sábado, 14 de julho de 2012




PRÓLOGO

O soldado cubano

Do meu lugar, eu conseguia ver uma parte da pista de aterragem. Porquê esta espera? Depois de ter passado cinco dias no Huambo, eu só tinha um desejo: chegar a Luanda, a capital de Angola. O Huambo era uma cidade cercada pelos soldados da UNITA. Todas as noites o barulho das metralhadoras nos lembrava que a guerra estava a alguns passos das casas. Quanto aos dias, eles eram ritmados pelo barulho incessante dos aviões e dos helicópteros soviéticos. Os soldados cubanos marchavam despreocupadamente nas ruas ou patrulhavam nos quarteirões da periferia. À excepção dos pilotos russos e de um representante da Cruz Vermelha, não vi Europeus. As lojas, ou o que restava delas, apresentavam estantes desoladoramente vazias. A cidade, outrora bela e acolhedora, degradava-se dia a dia. Eu não tinha vindo para fazer uma reportagem, mas para me encontrar com crentes. As igrejas estavam completamente cheias. Muitos jovens participavam nos serviços religiosos. Todos estavam ávidos de ouvir falar de Deus.

O avião esperava sem se mexer. Um jeep atravessou a pista e veio parar por baixo da escada. Quatro soldados cubanos desceram rapidamente. Um quinto estava estendido sobre uma maca. Os outros puxaram-no pelos braços, subiram-no para o avião e dirigiram-se para o fundo da cabine. Tive tempo de ver a sua face: Como ele era jovem! Devia ter 18-19 anos como o meu filho mais velho. A ligadura que o envolvia estava manchada de sangue. Ele sofria! A ferida parecia grave. Iria ele sobreviver?

Imaginei os seus pais a receberem a notícia. A sua infância, a sua juventude em Cuba. Morrer tão longe, por quem, porquê? Será que ele foi forçado a alistar-se? Ou era voluntário? Que pensava ele agora? Não sei bem porquê, mas fiquei a meditar sobre o sucesso. Como todos os jovens da sua idade, o soldado cubano tinha, sem dúvida, projectos e sonhos. Ele tinha talvez imaginado uma vida bem planeada, com alegrias, trabalho, vitórias, a felicidade de uma família, numa palavra, uma vida de sucesso. De repente, tudo desabava. Se ele morrer à chegada a Luanda as pessoas dizem que não teve sorte; sim, ele falhou na sua vida. Este pensamento entristeceu-me. Eu tinha dificuldade em aceitar isto.

Será que o sucesso estaria reservado àqueles que vivem muitos anos e ganham muito dinheiro? E os outros? Uma reflexão leva a outra e comecei a perguntar a mim mesmo o que é o sucesso. Será acessível a todos? Quais são os seus segredos? Como conseguir ser bem sucedido na vida?

Fiz a mim mesmo estas perguntas durante alguns anos. Falei delas em encontros de jovens. Por toda a parte pude constatar o mesmo interesse e por vezes a mesma confusão. Há muito mais rapazes e raparigas a duvidar das suas possibilidades do que nós imaginamos. O futuro faz-lhes medo. Têm tendência para fugir dele.


Ela tinha as condições para o sucesso

Aquela jovem que começou a chorar quando lhe falei de Deus tinha tudo para ser bem sucedida na vida. "Há pensamentos negativos que atravessam a minha cabeça. Eu não consigo acreditar que Deus me ama. Quanto ao meu futuro, disse-me ela, parece-me completamente sem interesse." Ouvi-la reagir assim foi para mim um grande choque. Ela tinha todas as condições para o sucesso. Porque se recusava a admiti-lo? A resposta foi-me dada quando ela me contou a sua infância. O pai batia-lhe todos os dias e a sua madrasta aproveitava todas as ocasiões para a humilhar.

Ela lutava para construir a sua personalidade. Duvidava muito. Pedi-lhe para pegar numa folha de papel e num lápis: "Faz duas colunas. No cimo da primeira põe o sinal menos e na segunda põe o sinal mais". Seguindo o meu conselho ela fez duas listas. Primeiro a das suas dificuldades. Eu li: Falta de confiança, de conhecimento, infância difícil, solidão... Depois do quarto ponto eu disse-lhe: "Faz uma lista dos teus pontos fortes, dos teus triunfos". Ela corou. Era a primeira vez que lhe pediam isso. "Eu vou ajudar-te. És bonita ou feia?" Ela não era feia. "És doente ou saudável?" A lista tomou forma: cinco, seis, sete... A sua face iluminou-se. Ela não podia esconder a sua alegria. Face à vida ela descobria as suas armas, as suas possibilidades. A possibilidade de êxito também existia para ela.

Neste livro, enumerei dez princípios para o sucesso aos quais juntei 'O princípio dos princípios' sem o qual todos os nossos esforços seriam em vão. Passa algum tempo a meditar em cada um deles. Encara as suas possibilidades de aplicação e imagina-te a praticá-los. Mas, não fiques por aí. Parte à descoberta de outros. Observa as pessoas que, à tua volta, têm sucesso, fala com elas, avalia as razões do seu êxito. Está-se sempre pronto para ajudar quem quer aprender.

Não te deixes impressionar pelas derrotas, pelas amarguras daqueles para quem o sucesso foi reservado a uma 'elite' de berço ou a pessoas pouco honestas. Isso é apenas uma visão muito parcial e injusta do assunto. O sucesso espera-te. Ele estende-te os braços. É a ti que compete responder ao seu convite.

Gostaria que pudesses acreditar nas tuas possibilidades. Deus deu-te talentos. Descobre-os. Tu não estás neste mundo por acaso. Diante de ti está um caminho. Segue-o! Não estás só. O Senhor acompanhar-te-á. Com Ele tu terás êxito na vida. Não te desvies dele e nada te poderá impedir de conseguires.


PODEROSO, RICO E CÉLEBRE

"Aqui na terra o nome de um grande homem é semelhante a letras escritas na areia, mas um carácter sem mancha subsistirá durante a eternidade." E. W.

"Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?" Mateus 16:26

Algumas palavras têm sentidos mágicos. Analisemos, por exemplo: SUCESSO. É uma palavra bem actual. Evoca lutas, derrotas, vitórias, heróis. Ressoa nos ouvidos dos ambiciosos como uma ordem, uma necessidade. Ela fascina, fica-se obcecado. São raros aqueles que lhe ficam indiferentes.
Quando se é jovem pensa-se no seu próprio sucesso. Quando se chega a velho deseja-se o sucesso para os filhos ou netos.
Ser bem sucedido tem, na origem, o sentido de 'sair-se bem' (do latim 'exire'). Ter sucesso é, para muitos, sair do anonimato, da multidão dos desconhecidos e criar um nome. Um nome na primeira página dos jornais, em letras luminosas sobre os arranha-céus de Manhattan. Quanto mais ele for visto e lido, maior será o seu sucessso.

O SUCESSO É ISTO?

Ter sucesso será assemelhar-se a esta publicidade de revista: Um homem com cerca de quarenta anos vestido por Pierre Cardin, saindo de um luxuoso restaurante com o cartão de crédito ainda na mão, acompanhado de uma mulher jovem, fato Chanel, jóias Cartier, dirigindo-se para um magnífico BMW? Ao longe espera-os um avião privado.
Ter sucesso na vida, será isso? Sim! De certo modo. É verdade que, hoje, na nossa sociedade, os indicadores de sucesso são a riqueza, o poder e a celebridade.

GANHAR MUITO DINHEIRO

Interrogaram-se 290 000 adolescentes americanos (American Council on Education, 1989) sobre o seu futuro. 76% responderam que queriam ganhar muito dinheiro. Quando foi feita uma segunda pergunta, 56% disseram que queriam ajudar os mais pobres. Em 1966 no mesmo país os adolescentes tinham colocado como prioridade a qualidade de vida - 83%; e a ajuda dos mais desfavorecidos - 69%.
Isso poderia significar que a juventude ocidental actual é mais sensível aos valores 'materialistas' do que a dos anos sessenta. Pelo meu lado, desconfiando das sondagens, eu diria que ela é menos sensível aos discursos idealistas. Haverá sempre entre os jovens um desejo enorme de ser útil, de fazer o bem. Quando eu era estudante, a riqueza parecia ser, para mim, um insulto à justiça. Os que a possuíam encarnavam o mal e os pobres o bem no estado puro.

Eu partilhava a visão do filósofo Roger Garaudy quando dizia: "O mundo está dividido em duas categorias, os pobres e os ricos, os opressores e os oprimidos". Mas a vida ensinou-me que as coisas não são assim tão simples. Tenho ainda presente na minha memória os olhos de um mendigo implorando caridade. Isso ocorreu na Índia. Que podia eu fazer por ele? Eu não tinha nada, tirando o meu bilhete de avião, a minha máquina fotográfica, uma mala com roupa, um saco de viagem com trinta quilos de recordações, uma família que me esperava na Europa, estudos acabados há pouco, mais nada. Então nos seus olhos eu li como que uma reprovação: "Como tens a ousadia de dizer que não possuis nada?"

Para o pobre, a riqueza é, ao mesmo tempo, um insulto e um sonho. Mas tentem dizer-lhe que isso não é uma forma de sucesso! Consciente ou inconscientemente todos nós temos por vezes o sonho de sermos ricos. Acontece mesmo que há crentes que consideram a riqueza como a prova por excelência de bênção divina.


DEUS, O GRANDE FORNECEDOR DE BENS

Durante uma das minhas estadas em Nova Yorque, ouvi pela rádio um pastor que afirmava com convicção: "Se deseja ter riqueza, amor, saúde, aproxime-se de Deus. Ele vai satisfazê-lo." É a mensagem de uma religião popular que faz de Deus o grande fornecedor de bens materiais.
Se isso fosse assim tão simples, Jesus não teria nascido num estábulo. Teria vivido em palácios e enchido os seus discípulos de presentes: para Mateus, a chave de um banco na mão e uma fábrica de presentes piedosos para Judas, algo que lhes assegurasse um futuro confortável.
A ideia parece-te ridícula. Não imaginamos homens da têmpera de Paulo a viverem no luxo, deslocando-se em limusines, protegidos por guarda-costas armados e musculosos, dispondo de uma fortuna colossal. No entanto, recordem que na época de Jesus a riqueza era considerada como uma prova de bênção. Quanto mais um homem era rico, mais ele estava convencido de entrar no reino de Deus. Os discípulos acreditavam nisso. Jesus vai chocá-los, quando afirma: "Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas" (Marcos 10:23)! A palavra grega traduzida por riqueza é chrémata. Ela significa, segundo Aristóteles: "Todas as coisas cujo valor é medido pelo dinheiro. Tudo o que é convertido em moeda."
As riquezas não são uma prova de bênçãos, diz Jesus. Ele vai ainda mais longe quando acrescenta:
"É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus." Reacção dos discípulos: "E eles se admiravam ainda mais dizendo entre si: Quem poderá, pois, salvar-se?" (Marcos 10:25, 26) Eu compreendo bem esta pergunta, porque, enfim, se aqueles que são abençoados se arriscam a não ser salvos, quem o será? Seguindo Jesus, os apóstolos esperavam, sem dúvida, ganhar nos dois aspectos: serem ricos e salvos! Ter a vida eterna e gozar aqui em baixo todas as vantagens possíveis. Quem dá mais? É uma religião que tem um sentido prático.

Porque é que as coisas não se poderiam passar assim? Não temos razão quando dizemos que é melhor ser-se rico, belo, gozando de boa saúde, do que feio e doente? A pobreza não é um ideal, é um acidente. Ela é a prova de que algo vai mal, que há uma injustiça em qualquer parte. Onde está pois o problema com a riqueza? Sejamos claros, não é a riqueza em si que Jesus denuncia, mas a importância que se lhe dá e a maneira como é utilizada. Por outro lado, a riqueza não é necessariamente uma bênção como muitos crêem, mas ela comporta grandes riscos. Porquê?

UMA GRANDE RESPONSABILIDADE

O amor ao dinheiro pode mobilizar todas as nossas energias, apoderar-se do nosso coração e dos nossos pensamentos. Aqui está o perigo. "Ninguém pode servir a Deus e a Mammon" diz Jesus. A riqueza pode convencer-nos de que compra tudo. É verdade que com o dinheiro se compra muita coisa. A corrupção não é a chaga por excelência das nossas sociedades em que o dinheiro reina como Senhor? O filósofo grego Chilon tinha razão ao dizer: "É na pedra de toque que se experimenta a pureza do ouro, mas é com o ouro que se experimenta a bondade ou a malícia dos homens." Os valores verdadeiros, como a amizade, o amor, a justiça, a paz, a esperança e a vida simplesmente não se compram. Isto faz-me pensar no célebre milionário grego que pouco antes de morrer teria dito: "Fui bem sucedido em tudo o que empreendi, excepto na minha vida." O apóstolo Paulo está consciente disso quando escreve: "Manda aos ricos deste mundo que ponham a sua esperança em Deus" (I Timóteo 6:17). O sucesso é muito mais do que a riqueza. Ele não só dá um sentido à vida, mas contribui igualmente para o desabrochar de uma personalidade na sua totalidade. Enfim, a riqueza é, de facto, uma grande responsabilidade. Quanto mais a pessoa possui, mais ela será julgada pelo modo como utilizou as suas posses. Um dia Deus pedirá contas aos que enriqueceram à custa do sofrimento e da morte de outros. Do traficante de drogas ao traficante de armas. Chegará um dia em que eles terão de dar explicações.
Atenção, não me interpretem mal: um rico pode ser um bem para a sociedade, para os pobres, para a sua cidade e o seu país. Por vezes ponho-me a pensar: "Ah! Se eu pudesse ser milionário. Faria 'montes' de coisas úteis." Na minha cabeça, tenho uma longa lista de projectos. Que prazer eu teria em financiar escolas e hospitais!
Mas eu não sou milionário. Talvez seja melhor assim para a minha saúde. Porquê? Porque a vida, a verdadeira vida, é muito mais do que possuir os bens materiais. Sem contar com o facto de que a riqueza fará talvez de mim um ser agressivo. Dominador, sem coração. Eu perderia a paz e, sem dúvida, a amizade dos que me são próximos.


À PROCURA DO PODER

Nietzsche escreveu: "Onde encontrei um ser vivo, descobri a força de vontade". Não é totalmente falso. Cada indivíduo sonha possuir uma parcela de autoridade, de poder.
Vendo o seu filho de dezassete anos domesticar o seu cavalo selvagem, Filipe da Macedónia disse-lhe: "Meu filho, a Grécia é demasiado pequena para ti. Terás o mundo para conquistar". Alexandre partiu à conquista do mundo. As portas da Índia e da China abriram-se diante dele. Em dez anos percorreu 20 000 quilómetros. O sonho tornou-se realidade. Tinha apenas trinta anos.
Três anos mais tarde, morreu: aquele que se considerava divino e que nenhum exército conseguiu deter, perdeu o seu combate contra a morte. A verdade manifestava-se claramente. Ele não era Deus.
Quaisquer que sejam os títulos com que se vista, o homem acabará sempre por encontrar a morte no fim do seu caminho. Antes de Alexandre o Grande dar o seu último suspiro, os generais, preocupados com a sucessão, perguntaram-lhe quem seria o seu herdeiro? O futuro do seu imenso império estava em jogo.
Ele poderia ter respondido: "O meu filho, a minha mulher, o meu melhor amigo." Com um estranho sorriso conquistador pronunciou, sem se lamentar, estas três palavras: "O mais forte!" Os seus generais mataram a sua mulher e os seus filhos. O império foi dividido.
Jesus disse: "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?" (Mateus 16:26).


NOS PRÓXIMOS TRÊS ANOS DOMINAREI O MUNDO!

Durante as minhas viagens pela Europa, passei frequentemente por locais que relembram a época napoleónica. Em Portugal, em Espanha, na Alemanha, na Checoslováquia. Os meus amigos checos fizeram-me visitar o célebre campo de batalha de Austerlitz. Depois desta vitória legendária Napoleão escreveu: "Dentro de três anos eu dominarei o mundo!" Dez anos mais tarde, foi a batalha de Waterloo.
Alexandre, César, Napoleão, tiveram a sensação de ter chegado ao topo do sucesso. Quer isso dizer que o alcançaram? Aos seus discípulos, tentados pela corrida ao poder, Jesus apresenta propósitos talvez bastante subversivos. Ele desmistifica o poder como objectivo e substitui-o pelo serviço. Ele diz: "Sabeis que os que julgam ser príncipes das gentes delas se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas. Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal" (Marcos 10:42, 43).
Corajoso. Chamar aos dirigentes tiranos, a eles que o eram efectivamente, é um acto de muita coragem. Aqui está o que situa definitivamente o cristianismo em oposição às ideologias que preconizam a força como meio de governo. O apóstolo Paulo refere-se ao exemplo do Senhor quando escreve aos cristãos de Filipos: "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade, cada um considere os outros superiores a si mesmo" (Filipenses 2:3).


AH! O PRESTÍGIO

"Se quiseres fazer uma maldade a um amigo, deseja-lhe a celebridade" respondeu o abade Pierre a um jornalista que o interrogava acerca da sua popularidade. Palavras de um homem que soube conciliar celebridade e simplicidade. São raros os casos. Nós podemos negligenciar o dinheiro, desprezar a busca do poder, mas procurar com paixão o prestígio, a popularidade.
Os crentes mais convictos, até mesmo os eclesiásticos, podem ser mais sensíveis ao prestígio que ao dinheiro. Quando eu decidi seguir a Cristo, os meus amigos pensaram que eu tinha perdido a cabeça. Quando lhes disse que queria ser pastor, foi o golpe de misericórdia. Uma decisão que para eles era idêntica a um suicídio social, o fim de toda a ambição. Perguntei-me por vezes o que era preciso fazer para reencontrar um pouco de crédito aos seus olhos.
Reparem, mesmo que o poder e o dinheiro nos deixem indiferentes, podemos, no entanto, ser sensíveis ao prestígio e consagrar-lhe a vida. É uma cilada!
Na época de Jesus, os fariseus, um grupo de pessoas muito religiosas, caíram numa cilada. Eles gostavam dos títulos: "Pai, Doutor, Mestre..." e dos primeiros lugares. Porquê? Para serem notados! "Eu estou lá com as personalidades, no meio delas, milhões de pessoas vêem-me na televisão. O que é importante é que me reconheçam. Posso não ser rico nem poderoso, mas estou com os grandes".
Se um dia tivermos este género de reacção, que as palavras de Jesus nos venham à memória. Ele dizia: "Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas" (Mateus 23:6). Porque é que eles agiam desta forma? O Senhor responde: "Eles fazem todas estas coisas para os homens verem." Ai! Isto faz mal, mesmo mal, mas ao mesmo tempo pode ajudar-nos a ver mais claro. Muitas pessoas entregam-se a este género de jogo e estão prontas a perder toda a dignidade por um pequeno momento, por vezes nada mais do que um pequeno momento de 'glória'. Aqueles que recorrem ao Rei dos reis deveriam estar muito longe de tais manobras.
Jesus não procurava o prestígio. Ele recusou o poder, a riqueza, a popularidade. Ele não fazia campanhas publicitárias, não distribuía cartões de visita, não tinha nenhum título universitário. Nascido num estábulo como o mais pobre dos homens, foi crucificado como um bandido, e enterrado na semi-clandestinidade. Por isso o apóstolo Paulo diz que Deus "estabeleceu-O herdeiro de todas as coisas" e que Ele foi "feito mais excelente do que os anjos e herdou um nome melhor que o deles" (Hebreus 1:4).

ESCOLHE O ESSENCIAL

Pela procura do prestígio, da popularidade, arriscamo-nos a perder o essencial, ou seja, a verdadeira vida. Aquela de que nos fala a Bíblia. Aquela que nos dá a paz interior, a esperança, e que a morte não conseguirá destruir. Esta vida, não a podemos comprar nem conquistar. Não a temos em nós mesmos. Ela encontra-se em Deus, em Jesus Cristo. "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" diz Jesus. E acrescenta: "Aquele que crê em Mim viverá." A vida, aquela que nunca acabará, o Senhor no-la oferece como presente. É preciso apropriarmo-nos dela com todas as nossas forças. "Toma posse da vida eterna" escreveu Paulo ao seu discípulo Timóteo (I Timóteo 6:12).
Ter sucesso na vida não é só viver melhor do que os outros, ter mais dinheiro, mais poder, ser célebre. É muito mais. É viver para sempre com o Senhor.


AS VERDADEIRAS RIQUEZAS

Segundo os nossos contemporâneos, a riqueza, o poder, a celebridade são indicadores por excelência do sucesso. Mas Deus pode dar-nos mais. "E se somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo" (Romanos 8:17). Temos dificuldade em avaliar o significado deste título: "Herdeiros de Deus". É fantástico! De fazer empalidecer de inveja príncipes e princesas. Não é um abuso de linguagem, ou um enfeite lírico. O mesmo apóstolo escreve aos crentes de Corinto:
"Portanto, ninguém se deve orgulhar de ser seguidor de qualquer homem. Pois tudo está ao vosso serviço; ( ... ) seja o mundo, a vida ou a morte; seja o presente ou o futuro. Tudo é vosso..." Mas atenção, existe, apesar de tudo, um 'mas': "Mas vocês são de Cristo e Cristo é de Deus" (I Coríntios 3:21-23). É a pertença a Cristo que faz de cada um de nós seres com um destino excepcional.
Milhões de pessoas correm atrás de toda a espécie de gurus ávidos de dinheiro, procuram métodos revolucionários para conseguirem dominar-se a si mesmos, à natureza e aos outros. Eles pensam que a Bíblia é um livro do passado e Cristo, um Deus morto. Falso! Jesus está vivo. Ele partilhará o Seu reino com os Seus discípulos. Incrível, não é verdade? No entanto, esta é a verdade. "E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus" (Efésios 2:6). Os poderes terrestres parecem ser apenas sombras quando comparados com aquilo que nos espera. O apóstolo não inventa nada. Ele retoma simplesmente as promessas de Jesus aos seus discípulos: "Vós que me seguistes (...) também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel" (Mateus 19:28). Eu não peço tanto. Viver num mundo onde o mal, o sofrimento, a injustiça, a morte não existirão mais, e sobretudo rever aqueles que eu amei, encontrar Aquele que eu servi e em quem eu cri satisfaz-me plenamente. Por estas palavras o Senhor diz-nos que não seremos turistas neste mundo novo, mas cidadãos por inteiro.
Não avaliemos o sucesso a partir dos critérios que a nossa sociedade material estabeleceu. Eles são inoperantes e limitados. Aprendamos a olhar mais alto, porque, no fim de contas, o sucesso, o nosso sucesso, não se manifestará a não ser na eternidade.


O HOMEM MAIS FELIZ

No princípio do seu reino, Creso, o riquíssimo rei de Lídia, convidou Sólon, o célebre legislador ateniense. A fortuna do monarca era imensa. Ele quis que o seu hóspede admirasse todos os seus tesouros. Creso colocou-lhe então a seguinte questão: "Qual é o homem mais feliz que encontraste em toda a tua vida?" Sólon citou-lhe alguns nomes. Um, porque tinha morrido pela sua pátria. Outro porque amava ternamente os seus pais e tinha tomado conta deles na sua velhice. Surpreendido, até irritado, por não ouvir citar o seu próprio nome, Creso interrompeu-o e disse-lhe: "E então eu? Não acreditas que sou eu o homem mais feliz do mundo?" Sólon, o sábio, reflectiu, e depois replicou que era impossível dizer que um homem tinha sido feliz antes dele ter morrido. O orgulhoso monarca fez um grande esforço para se conter e não mandar embora o sábio imediatamente.
Sucesso é um dos componentes da felicidade, por isso... não se contentem com sucesso efémero, espectacular talvez, até exaltante, mas que amanhã vos deixará na maior confusão. Procurem o êxito da vossa vida de uma forma completa e não a sacrifiquem por um instante de sucesso.
Três anos depois da visita de Sólon, os Persas apoderaram-se de Sardes. As riquezas de Creso foram pilhadas. Condenado à morte pela fogueira, ele lembra-se das palavras do seu célebre hóspede. Com soluços na voz, grita: "Sólon, Sólon, Sólon!" O rei Persa, Ciro, ouve-o. Intrigado, mandou suspender o suplício e fê-lo contar a história. Divertido por causa do medo de Creso e pelas palavras do ateniense sobre a felicidade, perdoou-lhe e fez dele seu conselheiro.

A TELA DO PINTOR

Há alguns anos, em Londres, foi leiloado um quadro cujo preço bateu todos os recordes. A tela tinha por título "As Íris". Estava assinada por Van Gogh. Enquanto vivo, o célebre pintor só vendeu um único quadro. Não era aquele. Ele conheceu a pobreza, afundou-se no alcoolismo e na loucura. Até foi encontrado um quadro seu no galinheiro de um dos seus credores. O quadro tapava o buraco de uma rede. O verdadeiro valor das suas obras só foi reconhecido depois da sua morte.
A nossa vida é como a tela de um pintor. É preciso tempo, perseverança e sofrimento para fazer uma obra de arte que só a eternidade revelará verdadeiramente.
Com a eternidade como perspectiva, podemos fazer da nossa vida uma verdadeira obra de arte. Talvez nunca nos tornemos ricos, nem poderosos, nem célebres aqui na terra. Os nossos nomes talvez não venham a estar inscritos na coluna social ou na enciclopédia. Será isto uma catástrofe? Claro que não! O importante, é que os nossos nomes sejam inscritos nos livros do céu. Desta forma a vida terá valido a pena. A verdadeira vida em Jesus Cristo, aquela que não terá mais fim.

1º Princípio: Para ter êxito nunca confundas sucesso com o poder, a riqueza ou a celebridade. Se por vezes eles caminham juntos, isso não quer dizer que sejam amigos.

John Graz in Conseguir - Nada nem ninguém te poderá impedir... - Edição Jovem

(Ilustrações de Marca-Páginas A Turminha de Franco e Associados)


quinta-feira, 21 de junho de 2012

O SÁBADO CENTRADO EM CRISTO
E O SEU PROPÓSITO



O SÁBADO COMO IMAGEM DE CRISTO



Filipe fez um pedido a Jesus: "Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta." A isto, Jesus respondeu: "Estou há tanto tempo convosco, e ainda não Me tendes conhecido, Filipe? Quem Me vê a Mim vê o Pai, e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?" (João 14:8, 9).

Os discípulos não podiam ver Deus Pai directamente, mas podiam ver Jesus e testemunhar as Suas obras. A resposta de Jesus revelou que Ele reflectia a imagem do Seu Pai junto da humanidade. (As pessoas podiam observar e perceber o carácter do Pai através d'Ele). Do mesmo modo, o Sábado do sétimo dia é um reflexo de Cristo. Vamos analisar, numa perspectiva bíblica, as sete características e bênçãos do Sábado do sétimo dia como imagem de Cristo.


1) O Sábado revela Jesus Cristo como Criador

Nos Dez Mandamentos, o quarto mandamento diz: "Lembra-te do dia de Sábado, para o santificar" (Êxodo 20:8). Ao santificarmos o Sábado somos levados a Cristo, o Criador.

O Sábado foi dado a toda a humanidade e existia antes do pecado entrar no mundo. O Sábado é um memorial da Criação. Toda a vida existe por desígnio do Criador e foi dada por Deus com um propósito. Observar o Sábado é um reconhecimento da soberania e da autoridade do Criador.

Verdadeiramente, o Sábado do sétimo dia é a imagem de Jesus Cristo como Criador. E o Senhor do Sábado quer atrair todos a Si, também através do Sábado do 7º dia.


2) O Sábado revela Jesus Cristo como Redentor e Portador de pecados na cruz

Quando Deus libertou o Seu povo do Egipto, o Sábado tornou-se num memorial não só da criação mas também da sua libertação. Existe uma relação directa entre a ordem de guardar o Sábado e o papel de Deus como Libertador. O Sábado serve, portanto, como um memorial de que Deus libertou os Israelitas.

A redenção do cativeiro tinha um duplo significado. Deus não só é capaz de salvar da escravidão física, mas também pode salvar-nos dos nossos pecados. Este trabalho de redenção foi simbolizado pela ordem dada aos Israelitas, no Egipto, antes de cair a última praga (a morte dos primogénitos). Os Israelitas foram instruídos a pincelarem com o sangue de um cordeiro as ombreiras das suas portas. Se o fizessem, o anjo da morte não entraria nas suas casas. Eles foram redimidos do juízo pelo sangue do cordeiro. Este acto simbolizava a redenção final do pecado. Jesus, como Cordeiro sacrificial, pagou a pena do pecado ao derramar o Seu sangue na cruz.

Dado que fomos redimidos por Cristo, devemos santificar o dia de Sábado.

Tal como os Israelitas eram instruídos a deixar repousar a terra e a anular as dívidas durante o ano sabático, assim nós também devemos descansar dos nossos labores e pôr de lado o fardo de culpa no sétimo dia da semana, o Sábado.
O propósito de ambas as instituições era atrair as pessoas para Jesus Cristo como Perdoador. Jesus estende o convite: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei" (Mateus 11:28).

O Sábado deve servir como uma recordação constante do papel que Jesus desempenhou na libertação e salvação de cada um de nós.

Verdadeiramente, o Sábado do sétimo dia é a imagem de Jesus Cristo como Redentor e Portador de pecados. E o Senhor do Sábado quer atrair todas as pessoas a Si através do Sábado do 7º dia.


3) O Sábado revela Jesus Cristo como Aquele que Cura

Jesus queria corrigir a concepção errada que as pessoas tinham da Sua missão. Elas queriam que Ele agisse como seu libertador do jugo romano. No entanto, como demonstra a passagem de Isaías 61:1 e 2, a missão de Jesus era libertar pessoas do jugo do pecado. Ao longo de todo o Seu ministério, Jesus lutou por revelar essa missão às pessoas libertando-as das suas doenças. Embora os líderes judeus condenassem Jesus por curar pessoas ao Sábado, já que rotulavam isso como trabalho (João 5:16), Jesus procurava mostrar que estava a trabalhar, realmente, para aliviar e dar repouso àqueles que tinham doenças. A Bíblia regista que Jesus curava pessoas, especialmente aquelas que tinham doenças crónicas, no dia de Sábado. Ele podia tê-las curado em qualquer outro dia da semana e evitado a censura dos líderes religiosos, mas Ele insistiu em curá-las no Sábado.

Entre aqueles que Jesus curou no Sábado estavam o homem paralítico há 38 anos (João 5:1-15), o homem cego de nascença (João 9), a mulher curvada há 18 anos (Lucas 13:10-17). O Sábado era o melhor dia para curar, porque era o dia que exemplificava a Sua missão como Messias, tal como está descrita em Lucas 4:18, 19.

Verdadeiramente, o Sábado do sétimo dia é a imagem de Jesus Cristo como Aquele que cura o Seu povo. E o Senhor do Sábado quer atrair todas as pessoas a Si através do Sábado do 7º dia.


4) O Sábado revela Jesus Cristo como Aquele que Santifica

O Sábado do sétimo dia revela Jesus Cristo não só como Criador e Redentor, mas também como Aquele que santifica o observador do Sábado. No livro de Ezequiel, somos chamados a lembrar e conhecer o Senhor como nosso Santificador. "Também lhes dei os Meus Sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica" (Ezequiel 20:12). Como é que o Senhor santifica o Seu povo? Há duas passagens bíblicas que dão resposta a esta pergunta.

Em Êxodo, capítulo 3, Deus ordenou a Moisés: "Não te chegues para cá; tira os teus sapatos dos teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa" (Êxodo 3:5). Essa terra era simplesmente parte de um deserto inóspito. A razão que levou Deus a chamar-lhe santa foi porque ali "lhe apareceu o anjo do Senhor, em uma chama de fogo do meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia" (Êxodo 3:2). A terra tornou-se santa porque Deus estava ali.

A segunda passagem encontra-se em Êxodo, no capítulo 19. "Então disse Moisés ao Senhor: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque Tu mesmo nos advertiste, dizendo: Marca limites ao redor do monte, e santifica-o" (verso 23). Este monte, em si mesmo, não tinha nada de sagrado. Pessoas e animais selvagens tinham andado livremente pelas suas encostas escarpadas. Mas agora era chamado santo "porquanto no terceiro dia, o Senhor descera diante dos olhos de todo o povo, sobre o monte Sinai" (verso 11). O monte tornou-se santo porque Deus estava ali.

Destas duas passagens deduzimos que onde Deus está e o que Deus declara como santo é santo, não devido a alguma diferença intrínseca, mas porque Deus está presente e em acção. A Bíblia diz em Génesis, no capítulo 2, que Deus santificou o sétimo dia. "E havendo Deus acabado, no dia sétimo, a Sua obra que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a Sua obra, que Deus criara e fizera" (versos 2 e 3). Quando Deus criou a luz, no primeiro dia, disse: "Haja luz" (Génesis 1:3). Deus também trouxe à existência todas as outras coisas criadas através da Sua palavra. No entanto, Deus fez alguma coisa no sétimo dia que o separa dos outros seis dias da criação. Ele descansou no sétimo dia e santificou-o.

Deus deseja intensamente comungar connosco semanalmente, de modo a que possamos ser santificados e reflectir a Sua imagem. Por isso, ordenou: "Certamente, guardareis os Meus Sábados: porquanto isto é um sinal entre Mim e vós, nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifico" (Êxodo 31:13).

Verdadeiramente, o Sábado do sétimo dia reflecte a imagem de Jesus Cristo como santificador. E o Senhor do Sábado quer atrair todas as pessoas a Si através do Sábado do 7º dia.


5) O Sábado Bíblico revela Jesus Cristo como Senhor de Justiça pela Fé

O autor do livro de Hebreus aplica, no capítulo 4, o Sábado do sétimo dia aos cristãos dessa época. "Portanto, ainda é possível para o povo de Deus um descanso (grego - sabbatismós - repouso de Sábado) semelhante ao que Deus teve no sétimo dia. Porque aquele que entrar no descanso de Deus descansará das suas obras exactamente como Deus descansou." Hebreus 4:9, 10, Tradução Interconfessional em Português Corrente. (Note que a palavra grega usada é diferente de katápausis - repouso físico).

Além disso, o autor salienta a origem do Sábado durante a semana da criação: "Porque, em certo lugar, disse assim do dia sétimo: E repousou Deus de todas as Suas obras, no sétimo dia" (Hebreus 4:4).

O Sábado de Hebreus 4 indica claramente que a justiça pela fé não é apenas uma questão de crer, mas também de obedecer à Verdade. Por isso, qualquer pessoa que queira realmente entrar no repouso de Deus tem de confiar plenamente no Senhor e obedecer. Só então pode a pessoa entrar no verdadeiro repouso e na bênção do Sábado. Por outras palavras, Jesus Cristo é o Senhor do Sábado que nos confere a justiça pela fé revelada na Bíblia, a qual nos leva à obediência à vontade de Deus.

Verdadeiramente, o Sábado do sétimo dia é a imagem de Jesus Cristo como Modelo de Justiça pela Fé. E o Senhor do Sábado quer atrair todas as pessoas a Si através do Sábado do 7º dia.


6) O Sábado revela Jesus Cristo como o Selo (Sinal) de Deus

O Sábado é apresentado como sendo o sinal ou selo de Deus: "Também lhes dei os Meus Sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles" (Ezequiel 20:12). "Certamente guardareis os Meus Sábados; porquanto isto é um sinal entre Mim e vós, nas vossas gerações" (Êxodo 31:13).

Assim como Jesus recebeu o selo de aprovação do Seu Senhor e Pai celestial, também o povo de Deus que guarda o Dia do Senhor (o Sábado do sétimo dia) receberá o selo de aprovação do seu Senhor, Jesus Cristo. Por outras palavras, só aqueles que guardam os mandamentos incluindo o Sábado do quarto mandamento, e que permanecem fiéis a Jesus, serão selados. A Bíblia afirma claramente que o Sábado do sétimo dia será o selo de Deus no tempo do fim (Apocalipse 7:1-4; cf. Romanos 4:11; Ezequiel 20:12, 20).

Verdadeiramente, o Sábado do sétimo dia é a imagem de Jesus Cristo como Aquele que sela o Seu povo fiel. E o Senhor do Sábado quer atrair todas as pessoas a Si através do Sábado do 7º dia.


7) O Sábado revela Jesus Cristo como Senhor da Segunda Vinda

O Sábado, que revela o motivo da redenção, também antecipa a segunda vinda de Jesus, através do conceito do Jubileu. O conceito do Jubileu era a consumação da redenção que o Sábado revela. O Jubileu era celebrado pelos Israelitas a cada cinquenta anos (Levítico 25:8-10).
No ano do Jubileu, o povo devia voltar às suas famílias. O som da trombeta era usado para anunciar a chegada do ano do Jubileu. Esse ano era uma ilustração para descrever a inauguração da era messiânica (Isaías 27:13). Do mesmo modo, o povo fiel de Deus será levado ao encontro da sua família celestial na segunda vinda. O som da trombeta que anunciava a celebração do Jubileu era um símbolo da trombeta que soará na segunda vinda. "Porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados" (I Coríntios 15:52; I Tessalonicenses 4:16; Mateus 24:30, 31).

O ano do Jubileu também dava aos proprietários originais a esperança e a oportunidade de recuperarem as suas propriedades. Algum tempo depois da entrada do pecado no mundo, Deus levou o Éden, o lar original de Adão e Eva, de novo para o Céu, e a sua comunhão directa com o Criador perdeu-se.

Através da segunda vinda de Cristo, o povo de Deus unir-se-á ao Criador e voltará a possuir o seu lar edénico.

Portanto, o conceito do Jubileu era uma expansão do Sábado do sétimo dia. Pela fé, o observador do Sábado do sétimo dia, antecipando a redenção final e alegrando-se na presente libertação, vive semanalmente a suficiência de Deus e a Sua fidelidade.

Verdadeiramente, o Sábado do sétimo dia é a imagem de Jesus Cristo como Senhor da segunda vinda. E o Senhor do Sábado quer atrair todas as pessoas a Si através do Sábado do 7º dia.

Assim ...

Ao estudarmos as sete características do Sábado, descobrimos que ele é a imagem de Jesus Cristo. O Senhor que fez o Sábado quer atrair o Seu povo para Si mesmo, de maneira a que ele possa receber as bênçãos do Sábado no 7º dia.

Através de uma comunhão espiritual íntima com o Senhor do Sábado, aqueles que observam o Sábado começarão a ser transformados à semelhança do carácter de Cristo.

Portanto, o propósito principal do Sábado é promover a transformação do povo de Deus à imagem de Deus. A questão não tem que ver apenas com a guarda do dia certo, mas também com o desenvolvimento do carácter certo, semelhante ao de Cristo, através da santificação do Sábado. Também através da observância correcta do Sábado seremos "transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" (II Coríntios 3:18).




UM TEMPO ESPECÍFICO PARA SI


... Embora seja verdade que a maioria dos cristãos vão à igreja no 1º dia da semana, não têm qualquer autoridade bíblica para mudar o dia de celebrar o dia de descanso (Sábado). Pode procurar na Bíblia, do Génesis ao Apocalipse, e não encontrará um único texto que afirme claramente que o 4º Mandamento foi mudado. Não há qualquer versículo que afirme que o dia de descanso foi mudado do Sábado, o 7º dia, para o Domingo, o 1º dia.

Algumas pessoas sugerem que Jesus mudou o dia de descanso do Sábado para o Domingo. Será verdade? Há algum apoio bíblico para esta afirmação?

Há oito textos, no Novo Testamento, que mencionam o 1º dia da semana. Se o dia de adoração tivesse sido mudado por Jesus, isso apareceria no Novo Testamento, não acha? Certamente que um dos oito textos mencionaria a mudança! Contudo, nenhum dos textos sugere que o dia de descanso foi mudado do 7º dia para o 1º dia da semana.

Dos oito textos no Novo Testamento que mencionam o 1º dia da semana, seis estão associados com a ressurreição de Cristo no primeiro dia da semana.

Há quem sugira que o Domingo devia ser observado como dia de descanso em honra da Ressurreição. Contudo, o Novo Testamento não autoriza, em sítio algum, que se observe o Domingo em honra desse acontecimento. Na realidade, Jesus disse que se deve honrar a Ressurreição através do Baptismo, que simboliza a Sua Morte, Sepultamento e Ressurreição. Em sítio nenhum das Escrituras, é autorizada a mudança do dia em que se deve celebrar o descanso, do Sábado para o Domingo. ...

Como o Novo Testamento não nos pede que separemos o 1º dia da semana como sagrado, será que fornece provas de que o 7º dia, o Sábado, deverá ser guardado pelos cristãos do Novo Testamento, hoje? A resposta é um definitivo Sim!


1 - Primeiro, pense no que Jesus fazia: Jesus guardava o dia de descanso ao Sábado, o 7º dia da semana.

2 - Ele não concordava com os líderes judeus na forma exacta como esse dia devia ser observado, mas continuou a adorar no 7º dia.

3 - As Escrituras repetem, várias vezes, que era hábito, ou costume, de Jesus, adorar no 7º dia, Sábado.

4 - Jesus também afirmou que a lei dos Dez Mandamentos, que contém o 4º mandamento, nunca seria abolida.

5 - Lembre-se de que o 4º mandamento é o mandamento do Sábado.

6 - Paulo e todos os apóstolos guardavam o 7º dia da semana como dia de descanso. São feitas numerosas referências à prática dos apóstolos relativamente ao Sábado. Aqui tem uma lista de referências para que possa ler por si mesmo:
Actos 13:14, 42, 44; Actos 16:13; Actos 17:2; Actos 18:4.

7 - As Escrituras registam sete sábados que Paulo guardou, mais um indeterminado número de sábados em que ele debateu na sinagoga (ver Actos 18:4).

8 - A partir disto é fácil de ver que o costume dos apóstolos e de todos os cristãos do 1º século era adorar no sétimo dia, Sábado, tal como Jesus fizera.

9 - Deus preservou, cuidadosamente, o Seu Sábado através das eras. Da criação ao êxodo, e até ao calvário, o Sábado permaneceu imutável. Dos cristãos dos primeiros séculos até ao dia de hoje, a dádiva especial do tempo, que Deus nos deu, permanece.

10 - O profeta Isaías diz-nos que é intenção de Deus que guardemos o 7º dia, Sábado, até mesmo quando estivermos no Céu e no que as escrituras chamam a "nova terra". Quando terminar o último dia deste mundo e os que confiarem em Jesus estiverem a viver para sempre na Sua presença, continuaremos a guardar o 7º dia, Sábado.

"Os vossos descendentes e o vosso nome, existirão sempre na Minha presença tal como o novo céu e a nova terra que Eu vou criar. É o Senhor quem o afirma! Desta maneira, em cada mês e em cada Sábado, todos virão inclinar-se diante de Mim, diz o Senhor" (Isaías 6:22, 23).


Deus ainda mantém o Seu encontro marcado com todos os que anseiam por reconciliação. Até ao dia de hoje, Ele festeja o Aniversário do Mundo com aqueles que reconhecem a Sua soberania. Deus garante a Sua presença especial na vida de todos os que guardam o Seu Dia Sagrado. A todos Ele concede restauração, descanso, confiança, cuidado espiritual e amor.

Considere isto o Seu convite para celebrar com Deus, o próximo Sábado. Inicie o hábito de descansar de todo o trabalho, fechar-se para o mundo exterior, concentrar a sua atenção apenas em Deus. Essa atenção estender-se-á a todos à sua volta, também Seus filhos. Torne cada Sábado num dia para 'mimar o seu espírito'. ...

Que o prezado leitor possa beneficiar da paz, do descanso, da restauração que podem ser encontrados no Sábado. Mas, acima de tudo, que possa encontrar-se pessoalmente com o Senhor do Sábado, Jesus Cristo.



Textos extraídos de Um Tempo para Si, Publicadora SerVir, S. A.
(contacte o Instituto de Ensino Bíblico à Distância para poder receber este livro gratuitamente)

-Pode ler mais em Meditação Para a Saúde, 21.06.12 - Links 1R-



segunda-feira, 4 de junho de 2012

CARTA DA CRIANÇA HOSPITALIZADA



1:) A Criança só deve ser internada quando os tratamentos a realizar não podem ser feitos em casa, em consulta externa ou no hospital de dia.

2:) A Criança hospitalizada tem o direito a ter os pais, ou substitutos destes, perto dela, de dia e de noite, qualquer que seja a sua idade ou o seu estado.


3:) Os pais serão encorajados a ficar perto da Criança e dever-se-á procurar oferecer todas as facilidades materiais sem que isso signifique qualquer suplemento financeiro ou uma perda de salário. Os pais serão informados sobre as regras e modo de actuação próprios do serviço de saúde de forma a que possam participar nos cuidados ao seu filho.



4:) A Criança e os pais têm o direito a ser informados sobre a doença e os tratamentos, de forma adaptada à sua idade e capacidade de compreensão. Devem poder participar nas decisões que lhe dizem respeito.


5:) Será evitado à Criança todo o exame ou tratamento que não seja indispensável. Deverão ser feitos todos os esforços para diminuir ao mínimo as agressões físicas ou emocionais e a dor.


6:) Uma Criança não deve ser admitida num serviço de adultos. As Crianças devem ser reunidas por grupos da mesma idade, de forma a poderem brincar, fazer jogos e terem actividades educativas adaptadas à sua idade, em condições de segurança. As visitas não devem ter limite de idade.


7:) O hospital deve oferecer à Criança um ambiente que corresponda às necessidades físicas, afectivas e educativas da Criança. Tanto no que se refere ao equipamento, como ao pessoal de saúde e à segurança.


8:) O pessoal de saúde deverá ter uma formação que o capacite para corresponder às necessidades psicológicas e emocionais da Criança e da família.



9:) O pessoal de saúde deverá estar organizado de forma a assegurar uma continuidade nos tratamentos feitos a cada Criança.



10:) A intimidade de cada Criança deve ser respeitada. Deve ser tratada com tacto e compreensão em qualquer circunstância.


ESTA CARTA FOI PREPARADA POR VÁRIAS ASSOCIAÇÕES EUROPEIAS EM 1988, EM LEIDEN

IAC - Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança - Portugal
APACHE - França
Associazone per IL Bambino in Ospedale (ABIO) - Itália
Kind en Ziekenhuis - Bélgica
Kind en Ziekenhuis - Holanda
Aktionkomitee Kind Im Krankenhaus (AKIK) - Alemanha
Kind und Krankenhaus - Suiça
National Association for the Welfare of Children in Hospital (NAWCH) - Grã-Bretanha
NOBAB - Suécia
NOBAB - Noruega
NOBAB - Dinamarca
NOBAB - Finlândia
UMHYGGJA - Islândia


Esta Carta está sujeita à votação do Parlamento de Estrasburgo, bem como à do Conselho da Europa e à Organização Mundial de Saúde.
Esta Carta resume e reafirma os Direitos das crianças hospitalizadas.
Para fazer com que a sua aplicação se torne possível em Portugal, divulgue-a.


Fontes: Unesco e "Carta da Criança Hospitalizada" do IAC - Instituto de Apoio à Criança
Ilustrações de Autor Desconhecido


Extraído de Saúde em Lisboa, Boletim Informativo Nº3, Setembro-Outubro 2000, Administração Regional de Saúde e Vale do Tejo, Sub-Região de Saúde de Lisboa, Ministério da Saúde

quinta-feira, 31 de maio de 2012

          TABACO
(Dia Mundial Sem Tabaco)




Estou certo de que o leitor está suficientemente informado para saber que o consumo de cigarros está, indiscutivelmente, incluído entre os três principais factores de risco da doença coronária.* O eco de múltiplas e sucessivas campanhas contra os malefícios do tabaco já deve ter chegado até si, de forma a permitir-lhe saber também que os riscos que mais têm sido postos em destaque para os fumadores são a bronquite crónica e o cancro do pulmão, não obstante mais de metade do excesso de mortes nos fumadores ser, contudo, devida a doenças cardiovasculares.
Se, ainda assim, me confessa que fuma muito e sobretudo se é jovem, fico mais preocupado. Chamo-lhe a atenção para o facto de que os indivíduos que fumam mais de 20 cigarros por dia e os que começam a fumar antes dos 20 anos, têm duas vezes mais probabilidades de morrer por doenças do coração do que os não fumadores.

Não vou ao ponto de dizer, como Fernando de Pádua, que fumar é um vício maricas, mas o que é certo é que, actualmente, as mulheres fumam mais do que os homens! Esquecem, contudo, que o grande consumo de cigarros aumenta o risco de morte súbita e que, além disso, as mulheres que fumam e usam 'pílula' correm ainda um risco maior, que pode ser cinco vezes mais frequente.

ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE TEMPERANÇA/MOVIMENTO TABACO OU SAÚDE


Tem sido sugerido que seja coincidente e não causal a grande associação entre o fumo do cigarro e as doenças das coronárias.* É que aqueles que têm tendência para sofrer de doença coronária são também o tipo de pessoa que constitucionalmente têm mais tendência para fumar. Contudo a 'hipótese constitucional' não pode explicar facilmente o menor risco de doença coronária nos ex-fumadores. É indiscutível que os factores constitucionais e familiares afectam o risco de morte por doenças do coração, mas não se provou ainda que qualquer desses factores explique a associação entre o tabagismo e a doença coronária.

Considero no entanto ser tão perigoso o vício de fumar, que sou um grande fumador completamente regenerado, até por saber que os perigos do tabaco podem surgir, ainda que fumando cigarros sem nicotina, talvez pelo efeito de outro constituinte do fumo do tabaco, o monóxido de carbono.

Embora o risco de doença coronária nos fumadores de cachimbo e de charuto pareça ser só ligeiramente maior do que nos não fumadores, é possível que a mudança do cigarro para o cachimbo, charuto ou cigarrilha não resulte na correspondente redução do risco.

Se o quadro que mostra a relação entre as doenças cardíacas e o tabagismo está sobrecarregado de pinceladas de tons cinzentos, o painel que põe em evidência a estreita ligação entre consumo de cigarros e trombose cerebral ou doença vascular periférica, está totalmente pintado com tinta negra, como que representando o cartão de visita de uma agência funerária. De facto temos que considerar que há uma associação ainda mais estreita entre o fumo e o quadro de entorpecimento, debilidade e rigidez dolorosa das pernas, que surge depois de algum tempo de marcha, e que desaparece com o repouso, a que se dá o nome de claudicação intermitente.

Ficamos então com a ideia de que o perigo do tabagismo é maior para a doença vascular periférica, seguido de morte súbita e enfarte do miocárdio, principalmente em homens jovens que fumam muito.


A um meu amigo, jovem médico, perfeitamente conhecedor destas verdades e que, inconscientemente, continuava durante o almoço a conspurcar o meu bife com o fumo do seu cigarro, dediquei um dia esta quadra:
                                    A não ser que Deus te valha,
                                    Se não deixares de fumar,
                                    Tens no cigarro a mortalha,
                                    Em que irás a enterrar.

Os principais constituintes do fumo do tabaco, que se pensa afectarem o coração, são o monóxido de carbono e a nicotina; o primeiro leva a níveis de carboxi-hemoglobina da ordem dos 10 a 15%, reduzindo o total de oxigénio disponível para o músculo cardíaco (miocárdio), e a segunda estimula a secreção de catecolaminas, que são hormonas da glândula suprarrenal, aumentando assim o trabalho do coração. Tanto um como outro aceleram a aterosclerose.*

Fumar 20 cigarros por dia duplica aproximadamente o risco de ter um ataque do coração, e quando o fumador tem o colesterol ou a tensão arterial elevados, o risco é consideravelmente aumentado.

A maioria dos adolescentes que começam a fumar vem a tornar-se adultos fumadores e a dependência é tão grande que apenas 15% dos fumadores param antes dos 60 anos de idade.

Parece ser muito mais fácil não começar a fumar do que parar de o fazer. Aconselhe os seus filhos a não experimentar... Se não conseguir, faça com que deixem de fumar atempadamente, pois parece que se verifica uma redução do risco de ocorrência de enfarte do miocárdio ou de morte por doença coronária, nos que param de fumar. Mesmo nos homens de meia-idade, que durante muitos anos foram grandes fumadores, parece reduzir-se o risco de um acidente coronário, quando deixam de fumar.*

Perante estas negras hipóteses, decida-se! Deite fora o último maço de cigarros que comprou... Assim fazendo, liberta-se da tosse e de infecções pulmonares, e pode melhorar da sua angina de peito e, se tem claudicação intermitente, terá menos probabilidades de vir a precisar de uma amputação.


Não resisto a introduzir uma jocosa forma de publicidade anti-tabaco que vi afixada na parede dum apagado Café algures para os lados de Lamego:
                                    "Fumador: a fumaça do seu cigarro é o resíduo do seu prazer. Porém, ela polui o ar, o meu cabelo, a minha roupa e os meus pulmões. Tudo isto sem o meu consentimento. Acontece que eu também tenho um prazer: gosto de tomar umas cervejinhas. O resíduo do meu prazer é a urina. Você ficaria aborrecido se eu fizesse xixi na sua cabeça?"

Como médico, aconselho-o. Como amigo, lamento que por vezes seja alvo duma certa marginalização, tanto mais acérrima quanto liderada pelos fumadores regenerados. É que a estes é mais doloroso ser fumador passivo e nem o artº 2º do Dec. Lei Nº 226/83, que não permite fumar em determinados locais, os protege!

Para si que é fumador, e continua a ler o jornal de cigarro na mão, lembro-lhe uma vez mais:

- Os fumadores morrem duas vezes mais do que os não fumadores, antes dos 65 anos.
- O tabagismo é a causa conhecida mais importante de cancro das vias respiratórias.
- É factor de risco "major" de doença coronária, acidente vascular cerebral, doença vascular periférica e aneurismas, particularmente em população com valores médios de colesterol total elevados.

Se ficou "ligeiramente" assustado, reveja alguns conselhos:

- Chame a si toda a força de vontade de que é capaz e suspenda o consumo de cigarros.
- Se não é capaz de deixar totalmente de fumar, não inale o fumo e fume só cigarros com filtro e menos de 5 por dia.
- Um tranquilizante pode ajudá-lo durante o período de desabituação.
- Tente um medicamento anti-tabaco.

É evidente que não é fácil irradicar um hábito tão aceite e arreigado na sociedade de hoje. No entanto algumas normas devem começar ou continuar a ser postas em prática, porque delas poderão depender a saúde e a sobrevivência dos incautos que arrastam, constantemente, uma nuvenzinha de fumo atrás de si. Poderão ser:

- Aumentos progressivos dos impostos sobre o tabaco.
- Supressão da publicidade da indústria do tabaco.
- Apoio a programas públicos de Educação para a Saúde.
- Proibição rigorosa de fumar em Hospitais, Escolas, Casas de Espectáculos, Restaurantes.
- Encorajar actividades alternativas para a indústria do tabaco.
- Retirar subsídios para a produção do tabaco nos países produtores.
- Influenciar a criação de uma política activa contra o tabaco a nível nacional.
- Informar sistematicamente o público, através dos meios de comunicação social, dos perigos do tabagismo para a saúde, dando aos fumadores um plano bem definido para conseguir parar por completo e um apoio continuado durante o período de desabituação.
- Avisar particularmente as crianças filhas de pais que já tiveram um acidente cardíaco.
- Lembrar, antes de tudo, que não fumar é que deve ser encarado como um comportamento normal e não o contrário.

O QUE ACABÁMOS DE REFERIR NÃO SERÁ SUFICIENTE PARA DIZER NÃO!... AO TABAGISMO?

                                    Se não és não queiras ser,
                                    Nem por exibicionismo,
                                    Se não queres adoecer,
                                    Diz que não, ao tabagismo!

                                    Se ainda andas por cá,
                                    E tens gosto de viver,
                                    Se és fumador, pára já,
                                    Se não és, não queiras ser.

                                    Protege o teu coração,
                                    E deixa-te de lirismo,
                                    Não te armes em fumão,
                                    Nem por exibicionismo.

                                    Não vais dar parte de fraco,
                                    Se não te agrada morrer;
                                    Deixa o fumo do tabaco,
                                    Se não queres adoecer.

                                    Se os teus pulmões se consomem,
                                    Deixa lá o masoquismo;
                                    Mostra que és Mulher ou Homem,

                                    DIZ QUE NÃO, AO TABAGISMO!

Políbio Serra e Silva, Professor Catedrático de Endocrinologia, Doenças Metabólicas e Nutrição
da Faculdade de Medicina de Coimbra in PREVENÇÃO VASCULAR



*Leia sobre Doença Coronária e Aterosclerose em Leituras para a Vida, 24.09.2011 - Links 1R