sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

6 - A Terra Entra nos Céus do Sistema Solar  (4º Dia da Criação)


E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para alumiar a terra. E assim foi." Génesis 1:14, 15.

Quantas vezes já observou um radioso entardecer ou uma luz resplandecente no firmamento? No meu caso, cada vez que o faço, evoco aquele momento em que Deus dava forma a este mundo.
O 4º dia dá início à segunda metade da semana da Criação. Há uma correspondência curiosa, não simplesmente literária, entre as duas metades dos seis dias da Criação:

No 1º dia, Deus criou a luz; no 4º dia, Deus criou os corpos celestes que iluminam a Terra.
No 2º dia, Deus criou a água e o ar; no 5º dia, os peixes e as aves.
No 3º dia, Deus fez aparecer o solo, a zona seca; no 6º dia, os animais terrestres e, entre eles, o Homem como o remate e a conclusão, não apenas desta segunda parte da obra criadora, mas também de toda a Criação. Que plano magnífico! Não lhe parece! Sim, a Criação é uma grande obra de desígnio, não o resultado de um acaso cego.

É o momento em que aparecem o Sol, a Lua e as estrelas. Poderia dar-se aqui à ordem divina um sentido mais débil: "Que apareçam os astros como luminares no firmamento dos céus", tomando-se como pressuposto que já existiam desde esse começo desconhecido quando Deus criou "os céus e a terra", mas que foi somente a partir do 4º dia que Deus ordenou que pudessem determinar os ciclos astronómicos do nosso sistema solar e iluminar a Terra ao ser dissipada a massa aquosa que a envolvia. Quer o Criador ensinar-nos que o desenvolvimento dos céus na sua relação com a Terra foi gradual como o do nosso Planeta? Talvez.
Em todo o caso, o relato não pretende espetacular acerca da relação dos astros que nos iluminam com o resto do Universo. A sua intenção é centrar todo o processo criativo na Terra, onde o homem viverá. E se se usa a expressão "fez os grandes luminares" é para mostrar que os astros, adorados como deuses pelos povos vizinhos, eram simplesmente criaturas de Deus ao serviço do homem.

Lembre-se de que, se Deus teve a capacidade para criar o Sol, a Lua e as estrelas, também tem poder para resolver qualquer tipo de problema que hoje lhe surja. Confie n'Ele!

Carlos Puyol Buil in Meditações Matinais Mas há um Deus no Céu, P. SerVir, 19.02.2016. Conheça o autor em M. p. S., 26.12.2015.




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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

4 - A Criação da Atmosfera  (2º Dia da Criação)


"E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi. E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã o dia segundo." Génesis 1:6-8.

A expansão aqui referida por Moisés designa a envoltura atmosférica do nosso Planeta. Se as águas de baixo são aquelas de que estão formados os mares, as águas de cima não podem ser mais do que as contidas nas nuvens. As nuvens não estão por cima da atmosfera, mas flutuam em geral por cima da camada da atmosfera onde se encontra o ar que respiramos. Podemos imaginar a obra desse dia do seguinte modo: a Terra estava rodeada de uma atmosfera espessa, pesada, sobrecarregada. Chegou o momento em que as substâncias gasosas de que estava saturada se depositaram em estado líquido ou sólido, de forma que o Planeta ficou rodeado dessa envoltura transparente e leve a que chamamos atmosfera, isto é a expansão. Por cima da camada mais próxima da Terra elevaram-se vapores, mais leves do que o ar, os quais se condensaram ao atingirem as regiões mais frias, formando a cobertura de nuvens que rodeiam o globo; estas são as águas de cima.
O oxigénio que respiramos em baixo, as nuvens e o vapor de água no meio, e a camada de ozono da atmosfera, em cima, para nos proteger das radiações solares. Assim foi determinado por Deus para tornar possível o equilíbrio e a regularidade do clima na Terra. Hoje, quando a atividade irresponsável da Humanidade está a debilitar ou a destruir essa camada de ozono, ocorrem mudanças climáticas que podem trazer-nos enormes catástrofes naturais, a desertificação de zonas importantes do Planeta, o degelo de uma parte dos polos, com o correspondente aumento do nível das águas marinhas e a inundação de muitas zonas costeiras. Deus fez bem as coisas no 2º dia, mas o homem está a estragá-las, alterando o equilíbrio original.

Mas há um Deus no Céu... quando os seres humanos parecem ter acabado com a Sua maravilhosa Criação, quando a contaminação cobre o céu e o mar. É a Sua misericórdia que nos permite viver e desfrutar dos espaços de felicidade que nos concede cada dia, apesar de tanta distorsão que a sobre-exploração trouxe ao Planeta.

Peça a Deus hoje que o ajude a contemplar o Seu amor através da Sua Criação.

Carlos Puyol Buil in Meditações Matinais Mas há um Deus no Céu, P. SerVir, 17.02.2016. Conheça o autor em M. p. S., 26.12.2015.




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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

2 - A Criação dos Céus e da Terra


"No princípio, criou Deus os céus e a terra." Génesis 1:1.

Este primeiro versículo é uma espécie de preâmbulo ou título do relato da semana em que Deus tornou possível a vida no planeta Terra: "No princípio, criou Deus ..." É a indicação de um feito positivo que abarca tudo o que se segue: Deus criou, produziu a matéria-prima e universal da qual foram formados os céus e a Terra. Deste modo nega-se, antes de mais, a existência independente desta matéria, a qual, em todos os sistemas cosmogónicos da Antiguidade, se considerava eternamente coexistente com a Divindade.
A palavra bereschith, no "princípio", ao contrário do que ocorre normalmente, não é, neste texto, seguida de um complemento, porque designa o começo absoluto, tal como em João 1:1. É o começo do tempo, e de todos os seres que se desenvolvem nele, os seres finitos. No que diz respeito ao verbo bara, "criou", este significa originalmente "cortar", e não implica, necessariamente, como a nossa palavra "criar", a ausência de uma matéria já existente. Quando, porém, este verbo designa uma ação exercida sobre uma matéria existente, utiliza-se outra forma verbal que tem como sujeito um ser humano e como complemento a própria matéria na qual se executa o trabalho; mas, na forma aqui empregue, tem sempre como sujeito Deus e como complemento a palavra que designa o resultado da ação cumprida. Utilizado em relação com a ideia do princípio absoluto, como ocorre no texto, a ação verbal de bara não pode significar outra coisa a não ser a própria formação inicial da matéria. Por último, a expressão "os céus e a terra" designa sempre, no Velho Testamento, o Universo na sua totalidade. Assim sendo, o primeiro texto da Escritura afirma categoricamente que Deus criou o Universo.

Hoje, no entanto, é demasiado fácil duvidar de que Deus tenha criado os céus e a Terra. É um facto que as pessoas raramente mencionam. Além disso, quanto maiores são as obras do ser humano menos se apreciam os prodígios divinos. Inclusivamente, por instantes, a desafiante retórica atual assemelha-se à dos construtores da Torre de Babel, os quais acreditaram que os seus avanços tecnológicos lhes possibilitavam contender com o Pai celestial.
Mas há um Deus nos Céus... mesmo quando o mundo nega o poder criador de Deus. Aí está Ele disposto a intervir na vida dos seres humanos quando estes pretendem desafiar a Sua autoridade, tal como aconteceu na construção da Torre de Babel.

Reconheça a autoridade divina na sua existência. Isso ajudá-lo-á a organizar a sua vida.

Carlos Puyol Buil in Meditações Matinais Mas há um Deus no Céu, P. SerVir, 15.02.2016. Conheça o autor em M. p. S., 26.12.2015.




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sábado, 6 de fevereiro de 2016

MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA - AMOR?!... "OU DESPREZO?"*

DOR HORRÍVEL!  DEUS NÃO QUER QUE SE FAÇA ISSO!!!  É CRIME!

A  MULHER  FOI  CRIADA  PARA  SER  AMADA  E  NÃO  MALTRATADA!!!!


O Velho e a Flor

Por céus e mares eu andei, vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber o que é o amor.

Ninguém sabia me dizer, eu já queria até morrer
Quando um velhinho com uma flor assim falou:

O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando chega sangrando, aberta
em pétalas de amor.


Vinícius de Moraes

Até os velhos têm sensibilidade. E os novos não?!...
(Alguém o sabe dizer?... Para não querermos morrer... por ver tanta dor, em vez de amor?... EE)


      

     "Todos os anos mais de três milhões de meninas e mulheres estão em risco de serem submetidas a mutilação genital feminina – são aproximadamente 8.000 todos os dias. A Amnistia Internacional, ao relembrar o Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina neste dia 6 de fevereiro, reitera a necessidade urgente de os Estados lutarem contra esta grave violação de direitos humanos.
     "A mutilação genital feminina, que consiste na excisão total ou parcial dos órgãos genitais, é mais comum de ser realizada em jovens de até 15 anos, mas ocorre também em mulheres adultas em observação de costumes e rituais regionais. Não traz nenhum benefício de saúde para as mulheres e meninas, pelo contrário, pode resultar em hemorragias graves, problemas urinários e, mais tarde, quistos, infeções e infertilidade, assim como complicações sérias do parto e riscos de morte natal.
     "No mundo, vivem atualmente mais de 140 milhões de mulheres e meninas que foram sujeitas a alguma forma de mutilação genital feminina (MGF), concentrando-se em 29 países, a maioria na África e Oriente Médio, mas também em alguns países da Ásia e da América Latina segundo os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde e da Unicef.
     "No Egito, por exemplo, 91% das mulheres entre 15 e 49 anos foram submetidas à MGF, segundo o relatório da Amnistia Internacional "Circles of hell': Domestic, public and state violence against women in Egypt" ("Círculos de inferno": violência doméstica, pública e do Estado contra mulheres no Egito), publicado em janeiro passado.
     "Na Europa, uma resolução do Parlamento em 2014, estimava que cerca de 500 mil meninas e mulheres que vivem na Europa foram submetidas a esta prática, com mais 180 mil em risco todos os anos.
     "Por isso, é fundamental que os governos mantenham o compromisso de combate à violência, contra as mulheres e crianças, incluindo a erradicação da mutilação genital feminina. Apesar de alguns esforços feitos em alguns países para legislar contra a MGF e desenvolver programas de prevenção e apoio, o impacto na redução dos números tem sido pouco."

"Saiba mais:
Relatório: ‘Círculos de inferno’: violência doméstica, pública e do Estado contra mulheres no Egito.
Serra Leoa adota enfoque inovador para pôr fim à mutilação genital feminina.
Do Cairo a Montevideu: os direitos sexuais e reprodutivos nas negociações da ONU.
Por uma vida de escolhas conscientes sobre sua própria sexualidade e reprodução, conheça a campanha Meu Corpo, Meus Direitos."

https://anistia.org.br/noticias/dia-internacional-da-tolerancia-zero-mutilacao-genital-feminina/

   


Declaração da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre o Consenso em Relação à Mutilação Genital Feminina

Introdução
Como parte de sua missão mundial, os adventistas do sétimo dia têm um firme compromisso de prover cuidados de saúde que preservem e restaurem o ser humano na sua totalidade. Por totalidade queremos dizer o desenvolvimento das dimensões físicas, intelectuais, sociais e espirituais da vida de uma pessoa, unificada através de um relacionamento amoroso com Deus e expresso através do serviço aos outros. Devido aos adventistas crerem que cada ser humano é criado à imagem de Deus como uma pessoa única, ao invés de uma dualidade de corpo e alma, cremos num ministério de graça que afeta todos os aspetos da vida humana, incluindo o bem-estar físico e emocional.

O ministério ao ser humano na sua totalidade leva os adventistas do sétimo dia a se preocuparem com a difusão da prática de mutilação genital feminina. (1) Geralmente chamada de "circuncisão feminina" ou, mais recentemente, "corte genital feminino", tais práticas atualmente afetam milhões de mulheres e meninas em cada ano. Estas estatísticas não incluem meninas que morrem como resultado das formas mais radicais de mutilação genital. Estas práticas vão desde a excisão do prepúcio clitorial à completa remoção da vulva com estreitamento da abertura vaginal. Nossa preocupação central, expressa nesta declaração de princípios, é para com todas as formas de danos que levem à disfunção física ou trauma emocional. Além disso, tais procedimentos são frequentemente realizados com instrumentos sujos, sem anestesia, em jovens meninas entre quatro e doze anos de idade. Hemorragia, choque, infeção, incontinência, dano aos órgãos em redor e cicatrizes são resultados frequentes. Além do dano físico, a mutilação genital é também emocionalmente traumática.

Mulheres que foram sujeitas à mutilação genital também são frequentemente afligidas com uma variedade de problemas de saúde de caráter ginecológico, incluindo fístulas, infeções crónicas e problemas com a menstruação. No casamento, a relação sexual é geralmente dolorosa, traumática, fazendo-se necessário uma reabertura da cavidade vaginal. O nascimento de um bebê pode também ser impedido em função das cicatrizes da cavidade vaginal, por vezes, resultando na morte da mãe e da criança.

Nas culturas onde a mutilação genital feminina é prevalecente, a prática é considerada justificável por uma variedade de razões. Crê-se, por exemplo, que tal mutilação preserva a virgindade das mulheres solteiras, ajuda a controlar seus impulsos sexuais, fortalece a fidelidade sexual para as mulheres casadas e aumenta o prazer sexual de seus maridos. Também acredita-se que a remoção de toda ou parte da genitália promove o asseio da mulher e torna o nascimento mais seguro para a criança. Devido a essas crenças, as mulheres que não passam por tais procedimentos podem ser consideradas inadequadas para o matrimónio. A despeito das evidências contra tais razões, e a despeito de esforços de inúmeras organizações de direitos humanos, a prática da mutilação genital feminina continua em várias culturas, com uma prevalência que excede 90 por cento em alguns países.

Em algumas culturas, a mutilação genital feminina é defendida como uma forma de prática religiosa. Como os adventistas do sétimo dia defendem a proteção da liberdade religiosa, acreditam que o direito à prática da religião não justifica ferir outra pessoa. Assim, apelos à liberdade religiosa não justificam a mutilação genital feminina.

Princípios Bíblicos

A oposição da Igreja Adventista à mutilação genital feminina é baseada nos seguintes princípios bíblicos:


1) Preservação da Vida e da Saúde. A Bíblia apresenta a excelência da criação de Deus, incluindo a criação dos seres humanos (Gén. 1:31; Sal. 139:13,14). Deus é a Fonte e o Mantenedor da vida humana (Jó 33:4; Sal. 36:9; João 1:3,4; Atos 17:25,28). Deus nos chama à preservação da vida humana e responsabiliza a humanidade por sua destruição (Gén. 9:5,6; Êxodo 20:13; Deut. 24:16; Jer. 7:3-34). O corpo humano é "o templo do Espírito Santo" e os seguidores de Deus são motivados a cuidar e preservar seus corpos, incluindo o dom da sexualidade dada por Deus, como uma responsabilidade espiritual (I Cor. 6:15-19). Por causa da mutilação genital feminina ser danosa à saúde, ameaçadora à vida e prejudicial à função sexual, é incompatível com a vontade de Deus.

2) Benção da Intimidade Marital.
As Escrituras celebram o presente divino da intimidade sexual dentro do matrimónio (Ecl. 9:9; Prov. 5:18,19; Cant. 4:16-5:1; Heb. 13:4). A prática da mutilação genital feminina deveria ser renunciada pois ameaça o desígnio do Criador para a experiência prazerosa da sexualidade por pessoas casadas.

3) Procriação Saudável.
Para pessoas casadas, o presente da união sexual pode ser abençoado mais tarde pelo nascimento de uma criança (Sal. 113:9; 127:3-5; 128:3; Prov. 31:28). O fato de que um nascimento bem-sucedido é ameaçado pela mutilação genital feminina, é mais uma razão para oposição a essa prática.

4) Proteção de Pessoas Vulneráveis.
As Escrituras prescrevem que esforços especiais sejam feitos para cuidar daqueles que são mais vulneráveis (Deut. 10:17-19; Sal. 82:3,4; Sal. 24:11,12; Isa. 1:16,17; Luc. 1:52-54). Jesus ensinou que as crianças deveriam ser amadas e protegidas (Mar. 10:13-16; Mat. 18:4-6). A mutilação genital de meninas jovens viola o mandato bíblico de salvaguardar as crianças e protegê-las de danos e abusos.

5) Cuidado Compassivo.
O amor pelo próximo leva os cristãos a prover cuidado compassivo àqueles que sofreram danos (Luc. 10:25-37; Isa.61:1). Os cristãos são chamados a tratar com compaixão aqueles que sofreram trauma físico e emocional causado pela mutilação genital feminina.

6) Compartilhar a Verdade.
Os cristão são chamados a vencer o erro expressando a verdade de uma maneira amorosa. (Sal. 15:2,3; Efés. 4:25). A verdade fundamental do evangelho tenciona livrar as pessoas de todo o tipo de escravidão pelo pecado (João 8:31-36). Assim, os cristãos devem compartilhar informações acuradas sobre o dano da mutilação genital feminina e as crenças que fundamentam essa prática.

7) Respeito pela Cultura.
Os cristãos devem ter perceção e respeito para com as diferenças culturais (I Cor. 9:19-23; Rom. 12:1,2). Ao mesmo tempo, cremos que os princípios divinos transcendem as tradições culturais (Dan. 1:8,9; 3:17,18; Mat 15:3; Atos 5:27-29). Os princípios fundamentais das Escrituras proveem uma base para a transformação de práticas culturais. Embora estando cientes de que a mutilação genital feminina é firmemente arraigada em muitas culturas, concluímos que essa prática é incompatível com os princípios divinos revelados.

Conclusão
Devido à mutilação genital feminina ameaçar a saúde física e emocional, os adventistas do sétimo dia se opõem a essa prática. A Igreja conclama seus profissionais de saúde, instituições médicas e educacionais, e todos os membros junto com pessoas de boa vontade para cooperarem nos esforços para eliminar a prática da mutilação genital feminina. Através da educação e da apresentação amorosa do Evangelho, é nossa esperança e nossa intenção que aqueles ameaçados ou sujeitos a tais práticas encontrem proteção, conforto e cuidado compassivo.

Este documento foi adotado pela Comissão da Associação Geral – Visão Cristã da Vida Humana em abril de 2000 e foi direcionado aos departamentos e instituições da Igreja Adventista do Sétimo Dia que acharem útil o conteúdo deste material.

(1) "Atualmente, os diferentes tipos de mutilação genital feminina realizados são classificados como:

Tipo I – Excisão do prepúcio, com ou sem excisão de parte de todo o clitóris.
Tipo II – Excisão do clitóris com excisão parcial ou total dos pequenos lábios.
Tipo III – Excisão de parte ou de toda a genitália externa e estreitamento da abertura vaginal.
Tipo IV – Não classificado: inclui perfuração, incisão do clitóris e/ou lábios; cauterização pela queima do clitóris e dos tecidos que o rodeiam; raspagem dos tecidos que circundam o orifício vaginal ou corte da vagina; introdução de substâncias corrosivas ou ervas na vagina para causar sangramento ou com o propósito de estreitá-la, e qualquer outro procedimento que se enquadra na definição de mutilação genital feminina dada acima."

Esta classificação foi tirada de Mutilação Genital Feminina: A Joint WHO, UNICEF, UNFPA Statment. Publicado pela Organização Mundial de Saúde, Genebra, 1997.
http://centrowhite.org.br/declaracao-da-igreja-adventista-do-setimo-dia-sobre-o-consenso-em-relacao-a-mutilacao-feminina/

http://noticias.adventistas.org/es/hospital-adventista-aleman-abre-centro-para-tratar-victimas-de-mutilacion-genital-femenina/



     "Nota: A circuncisão foi orientada por Deus dez gerações após o Dilúvio, quando foi feito um pacto com Abraão: 'Circuncidar-vos-eis na carne do prepúcio; e isto será um sinal de pacto entre Mim e vós. À idade de oito dias todo varão dentre vós será circuncidado...' Génesis 17:11 e 22.

     L. Emmett Holt e Rustin McIntosh afirmam que um bebé recém-nascido tem susceptibilidade a hemorragias entre o 2° e o 5° dia de vida. Hemorragias nessa época, embora normalmente inconsequentes, são às vezes extensas; podem produzir sérios danos nos órgãos acometidos.
     Observou-se que a tendência à hemorragia deve-se ao fato de que o importante elemento coagulador do sangue – a vitamina K – é produzido de forma insuficiente antes do 5° e 7° dia. Um segundo elemento também necessário à coagulação do sangue é a protrombina. No 3° dia de vida de um bebé, a protrombina disponível corresponde apenas a 30 por cento do normal. Qualquer cirurgia realizada em um bebé nesse tempo o predisporia a sérias hemorragias.
     Já no 8° dia a protrombina eleva-se a um nível bem melhor do que o normal: 110 por cento. Depois, ela desce para 100 por cento. Isso quer dizer que um bebé de oito dias tem mais protrombina do que terá em qualquer outro momento de sua vida.

     Abraão não escolheu o 8° dia depois de experiências de tentativas e falhas. Nem Abraão, nem seus companheiros da antiga cidade de Ur, na Caldeia, haviam sido circuncidados. O dia certo foi escolhido pelo Criador da vitamina K e da protrombina. Assim a ciência, uma vez mais, confirma os benefícios de uma recomendação divina." Blog Criacionismo, links 1R, 01.05.2008.

     "Nota: Câncer de pénis associado à falta de higiene – não seria esse um dos motivos para Deus ter indicado a circuncisão entre os israelitas? Para esse povo, a circuncisão era símbolo externo de uma aliança espiritual, mas Deus pode ter levado em conta o aspecto da saúde, também.
     O fato é que, entre as mulheres judias, a incidência do câncer de colo de útero é bem menor que a verificada entre as mulheres em geral. Dois fatores podem contribuir para isso: (1) a circuncisão e (2) a valorização do sexo monogâmico depois do casamento, o que previne as DSTs como o HPV, causador do câncer do colo de útero.
     Nunca é demais lembrar: o único sexo verdadeiramente seguro é o praticado com apenas uma pessoa, no casamento. Se quiser argumentação convincente a esse respeito, recomendo a leitura do livro A Verdade Nua e Crua, de Josh McDowell (CPAD)." Blog Criacionismo, 16.09.2012.



Filme secular... com as tais liberdades ... (ver a última postagem) mas com uma mensagem muito importante. Grande parte do mundo ainda sofre muito!!! E escusadamente... Deus chora com o que é feito!!! É um "ritual absurdo" - como a corajosa protagonista, Waris Dirie, diz no filme sobre a grande dor da sua vida.
"Mas as crianças, Senhor! Porque lhes (dão) tanta dor?!... Porque padecem assim?!..." (Augusto Gil enganou-se... Não ia às origens!... À Bíblia!...) Sim! Muitas crianças e mulheres precisam da nossa ajuda. Só chorar e lamentar por essas queridas pessoas, não chega! O que faremos? EE.

*Acréscimo sugerido por um homem, o nosso filho, casado com a Ruth, a nossa linda e doce americana/mexicana. Significativo! Obrigada.

http://observador.pt/opiniao/mutilacao-genital-feminina-e-um-crime/




(Leia mais em 1R - Meditação para a Saúde, 06.02.2016)

sábado, 23 de janeiro de 2016

DIA MUNDIAL DA LIBERDADE

Ética Cristã: Ainda Vale?


         Moody gostava de contar uma história relacionada com o Dr. William Arnot, pregador escocês que perdeu a mãe quando era bem pequeno. Ele tinha vários irmãos e irmãs, e todos sentiam muita falta da ternura da mãe, pois achavam que o pai era severo e rigoroso porque estabelecia certas regras. Uma regra era que as crianças não deviam subir em árvores. Outros meninos das redondezas contaram-lhes, porém, algumas coisas maravilhosas que podiam ser vistas do alto das árvores.
         Um dia, enquanto o pai estava lendo o jornal, um dos meninos da família Arnot disse:
         - Vamos fugir e subir numa árvore do terreno que fica lá em baixo.
         Um dos garotos permaneceu num lugar elevado, a fim de avisar os outros quando o pai se aproximasse. No momento em que seu irmão chegou ao primeiro galho, ele lhe perguntou:
         - O que estás vendo?
         - Não estou vendo nada!
         - Então sobe mais; tu ainda não subiste o suficiente!
         O menino subiu o máximo que pôde, mas escorregou e caiu, e quebrou a perna. O pequeno William procurou levar o irmão para casa, mas não conseguiu. Teve de contar ao pai o que havia acontecido. Estava com medo, pensando que o pai ficaria furioso.
         O pai atirou o jornal num canto, correu até ao local do acidente, pôs o filho nos braços e levou-o para casa. Então mandou chamar o médico.
         William Arnot teve assim um novo conceito do pai. Ficou sabendo por que o pai estabelecera regras: para proteger os filhos. Quando um deles se feriu, nem mesmo a mãe poderia ter sido mais bondosa.

SUBINDO NA ÁRVORE
O homem moderno, de um modo geral, não gosta de normas e regras. A vida já está difícil demais: problemas financeiros, dificuldades no trabalho, questões de família, agitação da vida moderna, stress, etc. E por cima de tudo isso, regras e mais regras. Então a pessoa explode!
À semelhança do garoto William, muitos hoje querem subir na árvore da liberdade total. Querem uma vida sem amarras. Para que viver numa camisa-de-forças? Os tempos mudaram, dizem. Vivemos livres das coisas que, no passado, atrelavam o homem às implacáveis exigências da vida moral. Isso era uma verdadeira ditadura, acrescentam.
O facto de muitos "quebrarem a perna", não significa nada. Os adeptos de uma existência livre admitem que esses acidentes fazem parte do jogo da vida. Sempre há riscos. E, assim, continuam soltando as amarras.
No fundo, todos querem liberdade! E não há coisa mais bonita e necessária do que a liberdade! Mas existe um problema aí: Muitos confundem liberdade com liberdades. Lembra-se da diferença entre estas duas palavras? Liberdade é fazer o que convém; já liberdades é fazer o que "dá na telha"; é fazer o que se quer, não importam as consequências. Liberdades, como disse Mª Junqueira Schmidt, "são ensaios fora da ordem".
Por isso você nota muita coisa estranha por aí. Cada um vive como quer. E os acidentes se multiplicam. Uns, de natureza física; outros, de natureza moral e espiritual. E o saldo não é pequeno.
Já pensou numa cidade de grande movimento, sem sinais de trânsito nem policiamento? Os adeptos da liberdade total ficariam eufóricos... Mas por quanto tempo? Até que fossem para o hospital, ou para a "cidade dos pés-juntos". Pensemos, agora, no Universo como um todo. Estrelas, planetas, constelações, galáxias. Uma imensa "megalópole" de astros siderais! E imagine tudo isso sem leis e sem órbita, de uma hora para a outra! Seria um caos. Júpiter poderia colidir com Marte. Um planeta iria de encontro ao Sol. Que abraço caloroso!... E se duas galáxias dessem uma topada em algum ponto do espaço? Haveria uma pulverização de luz!
Graças a Deus, existe um esquema de segurança no Universo. Há leis para governar e manter o infinitamente grande, e há leis para sustentar o infinitamente pequeno. As leis asseguram a ordem, que é a primeira lei do Céu.

FORA DOS TRILHOS
Um trem está seguro enquanto está nos trilhos. Se um comboio acha que andar fora dos trilhos é viver em liberdade, acaba por encontrar o fim; mas jamais chegará ao fim da linha...
O fato de você estar lendo este modesto livro, demonstra duas coisas, pelo menos: que é paciente... e, ao mesmo tempo, gosta de lidar com coisas sérias, mesmo que sejam veiculadas de modo singelo. Por essas razões, creio seguramente que você é um defensor da ordem; um paladino da ética. Dentro dessa maneira de ver as coisas, você deve estar estupefacto com as consequências do comportamento permissivo dos nossos dias.
Lares desfeitos, brigas entre cônjuges, desquites, divórcios, uso de drogas, alcoolismo, aberrações sexuais - tudo isso fala que algo não está funcionando bem. Perdeu-se a rota, não existe respeito a normas e princípios. Mas alguns admitem que, mesmo tendo que enfrentar tais consequências, ainda vale e pena viver "em liberdade".
O mundo está fora dos trilhos. Não se trata de pessimismo doentio. Os jornais e revistas expressam o grau de permissividade desta geração. E quanta empresa jornalística não está rica em virtude do sensacionalismo criado em cima de atitudes e comportamentos fora da ordem! A desgraça de uns representa o meio de enriquecimento de outros.

ÉTICA SITUACIONAL
A ética que impera em nossos dias, é a situacional. Não há valores absolutos para essa ética. Poderíamos chamá-la de ética de conveniência, para a qual não existem parâmetros rígidos e imutáveis. As suas "normas" variam de acordo com as circunstâncias; daí a expressão "ética situacional". Assim, o que era condenável ontem, pode ser aceite hoje. Dependendo das circunstâncias, a postura ética varia. E há momentos em que, para as pessoas menos informadas, essa ética chega a convencer. Mostra-se "humana" e solidária. Mas, por detrás de tudo, há uma tendência para acomodar as coisas. Tal enfoque se torna uma tragédia quando os interesses pessoais são ditados pela força e pelo abuso do poder. Então se cumprem as palavras: "Os fins justificam os meios".
Você já ouviu falar na questão do aborto (veja em Links 4LS). Para os adeptos da ética situacional, não há maiores problemas, a não ser enfrentar a oposição da ala conservadora. E existem muitos outros assuntos que, à luz dessa ética, passam pela catraca sem pagar o bilhete de passagem.

LEI DA LIBERDADE
Assim como Deus estabeleceu leis para governarem o Universo físico, fixou também normas e princípios para governarem a vida moral e espiritual dos seres humanos. Ora, toda a pessoa de bom senso admite a obrigatoriedade das leis físicas, sob pena de haver um colapso no Universo. Por que não admitir que, em relação com o homem - a coroa da Criação -, é indispensável um conjunto de normas para proporcionar-lhe segurança e bem-estar?
O Criador preestabeleceu parâmetros para a conduta de Seus filhos. Normas e princípios foram fixados para manter o homem na "órbita" da vida moral e espiritual. Mas, como já vimos no capítulo 14, houve - para a infelicidade deste planeta - um desvio de rota: nossos primeiros pais procuraram a liberdade onde esta não se encontrava. E assim, perderam a liberdade que era a razão de sua segurança e ventura. O inimigo prometeu-lhes mundos e fundos. Mas, ao final, só desgraça lhes sobreveio. Em busca da liberdade com que sonhavam, tornaram-se escravos do erro. A lei, que antes era uma representação ou norma de seu caráter puro, tornou-se agora uma acusadora de seus erros e faltas.

Toda a lei coerente significa liberdade. Pense, por exemplo, nas leis de trânsito. Se você respeita todos os sinais, essas leis não têm nada de que acusá-lo. Você está livre. Além de estar livre, está seguro. Quando porém, você passa um sinal vermelho, o guarda aparece e o multa. Você se torna devedor, ou escravo da lei.
O mesmo acontece nas esferas moral e espiritual. A liberdade é assegurada quando se está dentro da ordem. As Escrituras Sagradas afirmam que a lei de Deus é a LEI DA LIBERDADE. "Falai de tal maneira, e de tal maneira procedei, como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade." S. Tiago 2:12. O transgressor não vê nem sente a dimensão da liberdade na lei, pois é réu de juízo. Já o justo não tem nada de que possa ser acusado. Passa pela lei de cabeça erguida. Mas a lei não representa liberdade só pelo fato de a pessoa estar andando em retidão. Essa liberdade inclui também os benefícios de uma vida em harmonia com a vontade divina.

Essa sintonia com a vontade de Deus traz paz à alma. É REMÉDIO para o espírito, e também alegria e deleite. Disse o salmista: "Agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a Tua lei." Salmo 40:8. A intimidade com a lei proporciona esse deleite.



CÓDIGO DIVINO
Por favor, não pense que a lei a que me refiro é coisa do passado. Existe por aí um conceito equivocado, isto é, a ideia de que, quando Cristo morreu na cruz, a lei foi revogada. E muitos dizem: "Estamos livres das exigências da lei, pois Cristo, quando na Terra, cumpriu todos os seus requisitos." Será que é assim mesmo?
Afinal, por que Cristo morreu na cruz? Ora, porque a lei não podia ser anulada! Se fosse possível anular a lei, Cristo não deveria ter vindo ao mundo para pagar o preço da nossa condenação e satisfazer as exigências da lei. Mas essa lei é eterna. Tão eterna quanto o seu Autor. É a expressão do caráter divino. Assim, quando Cristo pagou a penalidade que a lei impunha à raça humana, satisfez a exigência da lei, mas não a anulou. Todos os que viessem a aceitar o perdão através de Cristo, seriam habilitados a viver, daí para a frente, de acordo com a lei.
Note o que Jesus afirmou: "Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos." Como, pois, guardar mandamentos abolidos? Portanto, os mandamentos jamais foram abolidos. Seria um contra-senso da parte de Deus. Ele não faz nada para ser remediado ou anulado depois. Sua Palavra permanece para sempre.
Peço que você raciocine comigo da seguinte maneira: Se a lei divina foi abolida, então podemos matar, roubar, adulterar, mentir, dizer falso testemunho, cobiçar a casa do próximo, a mulher do próximo, desenrar pai e mãe, e assim por diante. Mas ninguém, em sã consciência, admitiria tal desatino.
Você está de acordo com isto?
Os Mandamentos de Deus definem nosso relacionamento com o Criador e Redentor, assim como nossos deveres e obrigações para com os semelhantes. E as Escrituras são claras em afirmar que a transgressão da lei é pecado. (Ver I S. João 3:4).

A NATUREZA DA LEI
Os atributos divinos estão encerrados na lei. Note as seguintes passagens bíblicas: "A lei do Senhor é perfeita" e o "testemunho do Senhor é puro" (Salmo 19:7 e 8). "Todos os Teus mandamentos são justiça" (Salmo 119:172). "A lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom" (Romanos 7:12). "Todos os Teus mandamentos são verdade" (Salmo 119:151).

Eis, agora, os aspectos que definem a natureza da lei:
1. Lei Moral - É um padrão de conduta para a humanidade. Exprime nosso relacionamento para com Deus e para com os semelhantes.
2. Lei Espiritual - A carta aos Romanos diz: "A lei é espiritual." capítulo 7:14. Jesus, no Sermão da Montanha, foi claro ao dizer que a transgressão da lei tem início no coração. "Ouvistes o que foi dito: 'Não adulterarás'. Eu, porém, vos digo: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela." S. Mateus 5:27 e 28.
3. Uma Lei Positiva - Embora quase todos os mandamentos comecem com a negativa "não", a lei divina tem enfoque positivo. O sexto mandamento, por exemplo, diz: "Não matarás". Quem não mata, está promovendo a vida. Assim deve ser entendida a lei. "Para os obedientes, ela é um muro de proteção. Contemplamos nela a bondade de Deus que, revelando aos homens os imutáveis princípios da justiça, procura resguardá-los dos males que resultam da transgressão." - Mensagens Escolhidas, livro 1, pág. 235.
4. Uma Lei Simples - Apesar de os Mandamentos serem amplos em seu alcance, são breves e muito compreensíveis. Até uma criança pode memorizá-los e entender-lhes o significado.
5. Uma Lei de Princípios - Para dar um exemplo, há dois grandes princípios de amor nas seguintes palavras de Jesus, ao resumir a lei: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e amarás o teu próximo como a ti mesmo." S. Lucas 10:27. "Aqueles que vivem esses princípios, achar-se-ão em plena harmonia com os Dez Mandamentos, uma vez que os mandamentos expressam com mais detalhes esses mesmos princípios." - Nisto Cremos, pág. 314.
6. Uma Lei Deleitosa - Quando existe íntima ligação entre a pessoa e a lei, esta se torna uma fonte de alegria e deleite. "Quanto amo a Tua lei!" É a minha meditação todo o dia" (Salmo 119:97). "Amo os Teus Mandamentos mais do que ouro, mais do que ouro refinado" (Salmo 119:127). O apóstolo S. João afirmou: "... os Seus mandamentos não são penosos." (I S. João 5:3).

UM ESPELHO
Quando você se levanta de manhã, fica diante do espelho durante alguns minutos. Se, porventura, percebe algo estranho em seu rosto, você não vai esperar que o espelho faça o trabalho de remoção da mancha ou qualquer outra coisa. A função do espelho é mostrar a condição de seu rosto. Só isso. Mas é muito importante essa função.
A função do espelho ilustra o papel da lei em nossa vida. Eu diria que a lei tem dupla função: Primeiro, aponta as falhas de nosso carácter. Segundo, mostra o padrão de conduta.

Acompanhe-me, por alguns instantes, na análise dos propósitos da lei.
- Ela aponta o pecado. "Pela lei vem o conhecimento do pecado" (Romanos 3:20). Paulo disse que "não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei" (Romanos 7:7).
- Funciona como padrão de julgamento. "Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos... porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más" (Eclesiastes 12:13 e 14; cf. S. Tiago 2:12). E o salmista afirmou que, tal como Deus, Seus "mandamentos são justiça" (Salmo 119:172).
- Agente de Conversão - A lei não tem nenhum poder para transformar a vida de uma pessoa, mas é o instrumento que o Espírito Santo usa para levá-la à conversão. "A lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma." (Salmo 19:7). A lei mostra a nossa necessidade de um Salvador.
- Provê liberdade - Como proporciona liberdade, se ela condena? Ela aponta o caminho da liberdade em Cristo. Viver dentro dos parâmetros estabelecidos pela lei, significa libertação do pecado. Disse o salmista: "Andarei em liberdade, pois busquei os Teus preceitos" (Salmo 119:45). S. Tiago referiu-se à lei como a "lei perfeita, lei da liberdade" (S. Tiago 2:8; 1:25).
- Restringe o mal - Quando a lei é obedecida, as condições da sociedade mudam para melhor. O crime, a violência, a imoralidade e maldade desaparecem. A obediência traz bênçãos: "A maldição do Senhor habita na casa do perverso, porém a morada dos justos Ele abençoa" (Provérbios 3:33).

O ESPELHO NÃO FOI QUEBRADO
Será que você já ouviu alguém dizer que a lei foi abolida com a morte de Cristo na cruz? Possivelmente. Pois bem, aqui está um dos maiores enganos do inimigo. Como uma lei que regula o comportamento humano poderia ser anulada?
Guarde no arquivo da sua cabeça um lembrete: Alguns líderes religiosos de hoje afirmam que a lei foi abolida. E isto é dito por aí por causa de um motivo que você vai conhecer ainda neste capítulo. Aguarde um pouco mais.
Existem muitas afirmações no Antigo Testamento sobre a perpetuidade da lei, mas não preciso mencionar nenhuma aqui.
E no Novo Testamento? Pense no que Jesus disse: "Não penseis que vim revogar a lei, ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: Até que o Céu e a Terra passem, nenhum i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra." S. Mateus 5:17 e 18.
O apóstolo S. João, muito tempo após a morte de Jesus, registou as seguintes palavras a respeito dos fiéis dos últimos dias da história deste mundo: "Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Apocalipse 14:12).
Se a lei é o reflexo do caráter de Deus, e Deus não muda, seria uma tremenda contradição qualquer mudança em seu conteúdo.
O espelho moral e espiritual da humanidade não foi quebrado, portanto. Está aí para revelar as manchas de caráter. Está aí para apontar o "caminho, a verdade e a vida" (S. João 14:6). Está aí para indicar a necessidade do "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (S. João 1:29). O espelho está inteirinho, e bem polido. Será a norma de julgamento no dia do juízo final.

O ALCANCE DA LEI
Não existe nada em nosso comportamento que não possa ser alcançado pela lei divina. Isto, por si só, já é uma prova da sua perfeição. É um código abrangente. Afinal, não foi um homem finito que a estabeleceu!

Eis como Spangler e Dolson resumem os Mandamentos:
"O 1º nos protege contra o politeísmo;
O 2º nos protege contra a idolatria;
O 3º protege a honra de Deus;
O 4º é uma defesa contra a dissipação das faculdades físicas e contra a negligência da vida espiritual;
O 5º assegura o respeito e o cuidado dos pais idosos;
O 6º protege a vida humana contra o homicídio;
O 7º é uma defesa contra a violação dos laços matrimoniais e contra a impureza;
O 8º protege a propriedade pessoal;
O 9º constitui uma proteção contra o falso testemunho e as falsidades;
O 10º é uma defesa contra intenções e desejos prejudiciais."
- Deus Revela Seu Amor, vol. 2, pág 59.

Pergunto-lhe agora: Você discorda de alguma coisa nesses mandamentos? Você deve ter notado a sabedoria de Deus em nos proteger contra o mal em seus mais variados matizes: nada, na esfera humana, fica descoberto!
Peço-lhe que, com a máxima reverência, leia os Mandamentos da lei de Deus:

I
Não terás outros deuses diante de Mim.
II
Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos Céus,
nem em baixo na Terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque Eu sou o Senhor teu Deus,
Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira
e quarta geração daqueles que Me aborrecem, e faço misericórdia até mil
gerações daqueles que Me amam e guardam os Meus mandamentos.
III
Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar
o Seu nome em vão.
IV
Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de sábado, e o santificou.
V
Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
VI
Não matarás.
VII
Não adulterarás.
VIII
Não furtarás.
IX
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
X
Não cobiçarás a casa do teu próximo.
Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento,
nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.


(Êxodo 20:3-17)

Seja franco em sua maneira de pensar: Existe no Decálogo algum mandamento que não se aplique mais a nossos dias?
Você concorda, tenho a certeza, em que matar, adulterar, furtar, mentir, cobiçar, adorar deuses de pau e pedra, tomar o nome de Deus em vão (ou blasfemar) - são coisas incompatíveis com a conduta cristã. Você pode estar dizendo no seu íntimo: Há lógica em tudo isso.

UMA BRECHA NA LEI

Mas você poderia dizer agora: Mas o 4º mandamento foi alterado. Tem a certeza? Quem lhe falou isso?
Aqui está o maior engano de todos os tempos. A Palavra de Deus previu que poderes humanos tentariam anular o que a autoridade divina havia estabelecido. Leia o seguinte texto em Daniel 7:25: "Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos..." O profeta Daniel aqui fala do poder político-religioso representado pelo 4º animal simbólico. E o apóstolo Paulo descreve o perfil desse poder: "Ninguém de nenhum modo vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia, e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ou objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus." II Tessalonicenses 2:3 e 4.

O mandamento sobre a guarda do sábado foi o alvo da fúria do inimigo, "uma vez que o sábado desempenha papel vital na adoração a Deus como Criador e Redentor" (Nisto Cremos, pág. 343). A mudança do sábado para o domingo foi gradual. Mas não há evidências de santificação semanal do domingo por parte dos cristãos antes do II século. Diz Maxwell: "Mas, estranho como possa parecer, nenhum autor do 2º e 3º séculos jamais citou um único texto bíblico como prova da autorização de se observar o domingo em lugar do sábado. Nem Barnabé, nem Inácio, nem Justino, nem Ireneu, nem Tertuliano, nem Clemente de Roma, nem Clemente de Alexandria, nem Orígenes, nem Cipriano, nem Vitorino, nem qualquer outro autor que tenha vivido próximo ao período em que Jesus vivera, conhecia qualquer instrução a esse respeito, deixada por Jesus ou por qualquer texto bíblico." - God Cares, vol. 1, pág. 131.

Não vamos entrar em detalhes quanto à mudança do sábado para o domingo. Apenas desejamos mostrar o seguinte documentário: Na edição de 1997 do The Convert's Catechism of Catholic Doctrine, aparece esta série de perguntas e respostas:
"P - Que é o sábado?
R - O sábado é o sétimo dia.
P - Por que observamos o domingo em lugar do sábado?
R - Observamos o domingo em lugar do sábado porque a Igreja Católica transferiu a solenidade do sábado para o domingo." Op. Cit., pág. 50.

O erudito John A. O'Brien, em seu best-seller, The Faith of Millions (A Fé de Milhões), afirma: "Uma vez que o sábado, e não o domingo, é especificado na Bíblia, não é curioso que os não-católicos que professam obter sua religião diretamente da Bíblia e não da Igreja Católica, observem o domingo em lugar do sábado? Sim, efetivamente, isto é incoerente." - Op, Cit., págs. 400 e 401.
Como você está percebendo, a brecha foi feita exatamente no 4º mandamento da lei de Deus. Mas o que o homem anulou na Terra, não foi anulado no Céu. Por isso repito o que Jesus disse: "Porque em verdade vos digo: Até que o Céu e a Terra passem, nem um i nem um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra." S. Mateus 5:18.
Assim sendo, a observância do sábado - o sétimo dia da semana - está ainda em vigor.

E qual é o propósito do sábado?
1 - Memorial perpétuo da Criação - Êxodo 20:11 e 12.
2 - Símbolo de Redenção - "Quando Deus libertou os israelitas da escravidão egípcia, o sábado - que já funcionava como memorial da Criação - se tornou também um memorial da libertação (Deuteronómio 5:15)." - Nisto Cremos, pág. 339.
3 - Sinal de Santificação - "Certamente guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações, para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica" (Êxodo 31:13; cf. Ezequiel 20:20).
4 - Sinal de Lealdade - No Éden, a árvore da ciência do bem e do mal, foi o sinal de lealdade entre o homem e Deus. Antes do 2º advento de Cristo à Terra, o mundo estará dividido em duas classes: aqueles que são leais e "guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus" e aqueles "que adoram a besta e a sua imagem" (Apocalipse 14:12 e 9).
5 - Ocasião de Companheirismo - O sábado é um dia em que o homem pode ter mais intenso companheirismo com o Criador. Ao meditar nas obras criadas por Deus, o homem O adora.

Atualmente, muito se fala em Ecologia. A preservação da Natureza está nas manchetes de jornais e revistas. Mas se o homem moderno guardasse o sábado como o mandamento prescreve, haveria respeito pela Natureza. Ora, o respeito para com a Natureza só é possível quando o homem ama e respeita o Criador de todas as coisas. A melhor bandeira ecológica é, portanto, a observância do sábado. Além disso, o sábado é uma pausa que refresca. Um Antídoto Contra o Stress da Vida Moderna.

É POSSÍVEL GUARDAR A LEI?
A lei divina é nosso código de ética. Não pode haver cristianismo prático em minha vida, se eu matar, roubar, adulterar, mentir, jurar falso testemunho, etc. As Santas Escrituras afirmam: "Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas passaram, eis que tudo se fez novo" (II Coríntios 5:17). As "coisas velhas" são: adultério, crime, mentira, cobiça, etc. Como resultado da nova vida em Cristo, o homem não mais pratica essas coisas. Isto significa guardar a lei, certo?

Você só pode guardar a lei se estiver ligado a Cristo. Ele disse: "Sem Mim nada podeis fazer" (S. João 15:5). O poder vem de Cristo, portanto. Disse o Senhor a Paulo: "A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza" (II Coríntios 12:9).
Mas observe uma coisa: Você não guarda a lei para ser salvo. Você a observa porque está salvo em Cristo Jesus. Somente as pessoas salvas e ligadas a Ele recebem o poder para viver segundo a Sua vontade.
         Quero terminar este capítulo contando a história de um pai que, certa ocasião, estava muito ocupado, e assim não tinha tempo para passar com sua filhinha. Certa noite, já bem tarde, ele chegou ao lar e foi logo dizendo à filha: "Aqui está um presente que o papá trouxe para você". Pensando que ela fosse ficar feliz da vida, ouviu a seguinte observação: "Paizinho, não quero o seu presente; quero você."
         Muitas vezes tentamos dar um presente a Deus: ou seja, guardar os Seus mandamentos. Mas Deus nos diz: "Não quero seus esforços e obras; quero você." Somente quando nos entregamos inteiramente a Ele, passamos a produzir os frutos da vida cristã. A convivência com Cristo transforma a nossa vida. Por esta razão, creio que a ética cristã ainda vale. Para mim e para você. Mas note bem: só através de Cristo!
Bibliografia
1. Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, livro 1 (Casa Publicadora Brasileira: Tatuí, SP), 1988.
2. Nisto Cremos, da mesma editora, 1989.
3. Spangler, Dolson e Gane, Deus Revela Seu Amor, vol. 2 (Casa Publicadora Brasileira: Tatuí, SP), 1988.
4. Mervyn Maxwell, God Cares, vol. 1 (Pacific Press Publishing Association: Boise, Idaho), 1981.
5. John A. O'Brien, The Faith of Millions (Huntington, IN: Our Sunday Visitor Inc.), 1974.

Rubens S. Lessa, Pastor, Redator e Editor da Casa Publicadora Brasileira, é também autor de vários livros. Texto do seu excelente livro LIVRE PARA VIVER - O Prazer da Liberdade Total.




sábado, 26 de dezembro de 2015

UM  SALVADOR  PERFEITO

         A Pedagogia moderna valoriza hoje, de forma inequívoca, a parte prática de todo e qualquer aprendizado. Por mais importante - e até indispensável - que a teoria seja, ela só é válida quando completada com a prática. Esta torna-se, assim, a dimensão perfeita do saber. Por essa razão, muitos cursos são, actualmente, seguidos de um estágio. Pretende-se que o estudante ponha em prática os conhecimentos teóricos adquiridos, pois só essa experiência total o torna apto para a profissão que escolheu.

         Sabemos que o plano da redenção foi estabelecido antes da fundação do mundo. Todavia, só o nascimento e morte de Jesus lhe conferiram uma dimensão completa. O plano e a sua execução encontram-se em Jesus, pois "vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, ... para remir os que estavam sob a lei, a fim de recebermos a adopção de filhos" (Gálatas 4:4, 5). Ao tomar a natureza humana, Jesus adquiriu uma experiência pessoal que Lhe permitiu estabelecer uma relação especial connosco: tornou-Se nosso Irmão. "O Verbo Se fez carne, e habitou entre nós", exclama o apóstolo (João 1:14). Solidão, fadiga, privações, tentação e rejeição foram o Seu quinhão nesta Terra. "Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu" (Hebreus 5:8). Uniu-Se à família humana não apenas para ser Substituto Divino-humano, mas para que pudesse ser um Salvador Perfeito!

         Um provérbio árabe diz que "nenhum homem pode julgar outro sem primeiro andar uma lua (um mês) com os seus mocassins (sapatos)". Isto quer dizer que ninguém pode compreender as circunstâncias, as motivações, tentações e limitações de um ser humano sem as conhecer por experiência própria, e que, por isso, não devemos emitir juízos de valor sobre os actos dos outros.
         Embora Jesus, como Deus, conheça todas as coisas, a Sua encarnação permitiu-Lhe ser perfeitamente qualificado para nos compreender e socorrer em todos os nossos problemas e necessidades: "Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus para expiar os pecados do povo. Porque naquilo que Ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados" (Hebreus 2:17, 18).

         "Tomando sobre Si a natureza humana, Cristo Se achou habilitado a compreender as provas e tristezas do homem, e todas as tentações que o rodeiam. Anjos, que não conheciam o pecado, não podiam simpatizar com o homem em suas provações peculiares. Cristo condescendeu em tomar a natureza do homem, e como nós em tudo foi tentado, a fim de que soubesse como socorrer a todos os tentados." - Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 252. "O exaltado Filho de Deus, assumindo a humanidade, vem para perto do homem, pondo-Se como substituto do pecador. Identifica-Se com os sofrimentos e aflições dos homens. Foi tentado em todos os pontos, como o é o homem, para que pudesse saber como socorrer aos tentados." - Ibid. p. 279.

         Há uma ligação especial entre aqueles que partilham as mesmas experiências. E quando alguém já superou a prova, está em melhor posição para ajudar os outros. "Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, porém Um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hebreus 4:15, 16).

Graças  a  Deus  Por  Este  Salvador  Perfeito!

         Tal é a mensagem do Natal, as "novas de grande alegria ... pois, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor"! (Lucas 2:10, 11). E até nós chega o eco do coro angelical: "Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens"! (v. 14).


Mª Rosa Baptista, Revista Adventista, Dezembro de 1986

     (clique na imagem para poder ler)


                           E  COMO  AGRADECER  A  DEUS?


Como Agradecer a Jesus o Que Fez Por Mim? Sem Eu Merecer Vem Provar o Seu Amor Sem Fim.
As Vozes de Um Milhão de Anjos Não Poderiam Expressar a Gratidão Que Vibra em Meu Ser, Pois Tudo Devo a Ti.

CORO: A Deus seja a glória, a Deus seja a glória, a Deus seja a glória, pelo que fez por mim!
Com Seu sangue lavou-me, Seu poder transformou-me, a Deus seja a glória pelo que fez por mim!


Quero Entregar, Senhor, a Minha Vida em Tuas Mãos, e Quero Dar Meu Louvor Pela Tua Eterna Salvação.
Com Seu Sangue Lavou-me, Seu Poder Transformou-me, a Deus Seja a Glória Pelo Que Fez Por Mim!


CONHECER JESUS É TUDO / CONHECER JESUS É TUDO / CONHECER JESUS É TUDO

C-O-N-H-E-C-E-R    J-E-S-U-S    É    T-U-D-O


       A pergunta do jovem rico: "O que farei para ter a vida eterna?" é a pergunta que palpita no coração da humanidade. O homem foi criado para viver. O que ele mais quer é viver. Pode a vida ser a mais miserável das vidas, mas quando chega a hora da morte o homem agarra-se com desespero à vida. A morte é um intruso na experiência humana e por isso não é aceite. O maior desejo do homem é viver. Para ter vida ele é capaz de fazer qualquer coisa, pagar qualquer preço, realizar qualquer sacrifício. "O que farei para ter a vida eterna?" É o grito desesperado do coração humano. E a resposta de Cristo é simples: "E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." São João 17:3.
       Vês? O segredo da vida eterna não consiste apenas no conhecimento de um corpo de doutrinas ou na aceitação de uma determinada Igreja. O segredo é o conhecimento de uma pessoa: a pessoa maravilhosa de Jesus Cristo. O verdadeiro cristianismo é um relacionamento de duas pessoas: o ser humano e Cristo. O que mais importa na nossa experiência espiritual não é o QUE cremos mas em QUEM cremos.
       A razão para acreditar que o verdadeiro cristianismo é o relacionamento pessoal entre Cristo e o homem é que a justiça e o pecado só podem existir entre pessoas. Uma estrela, um gato, uma mesa ou uma pedra não podem pecar ou ser justos. Só as pessoas pecam. Por isso o pecado, mais do que a violação da lei, é a interrupção do relacionamento de amor entre Cristo e o ser humano. Esta é a verdadeira desgraça do pecado. Quando peco, estou a ferir o meu Jesus, ferindo-me a mim mesmo e trazendo separação entre ambos.
       A maldade do pecado do Éden está melhor revelada no facto de Adão se esconder de Deus, do que simplesmente no comer do fruto proibido. Isto é o pior do pecado! O ser humano que outrora corria e se atirava nos braços do Pai amante, depois de pecar, escondeu-se de medo e causou profundo sofrimento ao coração de Deus. O Pai estava triste porque alguém quebrou a Lei? Ou estava a sofrer por causa da separação?
       Isto leva-nos à conclusão de que a salvação, a vida eterna não é mais do que uma reconciliação ou um novo relacionamento pessoal com o Senhor da salvação. Somos salvos, quando cremos em Jesus, quando amamos a pessoa de Jesus, não apenas o Seu nome, nem as Suas doutrinas, nem apenas a Sua Igreja.
       Não podemos, porém, amar uma pessoa sem a conhecer, por isso o inimigo fará todo o possível para nos distanciar mais e mais de Deus, ou então para aproximar-nos com uma ideia errada do Pai. O inimigo não quer que conheçamos Jesus ou, na pior das hipóteses, quer que O conheçamos com a imagem de um Deus tirano, ditador, preocupado mais com as Suas normas do que com os Seus filhos. Essa imagem de Deus não inspira amor, inspira medo; não inspira desejo de servi-Lo, gera a obrigação de servi-Lo. A consequência é uma religião triste, um cristianismo formal. É o medo do castigo que nos leva a obedecer. O inimigo fica feliz com isso. Conseguiu o que queria. Se não conseguiu levar-nos para longe do Pai, ao menos trouxe-nos para perto d'Ele pelos motivos errados.*

       Conhecer Jesus é Tudo, sabes porquê? Porque ao conhecê-Lo como na realidade Ele é, ao conhecer o que Ele fez por nós na cruz do Calvário, ao saber quanto Ele nos amou e nos ama apesar das nossas atitudes ou da nossa rebeldia, não teremos outro caminho senão apaixonar-nos por Ele! Amá-Lo com todas as forças do nosso ser. E porque O amamos, desejaremos ser como Ele é, viver como Ele quer, ver sempre um sorriso de felicidade no Seu rosto. Consequentemente, deixaremos de fazer tudo aquilo que O deixa triste e faremos tudo aquilo que O deixa feliz.
       Conhecer Jesus é Tudo, porque a Salvação não provém do esforço humano, ela é um presente de Deus e esse presente é a Pessoa de Jesus Cristo. A salvação não vem de Jesus Cristo. A salvação é Jesus Cristo. Aceitar a salvação é aceitar a Jesus Cristo. Conhecer Jesus é ter a salvação e, portanto, ter a vida eterna.
       Quando São João fala de "Conhecer Jesus" não está a falar apenas de um conhecimento teórico. João vivia numa época em que predominava o pensamento helenístico. Os gregos endeusavam o conhecimento teórico. Para um grego dizer que conhecia uma flor, ele ia à biblioteca, estudava tudo o que as enciclopédias e livros diziam sobre a flor, e dizia: "Conheço a flor." O João não. Para ele dizer que conhecia a flor, além de ler o que os livros diziam, ele ia ao campo tocar na flor, sentir nas mãos a beleza da flor, cheirar a flor, acariciá-la, e então dizer: "Conheço a flor."
       Conhecer, para os gregos que viviam no tempo de Jesus, era acumular conhecimento teórico. Conhecer, para o discípulo amado, era uma experiência de vida. O conhecimento teórico pode ajudar enquanto as coisas andam bem. O conhecimento experimental é, por sua vez, a única solução para os momentos de crise.
       A maioria dos discípulos limitava-se a ouvir as palavras de Jesus. João ia mais além: ficava perto do Mestre e reclinava a cabeça no coração de Jesus. A diferença revelou-se na crise. Quando os judeus prenderam Jesus e O levaram ao Calvário, toda a gente O abandonou. O único que ficou perto foi aquele que não se contentou em ouvir Jesus, nem em conhecê-Lo, mas que procurou um conhecimento experimental. São João 19:26, 27.
       "E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste." Simples como uma flor, como uma criança, como um sorriso, como todas as coisas de Deus. São os seres humanos que às vezes complicam as coisas, as tornam difíceis e lhes roubam a beleza natural.

       Este livrinho, pretendeu de maneira simples apresentar-te todo o processo da conversão e da vida cristã. Justificação, justiça imputada, justiça comunicada, santificação e glorificação.
       "Mas eu não achei essas palavras ao longo da leitura", poderás estar a perguntar. E tens razão. Não mencionei sequer uma vez essas palavras. Já as ouviste tantas vezes na tua vida e não ajudou muita coisa. Eu quis mostrar esses assuntos de maneira diferente.
       No 1º capítulo, por exemplo, mencionei a história do jovem rico. Um triste exemplo do homem que procura a justiça pelos seus próprios esforços. O resultado é uma vida vazia e sem sentido. A minha experiência própria, quando jovem, era muito semelhante à do jovem rico.
No capítulo 3, tentamos explicar da maneira mais simples o profundo tema do perdão, da expiação e da justificação. O que Cristo fez por nós na cruz não foi apenas libertação da culpa, mas uma substituição. Alguém pagou pelos nossos pecados. Ele foi tratado como nós merecíamos para que pudéssemos ser tratados como Ele merece. Ele ocupou o nosso lugar. Agora podemos ocupar o Seu. Ele oferece-nos os Seus méritos, as Suas obras, a Sua justiça, toma sobre Si os nossos pecados e paga o preço por eles na cruz. Ao vê-Lo pendurado na cruz sentimo-nos atraídos por Ele. Somos reconciliados por Ele, somos justificados e recebemos uma nova natureza. A isto chamamos justiça imputada.
       Mas, porque é que depois de justificados e reconciliados continuamos a ter vontade de errar? Então vem o assunto das duas naturezas. Temos que alimentar a natureza de Cristo através da oração, do estudo da Bíblia e do trabalho missionário, e temos que matar de fome a natureza má. Por outras palavras, temos que andar como Enoque, Noé, Abraão e David, num relacionamento de amor. Isto é santificação. A luta, porém, continuará até à volta de Cristo. Só então acontecerá mais um milagre: Deus arrancará a natureza pecaminosa para sempre e a deitará fora. A isto chama-se glorificação. A luta findará aqui.

       Mas enquanto Cristo não voltar, a caminhada continuará e nessa experiência o Senhor Jesus assiste-nos cada dia com a presença do seu Santo Espírito, dando-nos da Sua justiça permanente. Isto é justiça comunicada.
       Como vês, neste livrinho não nos temos preocupado tanto com terminologias como com o facto de nos compreenderes. Mais do que conceitos teóricos, tentamos mostrar assuntos práticos. Mais do que tratar do QUE, preocupamo-nos em mostrar o COMO. Nada disso, porém, tem valor sem o maravilhoso QUEM. Ele é a personagem central deste livro e Ele terá que ser a personagem central da nossa vida se quisermos viver uma experiência cristã bem-sucedida e feliz.

       Nunca poderei esquecer a emoção que me produziu a leitura de um incidente ocorrido nos Estados Unidos:
       Trinta e seis crianças estavam presas numa sala de aula no 1º andar de uma Escola em chamas, no coração de Chicago. Todas as que puderam sair, saíram. As escadas estavam cheias de chamas e fumo. As saídas de emergência bloqueadas. Não havia outra saída. Então trinta e seis rostinhos de crianças assustadas estavam colados aos vidros das janelas. Os bombeiros ainda não tinham chegado. Não havia polícia ali perto. Salvá-las parecia impossível.
       Mark Spencer vivia 2 quarteirões abaixo. Quando viu o fogo, ele correu para a Escola. A sua missão, naquela manhã, não era rotineira como a de um polícia ou de um bombeiro. Ele foi impulsionado por outro sentimento. Ao chegar ao lugar, ele gritou aos miúdos que quebrassem o vidro. Os pedaços de vidro caíram pelo chão.
       Mark era um homem alto, musculoso e forte. Toda a gente podia ver o brilho de confiança nos seus olhos, a segurança dos seus braços e o amor na sua voz quando gritou aos meninos: "Pulem para cá, que eu seguro-vos." Um a um eles começaram a pular. Os poderosos braços de Mark seguravam-nos e punham-nos no chão. Finalmente todos estavam salvos. Quero dizer, todos menos um! O pequeno Mike olhava para baixo e dava um passo para trás com medo. O Mark gritou, suplicou, pediu, ordenou: "Pula, não te vais magoar, eu vou segurar-te!"
       A professora de Mike gritou: "Pula, Mike, pula!" Os coleguinhas (trinta e cinco): "Pula, Mike, pula! Nós conseguimos, tu também conseguirás."
       O menino ficou ali gelado de medo. No dia seguinte encontraram o seu corpinho carbonizado. O corpo de Mike, o filho de Mark Spencer.
       O que foi que aconteceu? O que estava errado? Não sabemos. Nunca ninguém saberá, muito menos Mark Spencer. Ele era um pai amoroso. Tinha dado ao filho tudo o que o menino precisava, tinha brincado com ele, tinha-lhe dado carinho, dividido com ele parte do seu próprio coração. No momento em que a vida de Mike estava num pêndulo, entre a esperança e o desastre, entre o triunfo e a tragédia, entre a vida e a morte, o Mark estava ali com os braços abertos, pedindo, suplicando, implorando, chorando para que o filho pulasse não para o frio, cruel e assassino cimento, mas para os seus seguros, confortáveis e carinhosos braços de pai amante.

       Mas alguma coisa não correu bem e o Mike morreu.
       Seremos diferentes? Correremos com alegria para os braços amantes de um Pai maravilhoso e andaremos com Ele num relacionamento de amor mútuo? Ou ficaremos gelados como o pequeno Mike, com medo, porque as chamas do formalismo nos levam a ver a imagem distorcida de um Deus tirano, cruel e justiceiro?

Alejandro Bullón no seu maravilhoso livrinho para jovens (e não só) CONHECER  JESUS  É  TUDO, Edições Reviver, Publicadora Atlântico, S. A., Portugal. Na contra-capa refere: "Através destas linhas quero, do fundo do meu ser, levar-te a conhecer melhor e a segurar a mão dessa Pessoa maravilhosa que encherá a tua vida de paz e de felicidade. Afinal de contas, conhecer Jesus é tudo."(Veja nos Links 1R - Alejandro Bullón).

* - "Você está certo! Mas pelos motivos errados! Isso faz com que você esteja totalmente errado!" Stephen King.



(Mª Rosa Baptista e Mª Sales - como puderam ler... - foram duas excelentes secretárias da Presidência da Igreja Adventista em Portugal, neste momento a desfrutarem das suas bem merecidas reformas. Muito, muito obrigada, pela prosa e o poema! Fico também 'em obrigação' para convosco...).

Nesta época especial desejo oferecer aos meus estimados Amigos, Familiares, e Visitantes dos meus blogs, mais 7 REFLEXÕES de textos recentes, interessantes, mas mais do que isso, muito importantes atendendo aos tempos difíceis que vivemos! Podem lê-los nos meus 2 Blogs habituais: Meditação Para a Saúde e Leituras Para a Vida. Têm também Músicas de Natal no final dos Links de Leituras para a Vida, O Caminho Para a Esperança e Tão Certo Como o Amanhecer.

Um Verdadeiro Natal, e um Bom Ano de 2016 com muita Paz, Alegria e a Esperança de um futuro melhor, é o meu sincero desejo! Leia tudo muito bem, medite, ore, e com a ajuda de Deus, tire as suas próprias conclusões! Muito Grata pela sua visita que é sempre bem vinda! E se gostar, divulgue estes blogs - pensados e preparados para ajudar cada pessoa a desfrutar uma boa Saúde Total, física, mental, espiritual.

Nº 6 ("Vivendo em Antecipação")

"O Maior Terror - A Maior Esperança"
A CERTEZA E A ALEGRIA DA RESSURREIÇÃO


Após a publicação, em 1859, do livro de Charles Darwin - A Origem das Espécies -, que abalou todo o mundo, os cientistas tentaram encontrar evidências fósseis dos nossos antepassados extintos. Em 1910, o arqueólogo Charles Dawson encontrou o que pensou ser o elo perdido no relato fóssil. Na realidade, o que encontrou foi uma das fraudes de maior projeção da História.

       Em pouco tempo, o achado tornou-se conhecido como o "Homem de Piltdown". Consistia de alguns pedaços de crânio e uma mandíbula com molares. Dawson levou a sua descoberta a um proeminente paleontólogo, que confirmou a sua autenticidade.
       A descoberta foi rapidamente registada em todo o mundo. Mas a mentira por detrás do "Homem de Piltdown" começou, lentamente, a desenredar-se. As circunstâncias e as provas não condiziam umas com as outras. Nos anos de 1950, testes mais avançados mostraram que o crânio tinha apenas cerca de 600 anos, e a mandíbula pertencera a um orangotango. Aparentemente, alguém com conhecimentos tinha preparado e manchado os dentes e "plantado" o achado.1

"CERTAMENTE NÃO MORRERÁS" - VERDADE?
       É horrível quando nos mentem; ninguém gosta que lhe mintam. Contudo, por vezes as mentiras parecem credíveis, de contrário não cairíamos nelas. Uma das primeiras mentiras foi dita pela serpente a Eva, no Jardim. Eva acreditou na afirmação "Certamente não morrerás", feita pela serpente (Génesis 3:4), e comeu o fruto. Desde então, temo-nos agarrado à mentira. Mesmo com a morte à nossa frente, ainda, de alguma forma, nos agarramos à vaga esperança de que algo em nós, de alguma forma, continuará a viver depois. Esta mentira tem-se tornado numa das fraudes em que mais amplamente se acredita. A ardente questão para todos nós é: O que acontece quando morremos?

O SONO DA MORTE
       As Escrituras dizem-nos que a morte é um estado inconsciente. Na realidade, a Bíblia compara a morte a um sono. "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, ... Até o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol" (Eclesiastes 9:5 e 6).
       Pedro reafirmou isso no dia de Pentecostes ao falar do rei David: "Varões irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente, acerca do patriarca David, que ele morreu e já foi sepultado, e entre nós está, até hoje, a sua sepultura" (Atos 2:29). E continuou: "David não subiu aos céus" (v. 34).
       Mas, mesmo não sendo bíblico, o que há de tão errado em acreditar que o meu ente querido se encontra num lugar feliz e de paz?, perguntam alguns enquanto lutam com a realidade da morte.
       Acreditar que alguém está em algum lugar e se mantém consciente depois de morrer leva a duas consequências. Primeiro, abre a porta para a manipulação direta pelas forças do mal, que se podem mascarar sob a forma de um ente querido morto e comunicar connosco. Segundo, tira a necessidade do evento mais grandioso da História: a Segunda Vinda de Jesus.

O CLÍMAX DA HISTÓRIA
       A Bíblia aponta para a Segunda Vinda de Jesus como sendo o grandioso clímax da história desta Terra. Não será um acontecimento discreto que a maioria das pessoas perderá. Jesus prometeu que seria inconfundível, semelhante a um relâmpago espetacular que cruzasse o céu do Oriente para o Ocidente (Mateus 24:27). João acrescenta que "todo o olho O verá" (Apocalipse 1:7).
       Será um espetáculo avassalador, fantástico. A Segunda Vinda de Cristo é a Bem-Aventurada Esperança da Igreja. A vinda do Salvador será um acontecimento literal, pessoal, visível, e mundial. Quando Ele voltar, os justos mortos ressuscitarão. Será uma ocasião suficientemente sonante para, literalmente, "acordar os mortos".
       O apóstolo Paulo dá uma rápida antevisão em I Tessalonicenses 4:16 e 17: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu, com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor."
       Na Segunda Vinda, os que dormirem em Jesus serão ressuscitados para a vida eterna. Como sabemos que os mortos estão a dormir nas sepulturas, a promessa da Segunda Vinda e da ressurreição para a vida eterna é especialmente importante para nós.

UM ACONTECIMENTO - DUAS REAÇÕES DIFERENTES
       Durante a II Guerra Mundial, os prisioneiros de guerra foram surpreendidos pelo som de aviões a voarem baixo sobre o seu campo. Ao correrem para fora das suas barracas, todos os olhos se esforçavam para distinguir a insígnia nos aviões. Depois, os prisioneiros começaram a gritar de alegria, a acenar e a abraçarem-se. Estes aviões não eram aviões inimigos, mas os seus próprios aviões. A libertação estava apenas a algumas horas de distância. Para os prisioneiros, aquele era o melhor dia da sua vida; mas, para outro grupo, o barulho dos motores trouxe terror, não alegria. Os guardas prisionais olharam fixamente, em espantada incredulidade. Para eles tinha chegado o dia do juízo. Em breve teriam de responder pelas suas cruéis ações. Aterrorizados, os guardas abandonaram os seus postos e fugiram para a floresta.

TERROR E ALEGRIA
       Embora nos traga grande alegria pensarmos na ressurreição como um momento de celebração e reunião, também é um dia de terror para aqueles que não estiverem preparados para se encontrarem com Jesus. O que, para alguns, será o acontecimento mais feliz da história deste mundo, será, para outros, o momento mais terrível. Aqueles que não estiverem preparados para se encontrarem com Jesus, ficarão tão desesperados para escaparem do momento glorioso que pedirão às montanhas: "Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto d'Aquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro" (Apocalipse 6:16).
       Mas nenhum de nós tem necessidade de estar nesse grupo. Jesus tomou todas as providências para que nós possamos esperar alegremente pela Sua volta. Quer estejamos a dormir na morte ou vivos na altura da Segunda Vinda, testemunharemos o mais grandioso espetáculo da História. Poderemos observar enquanto o grande inimigo, a morte, será tragada pela vitória.
       Ellen White descreve vivamente a cena: "Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombar do trovão, o Filho de Deus faz ouvir a Sua voz chamando os santos que dormem. Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o céu, brada: 'Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó, e surgi!' Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem, viverão. E a Terra inteira ressoará com o passar do exército extraordinariamente grande de toda a nação, tribo, língua e povo. Eles vêm da prisão da morte, revestidos de glória imortal, clamando: 'Ó morte, onde está agora a tua vitória?' ... E os vivos justos e os santos ressuscitados unem as vozes numa prolongada e alegre aclamação de vitória."2

       Não precisamos de acreditar numa mentira. Em face da morte não temos de nos agarrar a alguma esperança desesperada de que, de alguma maneira, algures, a vida pode continuar... Podemos ter a bem-aventurada esperança que rouba o ferrão à morte. Podemos ansiar pela grande reunião, aquando da volta de Jesus nas nuvens de glória, para acordar os mortos. Podemos ansiar por aquele grandioso "olá" sem um posterior "adeus".

1. Jane McGrath. "10 of the Biggest Lies in History" http://history.howstuffworks.com/history-vs-myth/10-biggest-lies-in-history-htm#page=6
2. Ellen G. White, O Grande Conflito, (Publicadora SerVir), p.536.

Questões Para REFLETIR E PARTILHAR

1. Como é que o conceito bíblico do estado dos mortos dá esperança a alguém que está a sofrer?
2. Qual é o perigo de se acreditar numa alma imortal?
3. Porque é importante saber o que diz a Bíblia sobre a forma como Jesus voltará?
4. Como podemos ter a certeza de que nos regozijaremos e não ficaremos aterrorizados na Segunda Vinda?


Revista Adventista, Especial, Setembro 2015 - 7 Artigos nos meus 2 Blogs, de 23 a 26.12.15