domingo, 4 de janeiro de 2015



"O TESTEMUNHO DE JESUS" >>> "O ESPÍRITO DE PROFECIA"

Esta ordem momentânea vem do antigo profeta Jeremias:
"Ouve, te peço, a voz do Senhor, conforme a qual te falo; e bem te irá, e viverá a tua alma." (Jeremias 38:20).
Quão importante é para todos nós obedecer à voz do Senhor! Mas como saberemos quando a voz está a falar-nos? Poucos seres humanos têm tido o privilégio de ouvir uma voz audível, vinda do Céu, a dizer-lhes o que fazer.

Que prerrogativa maravilhosa tiveram os nossos primeiros pais! Podiam comunicar com Deus face a face. Todos os dias, pela frescura da tarde, Ele vinha e falava com eles. Mas um dia, tudo mudou. Deus chegou à mesma hora, mas Adão e Eva não estavam à Sua espera como normalmente faziam. Aterrorizados, estavam escondidos no jardim.
"E ele disse: Ouvi a Tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me." (Génesis 3:10).
Uma criança anseia normalmente que o seu pai chegue a casa, vindo do trabalho. Mas, quando foi desobediente, a antecipação transforma-se em medo.
Como resultado do pecado, em vez de desfrutar da presença de Deus, a raça humana começou a temê-la. Não podiam encarar um Deus perfeito. Não foi Deus quem se afastou deles, mas sim a humanidade que já não conseguia enfrentá-l'O. Os nossos primeiros pais foram expulsos do jardim e os anjos guardavam a sua entrada com uma espada flamejante, para que os humanos não pudessem regressar e comer da árvore da vida.
Depois de serem expulsos do Paraíso, os filhos de Deus costumavam aproximar-se dos portões do jardim para fazerem perguntas aos querubins que estavam lá. Mas pouco antes do Dilúvio, o jardim foi retirado da Terra.
Moisés comunicava-se com Deus, recebendo mensagens directamente d'Ele. Contudo, como pecador, não podia ver Deus face a face. Numa ocasião, ele pediu para ver o rosto de Deus. Encontramos esta história em Êxodo, capítulo 33.
"Então, ele disse: Rogo-Te que me mostres a Tua glória. Porém Ele disse: Eu farei passar toda a Minha bondade por diante de ti, e apregoarei o nome do Senhor diante de ti; e terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia, e Me compadecerei de quem Me compadecer. E disse mais: Não poderás ver a Minha face, porquanto homem nenhum verá a Minha face e viverá. Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar, junto a Mim; ali te porás sobre a penha. E acontecerá que, quando a Minha glória passar, te porei numa fenda da penha, e te cobrirei com a Minha mão, até que Eu haja passado. E, havendo Eu tirado a Minha mão, Me verás pelas costas: mas a Minha face não se verá." (Êxodo 33:18-23).
Nos tempos do Velho Testamento, havia 3 maneiras pelas quais os seres humanos podiam receber mensagens vindas de Deus. Por vezes, as linhas de comunicação eram cortadas, e depois Deus não podia falar com eles.
Saul, rei de Israel, tentou comunicar com Deus depois de ter cortado as linhas de comunicação, pois tinha destruído os profetas e os sacerdotes. Em tempo de necessidade extrema, perguntou a Deus:
"E perguntou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas." (I Samuel 28:6).

A - Eis os 3 meios através dos quais Deus falava ao Seu povo:

1- Um deles era através dos sonhos. Deus ainda comunica através dos sonhos. Contudo, nem todos os sonhos vêm de Deus.
Quando eu estava na Faculdade, havia um aluno da nossa turma que era muito supersticioso. Dizia que tinha muitos sonhos e parecia pensar que todos eles eram significativos. Um dia, relatou um dos seus sonhos estranhos na aula e pediu ao Professor Minchin que o interpretasse.
"Terei muito gosto em interpretar o seu sonho" respondeu o professor. "A interpretação desse sonho é a seguinte: você comeu demasiados pickles e miolo de noz antes de dormir."
Comer demasiado antes de ir para a cama provoca o sonho. Outros sonhos são provocados pela tensão nervosa e preocupação. Mas, por vezes, Deus fala através dos sonhos.
2- Um segundo meio de Deus comunicar com o Seu povo era através do sacerdote. Urim e Tumim eram duas pedras especiais colocadas nas vestes do sacerdote. O povo trazia uma questão ao sacerdote. Se uma sombra passasse pela pedra do lado esquerdo, a resposta era negativa. Se uma luz brilhasse na pedra do lado direito, a resposta era afirmativa.

3- O terceiro método mencionado na Bíblia era a comunicação através dos profetas. Deus usava-os como instrumentos de comunicação.
Muitas pessoas têm a ideia de que os profetas eram escolhidos apenas para predizer o futuro. Durante muitos anos, trabalhei numa instituição brasileira de rádio chamada Voz da Profecia. A nossa emissora ficava situada no Rio de Janeiro. Um dia, ao chegar a casa vindo de uma viagem, chamei um táxi no aeroporto e pedi ao motorista que me levasse aos escritórios centrais da Voz da Profecia. "Ah, trabalha para a Voz da Profecia?" perguntou. "Que oportunidade para lhe fazer uma pergunta! O que vai acontecer amanhã?" Como tantas pessoas, ele sentia que o propósito da profecia era satisfazer a nossa curiosidade sobre o futuro.
Embora fosse dada aos profetas a capacidade de predizer o futuro, o seu objectivo principal era serem simplesmente MENSAGEIROS DE DEUS. As suas mensagens nem sempre eram aceites pelo povo, e eram, por vezes, perseguidos.

B - O dom de profecia não se restringia aos homens.

Lemos sobre um número de mulheres na Bíblia que o receberam. Uma delas foi Miriam. O livro de Êxodo refere-se a ela como "a profetisa".
"Então Miriam, a profetisa, a irmã de Aarão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela, com tamboris e danças." (Êxodo 15:20).
No livro de Juízes encontramos outra profetisa, chamada Débora.
"E Débora, mulher profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo." (Juízes 4:4).
Outra profetisa do Velho Testamento era Hulda.
"Então foi o sacerdote Hilquias, e Aicão, e Acbor, e Safã, e Asaías, à profetisa Hulda, mulher de Salum, filho de Ticva, o filho de Harás, o guarda das vestiduras (e ela habitava em Jerusalém, na segunda parte), e lhe falaram." (2 Reis 22:14).
Quando Jesus nasceu, surgiu uma profetisa sobre a qual nos fala o livro de Lucas.
"E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade." (Lucas 2:36).
Em Actos 21:9, lemos acerca das quatro filhas de Filipe que viviam em Cesareia. Estas 4 moças tinham o dom de profecia.

C - Como vimos nas duas últimas referências, nem todos os profetas viveram nos tempos do Velho Testamento.

Jesus Foi o Maior de Todos os Profetas. O livro de Apocalipse é um dos livros proféticos mais notáveis da Bíblia, escrito por João, o Apóstolo.
Não há nada que indique que o dom de profecia ficaria restringido aos tempos bíblicos. É-nos dito claramente que haverá profetas nos últimos dias.
"E há-de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões." (Joel 2:28).

Um dos Dons Prometidos à Igreja Cristã foi Precisamente o Dom de Profecia.
"E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo." (Efésios 4:11-12).
No Capítulo 12 de Apocalipse, Deus Descreve a História da Igreja Cristã desde o Nascimento de Cristo até ao Final da História da Terra.
A Fase Final desta Igreja tem 2 Sinais Identificadores:

"E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo." (Apocalipse 12:17).

A Igreja que o Diabo Odeia tem 2 Marcas Identificadoras Importantes:

A 1ª é a guarda dos Mandamentos de Deus que se encontram em Êxodo 20. Há muitas igrejas boas no mundo. Muitas delas pregam que os Dez Mandamentos foram abolidos na cruz. A última, a igreja remanescente, é marcada por guardar os mandamentos. Não apenas alguns dos mandamentos, não somente nove, mas os dez.
Qualquer igreja que não vá ao encontro desta norma, não é a igreja remanescente da profecia. Este sinal afasta a possibilidade de a maior parte das igrejas cristãs serem a igreja remanescente aqui identificada.

A 2ª marca ou sinal é "O Testemunho de Jesus". A que é que isto se refere? Não procuramos seres humanos para que nos deem uma resposta a essa pergunta. Só a Bíblia pode dar uma resposta autorizada. Encontramo-la em Apocalipse 19:10.
"E eu lancei-me aos seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha, não faças tal: sou teu conservo, e dos teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus! O testemunho de Jesus é o espírito de profecia." (Apocalipse 19:10).

Qualquer igreja que queira preencher os requisitos que a identifiquem com a igreja remanescente de Deus, e tal como são apresentados no livro de Apocalipse, tem de ter uma manifestação do dom de profecia.

Esta é uma boa altura para passarmos alguns minutos a rever a história da IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA.

A palavra Adventista tornou-se largamente usada no século XIX. Um grande reavivamento de interesse pela 2ª vinda de Cristo, ou 2º advento, como era conhecido naquele tempo, espalhou-se pelo mundo. Aqueles que pregavam a iminente volta de Jesus eram conhecidos como os Adventistas. Não pertenciam a uma denominação específica. Eram membros de muitas igrejas. Eram Adventistas Baptistas, Adventistas Metodistas e, até mesmo, Adventistas Católicos.

Um dos primeiros pregadores do 2º advento, no século XIX, era um homem conhecido pelo nome de Guilherme Miller. Ele dedicava a sua vida a estudar as profecias de Daniel. Através de um estudo cuidadoso da maior profecia da Bíblia, tal como ela é apresentada nos capítulos 8 e 9 do livro de Daniel, chegou à conclusão de que Cristo viria em 1844. Estava errado! Nenhum ser humano, nem mesmo os anjos sabem o momento exacto da volta de Cristo. Contudo, era honesto naquilo em que acreditava.

Já ouvi a alegação de que os Adventistas do 7º Dia são profetas falsos, porque profetizavam que Jesus voltaria em 1844. Esta é uma conclusão impossível. Os seguidores de Guilherme Miller eram chamados Adventistas, mas não pertenciam à Igreja Adventista do 7º Dia, que ainda não existia nessa altura. Guilherme Miller nunca se tornou num Adventista do 7º Dia. Foi Baptista até ao dia da sua morte.
Quando Jesus não apareceu em 1844, foi uma desilusão amarga para aqueles que tinham aguardado a Sua volta. A juntar à amargura da sua desilusão, ficaram grandemente envergonhados enquanto as pessoas os escarneciam. Tinham estudado sinceramente o livro de Daniel, devorando literalmente as suas páginas, cumprindo assim a profecia do 10º capítulo de Apocalipse: "E tomei o livrinho, da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo." (Apocalipse 10:10).
À medida que estudavam as profecias e acreditavam que a volta de Jesus estava próxima, a mensagem era doce como o mel. Através da grande desilusão, o que fora doce tinha-se tornado amargo.

Mas Deus não esqueceu o Seu povo fiel. Apesar do seu erro, Ele ainda os amava. E fez 3 tentativas específicas para falar com eles.
Em 1842, vivia em Boston um orador Baptista que era bastante eloquente, e que se estava a preparar para o ministério episcopal. Chamava-se Guilherme Foy. A 18 de Janeiro e a 4 de Fevereiro desse ano, ele teve duas visões relacionadas com o próximo advento do Salvador, e a jornada do povo de Deus para a cidade celestial. Em 1844, ele recebeu uma 3ª visão. Ele teve medo de proclamar a mensagem que tinha recebido.
Em 1844, Hazen Foss da Polónia, em Maine, um homem educado, de aspecto agradável, recebeu as mesmas mensagens. Viu as tribulações e perseguições que lhe sobreviriam se ele relatasse fielmente o que lhe tinha sido mostrado. Ele absteve-se de desempenhar a tarefa que lhe tinha sido incumbida e recusou-se a relatar a visão. Três vezes recebeu a visão. Três vezes recusou. Finalmente foi-lhe dito que estava livre da responsabilidade e que o fardo seria posto sobre o mais fraco dentre os fracos, o qual aceitaria o desafio. Surpreendido por esta mensagem decidiu, de repente, relatar a visão, mas não conseguiu lembrar-se de uma só palavra.


Ellen Gould Harmon tinha apenas 17 anos em 1844. Ela era a mais fraca entre os fracos.

Quando era pequena, fora atingida por uma pedra que uma colega lhe atirara. O golpe quase a matou e permaneceu entre a vida e a morte durante algum tempo. Continuou a ter uma saúde precária, recuperando gradualmente um pouco da sua força. Nunca mais pôde ir regularmente à escola.
Nesta altura, Deus deu-lhe uma mensagem de encorajamento para transmitir aos Adventistas que se encontravam desanimados. Ao contrário de Guilherme Foy e de Hazen Foss, ela estava desejosa de transmitir a mensagem. Continuou a receber as mensagens de Deus até à sua morte em 1915.
Que tipo de livros podiam ser escritos por uma jovem fraca, pouco instruída, que tivera de abandonar a escola depois da 3ª classe? Ela escreveu mais de 70 livros, alguns dos quais têm sido usados como manuais escolares em colégios e universidades. Num país, o Ministro da Educação, ao precisar de um guia para o sistema educacional do seu país, adoptou o livro Educação como manual para o seu governo. No Brasil, O Procurador Geral para o Governo Federal, o Dr. Clayton Rossi, usa a informação contida nos seus livros quando prepara as lições que dá nas escolas de Direito daquele grande país. As suas lições são grandemente apreciadas e, como orador, é muito solicitado.


É quase impossível ler os livros de Ellen G. White de uma forma sistemática
sem sentir a convicção de que eles são inspirados.
Cientificamente, ela estava muito à frente do seu tempo. A Ciência está agora a alcançar as afirmações que ela fez no século XIX. Nessa altura, ela escreveu acerca das causas do cancro, dos perigos do colesterol, das ameaças que o álcool e o tabaco constituíam para a saúde, e sobre a influência pré-natal. Naqueles dias, os médicos receitavam o tabaco para curar certas doenças respiratórias. Era uma época em que o fumo que subia no ar, vindo das chaminés, era considerado sinal de progresso. Ela escreveu sobre os perigos da poluição do ar muito tempo antes da nossa sociedade estar preocupada com problemas ecológicos.
Algumas das suas afirmações pareciam misteriosas aos olhos dos seus leitores do século dezanove. Ela falava de "correntes eléctricas no sistema nervoso".
"Os nervos do cérebro que comunicam com todo o sistema são o único meio através do qual o Céu pode comunicar com o homem e afectar a sua vida mais íntima. O que quer que perturbe a circulação das correntes eléctricas no sistema nervoso diminui a força dos poderes vitais, e o resultado é a morte das sensibilidades da mente." (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, vol. 2, p. 347).
Só muitos anos mais tarde é que os cientistas descobriram as "correntes eléctricas do sistema nervoso." Na altura em que ela escreveu estas palavras, elas eram perfeitamente absurdas.
Então, em 1929 veio a descoberta! O que até então parecera absurdo, fazia sentido. Em 1929, Hans Berger, um cientista alemão, começou a publicar figuras estranhas que nada mais eram do que umas linhas ondeadas. Dizia ele que elas mostravam a actividade eléctrica do cérebro. Desde então, o estudo destas pequenas linhas ondeadas, tem crescido, formando um novo departamento da Ciência chamado Electroencefalografia. Hoje, centenas de laboratórios interpretam gráficos das descargas eléctricas dos cérebros humanos. (The Scientific American, Junho, 1954, p. 54).

Ela ajudou a guiar a igreja de uma forma maravilhosa, combatendo o fanatismo, chamando sempre as pessoas de volta à Palavra de Deus. Através da sua iniciativa, construiu-se um Hospital em Battle Creek, no Michigan, (imagem à esqda) onde chegavam pessoas vindas de longe para serem tratadas pelos médicos Adventistas. Foi através da sua influência e ajuda financeira que John Harvey Kellogg se tornou num médico de renome, e que o seu irmão, W. K. Kellogg começou a indústria alimentar Kellogg. Outros hospitais foram construídos em muitas partes do mundo, e sob a sua orientação a igreja tomou sobre si a tarefa aparentemente impossível de abrir uma Escola de Medicina em Loma Linda, na Califórnia (imagem à dta).
Milhares de médicos têm estudado nesta universidade e têm ido por esse mundo fora para serem missionários médicos. A sua liderança deu origem ao estabelecimento de uma rede global de colégios e instituições educacionais.


Houve sempre uma manifestação constante do sobrenatural na vida de Ellen G. White. Durante as suas visões públicas, como os profetas bíblicos, ela não respirava. Os seus olhos ficavam abertos numa expressão agradável. Os profetas da Bíblia manifestavam os mesmos fenómenos físicos.
"Como, pois, pode o servo do meu Senhor falar com o meu Senhor? Porque, quanto a mim, desde agora não resta força em mim, e não ficou em mim fôlego." (Daniel 10:17).
"Fala aquele que ouviu os ditos de Deus, e o que sabe a ciência do Altíssimo: o que viu a visão do Todo-Poderoso, caído em êxtase e de olhos abertos." (Números 24:16).
As visões públicas de Ellen G. White eram quase sempre acompanhadas de fenómenos físicos semelhantes aos descritos nas Escrituras, relacionados com os profetas. Uma testemunha ocular, J. N. Loughborough, que declarou tê-la visto a ter visões cerca de 50 vezes, descreve o que viu:
"Durante cerca de 4 ou 5 segundos ela parece cair como uma pessoa que desmaia, ou que perde a força; depois parece ficar instantaneamente cheia de força sobre-humana, pondo-se, por vezes, em pé e andando pelo quarto. Há frequentes movimentos das mãos e dos braços, apontando para a direita e para a esquerda enquanto vira a cabeça. Todos estes movimentos são feitos de uma forma graciosa. Qualquer que seja a posição da mão, é impossível uma pessoa movê-la.
"Os seus olhos estão sempre abertos, mas não pestaneja; a cabeça está levantada, e ela olha para cima, não de uma forma vaga, mas com uma expressão agradável, diferindo apenas da forma normal de olhar porque parece que ela olha fixamente para um objecto distante.

"Ela não respira, contudo o coração bate regularmente. O seu semblante é agradável, e o rosto está tão rosado como no seu estado natural. (Arthur L. White, os Primeiros Anos, "The Early Years", p. 122).
Durante o tempo das visões, as quais por vezes duravam entre 15 min. a 3 horas, ela não respirava. Alguns médicos fizeram testes, incluindo fecharem-lhe a boca e as narinas. O Dr. Flemming, que duvidava da autenticidade daquele dom, examinou-a durante a visão. Aproximou-lhe uma vela dos lábios tanto quanto pôde, de forma a que estivesse em contacto com a respiração. Não houve o mínimo movimento. O médico falou bem alto a toda a congregação:
"Está resolvido de uma vez por todas: não há respiração no seu corpo." (Arthur L. White, Os Primeiros Anos, "The Early Years, p. 303).
Um médico, que era médium espírita, gabava-se de que se estivesse presente quando a Sra White estivesse em visão, ele conseguiria trazê-la de volta num minuto. Chegou o momento em que ele teve a oportunidade de provar o que dizia. Ele estava presente enquanto a Sra White estava em visão, e Tiago White, seu marido, convidou-o a examiná-la. Depois do exame, ele ficou muito pálido e começou a tremer dos pés à cabeça. "O seu coração e a pulsação estão bem, mas não há respiração no seu corpo", exclamou. Ao fugir do edifício, alguém lhe perguntou: "Doutor, que se passa?" "Só Deus sabe. Deixem-me sair desta casa." Respondeu. (Idem, p. 464).
Nos tempos bíblicos, aqueles que se envolvessem com os profetas também ficavam aterrorizados.
"E só eu, Daniel, vi aquela visão; os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram, escondendo-se." (Daniel 10:7).
Durante uma das suas visões na igreja de Battle Creek, Tiago White disse à congregação: "Haverá alguns na congregação que duvidarão da inspiração da minha esposa. Se quiserem, gostaríamos que viessem à frente e experimentassem os testes físicos dados na Bíblia. Poderão ser bastante úteis."
Nessa altura, a Sra White estava deitada com as mãos sobre o peito. O marido pediu a estes homens: "Puxem-lhe as mãos. As vossas mãos fazem duas das dela. Apartem-lhe as mãos." Bem tentaram. Puxaram e tornaram a puxar até que algumas pessoas ficaram ansiosas por julgarem que a estavam a magoar. O Sr White disse: "Não fiquem ansiosos; ela está sob a guarda de Deus. Podem puxar até ficarem completamente satisfeitos." Disseram, por fim: "Já estamos satisfeitos. Não precisamos de puxar mais."
Mas ele ainda disse: "Puxem-lhe um dedo de cada vez." Era impossível. Não conseguiam mexer nem um dedo. Foi então que ela mexeu as mãos e acenou. Tiago White disse a estes homens: "Agora segurem-na." Agarraram-na pelos pulsos, mas não conseguiam fazer com que ela parasse de acenar. Um senhor disse: "Estamos realmente satisfeitos. Vejamos se as suas pálpebras fecham." Havia perto um grande candeeiro Rochester de querosene. Ele tirou o abat-jour e pôs a luz mesmo em frente dos seus olhos. Pensavam eles que ela mexeria os olhos para protegê-los. Não os mexeu. Estava perfeitamente inconsciente. (Arthur L. White, The Progressive Years, pp. 232, 233).
Era Ellen G. White realmente uma profetisa enviada por Deus? Ou podia ser classificada de falso profeta? A Bíblia prediz que no fim dos tempos surgiriam muitos falsos profetas.
"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." (Mateus 24:24).
Como poderemos ter a certeza? Muitos sentem que a única maneira de evitar serem enganados é rejeitar quaisquer dons proféticos sobrenaturais. Essa é uma posição perigosa, porque podemos estar a rejeitar uma mensagem vinda de Deus. A Bíblia diz:
"Não desprezeis as profecias; examinai tudo. Retende o bem" (1 Tessalonicenses 5:20-21).
Podemos seguir a recomendação deste versículo, porque a Bíblia deu-nos meios pelos quais podemos testar os dons espirituais. Os escritos de Ellen G. White podem ser testados pela Bíblia, que é a nossa única regra de fé.

Olhemos para 4 testes importantes:

- O 1º teste que desejamos considerar encontra-se no livro de Isaías:

"Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes, não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva." (Isaías 8:19-20).

Quem quer que pretenda ter uma mensagem vinda de Deus nunca deve contradizer aquilo que Deus já revelou na Sua Palavra. Deus não é um Deus de confusão. O Espírito Santo nunca dará a ninguém uma mensagem que contradiz a palavra de Deus. Os Adventistas do Sétimo Dia baseiam a sua crença única e exclusivamente na Bíblia, a revelação de Deus. Nunca se pretendeu que o dom da profecia fosse utilizado para ensinar doutrina.
"De sorte que as línguas são um sinal, não para os crentes, mas para os descrentes; e a profecia não é sinal para os descrentes, mas para os crentes." (1 Coríntios 14:22)

Ellen G. White foi falsamente identificada como a fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Nenhuma das doutrinas ensinadas pela igreja foi iniciada pelas profecias de Ellen G. White. Durante a história primitiva da igreja, quando os pioneiros estudavam as Escrituras de dia e de noite para determinar a verdade doutrinal, Ellen G. White não fez um só comentário. Dizia: "A minha mente está fechada".
Se Ellen White tivesse escrito uma só palavra a contradizer a Bíblia, eu teria de rejeitar os seus escritos e aceitar a Bíblia. Ela dizia que os seus ensinos eram uma luz menor que servia para guiar as pessoas até à luz maior, a Palavra de Deus.

- O 2º teste que desejamos considerar encontra-se no livro de Jeremias:
"O profeta que profetizar paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, será conhecido por aquele a quem o SENHOR, na verdade, enviou." (Jeremias 28:9).

Os profetas modernos, como Jean Dixon, impressionam as multidões se pelo menos metade das suas profecias se tornarem realidade. Não era permitido que os escritores da Bíblia falhassem nem mesmo 1% nas suas profecias. Não podiam ter uma média de 99,9% no cumprimento das profecias. Podiam ser apedrejados até à morte por uma só profecia falsa entre centenas de profecias correctas.
A Sra White fez algumas predições baseadas na inspiração do Espírito Santo. Não havia margem de erro. O tempo não nos permite dar exemplos, mas podíamos dar muitos. Mencionaremos aqui apenas um deles:
Numa altura em que até os peritos asseguravam aos americanos que não haveria uma Guerra Civil, ela fez uma afirmação espantosa. Disse: "Dentro de pouco tempo, a nossa nação passará por conflitos e turbulência." Olhando para as pessoas na pequena igreja onde pregava, disse: "Alguns de vós perderão filhos nessa guerra."
Antes que os primeiros tiros da Guerra Civil fossem disparados, a 12 de Fevereiro de 1861, Ellen G. White, em Parkville, no Michigan, tinha tido uma visão do conflito que se aproximava e da ferocidade do mesmo. Em visão, foi levada à Batalha de Manassas, a qual ela descreveu detalhadamente. W. W. Bradford, um coronel no Exército Sulista, descreveu esta batalha no seu livro Anos de Guerra com Jeb Stuart, "War Years with Jeb Stuart", e a sua descrição é idêntica à descrição profética da Sra. White.


Muitas das suas profecias estão a cumprir-se nos nossos dias. - (Leia A Grande Esperança/O Grande Conflito nos Links 1R - E.E.)
- O 3º teste que desejamos considerar encontra-se no livro de 1 João:
"Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne, é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne, não é de Deus: mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há-de vir; e eis que está já no mundo." (1 João 4:1-3).

Ellen White sempre elevou Jesus, sempre proclamou a verdade sobre a Sua Divindade, sempre dirigiu homens e mulheres a Ele, como a única fonte de salvação. O seu livro O Desejado de Todas as Nações é um dos livros mais inspiradores jamais escritos sobre a vida de Cristo.

- O 4º teste e último que desejamos considerar é tirado das palavras de Cristo no Evangelho de Mateus:
"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Portanto, pelos seus frutos os conhecereis." (Mateus 7:15-16; 20).

Que tipo de fruto é que ela produziu? Até mesmo os seus inimigos não podiam negar que ela era uma verdadeira influência cristã. D. M. Canright passou uma vida inteira a criticá-la, contudo, no seu funeral, ele aproximou-se do caixão várias vezes e disse: "Uma mulher Cristã maravilhosa." O New York Independent, ao noticiar a sua morte, publicou estas palavras a 23 de agosto de 1915: "De qualquer maneira, ela era absolutamente honesta na crença que tinha nas suas revelações. A sua vida era digna delas. Não mostrava orgulho espiritual e não procurava lucros sujos. Viveu a vida e fez o trabalho de uma profetisa digna, a mais admirável da sucessão americana." (Arthur L. White, The Later Elmshaven Years, p. 444).

Muitas vezes durante o meu ministério, conheci pessoas cépticas ou que, por vezes, se mostravam abertamente contra os escritos de Ellen G. White.
Enquanto estive na ilha de Bermuda, um homem telefonou-me, denunciando veemente os seus escritos. Quando lhe perguntei quantos dos livros dela ele tinha lido, tornou-se evidente que nem um sequer, ele conseguia nomear.
Tenho-me correspondido com uma senhora da parte Ocidental do Canadá, que tem escrito panfletos e feito palestras, condenando severamente os escritos de Ellen G. White. Fiz-lhe uma pergunta simples: "Quantos dos seus livros já leu?" Recebi algumas respostas evasivas, dizendo-me quantos livros tinha na prateleira. Tinha lido selecções usadas por críticos e descontextualizadas, mas nunca na realidade tinha estudado os escritos da Sra White.
Quando eu tinha 4 anos de idade, o meu pai decidiu deixar a cidade de Nova Iorque e levar a família para a parte ocidental do Canadá. Abriu uma gelataria em Saskatchewan. Foi avisado de que, sendo os invernos muito severos, este era um local pouco aconselhável para se ganhar a vida a vender gelados. Como era o único ofício que ele conhecia, foi em frente e, dentro de pouco tempo, a loja tornou-se o abrigo das tempestades geladas de Inverno. Um fogão a lenha antiquado aquecia o edifício e, enquanto as pessoas se protegiam do frio, não resistiam a comer o seu delicioso gelado.
O meu pai sempre teve na loja uma prateleira cheia de livros cristãos. Um dia, entrou um pregador e, ao olhar para os livros, ficou muito zangado. "O senhor devia queimar estes livros," rosnou. "A Sra White era uma profetisa falsa. Os seus livros deviam ser todos destruídos."

"Nesse caso", respondeu o meu pai calmamente, "queimaremos os livros agora mesmo. Eu não quero na minha loja livros escritos por uma profetisa falsa. Abrirei o fogão e o senhor atirará os livros para o lume. Mas antes de queimar este livro chamado O Desejado de Todas as Nações, deixe-me ler algumas palavras do meu capítulo favorito".
Assim que o meu pai começou a ler a descrição viva da agonia final de Cristo, do Seu sofrimento pelos nossos pecados, as lágrimas chegaram aos olhos do pregador. Ele nunca ouvira nada assim. Depois de continuar a sua experiência até onde achava necessário, o meu pai entregou o livro ao homem e disse: "Pronto, vou abrir o fogão e o senhor atira o livro lá para dentro."
"Espere", disse o pregador. "Eu não sabia que o livro continha essas palavras. Gostaria de ler mais!" O livro nunca foi parar ao lume.
Antes que alguém possa formar uma opinião, é fundamental que seja permitido que os escritos de Ellen G. White falem por si próprios. Acredito sinceramente que se todos estudassem estes livros com uma mente aberta e um espírito de oração, não haveria críticas. É importante para todos nós que sigamos a admoestação da Bíblia:
"Não desprezeis as profecias; examinai tudo. Retende o bem." (1 Tessalonicenses 5:20-21).

Henry Feyerabend (1931 - 2006) foi um canadense Adventista do Sétimo Dia, evangelista, cantor e autor, que é mais conhecido no Canadá pelo seu trabalho no Programa Está Escrito, e no Brasil como cantor do Grupo Arautos do Rei. Texto extraído do seu livro Tantas Religiões! Porquê?



FELIZ ANO NOVO!

Ensina-nos A Contar Os Nossos Dias, De Tal Maneira Que Alcancemos Corações Sábios. Salmo 90:12.

Já ficou no passado mais um ano de vida de cada um. Apresenta-se, agora, um novo ano diante de nós. Que registo será o seu? O que escreverá, cada um de nós, nas suas páginas em branco? A maneira como vamos passar cada dia que aí vem é que decidirá. ...
Entremos no novo ano com o coração purificado da contaminação do egoísmo e do orgulho. Afastemos toda a condescendência pecaminosa, e procuremos tornar-nos fiéis, diligentes discípulos na escola de Cristo. Um novo ano abre as suas páginas vazias perante os nossos olhos. O que aí escreveremos? ... Procuremos começar este ano com objetivos justos e motivos puros, como seres responsáveis perante Deus. Conservemos sempre em mente que os nossos atos estão a ser, diariamente, gravados na História pelo anjo relator. Encontrá-los-emos novamente quando o Juízo Se assentar e forem abertos os livros. ...
Se nos ligarmos a Deus, a fonte da paz, da luz e da verdade, o Seu Espírito fluirá por nosso intermédio, de modo a levar refrigério e a beneficiar todos os que estão ao nosso redor. Este pode ser o nosso último ano de vida. Então, a sinceridade, o respeito, a benevolência para com todos, não deveriam assinalar a nossa conduta?
Não retenhamos coisa alguma d'Aquele que deu a Sua preciosa vida por nós. ... Consagremos a Deus a propriedade que Ele nos confiou. Acima de tudo, entreguemo-nos a nós mesmos a Ele, como oferta voluntária. - ST, 7 de janeiro de 1889.
Oxalá o início deste ano seja uma ocasião inesquecível - ocasião em que Cristo entre no nosso meio, e diga: "Paz seja convosco" (João 20:19).
Desejo, a Todos, um Feliz Ano Novo!

Vivemos por atos, não por anos; por pensamentos, não por respiração;
por sentimentos, não pelos algarismos de um relógio.
Devemos contar o tempo pelo pulsar do coração que bate
pelo homem, pelo dever.
Vive mais aquele que mais pensa,
sente mais nobremente, e procede melhor.

- RH, 3 de janeiro de 1882.

Ellen G. White in A Nossa Alta Vocação, Meditações Matinais 2015, 01.01.2015, Publicadora Servir.


(E LEMBRE-SE: Sempre que estiver a comer uns flocos de cereais da marca KELLOGG'S recorda-se da sua origem: - "O Espírito de Profecia" - revelado na Palavra de Deus e dado por Ele à Igreja Adventista do 7º Dia, a Igreja Remanescente).

Centro de Pesquisas Ellen White - http://centrowhite.org.br/ (leia mais em Meditação para a Saúde, Links 1R, 4 de janeiro de 2015)

domingo, 21 de dezembro de 2014

O  Último  PRESENTE  de  NATAL  Para  Meu  Pai



O fazer compras para meu Pai nunca tinha sido fácil. O que precisava, ele próprio comprava. Nunca excitado por presentes, ele sempre agradecia polidamente ao ofertante, mas por vezes deixava a embalagem por abrir durante alguns dias. Eu sempre lhe enviava algumas coisas em ocasiões especiais - outra camisa azul claro, fotografias dos meus três filhos, uma caixa de doce caseiro de amendoim - algo que o fizesse saber que me lembrava dele. Mas neste Natal parecia impossível descobrir o presente mais certo.

Durante semanas o meu Pai havia estado de cama num hospital de Phoenix, sucumbindo lentamente à leucemia crónica contra a qual havia combatido durante cinco anos. Quando em Novembro nos chegou a notícia de que ele estava criticamente mal, os meus irmãos e eu passámos alguns dias junto do seu leito. O ver-nos dava-lhe desejo de recobrar as forças. Nessas horas suaves e tranquilas, a dureza do meu pai abrandava. Pela primeira vez desde que me tornei adulta, ele colocou em mim amavelmente a sua mão, mostrando-me que me amava. Não conseguia, porém, expressá-lo em palavras.

Quando ele era um jovem estudante de Medicina, o meu Pai abandonara as crenças cristãs de seus pais e abraçara a teoria da evolução. Tornou-se cada vez mais escarnecedor da religião, até que a própria ciência veio a ser o objecto de sua fé - o seu guia - o seu deus.
Por isso não é de admirar o seu desagrado quando Jesus Se tornou a Pessoa mais importante da minha vida. Ele não havia esperado que tal coisa acontecesse. "Não posso acreditar", dizia ele. "Sempre supus que eras uma mulher com uma educação sólida." Nos nossos frequentes argumentos ele insistia que, embora eu tivesse um curso superior, a minha decisão por Cristo refutava completamente a minha inteligência.
Tentei repetidas vezes explicar-lhe a minha fé. Mas todas as minhas tentativas para discutir assuntos espirituais com ele pareciam infrutíferas. Mesmo quando teve conhecimento da sua grave doença, recusou considerar a possibilidade de uma vida eterna e a sua necessidade de um Salvador.

Enquanto vigiava junto da sua cama hospitalar, o meu Pai dormia. Segurando a sua débil mão, eu orava em voz baixa, mas audível. Agradecia a Deus o Seu amor pelo meu pai terrestre. Agradecia-Lhe por Jesus ter nascido e morrido para que meu Pai pudesse ter a salvação. Manifestava-Lhe a minha confiança de que pela operação do Espírito Santo o meu pai viria a conhecer Jesus. Durante anos eu reclamara Actos 16:31. Lembrava agora a Deus essa promessa.
Embora ansiasse falar abertamente com meu Pai acerca de Jesus, o Espírito nunca me dirigiu a fazê-lo.

No 5º dia da minha visita, meu Pai parecia ter melhorado bastante. Mas chegara o momento em que eu devia voltar para minha família e para a minha sala de aulas. Retendo as lágrimas para que meu Pai não se sentisse embaraçado, dei-lhe um beijo de despedida como se em breve nos voltássemos a ver.

O Natal aproximava-se. Antes meu Pai podia falar brevemente ao telefone. Quando lhe disse que estava orando por ele, respondeu com voz débil: "Continua a orar, Joanne." O meu espírito saltou de alegria. Era a primeira vez que ele respondia positivamente na direcção da fé. Depois disso, continuamente repetia para mim mesma a promessa: "Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e a tua casa" (Actos 16:31).

Estavam quase terminadas as minhas compras do Natal. Mas que podia eu enviar a meu Pai moribundo - um pai que necessitava de Jesus? Não de uma camisa, um doce caseiro, nem mesmo fotografias.
Olhei para maravilhosos vasos na florista, mas desviei a vista com os olhos a arder. O meu Pai não precisava de flores. Haveria abundância de flores - mais tarde. A única coisa de que precisava - a única coisa que podia fazer uma diferença eterna - era Jesus!

Sentada à mesa da cozinha, onde costumava escrever apontamentos, cheques de pagamento, e temas de exames para os estudantes, procurava forçar-me a começar a endereçar a rima de cartões de Natal. Mas a lista de nomes parecia um borrão. Eu não podia pensar em nada senão no meu desamparado, desesperançado Pai. Brandamente repetia as palavras: "Tu - e a tua casa."

Subitamente veio até mim uma calma e profunda certeza, tão claramente como se uma voz audível tivesse falado: 'Chegou a altura. Chegou a altura. Escreve uma carta. Desta vez as palavras serão oportunas e ele ouvirá.'
Com confiança nascida do Espírito Santo, comecei a escrever. As palavras fluíam-me da mente com mais rapidez do que eu podia pô-las no papel. Não havia qualquer ponderação, qualquer hesitação, qualquer dúvida.

Querido pai,
Eu amo-o. Sinto a sua falta. Desejaria poder estar consigo enquanto necessita de mim. Particularmente gostava de estar sentada ao seu lado e ler alguns belos pensamentos da minha Bíblia. Deus ama-o tanto! Ele deseja que o Pai tenha a certeza disso.
Jesus subiu ao Céu para preparar um lugar para cada um de nós (João 14:2). Esse lugar é muito real para mim, e anseio ardentemente estar com o Senhor. Temos toda a eternidade para desfrutar estar juntos e louvar a Deus por todas as Suas bênçãos. Deus proveu abundantemente para nós aqui. Mas estas boas coisas não podem comparar-se com a infindável alegria que Ele planeia para nós no Céu, onde não haverá lágrimas, nem pranto nem dor!

Eu sei, querido Pai, que Jesus está precisamente agora providenciando a seu respeito, porque essa promessa está na Bíblia. Paulo disse aos Filipenses 4:19: "O meu Deus, segundo as Suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Jesus Cristo." E Jesus não mudou! Ele é "o mesmo, ontem, hoje e eternamente." Ele é agora o que proclamou há 2000 anos - "o Caminho, a Verdade e a Vida". Quando conhecemos o amoroso Jesus conhecemos o amoroso Deus.
Não é isto boas novas? Quão feliz me sinto por poder dizer-lhe que Jesus vive! Que Ele nos ama! Que Ele tem planos de que cada um de nós que O conhece partilhe da Sua glória!
Neste momento estou orando para que o querido Pai aceite de Deus o dom da vida eterna recebendo o próprio Jesus em seu coração.
Que a alegria de Jesus seja sua neste Natal e para sempre. Eu amo-o como meu Pai e como um filho de Deus. Sua filha, que o tem no coração.

Desde o momento em que comecei a carta, senti-me repleta de paz. Não senti mais preocupação quanto a meu Pai - mas apenas uma calma certeza.
Pouco depois de lhe enviar a carta, falei com ele pela última vez - ouvindo apenas umas poucas evanescentes palavras. Passados dez dias chegou o telegrama final.
Sepultámos o Pai três dias antes do natal. Quando a família estava a sair do cemitério, uma querida senhora idosa que tinha ajudado a cuidar dele nos seus últimos momentos chamou-me à parte. Tomando as minhas mãos nas suas, sorriu confiadamente: "Desejo que tenha a certeza. O seu pai estava em ordem com Deus antes de morrer. Tive a alegria de poder orar com ele."

Chorei então, mas as lágrimas eram de felicidade. O próprio Senhor havia preparado o MELHOR PRESENTE!

Joanne Long in Sinais dos Tempos, nº43, 1992.

SOU MENSAGEIRO DO REI, SENHOR / SOU TESTEMUNHA DO SEU AMOR



Também, um dia, fui falar com o meu pai. Ele gostava e acreditava que a Igreja da esposa e filhas (Igreja Adventista do 7ª Dia) era a verdadeira, e visitava-a algumas vezes, mas alguma coisa mais forte o impedia de se batizar e ser membro - o cigarro e a bebida, que parece 'todo o mundo' cristão usar... mas que Deus NÃO quer; Ele quer habitar no nosso corpo - o "Templo do Espírito Santo", liberto de venenos. Por outro lado, o meu pai era uma pessoa pacífica, respeitador demais, talvez medroso dos seus próprios familiares... que, por sua vez me pareciam dominadores...

Um dia, cheia de amor e de esperança, fui visitá-lo a sua casa e falar-lhe ao coração daquilo que considerava (e cada vez mais) o fundamental da vida: a nossa relação - individual - com Jesus e a Sua Verdade. Ele não estava só (como viúvo voltou a casar) e não estava à vontade... Então, desvalorizou, defendeu-se e até me disse, como "Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar." (Actos 26:24). Saí com o coração partido, triste, chorando. Mas ainda animada - porque sabia que Deus estava Lá, em Cima, tocando os corações! E tenho tido experiências maravilhosas com Ele pela vida fora.

Passaram-se alguns anos e o meu pai adoeceu gravemente. Ao fim de alguns meses teve de ser internado nos HUC (Hospitais da Universidade de Coimbra), local por onde circulei como aluna mas desta vez como filha que ama muito o seu pai. Fui lá novamente de Lisboa (onde deixara a família e o trabalho) visitar o meu pai, cada vez mais doente. E pude entrar fora da hora de visita e estar com ele sozinha no seu quarto. Dominando a vontade de chorar por o ver tão mal (faleceu 2 dias depois), beijei-lhe a fronte e apertei-lhe as mãos. Logo que se apercebeu de alguém e me reconheceu, começou a chorar convulsivamente, falando sem parar com muita dificuldade e percebendo-se um pouco mal pelo choro intenso e as lágrimas que lhe molhavam todo o rosto. E disse-me, então, que já tinha entregue o seu coração a Jesus como seu Salvador Pessoal, pedido perdão pelos seus pecados e querendo ir com Ele para o Céu quando voltasse a esta Terra. A alegria que senti é indescritível! Quanto desejo rever o meu pai nessa Pátria maravilhosa!

Graças a Deus ele ainda teve tempo de se arrepender. Mas como sabe, alguém, quanto tempo mais tem de vida? Quem sabe quando é o seu último minuto de oportunidade? "Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável. E socorri-te no dia da salvação; Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação." 2 Coríntios 6:2.

Que não percamos, TODOS, de modo nenhum, O MELHOR PRESENTE DO CÉU - A Vida Eterna! E.E.

Sim! Ser Mensageiro das Boas Novas, Levar Jesus aos Outros é o Melhor Presente
que Podemos Oferecer a Deus e a Eles Mesmos.


PROCURA-SE JESUS NAZARENO

PORQUE:

Esperavam-No rico, e mora entre os pobres.
Esperavam-No poderoso, e o Seu poder é o Amor.

Esperavam-No um guerreiro, e é paz toda a Sua Lei.
Esperavam-No Rei dos Reis, e servir é o Seu reino.

Esperavam-No submisso aos enganos desta terra,
Mas quebra todos os jugos
Com a Verdade que semeia.

Esperavam-No silencioso, e a Sua palavra é:

Um Canto à Liberdade
Um Caminho de Luz
Batendo a cada porta e a cada coração.


(Autor Desconhecido)


É este Jesus maravilhoso, extraordinário e impressionante,
que desejo muito entre nas vossas casas,
mas sobretudo nos vossos corações
e nas vossas vidas!


FELIZ NATAL!


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

2 - Factos a Considerar Acerca do Vinho no
NOVO TESTAMENTO


A maneira como os apóstolos compreenderam, pregaram e praticaram os ensinos de Jesus e do Velho Testamento acerca das bebidas alcoólicas é fundamental para a nossa posição sobre o assunto como cristãos de hoje.
Os apóstolos e o Novo Testamento ensinam a moderação ou a abstinência?
Fora dos 4 evangelhos, o Novo Testamento contém 13 referências específicas a «vinho», 8 das quais ocorrem no livro de Apocalipse, onde o termo é usado sobretudo simbolicamente para representar tanto a depravidade humana como a retribuição divina. Além destas referências específicas, o Novo Testamento admoesta os cristãos a serem «sóbrios» ou «temperantes» mais de 20 vezes, a maior parte das quais se referem directamente a beber álcool. Examinemos, brevemente, alguns desses 13 textos específicos e também algumas das mais de 20 admoestações à sobriedade.


      

«CHEIOS DE MOSTO»

Os apóstolos mal tinham começado a sua obra quando foram acusados de estar embriagados. No Pentecostes, o 1º grupo de crentes receberam o dom do Espírito Santo, tornando-lhes possível pregar o evangelho nas línguas das pessoas reunidas para a festa em Jerusalém. Milhares creram em Cristo como resultado do milagre, mas outros começaram a escarnecer dos discípulos, dizendo: «Estão cheios de mosto» (Actos 2:13).
Alguns hoje supõem que esta acusação nunca teria sido feita se não se soubesse que os seguidores de Jesus bebiam bebidas alcoólicas pelo menos ocasionalmente. A fraqueza de tal maneira de pensar é que os que atacam outros não baseiam necessariamente a sua acusação em observações concretas de práticas anteriores.
Um argumento mais forte contra a suposição de que a acusação indicava o apoio apostólico para o álcool, encontra-se nas palavras originais. Os que acusaram os primeiros cristãos de estar embriagados não usaram a palavra oinos, «vinho». Em vez disso, usaram a palavra glukos, que é a palavra para o sumo de uva não fermentado. A acusação reveste-se de um tom irónico quando compreendemos as palavras usadas. Os escarnecedores dos apóstolos estavam a dizer: «Estes homens, tão abstémios que não tocam em nada fermentado, embriagaram-se com sumo de uvas!» Ou como Ernest Gordon o apresenta em linguagem moderna, «Estes abstémios estão embriagados com simples refrescos». 1
Quando vemos a acusação sob este ponto de vista sarcástico, ela torna-se uma indicação indirecta, mas significativa, do seu estilo de vida abstémio. Hegesipo, que viveu imediatamente depois dos apóstolos, escreveu: «Tiago, o irmão do Senhor, (que) sucedeu no governo da Igreja juntamente com os apóstolos, ... foi santo desde o ventre de sua mãe; não bebia vinho nem bebida forte, nem comia carne». 2


«NÃO VOS EMBRIAGUEIS COM VINHO»

O apóstolo Paulo dá uma poderosa admoestação contra o vinho, intoxicante, em Efésios 5:18 (versão Almeida revista): «Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito».
Esta antítese sugere que Paulo não considerava o assunto em termos de moderação em vez de excesso, mas sim em termos de estar cheio de vinho em vez de estar cheio do Espírito. A frase implica uma incompatibilidade inerente entre os dois, tanto em sua natureza como em sua operação. Tal incompatibilidade mútua exclui o sancionamento de um uso moderado de vinho intoxicante.
Paulo segue a sua admoestação contra o embriagar-se com uma advertência: «no qual há dissolução». Noutros termos, não é apenas o embriagar-se que constitui dissolução; mas a dissolução encontra-se dentro do próprio vinho.
Historicamente, numerosos tradutores e comentadores têm visto no vinho, mais do que no estado de embriaguez, a causa da dissolução ou luxúria. Entre as antigas traduções, a Vulgata latina (completada por volta do ano 400 da era cristã) toma esta posição. Muitas traduções modernas também seguem a Vulgata na sua fidelidade ao sentido literal grego. Entre estas podemos mencionar a Versão Sinodal francesa, a tradução francesa de David Martin, a versão francesa de Osterwald, a New American Standard Bible em nota marginal, a tradução de Robert Young, a Bíblia alemã das Boas Novas, a versão protestante italiana revista por Giovanni Luzzi, bem como a versão católica italiana (e portuguesa) produzida pelo Pontifício Instituto Bíblico.
À luz das numerosas versões antigas e modernas que têm traduzido a frase de Efésios 5:18 como uma condenação, não da embriaguez mas do próprio vinho, parece que alguns tradutores ingleses escolheram, como observa Ernest Gordon, «salvar o rosto do vinho ao mesmo tempo que condenam a embriaguez». 3


          

«USA DE UM POUCO DE VINHO POR CAUSA DO TEU ESTÔMAGO»

Com frequência o 1º texto que surge ao discutir-se o assunto do vinho na Bíblia é o conselho de Paulo a Timóteo em 1 Timóteo 5:23: «Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades». Visto que tantos têm usado este texto para justificar o consumo de bebidas alcoólicas, é importante que estabeleçamos a natureza do conselho de Paulo e a sua aplicação para nós hoje.
O conselho de Paulo a Timóteo deve ser considerado, antes de mais, como uma expressão de solicitude paternal e não como uma imposição. O apóstolo não está ordenando ao «seu amado filho no evangelho» que beba vinho; mas está aconselhando-o a usar vinho medicinalmente em pequenas quantidades. O prudente cuidado da linguagem do apóstolo é muito significativo. Ele não diz: «Não bebas mais água», mas «Não bebas mais água ». Ele não diz «bebe vinho», mas «usa de um pouco de vinho». Ele não diz «para o prazer físico do teu apetite», mas «por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades.» Assim, mesmo que o «vinho» a que se refere Paulo fosse fermentado, o conselho dado a Timóteo não apoia de maneira alguma o seu uso regular.
As palavras «usa de um pouco de vinho», soam como sendo mais a receita de uma dose de medicamento dada por um médico a um doente do que um princípio geral para toda a gente.

Outro facto com frequência ignorado é que o conselho de Paulo para «não beber mais água só» implica que Timóteo se tinha abstido até essa altura, tanto do vinho fermentado como do não fermentado, presumivelmente de acordo com as instruções e o exemplo de Paulo. Atrás, na mesma epístola, Paulo diz-lhe que requeira de um bispo cristão que não só seja abstinente (nephalion), mas também não participante em lugares e ajuntamentos de bebidas (me paroinon, 1 Timóteo 3:2-3). Não é provável que o apóstolo tivesse instruído Timóteo a requerer abstinência por parte dos dirigentes da igreja sem primeiro ter ensinado ao próprio Timóteo esse princípio. O facto de que Timóteo tivesse estado a beber apenas água implica que ele tinha estado a seguir muito escrupulosamente o conselho do seu mestre.
A abstinência de um ministro cristão estava presumivelmente baseada na legislação do antigo testamento que proibia aos sacerdotes o uso de bebidas intoxicantes (ver Levítico 10:9, 10). O sentimento natural seria que um ministro cristão não devia ser menos santo do que um sacerdote judeu, especialmente em vista do facto de que a razão para a lei mosaica continuava sendo a mesma: «Para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo; e para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado pela mão de Moisés» (Levítico 10:10, 11). A recomendação de Paulo a Timóteo para usar de um pouco de vinho para as suas enfermidades não violava este princípio de abstinência; o objectivo não era a satisfação do seu apetite, mas as necessidades médicas do seu estômago.

Supõe-se geralmente que o vinho recomendado por Paulo a Timóteo era alcoólico. Mas isso não é de maneira alguma certo, por duas razões. Em 1º lugar, porque o termo oinos, «vinho», era usado genericamente para denotar tanto o vinho fermentado como o não fermentado. Em 2º lugar, porque há testemunhos históricos que atestam o uso de vinho não fermentado para fins medicinais.
Aristóteles (384-322 a. C.) recomenda o uso do sumo de uvas, doce, porque, diz ele, «embora chamado vinho (oinos), não tem o efeito do vinho... e não intoxica como o vinho ordinário». 4 Athenaeus (200 d. C.) especificamente aconselha o uso de «vinho doce» não fermentado para perturbações do estômago. Escreve ele: «Tome vinho doce, quer misturado com água ou aquecido, especialmente a espécie chamada protropos, ... como sendo boa para o estômago; porque o vinho doce (oinos) não torna a cabeça pesada». 5 Aqui temos um conselho muito semelhante ao de Paulo, com a diferença de que Athenaeus qualifica a espécie de vinho recomendado, a saber, o vinho doce, chamado «effoeminatum», porque a sua potência alcoólica foi removida.
Conselho semelhante acerca do uso medicinal do vinho é dado por Plínio (23-79 d. C.), contemporâneo de Paulo e autor da célebre História Natural. Ele recomenda o uso de vinho fervido, não fermentado, a pessoas doentes «para quem se receia que o vinho possa ser prejudicial». 6
À luz destes testemunhos é razoável supor que o vinho recomendado por Paulo a Timóteo pode bem ter sido vinho não fermentado.


      

ADMOESTAÇÕES À ABSTINÊNCIA

As admoestações apostólicas à abstinência de bebidas alcoólicas são expressas por meio do verbo grego nepho e do adjectivo nephalios (ver 1 Tessalonicenses 5:6-8; 1 Pedro 1:13, 4:7; 5:8; 2 Timóteo 3:2, 3, 11; Tito 2:2). Há notável unanimidade entre os léxicos gregos sobre o sentido primário do verbo nepho como sendo abster-se de vinho e do adjectivo nephalios como sendo abstémio, sem vinho. 7
Estes sentidos são também atestados nos escritos de Josefo e Fílon, que foram contemporâneos de Paulo e Pedro. Nas suas Antiguidades dos Judeus, Josefo escreve acerca dos sacerdotes: «os que usam as vestes sacerdotais são imaculados e eminentes pela sua pureza e sobriedade (nephalios), não lhes sendo permitido beber vinho enquanto usam essas vestes». 8 Semelhantemente, Fílon explica nas suas Leis Especiais que o sacerdote deve oficiar como nephalios, isto é, totalmente abstinente de vinho, porque tem de executar os preceitos da lei e deve estar em posição de actuar como o supremo tribunal terrestre. 9
Se Josefo, Fílon e outros escritores antigos usavam nepho e nephalios com o sentido primário de «abstinente de vinho», temos razão para crer que os apóstolos do Novo Testamento também usaram estes termos com o mesmo significado. Esta conclusão é apoiada, como veremos, pelo contexto em que os termos são usados. Todavia estas palavras têm sido figurativamente traduzidas no sentido de ser «temperante», «sóbrio», «firme». Tais traduções têm erradamente levado muitos cristãos sinceros a crer que a Bíblia ensina moderação no uso de bebidas alcoólicas em vez de abstinência. Examinemos algumas das admoestações apostólicas à abstinência.


«SEJAMOS SÓBRIOS»

Paulo admoesta os crentes tessalonicenses a serem «sóbrios» em vista da súbita e inesperada vinda de Cristo: «Não durmamos pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios (nephomen). Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite. Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação» (1 Tessalonicenses 5:6-8).
Esta passagem contém um bom número de paralelos contrastantes: luz e trevas, dia e noite, vigiar e dormir, ser sóbrio e embebedar-se. À luz do contraste entre os filhos do dia, que são sóbrios, e os da noite, que se embriagam, é evidente que a exortação a ser «sóbrios» significa não apenas ser mentalmente vigilante mas ser fisicamente abstinente. Doutra sorte, Paulo estaria simplesmente e dizer: «Mantenhamo-nos despertos e estejamos despertos» – uma desnecessária repetição. Parece evidente que Paulo relaciona a vigilância mental com a abstinência física, porque as duas vão juntas. A vigilância mental no Novo Testamento está com frequência relacionada, como veremos, com a abstinência física.


          

O CONSELHO DE PEDRO

Três vezes na 1ª epístola de Pedro, este expressa a admoestação da abstinência física (1 Pedro 1:13; 4:7; 5:8). Em todos os 3 textos, a exortação de Pedro à abstinência ocorre no contexto da preparação para a breve vinda de Cristo. Isto implica que Pedro, como Paulo, baseia o seu apelo para uma vida de abstinência e santidade na certeza e proximidade da vinda de Cristo.

- A 1ª admoestação de Pedro é: «Cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios (nephontes), e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo» (1 Pedro 1:13). Como Paulo, Pedro relaciona a vigilância mental («cingindo os lombos do vosso entendimento») com a abstinência física («sede sóbrios»).
Mas a admoestação de Pedro a «ser mais abstinentes» assume uma forma mais radical do que a que aparece na maior parte das traduções modernas. Embora o advérbio, inteiramente, venha imediatamente a seguir ao verbo, sede sóbrios, a maior parte dos tradutores escolheram traduzi-lo como se ele modificasse o verbo «esperai», traduzindo-o «esperai inteiramente» ou «esperai até ao fim».
Em contraste, a Vulgata, a famosa tradução latina de Jerónimo, que tem servido como a Bíblia católica oficial ao longo dos séculos, traduz a frase, «perfeitamente sóbrios». No meu ponto de vista, isto reflecte correctamente o pensamento de Pedro. Assim a tradução exacta seria: «Cingindo os lombos do vosso entendimento, sendo inteiramente sóbrios, ponde a vossa esperança na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo».

- A 2ª admoestação de Pedro à abstinência ocorre em 1 Pedro 4:7: «Já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios (sophronesate) e vigiai (nepsate) em oração». Aqui mais uma vez Pedro exorta os cristãos a manterem-se mentalmente vigilantes e fisicamente abstinentes.
O sentido de «sóbrios» como referindo-se à abstinência de vinho é sugerido também pelo contexto, em que Pedro contrasta o passado estilo de vida de «dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias» (1 Pedro 4:3) com o novo estilo de vida de temperança e abstinência. A passagem pode ser parafraseada assim: «Está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios na mente e abstémios na vida a fim de que possais estar aptos para manter uma sadia vida devocional neste tempo crítico».

- A 3ª admoestação ocorre em 1 Pedro 5:8: «Sede sóbrios (nepsate); vigiai (gregoresate); porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar». Como nos 2 textos anteriores, aqui também Pedro associa a vigilância mental com a abstinência física, porque as duas são mutuamente dependentes. As bebidas intoxicantes diminuem o poder da consciência e da razão, enfraquecendo assim as inibições para o mau procedimento. O resultado final é que o diabo pode «tragar» melhor tais pessoas.
Nas traduções modernas não se torna aparente um subtil jogo de palavras neste texto que também salienta a preocupação de Pedro com a abstinência física do álcool. Os cristãos, diz Pedro, devem ser «sóbrios» (a palavra grega vem de uma raiz que significa «não beber» para que o diabo não possa tragá-los, literalmente, «bebê-los»).

      

«NÃO DADO AO VINHO»

Mais do que uma vez, Paulo descreve as qualificações que devem caracterizar os bispos, as mulheres e os velhos. 1 Timóteo 3:2, 3, 11: «Convém que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante (nephalion), sóbrio (sephrona), honesto, hospitaleiro, apto para ensinar, não dado ao vinho (me paroinon)...» «As mulheres sejam honestas, não maldizentes, sóbrias (nephalious) e fiéis em tudo». Em Tito 2:2: Paulo diz: «os velhos que sejam sóbrios (nephalious), graves, prudentes (sophronas), sãos na fé, no amor e na paciência».
Alguns argumentam que nephalios não pode literalmente significar abstinente porque nesse caso Paulo não tinha necessidade de mencionar na mesma lista de qualificações que o bispo não devia ser «dado ao vinho» – algo que seria óbvio se ele praticasse abstinência. Concluem então que «temperante» é a tradução correcta. Esta aparente contradição é resolvida reconhecendo que o significado de paroinos vai além do significado de «dado ao vinho» ou «bêbado», e traz consigo a ideia de estar «acostumado a participar em grupos de bebedores, e, como consequência, a tornar-se intimamente associado com a bebida forte». 10
Albert Barnes, respeitado comentador do Novo Testamento, explica o significado de paroinos, dizendo: «Denota, como sucede aqui, uma pessoa que se senta junto do vinho; isto é, uma pessoa que tem o hábito de o beber. ... Significa que a pessoa que tem o hábito de beber vinho, ou que está acostumada a sentar-se com os apreciadores do vinho, não deve ser admitida ao ministério. A maneira como o apóstolo menciona o assunto aqui leva-nos com razão a supor que ele não recomenda de maneira nenhuma o uso do vinho, antes que o considera como perigoso e que deseja que os ministros da religião o evitem por completo». 11
Paulo está a dizer que o bispo deve ser não só abstinente, mas que deve também evitar a sua presença e apoio em lugares e associações que possam constituir uma tentação para a sua abstinência e a de outros. Isto adapta-se bem à admoestação de Paulo em 1 Coríntios 5:11: «Agora vos escrevi para que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais».

A razão fundamental dada por Paulo para viver vidas abstinentes e piedosas é escatológica: «A graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século, sóbria, e justa, e piamente. Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo; O qual Se deu a Si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para Si um povo Seu zeloso de boas obras» (Tito 2:11-14). A vida saudável e santa é recomendada nas Escrituras não só por causa da saúde e benefício pessoal, mas primariamente por causa do desejo de Deus de habitar dentro de nós nesta vida presente (ver 1 Coríntios 3:16, 17; 6:13) e de ter a nossa companhia na vida futura.
É esta esperança de estar preparado para receber a Cristo, e de ser recebido por Ele no dia do Seu glorioso aparecimento, que deve motivar cada cristão a ser puro «como também Ele é puro» (1 João 3:37).
Para os cristãos que crêem na certeza e iminência da volta de Cristo, as admoestações apostólicas para a abstenção de bebidas intoxicantes assume um novo significado: representa uma resposta tangível ao convite feito por Deus de uma preparação concreta para a 2ª vinda de Cristo.


       

CONCLUSÃO

O ensino do Novo testamento acerca do uso de bebidas alcoólicas pode resumir-se em poucas linhas: Ele ensina consistentemente a moderação no uso de bebidas saudáveis, não fermentadas, e a abstinência do uso de bebidas intoxicantes, fermentadas. A implicação prática desta conclusão pode também ser resumida numa simples frase: quando aceitamos o ensino bíblico de que beber bebidas alcoólicas é, não só fisicamente, mas também moralmente prejudicial, sentimo-nos compelidos não só a abster-nos nós próprios de substâncias intoxicantes, mas também a ajudar os outros a fazerem o mesmo.

Samuele Bacchiocchi, Professor de História Eclesiástica e de Teologia na Andrews University, Berrien Springs, Michigan, EUA in Revista Sinais dos Tempos, nº 38, 1991.
(Leia a parte 1 deste artigo em Meditação para a Saúde, Links 1R, 24.11.2014)



REFERÊNCIAS:

1. Ernest Gordon, Christ, The Apostles, and Wine. An Exegetical Study (Philadelphia, 1947), pág. 14; 2. Citado por Eusébio, História Eclesiástica 2.22.4, eds Philip Schaff e Henry Wace, Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church (Grand Rapids, 1971), vol. 1, pág. 125; 3. Gordon, ibid., pág. 31; 4. Aristóteles, Meteorologica 387.b.9-13; 5. Athenaeus, Banquete 2, 24; 6. Plínio, História Natural 14, 18; 7. Ver, por exemplo, G. W. Lampe. A Patristic Greek Lexicon (Oxford, 1961); James Donnegan, A New Greek and English Lexicon, edição de 1847; Thomas S. Green, A Greek-English Lexicon to the New Testament, ed. de 1892; E. Robinson, A Greek and English Lexicon of the New Testament (New York, 1850); G. Abbott-Smith, A Manual Greek Lexicon of the New Testament, edição de 1937; 8. Josefo, Antiguidades dos Judeus 3,12,2; 9. Fílon, De Specialibus Legibus, 4,183. 10. Frederic R. Lees and Dawson Burns, The Temperance Bible Commentary (London, 1894), págs. 280-282; 11. Albert Barnes, Notes, Explanatory and Practical on the Epistles of Paul to the Thessalonians, to Timothy, to Titus, and to Philemon (New York, 1873), pág 140.


Melhor são estes suminhos de frutos! Pena é os olhos não terem papilas gustativas... E há também à venda óptimos sumos de uva não alcoólicos.

MAS O MELHOR, MELHOR MESMO, É ÁGUA!!!

E não esquecer: quanto mais o paladar está adulterado com bebidas alcoólicas, menos apetece Água, a Fonte de uma Vida Saudável.
Seja Forte! Faça a Mudança! (E.E.)


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A Melhor Solução de Deus Para a Paz e a Harmonia Mundial!
E o Homem Quer?...


   
Reconciliação - Abandonar Pecados             Justificação - Confessar Pecados              Santificação - Aceitar Cristo

"Quanto Mais o Mundo Puxa Para Baixo
Mais o Cristão Deve Colocar a Fasquia de Deus e a Sua Vontade Para Cima!"

Não é Deus, o Criador, que tem de Se adaptar à criatura! Mas, sim, nós - VOLTARMOS - para Ele!!!

S A N T I F I C A Ç Ã O

Santificação é dar glória a Deus, glorificá-Lo em nosso corpo, isto é, em nossa vida moral, em nosso viver diário, em nossa conduta social. Santificação é levar uma vida santa que esteja repleta do amor de Deus.

Em que consiste a beleza e o segredo da santidade? E qual é a relação entre a santificação, a justificação e a reconciliação? Paulo declara: "Não sois de vós mesmos; porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo."
A reconciliação de Deus no sacrifício de Cristo na cruz requer nosso coração, nossa vontade, nossa fé, a fim de que Ele possa conceder-nos a justificação. Entretanto, o propósito da justificação é a santificação! Deus nos salva a fim de restaurar em nós Sua imagem moral como era originalmente.



Cristo é indiviso. Ele não oferece perdão como um primeiro dom isolado. Ele Se oferece a Si mesmo, e não somente o perdão. Não somos chamados para concentrar nossa atenção no assunto da justificação ou da santificação, mas no Cristo vivente, em Seu incomparável amor e nos benefícios que Ele nos concede. Recebemos justificação ou santidade recebendo a Cristo (O Maior Discurso de Cristo, p. 23). Ele é nossa mensagem, nosso padrão, nosso exemplo, nossa salvação; e é o mesmo ontem, hoje e eternamente.
Em Levítico 11:44, disse o Senhor para o antigo Israel: "Sereis santos, porque Eu sou santo." E no Novo Testamento, Pedro escreveu para os cristãos: "Segundo é santo Aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, como Eu sou santo." I S. Pedro 1:15 e 16. Como cristãos, adoramos e servimos ao Deus de Israel, de Isaque e de Abraão.
Servimos o mesmo Deus santo que no princípio criou o homem à Sua própria imagem santa, e que instituiu o Sábado para a comunhão do homem com Deus; o mesmo Deus santo que tirou Israel do Egito para lembrar-se de santificar o dia de Sábado; o mesmo Deus que deu a Israel a santa lei e o evangelho em figuras. A este Deus, Jesus chamou de Seu Pai e afirmou então: "Quem Me vê a Mim, vê o Pai." Jesus era reconhecido pelos demónios como "O Santo". Ele era santo. Não conheceu pecado, mas sabia tudo a respeito do amor, da compaixão, da abnegação e da perfeita obediência. Declarou: "Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai." S. João 15:10. Santidade e pecado são diametralmente opostos. Não há um terreno neutro entre eles. Se não somos santos, se não nos entregamos a Cristo e se não somos dominados por Ele, o maligno não tem dificuldades para entrar no coração e torná-lo perverso.
Ellen White afirma: "Sem ... santidade o coração humano é egoísta, pecaminoso e corrupto." - Testimonies, vol. 2, p. 455.

A santidade é o mais fundamental dos atributos de Deus. As escrituras tornam-na, portanto, o requisito inalienável e predominante de nossa adaptação à vida eterna. Lemos em Hebreus 12:14: "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor."
Certa vez, na rua, um homem interpelou o grande pregador Moody, dizendo:
- Porque recomenda que deixemos de fumar? A Bíblia não requer isso para a nossa salvação.
Moody pensou um pouco, e disse então:
- Está certo. Mas o último livro da Bíblia nos adverte de que jamais penetrará na Nova Jerusalém "coisa alguma contaminada" (Apocalipse 21:27).


Santidade ou Santificação NÃO É uma Opção!
Jesus prometeu: "Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus." S. Mateus 5:8.
A fim de levar uma vida santa, precisamos ter primeiro um coração santo, pois a "santidade de coração produzirá ações corretas" (Testimonies, vol. 2, 445). Também nos é declarado que a falta de espiritualidade e santidade conduz à prática de atos injustos, bem como a inveja, ódio, ciúme, ruins suspeitas e a todo o pecado detestável e abominável.

   

Davi, rei de Israel, descobriu que até mesmo os dirigentes da causa de Deus e exemplos do rebanho não são santificados - uma vez por todas. Ele sofreu uma grande queda moral que abrangeu o adultério, o assassínio premeditado e a ocultação de tudo isso. Mas Deus é santo, e revelou o que ocorrera. Em Sua misericórdia, Ele enviou o profeta Natã para despertar a consciência adormecida de Davi, o qual acordou com um sobressalto, e se arrependeu no pó e na cinza. Tão sincera foi a sua tristeza por esses pecados que ele fez uma confissão pública no salmo 51. Aprendemos aí que Davi implorou a Deus alguma coisa mais do que simplesmente o perdão: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da Tua presença, nem me retires o Teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da Tua salvação, e sustenta-me com um espírito voluntário." Salmo 51:10-12.

É necessário poder criador - o poder de Deus, para transformar o coração humano e para converter um pecador egocêntrico num santo! Constitui um milagre da graça, que o Santo Deus de Israel, o Criador do céu e da terra, Se deleite em habitar no coração arrependido, como se fosse um templo.
"Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita na eternidade, O qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos." Isaías 57:15.

Como Podemos Receber Então a Beleza da Santidade e Manter a Alegria da Santidade?
Santidade é mais do que não pecar, mais do que perdão, mais do que moralidade. Santidade é uma pessoa, a Pessoa de Deus, de Jesus Cristo e do Espírito Santo.

Qual é, portanto, o segredo da santidade? Ellen White dá-nos uma bela resposta: Aceitar a Cristo como Salvador pessoal e seguir o Seu exemplo de abnegação (Seventh-Day Adventist Bible Commentary ou SDABC, vol. 6, p. 1117). Que resposta simples! Mas, ao mesmo tempo, quão profunda e prática!
Isso é o evangelho em sua plenitude. Cristo jamais perdoou uma pessoa sem reivindicá-la como sendo Sua, para uma nova vida com Ele. Para os escribas e fariseus hipócritas que certa vez Lhe trouxeram uma mulher surpreendida em adultério, perguntando se deviam apedrejá-la de acordo com a ordem de Moisés, Jesus replicou:
"Aquele que dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro que lhe atire a pedra." Quando todos eles já se haviam retirado, Cristo disse para a mulher soluçante: "Nem Eu tão pouco te condeno; vai, e não peques mais." S. João 8:11.
Isso é santidade em amor. Aceita a sincera contrição com amor perdoador, mas também restaura e habilita. Jesus concedeu àquela mulher justificação e santificação, perdão e poder, salvação e respeito próprio.
E. White declara que essa mulher arrependida tornou-se um dos mais firmes seguidores de Cristo, retribuindo-Lhe a perdoadora misericórdia com abnegado amor e devoção. "No erguimento dessa alma caída, operou Jesus um milagre maior do que na cura da mais grave enfermidade física; curou a moléstia espiritual que traz a morte eterna." - O Desejado de Todas as Nações, p. 347.

   

O GENUÍNO ARREPENDIMENTO OPERA UMA REFORMA

Em Jericó, Cristo deteve-Se sob uma figueira, olhou para o surpreso semblante de Zaqueu, o desprezado chefe dos cobradores de impostos, e disse: "Zaqueu, desce depressa, pois Me convém ficar hoje em tua casa." S. Lucas 19:5.
Enquanto a multidão murmurava, dizendo que Jesus Se hospedara na casa de um pecador, Zaqueu se arrependia de seus pecados e iniciava a reparação dos danos que causara ao povo.
Em seu amor e lealdade ao Mestre recém-encontrado, prontificou-se a fazer uma confissão pública de seu sincero arrependimento. Disse ele na presença da multidão: "Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo 4 vezes mais." S. Lucas 19:8. Jesus replicou: "Hoje houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido." S. Lucas 19:9 e 10.

A primeira reacção de Zaqueu diante do amor de Cristo foi manifestar compaixão a seus semelhantes que padeciam necessidade. Isso é santificação. Lemos em O Desejado de Todas as Nações, p. 413: "Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere a reforma."
A justificação e a santificação acham-se tão inseparavelmente ligadas como os dedos e a mão. A fé que atua pelo amor é a plenitude do evangelho.
Perfeito amor é o significado dessa difícil palavra de Jesus em S. Mateus 5:48: "Portanto, sede vós perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste." Em seu próprio contexto está a chave para decifrar o segredo dessa ordem, que é ao mesmo tempo uma grandiosa promessa:
"Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque Ele faz nascer o Seu Sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste." S. Mateus 5:43-48.

Podeis ver como é nosso Pai celestial? Seu amor é imparcial: Ele ama tanto os bons como os maus.
Incompreensível? Sim, mas é verdade. Temos um Deus que causa surpresas! Seu nome é Maravilhoso! E o Pai quer ver Seu perfeito amor por nós refletido em todos os Seus filhos, não só futuramente, no Céu, mas AGORA, em meio das trevas de ódio e violência neste mundo! Ele nos convida a ser a luz do mundo, de modo que este veja novamente como é Deus. Devemos considerar todos os homens, até os que nos perseguem, como candidatos ao Céu.
O sentido final da ordem de Jesus em S. Mateus 5:48, não é portanto a justificação, mas a vida santificada, o carácter divino.
"Cumpre-nos ser centros de luz e bênção para o nosso pequeno círculo, da mesma maneira que Ele o é para o Universo. Nada temos de nós mesmos, mas a luz de Seu amor resplandece sobre nós, e devemos refletir-Lhe o fulgor. 'Bons na bondade que Ele nos empresta', podemos ser perfeitos em nossa esfera, da mesma maneira que Deus é perfeito na Sua." - O Maior Discurso de Cristo, pp. 68, 69.
Precisamos compreender que por nós mesmos não podemos romper com os nossos pecados. Não podemos salvar ou santificar a nós mesmos. Se, porém, escolhermos a Cristo como o legítimo Mestre de nossa vida quando Ele bate à porta de nosso coração, e se Lhe entregarmos as rédeas de nossa vida, estaremos imediatamente do lado vitorioso, pois Ele se manifestou "para destruir as obras do diabo" (I S. João 3:8). Disse Jesus: "Tende bom ânimo, Eu venci o mundo."

Muitos cristãos crêem em Cristo apenas como Salvador da culpa e como Alguém que quase só oferece perdão. Há bem pouca alegria, poder e vitória em sua vida. Temos, no entanto, de vencer. Ou seremos vencidos! Cristo passou pelo caminho que nos compete percorrer. Não há outra maneira de vencermos o próprio eu, o mundo e o diabo, do que a maneira pela qual Cristo venceu todas as tentações. Mas Ele o fez por nós, tanto como nosso Representante como nosso Exemplo. Jesus confiou na sabedoria e no poder de Seu Pai. Não consentiu com o pecado nem por um só pensamento, porque foi habilitado para a batalha, pela presença do Espírito Santo em Seu íntimo. E o fato fundamental é que podemos vencer, porque Ele venceu.

Sua vitória poderá ser nossa, se a reclamarmos em Seu nome. O que necessitamos acima de tudo é unir-nos a Ele pela fé. "Enquanto a Ele estivermos ligados pela fé, o pecado não mais terá domínio sobre nós. Deus nos toma a mão da fé, e a leva a apoderar-se firmemente da divindade de Cristo, a fim de atingirmos a perfeição de carácter." - O Desejado de Todas as Nações, p. 87.


   

Só poderemos ser vitoriosos se permanecermos unidos a Cristo como o ramo está ligado à videira. Então até mesmo os sofrimentos por amor a Cristo serão agradáveis.
Como isso pode ocorrer em nossa vida? Qual é nossa parte na santificação? Ela é efetuada unicamente pela fé, ou pela fé e as obras? Jesus responde em S. João 15: "Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. ...Porque sem Mim nada podeis fazer. ...Se permanecerdes em Mim e as Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado Meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis Meus discípulos". Vs. 4, 5, 7 e 8.

Permanecemos em Cristo da mesma maneira como nos unimos a Ele no princípio: pela fé - fé viva e genuína que se apodera de Cristo.
Paulo diz em Gálatas 5:6 que a fé atua pelo amor. Semelhante fé não precisa ser completada pelas obras porque já está operando. Fé genuína jamais é simples crença, mas sempre uma fé que atua e que se manifesta por meio de arrependimento e de obediência a Deus. Nossa parte consiste em exercer semelhante fé! Como? Pensemos neste conselho:
"Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a alma que sente o seu nada, e confia inteiramente nos méritos do Salvador. Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contacto com o Cristo vivo, e Ele a segurará com mão que nunca a soltará." - A Ciência do Bom Viver, p. 182.
Esta é a prerrogativa da vida cristã: abrir diariamente o coração a Cristo, até ficarmos repletos dEle e do Espírito Santo!

Notai como o apóstolo Paulo passa imediatamente da justificação para a santificação, ao escrever em Gálatas 2: "Nós temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo. ... Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim." Vs. 16, 19 e 20.
Viver esta vida de fé em Cristo é o privilégio de todos nós, mesmo dos mais fracos. Aqui não há motivo para sentimentos e santidade em nós mesmos, ou para sentimentos de confiança própria. Com efeito, precisamos ser salvos principalmente de nós mesmos, para que Cristo e Seu Espírito brilhem com mais clareza. Os que pertencem a Cristo crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências (Gálatas 5:22-24).
Quando Cristo Se torna nosso Senhor e Mestre, a luta contra o próprio eu apenas começou. O velho homem é crucificado legalmente na histórica cruz de Cristo e declarado morto, mas na realidade empírica nosso velho eu ainda está vivo... Por isso, somos exortados a manter a velha natureza subjugada pelo poder do Senhor (Efésios 6:10) "Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões." Romanos 6:12; cp. Colossences 3:3 e 5.
Todo cristão tem de aprender a reprimir suas paixões e a agir movido por princípios. A menos que o faça, não é digno do nome de Cristão.

Nem todos têm exatamente a mesma luta renhida contra o próprio eu, segundo se evidencia nesta citação: "Embora alguns sejam constantemente apoquentados, afligidos e perturbados por causa de seus desditosos traços de caráter, tendo de batalhar contra inimigos internos e contra a corrupção de sua natureza, outros não têm de batalhar contra metade de tudo isso." - Testimonies, vol. 2, p. 74.
Com os apóstolos, cremos, porém, na habilitação de Cristo em nosso íntimo, livrando-nos de cair: "Aquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória." S. Judas 24.

Cremos na vitória! Cremos que Cristo vencerá! Satanás já é um inimigo derrotado. Mas cremos também que nossa vontade não pode por si mesma fazer isso. Cristo não efetua o combate em nós se não realizarmos a nossa parte. A Escritura nos admoesta em Filipenses 2:12 e 13: "Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade."
Paulo fala aí a crentes redimidos que já tinham sido salvos. Evidentemente, porém, ele não acredita no rifão popular: "Uma vez salvo, salvo para sempre." Exorta-nos a desenvolver diligentemente nossa futura salvação, mas no temor do Senhor. Porquê? Porque o nosso coração carnal disputa constantemente a supremacia. Nem por um instante podemos estar desprevenidos.
"Não há um impulso de nossa natureza, nem uma faculdade do espírito ou inclinação do coração, que não necessite de achar-se a todo instante sob a direção do Espírito de Deus." - Patriarcas e Profetas, p. 441.
É por isso que o apóstolo Paulo morria diariamente. "Sua vontade e seus desejos lutavam cada dia com o dever e a vontade de Deus." - A Ciência do Bom Viver, p. 452. Em vez de seguir, porém, as inclinações de seu coração, ele fazia a vontade de Deus. Todos temos de empenhar-nos nesta batalha. Ninguém pode pelejar em nosso lugar. Satanás é um inimigo poderoso. Temos, porém, um General onipotente: o Príncipe Emanuel. Talvez percamos uma batalha, mas ganhamos a guerra. Esta é a promessa das grandiosas profecias apocalípticas. Na vida santificada experimentamos um estranho dualismo em nosso coração, porque o crente renascido possui duas naturezas. Com Paulo, exclama cada dia: "Desventurado homem que sou!" Mas simultaneamente, confessa com fé: "Graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor." Romanos 7:24 e 25.
   

A MENSAGEM DE TIAGO 2

Os que se entusiasmam com a justificação pela fé, mas afirmam que o slogan: "Sola fide" da Reforma, - "unicamente pela fé" -, denota uma fé no que é abstrato, uma fé por si mesma, não compreendem os reformadores nem o apóstolo Paulo. Deus nos deu a preciosa epístola de S. Tiago, o irmão de Jesus, para livrar-nos de uma interpretação unilateral da justificação pela fé.

"Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém vos disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? ... Assim também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. ... Não foi por obras que o nosso pai Abraão foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque? Veem como a fé operava juntamente com as suas obras? Com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou, e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus. Verificais que uma pessoa é justificada por obras, e não por fé somente. De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho? Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta". S. Tiago 2:14, 17 e 21-26.
A fé que não atua pelo amor é morta; é "nada" (I Coríntios 13:2). A fé que somente reconhece a verdade intelectualmente, é a que até os demónios têm, e não constitui uma boa recomendação.

Tiago se preocupa com a verdadeira natureza da fé: sua natureza religiosa - com uma fé que mantém viva ligação com Deus. A fé que não atua pelo amor não merece receber esse nome.
Se o nosso conceito da justificação pela fé, ou sola fide, não se harmoniza com S. Tiago 2:24, violamos as Escrituras!
Ellen White comenta o seguinte sobre S. Tiago 2: "A pretensa fé que não atua pelo amor e não purifica a alma, não justificará a pessoa alguma." - SDABC, vol. 7, p. 936.
"Para que o homem conserve essa justificação, tem de haver obediência contínua, mediante ativa e viva fé que opera por amor e purifica a alma." - Mensagens Escolhidas, Livro 1, p. 366.
"A fim de que o homem seja justificado pela fé, esta tem de chegar ao ponto em que controle as afeições e impulsos do coração; e é pela obediência que a própria fé se aperfeiçoa." - Ibidem.

Essa era também a convicção de Calvino. Este grande reformador escreveu em sua obra Institutes of the Christian Religion:
"Não imaginamos uma fé destituída de boas obras nem uma justificação que subsista sem elas. ... Por que, então, somos justificados pela fé? Porque pela fé nos apoderamos da justiça de Cristo, pela qual, unicamente, somos reconciliados com Deus. Mas não é possível apoderar-se dela sem apoderar-se ao mesmo tempo da santificação. Pois Ele, (Cristo), 'Se nos tornou ... sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção' (I Coríntios 1:30). Cristo não justifica, portanto, a pessoa alguma que ao mesmo tempo não seja santificada por Ele. Tais benefícios são ligados por um vínculo eterno e indissolúvel, de modo que Ele redime os que ilumina com Sua sabedoria; justifica os que são por Ele redimidos; e santifica aqueles a quem justifica." - Vol. III, p. 161.

   

A GLÓRIA CRESCENTE

Por que o semblante de tantos cristãos é destituído da glória de Deus, e porque eles levam uma vida tão infeliz, medíocre e inferior? É assim que tudo começou e terminará? Não!

Tudo findará como começou: em glória, em genuíno poder, glória e muito regozijo. Lemos em Apocalipse 18:1 que mais uma vez um poderoso anjo descerá do Céu à Terra para unir seu poder ao dos 3 Anjos de Apocalipse 14. A profecia descreve esse acontecimento dizendo que toda a Terra se iluminou com o seu esplendor!
Esse é o futuro da Mensagem do Advento! Marchamos para o esplendor! Como podemos apressar esse dia? O apóstolo Paulo nos mostrou o caminho em II Coríntios 3:18: "Todos nós, de rosto descoberto, somos um reflexo da glória do Senhor. Transformamo-nos assim numa imagem dEle, com um brilho cada vez maior, porque é o Espírito do Senhor que faz isto."

Paulo compara o glorioso semblante do Cristão com o rosto de Moisés, que resplandecia quando ele desceu do monte. Moisés não o soube por si mesmo, mas a glória desceu sobre ele por haver estado com o Senhor 40 dias e 40 noites. Vira a glória do Senhor, segundo o pedido que fizera a Deus: "Rogo-Te que me mostres a Tua glória." E Deus concedeu-lhe o que pedira de acordo com a sua fé. Quando os israelitas viram o deslumbrante fulgor de Deus no rosto de Moisés, "temeram chegar-se a ele." (Êxodo 34:30). Moisés não pôde compreender isso, pois viera trazer-lhes uma agradabilíssima nova...
Porque eles temeram essa glória de Deus ou de Moisés - a glória da graça divina? Porque ainda sentiam a culpa do pecado. E a culpa produz medo! Se estivessem em harmonia com Deus, o brilho no rosto de Moisés, "tê-los-ia enchido de alegria" (Patriarcas e Profetas, 339). "Na Tua presença há plenitude de alegria." Salmo 16:11. Eles pediram que Moisés colocasse um véu sobre o rosto! Que reação vergonhosa! O homem pecaminoso que transgride a lei de Deus quer permanecer inalterado...

Em Cristo tem aparecido maior glória do que a de Moisés e a da Lei de Deus. Temos contemplado Sua glória, declaram os apóstolos. Mas desejamos nós realmente ver a Jesus e contemplar-Lhe a glória? Semelhante santidade aterrorizará nosso coração pecaminoso...
Mas aqueles que dia a dia O contemplam persistentemente, sem encobrir as Escrituras, serão transformados à Sua semelhança!
E ao contrário da glória no rosto de Moisés, cujo esplendor diminuiu gradualmente, o Cristão que contempla diariamente a face de seu Mestre obterá Crescente Glória!

Isso é andar com Deus como Enoque com Ele andou. Essa é a experiência dos 144.000 de Apocalipse 14.

É  O  QUE  NECESSITAMOS  AGORA!


Texto de Hans K. LaRondelle, Professor de Teologia na Universidade Andrews in O Ministério Adventista, Março-Abril de 1978, Casa Publicadora Brasileira.

TEU SANTO NOME
Adoradores

Todo o ser que vive, Louve o nome do Senhor  - Sl 150. Toda a criatura se derrame aos Seus pés  - Sl 62:8.
Ao som da Sua voz, o Universo se desfaz  - Sl 29. Não há outro nome comparado ao Grande Eu Sou  - Êx 3:14, 1 Sam 2:2.


E mesmo sendo pó  - Sl 104:29, com tudo que há em mim, confessarei  - Fp 2:11:
Que céus e terra passarão  - Lc 21:33, mas o Teu nome é Eterno  - Sl 45:17.
Coro:
Todo o joelho dobrará ao ouvir Teu nome  - Rm 14:11, Teu Santo nome  - Sl 105:3.
Todo o ser confessará: Louvado seja o Teu nome  - Sl 34:1, Teu Santo nome!