resultados do pecado seriam a separação da alma e espírito, do corpo? O salário do pecado é simplesmente a separação, enviando a pessoa para o mundo dos espíritos?...

Na ausência de fundamentos bíblicos para esta teoria da separação, o Sr. Swindoll parece estar disposto a agarrar qualquer vestígio, independentemente de quão inconsistente ou bizarro ele seja. Ele continua a citar estranhas EFC (experiências fora do corpo) de pessoas consideradas clinicamente mortas e dizem terem tido uma espécie de alucinações, de terem estado vivas fora dos seus corpos. Ele foi influenciado por Raymond Moody, um estudante de Medicina, autor do livro Vida após Vida (Life after Life). Este pequeno volume transformou-se num best seller. Moody contou experiências de cerca 150 pessoas que estiveram próximas da morte. Todas dizem que sentiram como se estivessem a sair dos seus corpos e a ir de encontro a um misterioso ser de luz e a um plano mais alto da realidade.

Citando Raymond Moody, Swindoll conta a história de uma pessoa cujo óbito foi declarado pelo médico.
"Ele vislumbra os espíritos dos parentes e amigos que já morreram, e um espírito de tal forma amoroso e doce como ele nunca encontrou." 20

Referindo J. Kerby Anderson, ele conta como um espírito deixa o corpo, mas continua agarrado por uma espécie de cordão.
"Virei-me para procurar o 'cordão', mas não estava visível; ou estava escuro ou simplesmente não estava lá. Foi então que toquei na cabeça para ver se ele saía da frente, de cima ou detrás dela. Ao tocar na nuca, as mãos roçaram algo e tentei agarrar com ambas as mãos. O que quer que fosse estendia-se a partir de um ponto nas minhas costas, directamente por entre as omoplatas ... Tentei agarrar e, então, ele transformou-se num 'cordão' se pudermos chamar isso a um cabo com duas polegadas de espessura." 21

No programa "A Hora do Poder", de Robert Schuller, Gerald Jampolsky, o psiquiatra professor e autor de best-sellers, conta o seu encontro com Swami Muktananda:
"Ele tocou-me com penas de pavão. Comecei a ter a impressão de que as nossas mentes estavam ligadas. De novo, tocou-me com a mão na nuca. "Depois, as lindas cores apareceram à minha volta, e parecia que eu saíra do meu corpo e olhava para ele. Eu via cores cuja profundidade e brilho estavam para além de tudo o que eu tinha imaginado. Comecei a falar línguas. Um lindo raio de luz entrou no quarto e, nesse momento, decidi avaliar o que estava a acontecer e a estar em sintonia com a experiência, de forma a unir-me com ela completamente." 22

No livro O Inimigo Disfarçado (The Enemy Disguised), Robert L. Gram pôs o assunto desta maneira:
"As descobertas de Moody têm mais afinidades com a religião grega do que com a crença bíblica. Ao contrário da religião grega, a Bíblia frisa a unidade do indivíduo - mente, alma e corpo - sob a liderança de Deus. Entidades descarnadas que flutuam por cima de corpos e de festas espirituais são estranhos ao panorama teológico do mundo do além." 23

Depois do livro de Moody, vários autores começaram a fazer esboços dos detalhes das alegrias de morrer. A morte era apresentada como algo benéfico, prazenteiro e, até mesmo, eufórico. É apresentada como sendo tão excitante como tomar a última novidade em narcóticos. Em 1978, Elizabeth Kubler-Ross disse:
"O doente terminal é como uma borboleta que saiu de um casulo com uma sensação de paz e de beleza." 24

W.G. Heslop referia-se à morte como o "repique nupcial que chama a alma santificada para os esponsais eternos" 25, mas por alguma razão não enviamos cartões de condolências àqueles cujos entes queridos acabaram de casar... E por alguma razão, lutamos contra as doenças terminais mesmo que Elizabeth Kubler-Ross diga que elas trazem 'paz e beleza'.

A morte é frequentemente apresentada como sendo 'a melhor amiga' do cristão, conduzindo-o pelos reinos celestiais. Mas a Bíblia não lhe chama 'amiga'.
"Ora o último inimigo que há-de ser aniquilado é a morte." (I Coríntios 15:26)
F - Era o meu primeiro ano na América do Sul. Depois de alguns dias de viagem tinha chegado finalmente à parte oeste de Santa Catarina, a uma pequena vila que se chamava Xapeco. Mal me tinha instalado, quando bateram à porta. "Sabemos que é um homem religioso", disse o desconhecido que estava à porta. "Venha depressa, precisamos de si." Segui-o por ruas estreitas enquanto ele me explicava que íamos visitar uma jovem mãe cuja criança acabara de lhe morrer nos braços. Nessa manhã, não havia sinal de doença. Agora a criança estava morta.
Muito antes de chegarmos à casa, conseguíamos ouvir o pranto daquela mãe. Havia uma multidão de vizinhos na sala singela, mas ninguém conseguia ajudá-la. Segurando, ainda, o bebé nos braços, ela gritava histericamente. O que é que eu podia dizer?
"O teu bebe está a dormir", disse. "Ele vai acordar outra vez." A gritaria parou imediatamente. "Que disse?" perguntou a jovem mãe, olhando-me directamente nos olhos. Mais uma vez, disse-lhe que a criança adormecida seria despertada. "Está a brincar comigo?" perguntou. "Eu não faria isso, especialmente numa altura destas", assegurei-lhe. "Como ministro do Evangelho, declaro que o teu bebé viverá outra vez." "Com que autoridade diz isso?" foi a pergunta seguinte. Foi então que partilhei esta mensagem importante com ela. Era tudo o que eu tinha para confortá-la.
"Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. " (I Tessalonicenses 4:13)

Paulo não quer que sejamos ignorantes quanto àqueles que estão a dormir. Ele acreditava que os mortos estão a dormir. Ele não está a dizer que não nos entristecemos quando um ente querido morre. Mas a dor do cristão é diferente. Não sofremos como aqueles que não têm esperança. O que é que faz a diferença?
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu, com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras." (I Tessalonicenses 4:16-18

Ele não nos diz para nos confortarmos uns aos outros negando a existência da morte. Ele diz-nos para nos confortarmos com a certeza da ressurreição. Essa é a esperança do Cristão. Chegará o dia em que a cidade silenciosa será o local de feliz reunião. Os céus descobrir-se-ao e o Filho de Deus chamará aqueles que dormem para que saiam das sepulturas. Será o funeral da morte.

A vida passa tão depressa. Quanto mais velhos ficamos, mais rápido os anos parecem voar. Há muitos anos, ouvi um pequeno poema que se torna mais significativo cada ano que passa.
Quando, em criança, eu ria e chorava, o tempo gatinhava.
Depois, quando era rapaz, cantava e falava, o tempo andava.
Quando, mais tarde, me tornei um homem, o tempo corria.
A medida que crescia, dia após dia, o tempo voava.
Cedo verei que à medida que continuo, o tempo já acabou.

O Pastor R. M. S. Richards costumava contar a história de uma jovem que, numa tarde, acarinhava a sua filha e, nessa mesma noite, morreu. Uma filha de seis anos ficou sem a mãe. O jovem esposo ficou com o coração partido pela sua perda. Os vizinhos tentavam confortá-lo assim como à criança . Diziam: "Joe, não podes ficar lá esta noite." Mas a sua resposta foi: volto para o quarto onde ela me deixou para combater a morte."
Pouco depois, o pai ouviu o soluçar da filha. Chegou perto dela, aconchegou-a na cama, e disse: "Dorme, querida, o papá está aqui e ama-te muito."
O pai pensava que ela estava a dormir, quando ouviu a sua vozinha a dizer: "Oh papá, está tão escuro esta noite." Tentou acalmá-la; disse-lhe que estava com ela. Dentro de pouco tempo, ouviu aquela voz doce outra vez e, de novo, lhe disse que adormecesse. A menina repetiu: "Papá, eu tentei porque tu querias que o fizesse. Mas está tão escuro esta noite. Nunca esteve assim tão escuro."
O pai pegou na criança ao colo e levou-a para a sua cama. Tentou mimá-la como a mãe teria feito e, em pouco tempo, ela estava a dormir, encostada ao seu peito.
Foi então que o pai começou a falar com o Pai Celestial. Através das lágrimas, disse: "Oh Pai, está escuro, nunca esteve tão escuro; mas Tu amas-me, mesmo que esteja escuro, não amas, Pai? E sentiu uma grande paz dentro de si, uma paz que não nasceu na terra ou no mar, uma paz que só se encontra em Deus.
O mundo está escuro!... Os poderes das trevas parecem controlar este velho planeta. Lembremo-nos de que Deus ainda está ao leme e Ele ama-nos mais do que imaginamos. Ele é a nossa fonte de conforto. A verdade confortar-nos-á. Não temos de ser enganados pelas mentiras dos poderes das trevas.

COMEÇANDO AQUI

A sua entrega é total, você não pôde mais adiar, Jesus chegou ao seu coração,
Chamou por seu nome e você atendeu. Algumas lágrimas vêm, e vão lavando qualquer temor.
O Santo Espírito está aqui, lhe abraça e lhe diz o quanto esperou.

CORO:
Sua vida vai desabrochar, vai sorrir, vai cantar.
Começando aqui e por todo o sempre, o amor de Deus vai lhe acompanhar,
Ele prometeu jamais vai deixá-lo,
Você não estará sozinho a vagar, Deus vai lhe amparar.


Se o amanhã lhe trouxer temores, dúvidas e pesar, Jesus ao seu lado vai estar
Pra completar o que começou.



Referências:
1. Arthur Conan Doyle, A Mensagem Vital, "The Vital Message", p. 31; 2. O Manual Espírita, "The Spiritualist Manual", Nona Revisão, p. 79; 3. Arthur Conan Doyle, Divagações de um Espírita, "Wanderings of a Spiritualist", pp. 24, 25; 4. Arthur Conan Doyle, Cosmopolita, "Cosmopolitan", Janeiro, 1918, p. 69; 5. Arthur Conan Doyle, como foi citado por Roy Allan Anderson, Segredos do Mundo dos Espíritos, "Secrets of the Spirit World", Mountain View: Pacific Press, 1966, p. 46; 6. Desert News, Church Section, Junho 18, 1873, p. 308, como foi citado por Dave Hunt e T.A. McMahon em Sedução do Cristianismo, "Seduction of Christianity" p. 67; 7. O Cristianismo Hoje, "Christianity Today", Oct. 5, 1984, p. 12; 8. Robert Schuller, "Possibility Thinking Goals, "Amway Corporation Tape; 9. Casey Treat, Acreditando em Ti Próprio, "Believing in Yourself," cassete 2 de uma série de quatro, como foi citado por Dave Hunt & T.A. McMahon, The Seduction of Christianity. Eugene, Oregon, Harvest House Publishers, 1985, p. 83; 10. Earl Paulk, Satanás Desmascarado, "Satan Unmasked", K Dimension Publishing, 1984, pp. 96-97; 11. Kenneth Copeland, A Força do Amor "The Force of Love", Cassette BCC-56; 12. Bill Volkman, The Wink of Faith: Living "As Gods" Without Denying Our Humanity, Union Life, 1983, pp. 79-85); 13. Dave Hunt e T.A. McMahon, The Seduction of Christianity, Eugene, Oregon, Harvest House Publishers, 1985, p. 152; 14. W.G. Heslop, Onde estão os Mortos?, "Where are the Dead?", Butler, Indiana: The Higley Press, p. 18; 15. Ibid; 16. Idem, p. 19; 17. Robert Dale Owen, Anuário do Espiritualismo para 1871, "Yearbook of Spiritualism for 1871", pp. 22, 23; 18. Charles R. Swindoll, Enraizando-se na Vida Cristã, "Growing Deep in the Christian Life", Portland: Multnomah Press, 1986, p. 301; 19. Idem, p. 318; 20. Idem, p. 316; 21. Ibidem; 22. Idem, p. 58; 23. Idem, p. 114; 24. Robert L. Gram, Um Inimigo Disfarçado, "An Enemy Disguised", p. 1985; 25. W. G. Heslop, Onde Estão os Mortos?, "Where are the Dead?", p. 19.

Henry Feyerabend (1931 - 2006) foi um canadense Adventista do Sétimo Dia, evangelista, cantor e autor, que é mais conhecido no Canadá pelo seu trabalho no Programa Está Escrito, e no Brasil como cantor do Grupo Arautos do Rei. Texto extraído do seu livro Tantas Religiões! Porquê?