quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A DIABETES  E  AS GORDURAS
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Imagens de Refeições Saudáveis

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Conhecemos dois tipos de diabetes. A diabetes denominada tipo 1 ou juvenil e a tipo 2 que ocorre na fase mais adulta. Trataremos inicialmente da diabetes tipo 2 ou do adulto.

Há alguma novidade nessa doença tão comum que mereça a nossa atenção? Sim. Muita. De certa forma, mudarão completamente a maneira de encarar e tratar a doença.
Mas como era considerada a diabetes até então?
Classicamente era definida como uma alteração do açúcar ou glicose no sangue. Em pessoas normais temos taxas de glicose, em jejum, que variam de 70 mg% a 110 mg% (ou 70 mg/dl a 110 mg/dl) no plasma sanguíneo. Numa pessoa diabética, a taxa estará sempre acima desses valores. Podemos encontrar valores de 150, 180, 200, 300 ou mais miligramas em cada 100 ml de plasma. Por outras palavras, há um excesso de glicose no sangue.
Ao mesmo tempo que a glicose se acumula no sangue, falta nas células e tecidos.
As células, que necessitam de glicose para produzir a sua energia, passam por racionamento. Essa incapacidade da glicose penetrar nas células e fornecer a energia necessária às atividades vitais, é atribuída à falta de insulina.
A função da insulina é 'abrir as portas das células' para a glicose entrar. Como falta insulina, as portas não são abertas, a glicose não entra no interior das células e a consequência disso é a sua acumulação no sangue. Ela fica congestionada no sangue e o seu excesso começa a ser eliminado pela urina. Daí o nome de diabetes-mellitus (urina doce).

Com base nesta análise, o tratamento que se faz para os doentes portadores de diabetes é restringir a quantidade de açúcar e de alimentos, que venham a ser transformados em glicose na digestão, e estimular o pâncreas a produzir mais insulina. Quando isso não resulta na diminuição do açúcar no sangue é aplicada uma dose de insulina através de uma ou mais injeções diárias debaixo da pele.
Quais são os sintomas de alguém com diabetes?
Como há muito açúcar no sangue, mas muito pouco à disposição das células, instala-se a falta de combustível. Falta energia. Assim está o doente: sem energia. Cansado. Desanimado. Não tem forças suficientes para as suas atividades normais. Além disso, como o excesso de glicose é eliminado pela urina, esta aumenta em quantidade. Pela perda de muito líquido pelos rins, desencadeia-se a sede e o doente bebe muita água.

Estudos recentes no campo da ciência médica têm mudado estes conceitos tradicionais. Em vez de aceitar essa explicação sobre a origem da doença, foram feitos vários estudos a nível de células individuais.

1 - A primeira verificação foi em relação à insulina. Por que ela estava faltando e quanto ela faltava? Para surpresa, verificaram que em vários casos de diabéticos, não havia, absolutamente, falta de insulina, pelo contrário, havia até insulina em maior quantidade no sangue do que em pessoas normais. "Como podia isso ser assim?" - perguntaram os cientistas. Sempre pensaram que a falta de insulina era a causa da diabetes. Agora verificavam que mesmo com insulina em quantidade normal, a doença já existia. Isso levou-os a procurar outras causas.

2 - Verificaram agora se o problema não estava com a própria célula. "Quem sabe, a célula que necessita de glicose não consegue abrir a porta para que a glicose entre".


Foram, pois, examinados os mecanismos de abertura dessas células para ver se tudo estava em ordem. Constataram que a entrada da glicose era possível. Os mecanismos de abertura estavam funcionando bem. "Por que então não entra glicose nas células? Há glicose à vontade, há insulina também à vontade, mas nada dentro das células e no entanto as portas funcionam. Porque as portas não se abrem?"

3 - Alguém teve a seguinte ideia: "Deve haver uma 'campainha' ou algo semelhante para chamar a célula e assim ser permitida a 'abertura da porta' para a entrada do açúcar". Sim. Essas campainhas, que os cientistas chamam de "receptores", foram então pesquisadas. E lá estavam. Então, essas campainhas ou não funcionavam bem, ou até já tinham desaparecido!!!

4 - Quem 'aperta' essas campainhas é a insulina. Mas, verificaram também que, embora a insulina apertasse as campainhas que ainda sobravam, elas nem sempre funcionavam. Elas estavam emperradas. Não sinalizavam para a célula a necessidade de permitir a entrada da glicose. Havia glicose, a insulina batia à porta da célula, mas esta não ouvia o sinal e a porta permanecia fechada.
Resultado: a glicose aumentava no sangue, as células reclamavam para o cérebro que faltava combustível, este dava ordem ao pâncreas para mandar mais insulina para abrir as células, mas nada.
Com o tempo, naturalmente, a própria insulina passava a escassear por exaustão do pâncreas. Então a diabetes complica-se mais e mais.

5 - Faltava agora descobrir porque é que a campainha da célula não funcionava mais. "Seria o próprio açúcar o culpado?" Chegaram à conclusão que não. O excesso de açúcar existia, porque não era devidamente utilizado. Caso as células admitissem a entrada, ele logo se normalizaria na corrente sanguínea.

6 - Chegaram, finalmente, ao segredo testando voluntários, com tipos diferentes de dieta:
a - A um grupo foi fornecida muita quantidade de açúcar para observar se o excesso seria eliminado na urina como no diabético. Somente depois de muitos dias o excesso de açúcar começou a ser eliminado com a urina.
b - Quando porém, alimentavam o mesmo grupo com grande quantidade de gordura, poucos dias depois, começavam a eliminar açúcar na urina.

Concluíram os cientistas: "O problema principal na origem da diabetes é o excesso de gordura. A gordura emperra a 'campainha' da porta impedindo a entrada do açúcar na célula. Como consequência, acumula-se o açúcar no sangue e o excesso é eliminado pela urina.



Conclusão: O cuidado e o tratamento devem ser dirigidos contra a gordura e não tanto contra o açúcar. Logicamente, excesso de açúcar na dieta de um doente não fará nenhum bem. Mas a sua restrição não será, igualmente, tão benéfica quanto a restrição nas gorduras. E é fundamental ser restaurado o funcionamento normal desses receptores, a fim de permitir a plena entrada da glicose e posterior aproveitamento pelas células.
Nos diabéticos muitos desses receptores já não existem mais. Podem porém, novamente, ser formados e funcionarem sem problema. Sim, desde que se omita da alimentação as gorduras, principalmente as de origem animal. A retirada de gordura da alimentação facilita essa função da célula.
Ao mesmo tempo o diabético deve fazer mais exercício. O exercício aumenta a necessidade de energia que as células devem produzir a partir da glicose. Essa necessidade estimula os genes celulares a produzir novas campainhas e estas, livres da gordura, passam a funcionar perfeitamente, permitindo à insulina o seu trabalho de apertá-las e franquear a entrada de açúcar nas células.
Assim, a saúde e energia da célula pode ser restabelecida: com alimentos sem gorduras e exercício físico. Não há necessidade de excesso de cuidados em relação aos hidratos de carbono (açúcares) que devem ser de origens integrais, pois os integrais favorecem uma digestão mais adequada para o seu aproveitamemo pelas células.
Repetindo: frutas, verduras, cereais integrais associados a exercício adequado, farão muito na recuperação de um diabético.

Há um conceito muito divulgado de que a diabetes é uma doença com tendência genética, ou seja, a diabetes torna-se tal, quando existem determinados genes que facilitam o aparecimento da doença. Chama-se isto de predisposição herdada dos pais. É uma verdade parcial.
Uma pessoa que desenvolve diabetes, altera o seu próprio código genético. Os genes responsáveis pela produção das 'campainhas' degenera-se e não a produz mais ou diminui a sua produção.
Esse gene assim alterado pode ser transmitido para os seus filhos. Se os filhos, por sua vez, escolherem seguir o estilo errado dos seus pais, certamente desenvolverão diabetes e, às vezes, cedo na vida.
Se, porém, exercerem cuidados, não comendo gordura, exercitando-se corretamente, usando alimentos integrais, poderão evitar ser diabéticos e levarão uma vida normal apesar da pré-disposição existente nos seus genes.
Os seus genes serão estimulados a funcionar melhor e haverá também uma regeneração dos mesmos e os filhos dos filhos, por sua vez, terão o privilégio de receberem genes herdados em melhores condições.

A Responsabilidade do Surgimento da Doença - A DIABETES - é Exclusiva do Estilo de Vida.
As Alterações São Consequências Desse Errado Modo de Vida.
Os coreanos, antes de experimentarem a 'visita' da prosperidade ocidental, trabalhavam duro e comiam alimentos simples, com pouca gordura. Não havia muitos casos de diabetes entre eles. À medida, porém, que as condições sociais foram mudando, a alimentação começou a tornar-se refinada e mais rica em gordura. Em vez de andarem a pé, chegaram os automóveis. De modo paralelo começou a aparecer mais e mais diabéticos. As modificações genéticas começaram a ocorrer e os filhos dos coreanos já nascem com mais tendência a contrair a doença. Se essa geração for mais sábia do que a anterior, dentro de duas ou três gerações, desaparecerá novamente qualquer tendência para a doença.
Isso tinha Deus em mente quando disse no livro de Êxodo: "Castigo a maldade daqueles que Me ofendem até à terceira ou quarta geração dos seus descendentes." Significa que ao mudar a conduta, e conformar-se com o caminho que o Senhor aponta, em 3 ou 4 gerações, serão corrigidos os males que os antepassados legaram. Haveria algum tratamento tão eficiente que cure, não somente a geração atual, mas até à terceira e quarta gerações? Os caminhos do Senhor são seguramente os melhores para qualquer tipo de doença.
"Se atento ouvirdes a Minha voz, e obedecerdes aos Meus estatutos, e guardares as Minhas leis, então não colocarei sobre vós nenhuma enfermidade ... pois Eu sou o Senhor que te sara". Êxodo 15:26.



DIABETES 1 - MISSÃO POSSÍVEL?

Já nos referimos à diabetes tipo 2. A diabetes tipo 2 abrange 90% dos diabéticos. Somente 10% pertencem à diabetes tipo 1. A tipo 2 é um problema relacionado com as células, que não têm mais quantidade suficiente de receptores de insulina, para permitir a entrada de glicose para dentro das células. O pâncreas está bem. Somente após muito tempo, o pâncreas diminui a produção de insulina.

Com a diabetes tipo 1, o problema é outro. Segundo estudos feitos sobre a doença, a diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. O que vem a ser este tipo de patologia?
O corpo é invadido por elementos estranhos, um vírus. Acredita-se que o vírus que afeta o pâncreas é o coxsackie B. Ele penetra no organismo e por qualquer razão não é reconhecido ou combatido pelo sistema imunológico do indivíduo. Os vírus não se alojam em qualquer lugar. Eles necessitam de um local específico para viver e se reproduzir. Esse local eles encontram no interior das células. No caso da diabetes, no interior de determinadas células do pâncreas. As chamadas células Beta.

Uma vez lá instalados, começam a multiplicar-se de forma rápida. Antes ainda de serem reconhecidos pelo organismo, assaltam a maioria das células Beta, produtoras de insulina. Depois, alguns vírus saem das células e andam pela corrente sanguínea. As células do sistema imunológico (que deveriam ter tomado conhecimento há muito tempo, da presença desses intrusos), reconhecem-nos e alarmam-se! "Que fazem aqui esses indivíduos? Temos que destruí-los!"

Então essas células - os linfócitos T - convocam todas as defesas para o local onde se encontram aquartelados os vírus e preparam um ataque mortal contra os intrusos coxsackies B. Infelizmente, porém, esses sistemas de defesa não estão a funcionar bem. Primeiramente foram muito permissivos. Não vigiaram o quanto deveriam ter feito. Agora, tentando corrigir a falha, cometem um segundo erro (em vez de combaterem somente o inimigo intruso), atacam o próprio organismo. Muitas células são destruídas em virtude desse ataque devastador. Agem como se para eliminar ladrões de uma cidade, os policiais fossem eliminando juntamente muitos dos seus habitantes.

Atualmente acredita-se que esse desvio das funções normais do sistema imunológico é devido a um gene que não comanda corretamente a ação das células T. Ele tanto é falho na detecção do invasor, como erra na correção do problema.
Até que ponto, porém, as células produtoras de insulina são afetadas ou mesmo eliminadas? Cerca de 90% das células podem ser afetadas até que o pâncreas dê sinal de ser incapaz para controlar o açúcar. Mas há evidências de que nem todas as células são danificadas pelo erro tático das células T.

Agora é necessário encontrar o modo correto para enfrentar o problema. Dirigir a atenção e o ataque contra o vírus não é a solução. A maioria pensa que uma vez identificado um vírus, deve-se apontar toda a artilharia sobre esse único ser microscópico.
Mas a única esperança é devolver, se possível, aos linfócitos T, as suas funções normais. O problema está certamente no gene. Esse gene alterou-se, provavelmente, pelo estilo de vida que os seus pais ou os seus ancestrais levaram.

Agora, o que tem feito a medicina tradicional para tratar esta doença?
A ideia que ocorreu aos cientistas foi a seguinte: se o problema está na atividade excessiva do sistema imunológico, convém conter o seu ímpeto. Enfraquecer as células do sistema imunológico! As substâncias usadas para esse fim são os agentes imunossupressores. Cortisona, seria uma dessas substâncias. A cortisona não é benéfica para os diabéticos em geral, mas nesse caso em particular, tipo I, parece ter alguma eficácia. Só que isso não significa absolutamente a cura. É apenas uma tentativa de controlar a doença.


"Qual seria o caminho alternativo para resolver o problema?" Se pudéssemos regularizar as funções dos linfócitos T, não teríamos certamente essa aberração de funcionamento do sistema imunológico. Como moderar os linfócitos T? Ou o sistema imunológico?
"Se atento ouvirdes a Minha voz, e obedecerdes aos Meus estatutos, e guardares as Minhas leis, então não colocarei sobre vós nenhuma enfermidade ... pois Eu sou o Senhor que te sara".


Um dos principais obstáculos ao fortalecimento das células é o estado de espírito do doente. Como noutras ocasiões e noutras doenças, a ciência médica baseia-se, primeiramente, em dados estatísticos.
Quando estes concluem, pela incurabilidade de uma doença, isso é levado ao conhecimento do doente. Ele perde imediatamente o que seria o maior aliado ao fortalecimento das suas defesas - a esperança. Quando a esperança o abandona, torna-se extremamente difícil a produção de qualquer endorfina para fortalecer as células T. Com células T fortalecidas, a eliminação dos vírus coxsackie B poderia ser esperada sem a destruição de mais células do próprio corpo.

Outra vez experiências com ratos foram feitas, que mostram esse fato. Dois ratos foram colocados nas mãos de uma pessoa. Um à direita, outro à esquerda.
O rato da mão esquerda após algum tempo de permanência quieta, começou a lutar para ver se podia livrar-se da prisão. Lutava, mas não encontrava possibilidade nenhuma para libertar-se.
O rato da mão direita também lutava durante o mesmo tempo. De repente, sem que ele estivesse lutando, era-lhe concedida liberdade. Assim se repetiu a experiência diversas vezes com o mesmo comportamento para cada rato.
Após algum tempo foram feitas comparações entre os dois ratos.
O da mão esquerda foi solto dentro da água e praticamente não reagiu. Deixou-se afundar. Como tentara lutar sem obter sucesso, desistiu finalmente de fazer qualquer esforço pela vida, chegando à conclusão que nada mais valia a pena.
Por outro lado, o que ganhou misericórdia, imerecida, pois não a recebia devido ao seu esforço, conseguiu desenvolver a esperança de melhor sorte. Quando foi solto dentro de um tanque com água estava pronto para lutar pela vida.

A esperança fez a diferença. Todos precisam de esperança para prosseguir na luta pela vida e saúde. Por isso, quando estigmatizamos o doente com o rótulo da incurabilidade, efetivamente estamos contribuindo, em muito, para tornar o caso realmente incurável. Quem aceita tal opinião raciocina com a seguinte lógica: se não há esperanças de cura, é inútil qualquer iniciativa. E passa a ser vítima da lógica...

A esperança, porém, pode ser exercitada. Deus colocou no nosso organismo suficientes provas da Sua misericórdia. Mesmo que tenhamos feito mal ao organismo na nossa vida ou soframos consequências de erros dos nossos antepassados, há sempre uma tendência natural para células e orgãos danificados, se regenerarem. Observemos o fato, num simples corte da pele. Após alguns dias restará apenas uma pequena cicatriz. A pele foi reparada. E o que fizemos de especial para que houvesse essa cicatrização? Nada. Apenas cuidámos para não danificar mais ainda a ferida. O reparo foi feito imperceptivelmente dia e noite. Como? Pela ação da força natural que Deus coloca em cada organismo. A mesma força atua em qualquer outro órgão.

Já vimos anteriormente que suprimindo a ação desordenada do sistema imunológico através de substâncias tipo cortisona ou ciclosporina, podemos ver alguma melhoria nos diabéticos juvenis. Porquê? Suprimindo a ação das células T, elas não atacam mais as células produtoras de insulina do pâncreas, e estas livres do ataque, regeneram e passam a produzir mais insulina e o paciente melhora. Portanto, há a possibilidade de regeneração! Isso deve despertar esperanças ao doente. Em vez, porém, de centralizar esta esperança apenas na ação dos medicamentos, focalizemo-la na mudança do estilo de vida. Os supressores do sistema imunológico provocam muitos efeitos danosos noutras partes do organismo e a longo prazo não funcionam.

A verdadeira esperança que traz a possibilidade de cura baseia-se nos caminhos e nas leis da vida que Deus nos aponta. Leis simples que ninguém precisa de errar.
A ausência de perspectiva que geralmente se abate sobre todo o doente que contrai diabetes juvenil, é o principal fator inibidor do organismo na direção da cura. Não vale a pena consultar estatísticas. O organismo tende naturalmente em direção à saúde se não o atrapalharmos com os nossos erros dietéticos: alimentos refinados, gorduras, estimulantes, falta de exercício e acima de tudo falta de esperança.

Dê uma chance ao seu sistema imunológico e ele saberá distinguir entre o que deve fazer e o que não deve, e assim, a regeneração das células do pâncreas poderá ser uma missão possível.



Dr. Sang Lee, médico especialista em Imunologia, Alergologia e Medicina Interna in Liberte-se, 1991. Médico co-fundador do NEWSTART Lifestyle Program - Instituto Weimar, EUA (Links 4LS).
(Pode ler mais em Leituras para a Vida e Meditação para a Saúde, 11.02.2012).

sábado, 19 de outubro de 2013

"TODA LA ESCRITURA"      "ESTÁ ESCRITO"      "SOLO LA ESCRITURA"



«A Escritura Sagrada aponta Deus como seu autor, no entanto, foi escrita por mãos humanas, e no variado estilo dos seus diferentes livros apresenta as características dos diversos escritores. As verdades reveladas são todas dadas por inspiração de Deus (II Timóteo 3:16), acham-se, porém, expressas em palavras de homens. O Ser infinito, por meio do Seu Santo Espírito, derramou luz no entendimento e coração dos Seus servos. Deu sonhos e visões, símbolos e figuras. E aqueles a quem a verdade foi assim revelada concretizaram os pensamentos em linguagem humana.
Os Dez Mandamentos foram pronunciados pelo próprio Deus, e pela Sua própria mão foram escritos.
São de redação divina e não humana.

Mas a Escritura Sagrada, com suas divinas verdades, expressas em linguagem de homens, apresenta uma união do divino com o humano. União semelhante existiu na natureza de Cristo, que era o Filho de Deus e Filho do homem. Assim, é verdade com relação à Escritura, como o foi em relação a Cristo,
que "o Verbo Se fez carne e habitou entre nós". S. João 1:14.
Na Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário para a salvação. As Sagradas Escrituras devem ser aceites como autorizada e infalível revelação da Sua vontade. Elas são a norma do carácter, o revelador das doutrinas, a pedra-de-toque da experiência religiosa.» E. W.

PARA QUE SERVE A BÍBLIA

Platão, o célebre filósofo grego, disse certa vez que há 3 fontes válidas de conhecimento.
1. Os 5 sentidos - tacto, paladar, olfacto, audição e visão - que o homem compartilha com o reino animal.
2. A razão - que distingue o homem dos animais inferiores.
3. À terceira fonte Platão deu o nome de "Divina Loucura" - referindo-se assim ao mundo espiritual da comunicação sobrenatural.
Mais tarde Aristóteles, discípulo de Platão, eliminou a 3ª fonte - aquela faculdade inteiramente intuitiva pela qual o homem recebe ou obtém a percepção divina. Aristóteles afirmou que o conhecimento se obtém apenas pela utilização dos 5 sentidos e da razão.
O mundo ocidental foi profundamente influenciado pelos ensinamentos de Aristóteles. Em culturas orientais e em culturas primitivas, no entanto, a referência ao mundo espiritual - o mundo dos sonhos, visões e comunicação sobrenatural - é comum em todos os níveis.

Embora Aristóteles viesse certamente a rejeitar a Bíblia como fonte de conhecimento (se a tivesse conhecido), Jesus nunca hesitou em aceitá-la e afirmar que era a maneira principal pela qual Deus se revela à humanidade.
Agora, dois mil anos passados, cada vez mais pessoas se apercebem de que Jesus tinha razão. Voltaire, o famoso pensador francês, ateu declarado (seguidor de Aristóteles), morreu em 1778. Antes de morrer, Voltaire afirmou que a Bíblia e a fé cristã não teriam qualquer aceitação daí a 100 anos. No centésimo aniversário dessa afirmação, a Sociedade Bíblica de Genebra comprou a editora e a casa que tinham pertencido a Voltaire e começou, nesse preciso local, a imprimir a Bíblia.
Duzentos e seis anos depois de Voltaire, o presidente dos Estados Unidos viria a declarar o ano de 1983 "O Ano da Bíblia". O que teria levado o presidente da nação mais poderosa da Terra a proclamar a Bíblia como a principal fonte do conhecimento humano?
Milhões de pessoas ainda procuram uma fonte fidedigna de autoridade. Descobriram que não podem confiar em tratados entre nações, nem nas declarações dos cientistas. Mesmo os grandes líderes religiosos estão frequentemente errados. A Bíblia - a Palavra de Deus - é a única autoridade definitiva que possuímos. Comprovada ao longo de séculos, a Bíblia derrama luz sobre a natureza humana, sobre os problemas da humanidade e o sofrimento que aflige o homem. Além disso, ela revela claramente o caminho para Deus. A Bíblia é Deus a revelar-Se à humanidade.

Billy Graham tem razão ao afirmar, em relação à Bíblia:
"A Bíblia é um livro antigo e, no entanto, é sempre nova. É o livro mais moderno do mundo. Existe, em geral, uma ideia errada de que um livro tão antigo como a Bíblia não pode falar às necessidades do homem moderno. Por alguma razão os homens pensam que, numa era de realizações científicas, em que o conhecimento alcançado em 25 anos é superior ao que se alcançou ao longo de todos os séculos da história da Humanidade, este Livro tão antigo tem que estar desactualizado e ultrapassado. No entanto, para todos os que a leem e a amam, a Bíblia é extremamente relevante para a nossa geração.
É nas Escrituras Sagradas que encontramos as respostas para as perguntas fundamentais da vida: De onde vim eu? Porque estou aqui? Para onde vou? Qual é o propósito da minha existência?"
A palavra "bíblia" vem da palavra grega "biblos" que significa "livro". A Bíblia, porém, é mais do que um livro - ou uma colecção de livros. É a revelação escrita, que Deus nos deixou, da Sua vontade em relação ao homem e ao universo. Por detrás e por baixo, por cima e além desse Livro, está o Deus desse Livro, pois a Bíblia inteira fala sobre Deus - em especial sobre o Filho de Deus, Jesus Cristo.

MAIS DO QUE UM LIVRO

A Bíblia contém 66 livros, escritos por cerca de 40 autores, num período de composição que abrange, mais ou menos, 1.600 anos. Os seus autores são dos mais variados níveis sociais e culturais e neles se incluem reis, camponeses, profetas, poetas, pescadores, homens de estado, eruditos, um homem de negócios, um médico e um missionário. A Bíblia está dividida em duas partes principais, sendo o factor dessa divisão o nascimento de Jesus Cristo.

À primeira parte chama-se Antigo Testamento. Esta parte foi escrita quase totalmente em hebraico (à excepção de umas quantas passagens em aramaico) e foi completada cerca de 400 anos antes do nascimento de Cristo. A segunda parte, chamada Novo Testamento, foi escrita em grego. As bíblias que temos na nossa língua foram, na sua maioria, traduzidas directamente das línguas originais.
A palavra "testamento" significa, no original, "aliança" ou "pacto". O Antigo Testamento é a história das alianças feitas por Deus com o homem - e aponta para a vinda do Messias, o Filho de Deus, Jesus. O Novo Testamento é a história do cumprimento das alianças através da pessoa de Jesus.


QUEM É O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA?

Na linguagem de sinais utilizada pelos surdos-mudos, o sinal que significa a palavra Jesus faz-se apontando para as palmas das duas mãos com o dedo indicador da mão oposta. O gesto simboliza as marcas dos cravos (pregos) nas mãos de Jesus.
O sinal que significa Bíblia faz-se apontando com um indicador de cada vez para as palmas das mãos e abrindo, depois, as palmas das mãos como se fossem a capa de um livro. Por outras palavras, a Bíblia é um livro sobre Jesus Cristo.
Há muitos anos atrás, eu fiz uma viagem a Hong-Kong e dei um passeio num daqueles 'hovercrafts' até à pequena colónia portuguesa de Macau. Ali, numa colina que domina o porto, os portugueses construíram, há quase cinco séculos, uma imponente catedral. Alguns séculos depois, um tufão foi mais forte do que o trabalho humano e o enorme edifício de pedra ruiu. A parede frontal da antiga catedral, no entanto, resistiu e ainda hoje se mantém de pé, com os largos degraus que conduzem a uma rua calcetada com paralelipípedos que circunda o porto. No alto daquela parede, desafiando os elementos através dos séculos, está uma enorme cruz de bronze.
Em 1825, um navegador inglês, Sir John Bowering, entrou com o seu navio no porto de Hong-Kong e vislumbrou aquela grande cruz, erguendo-se, majestosa, por cima das ruínas da catedral. Sir John ficou profundamente emocionado. Voltou ao seu camarote no navio, pegou numa pena e escreveu no seu diário de bordo:

Na cruz de Cristo eis minha glória,
vencedora do tempo e da ruína;
toda a luz da sagrada história
nela se vê, santa e divina.


A mensagem central da Bíblia é a cruz de Jesus Cristo. Cada livro da Bíblia ou aponta para o futuro, indicando a vinda de Jesus, ou aponta em retrospectiva para a Sua obra redentora no Calvário.
Há uma história maravilhosa no Evangelho de Lucas sobre um incidente acontecido quarenta dias depois do nascimento de Jesus. A mãe de Jesus, Maria, e José tinham levado o bebé ao templo para oferecerem os sacrifícios de purificação e consagração exigidos pela Lei de Moisés. Quando entraram no templo, foram vistos por um velho rabi, um homem muito piedoso chamado Simeão, que passara toda a sua vida a estudar os livros sagrados dos judeus, o Antigo Testamento. Ao ler estes livros (que eram a sua Bíblia) convencera-se que a mensagem central do Antigo Testamento era a vinda do Messias - o Filho de Deus. Na verdade, o Espírito Santo assegurara-lhe que ele não morreria antes de ver o Salvador com os seus próprios olhos.
Naquele dia, quando José e Maria entraram no átrio do templo com o seu bebé, um fogo acendeu-se no coração do velho Simeão. Dirigiu-se ao casal, ofegante e com lágrimas nos olhos, e pediu a Maria para pegar, por um bocadinho, no menino. Tomando a criança nos braços, contemplou o rosto de Jesus. Depois, erguendo os olhos ao céu, orou:
"Agora, Senhor, já podes deixar-me morrer em paz, pois cumpriste a Tua palavra! Já vi com os meus olhos o Salvador que enviaste para todos os povos. Ele é a luz que iluminará os pagãos e glória de Israel, teu povo." (Lucas 2:29-32).
Então Simeão disse uma coisa muito significativa: "Este menino é para muitos em Israel motivo de ruína ou salvação. Ele é sinal de divisão entre os homens, para revelar os pensamentos escondidos de muitos..." Depois, fixando o olhar nos olhos doces da jovem mãe, o velho Simeão disse: "Uma grande dor, como golpe de espada, trespassará a tua alma."

Simeão referia-se às profecias messiânicas que lera durante muitos anos no Antigo Testamento - as profecias que anunciavam a vinda do Filho de Deus. Referia-se, em particular, a uma profecia de Génesis na qual Deus dissera à serpente, Satanás, ainda no Paraíso: "Farei com que tu e a mulher sejam inimigas, bem como a tua descendência e a descendência dela. A descendência da mulher há-de atingir-te a cabeça e tu procurarás atingir-lhe o calcanhar." (Génesis 3:15). Fez, ainda, referência a uma profecia de Isaías, proferida cerca de 700 anos antes do nascimento de Cristo: "... Eu quero que sejas a luz das nações, para que a Minha salvação chegue aos confins da terra." (Isaías 49:6).

O SONHO DE DEUS

Desde o princípio, Deus tinha um sonho. O Seu sonho era restaurar o homem a um relacionamento perfeito com Ele, o seu Criador. Jesus foi a resposta a esse sonho. Todos os homens piedosos que, ao longo dos séculos, escreveram a Bíblia, registaram vislumbres desse sonho e incluíram-nos nos seus escritos. Por isso, em toda a Bíblia - desde a Criação até ao nascimento de Jesus - deparamos com referências a esse sonho messiânico por parte de todos os autores bíblicos.

Jesus é, então, o TEMA CENTRAL da Bíblia.

Abraão viu o Seu reflexo em Melquizedeque, Rei de Salém ou Rei da Paz.
Jacob chamou-Lhe Silo, o Enviado.
Para Moisés Ele foi o Cordeiro da Páscoa, Aquele que seria levantado.
Para Josué Ele foi o Capitão da nossa salvação.
Rute viu-O como o Parente Resgatador.
Samuel retratou-O como nosso Rei.
David chamou-Lhe Leão de Judá e Bom Pastor.
Para Salomão Ele é o Amado.
Esdras e Neemias viram-n'O como o Restaurador.
Para Ester Ele é o nosso Advogado.
Job disse que Ele era o seu Redentor.
Isaías descreveu-O como o Servo Sofredor.
Jeremias viu-O como o Grande Oleiro.
Ezequiel chamou-Lhe Filho do homem.
Daniel chamou-Lhe Príncipe e Pedra.
Oseias comparou-O a um Marido restaurando a sua esposa caída.
Para Joel Ele era o Restaurador.
Amós viu-O como Lavrador Celestial.
Para Obadias Ele era o Salvador.
Jonas retratou-O como a Ressurreição e a Vida.
Miqueias chamou-Lhe Testemunha.
Para Naum Ele era Fortaleza no dia da angústia.
Habacuc chamou-Lhe Deus da minha Salvação.
Para Sofonias Ele era o Senhor Zeloso.
Ageu disse que Ele era o Desejado das Nações.
Zacarias denominou-O Renovação da Justiça.
Malaquias chamou-Lhe Sol da Justiça.
João Baptista, por fim, proclamou: "Eis o Cordeiro de Deus
que tira os pecados do mundo."


À medida que se vai lendo o Antigo Testamento, paira no horizonte da história uma Pessoa, através da qual Deus irá estabelecer o Seu reino sobre a terra: Jesus Cristo.

Miqueias anunciou que Ele nasceria em Belém.
Isaías disse que Ele nasceria de uma virgem e se chamaria Emanuel.
David e Isaías predisseram a Sua morte. Job e David profetizaram a Sua ressurreição.
Outros anunciaram que Ele seria precedido por um profeta de hábitos estranhos como Elias.
Predisseram que Ele faria milagres, falaria por parábolas, seria rejeitado pelos líderes, seria um pastor ferido, um varão de dores, que entraria em Jerusalém montado num burrinho, seria traído por um amigo por 30 moedas de prata e seria levado como uma ovelha para o matadouro.

Profetizaram que Ele seria morto na companhia de criminosos, que as Suas mãos e os Seus pés seriam perfurados mas nenhum dos Seus ossos seria quebrado, que sobre as Suas vestes se lançariam sortes, que ficaria no túmulo de um rico durante três dias, ressuscitaria dos mortos e subiria aos céus para se sentar à direita de Deus.

David, Isaías, Jeremias e Daniel anunciaram, com séculos de antecedência, que o Messias ofereceria ao Seu povo uma Nova Aliança.
Predisseram que Ele enviaria o Espírito Santo, que o Seu Reino incluiria os gentios e que seria Universal e Eterno.

Tudo isto foi escrito centenas de anos antes do nascimento de Cristo. E quando Ele nasceu, os anjos apareceram aos pastores nas colinas de Belém, anunciando novas de grande alegria.


O MILAGRE DA COMPOSIÇÃO
Vamos supor que um homem de cada nação da terra recebia a missão de esculpir, ao longo da sua vida, um pequeno pedaço de mármore. Um dia, todos esses homens, ignorando que os outros também estavam a esculpir um pedaço de mármore, iriam reunir-se numa pequena vila nas colinas a sul de Jerusalém - cada qual com o seu pequeno pedaço de mármore. O homem que esculpira o que parecia ser o dedo grande do pé esquerdo colocaria o seu pequeno pedaço de mármore no chão. A seguir, o que esculpira um pé esquerdo sem dedos nem calcanhar viria e juntaria o seu pedaço de mármore ao dedo grande do pé esquerdo - e os dois pedaços ajustar-se-iam perfeitamente.
Seriam depois acrescentados os outros dedos, cada um do tamanho e formato certos. Depois viria o escultor do calcanhar, e assim por diante, tornozelos, canelas, joelhos, coxas - cada pedaço ajustando-se tão perfeitamente ao anterior que nem as emendas se notassem - até que toda a estátua estivesse montada, perfeita nos mínimos pormenores.
Como seria possível explicar tal estátua, a menos que houvesse alguém que a tivesse projectado e tivesse dado, antecipadamente, a cada um destes homens as instruções exactas relativas ao pedaço de mármore que iria esculpir?
Não foi por acaso que os anjos cantaram "boas novas de grande alegria". O Milagre dos Séculos. Aquele de Quem toda a Bíblia fala nascera em Belém! A Sua vinda e a Sua vida, profetizadas com séculos de antecedência, são um milagre ainda maior do que o seria uma estátua construída daquela estranha forma.

Lembre-se, a Palavra de Deus é o alicerce de todo o nosso conhecimento de Deus - e do Seu plano para a humanidade. Ela conta-nos a origem do pecado e como a maldição que resultou dele separou o homem de Deus. A Bíblia contém a Lei dada por Deus a Moisés no Monte Sinai, mas mostra-nos também como foi impossível a Lei trazer ao homem a salvação de que ele necessitava. Assim, descobrimos nas páginas da Bíblia que o objectivo principal de Deus era preparar o caminho para a Vinda do Redentor do Mundo, Jesus Cristo.


Embora a Bíblia seja uma verdadeira biblioteca, é também "O Livro". É uma história, uma história grandiosa, uma história de amor, do amor de Deus pela humanidade e do custo que Ele se dispôs a pagar para nos trazer a um relacionamento perfeito com Ele. Embora seja divina, a Bíblia é também humana. As palavras tiveram origem em Deus, mas a sua expressão é humana.
É por isso que a Bíblia é um livro diferente de todos os outros. O Livro é uma revelação divina, uma revelação progressiva, uma revelação de Deus ao homem, comunicada por homens, que se estende, perfeita, desde o seu glorioso princípio ao seu majestoso final, da Criação à Restauração do Universo. Por detrás de cada grande acontecimento encontra-se Deus, o Autor da História, o Criador das eras. As capas desse livro tão especial são a Eternidade passada e a Eternidade futura, e o seu conteúdo é o Tempo. Você pode estudar os mais pequenos detalhes em qualquer parte da Bíblia e perceberá que, ao longo dos séculos, houve um grande propósito - o eterno desígnio do nosso Grande Deus, de redimir um mundo despedaçado e dar a cada um de nós - a si e a mim - força para viver.

O Antigo Testamento é o relato de como Deus se relacionou com uma nação - os israelitas. O Novo Testamento é o relato do relacionamento de Deus com um Homem - o Seu Filho. A nação teve como propósito trazer ao mundo o Homem.
Deus fez-Se homem na pessoa do Seu Filho para que pudéssemos saber como Deus é. Se você quer saber Quem é Deus, olhe para Jesus, pois Ele é a perfeita revelação de Deus. O Seu aparecimento na Terra é, até hoje, o acontecimento central de toda a História. Até mesmo os nossos calendários se guiam por este facto. O Antigo Testamento preparou o cenário. O Novo Testamento é o relato do grandioso acontecimento.
E que peça maravilhosa! Deus é o seu autor. Jesus Cristo é o personagem central. O Espírito Santo é Quem transmite a força a cada personagem - incluindo o próprio Filho de Deus.
Jesus foi o Homem perfeito. Ele era bom, manso, gentil, paciente e cheio de amor. Fez milagres para alimentar famintos, curar doentes e ressuscitar mortos. Multidões vinham até Ele e Ele ensinava-lhes coisas sobre o reino de Deus. Ameaçava os religiosos do Seu tempo - acusando-os de hipocrisia e de ganância - e eles acabaram por O matar. Mas mesmo este acontecimento já fora predito. Era necessário, pois Jesus iria ser o perfeito sacrifício pelos nossos pecados. Substituindo-nos com o sacrifício da Sua morte, Jesus abriu caminho para que a humanidade pudesse, de novo, desfrutar da comunhão com o Pai.

Depois realizou o maior dos milagres - Jesus ressuscitou dos mortos!
HOJE, ELE VIVE!
Ele não é apenas uma figura histórica mas sim uma Pessoa viva.
O Facto Mais Importante da História e a Mais Poderosa Força do Mundo.

Os Seus amigos e seguidores queriam que Ele permanecesse na terra depois da Sua ressurreição mas Ele afirmou que tinha que partir. Tinha que partir para poder enviar o Seu Espírito Santo. Esse Espírito, disse Ele, o mesmo Espírito que lhe dera o poder de ressurgir dos mortos, viria e encheria cada crente a partir de então - dando-lhe força para viver.

Há já muitos anos, visitei uma jovem que tinha feito parte da quadrilha de Charles Manson, famosa por ter assassinado barbaramente várias pessoas em casa da actriz Sharon Tate, na Califórnia. Esta jovem fora condenada por homicídio voluntário de primeiro grau, e condenada à morte na câmara de gás. Pouco antes da sua execução, a pena foi comutada para prisão perpétua. No período entre a condenação e a execução (que acabou por não acontecer) ela recebeu o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador. Depois disso, ela conduziu outras reclusas da prisão onde estava a uma experiência pessoal de salvação pela fé em Jesus Cristo.
Quando eu soube disto, pedi e obtive permissão para a visitar no Presídio Feminino da Califórnia. Durante essas visitas tornamo-nos bons amigos, pois ela, realmente, "nascera de novo" e era uma filha de Deus.
Numa dessas visitas, ela contou-me como tinha recebido Cristo. Na primeira semana depois de chegar à prisão recebeu uma Bíblia pelo correio. Atirou-a para um canto da cela e durante mais de um ano não lhe tocou. Mas sem que ela soubesse havia um grande número de pessoas a fazer oração em seu favor. Recebia um grande número de cartas de pessoas que ela não conhecia e que lhe falavam do amor perdoador de Deus.
Um dia tirou a Bíblia da pequena estante que tinha na cela, limpou o pó acumulado e começou a ler. Sem saber quase nada sobre a Bíblia (embora tivesse frequentado, na infância, uma igreja), começou a ler - começando na primeira página.
Era uma leitura meio indigesta, mas ela estava determinada a descobrir para que servia a Bíblia. Quando chegou ao livro do Êxodo e leu a história dos israelitas, ficou furiosa. Era uma história sobre o amor e a provisão de Deus em favor do Seu povo. Ele tinha libertado os israelitas do cativeiro no Egipto, abrira o mar para que pudessem passar, protegera-os do mal, tirara água das rochas e alimentara-os todas as manhãs com maná. Porque é que um povo tão amado por Deus como os israelitas rejeitaria tal amor e reagiria de maneira tão egoísta?
Continuou a ler até chegar aos Salmos - canções de amor e de dedicação a Deus, escritas por David. Várias vezes teve que interromper a leitura porque os olhos se enchiam de lágrimas.
Desde a infância, a única emoção que tinha conhecido e experimentado fora o ódio. Por isso se juntara à quadrilha de Manson e participara em todos aqueles homicídios bárbaros. Agora lia sobre um Pai Celestial, amoroso e cuidadoso. Ela nunca imaginara que tal amor existisse.
Os escritos dos profetas falavam de um Salvador, Alguém que viria para lhe tirar os pecados e lhe dar força para viver. Não diziam, porém, como O encontrar - apenas que Ele estava para vir.
Nos Evangelhos leu a história da vida de Jesus. Ele era tudo que ela imaginara que Ele fosse - amoroso, manso, bondoso e também um homem recto e justo. Ele era tudo aquilo por que ela ansiara a vida inteira. Lendo o livro dos Actos, ela tomou conhecimento da vida dos primeiros cristãos, cheios do Espírito Santo, que correram mundo realizando os mesmos milagres que Jesus tinha realizado. E desejou ter, na sua vida, aquela mesma força. Mas não foi senão quando já estava a ler o último livro da Bíblia que descobriu como poderia ser perdoada e receber força para viver.
Ao ler o livro do Apocalipse, defrontou-se com as palavras de Jesus numa exortação que ela sentiu que vinha directamente de Deus para ela: "Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sejam, portanto, aplicados e arrependam-se!" (Apocalipse 3:19)
Parou de ler, deixando que as palavras penetrassem na sua alma. Será que o motivo pelo qual ela estava na prisão não era apenas, nem mesmo principalmente, pelo facto de ser uma assassina, mas sim porque Deus a amava e estava à espera que ela se arrependesse para que Ele lhe desse força para viver?
Continuou a ler. "Olhem que Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, Eu entro em sua casa, janto com ele e ele Comigo. Aqueles que vencerem hão-de sentar-se Comigo no Meu trono, tal como Eu também venci e Me sentei com Meu Pai no Seu trono." (Apocalipse 3:20, 21).
Com as lágrimas a correr pela cara abaixo, desceu da cama na sua cela solitária na prisão e ajoelhou-se no cimento frio. O Filho de Deus pedia para entrar na sua vida. Mesmo sendo ela uma assassina, Ele esperava que ela se arrependesse e pedisse o seu perdão. Ela confiou n'Ele como seu Salvador, abriu-lhe as portas da sua vida e disse uma simples oração: "Vem, Senhor Jesus, toma conta da minha vida."
Susan Atkins ainda está na prisão mas é uma mulher livre. Foi libertada pelo Filho de Deus. Ela encontrou uma vida nova ali mesmo onde estava - e recebeu a força necessária para viver essa vida através de Jesus Cristo.
Para Susan Atkins a Bíblia foi bem mais que um livro velho. Foi - e é - O Livro da Vida.

Texto de Força para Viver, livro escrito por Jamie Buckingham e editado pela Arthur S. DeMoss Foundation, 1995.

Bíblia - a Palavra de Deus, Verdadeira e Eterna

Tua palavra é como azeite sobre minhas feridas, É a água no deserto, É o calor no inverno.
Tua palavra é a voz que me fala de manhã, É meu conselho cada dia, E nas provas que me guia.

Coro:
Podia estar perdido, como náufrago no mar, E ainda perder tudo até o fôlego.
Podia estar faminto, como um menino sem um lar, Mas eu sei que Tua palavra, sempre a mim sustentará.

Tua palavra é como doce mel, para meus lábios, É a perfeita melodia, que me deleita cada dia.
Tua palavra é meu refúgio no meio das provas, E na tristeza é minha alegria,
Na solidão minha companhia.



A  IMAGINAÇÃO  E  A  EXPERIÊNCIA  (Editorial)

De tempos a tempos, somos 'sacudidos' por uma criação, musical, cinematográfica, literária, plástica ou outra, que desafia os conceitos estabelecidos ou procura 'agitar as águas', levando as pessoas a reflectir, e a pronunciarem-se sobre assuntos comummente aceites. Tais criações foram e serão sempre objecto de polémica, não apenas pelos temas que abordam e pela maneira como a fazem, mas sobretudo pelo carácter subjectivo que transportam. É que uma criação veicula sempre o ponto de vista do seu autor.

O recente best seller de Dan Brown, "Código Da Vinci", que já foi reproduzido para o cinema, não é excepção. E, apesar de todas as polémicas que levantou, a verdade é que tinha todos os ingredientes para se tornar um sucesso. Tem imaginação e pretende pôr a descoberto um escândalo antigo. Coloca em causa dogmas do passado e ataca a Igreja, propondo uma nova leitura da História do Cristianismo, apoiada por um pretenso saber de peritos em Arte, História e simbologia.

A polémica levantada em torno desta obra prende-se ainda com um outro elemento referido na página "Factos" do referido livro. Está aí mencionado que "todas as descrições de obras de arte, arquitectura, documentos e rituais secretos mencionados no romance são rigorosos". Por outras palavras, a ficção tem uma base sólida. E, neste caso, a ficção não se reduz ao enredo, mas adiciona-se a um outro factor: a verdade acerca de quem foi Jesus Cristo e, consequentemente, da fé que milhões de pessoas depositaram e depositam n'Ele como Filho de Deus.
No entanto, apesar do pretenso rigor dos factos mencionados no livro, acaba por se descobrir, por exemplo, que a Sociedade Secreta do Priorado de Sião, não remonta ao ano de 1099 mas sim a 1956, e que todos os documentos produzidos por essa sociedade são falsos. Verifica-se ainda que as letras PS que adornam os vitrais da igreja do Saint Sulpice não significam Priorado de Sião, como o autor quer fazer crer, mas sim Petrus Sanctus.

Como mostraremos também nesta revista, os manuscritos de Nag Hammadi, que constituiriam a prova do pretenso romance entre Jesus e Maria Madalena, não são, afinal de contas, nada fiáveis como relatos acerca de Jesus Cristo, nem nunca foram aceites pelos primeiros cristãos. São documentos de seitas gnósticas opostas ao próprio Cristianismo e compostos muito depois da morte de Cristo e dos apóstolos.

Afinal de contas, todos aqueles que leram o Código Da Vinci, poderão ter uma certeza: leram uma obra rica de imaginação e que vale sobretudo por isso. Quanto ao resto, seria um grave erro confundir imaginação dum escritor com qualquer outro pressuposto literário ou histórico acerca da vida de Jesus Cristo. É que as únicas fontes credíveis sobre Jesus Cristo continuam a ser os evangelhos, fruto duma experiência e testemunho pessoal daqueles que de perto conviveram com Jesus. E entre os Evangelhos e o Código Da Vinci existe uma grande diferença assinalada por um dos intervenientes directos no relato evangélico, o apóstolo Pedro: "Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a Sua majestade" (2 Pedro 1:16).

A diferença entre um romance e um facto histórico está justamente aí: um fala do que imagina ser a verdade, o outro fala do que experimentou ser a verdade.

Artur Machado, Mestre em Teologia e Director da Revista Sinais dos Tempos, Publicadora SerVir, in S. T. - 3º Trimestre 2006 (imagens acima).
Leia mais sobre este problema em:
http://www.criacionismo.com.br/2013/10/estudo-falso-e-aceito-por-mais-de-150.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+criacionista+%28Criacionista%29



«Há, na Palavra de Deus, muitos mistérios que não compreendemos, e muitos de nós nos satisfazemos de parar as buscas quando apenas principiamos a receber pequeno conhecimento a respeito de Cristo. Quando começa a haver pequeno desdobramento dos divinos desígnios à mente, e principiamos a obter leve conhecimento do caráter de Deus, ficamos satisfeitos, e pensamos que recebemos mais ou menos toda a luz que há para nós na Palavra de Deus. A verdade de Deus, porém, é infinita. Com penosos esforços, devemos trabalhar nas minas da verdade, descobrindo as jóias preciosas que estão ocultas. ... Jesus pretendia dizer justamente o que Ele disse quando conduziu Seus discípulos a examinar as Escrituras - S. João 5:39.
Examinar quer dizer comparar passagem com passagem, e coisas espirituais com coisas espirituais. Não nos devemos satisfazer com um conhecimento superficial. Não avaliamos nem a metade daquilo que o Senhor está disposto a fazer por Seu povo. ... Nossas petições, misturadas com fé e contrição, devem ascender a Deus rogando a compreensão dos mistérios que Ele desejaria dar a conhecer a Seus santos. A pena de um anjo não descreveria toda a glória do plano revelado da redenção.
A Bíblia diz como Cristo carregou nossos pecados, e levou as nossas dores. Aí se revela como a misericórdia e a verdade se encontraram junto à cruz do Calvário, como a justiça e a paz se beijaram, como a justiça de Cristo pode ser comunicada ao homem caído. Ali manifestaram-se infinita sabedoria, infinita justiça, misericórdia e amor infinitos. Profundidades, alturas, comprimentos e larguras de amor e sabedoria, todo o inexcedível conhecimento são revelados no plano da salvação.
O Espírito de Deus repousará sobre o diligente pesquisador da verdade. Aquele que deseja de coração a verdade, que anela possuir a atuação do poder na vida e no caráter, certamente os há de ter. Diz o Salvador: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos." S. Mateus 5:6.»


Ellen White, Para Conhecê-lo, Meditação Matinal, 1965


Ontem à noite a minha mãe e eu estávamos a falar de coisas sobre a vida... da eutanásia, da vantagem de morrer sem sofrer quando se está num estado de semi-vida...
E eu disse: "Mãe, nunca me deixe viver nesse estado, dependente de máquinas e líquidos artificiais.
Se me vir assim, desligue logo todos os aparelhos que me mantêm artificialmente com vida. Prefiro morrer."
Então, minha mãe levantou-se,
olhou para mim com admiração e desligou:

A TV,
O DVD,
O CABO DE INTERNET,
O PC,
O MP3,
A PLAYSTATION,
O TELEFONE SEM FIOS,
O TELEFONE FIXO,
TIROU-ME O IPOD, O IPAD, O BLACKBERRY...
E DEITOU FORA A COCA-COLA E AS CERVEJAS!

Liguei tudo de novo!
Ia morrendo... - Autor Desconhecido.


   

sábado, 21 de setembro de 2013

OS NOSSOS PORQUÊS e...

A Guerra entre O Bem e O Mal


(clique nas imagens para as aumentar)

"Este livro é dedicado carinhosamente a Você que, em algum momento na vida, apresentou seus 'porquês' a Deus
e ainda aguarda uma resposta."

Você poderá pensar que é muita presunção alguém querer falar sobre os "porquês" da vida. Na verdade, pensará desta maneira se achar que pretendemos responder a todos os "porquês". Queremos deixar bem claro que não é isso que pretendo. Porque ninguém, exceto Deus, teria condições de fazê-lo.
Por isso, o que de fato quero é tão somente analisar o assunto à luz da Palavra de Deus. Na minha maneira de ver as coisas, sendo a Bíblia a Palavra de Deus, precisamos de encontrar nela explicações convincentes ou pelo menos confortadoras. Caso contrário, a Bíblia perderia a sua credibilidade e não cumpriria a sua finalidade como Palavra de Deus. Entretanto, uma coisa deve estar bem clara quando estudamos a respeito desse assunto: não pretendemos dar uma explicação para a existência do mal. Na verdade, o nosso objetivo é mostrar, de acordo com a Bíblia e considerações pessoais, porque coisas ruins acontecem a pessoas boas. Ou, então, porque o mal nos atinge indistintamente.

POTÊNCIAS  ESPIRITUAIS  EM  GUERRA

Já que a nossa proposta é estudar o assunto à luz das Sagradas Escrituras, vamos examiná-las imediatamente:
"Houve peleja no Céu. Miguel e os Seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no Céu o lugar deles" (Apocalipse 12:7 e 8).
Sempre imaginei o Céu como um lugar de paz. Se não fosse assim, jamais o desejaria. Mas de acordo com a Bíblia, ainda que por um momento, houve guerra no Céu.
"Houve peleja no Céu", diz a Bíblia. Algumas traduções dizem: "Houve guerra no Céu". É inadmissível que nesta guerra celestial tenha sido utilizado qualquer tipo de arma convencional. Embora seja uma guerra, tanto as armas quanto as estratégias são diferentes das que se utilizam em outras guerras.
Felizmente, o verbo está no passado. "Houve" é o passado do verbo haver. Por isso, continuo desejando ardentemente ir para o Céu. Pois creio sinceramente que o Céu não é um lugar de guerra.
Ainda que o verbo esteja no passado, o que demonstra não haver mais guerra no Céu, a Bíblia não atesta a sua inexistência. Não diz que a guerra tenha cessado. O que de fato a Bíblia diz é que não se achou no Céu o lugar do mentor da guerra, bem como de seus aliados. Portanto, eles não estão mais no Céu. Se não estão lá, para onde foram?
Para esta pergunta, a Bíblia dá a seguinte resposta: "E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo; sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os seus anjos" (Apocalipse 12:9).
Onde se encontram então os mentores e promotores da guerra? Para onde foram expulsos? Foram expulsos para a Terra. Logo, os seres humanos não são os únicos habitantes deste planeta. Há outros habitantes, milhares e milhões, os quais, mesmo sendo invisíveis aos nossos olhos, são tão reais como nós. Eles nos veem e interferem em nossa vida.

A  GUERRA  CONTINUA

Ao serem expulsos do Céu, os rebeldes ou dissidentes não mudaram de caráter, nem de opinião, e muito menos de atitude. O espírito de rebelião, maldade e insubordinação permanece inalterado. A guerra simplesmente mudou de endereço. Começou no Céu e continua aqui. Tanto é verdade que os habitantes deste planeta são advertidos ou postos em alerta com as seguintes palavras: "Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta" (Apocalipse 12:12).
A advertência, que mais parece um grito de lamento, é dirigida a todos os habitantes da Terra indistintamente. Isso deixa claro que nesta guerra todos, bons e maus, correm o risco de serem atingidos.
Ora, se o inimigo de Deus não pode atingi-Lo, a Deus, diretamente, é de se esperar que tentará fazê-Lo por meio de Seus filhos. De modo que, nessa guerra cósmica, espiritual e milenar, todos poderão ser atingidos independentemente de serem bons ou maus.
Conforta-nos saber que nessa luta entre o bem e o mal, ainda que Deus não possa ser atingido diretamente - se bem que o foi por ocasião da cruz do Calvário -, é atingido por tabela cada vez que um dos Seus filhos sofre na mão do inimigo. Assim, o filho de Deus nunca padece sozinho. Creio que esse assunto ficará mais claro quando estudarmos a respeito da aliança.
O próprio Deus admite a possibilidade de Seus filhos serem atingidos, quando os consola com a seguinte promessa: "Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram" (Apocalipse 21:3 e 4).
Uma vez que Deus prometeu enxugar as lágrimas, estava admitindo a existência delas. De contrário, não haveria essa promessa na Bíblia. Portanto, se você tem chorado, não se esqueça: as lágrimas não serão para sempre. Aliás, a única coisa que existirá para sempre é o bem. O mal e suas consequências, por mais que persistam, não existirão eternamente.

COMO  SE  ESTABELECEU  ESTA  GUERRA?

Via de regra, para que haja uma guerra, alguns elementos e condições são imprescindíveis.
Em primeiro lugar, para que aconteça um conflito, são necessários dois lados com identidades opostas desejando conquistar o mesmo espaço. Como ilustração cito a Guerra do Golfo, ocorrida em janeiro de 1991, quando o Iraque e os Estados Unidos disputaram o mesmo espaço: o Kuwait.
É preciso também que os dois lados sejam competentes. Guerra é algo planejado estrategicamente. E isso só é possível com inteligência. Os animais, embora briguem, são incapazes de fazer guerras porque agem por instinto e não de forma racional.
Outro detalhe interessante para que haja uma guerra é que as duas partes em oposição tenham liberdade de escolha. Sem essa liberdade, como escolheriam ou decidiriam guerrear entre si?
Mais um detalhe que também deve ser levado em consideração: cada uma das forças deve ter poder, força de combate própria. Quem não tem nenhum poder não tem a menor condição de guerrear contra quem quer que seja.
Por último, deve haver a razão pela qual guerreiam. Creio que ninguém inteligente guerrearia por nada. Tem que haver algo, e algo de valor, pelo qual valha a pena a batalha.


(Lamento, mas não consegui uma imagem melhor... é claro que o diabo não tem chifres, só os terá se os quiser pôr, pois como diz a Bíblia, em II Coríntios 11:14 - "E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz". Ele pode aparecer, se lhe convier - e Deus deixar! - com a forma que quiser, até imitando as pessoas que já faleceram. E. Esteves)

PLANETA  TERRA:  PALCO  PERFEITO  PARA  A  GUERRA

Levando em consideração tudo o que foi mencionado acima e colocando essa guerra dentro de um contexto espiritual, chegamos à conclusão de que a Terra preenche perfeitamente todas as condições como campo de batalha, inclusive com muitos detalhes. Ela é perfeita para ser a continuidade daquilo que começou no Céu, onde está o trono de Deus.
Dissemos que é praticamente impossível haver uma guerra sem que haja dois seres ou poderes em oposição. Não é preciso falar muito para convencer até mesmo os mais céticos de que no nosso planeta existem dois poderes antagónicos que se opõem um ao outro: o bem e o mal.
Ao falarmos do bem estamo-nos referindo a Deus; ao falarmos do mal estamo-nos referindo ao inimigo de Deus, isto é, Satanás. Esses dois seres são, inegavelmente, inteligentes; na verdade, falta uma palavra adequada para expressar todo o poder envolvido nessa luta e todos os recursos que possuem para investir nela. Além disso, tiveram a oportunidade de escolher lutar ou não lutar entre si, e exerceram a liberdade de escolha.

EXERCENDO  A  LIBERDADE  DE  ESCOLHA

A Palavra de Deus descreve um poderoso querubim que resolveu, mesmo sendo originalmente criado para ser perfeito e só fazer o bem, colocar-se acima do seu Criador: "Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti" (Ezequiel 28: 14 e 15).
Perfeito eras "desde o dia em que foste criado". Naturalmente, foi perfeito até quando quis.
Portanto, por escolha, um anjo deixou de ser perfeito para ser imperfeito; deixou de amar para odiar; deixou de obedecer para desobedecer. Por escolha, deixou de ser amigo de Deus para ser inimigo. Deixou de ser bom para ser mau. Por escolha, Satanás é o que é. Ele tornou-se, por escolha, a própria personificação do mal. Ele não apenas pratica o mal; ele é o próprio mal. Referindo-se a ele, disse Jesus: "Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira" (João 8:44).
"Nele não há verdade". Ele é a personificação da mentira. No sentido bíblico, quer dizer que é a personificação do mal. E isso por sua própria e voluntária escolha.

Enquanto o diabo escolheu ser o mal, Deus escolheu continuar sendo como sempre foi. Ele é a personificação do amor. Deus não apenas ama; Ele é o próprio amor. "Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor" (I João 4:8).
Deus não apenas faz o bem; Ele é o próprio bem. Portanto, os dois seres em oposição possuem não só poder e inteligência, mas também liberdade de escolha. E não só a possuem, mas fizeram e continuam fazendo uso dela. Não podemos nos esquecer, porém, que no que diz respeito aos seres criados, quer sejam humanos ou anjos, essa liberdade tem limites. Por exemplo, não adianta alguém escolher ser Deus porque nunca conseguirá.
As limitações, ainda que tenham a ver com determinados tipos de escolhas, têm que ver também com o fator tempo. Um bom exemplo é que não adianta aos anjos caídos escolherem voltar atrás, porque isso é impossível. Eles foram longe demais.

De igual modo, o ser humano deve fazer as suas escolhas enquanto é tempo, pois ao ir para a sepultura não lhe restará nenhuma escolha mais a fazer. A Bíblia nos revela exatamente essa posição quando diz: "Tudo o que a tua mão possa fazer, fá-lo com todas as tuas faculdades, pois na região dos mortos para onde irás, não há trabalho nem inteligência, não há ciência nem sabedoria." (Eclesiastes 9:10), Nova Bíblia dos Capuchinhos, Difusora Bíblica.


Por último, dissemos que para se estabelecer uma guerra seria necessário um terceiro elemento: o objetivo da guerra. Você já descobriu o que vem a ser o objeto-causa desta guerra cósmica e milenar? Certamente não é um pedaço de terra. Também não pode ser o domínio de um espaço aéreo. Não é pelo petróleo e muito menos por todas as preciosidades do subsolo. Não é por nada cujo valor seja meramente material. Na verdade, em todo o planeta só existe um motivo em torno do qual se trava esta guerra: a conquista do ser humano, incluindo você e eu. Somos, pois, o objeto de conquista de uma guerra cósmica e milenar.
Mesmo assim, há muita gente pensando que não tem muito valor. Muitas pessoas vivem deprimidas com problemas de auto-estima. Nada de pensar desta maneira! Os dois maiores poderes do Universo estão guerreando por você! Você pode até não ter muito valor para algumas pessoas, mas para Deus você é de um valor inestimável. Por isso, Ele deu a vida por você e continua em guerra por sua causa.
Somos o objeto - se é que posso dizer assim - dessa guerra. Queiramos ou não, mesmo que não admitamos, conscientes ou inconscientes, vivemos em meio a um "fogo cruzado".
De um lado, Deus já fez a Sua escolha; do outro, Satanás também se posicionou. Eu e você ficamos no meio de tudo isso para dizer de que lado estamos. Todavia, não podemos esquecer de que o tempo é um elemento limitador à nossa liberdade de escolha. Devemos tomar nossa posição o mais depressa possível. "Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração" (Hebreus 4:7).

O  MOMENTO  É  AGORA
Li a história de um senhor cego, surdo e mudo, mas que não faltava a nenhuma reunião da igreja. Certo dia, alguém intrigado com a sua assiduidade à igreja, sendo que não podia ver as pessoas nem falar com elas e muito menos ouvir o pregador, perguntou-lhe, por meio de um código, por que era tão assíduo àquelas reuniões. Sua resposta foi: "Para mostrar de que lado eu estou."
De igual modo, eu e você estamos envolvidos num conflito. E mesmo que não vejamos os elementos, mesmo que não ouçamos barulho de guerra, mesmo que não entendamos tudo, precisamos mostrar de que lado estamos.
Somos convidados por Deus para uma aliança. Em contrapartida, Satanás tenta persuadir e nos enganar para permanecer com ele. Enquanto Deus quer nos dar uma eternidade livre de toda a dor e sofrimento, Satanás quer dividir com tantos quantos puder o fogo que está preparado para ele e seus anjos. "Então, o Rei dirá também aos que estiverem à Sua esquerda: Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mateus 25:41).
Como se pode ver, o fogo foi preparado para o diabo e seus anjos e não para seres humanos. No entanto, é intento dele dividir esse fogo com o maior número de pessoas que conseguir. Uma vez que o objetivo de Satanás é enganar e persuadir, usará de qualquer expediente para alcançar os seus intentos.



NESTA  GUERRA  QUEM  DECIDE?

A diferença básica no cenário desta guerra e de outras é que o objeto pelo qual guerreiam - o ser humano - também é inteligente e tem liberdade de escolha. Isso não acontece na maioria das outras guerras. A bem da verdade, neste planeta, só existem 3 inteligências:

Primeira Inteligência: Deus. Por Deus, refiro-me a todas as forças do bem. A Trindade nas pessoas do Pai, Filho e Espírito Santo. Na inteligência do bem estão incluídos também os anjos que, embora não sejam parte da Trindade e muito menos deuses, servem como agentes do bem, como auxiliares do Todo-Poderoso.
Segunda Inteligência: Satanás. Por Satanás, refiro-me a todas as forças do mal, isto é, ele e os demais anjos caídos.
Terceira Inteligência: O Ser Humano.
Somente estes três grupos - Deus, Satanás e o Ser Humano - são inteligentes a ponto de terem discernimento entre o que é certo e o que é errado. Somente estes três possuem liberdade de escolha. Somente os três possuem poder.
Falando em poder, quando este é atribuído a Deus e a Satanás, parece não haver dúvida de que de fato são poderosos. No entanto, quando se refere a nós, muitos acham que não temos nenhum poder.
Pois bem, entre as criaturas da Terra, o ser humano é a única que está sempre ultrapassando os próprios limites. Se sente frio, ele aquece o ar; se sente calor, ele o refrigera. Quando quer se locomover com mais rapidez, ele cria os meios de transporte mais velozes do mundo. Se deseja encurtar ainda mais as distâncias, cria sofisticados meios de comunicação. É inegável que o homem tem poder, ainda que limitado. Tendo sido criado à imagem e semelhança de Deus, nem poderia ser diferente.

Sendo dotado de poder, inteligência, sensibilidade e discernimento moral, sendo ele o único capaz de discernir racionalmente entre o certo e o errado, entre o que é bom e o que é mau; possuindo também liberdade de escolha, somente o homem e ninguém mais poderá determinar quem vencerá essa guerra em sua esfera. Na verdade, só ele poderá decidir quem reinará sobre a sua vida. Pois as guerras, mesmo essa cósmica e espiritual entre o bem e o mal, têm apenas um objetivo: estabelecer domínio. Enquanto Deus quer nos dirigir ou nos guiar, Satanás quer nos dominar. No entanto, para que isso aconteça, quer de um lado quer do outro, é necessário que tomemos a nossa decisão, que façamos a nossa escolha.
Na batalha da vida cujo prémio somos nós, a situação é a de um impasse. Deus decidiu pela nossa salvação; Satanás, pela nossa perdição. A decisão de cada um de nós é que determinará a vitória de um lado ou do outro.
Isso é um poder, uma participação tremenda! Deveríamos pensar mais nisso, deveríamos pensar mais, antes de nos precipitarmos em nossos pensamentos, palavras e atos. Na verdade, nossa vida deveria ser de profunda reflexão, pois a decisão está em nossas mãos.

José Pereira in Por Que, Senhor?, Casa Publicadora Brasileira.






A MENSAGEM FLORIDA DE JESUS

"Destruirá a morte para sempre. O Soberano, o Senhor, enxugará as lágrimas de todo o rosto e retirará de toda a terra a zombaria do seu povo. Foi o Senhor quem o disse!" Isaías 25:8

         Durante muitos dias, na primavera e no verão de 2009, o meu coração esteve triste, enquanto eu lamentava a perda do meu irmão e da minha cunhada. Em meados de fevereiro, eles e outros companheiros de viagem desapareceram na selva venezuelana, quando caiu o avião missionário pilotado por meu irmão, Bob Norton. Semanas de buscas se transformaram em meses; o verão deu lugar ao outono, e nada ainda. Meu coração, com frequência, andava pesaroso com o luto e a falta de respostas. Eu não entendia como algum bem poderia resultar de uma perda tão trágica. A população nativa, servida pelo aeroplano, agora não tinha ninguém que socorresse os seus doentes e feridos. As minhas lágrimas eram pela perda deles, bem como pela minha.

         Certa manhã, enquanto eu regava a hera que cultivamos nas nossas estufas, notei que o meu pé de azaleia ainda florescia. Olhando para as flores vermelhas, lembrei-me de que as primeiras flores haviam aparecido em fevereiro, e desde então ele continuava em flor. Geralmente, o arbusto floresce duas ou até três vezes por ano, mas nunca de maneira contínua.
         Jesus sussurrou: "Estas flores são de Mim para você. Servem como lembrete de vida. Nesse momento do seu pesar, estas flores são o Meu presente para você."
         Agora é setembro, e o pé de azaleia continua produzindo botõezinhos. Essas graciosas flores são para mim um lembrete constante da vida eterna que desfrutarei com os meus queridos que amam a Jesus. Embora o que aconteceu com a avioneta e os seus passageiros permaneça um mistério, tenho a certeza de me reunir com Bob e Neiba quando Jesus voltar.
         Neste mundo de pecado ocorrem tragédias. A morte arranca de nós os entes queridos. A tristeza é o nosso quinhão. Temos mais perguntas que respostas. Há silêncio e trevas. Mas, amiga(o), posso testemunhar que, em meio ao sofrimento e à dor, Deus está presente! Durante a minha difícil experiência, apeguei-me à Sua promessa: "Não te deixarei, nunca te abandonarei" (Josué 1:5). Tenho clamado ao meu Pai celestial, e Ele sussurra mensagens de amor e conforto ao meu coração dolorido.
         Hoje removi as flores secas e mortas do pé de azaleia e me maravilhei ao ver minúsculos botões se formando em seus ramos.

A mensagem de Jesus é clara: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em Mim, ainda que morra, viverá." (João 11:25)

Bárbara Ann Kay
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